quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Mistério: Verdade ou aproveitamento?

 

Há alguns anos decidi fazer a arvore genealógica. Um parente emigrou para o estrangeiro e nunca mais se soube dele. Tentei descobrir o que foi feito dele mas não consegui. Na altura recorri a um maravilhoso site de genealogia, em que muitas pessoas com o mesmo interesse partilhavam os seus casos, pediam e recebiam ajuda. 

Com alguma relutância, fui deixando os dados do meu parente. Algo em mim me dizia para não dar tudo, mas acabei por dar: Nome completo, parentesco, datas, tudo. Assim é necessário para obter ajuda. 

Recentemente me contactaram dizendo achar que são descendentes desse parente. 

De início fiquei entusiasmada. Ia finalmente descobrir o paradeiro da pessoa. Mas precisava de ter certezas. Infelizmente, não existiu nada, sem ser histórias contadas que podiam não passar de enganos. A pessoa se remeteu para um silêncio duradouro quando novamente solicitada para facultar dados pessoais, documentos comprovativos. O que me fez desconfiar, agora, da sua legitimidade. Pareceu legítimo. Mas... em Portugal nunca se sabe o que pode motivar um emigrante na busca das suas raízes. Desde os meus 20 anos que cada vez que conheço um, me falam que "acham" que têm um avô ou bisavô português e que querem tirar o passaporte português para poder viajar pela europa. 

Não condeno esse desejo, é compreeensível. Mas o usar algo tão sério como pedir para se ser Português só para esse propósito, parece-me uma desonra. 

Eu também sou Emigrante. E já ponderei, com seriedade, pedir o passaporte de onde me encontro. Mas é algo que levo a sério. Se estou a trabalhar faz 10 anos e a descontar e a contribuir para este país, que cada vez mais coloca mais entraves, e é aqui que devo ficar a morar até a reforma - faz sentido. Mas não é algo que faria de ânimo leve. Até porque, ao contrário do caso português, aqui é preciso fazer um teste, pagar pelo material de estudo, pagar pelo exame, e pagar para pedir a nacionalidade. Um valor que ronda os 2.000 euros. Colocando um custo tão elevado para a maioria dos emigrantes, não é, decerto, algo que alguém vá fazer de ânimo leve só porque sim. Ou é para viver no país ou não vale a pena. Jamais o faria por conveniência prática de mobilidade. Não sei. Digo isto porque nasci na Europa e não sei como é para quem não é Europeu mas... 

Pronto. Lá estou eu com um código moral que parece já estar extinto. 

Hoje em dia as pessoas fazem de um tudo e honram pouco o país onde nasceram. Impõem mais os seus hábitos e cultura, com ar de superioridade e nem todos tentam entender as diferenças. Mas já me disperso. 

Fui ao google e pesquisei por uma informação que me devolveu dados que eu mesma coloquei no site, anos atrás. Isto é super perigoso. Qualquer um, sem que eu tenha conhecimento, pode pegar nos dados que lá coloquei e, por meios ilícitos, fingir ter um grau de parentesco com aquele indivíduo para conseguir entrada na Europa. O site torna.se assim uma fonte de pesquisa de mortos dos quais se pode forjar um parentesco. Nunca tinha pensado nisto! Dá que pensar... 





Não creio que volte a ouvir falar d

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Zeus e Maria Adelaide

 

O Canal Nos Studio é um dos canais de televisão que têm passado filmes portugueses. Adoro ver filmes nacionais e não entendo como nem sequer soube da existência da maioria deles. 

Gosto de perceber o que se anda a fazer, neste país que faz muito e bom, mas pouco divulga para as massas. Talvez para as elites, para grupos particulares - a arte esteja a ser mais direcionada. Não sei. 

Um dos filmes que acabei de ver foi ZEUS (2016), com duas horas de duração, passou neste canal no dia 22 de Setembro. Sem legendas. 



Porquê precisa de legendas? - devem interrogar-se. Notoriamente conhecidos pelo péssimo audio que tem caracterizado os filmes nacionais pós era a preto e branco de Vasco Santana, decerto alguns pensam que é por mal se entender o que as personagens dizem. Pois... nem tanto. O filme é 50% narrado em Francês. Tem também partes em Árabe e uma música em Alemão. 

