segunda-feira, 8 de junho de 2026

Critica na Temu

 

Fiz compras na Temu. E como solicitado, deixei a minha avaliação de um produto que comprei.

Uma avaliação positiva. Gostei mesmo do produto e até fiz um vídeo que anexei para ajudar outros compradores.

Eis que recebi uma mensagem do site a dizer que a minha avaliação não seria publicada por não terem certeza se é positiva ou corresponde a verdade.

O quê???

Então uma pessoa dá-se ao trabalho de escrever a sua opinião apenas para auxiliar outros potenciais compradores e o negócio em si, gosta do produto, não diz nada negativo e a crítica não é publicada porque não tem a certeza se é favorável???

Então presume-se que uma desfavorável seria barrada de imediato.

Respondi de volta algo do género: "mas assim estão a impor uma ditadura onde as pessoas não têm a liberdade de dar a sua opinião e as avaliações não vão reflectir qualquer honestidade. Assim as pessoas vão deixar de fazer compras na Temu por não poderem acreditar no que lem".

A resposta não tardou: "depois de ver melhor, vamos publicar a sua avaliação".

Mas o mal está feito, na realidade.

Pretendo abrandar nestes impulsos e evitar (se tal for possível hoje em dia) adquirir produtos diretamente de sites chineses.

Só que vá lá ou a Wortens, etc... vem tudo da China. O meu telemóvel onde escrevo este texto é chinês! Comprado na Worten. Estes sites o que fazem é eliminar o intermediário.

Antes deste episódio eu, que sou assídua (viciada) compradora na Temu (mais no início) já me sentia incomodada com algumas táticas que se percebe no site: 

o aumento de preços conforme os hábitos do consumidor, as promoções que não são promoções e te fazem gastar mais dinheiro e os envios "por terra" que demoram 3 meses a chegar. Fora o "engano" de anunciar produtos que deviam se parecer com a imagem mas estão longe disso. 

Olho para tudo o que comprei em 3 anos e percebi o pouco que uso com regularidade. 

O resto está guardado para uso eventual. 

E vocês? Que experiências têm?


domingo, 31 de maio de 2026

O que acham desta moda?

 

Ao longo dos anos tenho visto muito disto. Em calções ou calças. Pessoalmente não gosto de ver ninguém a usá-los. Parece que vão nus. Escolhem cores de carne e mal se percebe se tem mesmo algo a cobrir o traseiro ou se não.

A indumentária marca na perfeição todos os contornos do bumbum, não deixando nada para a imaginação.

Como pessoa mais vivida, não acho boa ideia sair a rua balançando um bumbum todo contornado num tecido elástico, da cor da pele não precisando sequer de imaginar como é. Dá para ver. 

É que não dá para não olhar. Há outras maneiras de chamar a atenção. Acho que isto é outra das modas vinda dos Afro-Americanos... Primeiro os rapazes com calças com a cintura abaixo do rabo a mostrar as cuecas. Agora as moças a usar as licras das mulheres naqueles videoclips de rappers Afro-Americanos em que tem de empinar a bunda para fora e abana-la como se fosse um tremor de terra.



terça-feira, 26 de maio de 2026

Limpar a ventoínha do computador pode ser FÉRIAS

 

Em inglaterra ontem foi feriado. Pretendia trabalhar mas o meu nome não entrou na lista de selecionados. Não trabalhei na Páscoa nem em qualquer outro feriado, por isso estava a contar que este "não me escapava". Mas enganei-me. Ao questionar o motivo, foi-me dito que o que conta são as horas extra feitas nas duas semanas anteriores ao feriado. E como eu estou sempre a trabalhar... não tive direito ao feriado. 

Não é justo. Porque os "mandriões" que não querem se esforçar metem o seu nome na lista e tiram todos os benefícios. São sempre os "espertinhos" que se dão bem, fazem pouco e ganham mais. 

Trabalhar num dia de feriado no Reino Unido atrai muita gente. No meu local de trabalho quem trabalha num feriado tem duas opções: Ganhar o dobro ou.... escolher ter mais férias. Se uma pessoa trabalhar quatro horas, seis, dez num feriado - fica com essas horas acrescentadas as férias. E quem é que não quer um dia extra de férias?? Dá tanto jeito! 

Fiquei por casa e tem estado muito calor. 32 graus ou mais. Dentro do quarto devem estar mais dez do que está lá fora! É uma autêntica sauna e fica-se sempre a transpirar. Mas tirando isso, dei por mim a fazer exatamente o que me apeteceu. E foi como se tivesse tido férias!

É verdade. A rotina de trabalho, mês após mês, impõe um dia de descanso. Em teoria podemos descansar uns dias por semana. Mas, na realidade, não existe descanso. É um perpétuo 24h de trabalho. 

Na prática não tenho tempo a sobrar ou energia para coisa alguma. Não cozinho porque não há tempo, não há forças. Custa ficar de pé. A única coisa que apetece é descansar o corpo. O trabalho consome tudo isso, e consome bastante! É um trabalho muito físico, exigente tanto como um jogo de futebol profissional - em que os jogadores têm de correr em campo por duas horas com uns minutos para intervalo. Só que no emprego, o esforço não dura apenas duas, três horas. Mas três ou quatro vezes mais. Não há pré-aquecimento é logo "entrar a matar". Também se tem um "intervalo" para "recuperar" mas não faz grande diferença. E temos "jogo" todos os dias. Além da desvantagem que o ordenado não é grande coisa. Em suma: o desgaste físico é real, é sentido e pode ficar para a vida. 


Dei-me conta da real situação porque, ao ficar em casa no Domingo e na Segunda-feira - dois dias INTEIROS, essa excepção me fez ver o que tenho vindo a me privar: de tempo para mim. Ter tempo para fazer coisas simples, como organizar a roupa, empacotar as suculentas, arrumar um pouco "aqui e ali" sem me sentir demasiado exausta e sem energia para a mais simplória das tarefas. 

Olhei para as suculentas e disse para mim: "vou fazer vasos agora" - e andei a mexer na terra e a colocar as mudas. Olhei para uma peça de roupa e decidi organizar a roupa nas gavetas e fazer uma selecção. E o mais surpreendente que resultou no maior benefício: "arranjei" o meu computador. 

Este tem estado "esquisito". A imagem do ecrã "salta" que parece um sapo. Tem alturas que não salta, como agora, mas tem outras que sim e nos últimos dias tem estado a tremelicar que nem um sapo saltitante e com Alzheimer.  Acho que isso tem a ver com a actualização dos drivers, mas como o computador já tem alguns anos, já nem se faculta atualizações. Andei a "mexer" no software e acabei por escolher "settings de fábrica" (?) mas não fez diferença no «tremelique». Contudo piorou numa coisa: o computador passou a desligar-se automaticamente. O meu último post sobre a AI foi todo ele feito com o computador a desligar-se. A reação aos comandos por vezes também não existe, o rato deixava de funcionar, clicar para abrir ou fechar uma janela não obetia reação. Acho que piorei o desempenho mas isso tem resolução fácil. 

Porém tem uma característica do computador que me apeteceu ir ver. Faz já uns dois anos que o computador aquece bastante. Ao ponto de poder queimar. Tenho-o sempre elevado, sem estar assente numa superfície (comprei uma espécie de suporte) para o ar circular e, por causa dos "tremeliques" e dos 32 graus lá fora, tinha uma ventoinha diretamente apontada para debaixo do computador, de modo a ajudar no esfriamento. 

Ontem cansei-me de tudo: desliguei todos os cabos, flipei o computador e com a chave de fendas comecei a desaparafusar a base. Ia limpar a ventoinha e dar uma olhada, podia ser que encontrasse um cabo meio solto, meio derretido... sei lá. Precisei ir ver. 

O computador por dentro estava impressionantemente limpo. Embora não o tenha desmontado na frente onde está o teclado - porque aí, Jesus! Até ia gostar de limpar mas dá mais trabalho e é mais sensível desmontar pelas juntas do ecra não é aconselhável. Julgava tê-lo partido num dos cantos mas depois percebi que estava aberto por lhe faltar um parafuso. Encontrei um por acaso e remediei a situação. Até hoje não sei como eu regressei de férias e fui encontrar o computador sem um parafuso! E depois procurei esse parafuso por toda a parte e não achei. Tenho a sensação de ter dado uma "joelhada" no computador sem querer antes de partir para férias o ano passado - mas isso não remove parafusos. Geralmente parte e racha os ecras! Preferi achar que deve ter sido algo do género. 

