Metereologia 24 h

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O primeiro sinal do que estava para vir?

    Agora que me encontro deitada no sofá e olhei para cima - avistei a parede. Lembrei com clareza e certezas, o que tinha já esquecido. 

Pouco depois de vir morar para a casa 🏡 onde me encontro há já seis anos, fui de viagem até Portugal por uns sete ou oito dias. Nesse tempo as outras pessoas que moram comigo mantiveram o contacto. A rapariga, a M. (quem se lembra?) estava sempre a enviar mensagens pelo Whatsapp. A maioria trivialidades mas ela não deixava de mencionar nada.

Foi por isso que senti muita  estranheza quando , no regresso, vi estas marcas na parede.




Onde estaria o quadro que tinha colocado ali? Uma moldura branca, quadrada, com uma imagem a preto e branco de uma cidade cosmopolita com visão aérea dos prédios. Deve ter caído - é o que uma pessoa acaba por deduzir. 

A questão estranha era a M. não o ter mencionado. Nem em nenhuma das nossas conversas por telemóvel, nem no meu regresso. Falou de tanta coisa e seria de esperar que também mencionasse "olha, o quadro caiu e partiu-se".

Acho até que nem percebi o quadro em falta logo que cheguei. Mas um ou dois dias depois, já nós tínhamos posto ainda mais conversa da treta em dia. O que tornou tudo ainda mais intrigante. 

Andei á procura dele e encontrei-o no chão, encostado contra a parede, entre o sofá e a arrecadação. Não estava partido, apenas um dos cantos estava aberto. Dava para reparar mas... 


Entre tantas conversas sobre a casa, porquê não mencionar uma coisa assim? Seria tão natural entre colegas. Ainda mais se foi ela, que não trabalhava e vivia em casa, que apanhou o quadro e o meteu de lado. Sim, porque o dito não foi parar ao lado do sofá encostado a uma parede, perto da arrecadação. 

Ela NUNCA mencionou a ausência dele. Não teve reação se por acaso eu expressei surpresa ao não o ver na parede. Mas mencionou algo como "não reparei"  ou se fez de esquecida.


Eu AMAVA embelezar a casa. Estávamos todos a amar a casa, a elogiar os espaços, a planear melhorar pequenas coisas. O quadro foi um dos meus pequenos contributos. Nunca coloquei o que fosse sem lhes pedir aprovação. 

Lembro-me que quando o coloquei lá e perguntei se por eles tudo bem que o ali metesse - na parede da antiga chaminé, acima do sofá, ela questionou o propósito. Quis mesmo saber porquê. Falei que achava que faltava ali qualquer coisa, tinha aquela imagem a preto e branco e achava que era capaz de ficar bem ali. 

Ela encolheu os ombros e "permitiu" o quadro ali. Mas por vezes mencionava-o, nas conversas sobre gostos pessoais, chegando a sugerir que se calhar era melhor tirar, ou que não era seguro.

Assim que me ausento, estranhamente, a fita adesiva que coloquei em excesso para me certificar que o quadro, que era bem leve, não iria cair, é a única coisa ainda presa á parede. 


Pretendia arranjar o quadro e voltar a colocá-lo no lugar. Mas algo... coisas mencionadas aqui e ali pela M. como se não fosse nada... por exemplo, dizer que se caiu foi porque não era para ficar ali e ela bem tinha dito que não achava que ficava bem... Algo, uma sensação, de que não era bem vindo... talvez agora conclua que fosse intuição.

Acabei por não o fazer. 
O uso de adesivo podia ser inadequado para aquele propósito, não quis arriscar. 
Desisti e fui tentar tirar o adesivo da parede, mas não saiu de forma alguma. 

Na altura ocorreu-me a possibilidade, muito ao de leve, pelas circunstâncias, de não ter sido acidente. Mas descartei e não dei importância. Hoje acho que posso afirmar que a M. sem sombra de dúvida era exatamente o tipo de pessoa para se incomodar com algo tão insignificante, querer que as coisas corressem à maneira dela, ao ponto de ir buscar um cabo de vassoura para o usar como ferramenta para bater no quadro até este cair. 

Talvez o tenha feito, talvez não. Mas é pessoa para isso e muito pior.


Há pessoas que, quando "aprontam" algo com alguém, sentem satisfação em ficar quietos a aguardar a reação da vítima.

