Portugal, Espanha, Parte de França, Bélgica e Marrocos.
Pelos vistos foram estes os países europeus, todos na área geográfica da Península Ibérica, os atingidos por um ainda por explicar apagão. Qualquer fornecimento de eletricidade deixou de ser facultado. Hospitais, quaisquer serviços - até as pessoas a viajar em carruagens de comboio - agora que tudo é elétrico - ficaram onde estavam até ao momento da eletricidade se desligar.
Esquentadores eletricos caseiros - deixaram de poder aquecer a água, nenhum fogão elétrico pode o substituir. Os telemóveis também deixaram de funcionar e os que estavam a perder bateria não tinham como carregar. Nada de redes sociais, wifi, semáforos que ordenam o trânsito, automóveis elétricos, elevadores, caixas multibanco, caixas registadoras, fontes noticiosas. Enfim, a dependência da eletricidade, algo que venho a apontar aos meus faz muito tempo, ficou exposta.
A VIDA não funciona mais sem eletricidade.
Acho que devíamos criar uma existência alternativa, onde tudo na sociedade continuaria a funcionar minimamente bem, caso um dia o "cordão" fosse cortado.
A presença do novo inquilino já me serviu de aprendizagem.
Não sabia que convidar alguém do género oposto a entrar na tua casa significa que vão ter sexo. Nos filmes, sempre foi assim, eu sei! Mas só depois de um dinnerdate.
Pois vos digo que nem isso é preciso mais. Um encontro, um jantar... já não se usam. Basta trocar um olá e nesse acordo mútuo e mudo de palavras diretas entre dois estranhos, sai sexo.
Agora compreendo porquê o gajo foi embora. Não apanhei nenhum sinal destes modernos que me estava a enviar. Coitado... ficou ali à espera e... nada.
Quem manda se meter com uma jumenta como eu? Ahah.
Ainda sou do tempo.... um tempo que não existe mais.
Mesmo com rodeios, ainda se usavam palavras claras de interesse. Hoje diz-se tudo menos essas palavras. O sentido da pergunta "onde vais quando acabar o teu turno?" é "anda ter sexo". Ele bem que me perguntou "onde vais agora? Eu levo-te a casa".
O simples facto de alguém do sexo oposto abordar-te é de imediato interpretado como interesse sexual. Tudo tem duplo sentido. E eu, na minha santinha ingenuidade... Longe de imaginar tais coisas, pelo menos dirigidas a mim e vindo de alguém como ele.
Não há dúvidas: Sou mesmo feita de outro molde.
Cai do cavalo, este continuou a galope e eu fiquei a pé.
Estou com vontade de mudar os meus cabelos. Encontrei por acaso um vídeo no youtube intitulado "cortes para outono 2018" e carreguei por curiosidade. Fiquei inspirada e com algumas ideias, mas não vou copiar nenhuma. Até porque a maioria dos cabelos aqui apresentados são lisos. E cabelo liso presta-se a cortes que cabelo ligeiramente ondulado não se presta.
Contudo, o que me fez transportar este tema para aqui foi outro motivo. Esta imagem, uma still que tirei do vídeo:
Este já foi o meu cabelo. Com todo o respeito para com a modelo, penso até que talvez conseguisse uma quinta trança, ou apenas quatro igualmente espessas. Nesta foto o cabelo da modelo foi dividido em quatro tranças, duas mais finas à frente e duas mais grossas atrás.
Como só uso trança nos últimos meses, uma coisa que me «chocou» foi verificar, por casualidade, que a espessura da mesma diminuiu em apenas um mês. Com o cabelo húmido, costumava fazer a trança e esta tinha a espessura das duas primeiras desta imagem. Agora tem a espessura de uma do meio, mas está seriamente a ficar com a espessura de uma da ponta.
Para quem já teve quatro grossas, ver o progresso para isto é... pronto. Tento ver pelo lado positivo: ainda me restam alguns fios. Mas não dá, é impossível, por vezes, não abandonar um pouco o conformismo e recordar «outros tempos».
No vídeo que deixo aqui surge ainda um corte de cabelo que me trouxe lembranças. Podes vê-lo aos 7m14s. Aquela tesoura começa a cortar a parte de trás e parece que só o consegue fazer por filas, tal é a quantidade de cabelo.
Esta imagem recordou-me uma altura em que decidi cortar o meu próprio cabelo. Estava em casa, aborrecida, cansada de me ver com o cabelo comprido e decidi ir buscar a tesoura e cortá-lo um pouco acima dos ombros. Com ele seco, comecei a cortar. Primeiro no lado esquerdo, depois do direito. Já tinha uma quantidade de tufos de cabelo bem grandes no chão - davam para encher uma almofada quadrada 15x15 quando, cansada e com receio de cortar torto, percebi que, na parte de trás, na parte da nuca, não ia conseguir cortar. Era muito cabelo que me sobrava e sem ter olhos nas costas, fica difícil.
A solução era pedir à minha mãe, quando acordasse, para mo fazer.
Vou cortar as minhas longas tranças, eheheh!
E assim, por uns minutos, andei com a parte da frente do cabelo pelas orelhas e atrás, comprido como tudo Kkkkk.
Hoje jamais poderia fazer isso. Ia parecer um rato de esgoto. Teria um fiozinho de lã atrás e uns parcos curtos à frente :D
Se um dia encontrar uma imagem desse momento, publico.
Lembro-me que me filmei com o cabelo meio cortado, mas auto-filmagem em espelho com câmera daquelas do tamanho de um tijolo que funcionava com fita magnética... é outra coisa. Se um dia voltar a ver essas imagens tento tirar uma still. Mas tenho dúvidas, pois infelizmente acho que apaguei-as da fita depois de as transferir para o digital, em formato DVD, suporte esse que logo deixou de funcionar.