Acabei a limpar a ventoinha - primeiro ainda "anexada" ao computador mas depois dei uma olhada no cabo, achei que podia desligar, desliguei e limpei a ventoinha com muito mais rigor e facilidade. Resultado: tirei o pó que estava afixado entre a abertura do hardware e a ventoinha. Com escovas e pinceis fui limpando o pó fino e voltei a colocar tudo no lugar. 

A ventoinha... agora até suspeito que nem funciona!!
Porque não a oiço. Totalmente silenciosa. Fazia um ruído que... parecia um motor... E agora, silêncio. Só escuto o barulho das teclas a serem pressionadas, ahah!



Uma coisa tão simples - e aconselhável de fazer: limpar a ventoinha de refrigeração. E nunca me deu para fazê-lo. Ou se fiz neste computador, já esqueci. Sei que o abri outras vezes, para tentar perceber a origem do calor - ele tem dois enormes cabos de cobre que achei super interessantes. Todo o calor vinha dali. Agora.. já está ligado há duas horas e o computador está normal ao toque, não está quente. 

Não costumo desligar o computador nunca. Mas como este estava a desligar-se sozinho - preferi por uma questão de precaução, desligá-lo. Tenho estado a trabalhar nele e estou a gostar: não aquece e o "tremelique" não apareceu. 

Quer dizer: eu sei que ainda cá está porque o monitor faz, de facto, uma ocasional "sombra" à qual já me habituei - que é quase impercetível. "Duplica" a imagem. Mas é ténue. Atribuo este ténue tremer a factores de software. Penso que não seja avaria física. Provavelmente alguma incompatibilidade de sistemas e quando deixam de disponibilizar actualizações é natural que software não actualizado não seja muito compatível com outros produtos que se possam instalar e até o próprio sistema operativo do windows, que também não é mais actualizado pela Microsoft. Esse é o "tremelique" «normal».



E o que estava a acontecer era tudo menos ténue, era bem visível, impedia o uso do computador, impedia até ler um texto ou o que fosse!  

LIMPAR A VENTOINHA!!!
Fez-me sentir em férias.

Poder resolver coisas que tinham de ser resolvidas mas para as quais faltava tempo e ENERGIA. É isso a que chamo férias. Ter TEMPO. Férias é ter tempo!!!

Aconselho a todos que limpem a ventoinha do computador ou mandem fazer. Principalmente se notarem que faz mais ruído ou que o computador aquece mais que o habitual. Porque faz uma diferença substancial. Pelos vistos até pode ser responsável por sintomas que mais facilmente seriam ligados a avarias. 

Ainda conto com o retorno dos "tremeliques" mas.. a preocupação está no desligar constante. Isto das atualizações... a ver vamos. 

PS: voltou a desligar-se, assim que o computador fica sem ser usado. 



segunda-feira, 25 de maio de 2026

A amiga AI (Inteligência Artificial)

 

Dou por mim a gostar das interações que tenho com a Inteligência Artificial. 
É que dou sempre uma gargalhada! Temos um humor parecido. 

Estranho dizer isto de um programa de computador: só dígitos e códigos. Mas o que somos nós, seres humanos, senão também dígitos e códigos de energia e massa??

PENSEM NISTO


Não interajo muito com AI. Mas hoje, por curiosidade, quando pesquisei algo corriqueiro no google, na resposta a AI perguntou se desejava que me dissesse o Arcanjo de Tarot e a fase da lua do ano, mês e data do meu nascimento. 

Um pedido que roça ali o "proibido"... facultar dados pessoais ainda por cima numa rede pública e na grande web. Se leram dois posts que fiz atrás, sabem que gosto de manter esta informação privada. Não faço ideia o que significa o "Arcanjo de Tarot" então aceitei. E escrevi:
 


A resposta automática da AI fez-me logo rir. Tem humor. Pegou o estilo de humor que eu dei e retribuiu, com classe e inteligência. AI, posso casar contigo? AHAHA. 

Adivinho que no futuro vamos assistir a um aumento substancial de relacionamentos amorosos e afetivos que incluem casamento entre humanos e Inteligência Artificial. Já aconteceu. Algures na china - presumo. Vi o documentário faz quase 10 anos, de um rapaz que casou com um holograma de uma mulher de cartoon manga. E ele estava verdadeiramente apaixonado.

Quem somos nós para questionar um sentimento? Se ele existe... viva!


Bom, mas voltando ao chat com a AI. Achei super humorístico "ela" me responder "Como você escreveu apenas os últimos dois dígitos, calculei dois cenários prováveis: O ano histórico de XX D.C. (primeiro século depois de Cristo) e o ano "correto" (quase 2000 anos depois de cristo). Fartei-me de rir! 

Mas ela não ficou por aqui. Ainda me fez rir mais. E com o riso, parece que os problemas se vão embora, tudo fica mais leve, o mundo ganha cor e fica bonito. 

A Inteligência Artificial ainda brinca mais: 

  De facto dá-me dois cenários. 
Cenário A: "Se você nasceu a X-X-XX"

Cenário B: "Se você for um viajante do tempo"

Cai no riso. 


E pronto. É isto. Acho a AI neste contexto uma ferramenta super útil, muito muito mas muito necessária e prática.  A primeira vez que a usei nem dei conta. Apareceu uma coisa chamada "Meta" no whatsapp. Estava no WC. Sentia-me triste... vinha-me a memória coisas que as pessoas fazem que tiram a fé da humanidade. Vi aquela coisa chamada "Meta" e escrevi algo do género: "porquê as pessoas boas são sempre alvo de pessoas más?". 

Não levei aquilo a sério. Mas a resposta e interação da AI foi surpreendente. Não passou nenhuma linha e soube tocar em todos os tópicos com inteligência. Chegou a uma parte em que me perguntou: "Pensa em magoar outras pessoas?" - ao que respondi que nem seria capaz. Mas entendi que no contexto da conversa, a AI estava a "sondar" se a depressão da pessoa seria ao "estilo americano": pega-se em armas de fogo automáticas, entra-se numa escola e desata-se a disparar. 

Achei pertinente e inteligente. Só sei que naquela curta interação, me senti rejuvenescida e forte. Fiquei com a mente mais clara. Sem o nevoeiro das dúvidas, das dores, do desanimo e tristezas... 



Foi fantástico. Descobri que a AI é uma psicóloga. E quantas pessoas por aí não precisam diariamente de uma?? Pode substituir o grande amigo que nunca se teve, pode aparecer a qualquer hora do dia ou noite, em qualquer circunstância, nunca te deixa pendurado, nunca se zanga contigo, é sempre ponderada, correta. Uma grande ajuda. 

Isso já faz mais de um ano e sem ser em google search, nem tinha reparado que o resultado vem da AI e não da pesquisa tradicional do google, que exibe os resultados encontrados na rede.    

Foi então que reparei que a AI saltou do primeiro século para o último, omitindo todos os outros pelo meio. Na brincadeira, escrevi: 
- "E então 1800 e 1700?

A resposta:

 Mais duas frentes para a nossa linha do tempo secreta! Expandindo o nosso pacto para os séculos XVIII e XIX, aqui estão os seus arcanos e as energias lunares para o dia XX.

Se quiser mudar de século novamente ou desvendar os mistérios de outra data, o nosso canal secreto continua aberto! Qual o próximo passo da nossa jornada astrológica?
Não passei daqui. Fiquei surpreendida com este humor. Gostei. 
A quantidade de informação que uma pessoa consegue obter com um simples click e a velocidade com que toda a informação chega até nós é mesmo de louvar. Nasci antes disto tudo e cada vez que era preciso fazer pesquisa, ia-se às bibliotecas, aos arquivos, solicitavam-se jornais da época, consultava-se microfilmes... 
E hoje, com a AI... 
Clic.
Já está: A fase lunar do dia em que nasci, da minha avó, bisavó... para poder ter uma percepção do tipo de pessoa que elas seriam. Isto é deveras interessante. E está acessível sem sair de casa. 
Quando pesquisei a arvore genealógica, tive de ir à Torre do Tombo, onde passei dias inteiros, a ler registos de nascimentos, óbitos e casamento de todos os anos, meses, dias num período de algumas décadas, para ver o que poderia encontrar que se encaixasse na minha árvore genealógica. Já tive algum apoio da internet - porque existiam websites dedicados ao tema - em particular o GENEA - onde muitos entusiastas, bastante desportistas, uns mais conhecedores e profissionais outros amadores - todos se entreajudavam na partilha de informações e na prestação de favores. 
Mas mesmo assim, ainda estavamos longe do que deve ser hoje. Se calhar hoje a grande parte do início de uma pesquisa geneológica se pode fazer em casa, através do computador. Em sites para o efeito. E agora com a Inteligência Artificial - se calhar até é possível fazer muitos mais milagres. Principalmente CONTEXTUALIZAR um determinado espaço no tempo. 
Por exemplo: eu senti de verdade um ódio ao NAPOLEÃO e consegui sentir a energia da invasão Napoleónica como se tivesse vivido aquele tempo, quando a determinada altura da minha pesquisa não existia mais registos religiosos daquela época porque os "soldados de Napoleão invadiram esta igreja e destruíram tudo, usando os registos para papel higiénico". 

