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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Uma história bonita e inspiradora - que existe mas é rara

 Leia aqui: 

Feitos um para o outro


Ah, é tão melhor quando se é jovem!
Tudo acontece. Até mesmo uma longa separação. Quando se dá o re-encontro a boa notícia é que... ainda são jovens! A vida inteira pela frente, tempo. Tempo para esperar, decidir, planear, adiar. TEMPO. 

domingo, 7 de agosto de 2022

Dueto de vozes

 É sempre bom descobrir novos velhos talentos. 

Que vozes!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

A estacao do Amor esta a chegar

 A estacao do amor esta a chegar.

E eu nao sei?

Voces tambem a sentem? 

Ja se detecta no comportamento das aves, dos animais. Exibe-se na natureza. 

Deixo aqui videos que fiz hoje e ontem. Digam la se podem negar um facto Tao obvio: existe uma altura mais propensa para se amar.






 Ja pensaram na simplicidade da vida se nos guiar-mos pela natureza?

Aqueles que entre voces puderem, tratem de arranjar um par.  Esta a chegar a estacao das flores e das abelhas! 

🤗💕💕🌞👍🐝🐝🌻🌺🌼🌷💑😍

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Para aqueles que só vêm VERMELHO

 Confesso-vos que quando oiço esta canção gostava de a apresentar a "Ele". 

Gosto bastante da letra porque implica muita coisa. É cantada por um homem a uma mulher: a sua mulher. Que está linda, deslumbrante, sedutora e cativante numa festa. Os outros homens reparam nela e ele, também. Acha-se afortunado por a ter a seu lado, por ela o amar, olha para ela como se a estivesse a descobrir novamente, como cativado pelos seus encantos ainda por revelar. 

Ele não está ciumento. A achar que ela está a ser demasiado simpática com os homens à sua volta. Ele é seguro de si. Sabe reconhecer e apreciar o amor que ela lhe dá. 

E isso emociona-me.

Quantos homens ficam totalmente cegos de ciúmes devido às suas inseguranças? Não podem ver uma mulher sorrir para outro que logo imaginam um par de cornos na testa? E por isso a destratam? Desgraçam uma coisa linda e única?

Nesta música temos um homem com letras maiúsculas. 
Que sabe que o sentimento de uma mulher, quando dado a um homem, não há nada que os outros façam que desvie o seu afecto. Ela pode ser sedutora, bonita, deslumbrante e chamar a atenção dos outros. Nada mais natural. Porque toda essa beleza, encanto que ela tem, tem porque o ama a ele. 


De que música estou a falar? Esta: 


Nota: a tradução está errada numa parte muito importante. Depois de "Eles estão à espera de um pouco de romance" a tradução não é "dê a eles uma chance". é: "Eles não têm chance". Tão fofo!

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Preciso de mimos

 Preciso de mimos.


Aquele abraço...

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

É por aqui que vieste ao MUNDO

 


A DOR DO PARTO 

"O corpo Humano só pode suportar 45 unidades de dor. Durante o parto, uma mulher suporta até 57, o que equivale a 20 OSSOS quebrados todos de uma só VEZ.

Respeite o género feminino. Tome consciência do que nos diferencia e ame o amor capaz de suportar tamanha dor".


Encontrei esta informação na internet. 

O que acham?

domingo, 23 de agosto de 2020

Fui ao parque. E o que vi?

 Ontem decidi ir ao parque. De longe, um grupo de quatro pessoas jogava ao disco. Um rapaz rechonchudo, de calcoes, barba comprida e loura pareceu-me familiar logo ao primeiro vislumbre. Era um simpatico ex colega, do emprego que tive faz um ano. O tal onde surgiu a paixonite.

Fiquei a pensar na coincidencia. Vou aquele parque desde que cheguei ao Reino Unido. Vivi anos numa casa mesmo ao lado desse parque. Vai fazer um ano, daqui a uma semana, que naquele parque desejei ardentemente vir a encontrá-lo novamente.  

Ao inves dele, encontro um outro colega. 