Fiquei com a sensação que o filme é dirigido a elites muito específicas, que sabem francês perfeitamente e arranham o árabe. Ao passar na televisão nacional, não existe o esforço de o legendar - isso como que reforça O POUCO CASO dado ao cinema nacional.


O TEMA DO FILME:

Conta a história de Manuel Teixeira Gomes, que foi o 7º presidente da República e também escritor de literatura erótica. Após 26 meses no cargo - dois anos e dois meses - quando o fascismo estava em ascensão, decide renunciar o cargo de Presidente e exilar-se no Norte de África, na Argélia, corria o ano de 1926. 





Achei o filme bem feito no seu todo. A dicção estava boa, a cenografia excelente. As roupas de época, e as atuações? SOBERBAS. 



Só faltou mesmo as legendas para se perceber os "saltos" temporais dados na narrativa. E sim, deu para exercitar meus ouvidos e minha percepção geral. Tive de me esforçar para entender o sentido do francês e até do árabe :)


Vi o filme até o final e para minha surpresa, descobri que li, em Junho deste ano, uma obra escrita por esta figura. O nome do romance é "MARIA ADELAIDE", que encontrei em destaque na biblioteca, entre outras obras que foram proibidas pela censura do Estado nos anos de 1930. Curiosa, peguei para ler. 


Concluí que a ousadia e a descrição de desejos humanos de forma tão crua seria, até hoje, um pouco púdico para as mentes mais recatadas. Imagino então a repulsa que não terá causado à maioria da população alfabetizada e erudita dessa década. Principalmente nas classes de poder. 


O romance conta a história de uma menina muito pobre que se relaciona sexualmente com um jovem rapaz de famílias ricas. Enfia-se dentro do quarto dele de noite e têm relações. Ela, fica maravilhada com a opulência e beleza de um quarto de rico. Gaba-lhe os móveis, os têxteis e sonha um dia vir a ter uma casa com essas coisas bonitas. Imagina que vai acabar por casar com o rapaz rico, que ele acabará por a pedir em casamento e ela vai poder se transformar numa fada do lar. Uma mulher respeitável.

Toda a família da jovem, a mãe, as irmãs, o pai - a maltratam porque ela os envergonha. É uma vadia, que se deita com um homem. Nenhuma outra jovem na aldeia quer se dar com ela. Só lhe restará um caminho, se a promessa de casamento for de fato uma ilusão, palavras ocas para conseguir usufruir do corpo dela. 

Mas os dois acabam sim por casar, ela tem a casa que sempre quis, a família dela vai viver junto, todos fecham os olhos à forma como tal foi obtido e a Maria Adelaide sente que agora é uma mulher respeitada, até quem não lhe falava e virava a cara já lhe quer falar. 

O jovem não conseguiu resistir aos seus encantos. Lhe encantava a sua natureza, o à vontade com que se entregava aos prazeres do corpo, tudo. Mas como sempre, um dia põe-se a imaginar o que faria se não fosse casado. Começa a desejar outras mulheres. E Maria Adelaide sente-o. Como o ama, implora-lhe para nunca a abandonar e pergunta se a ama e vai ficar com ela para sempre. O jovem diz que sim, mas o seu pensamento vagueia para a variedade feminina que ele agora vê como um bufet de possibilidades infinitas. Ficar preso a um só corpo não lhe agradava. 

Maria Adelaide adoece subitamente. Mais de doença emocional que outra coisa. Pois ama aquela pessoa e quem ama sente. Acaba por falecer. Talvez até para facilitar a vida ao marido, que ela percebe que a quer abandonar e que não a ama mais. É o seu derradeiro gesto de amor por ele. E o jovem grita, dentro de si: "Estou Livre! Livre!" Sorri e continua com a sua vida, como se Maria Adelaide nada fosse. A vida dela terminou, não chegou aos 30 anos. A dele ainda ia ter muitos anos pela frente. 