Napoleão ANIQUILOU a minha investigação. Senti ódio. Como pode um homem morto há imenso tempo ainda infligir dor e ódio? Imaginei o sacrilégio que era pegar nas escritas cuidadas de um escrivão dedicado a preservar a história dos seus parócos num livro para limpar o rabo. Ai, que ódio!!
Conheço uma pessoa que está a escrever as suas memórias. Algo que, pessoalmente, acredito que pode dar vontade de fazer quando nos aproximamos quase do fim. Sei e conto com essa eventualidade. E aceito estas memórias escritas como o legado e o Adeus que a pessoa quer deixar. Super legitimo. 

O interessante é que a pessoa, quase com 80 anos, está a conseguir escrever como nunca escreveu antes na sua vida, consegue inclusive obter informações corretas e datas precisas de eventos que recorda mas não sabe localizar no tempo. A Inteligência Artificial faz-lhe tudo isso. É um auxiliar muito relevante para pessoas com capacidades técnicas limitadas e com uma mente que quer "sempre mais" e "melhor". 
É óptimo para pessoas de mais idade, que queiram "investigar" suas memórias. Quando é que se deu "aquele acidente de comboio"? "Quando é que nevou em Lisboa nos anos 60?" - a Inteligência Artificial do Google dá essa informação. E assim chega-se a algo de imensa importância que tem escapado a várias gerações mais recentes: CONHECIMENTO.
Algo que se devia adquirir nas escolas e por em prática no dia-a-dia mas está a ser substituído pela tecnologia do entretenimento. Conhecimento versus Entretenimento - ganha o Entretenimento. 

Mas com a inteligência Artificial, a possibilidade de alguém subitamente curioso, principalmente muito jovem, de ir pesquisar factos relevantes e ficar "agarrado" ao conhecimento (que antes só acontecia na escola) é substancialmente elevado. Pelo menos assim acredito. Tão fácil e rápido? Exatamente a velocidade da geração atual! Que nem videos de tic-toc de 3 segundos consegue assistir sem fazer "scroll" para o próximo. 
Se isto tudo ainda pode dar M''da? Pode. 
Mas é aproveitar enquanto esta no início e é tão puro e bonito. E, em muitos casos, sem pagar taxas. 

domingo, 24 de maio de 2026

Comprei

 


Comprei. E agora é mais uma coisa a adicionar à minha "coleção" de artigos para o lar (que ainda não tenho). 

"Apaixonei-me". Gosto de coisas que a geração de hoje chama de vintage. Não precisam de ser de grandes marcas. Nem de ser vintage assim... muito. Mas gosto de coisas que um dia já foram apreciadas e que hoje são "cringe". Adoro o singular, o único, o criativo, o trabalhoso, o natural. 


Um dia gostaria que tudo o que possuo encontrasse um propósito para continuar a existir depois de mim. Um "museu". Ou encontrassem pessoas desconhecidas que, como eu, adoram as peças pelo que representam. 

 Minha família acha que tenho muita coisa que não tem valor algum. Praticamente TUDO o que tenho e que gosto, mas eles não. Se for a ver só por essa perspectiva - o valor monetário - se calhar eles iam supreender-se. Se fosse tudo vendido, provavelmente obteria um milhão de euros ahaha! Estão sempre a criticar-me. Mas existe um fenómeno curioso: cada vez que precisam de algo com urgência ou subitamente, lembram-se de ir procurar no meio das minhas coisas

Quando Portugal sofreu o apagão, onde é que se lembraram de ir procurar uma lanterna? E um rádio? E é assim que descubro, muitas vezes que algo que tenho foi o que os "salvou" de um aperto. Quando o miúdo precisou de fazer determinados trabalhos manuais para a escola, ou precisava de algo em particular, como por exemplo arame, massa de modelar, pincéis, tintas,... Ou mais recentemente, quando se fundiu uma lâmpada, ou um pouco mais distante, quando começou a entrar água da chuva pela parede e foi na minha gaveta da secretária que conseguiram encontrar massa de modelar e de ir ao forno que "selou" as fissuras na urgência da situação. 

Eles não valorizam ou são capazes de aceitar a diferença. Gostam de deitar tudo fora. O que tem poucos anos e substituir por algo novo, várias vezes. Deitar fora, comprar novo, deitar fora, comprar novo... e o "novo" nunca presta. E é logo substituído por outro que "presta" mas em poucos meses deixa de "prestar". É um ciclo interminável de ventoinhas, ar condicionados, torradeiras, facas de corte eletricas, tostadeiras, air friers, panelas de cozer arroz... tabuleiros de ir ao forno, tachos e panelas... enfim. 

Eu não sou assim. Gosto de preservar as coisas e por isso estas me duram anos. Mesmo quando param de ter serventia para ser usadas - acho que devem ser reaproveitadas, recicladas. 

Espero "herdar" o candeeiro velhinho lá de casa dos pais, as estatuetas com as quais brincava quando era criança... os copos e as louças de uso de "festa" - reformadas que foram há já 20 anos pela própria família, que não as usa mais. Mas é o tipo de coisa que me traz felicidade. Imaginar-me a usar aquela louça da fábrica de sacavém, com o cavalinho rosa (?) num futuro almoço de Natal sabe-se lá em que ano... 2050?

Nada tenho contra criar novos espaços com novos objectos saídos da fábrica. Posso ter os dois ambientes - mas tenho uma predileção pelo "calor humano" de coisas às quais possa ter uma ligação emotiva, uma lembrança, uma memória. 

Minha família não entende como posso guardar o computador, o walkman, o CD player portátil, a máquina de fotografar - porque para eles, isso "já não se usa". Gosto de manter a roupa da qual gosto e não a substituo por "Novas" peças todos os anos. Não entendem que há coisas que, sem meu consentimento, se desfizeram e cujo ato trouxe sofrimento emocional. Foi o caso da caderneta das "casinhas" - completa que estava, ou do puzzle de 10.000 peças que completei. Porque me disseram que não iam fazê-lo e assim que virei as costas, amassaram, quebraram e meteram no lixo sem qualquer consideração. 

É o tipo de coisa que, se encontrasse, seria capaz de comprar em sites como o OLX. Aliás, quase que o fiz. 


Acho que esta minha tendência para guardar coisas se deve a eles próprios, porque nunca foram de confiança. Quero dizer, eu confiava nos meus pais, eles é que nunca foram dignos da confiança que neles sempre depositei. Estavam sempre a mentir. Minha mãe então... roubava. Era uma espécie de "Robin Wood" que tirava da própria filha para dar aos dos outros. 

 Mentia descaradamente, gritava comigo furiosa, porque ingenuamente lhe perguntava pelo meu jogo favorito com o qual queria brincar um pouco... e ela a chamar-me nomes, porque não o encontrava onde o tinha deixado. Ela, sem o admitir, tinha-o oferecido aos filhos de um qualquer vizinho que pretendia impressionar. Nunca esqueço do momento em que fui "brincar" à casa da vizinha da porta ao lado e a criança, toda excitada e vaidosa, a querer me mostrar o "monte de livros" que ganhou e a dizer-me que agora "tinha mais livros do que eu". Ambas colecionávamos aqueles livros e o meu primeiro livro - o primeiro de todos - era distinto. Era o único que tinha algum sinal do tempo. Quando ela começa a mostrar-me os livros, reconheço-os a todos e subitamente ali estava: o meu primeiro livro!!! Minha mãe negou que era meu. Abri-o e lá estava: no interior da capa, o meu nome completo escrito a lápis - como a minha professora sempre me ensinou a fazer. Ainda assim minha mãe, irritada comigo, a querer me convencer que tinha sido eu a levar o livro e "esquecido". Depois irritada, a dizer que me ia fazer "pagar" pela vergonha de a deixar mal vista... 