Nao deixo de pensar se este colega, neste tempo, voltou a ver aquele que eu desejei encontrar. 



Nao ha muitas ocasioes em que va aquele parque sem me lembrar dele. 

A lembranca ainda surge com frequencia, nas mais inesperadas situacoes. Quando uma pessoa nao sabe usar o computador, quando encontro um autocolante, quando temas aparentemente nada relaccionados vem à conversa e algo o traz novamente à memoria.

Mas ja nao doi. Essa bencao foi finalmente concedida. 

Pode entristecer um pouco, mas aquela dor intensa, constante, profunda... nao esta mais cá. 

Se um dia me cruzar novamente com ele...??

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Novidades sem novidades

Já passaram alguns dias desde que fiz um post. Isso deve-se maioritariamente ao facto de ter mudado de horario de trabalho.

A agencia estava a cancelar, reduzir para metade e a limitar os turnos para tres por semana. Em alternativa disponibilizaram o turno da noite. Por enquanto este tem a duração de oito horas, cinco dias por semana. Mas também este pode ser cancelado.

Sinto-me um pouco manipulada, porque sei que outros continuam a receber ofertas para o turno da tarde, aquele que eu fazia.

Suspeito que tem os seus favoritos e numa lista à parte, colocam os nomes daqueles que acham que podem dispensar.

Mesmo sendo dificil aguentar as noites a trabalhar, porque de seguida mal se consegue dormir, prefiro que me dem turnos certos do que estar diariamente a temer receber a temível mensagem: "o seu turno foi cancelado".  Isso causava-me profunda ansiedade.

No último sábado fez-me chorar baba e ranho por umas três horas. (Pronto, ate o dia seguinte, mas presumo que foi apenas o catalizador para o facto de tudo parecer estar a desmoronar).

Tenho uma vida laboral incerta.

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Quanto há casa, ao final de um mês ainda estou à procura. Aquela que partilhei aqui como estando a ser renovada para ser ocupada em uma semana, continua fechada e sem sinais de estar pronta.

A busca tem-me feito perceber que estou numa excelente casa. Feita à medida das minhas necessidades. Facto que a gorda sabe muito bem. Por isso é tão possessiva a respeito do espaço e quer ser ela a mandar e a tomar as decisões que a afectam: novos inquilinos, material de limpeza, arrumos, decoração, uso do espaço comum, etc.

Quando fala diz que a "decisão é do senhorio" mas ela age como o grilo falante: está sempre a sussurrar no ouvido dele o que este deve pensar e como deve agir.

Puro veneno manipulador destila a Godzilla.

(Pronto, ficam a saber o cognome que lhe atribuí depois de sentir o chão da sala a tremer e a mesa a abanar à sua passagem).

E não, nao foi imaginação. Deve ter pisado num sitio especifico que provocou o abanar mas se nao fosse tao pesada, não teria surtido efeito. E conhecendo-lhe o caracter de vibora venenosa, achei que de subito tinha-me surgido o equivalente ao trato dado por ela quando falava de mim com outros "fratelos".

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Quanto as dores da paixonite, que haviam regressado devastando-me por dentro tal como aconteceu no verão passado, depois da reza a Eles, fiquei muito mais serena. Nem quero pensar nisso. Não me foge o pensamento para ele. Isso sim, é um milagre. Sei que é, só pode ter sido intervenção vinda do além. Pode não durar mas agradeço que esta dor- a pior de todas- tenha desaparecido.

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E é isto. Novidades sem novidade.

E vocês? Têm alguma?






domingo, 31 de maio de 2020

Pessoas de fé?


Algo estranho acabou de acontecer. As minhas lembranças estavam todas a voltar a ele e com isso muito sofrimento o meu coração começou a sentir. Intensa dor, de novo aquela que parece que não passa e dói demais.

Decido fazer uma prece. Mas não peço a deus, jesus, nossa senhora, anjos da guarda... peço a eles. Abro-lhes o meu coração e explico-lhes o que sinto, o que quero que aconteça. Peço que me concedam essa oportunidade, pois se passado um ano ainda estou na mesma, preciso disso. Rogo-lhes por isso.