Tristeza, dor, sofrimento, angústia, incómodo, tudo o que inflija sentimentos menos agradáveis - é o que o certo tipo de indivíduo gosta de causar a terceiros.

Ela era assim. 
Isto do quadro foi um sinal. É sempre assim. É gradual, começa pequeno e escala ao absurdo.


Basta relembrar que passou meses a criticar o colega que fumava, ainda que este o fizesse sempre do lado de fora, com a porta fechada. Quando este saiu da casa, ela, também fumadora, fez questão de fumar de porta aberta, deixando o fumo invadir os cómodos. Ia de propósito abrir a janela que fica ao lado do meu quarto e ia fumar debaixo dela. O que eu sofri! Sempre a respirar um ar tóxico.  Ela fumava como uma chaminé: uns atrás dos outros! Começava pela manhã e podia durar o dia todo até às 5 da madrugada. As beatas, deixava-as pelo chão, muitas vezes aos molhos. Não usava um cinzeiro, nem mesmo quando a agencia tentou a forçar e instalou um na parede do lado de fora da casa. Só serviu para ela, que não gosta de ser "ensinada", por duas ou três vezes, o tivesse colocado a arder. O metal estava tão quente, a parede estava a ferver... que se eu atirasse um ovo estrelava logo. Fui eu que tive de extinguir a fumaça, que durava horas... chegou a um ponto que, pelo cheiro, já sabia o que era. Já nem esperava três horas para ver se se dissipava, se a origem do cheiro era do jardim de vizinhos... intuía e ia lá abaixo para extinguir o fumo. 

E foi isto... 
Foi isto TUDO que me veio à lembrança em fracções de segundos, ao avistar na parede umas marcas. 
Tudo tem história. 


PS: Agora que concluí de escrever e fui ler o post LEMBREI de outra situação que vivi e que deu origem a que muitos de vocês que me lêm comentassem. Tudo começou com o post "A Jarra Saltitante". Surpreendeu-me. Só agora, reparo nas semelhanças. Há de fato personalidades com tanto em comum que se devia, logo ao primeiro gesto, partir para generalizações e não deixar espaço para dúvidas. São  pessoas narcisistas com alguma perigosa "patia" pelo meio

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

A.I. mostrou-me a minha filha

 Foi coincidência. Pedi há Inteligência Artificial para  transformar uma foto actual minha no "eu" com 16 anos. 

Quis testar a acuracidade da AI, descobrir se seria capaz de mostrar a cara chapada.

O resultado foi este:


Não sou eu mas instintivamente me identifiquei com a imagem. Seria assim que ela teria se parecido... Caso tivesse nascido.

A A.I. deu rosto a um sentimento, a uma vida que tenho dentro de mim mas não chegou a nascer. Mas ela existe. E um dia vou finalmente estar perto dela. Beijar, abraçar, chorar de felicidade e ter aquela sensação de que encontrei um pedaço de mim que tanta falta me fez a vida inteira.

Dá para entender?


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Na Inglaterra não se vê lixo nas ruas!

 Por largos anos quando comparando alguns hábitos portugueses aos britânicos, nós saímos sempre a perder no critério de ruas sujas.

Mas ganhavamos no critério "Inverno". O português mais curto, mais ameno, o de Inglaterra sempre chuvoso, escuro, longo.

Pois deixem-me que vos diga que é tudo treta! 

Aqui estou eu para desfazer conceitos pré concebidos de uma vez por todas. Quebrar o mito! É TUDO mentira. 

A respeito da sujidade, esqueçam. O que se passa é que Inglaterra é muito verde. Não porque eles tratam bem seus espaços mas porque é um país com chuviscos ocasionais que impedem a relva de secar e ficar castanha. 

Existe muito vegetacao verde que camufla lixo deitado ao chão. 


A presença de vegetação verde não se deve á boa manutenção, porque muitos nem são mantidos. 








E o mito maior é achar que o Inverno inglês é pior que o português.


Não é!
É 1000 vezes melhor.

É ameno a maior parte do ano. Há pessoas que nem guarda ☂️ chuva usam. Tapam a cabeça com o gorro do casaco e andam assim pelas ruas. 

