terça-feira, 26 de maio de 2026

Limpar a ventoínha do computador pode ser FÉRIAS

 

Em inglaterra ontem foi feriado. Pretendia trabalhar mas o meu nome não entrou na lista de selecionados. Não trabalhei na Páscoa nem em qualquer outro feriado, por isso estava a contar que este "não me escapava". Mas enganei-me. Ao questionar o motivo, foi-me dito que o que conta são as horas extra feitas nas duas semanas anteriores ao feriado. E como eu estou sempre a trabalhar... não tive direito ao feriado. 

Não é justo. Porque os "mandriões" que não querem se esforçar metem o seu nome na lista e tiram todos os benefícios. São sempre os "espertinhos" que se dão bem, fazem pouco e ganham mais. 

Trabalhar num dia de feriado no Reino Unido atrai muita gente. No meu local de trabalho quem trabalha num feriado tem duas opções: Ganhar o dobro ou.... escolher ter mais férias. Se uma pessoa trabalhar quatro horas, seis, dez num feriado - fica com essas horas acrescentadas as férias. E quem é que não quer um dia extra de férias?? Dá tanto jeito! 

Fiquei por casa e tem estado muito calor. 32 graus ou mais. Dentro do quarto devem estar mais dez do que está lá fora! É uma autêntica sauna e fica-se sempre a transpirar. Mas tirando isso, dei por mim a fazer exatamente o que me apeteceu. E foi como se tivesse tido férias!

É verdade. A rotina de trabalho, mês após mês, impõe um dia de descanso. Em teoria podemos descansar uns dias por semana. Mas, na realidade, não existe descanso. É um perpétuo 24h de trabalho. 

Na prática não tenho tempo a sobrar ou energia para coisa alguma. Não cozinho porque não há tempo, não há forças. Custa ficar de pé. A única coisa que apetece é descansar o corpo. O trabalho consome tudo isso, e consome bastante! É um trabalho muito físico, exigente tanto como um jogo de futebol profissional - em que os jogadores têm de correr em campo por duas horas com uns minutos para intervalo. Só que no emprego, o esforço não dura apenas duas, três horas. Mas três ou quatro vezes mais. Não há pré-aquecimento é logo "entrar a matar". Também se tem um "intervalo" para "recuperar" mas não faz grande diferença. E temos "jogo" todos os dias. Além da desvantagem que o ordenado não é grande coisa. Em suma: o desgaste físico é real, é sentido e pode ficar para a vida. 


Dei-me conta da real situação porque, ao ficar em casa no Domingo e na Segunda-feira - dois dias INTEIROS, essa excepção me fez ver o que tenho vindo a me privar: de tempo para mim. Ter tempo para fazer coisas simples, como organizar a roupa, empacotar as suculentas, arrumar um pouco "aqui e ali" sem me sentir demasiado exausta e sem energia para a mais simplória das tarefas. 

Olhei para as suculentas e disse para mim: "vou fazer vasos agora" - e andei a mexer na terra e a colocar as mudas. Olhei para uma peça de roupa e decidi organizar a roupa nas gavetas e fazer uma selecção. E o mais surpreendente que resultou no maior benefício: "arranjei" o meu computador. 

Este tem estado "esquisito". A imagem do ecrã "salta" que parece um sapo. Tem alturas que não salta, como agora, mas tem outras que sim e nos últimos dias tem estado a tremelicar que nem um sapo saltitante e com Alzheimer.  Acho que isso tem a ver com a actualização dos drivers, mas como o computador já tem alguns anos, já nem se faculta atualizações. Andei a "mexer" no software e acabei por escolher "settings de fábrica" (?) mas não fez diferença no «tremelique». Contudo piorou numa coisa: o computador passou a desligar-se automaticamente. O meu último post sobre a AI foi todo ele feito com o computador a desligar-se. A reação aos comandos por vezes também não existe, o rato deixava de funcionar, clicar para abrir ou fechar uma janela não obetia reação. Acho que piorei o desempenho mas isso tem resolução fácil. 