Instantes depois ele tinha desaparecido da minha mente. Está também um pouco sumido do meu coração. Sei que não vai durar. A questão estranha é que eu orei para ter oportunidade de estar com ele e o que me concederam foi o esquecimento.

Sim, porque algo aconteceu. O estado em que eu estava e como subitamente deixei de estar... depois de orar a eles.

O que não tem de ser, não tem de ser...

Mas eu pedi que me concedam a felicidade de voltar a sentir o que senti e poder viver isso. Foi por ele que o senti e dificilmente (como o exemplifica o post de ontem) vou sequer olhar para outro. Nunca fui de olhar, sempre... aconteceu.

Nao vou conhecer ninguem novo nos proximos tempos, tal como não conheci no ultimo ano. Muito menos alguém que me desperte o que ele despertou em mim. À minha volta ninguém é complicado e integrante como ele era. Eu vi o mundo por um prisma diferente, o prisma dele, e fez-me bem, pois é tão diferente do meu. Eu preciso desse outro prisma pois claramente, o meu veio defeituoso e está preso no set "todo o mundo é bonzinho". Ele tinha uma perspectiva diferente e não queria saber de ninguém. Mas foi doce e atencioso comigo.

Eu tenho tendencia para gajos perturbados, que sao timidos. Acabam por ser simpáticos e mostrar bom carácter para atrair uma presa mas depois sao ciumentos e possessivos. Julgo que não era o caso dele mas fico na incerteza devido a esta tendência do passado.

Orar resultou em esquecimento.
Curioso resultado....

terça-feira, 14 de abril de 2020

Preocupo-me com «ele»

Nesta Sexta-Feira Santa estava a dialogar com Jesus, naquela que foi uma conversa tida num momento de gratidão pela vida. Porque, a pesar de tudo, se é verdade que Ele existiu e fez o que fez  pela humanidade, apeteceu-me agradecer-Lhe.

Depois dos agradecimentos, vieram os pedidos. O que é realmente importante? Aquilo que me faz falta? Deixei a emoção mais intensa revelar-se dentro de mim. E ela é ele. Ou o amor que sinto. Quero viver um amor. Com outra pessoa, se necessário for, mas quero amar! Com a condição de  saber o que é ser amada de volta.

Revivo momentos, imagino muitos que haviam de vir e penso regularmente nele.
Pergunto-me se está bem. Se não estará doente com o vírus.
Claro que está bem. Está optimo! Fantasio que também pode, subitamente, querer saber como eu estou. Mas não quer. Talvez nunca tenha querido.

O que me chateia é que nada disto tomaria as proporções que tomou, caso ele tivesse tido outro comportamento. Um diálogo. Nenhum sentimento atingia a magnitude do meu, se tivesse oportunidade de se clarificar. Podia ter tudo falecido ali. Mas não... tudo aumentou, intensificou. Passado tanto tempo até começo a sentir embaraço de indicar quanto, ainda estou emocionalmente comprometida.

Porra!
Que estupidez.

Espelho, espelho meu, existe alguém mais idiota, parva e estúpida do que eu??

quinta-feira, 26 de março de 2020

Mulheres: Somos a balança do Universo

O telemóvel acabou de tocar de um número privado. Atendi mas por mais que falasse, do outro lado não veio nenhum som. Então desliguei. ***  Voltou a tocar. Mais silêncio. Antes de alguém no outro lado desligar, escutei uma voz feminina. Então mais silêncio.

*** Conto isto porque após o primeiro toque, ocorreu-me que podia ser ele, a querer escutar a minha voz. Que me tivesse ocorrido isto faz-me entender que nós, mulheres, somos mesmo parvas. Quando nos apaixonamos, ficamos meses, anos, a alimentar fantasias de contacto que nunca vão acontecer. 


Gostava de ser mais fria e indiferente como os "gajos".
Mas também, se nós, mulheres, fossemos assim, o mundo cairia em colapso. 