Quando chove muito geralmente não dura muito tempo. Chuva por horas ou o dia inteiro é raro. Geralmente as pessoas aguardam a chuva maior cair e depois vão às suas vidas.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A PRAGA da AI e a realidade Fabricada

 

Em certos aspectos a Inteligência Artificial (AI) é bastante prejudicial à sociedade. Ajuda os scammers, os mentirosos, os aldrabões e os vigaristas a atingir de forma mais convincente uma série de pessoas facilmente influenciáveis. 


As roupas também emagrecem? A camera esta sempre na mesma posição em três ocasiões diferentes, à mesma altura e distância? As pessoas encontram-se sempre no mesmo lugar? Com o mesmo penteado? O mesmo estetoscópio na mesma posição e cumprimento e os sapatos são os mesmos também? Os gestos de duas pessoas distintas são o espelho uma da outra, mechem-se igual e ao mesmo tempo mas inversamente? 

Isto de criar conteúdo digital já é muito hollywoodesco. 


Um jovem com problemas de peso a mais vê estas coisas e pensa: "Isto pode ajudar-me!". 

É obrigatório ver o vídeo que se segue para entender a AI. 




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Parabéns a você


parabéns a esta covinha minha, que faz XX anos.


Foi criada no parto, por este instrumento aqui:


Parabéns há minha mãe. E aos médicos, que há XX anos tiveram sucesso em me remover dentro dela quando não tinha forças para o fazer sozinha.

Pelo fato de estar desacordada e não ter visto ou sentido nada acabei por conjecturar/fantasiar se a possibilidade de ter existido uma irmã/o gémea/o pode ter sido uma realidade escondida do seu conhecimento. 😊


Isto porque pessoas estavam sempre a me abordar dizendo me ter visto noutro lugar, noutra cidade.

Existe em mim um sentimento complexo de explicar mas relacionado com ausência e carência. Como se estivesse para ser mas não foi. Uma identidade de irmandade que me faz falta e é ressonante em mim. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A nossa cultura fadista


A data de aniversário...
Existem culturas que sabem celebrar tal data. Com festa e alegria e mais nada. 
Não é o caso da cultura portuguesa, na minha opinião. 

Depende de cada um, claro. Mas pessoalmente pelo que observo acho que culturalmente somos educados a sentir o PESO dos anos. A olhar para a idade como um marco dos nossos fracassos




Ah, a cultura do fado*.. Quando a data chega, vem também a depressão. Aprendeu-se a "ver" o copo meio vazio, ao invés de meio cheio. Ainda que o aniversariante o esconda, entre sorrisos ou aparente normalidade. Quando fica a sós consigo mesmo, ele vem: o "fado".  

Claro está que, acredito, existirem muitos portugueses que olham para a data e querem passar um dia alegre. Entre amigos, família. O típico. E passam. 

Mas mesmo aqueles que sorriem diante de umas velas acesas espetadas num bolo de aniversariante, enquanto lhes cantam os parabéns numa mesa de restaurante, dentro de nós... sentimos o peso. Como se fossemos educados a olhar para o aniversário como um símbolo do curto tempo que temos na terra e do quanto o desperdiçamos. 

Pensamos no tempo que já passou e não volta mais, na velhice...

Nem todos os aniversariantes têm família por perto para lhes dar mensagens de parabéns.  Há quem não têm ninguém. Esse dia chegará para mim. Por enquanto tenho meus pais que, mal ou bem, se lembram sempre. São eles que me "avisam" que a data se aproxima, desconhecendo o poder massacrante que daí advém. Porque eu, realmente, não lembro e não "marco" o dia no calendário. Até eles me fazerem sentir o "peso" dele. 

"Ah, filha, vais fazer XX anos"....!!!

Eu a sentir o meu espírito jovem e eles, sem perceberem, a substituírem esse sentimento pela constatação do peso do tempo já passado. Mas ainda bem que alguém se lembra, não é? E que sejam eles significa que ainda os tenho na minha vida. Sem serem eles, tenho uma tia que também me parabeliza. E tenho um irmão que não podia ser mais indiferente. Um dia os mais velhos irão partir, deixando-me só. 

E é coisas assim que acabam por passar pela cabeça de um aniversariante sem família. Não se olha o copo meio cheio, mas o quanto está vazio. O quanto nos faltou conquistar e que, para todos os sentidos, a cultura diz que já devia ter sido conquistado. 

