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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Mulheres e crianças: serão sempre os primeiros alvos de risco

 Quando num estado de anarquia, de guerra, é preciso proteger em primeiro lugar as mulheres e crianças. Se as guerras não fossem coisa de homens, acho que isso não acontecia. 

Nas guerras - mesmo quando se celebra o fim e a chegada da paz, a mulher nunca está a "salvo". Nem crianças. Soldados que invadiam territórios "afugentando" os inimigos para longe, achavam que violar mulheres era apenas o esperado. Era a obrigação de TODAS, se eles assim mostrassem vontade. 

Crianças meninas também não estavam a salvo disso. 



Se por acaso um dia chegarmos a uma situação semelhante, lembrem-se que o mundo é bárbaro, violento tudo isto embrulhado em muita testosterona. Os primeiros a serem prejudicados são os vulneráveis e caridosos. 



terça-feira, 10 de setembro de 2024

É nas pequenas coisas que se conhecem as pessoas

 

O motorista de autocarro sentou-se ao meu lado na paragem onde me encontrava sozinha. Vinha com o telemóvel a emitir, em simultâneo, ruídos de sons, vozes e música com risadas no final. Deduzi serem vídeos de tic-tocs, pois a parafernália sonora era repetida em loop.

Encontrava-me numa chamada a aguardar atendimento fazia já 40 minutos, com o telemóvel em audio externo, pois se não for desse modo, não escuto nada. Os ruídos do telemóvel do homem eram tão altos que abafavam por completo o som de música clássica de péssima qualidade dos serviços de atendimento da EasyJet que vinha a escutar segurando o telemóvel perto dos meus ouvidos, enquanto que, com a outra mão manejava enfiar um pouco de comida na boca. Obviamente, não me encontrava ali por lazer. Qualquer um que assim encontrasse, eu deduziria estar na linha de espera de uma chamada importante. 

O bom senso manda que a pessoa que chega, percebendo a situação, tente minimizar que a sua presença atrapalhe. Mas o telemóvel do homem superava em muito o meu no requisito audio. Praticamente não conseguia escutar NADA. Quando a música clássica parava, receava que foi por terem atendido e receava não escutar me chamarem porque, de fato, não dava para escutar. Os sons de TIC-TOC vindos do telemóvel do motorista abafavam e obliteravam o meu. Só mesmo encostando o telemóvel ao ouvido podia ter percepção.


Quase que tive para lhe pedir para que baixasse um pouco o som. Mas acho que, depois de se sentar, até o aumentou. E continuou assim. 

ATÉ QUE....

Até que uns 12 minutos depois apareceu uma terceira pessoa na paragem. Uma mulher, de mala de viagem na mão, bem vestida, com aparência elegante, pareceu perdida, seguindo indicações pelo telemóvel. 

Assim que ela apareceu, o homem baixou o som do telemóvel. E olhou para a mulher: Primeiro avaliou-a pelo rosto. Depois desceu rapidamente os olhos para baixo e voltou a subi-los, demorando apenas fracções de segundos a olhar para específicas zonas da fisionomia feminina. 
 
 Por aquela postura, soube tanto daquela pessoa! Um indivíduo que chega e faz questão de não ter um gesto de cordialidade e respeito básico contudo, altera de imediato o comportamento para o oposto quando vê uma fêmea que lhe agrada da cabeça aos pés... Ah, tão básico... !!

Tudo o que foi preciso para ele agir com consideração foi a presença de uma mulher bem vestida. 
Sinceramente... 

Homens conseguem ser tão básicos que até dá dó. 
Quando são básicos assim, rejubilo de satisfação com as "Rebeccas*" da vida. Elas fazem todo o sentido para mim. Deviam existir muitas, muitas Rebeccas. Porque há homens que merecem aprender uma boa lição. 

Se eu fosse mau carácter. vilã, teria todo o gosto em brincar com um idiota destes. 

Até nem teria qualquer piada ou seria um grande desafio - de tão básico que ele demonstrou ser. 



* Rebecca D'Winter - personagem do livro Rebecca. 



quarta-feira, 22 de março de 2023

Indumentárias MASCULINAS dos O23

A vontade de comentar as roupas escolhidas para aparecer num grande evento televisivo surgiu depois de perceber isto. A primeira imagem é do filme "Tudo ao mesmo tempo, em todo o lugar" (minha tradução). Aqui pode-se ver que a personagem principal veste um casaco de malha vermelho com um estranho padrão na manga e nas costas pode-se ler o que parece ser a palavra PUNK.