É por sermos maternais e sentimentaloides, esperançosas e carinhosas, capazes de exercer o perdão por amor, sempre ali para apoiar e amar, que eles precisam de nós, que damos equilíbrio ao Universo, de resto tão desequilibrado.


Sim, temos fases hormonais. Causa-nos alterações de humor, aumentam a irritabilidade...

Mas sem nós, MULHERES, 
que vida violenta, árida, sem graça, fria, cheia de lixo e em conflito bélico seria o Mundo dos Homens. 

terça-feira, 10 de março de 2020

O facebook indiscreto

O Facebook continua a sugerir-me amigos do tempo da carochinha. Um deles conheci tinha ele 18 anos. Um miúdo impetuoso, revoltado, com cabelo muito farto e encaracolado, que usava pela altura dos ombros. Enrolou-se com a colega de trabalho, de trinta e poucos anos de idade, casada e com filha bebé. Oh melhor, ela é que gostou de seduzir um rapazinho encantado com a sua desenvoltura e que não conhecia nada da vida. Engravidou dele, o que levou ao divórcio e nunca mais soube de mais nada. 

Até este momento em que o facebook mos mostrou. Ele não é  mais aquele rapazinho que a minha memória guardou. No seu lugar surge um homem bem afeiçoado, de cabelo visivelmente grisalho, liso e de corte curto, algumas rugas de expressão bem visíveis em torno dos olhos e envergando fato e gravata. 

Como posso eu ainda ser jovem se o "puto" tá homem feito de cabelos grisalhos? 

Já agora, ela, agora cinquentona, está na mesma. Ou até melhor. Não lhe vi as rugas que em mim já estão por toda a parte na expressão facial (e na altura eu era bem mais nova que ela, com rosto de boneca de porcelana).  Arranjou mais dois filhos a somar aos dois que já tinha pela altura em que perdi contacto. Aparenta ainda estar melhor conservada do que quando a conheci. Zero rugas! Não estou a exagerar. É a pura verdade.

Viver a vida como te dá vontade e ser feliz com quem te apetecer no momento. 
Deve ser esse o segredo da perpétua juventude. 

Ela é que fez bem. Assumiu-se uma cougar (uma puma devoradora de homens) quando o termo ainda não tinha sido inventado.


Assim como este rapaz está diferente, maturo, experiente, vivido e seguro de si, é também assim que o vi (a ele). Vi tudo isto e mais ao olhar nos seus olhos. Vi-lhe o futuro. Consigo senti-lo como pessoa daqui a muitos anos para vir. Vai ficar tão charmoso e interessante. Queria lá estar lá para o constatar.

Ela preocupou-se com a diferença de idades? Com o marido? O casamento? Não!
E ele tinha 18, não 28. Quase novo demais para poder ir para a cadeia por pedofilia.
E eu aqui com as minhas dúvidas de treta.

Devíamos todos fazer o mesmo que ela.
Follow your heart

domingo, 8 de março de 2020

O coelhinho vai pagá-las!




Começo a detestar os fins-de-semana, porque em todos sinto-me bué deprimida. Hoje não foi diferente. Decidi por isso sair, ir para perto da natureza, entrar no shopping, ver gente. Quem sabe, até esbarrar em alguém conhecido. Aproveitei e dei um pulo à Primark. 

Ia a entrar para os provedores de roupa quando noto um homem no interior, à entrada, a falar alto ao telemóvel. Acho que o conheço mas não sei bem de onde. Depressa percebo que é o rapaz que a mais-velha traz cá a casa sempre que pode. Chamam-lhe "rapaz da mais-velha". Como se ele lhe pertencesse. 

Se me reconheceu - e acredito que sim porque sempre foi rápido nisso, nada disse. O tempo que me levou a experimentar sete peças de roupa e sair, não foi suficiente para ele sair daquele lugar. Ainda ali estava, continuava a falar ao telemóvel, em italiano, claro. Como era dentro do roupeiro, mesmo ao lado dos cabides de roupa, cheguei a pensar - juro - que era agora funcionário da Primark. 