Esta é a história. Mas pelo meio tem umas descrições explícitas de momentos de intimidade que era capaz de aquecer os calções de alguns e escandalizar a mente de outros :) 

sábado, 19 de setembro de 2026

Ir a uma ópera

 

Nunca cheguei a experienciar muita coisa que tive vontade durante a vida. 

Uma delas era frequentar com regularidade teatros, assistir a pe'as, concertos.

Nunca fui ver um concerto num teatro. Daqueles que se vem no cinema: as pessoas vestidas a rigor, sentadas numa plateia a assistir a uma orquestra tocar. Nós filmes existe sempre alguém que está sempre a sussurrar ou a tossir, incomodando aquela pessoa que tem a expectativa de ficar em total silêncio, somente interrompido pelos instrumentos.

Mas uma vez já uns anos, aproveitando aquelas festas de verão organizadas em parques pelas cidades, anunciaram um concerto. Entrada gratuita, ao ar livre, perto de casa.

Fui ver, com entusiasmo. 

Quando a orquestra começa a tocar minha alma se enche de uma sensação que não sei explicar. Ali estava eu a ouvir cada som e a me envolver com estes, quando uma adolescente atrás de mim decide passar toda a atuação a conversar com a mãe e a dar risadas. 

Nossa. Sentir-me tal e qual como numa cena de filme. Só que eu era a "vilã", a pessoa que faz má cara e olha na direção do distúrbio, como a sinalizar que é incómodo e devia parar.

Mas elas não pararam. Estragaram a minha absorção da melodia.  Na parte em que ansiava por determinado trecho elas se puseram a rir. Quase me apeteceu mandá-lad calarem-se. Estavam crianças ali tão bem comportadas, quietas, em silêncio e duas adultas a tagarelar.

Felizmente não era uma sala de teatro, com lugares cativos.

Acabei por me levantar e fui me posicionar noutro lugar, entre o mar de pessoas. Acabei por escutar o resto sem o background da tagarelice.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Gossip: mexericos

 

Nunca fui pessoa de fazer mexericos. Ou de saber de algum. 

Quando alguém me vinha contar algo acho que não reagia como a maioria: não demonstrava entusiasmo excessivo, não alimentava.

As pessoas devem ter percebido a minha falta de talento para a coisa e deixaram de me incluir na rede "social" que é o mexericos, que defino como o "antes de Cristo" das redes sociais atuais.

E sabem que mais?

Se não estou incluída, então devo fazer parte do mexerico.

Isso foi algo que descobri recentemente. Até então nunca me tinha passado pela cabeça 🗣️. 

Porém ontem... Ontem foi diferente. Fiz parte de uma conversa de mexericos. A colega que estava comigo a escutar disse que era "fun" (divertido?) saber de mexericos.

E pela primeira vez entendi o que isso significa.

Isto fez-me refletir na quantidade de interacções sociais perdidas que tive. Onde só devo ter sido alvo de mexerico, nunca parte da rede transmissora dele.

E quantas vezes APONTADA como autora de um, sem saber? E ter sido ostracisada por isso?

Olhando para trás, desde a escola primária até a idade adulta, hoje detecto muitos episódios que posso ler dessa maneira.


terça-feira, 11 de agosto de 2026

 

Adorei estes reclames publcitários. São uma verdadeira obra de arte. Têm uma história e espelham a sociedade actual - suas ideias pre concebidas, seus costumes, sua forma de se relacionar, cenas que não certas pessoas não gostam de admitir. E claro, o exagero mentiroso do... 


Pequeno almoço de novela!








quarta-feira, 15 de julho de 2026

Marioneta

 

Há pessoas que julgam que têm um amigo. 
Mas o que têm é alguém que precisa de marionetas. 

Podem viver a vida toda a jurar ter uma longa e sólida relação que definem como amizade sem ter percepção dessa diferenciação. O manipulador da marioneta também não se vê como um narcisista que só se satisfaz quando está no controlo dos comandos. 

Nem o manipulador nem o manipulado entendem que a relação é bastante uniteral. 

Se esse paradigma mudar, a "amizade" pode muito bem ter sido uma miragem, nunca ter existido. 

