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quinta-feira, 16 de abril de 2026

 

Existe um fenômeno social que considero interessante aqui no lugar onde vivo.

Quando o tempo melhora um pouco e fica solarengo, basta uma curta caminhada pelas ruas locais para notar que ha algo de diferente no tipo de pessoas com que, no dia-a-dia geralmente nos deparamos.  

O olhar não tem por onde mirar sem ver pessoas com limitativas capacidades. É cadeiras de rodas pela esquerda, direita, frente, trás... Ora já adulto, ora criança. O fato é que me pergunto ONDE ANDAM estas pessoas em todos os outros dias do ano. Por casa? 

Não se percebe a quantidade de pessoas que vivem desta maneira até o sol da Primavera aparecer. E subitamente, elas são muitas. 


sábado, 15 de junho de 2024

Porquê nos ensinam a adiar fazer o que nos dá vontade?

 Já cheguei a uma idade em que penso que me falta tempo. 
Ou então, percebo que muito dele foi desperdiçado. 

Dou por mim a pensar que gostaria de plantar arbustos e árvores para as ver crescer, colher seus frutos, respirar o aroma de suas flores e... penso que já não tenho o tempo que gostaria para isso tudo. Em simultâneo, esta é mais uma vontade adiada - das muitas - se não todas - que fui adiando na vida, porque assim me foi ensinado que era para fazer. 

Nunca concordei. No entanto, foi-me imposto assim - era o "normal" - e assim sendo, seguem-se as ordens "superiores" dos progenitores: «primeiro estudas "para seres alguém" e depois "o resto"... » - esse resto incluiu tudo e mais alguma coisa: vontades, sonhos, pensamentos, gostos, passatempos... tudo o que compõe a vida e a felicidade. 

Mas essa parte - a raiz - ficou para tras. Contudo, os ensinamentos e a prática permaneceram. 100% dedicada ao trabalho, incapaz de me "desviar" da boa conduta, com dificuldades em planear ausências que possam prejudicar a entidade patronal. E para quê? Se quando ficar doente ninguém me vem acudir? E se preciso for, amanhã levo um chute no traseiro e fico sem "nada"?

Bom, reflexões fadistas à parte, a vida continua... segue. Como sempre seguiu. Sem grande tempero. Para o bem ou para o mal. Ao menos isso. 

O que quero dizer é perguntar, a vocês, PORQUÊ ADIAMOS FAZER O QUE NOS DÁ VONTADE?

Porquê adiar para o final da nossa vida (a reforma) o começar a viver de acordo com preferências pessoais? 

Para plantar esses arbustos e árvores, preciso de um terreno meu. Coisa que não tenho. Então é óbvio que terei mesmo de adiar este sonho. Porém, existem outras formas. Podia trabalhar na área e dedicar-me à plantação. Teria, mais uma vez, de voltar aos estudos. Ou então podia ajudar alguém que tem terreno mas não tem capacidade ou precisa de ajuda... 

Nem sempre procuramos outras formas de realizar os nossos desejos. 
Outra coisa interessante sobre vontades é que, algumas vezes, basta as fazer uma vez para retirar delas toda a satisfação que se anunciava e ficarmos felizes. 

Hoje apetece-me plantar para ver crescer.
Amanhã, feito isso, pode ser que me passe e não me apeteça tanto.  

Adiar, é perpetuar o desconhecido. 

(Enquanto isso, ando a plantar girassóis na esperança que floresçam em vaso) 


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

A estacao do Amor esta a chegar

 A estacao do amor esta a chegar.

E eu nao sei?

Voces tambem a sentem? 

Ja se detecta no comportamento das aves, dos animais. Exibe-se na natureza. 

Deixo aqui videos que fiz hoje e ontem. Digam la se podem negar um facto Tao obvio: existe uma altura mais propensa para se amar.






 Ja pensaram na simplicidade da vida se nos guiar-mos pela natureza?

Aqueles que entre voces puderem, tratem de arranjar um par.  Esta a chegar a estacao das flores e das abelhas! 