Durante a cerimónia dos Óscares 2023 surge no palco, para receber o óscar para melhor filme, um dos autores que, por uma razão simbólica não muito conhecida, escolhe vestir um fato bordeaux, onde reproduz o desenho do casaco de malha que surge no filme. Mas com uma qualidade muito superior de acabamentos e materiais! 

O que será que isto quer dizer? Estaria ele só a levar o amor pelo seu filme um pouco mais além ou existe uma mensagem sublimar em tudo isto? O que é aquele símbolo? 


Por aqui fui espreitar as escolhas dos restantes.  E para variar, vamos falar do vestiário masculino. Tanta vez ofuscado e pouco diversificado, acho que este ano também a cerimónia foi mais além no departamento da moda masculina. 

OS HOMENS:

Primeiro exemplo: fatos em branco. 
GOSTO

Há algo no design deste "toxido" que é super elegante, sofisticado e ainda consegue trazer remenescências orientais. O que combina com quem o usa. A começar pela cinta, a fazer lembrar um quimono mas sem ter um ar de ultrapassado. Aquela lapela cortada em bico apenas do lado do bolso, formando um Z, o conjunto em si, simplesmente gosto. Não faz lembrar um fato de judo, o que facilmente podia ser a desgraça se o design não fosse tão bem conseguido. 


Fica-lhe bem, dá um ar leve, fresco. O negro teria caido mal. 


Bom, nesta foto nem gosto muito de ver o Lenin Kravitz, 
mas na de baixo, que basicamente é a mesma mas de rosto virado, já gosto. Cheio de estilo, drapeado, original, bom tecido. Na de cima só não aprecio muito porque aquele peitoral faz lembrar um seio e quase se desvenda o mamilo. Mas sem dúvida um dos top visuais masculinos.


Já tinha dito noutro post que adorei a originalidade e o simbolismo deste laço azulão com olhos de plástico. 

Ora aqui está uma boa opção, mais uma vez original, para pessoas de porte mais forte! Este senhor ousou ir com um casaco/cauda, a fazer lembrar os vestidos das mulheres. E não é que lhe fica bem? Pelo menos assim de perfil. O tecido também me parece excelente. Se fosse todo preto ia correr mal. Se fosse quebrado com outras cores, ia parecer mal. Mas este aspecto acetinado com cornucópias ou um padrão brilhante confere-lhe um ar sofisticado. Mais uma vez, algo de oriental surge na escolha do tecido acetinado com padrões, a fazer lembrar as vestes antigas chinesas.


Só aqui pus o Colin por causa da bandeirinha da ucrânia que colocou na lapela. Alguns artistas se limitaram a dar esse toque e assim expressarem o seu apoio, sem, contudo, entrar em politiquices verbais. Colin também teve de levantar a crista ahahah. Mas fica-lhe bem o look. A escolha do que parece ser mini-botões pretos para as camisas brancas também parece ter sido A moda masculina da  cermimónia. Mais homens optarem por esse look.


Dois casos de roupas quase identicas mas resultados muito diferentes.
Não gosto do de cima, porque o rapaz parece anão. Fica-lhe mal esta escolha. A proporção de tronco fica idêntica às das pernas. O que lhe confere uma estatura baixa e tacanha. Já o de baixo, que basicamente escolheu o mesmo estilo, parece ser um homem alto. Onde o botão do casaco aperta lhe confere mais altura de perna enquanto o de cima foi apertar o casaco quase perto da virilha ahaha. Resultado: fica-lhe mal.



Veludo, azul, e uma popa a lembrar a de rin tin tin
Com uma descrição destas diria-se que não ia resultar. Mas resulta! 
Charme e elegância, originalidade
Barba por fazer contribuiu para o look sofisticado mas descontraído.


Um fato como este só podia cair tão bem num corpo bem feito. É o caso. Casaco que aperta com dois botões logo abaixo do peito, dando pouco espaço para a camisa, um singelo lenço branco a demarcar o bolso. A barba e o cabelo: tudo bem conseguido. Confere um ar de classe e elegância.


Aqui gosto do exagero da gola, da ausência da camisa tradicional e do uso de rosa na camisa aberta.  Simples e diferente. Falta talvez um toque dessa diferença na parte de baixo. Elegante. 