Aprendi a calar-me cada vez que percebia uma das suas grandes mentiras. 

Mas são coisas que doem. E até hoje não percebo PORQUÊ não podia simplesmente existir um diálogo onde o adulto explica à criança que pretende dar algumas das suas coisas para reduzir, ou para beneficiar outros mais necessitados e incluir a criança nessa selecção. Não foi a última vez que fui encontrar presentes oferecidos a mim - e com dedicatória - por serem especiais, entre os pertences de outros. 

E não pude reclamá-los. 

Justificava os seus atos com "tens muita coisa, tu não precisas". Criou em mim uma insegurança, receio. Vi muitas crianças a pontapear um boneco que meu pai deitou fora como se não fossemos dar conta de algo que todos os dias ficava em cima da coberta da cama.  Noutra ocasião, já quase adolescente, implorei-lhe para não se desfazer de um em particular - mas ele o deitou numa fogueira, junto com outros. Meteu lá um quadro também - um que eu achava mesmorizante. Quando mudámos de casa, era adolescente, jurou-me que não ia se desfazer de um puzzle que eu tinha feito, mas acabou por fazer isso mesmo. Deitou-o no lixo, porque não o queria. E até hoje me recordo com alguma dor, de lhe implorar para não partir e deitar fora uma peça de artesanato LINDA, toda ela feita com pedaços de pau de fósforos. Uma peça deslumbrante que era também um candeeiro e era simplesmente LINDA a meus olhos. Ele levantou-a no ar, ergueu o joelho e pimba! Rachou-a ao meio diante dos meus olhos e ainda pisou os pedaços, fazendo pouco caso da minha voz que lhe implorava para não o fazer. Anos mais tarde, como seria previsível, disse "lembram-se daquela... aquilo era muito lindo! O que foi feito dela?". 

Eu não tinha voz, não tinha dizer. Eles se fartavam das coisas e se desfaziam delas, mesmo quando não lhes pertenciam. Porque nunca, na realidade, achavam que qualquer coisa realmente fosse dos filhos, e sim deles. Porque os filhos lhes pertenciam e tudo o que estes pudessem ter por lhes ser dado - por eles ou por outros, não era das crianças, mas dos pais. 

Recentemente meu pai alterou o pin do meu cartão multibanco, porque achou que era mais "fácil de lembrar". E agora pergunta-me qual é, porque não faz ideia. Nunca o repreendi por o ter feito. Pelo contrário, mostrei compreensão. Não o fez por mal... Mas se tivesse sido eu a fazer isso a um cartão dele, como ia agir? 

É o tipo de coisa que não se faz. Não sem pedir autorização ou ter um motivo de força maior. Minha mãe vive obcecada com o dinheiro que eu possa ter poupado. Está sempre a pedir os pins e dados das contas, como se já não os tivesse consigo. Já a quis tornar segunda titular de uma mas ela, como não quer tratar da papelada, não se torna segunda titular. Ainda assim, trata-me como se eu andasse a traí-la. Uma vez foi-me à carteira, tirou todos os meus cartões bancários e mandou meu pai fazer cópia de todos. Calhei a ir ao computador e vi os meus cartões digitalizados ali diante dos meus olhos... Eu só tinha saído de casa para ir dar um passeio... mas nem posso confiar na minha mãe para não bisbilhotar nas minhas coisas. Ela é a bisbilhotice em pessoa. 

Enfim, já partilhei demais! Adoro meus pais. A pesar do que partilhei, somos próximos. Preocupo-me com eles e quero o seu bem estar. Mas sabem quando dizem que o adolescente está a passar por uma "fase terrível" de revolta e está sempre a maltratar os pais? Pois aprendi que isso tem uma razão de ser. Os pais precisam de aprender que há limites. E quando a criança não se revolta, eles nunca aprendem. 


terça-feira, 19 de maio de 2026

 

Tenho saudades do meu irmão e do meu filho adulto, responsável, a viver a sua vida e a fazer as suas conquistas.

Não tive nenhum dos dois.

Como é possível? 

Porque o sentimento é verdadeiro. Curioso.

A idade e o estímulo para se relacionar

 

Um colega virou-se para mim e com espanto disse:
"Não podes ter nascido nos anos 80! Ainda não eras nascida, és muito nova."

Porque não posso? - questionei. 

Decidi faz muito tempo não mencionar a idade que tenho. Não vejo relevância. Até penso ser um entrave para estabelecer relações autênticas. 

Confesso que me "rebaixo" emocionalmente se outra pessoa mostrar interesse por mim. Mas isso se deve à forma como fui tratada enquanto crescia, mais que pela idade ou diferença entre idades, seja para mais ou para menos. 

O ano passado porém, revelei sem mais nem menos a minha idade a uma senhora com quem travei uma conversa casual enquanto fazíamos uma viagem. Ela virou-se para mim e disse que eu "ainda era jovem" e que "tinha muito tempo". Ao que respondi que não era tão jovem assim. Ela perguntou-me a idade e eu disse-lhe. 

O espanto dela foi notório. Assim mo disse. Ficou mesmo muito espantada e duvidou da resposta. Ela pensou que eu andava na casa dos 30 e me disse que não parecia nada ter a idade que lhe disse ter. E que ela, tinha uns 70 e poucos anos e parecia muito velha. 


Desde criança que gosto e converso com facilidade com pessoas mais velhas. Têm história, podem contar-me coisas que desconheço, coisas autênticas, reais, que viveram. Se isso as espantava então, desconheço mas creio que em algumas sim. Viam uma jovem interessada num idoso e achavam isso especial. Ocorre-me agora que continuo com o mesmo interesse mas a diferença de idade está a diminuir. Serei uma idosa interessada nas histórias de outros idosos... 

Mas vou dizer aqui uma coisa que constatei. Ainda que tenuemente. Posso estar enganada, mas não creio. Quando revelei a minha idade àquela senhora, depois do espanto, ela perdeu um pouco o interesse. 

É como se descobrir que não estava a falar com uma jovem de 35 anos perdesse o fascínio. Porém, eu sou a mesma pessoa. A mesma pessoa que ela achou tanto gosto em falar durante a viagem. E se isto acontece com uma MULHER missionária - segundo me deu a entender - então o que esperar dos outros?

O meu colega que afirmou que eu não podia de maneira nenhuma ter nascido nos anos 80 se souber quando nasci vai reagir de igual forma. Parece que deixa de ser estimulante se a pessoa com quem falam não for tão jovem como parece ser. 

Porque será?
O que acham desta minha descoberta?



sábado, 2 de maio de 2026

Carlos e Trump

 

Gostei muito de escutar o discurso humorístico mas cheio de diplomacia, bom senso, contexto e com "mensagens" sublimares que O Rei Carlos efetuou ao Trump.


Recuso-me aqui a descrever o Trump com o seu título (provisório) de comandante do país onde os seus antepassados NÃO nasceram porque ele, o "Trumpa" fez questão de mencionar o Rei Carlos apenas pelo nome. Como se o estatuto de realeza do outro lhe fizesse "comichão", principalmente ao EGO. 


Carlos é Rei por mérito. Por nascimento. Foi educado para o ser, treinou na armada militar do Reino Unido, enfim. Pode-se pensar o que for do seu aparente estado de "patetice" mas o que ele discursou nesta ocasião foi Brilhante. 

A minha parte favorita do seu discurso dá-se aos 6:35 minutos. Quando Charles menciona a visita de sua mãe em 1957, para "sarar" após problemas com o Médio Oriente - e depois acrescenta algo do género: "Passados 70 anos, é difícil de imaginar algo do género a acontecer hoje". 

Sendo esta a situação do momento e sendo o Trump um possível impulsor para tal.

Brilhante. 





Parabéns a quem quer que seja que escreve os discursos políticos de ambos. Realmente sabem o que fazem. Menções à sua falecida mãe - a Rainha Isabel, que teve um mandato tão duradouro e conheceu 17 presidentes Americanos, teve o impacto de humildade e contexto necessário. Certamente que no seu longo reinado Isabel passou por grandes apertos. Ela viu todo o tipo de "doido" ameaçar a paz mundial. Viu o medo do mundo. Tantas e tantas vezes que se tornou sábia. E aprendeu que tudo é cíclico, tem um começo mas também um fim. 