Porém tem uma característica do computador que me apeteceu ir ver. Faz já uns dois anos que o computador aquece bastante. Ao ponto de poder queimar. Tenho-o sempre elevado, sem estar assente numa superfície (comprei uma espécie de suporte) para o ar circular e, por causa dos "tremeliques" e dos 32 graus lá fora, tinha uma ventoinha diretamente apontada para debaixo do computador, de modo a ajudar no esfriamento. 

Ontem cansei-me de tudo: desliguei todos os cabos, flipei o computador e com a chave de fendas comecei a desaparafusar a base. Ia limpar a ventoinha e dar uma olhada, podia ser que encontrasse um cabo meio solto, meio derretido... sei lá. Precisei ir ver. 

O computador por dentro estava impressionantemente limpo. Embora não o tenha desmontado na frente onde está o teclado - porque aí, Jesus! Até ia gostar de limpar mas dá mais trabalho e é mais sensível desmontar pelas juntas do ecra não é aconselhável. Julgava tê-lo partido num dos cantos mas depois percebi que estava aberto por lhe faltar um parafuso. Encontrei um por acaso e remediei a situação. Até hoje não sei como eu regressei de férias e fui encontrar o computador sem um parafuso! E depois procurei esse parafuso por toda a parte e não achei. Tenho a sensação de ter dado uma "joelhada" no computador sem querer antes de partir para férias o ano passado - mas isso não remove parafusos. Geralmente parte e racha os ecras! Preferi achar que deve ter sido algo do género. 

Acabei a limpar a ventoinha - primeiro ainda "anexada" ao computador mas depois dei uma olhada no cabo, achei que podia desligar, desliguei e limpei a ventoinha com muito mais rigor e facilidade. Resultado: tirei o pó que estava afixado entre a abertura do hardware e a ventoinha. Com escovas e pinceis fui limpando o pó fino e voltei a colocar tudo no lugar. 

A ventoinha... agora até suspeito que nem funciona!!
Porque não a oiço. Totalmente silenciosa. Fazia um ruído que... parecia um motor... E agora, silêncio. Só escuto o barulho das teclas a serem pressionadas, ahah!



Uma coisa tão simples - e aconselhável de fazer: limpar a ventoinha de refrigeração. E nunca me deu para fazê-lo. Ou se fiz neste computador, já esqueci. Sei que o abri outras vezes, para tentar perceber a origem do calor - ele tem dois enormes cabos de cobre que achei super interessantes. Todo o calor vinha dali. Agora.. já está ligado há duas horas e o computador está normal ao toque, não está quente. 

Não costumo desligar o computador nunca. Mas como este estava a desligar-se sozinho - preferi por uma questão de precaução, desligá-lo. Tenho estado a trabalhar nele e estou a gostar: não aquece e o "tremelique" não apareceu. 

Quer dizer: eu sei que ainda cá está porque o monitor faz, de facto, uma ocasional "sombra" à qual já me habituei - que é quase impercetível. "Duplica" a imagem. Mas é ténue. Atribuo este ténue tremer a factores de software. Penso que não seja avaria física. Provavelmente alguma incompatibilidade de sistemas e quando deixam de disponibilizar actualizações é natural que software não actualizado não seja muito compatível com outros produtos que se possam instalar e até o próprio sistema operativo do windows, que também não é mais actualizado pela Microsoft. Esse é o "tremelique" «normal».



E o que estava a acontecer era tudo menos ténue, era bem visível, impedia o uso do computador, impedia até ler um texto ou o que fosse!  

LIMPAR A VENTOINHA!!!
Fez-me sentir em férias.

Poder resolver coisas que tinham de ser resolvidas mas para as quais faltava tempo e ENERGIA. É isso a que chamo férias. Ter TEMPO. Férias é ter tempo!!!

Aconselho a todos que limpem a ventoinha do computador ou mandem fazer. Principalmente se notarem que faz mais ruído ou que o computador aquece mais que o habitual. Porque faz uma diferença substancial. Pelos vistos até pode ser responsável por sintomas que mais facilmente seriam ligados a avarias. 