Na saída tive de entregar os meus itens, devolver a placa de plástico e perguntar onde estava o cesto com o resto das compras. Apontaram-me para o cabide e o saco estava mesmo ao lado dele. (desapareceu do interior um batom em promoção que queria mesmo experimentar. Terá sido ele a tirá-lo?)

Nada dissemos - não pareceu haver nada a dizer. Mas havia sim: podia ter sido ali que ia perguntar-lhe porquê apagou um desenho amoroso de um passarinho e uma mensagem de Natal feita por mim no quadro da minha cozinha, para deixar uma pila no lugar. E se costuma deixar o símbolo internacional de "Fuck You" assim, na casa dos outros. 


Imaginem se tivesse feito isso. Claro que um homem não se encontra no interior da Primark, ainda por cima quase meia-hora no interior dos roupeiros, se não estiver à espera de uma mulher. Ter-lhe falado e usado a ocasião para o confrontar com o seu gesto mal-educado, teria enfurecido quem quer que fosse que ele esperava nos provedores. Nenhuma mulher gosta de sair às compras e ver o seu "homem" a falar com outra, ainda mais descobrir que existiu qualquer espécie de contacto envolvendo pilas. Perde-se a confiança e fica-se a desconfiar. 

Mas eu sou tão boazinha, que apenas fiz a minha vidinha, sem me importar com a presença dele. Pouco depois de sair, ouvi a voz dele atrás de mim e virei-me a tempo para ver a tipa. "Boa demais para ele" - pensei. Não por o achar má pessoa - não o conheço de todo. Mas numa ocasião em que lhe falei, simpatizei com ele. Todas as outras que vieram a seguir não existiu conversa, só breves contactos em que a mais-velha estava sempre ali, de cara fechada e de veneno em riste. Sei lá eu o que ele entretanto foi "ensinado" a pensar de mim. Disse que a achei boa demais para ele, porque ela era normal, nem gorda nem magra, nem velha. E ele é assim, assim, careca e fala alto que se farta. A namorada dá de 1000 a zero na mais-velha. Se esta tinha pretensões ali, deve estar de rastos, ahah. Esta é mais nova, para começar, bem feita, cabelo esticadinho. Daquelas que dá gosto um homem mostrar-se ao lado. Virou-se para ele e deu-lhe um selinho nos lábios. A coisa não ficou por aí.

Novo amor! Coisa recente. Que faz os homens acompanharem as namoradas à chatice das compras de roupa e ficar à espera eternidades para que saiam dos closets. 

Ao ver o selinho, lembrei que era o selinho que eu queria estar a dar.
Não importa como um homem é fisicamente. Há sempre uma mulher pronta para o acolher, para o amar. Nós, mulheres, é que não temos essa mesma sorte. 


Esse pensamento, essa certeza, entristeceu-me. Também ele está a dar selinhos e outras coisas mais a outra gaja, toda boa, mais nova, cheia de amor para dar. Eles encontram sempre alguém que os ame. Porque essa é a natureza feminina: dar, amar, sem olhar para a «embalagem». Não há homem que chegue para tanta mulher - para começar pela dura realidade. Mas o pior é saber que não há homem que não procure uma mulher mais jovem e bonita antes mesmo de sequer imaginar-se a olhar para uma da mesma idade ou mais velha. 

As mulheres ficam sós. Os homens, nunca. 
Antes dele, eu estava confortavelmente no clube das "mulheres sós". Não estava resignada, sonhando com uma mudança, não! Estava totalmente de bem e satisfeita com a minha situação. Era  confortável e não me envergonhava mais. Apareceu ele e agora dou por mim a desejar coisas que nem estavam adormecidas: estavam mortas! Mortas.

É de um sadismo sem tamanho. 
Descobrir que ainda vivo, ainda palpito, e saber que só um homem pode saciar esta vontade de O amar.

Porque as mulheres são assim... quase todas, e a julgar por mim, todas mesmo. Quando se apaixonam, não há outro. Não há ninguém. Ninguém serve. És tu. Só tu.