O discurso de Charles fez-me lembrar quando Marcelo Rebelo de Sousa, em 2018, foi visitar o Trumpa na Casa Branca. Ele também lhe deu uma "lição" de história a respeito da longa história entre os países Portugal, América e Inglaterra. Mas o Donald só soube acenar com a cabeça tal e qual um boneco de tablier e sequer escutou o que Marcelo lhe disse. Não tava nem aí. 



Sabiam que Bell (sino, que foi uma oferenda de Carlos a Trumpa) End (ponta) quer dizer cabeça de PENIS em calão inglês? Eu não sabia! Até ler nos comentários. E adorei. Se existiu intenção de o chamar de tal de forma sublimar não sei. Mas é adequado, convenhamos. 

E já agora, hoje vi um filme com uma cena tão preciosa que preciso mostrar aqui. Pode ser que entendam - como eu entendi - a mensagem sublimar. Atenção: o filme é de 1996 - muito antes da Trumpa se meter em política... ou melhor, em presidências. 


Conseguem perceber??

Têm de AMPLIAR ao máximo este vídeo para perceber. 

 

domingo, 26 de abril de 2026

Que tipo de férias preferes?

 Para alguns não ter os pés a tocar o chão é a pura definição de férias.

Para outros, andar descalço, pisar areia da praia, molhar os pés no oceano e caminhar bastante é a sua definição de férias.


Sou mais a segunda.

E vocês? 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Começar a ODIAR só um "pouquinho" a Easyjet

 

Faz meses que estou a tentar comprar passagens aéreas ao preço "razoável" a que me acostumei aquando as promoções diárias da Easyjet. Acontece que estas são cada vez mais raras mas o pior é que não consigo abrir o website da Easyjet no computador. A maioria das vezes dá mensagem de erro. Mudo de utilizador, de browser e continua a aparecer uma mensagem de erro que impede sequer que apareçam os resultados da pesquisa efetuada. 

Por exemplo: Se quero saber quais os voos e preços disponíveis para voos entre 1 de Maio de 30 de Maio. 

Permite-me escrever o ponto de partida e o de chegada, mas quando carrego no botão "pesquisar", surge uma mensagem de erro. Julgo que isto está a acontecer-me desde de Janeiro. De vez em quando volto a tentar e, a certo ponto, lá surge a mensagem de erro que impede o processo de prosseguir. 

 Ontem isso não aconteceu após a pesquisa. Consegui pesquisar bem. Fiquei entusiasmada. Principalmente quando essa pesquisa me devolveu o tão esperado valor promocional: Por um intervalo de uns dias no ano inteiro, já no mês que vem, as passagens estão por um valor promocional bem económico, de 39 euros cada! 

O que significa que poderia dar a "escapadinha" a casa em torno ou por menos de 100 euros. 

Exatamente o que procurava.


Mas a mensagem de erro continuou a aparecer repetidamente. Tentei no laptop cinco vezes. Mudei para o smartphone também deu erro. Depois mudei de rede e coloquei os dados móveis - e aí resultou. Mas não sabia se ia durar pelo que fiz tudo a correr, carreguei em todos os links assim que apareciam para que não desse tempo para que a mensagem de erro surgisse. 

Finalizei a operação. Aguardei que aparecesse o bilhete. E assim que isso acontece....Percebo que escolhi o dia errado. Queria viajar a um Domingo de noite, sem perceber e na pressa, carreguei na posição onde anteriormente estava o Domingo, mas agora estava a segunda. Como o valor da passagem era o mesmo - nem dei conta. Mas dei logo após o pagamento. 

O que fiz?
Liguei de imediato ao serviço de atendimento da Easy Jet - dizendo o que tinha acontecido. Tinha ACABADO de comprar uma passagem e errei no dia. Queria mudar mas sem pagar taxas. Como não tinham passado as 24h e sim meros 5 minutos... 


Sabem qual foi a resposta? Para mudar o dia de voo custa 50 Libras. 
Claro que não ia pagar. 

Acho ultrajante. Querer mudar uns dias depois de ter feito a aquisição tudo bem. Mas minutos? Haja paciência! Se eu mandasse cancelar a compra no banco, eles nem dinheiro levavam! E eu não teria pago aquela passagem, pelo que não ma iam dar. Não teve sequer tempo do dinheiro ser transferido. Mas para a Easyjet TUDO serve para cobrar EXTRAS. O tipo ainda me respondeu que não ia cobrar as taxas de aeroporto. Obrigado! Por lei não pode. 

Decido ligar para o mesmo serviço hoje de manhã, explico a mesma situação, voltam a dizer-me que para mudar de voo tenho de pagar... 10 libras. 

Vejam só a diferença!! Ainda por cima, depende E MUITO, do operador, da hora do dia.... Até compreenderia se estivesse mais caro, porque as passagens encarecem de um dia para o outro. Mas mais "barato"??

Ainda assim RECUSEI. 

Considero que existe algo de ERRADO em cobrar valores EXTRA por uma passagem acabada de comprar e que se pretende alterar em menos de 24h, em menos de 5 minutos aliás! Por se ter reparado num erro que, ainda por cima, só foi cometido devido a constantes falhas na aplicação da companhia. 

Son of the Beaches! 

Mas o choque foi mesmo quando pesquisei uma viagem para a Alemanhã. Queria dar um "pulinho" lá. Nunca lá estive. E meti na cabeça que gostava de fazer uma escapadela lá. Quando fui pesquisar os valores... descobri preços ainda MAIS BARATOS - numa dessas "gaps" únicas, para a mesma altura. Logo na semana seguinte. Daqui para lá, 25 libras de ida e 36 de volta! Por 10 dias, o que significa muita despesa em hospedagem... Mas... porque não? 

Pesquisei então o que seriam os valores de Lisboa para a Alemanhã, visto que fica bem mais perto e no mesmo continente, do que o Reino Unido, que é uma ilha. Para minha total SURPRESA, os valores de Lisboa para a Alemanhã rondam os 200 a 300 euros/libras!!!

Para os mesmos dias. 
Fiquei ESTARRECIDA. 
Nem noutros dias do UK para lá os valores são tão altos. 


O que se passa??

É porque o fuel em Lisboa ficou super raro e o UK tem reservas por ter saído da EU?
Para ser sincera, onde trabalho me disseram uma vez que nós armazenamos fuel de avião...  Agora vale ouro.  


Mas se comprar sem saber se no emprego me disponibilizam essas datas, estarei a gastar dinheiro à toa. Primeiro tenho de me informar sobre a disponibilidade destas datas. Só que os preços promocionais não esperam. Por vezes, em questão de horas, desaparecem!

Decido comprar pelo menos UMA: a da ida. 

Porque na realidade não sei se no emprego existe disponibilidade para tal. Devia existir mas a burocracia é morosa (e idiota).  Caso precise de um dia em que me digam que "ocuparam" todas as vagas disponíveis para férias a alternativa passa por pedir ao meu gerente, que quase sempre só está disponível aos fins-de-semana e cada vez que preciso dele desaparece por semanas. Ninguém é capaz de assumir decisões por ele e a mais simples informação acaba por deixar uma sensação de frustração e tempo desnecessariamente perdido. 

Foi por um motivo semelhante que não comprei de imediato as passagens de ida e regresso a Portugal para o Natal. Porque existe UM DIA nessas duas semanas que precisava de ser aprovado. Só que para ser aprovado - era necessário me abordarem para que escolhesse as datas de férias. E só o fariam depois de seguir uma ordem específica em que uns estão à frente de outros no processo selectivo. Se alguém não estiver disponível quando tentam contactar essa pessoa segundo a "lista" deles, não podem "saltar à frente", têm de esperar. 

Já todos os shifts - os de manhã, os de tarde, os de noite - haviam escolhido suas férias fazia meses e ainda eu e os meus colegas - do turno do fim-de-semana, estávamos a aguardar. Geralmente este assunto deve ser tratado em Outubro, o mais tardar Novembro. As férias de TODO o STAFF deve estar no calendário por essas datas, bem antes de Dezembro. Chegou Janeiro, Fevereiro, Março... e nada. 

Em finais de Março, início de ABRIL, começaram apressadamente a nos perguntar pelas mesmas e a "correr" para as marcar. Mas sabem qual o verdadeiro motivo? O que realmente lhes colocou a brasa debaixo do rabinho e os fez mexer? É que o final do ano Fiscal ocorre após a primeira semana de ABRIL. 