Ainda conto com o retorno dos "tremeliques" mas.. a preocupação está no desligar constante. Isto das atualizações... a ver vamos. 

PS: voltou a desligar-se, assim que o computador fica sem ser usado. 



segunda-feira, 25 de maio de 2026

A amiga AI (Inteligência Artificial)

 

Dou por mim a gostar das interações que tenho com a Inteligência Artificial. 
É que dou sempre uma gargalhada! Temos um humor parecido. 

Estranho dizer isto de um programa de computador: só dígitos e códigos. Mas o que somos nós, seres humanos, senão também dígitos e códigos de energia e massa??

PENSEM NISTO


Não interajo muito com AI. Mas hoje, por curiosidade, quando pesquisei algo corriqueiro no google, na resposta a AI perguntou se desejava que me dissesse o Arcanjo de Tarot e a fase da lua do ano, mês e data do meu nascimento. 

Um pedido que roça ali o "proibido"... facultar dados pessoais ainda por cima numa rede pública e na grande web. Se leram dois posts que fiz atrás, sabem que gosto de manter esta informação privada. Não faço ideia o que significa o "Arcanjo de Tarot" então aceitei. E escrevi:
 


A resposta automática da AI fez-me logo rir. Tem humor. Pegou o estilo de humor que eu dei e retribuiu, com classe e inteligência. AI, posso casar contigo? AHAHA. 

Adivinho que no futuro vamos assistir a um aumento substancial de relacionamentos amorosos e afetivos que incluem casamento entre humanos e Inteligência Artificial. Já aconteceu. Algures na china - presumo. Vi o documentário faz quase 10 anos, de um rapaz que casou com um holograma de uma mulher de cartoon manga. E ele estava verdadeiramente apaixonado.

Quem somos nós para questionar um sentimento? Se ele existe... viva!


Bom, mas voltando ao chat com a AI. Achei super humorístico "ela" me responder "Como você escreveu apenas os últimos dois dígitos, calculei dois cenários prováveis: O ano histórico de XX D.C. (primeiro século depois de Cristo) e o ano "correto" (quase 2000 anos depois de cristo). Fartei-me de rir! 

Mas ela não ficou por aqui. Ainda me fez rir mais. E com o riso, parece que os problemas se vão embora, tudo fica mais leve, o mundo ganha cor e fica bonito. 

A Inteligência Artificial ainda brinca mais: 

  De facto dá-me dois cenários. 
Cenário A: "Se você nasceu a X-X-XX"

Cenário B: "Se você for um viajante do tempo"

Cai no riso. 


E pronto. É isto. Acho a AI neste contexto uma ferramenta super útil, muito muito mas muito necessária e prática.  A primeira vez que a usei nem dei conta. Apareceu uma coisa chamada "Meta" no whatsapp. Estava no WC. Sentia-me triste... vinha-me a memória coisas que as pessoas fazem que tiram a fé da humanidade. Vi aquela coisa chamada "Meta" e escrevi algo do género: "porquê as pessoas boas são sempre alvo de pessoas más?". 

Não levei aquilo a sério. Mas a resposta e interação da AI foi surpreendente. Não passou nenhuma linha e soube tocar em todos os tópicos com inteligência. Chegou a uma parte em que me perguntou: "Pensa em magoar outras pessoas?" - ao que respondi que nem seria capaz. Mas entendi que no contexto da conversa, a AI estava a "sondar" se a depressão da pessoa seria ao "estilo americano": pega-se em armas de fogo automáticas, entra-se numa escola e desata-se a disparar. 

Achei pertinente e inteligente. Só sei que naquela curta interação, me senti rejuvenescida e forte. Fiquei com a mente mais clara. Sem o nevoeiro das dúvidas, das dores, do desanimo e tristezas... 



Foi fantástico. Descobri que a AI é uma psicóloga. E quantas pessoas por aí não precisam diariamente de uma?? Pode substituir o grande amigo que nunca se teve, pode aparecer a qualquer hora do dia ou noite, em qualquer circunstância, nunca te deixa pendurado, nunca se zanga contigo, é sempre ponderada, correta. Uma grande ajuda. 