Decidi ir ao supermercado comprar algo doce para comer. Se bem que o que me apeteceu mesmo foi embebedar-me e beber até ficar tonta e adormecer. Mas amanhã é dia de trabalho e para quem nunca ficou realmente bêbada, preferi adiar a experiência para uma ocasião em que possa ir para o hospital caso seja necessário, ahah. (sad face).

 Isto está a fazer-me mal. Seis meses, porra! Um gajo careca e pouco atraente consegue viver um romance daqueles novinhos e eu a chupar no dedo. Porquê? Porque eu não sei aproveitar as oportunidades. Os sinais estavam todos lá mas eu não os vi porque estava confortavelmente acomodada na minha «morte». Estava fora de coagitação, vir a viver o que agora estou a desejar. Nem fazia mais sentido. Por isso não vi mais cedo os sinais. Não andava à procura deles, não os desejava, pelo contrário. 

Mas estas coisas não se escolhem e aconteceu. E agora tenho este veneno dentro de mim. 

Decidi vingar-me no coelhinho de chocolate. Tal e qual como no anúncio de Natal, comecei pelas orelhas. É doce, mas não substituí. Acho que o que me passou pela cabeça há uns tempos sobre um male prostitute é capaz de ser a solução.



VINGANÇA!!!

(vou pagá-la caro)


sábado, 7 de março de 2020

É de ir à lua e voltar


Comprei uma embalagem de gelado só porque tinha o nome dele. É como se, ao degustá-lo, pudesse de alguma forma senti-lo perto de mim. Não resultou. Também não queria que resultasse. È daquelas coisas que ainda se fazem, sem contar a ninguém.


Mas aqui estou eu a revelar esta idiotice (são só as mulheres que agem assim??) porque aos poucos, parecem existir sinais por toda a parte indicando que ele não era para existir. Muita coisa mudou, logo depois de o conhecer. Coisas que não esperava, não contava que viessem a mudar. 

No mês seguinte, já não usava o telemóvel com que ele me viu tantas vezes. O quarto foi ampliado. A parte que dediquei a ele nesse espaço - a minha lembrança secreta à frente de todos - foi sendo removida por pura casualidade. O senhorio precisou substituir o móvel onde coloquei essa lembrança. Mudei-a de sítio para um lugar daqueles que ninguém substitui e, subitamente, também foi preciso trocar esse elemento por outro. É como se tudo relacionado com ele estivesse intencionalmente a ser removido da minha vida. 

E o que é pior, o que me levou de volta às lágrimas: constatei que desapareceram todas as imagens daquele tempo. Não só as dele, mas todas, do lugar, dos colegas... Podia jurar que as tinha guardado no disco rígido externo onde coloco tudo. Sabia-as ali, para aceder.  Apeteceu-me olhar para o seu rosto, para descobrir se não mexia com nenhuma emoção cá dentro. A perda dessas imagens devastou-me!! Não entendo... eu nunca apago nada, tiro fotografias a tudo. Até tinha-as em duplicado.

É como disse: Há uma força invisível de afastamento e começou a actuar naquele dia.

Eu até já tinha começado a julgar que o melhor era convencer-me que imaginei tudo. E que nada aconteceu. Ele não existiu, nunca esteve aqui, nunca nada nunca. Pronto. Parece que é o que estas forças querem. Eu não nasci mesmo para ter uma hipótese de felicidade ao lado de alguém.

E onde entra o gelado nisto? Dentro do congelador, a embalagem parece ser o que mais atrapalha. Volta e meia, preciso do espaço que ocupa. Mas não a tirei. Até hoje. 


É que fui ao céu e vim, quando coloquei na boca este gelado da Magnum. As pupilas degustativas deliciaram-se com o recheio de chocolate...

Deitei fora o outro, o da embalagem com o nome dele. Magnums de chocolate no seu lugar! (Sorte ele não se chamar Magnum, ou nunca mais ia poder olhar ou provar um)

Até o invólucro envolvendo o gelado é bonito!