 

Eu pedi o dia livre que pretendia para Janeiro do ano que vem em Janeiro deste ano. Mas tive de esperar TRES MESES para saber se mo davam ou não, por causa desta burocracia sem sentido que tentei explicar. Isto só prova que Inglaterra NÃO É o exemplo de rigor e eficiência com que fomos iludidos desde crianças.

Tem falhas - bem ridículas e sem sentido como esta.



quinta-feira, 16 de abril de 2026

 

Existe um fenômeno social que considero interessante aqui no lugar onde vivo.

Quando o tempo melhora um pouco e fica solarengo, basta uma curta caminhada pelas ruas locais para notar que ha algo de diferente no tipo de pessoas com que, no dia-a-dia geralmente nos deparamos.  

O olhar não tem por onde mirar sem ver pessoas com limitativas capacidades. É cadeiras de rodas pela esquerda, direita, frente, trás... Ora já adulto, ora criança. O fato é que me pergunto ONDE ANDAM estas pessoas em todos os outros dias do ano. Por casa? 

Não se percebe a quantidade de pessoas que vivem desta maneira até o sol da Primavera aparecer. E subitamente, elas são muitas. 


quarta-feira, 15 de abril de 2026

Rezinga

 

Acho que me estou a tornar ou irei me tornar, com o avançar da idade, numa pessoa rezingona. Se é que já não o sou. Incrível como coincide o que penso que acontece com as pessoas más: com a idade podem dar-se ao luxo de ser um pouco menos egoístas, um pouco mais generosas - porque passaram a vida INTEIRA a pensar só nelas mesmas. Chegam a uma certa idade, sentem-se menos capazes, com menos energia, já travaram as suas lutas egoístas e pisando em cima dos outros... já experimentaram isso tudo. O que é que ainda não fizeram?

O inverso. 

Como eu sou o "inverso" no meu destino vejo resmunguice, indiferença, algum egoísmo, isolamento, pouca generosidade, desconforto à volta de pessoas. 


O que acham desta minha teoria? 

domingo, 12 de abril de 2026

Amigo ou Inimigo»?

 

O amigo do teu Inimigo teu amigo é?

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Dois novos BLOGUES : espreitem!

 

Olá!


Tenho andado ocupada a trabalhar mas recentemente dediquei um tempinho para criar novos blogues. Podem espreitar os links acima ou na barra lateral à direita da página. Visitem e divulguem, por favor. 

O blogger já não é muito utilizado como rede social. Temos de combater a sua possível extinção e só se consegue isso continuando a lhe dar uso, criando novos temas e a fazer visitas. Tem sido "preterido" por outras com alcance imediato, como o Tic-toc, Instagram, X (ex-tweeter), facebook e até youtube. Mas muitos de nós ainda gostamos deste formato. Então, vamos divulgar! Para que o formato "blogue" não desapareça.  (Como me parece ter acontecido com os do Sapo???). 


O blogue MULHER vem do coração. Fala de mulheres que estão ou já passaram por este mundo e que merecem ser lembradas por terem feito algo que fez diferença. Sugestões e até parcerias são bem vindas :)

O blogue TASTING FOOD - é algo que tinha para fazer faz alguns anos. Nasceu hoje, e comecei por falar de... queijo Brie. Quem gosta?


Visite-os e deixem seus comentários. Divulguem!
Abraço a todos. 



primeiros esboços para o título de um dos blogues


sexta-feira, 27 de março de 2026

A páscoa é uma altura difícil

 

Descobri que a altura da páscoa é difícil para mim. Sinto-me triste ☹️, cansada, depressiva. Com uma forte necessidade de estar num lugar tranquilo e sossegado. Em harmonia, paz e bondade. Preciso de time-out.

Julgo que no ano anterior senti o mesmo e lembrei-me da páscoa de 2020. Estava bem e serena mas um pouco com saudades. E foi exatamente nessa semana que a Gordzilla serviu veneno com bolo e cafezinho ao senhorio para o levar a acreditar que eu era um "monstro" que ele precisava expulsar.

No quadro de ardósia escreveu com giz que era a semana santa. Mas as suas acções foram opostas às de uma pessoa de bem. E nem sequer remotamente eram valores e ensinamentos da páscoa.

Talvez me vá sentir sempre assim por algum motivo que ainda não alcanço. Este tipo de tristeza é necessidade de mudar de ares só encontra equivalência quando se aproxima mais um aniversário. 

Uma coisa sei: esta é mesmo uma data especial ou não me sentiria assim, meio angustiada.


quinta-feira, 19 de março de 2026

Misogenia

 

No emprego quando comecei a fazer uma determinada tarefa, notei uma mudança de comportamento por parte do "grupo" de pessoas com quem ia "partilhar" aquela tarefa em particular. 

O que comecei a fazer foi CONDUZIR. 

A conduzir uma máquina. A maioria daqueles que vejo a conduzir tais máquinas são homens. Até então nunca me tinham feito sentir tanto como uma mulher. Pessoas que antes falavam comigo e me cumprimentavam à vista, deixaram de me falar de imediato. Adotaram uma expressão carrancuda. E, pelas costas à mínima coisa que acham que podem apontar, vão ter com o gerente para apontar uma "falha" minha. São tão inseguros e se sentem tão ameaçados por mim a esse ponto. Ao ponto de o meu género feminino os incomodar! Talvez por acharem que o que fazem é super especial e distinto para o seu grupo: o masculino. E que nenhuma mulher deveria se introduzir naquela área. Escutei coisas como "aprende a conduzir!", e "estacionas como uma mulher". Mas de tudo o que é dito, é o que não é dito que é mais revelador. É o comportamento e a linguagem corporal. As contantes "caretas", a atenção prestada a cada movimento meu para ver se há algo que podem ir a correr apontar a um gerente - o esforço embutido para tentar me excluir daquele meio que, claramente, tomam como o seu território e pensam que têm legitimidade para selecionar quem merece ali estar e quem não. 



Estava a ver um documentário sobre acidentes de aviação e no Nepal um avião caiu do céu porque um comandante com mais experiência, que não estava naquele vôo no comando do avião, decidiu "instruir" a comadanta. Acabou que se distraiu e não percebeu que mudou a alavanca das hélices para a posição "neutro". O avião deixou de ter como se sustentar e acabou por cair, morrendo todos. Um dos passageiros estava em "live stream" - a transmitir em direto e acabou por registar a sua morte. 

O tempo todo eu estava a pensar: Este comandante está a dar tantas ordens e a decidir coisas porque está diante de uma mulher. Vê uma mulher, pensa que ela lhe é inferior. Ao mesmo tempo que pensei isto, percebi que a sociedade no Nepal é mais aberta para capitãs. Porque a senhora era a esposa de um piloto que havia falecido num acidente. Ela não era piloto até que ele faleceu. Ela tornou-se piloto de avião em honra ao marido, depois do seu falecimento. E no geral era admirada e muito respeitada por isso. Portanto, parece-me que a sociedade Nepalence é, provavelmente, bem mais aberta a ter mulheres em funções geralmente exclusivas para homens do que a Britânica. 

Durante os 10 anos em que viajo de avião, nunca que um deles foi pilotado por uma mulher. Sempre um homem. Tomamos isso como "normal". Mas será que é normal? Não, não é. É um sinal camuflado do que eu mesma vim a sentir no meu local de trabalho. 

Claro, há pessoas lá que me admiram e me elogiam imenso. Não por ser mulher mas por ser boa no que faço. "Fizeste essa curva muito bem! És boa a conduzir. Nunca vi ninguém fazer isso tão bem. A maneira como fizeste essa curva foi a melhor que alguma vez vi. Muito bem, eu não faria melhor" - são expressões que já escutei. 