Só ouvi uma graçola sobre o fato de The Rock mas nem tinha entendido. Agora que vejo acho que funciona. Não só funciona como é de apreciar que a escolha tenha ido para um pálido rosa, o tecido seja acetinado e uma flor falsa com lencinho branco mas laço preto tenham sidos adicionados. Acho que fica-lhe bem. Mas talvez... gostasse de ver o resultado se o laço fosse também branco ou champanhe. Até o casaco se fosse champanhe na cor teria subido vários patamares na sofisticação. Como está talvez pusesse glitter naqueles botões de camisa. E sem dúvida, o preto do laço tem de sair. Só tentando para saber.

Sem dúvida que a cerimónia dos òscares 2023 teve o tema asiático este ano. Os próprios tecidos escolhidos para as indumentárias masculinas mais do que o comprovam. O cetim, a seda, o design. 

Os das mulheres fica para outra ocasião.



quinta-feira, 26 de março de 2020

Mulheres: Somos a balança do Universo

O telemóvel acabou de tocar de um número privado. Atendi mas por mais que falasse, do outro lado não veio nenhum som. Então desliguei. ***  Voltou a tocar. Mais silêncio. Antes de alguém no outro lado desligar, escutei uma voz feminina. Então mais silêncio.

*** Conto isto porque após o primeiro toque, ocorreu-me que podia ser ele, a querer escutar a minha voz. Que me tivesse ocorrido isto faz-me entender que nós, mulheres, somos mesmo parvas. Quando nos apaixonamos, ficamos meses, anos, a alimentar fantasias de contacto que nunca vão acontecer. 


Gostava de ser mais fria e indiferente como os "gajos".
Mas também, se nós, mulheres, fossemos assim, o mundo cairia em colapso

É por sermos maternais e sentimentaloides, esperançosas e carinhosas, capazes de exercer o perdão por amor, sempre ali para apoiar e amar, que eles precisam de nós, que damos equilíbrio ao Universo, de resto tão desequilibrado.


Sim, temos fases hormonais. Causa-nos alterações de humor, aumentam a irritabilidade...

Mas sem nós, MULHERES, 
que vida violenta, árida, sem graça, fria, cheia de lixo e em conflito bélico seria o Mundo dos Homens

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Também já fui a coisa mais sexy do mundo! E daí?


« Meu Deus, Glória! Devoraste o Cabeça de Abóbora?
Ela disse que põe maquilhagem e a peruca grisalha?!?!?!  A pu** já parece velha!
Ela parece o Dani Devito com peruca loura.
Jabba!
Mulheres brancas não envelhecem bem. Ela realmente relaxou-se! Não esperava isto nem num milhão de anos! Ela era tão boa!! »

Comentários que podem ser encontrados em vídeos no youtube sobre Sally Strudders. Sally protagonizou a jovem Glória na sitcom que referi aqui, na década de 70. Estava então a meio dos seus 20 anos e ainda não tinha sido mãe. E tal como Brigitte Bardot, Katelyn Turner, Goldie Hawn, Michelle Pfeiffer ou Meg Ryan, todas excelentes atrizes, o tempo passou e nenhuma manteve a aparência física de uma menina de 20 anos. E porquê??

Porque a vida não é suposta ser assim!!

Dos 20 aos 60 vão décadas...

Acho importante chamar a atenção para a frivolidade com que se fazem comentários destes. A normalidade com que os aceitamos não é boa para a sociedade, se a queremos respeitosa e sem preconceitos. A facilidade com que hoje em dia se acolhe estas violências verbais, neste e noutros meios de divulgação, é perniciosa. A pressão a que as mulheres, em particular, estão permanentemente sujeitas para que se mantenham jovens e sexys, boas de cama, disponíveis para tudo, não é digna de uma sociedade que se diz respeitadora e liberal. Não envelhecer e não perder os belos traços da juventude, é impossível. Tanto para mulher, quanto para homem!! Que se recue no tempo e se passe a aceitar cada etapa da vida, apreciando-a. Que se olhe para o rosto de uma mulher com rugas e se veja beleza. Que se procure a alma. E não um pedaço de carne. 

Esta sociedade sempre tão machista, tão centrada no supérfluo carnal... não tem moral para criticar outras que ainda aprisionam as suas mulheres em tradições que ditam opressão. Pois não se desviou tanto assim de fazer o mesmo.