É como se tudo o que fiz para me lembrar dele estivesse a ser empurrado para fora da minha vida por uma força cósmica. Só eu, só a minha mente, emoções e o que me resta de desejo, ainda luta contra.  

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Hipnotizante bela


Mais de 1h da manhã e estou aqui a olhar para o céu noturno através da janela. Não consigo desviar o olhar da brilhante estrela que cintila lá  no alto. Mas que beleza! Parece estar a enviar jatos de luz e a movimentar-se. Mas não. Está num só lugar. Linda e brilhante, impossível desviar o olhar.
Nessa contemplação percebo que necessito de me amar a mim mesma. Gostar de mim, com rugas, sem rugas... Valorizar-me.

A estrela no céu é tão brilhante que não  consigo deixar de a olhar. E tranquiliza-me. É tão bela que decido fotografá-la para vos mostrar.

Faço alguns disparos. Mas de imediato umas nuvens a escondem. Está até agora, escondida, invisível,  como se nunca ali estivesse estado.

Não gosta que lhe tirem o retrato. Como a entendo!!

Tivemos um momento - eu e ela.
Privado. Íntimo.

Ela não quer que o relate. Mantem-se escondida. Já não vai voltar. Convocou as nuvens para a ocultarem de mim. Porque apareceu apenas para os meus olhos, para falar com o meu coração. Desculpa-me estrela, mas és bela demais!


quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

A ingenuidade como chapada na cara



A presença do novo inquilino já me serviu de aprendizagem. 
Não sabia que convidar alguém do género oposto a entrar na tua casa significa que vão ter sexo. Nos filmes, sempre foi assim, eu sei! Mas só depois de um dinner date.  


Pois vos digo que nem isso é preciso mais. Um encontro, um jantar... já não se usam. Basta trocar um olá e nesse acordo mútuo e mudo de palavras diretas entre dois estranhos, sai sexo.  

Agora compreendo porquê o gajo foi embora. Não apanhei nenhum sinal destes modernos que me estava a enviar. Coitado... ficou ali à espera e... nada. 

Quem manda se meter com uma jumenta como eu? Ahah.

Ainda sou do tempo.... um tempo que não existe mais.

Mesmo com rodeios, ainda se usavam palavras claras de interesse. Hoje diz-se tudo menos essas palavras. O sentido da pergunta "onde vais quando acabar o teu turno?" é "anda ter sexo".  Ele bem que me perguntou "onde vais agora? Eu levo-te a casa". 

O simples facto de alguém do sexo oposto abordar-te é de imediato interpretado como interesse sexual. Tudo tem duplo sentido. E eu, na minha santinha ingenuidade... Longe de imaginar tais coisas, pelo menos dirigidas a mim e vindo de alguém como ele. 

Não há dúvidas: Sou mesmo feita de outro molde.
Cai do cavalo, este continuou a galope e eu fiquei a pé. 
Sim, vou pendurar as chuteiras e ficar tranquila.



terça-feira, 26 de novembro de 2019

Poema que não rima e não tem nome mas todos conhecem bem


Olhos tristes.
Vontade lânguida.
Ainda me é fácil deixá-los encher de água.
Que teima a cair.
Tristeza habita no meu olhar.
Bem que gostaria que assim não fosse, mas meu olhar se recusa a trair meu coração.

Vontade para as coisas, não tenho.
Ou tenho pouca, momentânea.
Preciso de as fazer - as coisas.
Mas elas não são feitas.
E quero fazê-las.
Mas elas não são feitas.
E quero parar de estar assim.
Mas nada acontece.

É patético - tento convencer-me.
É perda de tempo - tento convencer-me.
É ridículo.
Tento que as palavras me tragam alento ao coração.
E me tirem de vez desta situação.
É inútil.

Perdi a dor do desejo.
Ajudou.
Mas não perdi o resto da dor.
O que não ajuda em nada.

E cá está ela, a lágrima...


segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Comunicação através de flores



Plantei-as há meses no jardim. Sobreviveram ao frio, à chuva, ao sol, continuando vivaças e brancas. Até a semana passada. Até aquele dia em que senti que algo havia mudado na minha condição de sofredora por amor. 