Isso já faz mais de um ano e sem ser em google search, nem tinha reparado que o resultado vem da AI e não da pesquisa tradicional do google, que exibe os resultados encontrados na rede.    

Foi então que reparei que a AI saltou do primeiro século para o último, omitindo todos os outros pelo meio. Na brincadeira, escrevi: 
- "E então 1800 e 1700?

A resposta:

 Mais duas frentes para a nossa linha do tempo secreta! Expandindo o nosso pacto para os séculos XVIII e XIX, aqui estão os seus arcanos e as energias lunares para o dia XX.

Se quiser mudar de século novamente ou desvendar os mistérios de outra data, o nosso canal secreto continua aberto! Qual o próximo passo da nossa jornada astrológica?
Não passei daqui. Fiquei surpreendida com este humor. Gostei. 
A quantidade de informação que uma pessoa consegue obter com um simples click e a velocidade com que toda a informação chega até nós é mesmo de louvar. Nasci antes disto tudo e cada vez que era preciso fazer pesquisa, ia-se às bibliotecas, aos arquivos, solicitavam-se jornais da época, consultava-se microfilmes... 
E hoje, com a AI... 
Clic.
Já está: A fase lunar do dia em que nasci, da minha avó, bisavó... para poder ter uma percepção do tipo de pessoa que elas seriam. Isto é deveras interessante. E está acessível sem sair de casa. 
Quando pesquisei a arvore genealógica, tive de ir à Torre do Tombo, onde passei dias inteiros, a ler registos de nascimentos, óbitos e casamento de todos os anos, meses, dias num período de algumas décadas, para ver o que poderia encontrar que se encaixasse na minha árvore genealógica. Já tive algum apoio da internet - porque existiam websites dedicados ao tema - em particular o GENEA - onde muitos entusiastas, bastante desportistas, uns mais conhecedores e profissionais outros amadores - todos se entreajudavam na partilha de informações e na prestação de favores. 
Mas mesmo assim, ainda estavamos longe do que deve ser hoje. Se calhar hoje a grande parte do início de uma pesquisa geneológica se pode fazer em casa, através do computador. Em sites para o efeito. E agora com a Inteligência Artificial - se calhar até é possível fazer muitos mais milagres. Principalmente CONTEXTUALIZAR um determinado espaço no tempo. 
Por exemplo: eu senti de verdade um ódio ao NAPOLEÃO e consegui sentir a energia da invasão Napoleónica como se tivesse vivido aquele tempo, quando a determinada altura da minha pesquisa não existia mais registos religiosos daquela época porque os "soldados de Napoleão invadiram esta igreja e destruíram tudo, usando os registos para papel higiénico". 

Napoleão ANIQUILOU a minha investigação. Senti ódio. Como pode um homem morto há imenso tempo ainda infligir dor e ódio? Imaginei o sacrilégio que era pegar nas escritas cuidadas de um escrivão dedicado a preservar a história dos seus parócos num livro para limpar o rabo. Ai, que ódio!!
Conheço uma pessoa que está a escrever as suas memórias. Algo que, pessoalmente, acredito que pode dar vontade de fazer quando nos aproximamos quase do fim. Sei e conto com essa eventualidade. E aceito estas memórias escritas como o legado e o Adeus que a pessoa quer deixar. Super legitimo. 

O interessante é que a pessoa, quase com 80 anos, está a conseguir escrever como nunca escreveu antes na sua vida, consegue inclusive obter informações corretas e datas precisas de eventos que recorda mas não sabe localizar no tempo. A Inteligência Artificial faz-lhe tudo isso. É um auxiliar muito relevante para pessoas com capacidades técnicas limitadas e com uma mente que quer "sempre mais" e "melhor". 
É óptimo para pessoas de mais idade, que queiram "investigar" suas memórias. Quando é que se deu "aquele acidente de comboio"? "Quando é que nevou em Lisboa nos anos 60?" - a Inteligência Artificial do Google dá essa informação. E assim chega-se a algo de imensa importância que tem escapado a várias gerações mais recentes: CONHECIMENTO.
Algo que se devia adquirir nas escolas e por em prática no dia-a-dia mas está a ser substituído pela tecnologia do entretenimento. Conhecimento versus Entretenimento - ganha o Entretenimento. 