Entre alguns comentários ignorantes, quase todos da parte de homens, surgem alguns sensatos, quase todos da parte de mulheres. Como este:

« Não entendo os palavrões e os maus comentários. Ela deu-nos anos de risadas, contribui para a sociedade doando o seu tempo a crianças necessitadas. Não entendo a maldade. Não gostar dela é uma coisa, ser malévolo é outra. »


Se continuarmos assim, malévolos e superficiais, passo a entender e a defender a ideia apresentada em tantos filmes futuristas de que a humanidade não deve viver para além dos seus 30 anos. Que tal? Agrada esta ideia? A todos aqueles que acham que uma mulher é um pedaço de carne que deve envelhecer mantendo um corpo escultural de 20 anos? Ou ser uma bomba sexual sempre cheia de desejo? É que nem quando algumas fazem isso, deixam de ser severamente atacadas verbalmente com insultos. Por parecerem tudo e mais alguma coisa devido à libido «precoce» ou às plásticas... É então um conceito impossível, que está perdido à partida, mas continua a ser exigido. Tanto «levas» na cara por envelhecer, quanto por evitá-lo. Ó «críticos»: E se fossem mas é aprender a alimentar o cérebro??


Sim, porque isso faz falta para que entendam que estão a dar um tiro no próprio pé. Frivolidade gera e cobra frivolidade. E se exigem às mulheres de hoje coisas como depilação total, corpo escultural, magro e musculado, etc e tal, porque um homem gosta é "de coisa boa", claro que geram mulheres que fazem um alto investimento nelas mesmas e não o vão entregar a um homem barrigudo, baixo, careca ou pobre...

Se tudo ficar definido no supérfluo, então perpetuam-se certos erros. E o que já não falta por aí é mulher a cuidar de si na esperança de encontrar qualquer homem com uma carteira recheada e vontade de gastar dinheiro com ela. E se não apanharem uma destas, apanham das outras: que também querem um homem todo depilado, musculado, magro, fiel, inteligente, respeitador e bem humorado. Vão ser picuinhas com o tamanho da barba, com o tamanho de tudo... Gerações de homens e mulheres a tentar atingir o impossível e a valorizar o que pode até ser bom, mas por motivos errados. E por isso todos ficamos cada vez mais sós, cada vez, os homens pelo menos, mais íntimos de bonecas.... insufláveis ou de silicone.


Pronto. É isto. A sociedade está a evoluir para o ridículo e como tudo o que é ridículo, se a juventude é a única coisa que se quer valorizar, então que ninguém viva para além dos 30. Eutanásia para todos e que sobreviva o melhor. Lol.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Quando se pensa que se faz um elogio... e not!


«Há mulheres magras e atraentes mas são burras».
«Há gordinhas que são inteligentes e dedicadas».

Magras aceitam-se burras. Mas gordas só se forem muito inteligentes. Lol.
Deixem as mulheres e os homens simplesmente ser, siiiiim??


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O dilema dos bombeiros com a lei

A história que vou reproduzir a seguir só pode ter sido escrita em tom de comédia. Segundo um artigo encontrado aqui, a recente "Lei do Piropo" pode vir a ser responsável pela expulsão de mulheres do corpo de bombeiros.

O primeiro parágrafo "brinda-nos" com esta preciosidade de raciocínio:


Além de um tal "fonte" do departamento jurídico da Liga de Bombeiros explicar que o «conjunto de problemas» que a nova lei traz para dentro dos quartéis se deve "à profissão e ao material utilizado", ainda diz que as mulheres, sobre uma imensa pressão pela lei, não saberão distinguir o que é uma verbalização de um importunação sexual.

Além de chamar as bombeiras de estúpidas que não sabem "distinguir", ignoram a experiência e a capacidade de discernimento das mulheres. Como se ao longo das suas vidas um "piropo" fosse algo desconhecido, e daí a incapacidade de distinguir entre uma brincadeira e o assédio.