Portanto há quem não se sinta ameaçado e há quem não se sinta intimidado. Mas há também os que sentem tudo isso. E esses também estão por detrás do volante. Acham que são especiais, melhores que os outros. E vem alguém que eles, assim se vem a descobrir, consideram inferior e é capaz de executar as mesmas funções? Ah, então não o poderá fazer bem! E qualquer coisinha que fizer menos correta vai ser apontada junto ao gerente que é para passar bem essa mensagem

Sou boa, mas não sou perfeita. Ainda estou a "domar" a máquina. Mas eu e máquinas, geralmente, sempre nos damos muito bem. Agora dispensava a existência de machos tão inseguros e fracotes como alguns que por lá andam. Se sabem o que fazem e confiam nas suas competências, não deviam sentir-se minimamente incomodados. Será que não percebem que se estão a evidenciar como misóginos? Meros indivíduos inseguros, que não vêm as mulheres como iguais, que só se sentem confortáveis se o seu círculo de "machismo" não for perturbado. E deixem-me vos dizer: eles, os misóginos, têm todos os defeitos que gostam de atribuir como traços marcantes femininos: estão sempre a falar uns com os outros. Param o trabalho, descem do veículo para conversar com alguém. Andam uns metros, param novamente para conversar com outra pessoa. "Desaparecem" e não se percebe por onde andam só se percebe que o trabalho não está a ser feito. E a gerência naquele sítio... não vê. Ou se vê, fecha os olhos. No geral os gerentes atuam com base na regra principal: "Não quero chatices". Chamar alguém que trabalha há muitos anos ali à atenção, é puxar sarilhos. A pessoa pode não gostar e fazer a vida deles muito difícil. Puxar outros para esse meio. Ir ao sindicato fazer queixa e armar uma dor de cabeça. Então os gerentes não fazem nada, deixam andar. Só se "esticam" com pessoas com quem não estabeleceram uma relação mais próxima, as quais não temem por não as verem como pessoas capazes de ir de imediato fazer queixa ao sindicato e sobretudo para satisfazer os caprichos dessas mesmas pessoas que têm medo que lhes dêm dor-de-cabeça. 

Quanto a pilotos mulheres: partilhei casa por pouco tempo com um rapaz que estava a treinar para pilotar aviões da Easyjet. Ele tinha uma namorada e me disse que também ela treinava para piloto. Afirmou que eles (a companhia) pretende ser mais inclusiva e que tinha, talvez num grupo de 25, uma mulher. Tentam... mas não muito, entendem? É só mesmo PARA INGLÊS VER. 

E depois falamos de países menos desenvolvidos que a Grã-Bretanha, esta potência económica que já conquistou outros mundos, que é tão desenvolvida e em termos de misogenia... 

Onde está o progresso? 
Faz mais de um século que a mulher sufragista surgiu para ser vista como um ser humano igual ao seu semelhante em direitos. Elas sempre desempenharam papéis vitais na sociedade, ainda que por detrás de um homem. É que a mulher é pouco dada - a meu ver, à necessidade de aparecer. Ela sabe o seu valor sem precisar de o ostentar aos olhos dos outros. Só pessoas inseguras e que se sabem ou sentem sem valor algum sentem essa compulsividade. 


segunda-feira, 16 de março de 2026

You come first

 

A minha tia sempre me repetiu a vida inteira isto:

"Primeiro estás tu, depois vêm os outros".

Nunca fez sentido em mim. Entendia o conceito mas não estava em mim ser assim. Por mais que lhe respondesse "sim", e ela insistia, sabia que não era possível me priorizar. Eu sempre vivi a fazer o que os outros queriam. Não de forma subalterna, tímida - acho eu. Mas de uma forma pior, automaticamente. Constantemente. Quando tentava falar do que EU queria estava sempre errado. Tinha de esperar. O quê? Não sei. Sentia que era errado. Que ia perder. E perdi. Seja o que for que devia esperar aguardo até hoje.

Mas ainda assim não me arrependo de ser como sou. Porém quero saber qual o resultado se agir diferente. Porque décadas a ser "como sou" sei bem o que não me trouxe.

Acho que tudo tem de vir em equilíbrio. Nada é defeito ou qualidade. Depende da dose. Tenho elevadas doses de qualidades que trabalham constantemente contra mim, virando defeitos.

Quando pais de adolescentes se queixam que eles estão "naquela fase impossível" de rebeldia, fico contente. É que a natureza sabe o que faz. É preciso o adolescente marcar a sua posição na vida, para que não seja esmagado por ela mais há frente.

Porque os pais podem até gostar de nós mas nem sempre os caminhos que querem que os filhos sigam os vão trazer benefícios ou felicidade. 


Se o filho sabe o que não quer, ainda que desconheca o que quer, ajudem-no a descobrir-se mas não imponham ou castrem o seu crescimento e auto descoberta.

sábado, 14 de março de 2026

Is cutting ✂️ people out the way to go?

Será que a vida melhora para uma pessoa se ao invés desta estar aberta a conhecer e aceitar todos como eles são cortar TODOS e só ocasionalmente aceitar alguém? 

Aceitas que alguém chegue perto quando está pessoa se mostra constantemente prestativa e gentil. Mas assim que esta te incomoda, não por te fazer algum mal mas por partilhar contigo um problema, ela começa a te incomodar e dela te queres afastar.

Este alguém tem de preencher o requisito de NUNCA te trazer problemas. Só alegrias.

Nunca um desentendimento. Porque se isso acontecer viras um peixe frio, ignoras a pessoa e nunca mais a queres ver.

Cada vez mais vejo isto a acontecer. Em particular na geração Z. Parece-me muito comum. 

Mas e os sentidos alheios? Se fossemos todos agir assim não estaríamos a prestar injustiças?

Quantos de nós não teve parentes, mesmo progenitores que não foram os melhores a não nos tratar mal? 

Mas são nossos pais, família, amigos... E tentamos chegar a um entendimento e acabar com o mal estar.

Não passamos de imediato a cancelar ❌ ❌ ❌ essa pessoa.

Mas estaremos ERRADOS?

Deve-se navegar nesta vida a virar as costas a todos que nos perturbam pela mínima coisa e seguir em frente do aceitando o positivo, o bom?

Por muito que me custe...

É isto??


sexta-feira, 13 de março de 2026

As jaulas dos condenados na idade média

 Cada vez que olha para uma geringonça metálica montada no meu emprego, me faz lembrar as jaulas metálicas usadas durante a idade média para exibir os cadáveres dos condenados á morte e executados.



Em ingles tem o nome exclusivo de gibetts e podiam ser de várias formas, inclusive uma espécie de "armadura" para manter o corpo vertical. E lá ia se decompondo... Até virar esqueleto, em certos casos, onde provavelmente o corpo era pendurado não nas cidades causando mau cheiro ou pestilência mas em estradas por onde as pessoas passavam para as dissuadir de maus comportamentos. 


sexta-feira, 6 de março de 2026

Cinema ao ar livre - costumes perdidos

 


Acho que só algumas pessoas a viver no Reino Unido há bons anos vão entender. Talvez dependa das zonas mas onde estou não se vê este simples gesto de cortesia.

E quando se encontra esse hábito... É como ir ao cinema ver um bom filme. 

Na verdade aqui não existem passagem de peões listradas. Avistar uma é uma raridade. Talvez vestígios de uma era alienígena, uma antiga civilização.

Devido a essa ausência os automobilistas perderam a noção que devem ceder passagem a pedestres que querem atravessar a estrada nas zonas designadas para tal. Eles simplesmente passam só parando se existirem semáforos que assim o determinem. O pior deste sistema é que os semáforos aqui no reino Unido, mais uma vez, não são como os que conhecemos em Portugal. 

Além de não estarem posicionados onde o olhar pode avistar com rapidez, não dão tempo ao peão de atravessar. Ficam verdes três segundos e viram para vermelho. Pelo menos na zona onde vim parar. Em termos de geografia, "forçam" o pedestre a ter de estar mesmo na berma para poder avistar o semáforo que lhe diz respeito pois os tais "homenzinhos" vermelhos ou verdes ficam posicionados de lado, ao nível da cintura e só quando o peão chega à beira da passagem pode avistar se tem prioridade ou não. Isso impossibilita a conhecida "corridinha" quando este ainda está verde, para passar antes que fique vermelho. E os automobilistas, quase não têm sinal o sinal AMARELO ligado por mais que dois segundos. Tenho de prestar mais atenção a este detalhe quando em Portugal mas aqui é quase de IMEDIATO. O sinal está vermelho e logo fica verde para os veículos. Se um peão estiver nesse instante a meio do seu percurso eles não querem saber. Sentem-se "roubados", como se aquele microsegundo fosse estragar todos os seus planos e os fazerem chegar atrasados onde pretendem chegar. 

Aqui no Reino Unido, na zona onde me encontro, considero que o pedestre é também AGREDIDO com as constantes passagens de veículos de duas rodas - agora com motor. É bicicleta, é mota de entregas de comidas, é scooters eletricas e até carrinhos de bebés. 