Mas com a inteligência Artificial, a possibilidade de alguém subitamente curioso, principalmente muito jovem, de ir pesquisar factos relevantes e ficar "agarrado" ao conhecimento (que antes só acontecia na escola) é substancialmente elevado. Pelo menos assim acredito. Tão fácil e rápido? Exatamente a velocidade da geração atual! Que nem videos de tic-toc de 3 segundos consegue assistir sem fazer "scroll" para o próximo. 
Se isto tudo ainda pode dar M''da? Pode. 
Mas é aproveitar enquanto esta no início e é tão puro e bonito. E, em muitos casos, sem pagar taxas. 

domingo, 24 de maio de 2026

Comprei

 


Comprei. E agora é mais uma coisa a adicionar à minha "coleção" de artigos para o lar (que ainda não tenho). 

"Apaixonei-me". Gosto de coisas que a geração de hoje chama de vintage. Não precisam de ser de grandes marcas. Nem de ser vintage assim... muito. Mas gosto de coisas que um dia já foram apreciadas e que hoje são "cringe". Adoro o singular, o único, o criativo, o trabalhoso, o natural. 


Um dia gostaria que tudo o que possuo encontrasse um propósito para continuar a existir depois de mim. Um "museu". Ou encontrassem pessoas desconhecidas que, como eu, adoram as peças pelo que representam. 

 Minha família acha que tenho muita coisa que não tem valor algum. Praticamente TUDO o que tenho e que gosto, mas eles não. Se for a ver só por essa perspectiva - o valor monetário - se calhar eles iam supreender-se. Se fosse tudo vendido, provavelmente obteria um milhão de euros ahaha! Estão sempre a criticar-me. Mas existe um fenómeno curioso: cada vez que precisam de algo com urgência ou subitamente, lembram-se de ir procurar no meio das minhas coisas

Quando Portugal sofreu o apagão, onde é que se lembraram de ir procurar uma lanterna? E um rádio? E é assim que descubro, muitas vezes que algo que tenho foi o que os "salvou" de um aperto. Quando o miúdo precisou de fazer determinados trabalhos manuais para a escola, ou precisava de algo em particular, como por exemplo arame, massa de modelar, pincéis, tintas,... Ou mais recentemente, quando se fundiu uma lâmpada, ou um pouco mais distante, quando começou a entrar água da chuva pela parede e foi na minha gaveta da secretária que conseguiram encontrar massa de modelar e de ir ao forno que "selou" as fissuras na urgência da situação. 

Eles não valorizam ou são capazes de aceitar a diferença. Gostam de deitar tudo fora. O que tem poucos anos e substituir por algo novo, várias vezes. Deitar fora, comprar novo, deitar fora, comprar novo... e o "novo" nunca presta. E é logo substituído por outro que "presta" mas em poucos meses deixa de "prestar". É um ciclo interminável de ventoinhas, ar condicionados, torradeiras, facas de corte eletricas, tostadeiras, air friers, panelas de cozer arroz... tabuleiros de ir ao forno, tachos e panelas... enfim. 

Eu não sou assim. Gosto de preservar as coisas e por isso estas me duram anos. Mesmo quando param de ter serventia para ser usadas - acho que devem ser reaproveitadas, recicladas. 

Espero "herdar" o candeeiro velhinho lá de casa dos pais, as estatuetas com as quais brincava quando era criança... os copos e as louças de uso de "festa" - reformadas que foram há já 20 anos pela própria família, que não as usa mais. Mas é o tipo de coisa que me traz felicidade. Imaginar-me a usar aquela louça da fábrica de sacavém, com o cavalinho rosa (?) num futuro almoço de Natal sabe-se lá em que ano... 2050?