O artigo continua dando exemplos do que são o "conjunto de problemas" que esta lei trás para os quartéis de bombeiros. "imaginem quando um bombeiro disser a uma bombeira: “agarra-me aí a agulheta um bocadinho” - especifica a tal "fonte". Não economizando nos exemplos, faz questão de identificar as expressões que poderão vir a ser um problema de assédio que vai conduzir à expulsão das mulheres dos Corpos de Bombeiros: "termos como “mangueira”, “chupão”, “seringa”, “desforradeira” e, até mesmo, “capacete” ou expressões como “apaga-me o fogo”, “apanhai-lhe a cabeça” e “entra pela cauda.

A notícia ainda apelida, inadvertidamente(?) as bombeiras de criminosas e oportunistas, pois diz que esta lei está a ser utilizada como forma de chantagem a elementos de comando ou de chefia, uma afirmação gravíssima, mas que parece estar a ser fundamentada em especulação, visto que não apresentam casos concretos.

A pesar de todo o artigo estar a analisar esta perspectiva da Lei do Piropo pelo lado do HOMEM como agressor, MULHER como a ignorante alvo do piropo, a seguir sai-se com esta constatação: "Dentro dos corpos de bombeiros há a noção de que o assédio sexual é provocado tanto por bombeiros como por bombeiras, mas a lei parece estar mais inclinada para a defesa das mulheres.

E remata, explicando qual é a solução: "Os bombeiros estão indignados e pediram mesmo que as mulheres fossem afastadas dos corpos de bombeiros, pois estão em menor número (...) há um ambiente de tensão dentro dos corpos de bombeiros, existindo alguns, perfeitamente assinalados (...) que já admitiram estar a efectuar formações e operações de socorro unicamente com grupos masculinos ou com grupos femininos."

 Ah! Nada como o bom, velho e ignorante MACHISMO para terminar uma matéria absurda! Até dá vontade de rir, não é mesmo?

Para vos divertir, ainda assim, educar mais do que o citado artigo, deixo aqui um vídeo que INVERTE OS PAPÉIS. São as MULHERES que assediam os homens, mas daquele jeito típico masculino, todos os maneirismos incluídos. O que elas dizem, contudo, não é bem o que o homem diz, mas o que elas procuram num homem.

De seguida, outro vídeo, bem interessante. Ele mostra aquilo que uma mulher SABE quando está a escutar um piropo. E aquilo que os homens tentam ocultar. Por esta razão, interpretar uma mulher da forma redutiva como esta "fonte" do departamento jurídico dos bombeiros faz, é cómico, para não dizer também outra coisa referente à região do cérebro. É exatamente para este tipo de pessoas pouco... que este vídeo mais faz falta. Estão em inglês, espero que a maioria entenda :)



Não consegui deixar este de fora. É muito bom (e curto). Outro exemplificando a troca de papéis.

O que vem a seguir foi o «melhor» vídeo português sobre piropos que encontrei. Ao contrário dos americanos, que são mais evoluídos e apresentam uma perspectiva real e invertida, o português suaviza e despenaliza o piropo a uma simples e aceitável brincadeira entre homens. O que a lei veio a não fazer.

Bem sei que a lei do piropo andou aí a perturbar algumas pessoas que, sem saberem bem o que dizer, bastou-lhes, por exemplo, argumentar que "há leis mais importantes". Pelo lado que me toca, gostei da lei. É bom brincar entre um grupo de amigos, mandar uns piropos, umas graçolas, mas como se diz no brasil, quando "a cantada" costuma passar a barreira da brincadeira para o assédio, não é uma coisa bonita.

Quando foi a primeira vez que escutaram um piropo? E perceberam aquele tipo de olhar? Eu nem lembro, mas sei que era criança. Acho que com 10 anos já estava a ser alvo deles. Com 12 tornaram-se muito frequentes. "És um borracho! Anda cá que tenho uma coisa aqui (mão no sexo) para te mostrar". E uma criança, a virar adolescente, depois na adolescência, a receber piropos constantemente, pode não ser muito benéfico para o seu crescimento. Ou ela se vê e se aceita como um pedaço de carne, porque é assim que lhe estão a comunicar que será vista, e daí se podem observar alguns comportamentos sexuais mais abusivos e submissos entre jovens que hoje tanto a sociedade condena, ou então sente-se mal e desconfortável. Acreditem que a segunda hipótese é geralmente a mais comum mas a primeira anda a ganhar terreno, até porque surgiu como forma de desprezar a segunda. 


Mas cá fica a reportagem, "ligeira" e divertida, desresponsabilizando o ato, a versão portuguesa do piropo - hoje condenável (e muito bem) por lei.