E no dia seguinte tudo isto eclipsa-se. Desaparece. 
Pelo menos conto com isso. 

*fado: um estilo musical semelhante aos blues, com voz acompanhada de guitarra mas também com o significado de "peso", geralmente canta a dor, o sofrimento, a perda, o amor não correspondido. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Penis de m**da

 

Por vezes pressiono aqueles links de publicidade que surgem durante a visualização de vídeos no youtube. O que dizem para nos levar a eles ás vezes faz todo o sentido. E a curiosidade faz a pessoa espreitar. Foi assim que espreitei uns "fantásticos" panos de cozinha suecos superabsorventes e reutilizáveis - só para concluir que não passam dos muito conhecidos panos absorventes esponjados amarelos, usados há décadas nas cozinhas. 

O mais recente click foi para saber o que seria disto: 


Na imagem diz que se trata de um workshop para facultar as pessoas com técnicas para "reescrever o cérebro" de forma a eliminar padrões de pensamentos negativos, vencer a procrastinação e atingir qualquer objetivo na vida. 

Parece algo que pegaríamos num livro na biblioteca para começar a ler. 
Carreguei por curiosidade. E surge isto:


 

A tradução do último nome da "doutora" é Penis de m**da. (Dickshit). 

Foi então que percebi: se os aldrabões que criam estes conteúdos se deram à ousadia de colocar um nome super ofensivo num texto claramente escrito em inglês e tendo a "doutora" explicado a finalidade do workshop num video em que falava perfeito inglês, certamente que o "detalhe" do último nome lhes é percetível. Se fosse verdadeiro, a profissional não ia usar este nome. Jamais! 

Não se quer ser levada a sério. 

Como não quer - entram logo a gozar com os otários que vão colocar dinheiro na conta. Porque se a coisa correr muito mal e através dos dados facultados conseguirem sacar todo o dinheiro da conta bancária e as vítimas quiserem se queixar às autoridades, dizendo que foram lesados por um esquema online encontrado numa fonte creditada e tida como segura como o youtube, vão ter de dizer que foi o curso da doutora... pénis. 

E as autoridades vão entreolhar-se e constatar o obvio: com um nome destes, como é que não percebeste que era uma vigarice? 

É quase admitir merecer ser lesado.   

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Artista que não me importava de ver em concerto

 E ele vai dar um em Londres, em Abril. Os bilhetes ainda não estão há venda. Ou se estiveram, já esgotaram. Encontrei por acaso na internet e adorei. A voz e o que ele consegue fazer com ela já de si é impressionante. Mas também quero sublinhar que adoro as composições musicais. Tem sempre um elemento refrescante, que soa a novo ou muito bem metido ou até mesmo surpreendente. 



O que acham? O single com que ficou conhecido foi este: 


Soube que ele já esteve em Portugal em 2022 - logo após(?) o Covid. Ou terá sido um tanto antes? 

Já tem uma carreira de alguns anos mas eu só soube que este artista existe há umas semanas. Surgiu com Steve Tyler num vídeo no youtube - em homenagem ao Ozzie. E não existe uma música dele que eu não tenha apreciado. 

Gosto de todo o género de música - mas aquela que me chama mais a atenção é a clássica. Rock e Heavy Metal podem também me agradar em particular, mas é mais raro. Por isso quando gostei deste "roqueiro" apreciei que este estilo se tivesse introduzido no meu ouvido com novas melodias. 

E não sou a única. Os comentários no youtube estão entupidos de pessoas dos 60 aos 80 anos a dizer que o escutam e já compraram bilhetes para os seus concertos. "Vou ser a pessoa mais velha lá mas não me importo" - disse um homem de 80 anos. Outro disse que tinha 70 e picos e ele e a esposa estavam na cozinha a curtir o som. 

Acho isto fantástico. 

Já tentei agarrar o meu bilhete - para o que seria o meu primeiro concerto pago. Já vi alguns, mas na altura em que andava na universidade e existiam as festas e as bandas apareciam para tocar com entrada livre para os estudantes, ou quando se realizam com entrada livre nos parques da cidade durante o verão. 

Mas como tenho uma certa timidez... sei que não vou ser capaz de me por aos pulos entre a multidão... (acho)... Talvez precisasse de companhia para me dar insentivo. Ou então me ia sentir ainda mais timida.