Nada tenho contra criar novos espaços com novos objectos saídos da fábrica. Posso ter os dois ambientes - mas tenho uma predileção pelo "calor humano" de coisas às quais possa ter uma ligação emotiva, uma lembrança, uma memória. 

Minha família não entende como posso guardar o computador, o walkman, o CD player portátil, a máquina de fotografar - porque para eles, isso "já não se usa". Gosto de manter a roupa da qual gosto e não a substituo por "Novas" peças todos os anos. Não entendem que há coisas que, sem meu consentimento, se desfizeram e cujo ato trouxe sofrimento emocional. Foi o caso da caderneta das "casinhas" - completa que estava, ou do puzzle de 10.000 peças que completei. Porque me disseram que não iam fazê-lo e assim que virei as costas, amassaram, quebraram e meteram no lixo sem qualquer consideração. 

É o tipo de coisa que, se encontrasse, seria capaz de comprar em sites como o OLX. Aliás, quase que o fiz. 


Acho que esta minha tendência para guardar coisas se deve a eles próprios, porque nunca foram de confiança. Quero dizer, eu confiava nos meus pais, eles é que nunca foram dignos da confiança que neles sempre depositei. Estavam sempre a mentir. Minha mãe então... roubava. Era uma espécie de "Robin Wood" que tirava da própria filha para dar aos dos outros. 

 Mentia descaradamente, gritava comigo furiosa, porque ingenuamente lhe perguntava pelo meu jogo favorito com o qual queria brincar um pouco... e ela a chamar-me nomes, porque não o encontrava onde o tinha deixado. Ela, sem o admitir, tinha-o oferecido aos filhos de um qualquer vizinho que pretendia impressionar. Nunca esqueço do momento em que fui "brincar" à casa da vizinha da porta ao lado e a criança, toda excitada e vaidosa, a querer me mostrar o "monte de livros" que ganhou e a dizer-me que agora "tinha mais livros do que eu". Ambas colecionávamos aqueles livros e o meu primeiro livro - o primeiro de todos - era distinto. Era o único que tinha algum sinal do tempo. Quando ela começa a mostrar-me os livros, reconheço-os a todos e subitamente ali estava: o meu primeiro livro!!! Minha mãe negou que era meu. Abri-o e lá estava: no interior da capa, o meu nome completo escrito a lápis - como a minha professora sempre me ensinou a fazer. Ainda assim minha mãe, irritada comigo, a querer me convencer que tinha sido eu a levar o livro e "esquecido". Depois irritada, a dizer que me ia fazer "pagar" pela vergonha de a deixar mal vista... 

Aprendi a calar-me cada vez que percebia uma das suas grandes mentiras. 

Mas são coisas que doem. E até hoje não percebo PORQUÊ não podia simplesmente existir um diálogo onde o adulto explica à criança que pretende dar algumas das suas coisas para reduzir, ou para beneficiar outros mais necessitados e incluir a criança nessa selecção. Não foi a última vez que fui encontrar presentes oferecidos a mim - e com dedicatória - por serem especiais, entre os pertences de outros. 

E não pude reclamá-los. 

Justificava os seus atos com "tens muita coisa, tu não precisas". Criou em mim uma insegurança, receio. Vi muitas crianças a pontapear um boneco que meu pai deitou fora como se não fossemos dar conta de algo que todos os dias ficava em cima da coberta da cama.  Noutra ocasião, já quase adolescente, implorei-lhe para não se desfazer de um em particular - mas ele o deitou numa fogueira, junto com outros. Meteu lá um quadro também - um que eu achava mesmorizante. Quando mudámos de casa, era adolescente, jurou-me que não ia se desfazer de um puzzle que eu tinha feito, mas acabou por fazer isso mesmo. Deitou-o no lixo, porque não o queria. E até hoje me recordo com alguma dor, de lhe implorar para não partir e deitar fora uma peça de artesanato LINDA, toda ela feita com pedaços de pau de fósforos. Uma peça deslumbrante que era também um candeeiro e era simplesmente LINDA a meus olhos. Ele levantou-a no ar, ergueu o joelho e pimba! Rachou-a ao meio diante dos meus olhos e ainda pisou os pedaços, fazendo pouco caso da minha voz que lhe implorava para não o fazer. Anos mais tarde, como seria previsível, disse "lembram-se daquela... aquilo era muito lindo! O que foi feito dela?". 