🤗💕💕🌞👍🐝🐝🌻🌺🌼🌷💑😍

quarta-feira, 20 de março de 2019

PRIMA VERA


começa HOJE


Quem gosta?

sábado, 17 de março de 2018

Contagem decrescente para a PRIMAVERA


Para quem acha que ainda não existem sinais dela...


E as flores? Daffodiles por toda a parte.




BOM FIM DE SEMANA!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Ainda em negação de que o Verão não terminará tão cedo...


Lembram-se de um post sobre os summer blues, datado de 22 de Julho?

Pois desde então tenho estado a querer convencer-me de que o que vi nesse dia, a esvoaçar na estrada não foram umas tantas folhas de Outono. Não pode, não podia, não queria!

Contudo as evidências falam por si....








E as ANDORINHAS?

Ainda se avistam... Mas só vi duas hoje. A praga dos pombos essa é que do nada, regressou com toda a pujança! Já são dúzias, a poisar pelos beirais do prédio... 


Quando era adolescente e durante toda a minha vida, sempre fui avessa a quem pratica o tiro ao alvo em animais, por desporto. Aterrorizava-me isso e a ideia de que existia quem envenenasse pombos e quem andasse com uma pressão de ar para atirar a pardais, coelhos e outros animais. Contudo, ao ver pela janela os pombos em voos constantes, a voar bem perto, provocadores, já a pousar nas janelas para as deixar cagadas... a ideia de usar uma espingarda de chumbinhos para os abater não foi desagradável. Como mudei, eheh! Pelo menos no que respeita a pombos.  A aversão está a crescer. São, no meu entender, pragas. A cidade devia combatê-las.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Até as andorinhas gostam de Portugal e estendem a sua estada


Quem se lembrar deste post sabe que manifestei preocupações por deixar de ver pardais nas ruas. Ainda só vi um e fiquei em êxtase. Estava muito calor e ele posou na sombra do parapeito da janela, tendo voado quando me viu aproximar. Já faz mais de um mês e foi o único sinal da existência de pardais na zona, desde Janeiro até agora. Em compensação, vai fazer 3 meses que estas criaturas começaram a aparecer e desde então nunca mais foram embora. 

Filmado na primeira semana de Agosto

Velozes, difíceis de captar em câmara, barulhentas no bom sentido, parecem movidas por uma energia inesgotável. Voam de um lado para o outro, o dia inteiro, em bando, ora bem perto do chão,  ora mais no céu, sempre sem parar. Todos os dias. 


Com a sua chegada nunca mais vi um pombo. Que pena que elas têm de ir embora! Há quem diga que já deviam ter partido. A sua presença não me desagrada. Gosto de as ter e se enxotam os pombos das janelas, ainda melhor!  




sexta-feira, 22 de julho de 2016

Summer blues - a fragilidade das evidências

Abri a boca em espanto. Uma onda de tristeza invadiu-me os sentidos. "Estou mesmo a ver aquilo que penso que estou a ver???"

Folhas de árvore, espalhadas pela avenida, a esvoaçar com o vento.
"Nãaaaoo!!" - grito por dentro.


Tenho estado a negá-lo embora a sensação de tristeza já cá morasse. Os dias já não são tão longos. 

Diariamente, por volta das 19.30h, venho a notar uma claridade reduzida. "Ohhh, como é que pode?? Os dias já estão a ficar mais curtos e ainda nem sequer chegamos a Agosto!" - penso interiormente.

A claridade não é tão radiosa e recusa-se a invadir os meus domínios com todo o seu esplendor. Senti saudade de poder constatar: "Já viste? São 21.30h e há tanta luz do sol dentro de casa!". "No Inverno, ao início da tarde, pelas 16h, já se teria de acender os candeeiros por estar escuro. Olha só agora! Gosto mais dos dias assim".

Embora o calendário indique que o Outono chega daqui a precisamente 60 dias, ténues sinais para estes «bigodes de gato» já se dão a conhecer. E como este ano a Primavera chegou, tal como o Verão, acompanhada dos seus dias cinzentos e chuvosos, a simples perspectiva destes já estarem de regresso deixa-me com os "blues".