O que pensam disto?
Já passaram por esta situação??  



sábado, 11 de julho de 2026

Ventoinha não! Por favor...

 

Tenho estado constipada nesta última semana de altas temperaturas. Bom, se estão altas não sei realmente. Pois eu sinto é frio. Uma simples aragem é sentida com muito desconforto, como se fosse uma maleita. E lá começo eu a tossir. Tanto que me parece que os pulmões poderão arrebentar se não parar. 

Tenho conseguido gerir a condição e estou só a dar tempo para que passe. Acredito que, se descansar amanhã, depois de ir trabalhar hoje, é altamente provável que na segunda, terça feira, esteja bem. 

A questão é que tenho ido trabalhar à mesma. 

Num lugar com ventoínhas industriais ligadas por toda a parte e onde observei que, incrivelmente, todas as pessoas ao chegar carregavam aparelhos de ventalização portáteis. Uns maiores que outros, mas todos bem mais que uma simples ventoínha de mão. 

"Como é que vou conseguir "fugir" a tudo isto?" - pensei, 

Além as aragens naturais presentes por todo o lado, tinha também de evitar os "tsunamis" individuais de vento frio que parecem agradar a todos - menos a mim. 

Todas me pareceram instrumentos de tortura. 


Estar adoentada com o a temperatura do corpo desregulado faz a pessoa sentir urgência em usar o WC. 
Ontem, já tinha finalizado as minhas tarefas mas ainda faltava 30 m para terminar o turno e tive imensa vontade de ir ao WC me aliviar. Olhei por toda a parte a ver se via o gerente do dia - outro que não o habitual que foi de férias - Não o vi para o informar mas ao mesmo tempo pensei no ridículo que é. Eu sou uma trabalhadora às direitas. Empenhada, sempre arranjo o que fazer, nunca fico sem rumo, a "passear". Se me ausento, ainda mais doente, é obvio que é para ir ao WC. 

Ainda assim procuro o gerente com o olhar a perscrutar todo o ambiente à minha volta, até onde ao longe alcança. Mas como ele não está em lugar algum e sou uma pessoa responsável, adulta, que precisa de usar os lavabos... pareceu-me ridículo não o fazer. 

É só uma ida ao wc quase no final do expediente, com o trabalho todo feito. Provavelmente vou demorar menos tempo do que algumas colegas que ficam ali paradas a falar umas com as outras. Segurei a vontade por algum tempo mas quando o que estava a fazer - que podia ficar em pausa sem problema - ficou completado por o tempo que era necessário - arrisquei e FUI AO WC.

Quando estava a subir as escadas para chegar ao WC estava a refletir que isto nem seria uma questão que me passasse pela mente se trabalhasse num escritório. Porque em escritórios a pessoa está a fazer o seu trabalho frente a um computador, tem vontade, levanta-se, vai e retorna ao trabalho.

Ninguém lhe vai dizer que não pode. Ou vai (pelo menos não deve) controlar a frequência e duração das idas.  

Mas em armazéns e outro género de trabalho mais "escravizador", essa autonomia não é bem vista. Encarar o funcionário como um ser humano adulto e responsável com direitos básicos - não funciona bem dessa maneira.

Quer dizer: existem sempre os "invisíveis" - aqueles que fazem tudo isto e mais "fugas" ao trabalho que ninguém deteta. Semanas se passam, meses, anos. E algumas "pessoínhas" conseguem "matar trabalho" de forma revoltante. Revoltante, cá está, porque nenhum superior lhes chama a atenção. Nem parecem perceber que na última hora de trabalho a pessoa "evaporou". Enquanto outras, nessa última hora, têm de ir ajudar colegas a terminar tarefas. 

Bom, mas 10 minutos depois regressei no meu passo apressado que já faz as minhas pernas se sentirem pesadas e mal um colega me viu - ele que tinha recomeçado a tarefa que deixei provisoriamente completa - logo gritou: "Onde tu estavas?"

Mas falou isto de uma forma como se eu tivesse fugido da prisão e ele fosse um guarda. Como se não lhe pudesse passar pela cabecinha que uma necessidade de ir ao WC era o motivo.