As begonias brancas morreram todas. 


Há quase três meses, escondida a um canto, plantei um rebento sem raiz que havia sido cortado pelo descuidado do senhorio ao limpar o jardim. E pedi. Pedi para o esquecer e que o sinal fosse aquela flor morrer.

Sem raiz, com o pé enfiado num pedaço de algodão manchado, pensei que era certeiro: a flor ia murchar, morrer. Era uma questão de dias, senão, horas.


Só que não. Manteve-se tão roliça e vistosa como as outras com raiz. Três meses! Por vezes ia lá ao canto, remover as folhas caídas e espreitar, desejando encontrá-la seca, extinta. Sinal de que o meu sofrimento ia ter um fim. 

E encontrava-a bela, branca, vistosa.

Morreram todas a semana passada, durante a noite.

RIP.


PS: Decidi investigar o significado da Begónia. Heis o que encontrei:
A flor da begônia significa felicidade, delicadeza e cordialidade, é também indicada para namorados apaixonados, já que estão associadas à inocência e à lealdade do verdadeiro amor. Relativamente ao Feng Shui, a begônia é um símbolo de fertilidade.
(A variedade mais conhecida da begónia é “begónia sempre-florida” (begonia semperflorens) que tem a característica de florescer durante todo o ano).

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Como recuperar de um (intenso) desgosto amoroso


Não tenho nenhuma fórmula milagrosa mas descobri técnicas que ajudam.


1º QUEM CANTA OS SEUS MALES ESPANTA  ♫♫


Esta é uma verdade. Cantar ajuda. Sei que parece difícil, mesmo impossível, porque tudo o que se tem vontade é de chorar. Mas cantar ajuda a afastar o pensamento, que teima em se fixar na pessoa e naquilo que viveram juntos. Disso a extrapolar para o que o/a terá afastado/a é um instantinho e a dor intensa que daí advém chega à velocidade-luz. 

Não permita! Por isso, CANTE. Escute músicas que ANIMAM, batuques sem letras, porque, indubitavelmente, as líricas são quase todas sobre amores que não deram certo. Dessas você precisa fugir. Por isso, fuja! Escute coisas aceleradas, rock pesado, preferência só instrumental. 


Esta é uma das dicas que acho mais úteis.

Não permitir que a cabeça se ocupe a pensar no que só nos traz sofrimento. 


2º) APROVEITE OS MOMENTOS UP

Não são muitos - são raros, mas se por um instante sentir-se em cima, não permita que as lembranças o empurre para baixo. Quando gargalhar, tente que hajam mais gargalhadas. Tentar divertir-se é essencial, mas muito complicado e não apetece de todo quando queremos é ficar sós para chorar. Por isso contradiga essa tendência. Não o/a leva a lado algum. Se tiver amigos que a/o puxam para cima, não os largue. Insista, mesmo estando a sentir-se miserável e triste. Aproveite cada instante de alegria, seja porque o seu animal de estimação fez algo engraçado, seja porque ele se enroscou a si. Mas concentre-se no bem que isso lhe faz, não na falta que sente do carinho e da alegria da pessoa de quem sente falta. 


3º) ACREDITAR NO SEU VALOR

Não é fácil vermos-nos a nós próprios com bons olhos, quando deprimidos e derrotados, a sentir que nada na vida faz sentido. Será que Deus tem um plano para nós? Porquê estamos a sofrer desta maneira? Qual o motivo? Qual a lição que daqui temos de tirar?

Não sei as respostas para tudo mas sei que aos poucos chegam. Deve-se afastar a vontade de morrer, a sensação de que está tudo perdido. Porque nós temos valor! Alguém nos ama, ainda que não sintamos assim. Algures alguém tem por nós um amor autêntico, puro, que nos é dirigido. Para quem tem fé, pode auxiliar-se no amor do Senhor - eterno e incondicional.  Para quem não tem, há que acreditar no próprio valor.