Quem diria... Eu, que nunca lamentei os dias frios de Inverno e sempre apreciei a chegada de cada estação, honrada por ver uma chegar e partir, com a cadência de quem marca a vida. Não partilhava com as outras pessoas o mau estar com o frio mesmo quando este congelava-me os dedos das mãos, nem me zangava com o forte vento, que dificultava-me o caminhar. Mas isso mudou. E a bem da verdade, não foi hoje. Já faz algum tempo que estes blues dos dias curtos são antecipados com uma certa agonia espiritual.

Porquê? Tenho as minhas teorias. Mas partilho apenas uma. Cresci e envelheci. Um corpo jovem e saudável aprecia o vento a bater-lhe forte, não se constipa com facilidade, pode até ficar à chuva e fazer muitas outras ousadias. Quase nada lhe traz sequer uma tosse. Tudo muda quando já não se está a crescer. Quando se fica doente e a recuperação acontece mas deixa sequelas... Agora uma brisa pode trazer de imediato a tosse. A fragilidade faz-nos apreciar temperaturas amenas, dias solarengos... Seja esta fragilidade física, mental ou espiritual.



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Coincidências ou Karma?

Interrogo-me, por vezes, sobre a minha morte. Na Primavera, quando tudo floresce, é impossível não pensar no ciclo da vida. Nesta estação, ela começa. No Outono, termina... hoje é o primeiro dia de Outono. Acabou-se a Primavera e o Verão.

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Quando será que vou morrer? Na verdade, não tenho nenhum pensamento mórbido em torno da ideia, nem é algo que está sempre a surgir. Mas tenho um que vou partilhar. Quando tenho de escrever uma data e vejo a minha mão a desenhar os números, ás vezes interrogo-me: será este o dia e o mês do meu óbito daqui a uns anos e nem o imagino?

Na segunda-feira passada tive esse pensamento. Não sei porquê, no preciso momento em que anotava a data, pensei na mesma como sendo de óbito. De alguém. Talvez o meu, daqui a não sei quanto tempo. O dia era 14 de Setembro. Atraida pela ideia de partilhar o que estava a pensar, com algum receio de parecer doida, perguntei aos presentes se tal ideia já lhes passou pela cabeça. Justifiquei-a também, porque a verdade é que já lidei com muitas datas e fiz estudos genealógicos, que me fizeram pensar na coincidência dos números.


Está visto, os outros não deixaram de estranhar a minha observação. Voltei a justificar, dizendo que era parvoíce para descomprimir o stress e ficámos por aí.

No dia seguinte pela manhã, os noticiários anunciavam a morte de Patrick Swayze, que ocorrera na véspera. Exactamente no dia 14.

Coincidência?
Não deve passar disso, claro está!

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Depois reflecti sobre outras coincidências. Duas semanas antes, descia a rua quando a música "I had the time of my Life", acompanhada de alguns vislumbres da dança do filme começou a soar na minha mente. Tive de me controlar para não descer a rua a dançar, pois ia parecer uma doida! Também me lembrei da série "Fame" e pensei que ninguém ia estranhar ver uma pessoa começar a dançar e cantar na rua, se essa série ou outra parecida estivesse a dar na televisão. A crise e a tensão pede o retorno de algo parecido... há espaço na TV portuguesa para uma cópia descarada. Estamos a precisar de ver adolescentes a cantar, dançar e pular pelas ruas e cafés...

Ao fazer um zapping pelos cento e tal canais, deparei com um documentário sobre o ator Patrick Swayze no canal E!, que contava a sua história até o ponto de ter recebido o diagnóstico de cancro pancreático. O que achei extraordinário, coincidência demais, foi, após ter ouvido nos noticiários que Patrick morreu aos 57 anos de idade, no documentário disseram a mesma idade quando referiram a morte do pai de Patrick. 57 anos!


É Karma? São coincidências? Acredito que nós gostamos de achar que não há coincidências em acontecimentos onde elas existem. Especialmente em catástrofes ou desastres. "Oh! Estava escrito!" - dizem alguns. Mas em outras circunstâncias, por serem talvez bizarras, achamos que é um acaso. E essas é que não são coincidências...