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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Porquê nos cruzamos?

 

Se todas as pessoas que cruzam o nosso caminho são colocadas nele para nos ensinar a grande lição que não estamos a aprender, porquê tantas ruizinhas cruzaram o meu caminho? Porquê, por exemplo, tive de passar por aquele episódio de ver alguém "eclipsar-se" quando nada o indicava, pelo contrário?

Recordo que essa pessoa afirmava peremptoriamente que não queria saber da maioria das pessoas. Que cortava radicalmente com todas assim que não gostava de algo ou as circunstâncias já não estipulassem que interagissem. Censurei-a pela leviandade do gesto. Principalmente porque muitas vezes é do equívoco que se cortam laços. O que nos torna responsáveis, culpados pelo sofrimento alheio. Deve-se sentir amor pelo próximo e dar às pessoas todas as oportunidades e mais algumas. 


Então porquê colocam-se no meu caminho pessoas que me fazem mal ao espírito, à alma? Pessoas que me tiram o sossego e tranquilidade que carrego?

Por vezes percebo que tudo o que aprendi a este respeito, parece estar super errado. 
Não sou eu e todos nós que tentamos seguir a vida com amor ao próximo que estamos correctos. O único amor que se deve seguir é o amor próprio. Ou, pelo menos, não perder nunca o amor próprio. O que é muito difícil quando rodeados de pessoas que vivem a nos reduzir a insignificâncias e nos maltratam.

É esta a lição que teimo em não aprender?

Descartar pessoas, deixar de me importar tanto com as mesmas. Parar de ser tão ingénua (se possível fosse!!) quanto à natureza humana, para de ignorar a tendência para a mentira e manipulação, aprender a atacar, a ferir, a colocar barreiras defensivas com sinais de perigo - para que a fortificação assuste o inimigo e o faça repensar em fazer investidas. 

Não são todos que interessam. Só alguns.

Lições que, se calhar, muitos aprendem bem cedo e que eu talvez, um dia, ainda aprenda. 

A minha lição é não me ralar com pessoas que não acrescentam nada a mim. Só tiram. É ignorar os que me magoam e não me ralar nada nada com isso. É fazer o que aquela pessoa me fez. Para isso é que ela cruzou a minha vida. 

 

domingo, 23 de agosto de 2020

Fui ao parque. E o que vi?

 Ontem decidi ir ao parque. De longe, um grupo de quatro pessoas jogava ao disco. Um rapaz rechonchudo, de calcoes, barba comprida e loura pareceu-me familiar logo ao primeiro vislumbre. Era um simpatico ex colega, do emprego que tive faz um ano. O tal onde surgiu a paixonite.

Fiquei a pensar na coincidencia. Vou aquele parque desde que cheguei ao Reino Unido. Vivi anos numa casa mesmo ao lado desse parque. Vai fazer um ano, daqui a uma semana, que naquele parque desejei ardentemente vir a encontrá-lo novamente.  

Ao inves dele, encontro um outro colega. 

Nao deixo de pensar se este colega, neste tempo, voltou a ver aquele que eu desejei encontrar. 



Nao ha muitas ocasioes em que va aquele parque sem me lembrar dele. 

A lembranca ainda surge com frequencia, nas mais inesperadas situacoes. Quando uma pessoa nao sabe usar o computador, quando encontro um autocolante, quando temas aparentemente nada relaccionados vem à conversa e algo o traz novamente à memoria.

Mas ja nao doi. Essa bencao foi finalmente concedida. 

Pode entristecer um pouco, mas aquela dor intensa, constante, profunda... nao esta mais cá. 

Se um dia me cruzar novamente com ele...??

quarta-feira, 6 de março de 2019

Quando ainda estamos por cá mas a vida desistiu de nós


Encontrei este recorte e não podia concordar mais com estas palavras. Mas subitamente reflecti no oposto: O que será de alguém que por cá anda quando a vida já desistiu de si?


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Não lutei


Alguns podem achar estranho mas acho que posso dizer que sei pelo quê tenho de pedir desculpa a Deus, se por acaso ele existir e se por acaso um dia estiver na sua presença.

Tenho de pedir desculpa por não viver.


Sim, porque viver é tanto... é não desistir - e por vezes desisti. É não deixar que os outros nos estraguem a vida - e tanta vez deixei. É continuar em frente, com preserverança e dignidade - será que sempre o fiz?

Bom, penso que isto é transversal a todos nós. Ninguém nasce ou morre um perfeito ser Humano. Mas se o objectivo de cá andarmos é - tal como creio - melhorarmos como pessoas, tenho de pedir desculpa por não ter chegado perto de todo o meu potencial e ter desperdiçado tantas bençãos que me foram concedidas por simplesmente EXISTIR.