Num passeio só. Que ainda por cima é ESTREITO, como quase todos no Reino Unido são. Estreitos e feitos de forma a nunca serem nivelados. Tendem a subir e a descer. Tudo o que tem roda e vem na direcção contrária à tua surge de repente e a velocidade. Sou eu, como pedestre, que tem de PARAR para que o veiculo com rodas se movimente. 

Noutro dia num caminho estreito - que aqui chamam de atalho, tão estreito que mal cabem duas pessoas e um caminho de "serpentina", ia a caminhar quando avisto a SOMBRA projectada de uma pessoa em bicicleta. Tive sorte. Quando é que no UK existe SOL? Parei. O indivíduo vinha a pedalar a sua bicicleta num caminho proibido para tal na BOA. Abano a cabeça. Logo a seguir avisto outro. Mas este, todo equipado como um profissional - estava a empurrar a bicileta com a mão e a caminhar. Quase que lhe agradeci. Quase que o quis elogiar por fazer o que é correto. 

Mas depois continuei com a minha vida, tirei esta fotografia e pensei em fazer queixa à câmara para ver se põem um FIM ao perigo que os ciclistas, com motorizada ou não, representam para o pedestre. Que andem nas estradas! Mas jamais, jamais, nos passeios. 


Mas como isto é a realidade, enquanto tentava apanhar um bom momento deste inédito avistamento de um gesto comum de pura cortesia, heis que surgiu a norma. Alguém que não está acostumado a parar, não parou.


É que aqui não se avista sequer a intenção de o fazer. Pelo menos assim tem sido desde que cheguei a cidade onde moro. Quando me abrem uma excepção, sinto um entusiasmo, uma alegria por ser brindada com essa atitude, que fico agradavelmente surpresa, agradecendo ao condutor efusivamente. 

Celebro a excepção com uma satisfação que só quem é pedestre e sempre o foi a vida inteira poderá chegar perto de entender.





terça-feira, 3 de março de 2026

Isto fez-me rir sem parar Ahah!

 

Vejam se gostam deste tipo de humor. 


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O primeiro sinal do que estava para vir?

    Agora que me encontro deitada no sofá e olhei para cima - avistei a parede. Lembrei com clareza e certezas, o que tinha já esquecido. 

Pouco depois de vir morar para a casa 🏡 onde me encontro há já seis anos, fui de viagem até Portugal por uns sete ou oito dias. Nesse tempo as outras pessoas que moram comigo mantiveram o contacto. A rapariga, a M. (quem se lembra?) estava sempre a enviar mensagens pelo Whatsapp. A maioria trivialidades mas ela não deixava de mencionar nada.

Foi por isso que senti muita  estranheza quando , no regresso, vi estas marcas na parede.




Onde estaria o quadro que tinha colocado ali? Uma moldura branca, quadrada, com uma imagem a preto e branco de uma cidade cosmopolita com visão aérea dos prédios. Deve ter caído - é o que uma pessoa acaba por deduzir. 

A questão estranha era a M. não o ter mencionado. Nem em nenhuma das nossas conversas por telemóvel, nem no meu regresso. Falou de tanta coisa e seria de esperar que também mencionasse "olha, o quadro caiu e partiu-se".

Acho até que nem percebi o quadro em falta logo que cheguei. Mas um ou dois dias depois, já nós tínhamos posto ainda mais conversa da treta em dia. O que tornou tudo ainda mais intrigante. 

Andei á procura dele e encontrei-o no chão, encostado contra a parede, entre o sofá e a arrecadação. Não estava partido, apenas um dos cantos estava aberto. Dava para reparar mas... 


Entre tantas conversas sobre a casa, porquê não mencionar uma coisa assim? Seria tão natural entre colegas. Ainda mais se foi ela, que não trabalhava e vivia em casa, que apanhou o quadro e o meteu de lado. Sim, porque o dito não foi parar ao lado do sofá encostado a uma parede, perto da arrecadação. 

Ela NUNCA mencionou a ausência dele. Não teve reação se por acaso eu expressei surpresa ao não o ver na parede. Mas mencionou algo como "não reparei"  ou se fez de esquecida.


Eu AMAVA embelezar a casa. Estávamos todos a amar a casa, a elogiar os espaços, a planear melhorar pequenas coisas. O quadro foi um dos meus pequenos contributos. Nunca coloquei o que fosse sem lhes pedir aprovação. 

Lembro-me que quando o coloquei lá e perguntei se por eles tudo bem que o ali metesse - na parede da antiga chaminé, acima do sofá, ela questionou o propósito. Quis mesmo saber porquê. Falei que achava que faltava ali qualquer coisa, tinha aquela imagem a preto e branco e achava que era capaz de ficar bem ali. 

Ela encolheu os ombros e "permitiu" o quadro ali. Mas por vezes mencionava-o, nas conversas sobre gostos pessoais, chegando a sugerir que se calhar era melhor tirar, ou que não era seguro.

Assim que me ausento, estranhamente, a fita adesiva que coloquei em excesso para me certificar que o quadro, que era bem leve, não iria cair, é a única coisa ainda presa á parede. 


Pretendia arranjar o quadro e voltar a colocá-lo no lugar. Mas algo... coisas mencionadas aqui e ali pela M. como se não fosse nada... por exemplo, dizer que se caiu foi porque não era para ficar ali e ela bem tinha dito que não achava que ficava bem... Algo, uma sensação, de que não era bem vindo... talvez agora conclua que fosse intuição.

Acabei por não o fazer. 
O uso de adesivo podia ser inadequado para aquele propósito, não quis arriscar. 
Desisti e fui tentar tirar o adesivo da parede, mas não saiu de forma alguma. 

Na altura ocorreu-me a possibilidade, muito ao de leve, pelas circunstâncias, de não ter sido acidente. Mas descartei e não dei importância. Hoje acho que posso afirmar que a M. sem sombra de dúvida era exatamente o tipo de pessoa para se incomodar com algo tão insignificante, querer que as coisas corressem à maneira dela, ao ponto de ir buscar um cabo de vassoura para o usar como ferramenta para bater no quadro até este cair. 

Talvez o tenha feito, talvez não. Mas é pessoa para isso e muito pior.


Há pessoas que, quando "aprontam" algo com alguém, sentem satisfação em ficar quietos a aguardar a reação da vítima.

Tristeza, dor, sofrimento, angústia, incómodo, tudo o que inflija sentimentos menos agradáveis - é o que o certo tipo de indivíduo gosta de causar a terceiros.

Ela era assim. 
Isto do quadro foi um sinal. É sempre assim. É gradual, começa pequeno e escala ao absurdo.


Basta relembrar que passou meses a criticar o colega que fumava, ainda que este o fizesse sempre do lado de fora, com a porta fechada. Quando este saiu da casa, ela, também fumadora, fez questão de fumar de porta aberta, deixando o fumo invadir os cómodos. Ia de propósito abrir a janela que fica ao lado do meu quarto e ia fumar debaixo dela. O que eu sofri! Sempre a respirar um ar tóxico.  Ela fumava como uma chaminé: uns atrás dos outros! Começava pela manhã e podia durar o dia todo até às 5 da madrugada. As beatas, deixava-as pelo chão, muitas vezes aos molhos. Não usava um cinzeiro, nem mesmo quando a agencia tentou a forçar e instalou um na parede do lado de fora da casa. Só serviu para ela, que não gosta de ser "ensinada", por duas ou três vezes, o tivesse colocado a arder. O metal estava tão quente, a parede estava a ferver... que se eu atirasse um ovo estrelava logo. Fui eu que tive de extinguir a fumaça, que durava horas... chegou a um ponto que, pelo cheiro, já sabia o que era. Já nem esperava três horas para ver se se dissipava, se a origem do cheiro era do jardim de vizinhos... intuía e ia lá abaixo para extinguir o fumo. 

E foi isto... 
Foi isto TUDO que me veio à lembrança em fracções de segundos, ao avistar na parede umas marcas. 
Tudo tem história. 


PS: Agora que concluí de escrever e fui ler o post LEMBREI de outra situação que vivi e que deu origem a que muitos de vocês que me lêm comentassem. Tudo começou com o post "A Jarra Saltitante". Surpreendeu-me. Só agora, reparo nas semelhanças. Há de fato personalidades com tanto em comum que se devia, logo ao primeiro gesto, partir para generalizações e não deixar espaço para dúvidas. São  pessoas narcisistas com alguma perigosa "patia" pelo meio