Está certo que algumas pessoas usam uma ida ao wc como pretexto para fazer chamadas telefonicas, empatar o trabalho, conversar, etc. Mas não faz o meu estilo. Nem o tempo de ausência deu para mais do que aquilo que fui fazer. 

Quando me empenho tanto que até vou trabalhar em condições menos favoráveis de saúde e sinto isto... não há como não me perceber estúpida.

Quando cair numa cama, nenhuma destas pessoas virá me visitar, para saber se estou bem ou se oferecerem para me ajudar. 

Inteligentes são todos aqueles que eu, no fundo, desprezo: os que pouco ou nada fazem. Os que só carregam no "acelerador" quando percebem a presença do olhar da gerência. Os que, quando ninguém está a olhar, param de trabalhar por completo. Os que chegam tarde sucessivamente e nunca são censurados. Os que estão sempre a "faltar" em dias estratégicos. Os que recebem o mesmo ordenado que eu, mas pouco trabalham para o receber. 

Esses são os inteligentes. Que quando se reformarem ainda vão estar em boa forma física, sem grande mazelas, porque nunca sujeitaram os seus corpos a esforços prolongados. 


Quando nem uma "cagadinha" (não gosto muito desta palavra mas não me apareceu outra) rápida para ajudar a expelir o virus do organismo posso fazer sem aparecer um "Hitler" por perto... é neste tipo de coisa que penso. 

No fundo, eu sou só tão apreciada enquando poder trabalhar como uma máquina. 

E já me está a ser difícil trabalhar ao ritmo delas. 


Quando isso se tornar mais evidente, nem "bom dia", nem "boa tarde" é... já foste!

Retomei a atividade que tinha deixada completa mas que entretanto precisou de um reforço e tive aquele colega sempre com os olhos fixados em mim, sem compaixão alguma pelo meu estado. Já todos tinham terminados suas tarefas, inclusive ele. Estavam todos na conversa. Mas ele estava era a observar-me. E eu, que precisava ir ao meu cacifo buscar um casaco para não "morrer" de frio com as rajadas de vento lá fora, comecei a caminhar nessa direção. Fui, no grupo, a última a sair. Até o gerente saiu na minha frente. 

Já tinha notado nele uma personalidade que não é o que aparenta na superfície. É controlador, insulta-se com nada e pouco, interpreta as coisas para um lado que não é o lado... 

Quando na véspera lhe pedi para desviar uma mega-ventoinha industrial capaz de produzir vento até um quilómetro de distância para que o ar não me atingisse diretamente, ele desviou ligeiramente, mas fez uma careta como se o meu pedido fosse absurdo. Instantes depois voltou a posicioná-la na minha direção. Quando ele se afastou e com aquilo a fazer-me tossir, cheguei perto e posicionei-a um pouco de lado para não me atingir. E ele voltou a reposicioná-la um pouco mais para mim. O que até era estranho porque a ventoinha na posição em que a coloquei deitava o ar diretamente para ele, que era o que ele se queixava que precisava a toda a hora. A solução passou por criar um "forte". Com duas peças de trabalho ali à mão - fiz uma barreira contra o ar frio. 


sexta-feira, 10 de julho de 2026

Mulheres e crianças: serão sempre os primeiros alvos de risco

 Quando num estado de anarquia, de guerra, é preciso proteger em primeiro lugar as mulheres e crianças. Se as guerras não fossem coisa de homens, acho que isso não acontecia. 

Nas guerras - mesmo quando se celebra o fim e a chegada da paz, a mulher nunca está a "salvo". Nem crianças. Soldados que invadiam territórios "afugentando" os inimigos para longe, achavam que violar mulheres era apenas o esperado. Era a obrigação de TODAS, se eles assim mostrassem vontade. 

Crianças meninas também não estavam a salvo disso. 



Se por acaso um dia chegarmos a uma situação semelhante, lembrem-se que o mundo é bárbaro, violento tudo isto embrulhado em muita testosterona. Os primeiros a serem prejudicados são os vulneráveis e caridosos.