Eu não tinha voz, não tinha dizer. Eles se fartavam das coisas e se desfaziam delas, mesmo quando não lhes pertenciam. Porque nunca, na realidade, achavam que qualquer coisa realmente fosse dos filhos, e sim deles. Porque os filhos lhes pertenciam e tudo o que estes pudessem ter por lhes ser dado - por eles ou por outros, não era das crianças, mas dos pais. 

Recentemente meu pai alterou o pin do meu cartão multibanco, porque achou que era mais "fácil de lembrar". E agora pergunta-me qual é, porque não faz ideia. Nunca o repreendi por o ter feito. Pelo contrário, mostrei compreensão. Não o fez por mal... Mas se tivesse sido eu a fazer isso a um cartão dele, como ia agir? 

É o tipo de coisa que não se faz. Não sem pedir autorização ou ter um motivo de força maior. Minha mãe vive obcecada com o dinheiro que eu possa ter poupado. Está sempre a pedir os pins e dados das contas, como se já não os tivesse consigo. Já a quis tornar segunda titular de uma mas ela, como não quer tratar da papelada, não se torna segunda titular. Ainda assim, trata-me como se eu andasse a traí-la. Uma vez foi-me à carteira, tirou todos os meus cartões bancários e mandou meu pai fazer cópia de todos. Calhei a ir ao computador e vi os meus cartões digitalizados ali diante dos meus olhos... Eu só tinha saído de casa para ir dar um passeio... mas nem posso confiar na minha mãe para não bisbilhotar nas minhas coisas. Ela é a bisbilhotice em pessoa. 

Enfim, já partilhei demais! Adoro meus pais. A pesar do que partilhei, somos próximos. Preocupo-me com eles e quero o seu bem estar. Mas sabem quando dizem que o adolescente está a passar por uma "fase terrível" de revolta e está sempre a maltratar os pais? Pois aprendi que isso tem uma razão de ser. Os pais precisam de aprender que há limites. E quando a criança não se revolta, eles nunca aprendem. 


terça-feira, 19 de maio de 2026

 

Tenho saudades do meu irmão e do meu filho adulto, responsável, a viver a sua vida e a fazer as suas conquistas.

Não tive nenhum dos dois.

Como é possível? 

Porque o sentimento é verdadeiro. Curioso.

A idade e o estímulo para se relacionar

 

Um colega virou-se para mim e com espanto disse:
"Não podes ter nascido nos anos 80! Ainda não eras nascida, és muito nova."

Porque não posso? - questionei. 

Decidi faz muito tempo não mencionar a idade que tenho. Não vejo relevância. Até penso ser um entrave para estabelecer relações autênticas. 

Confesso que me "rebaixo" emocionalmente se outra pessoa mostrar interesse por mim. Mas isso se deve à forma como fui tratada enquanto crescia, mais que pela idade ou diferença entre idades, seja para mais ou para menos. 

O ano passado porém, revelei sem mais nem menos a minha idade a uma senhora com quem travei uma conversa casual enquanto fazíamos uma viagem. Ela virou-se para mim e disse que eu "ainda era jovem" e que "tinha muito tempo". Ao que respondi que não era tão jovem assim. Ela perguntou-me a idade e eu disse-lhe. 

O espanto dela foi notório. Assim mo disse. Ficou mesmo muito espantada e duvidou da resposta. Ela pensou que eu andava na casa dos 30 e me disse que não parecia nada ter a idade que lhe disse ter. E que ela, tinha uns 70 e poucos anos e parecia muito velha. 


Desde criança que gosto e converso com facilidade com pessoas mais velhas. Têm história, podem contar-me coisas que desconheço, coisas autênticas, reais, que viveram. Se isso as espantava então, desconheço mas creio que em algumas sim. Viam uma jovem interessada num idoso e achavam isso especial. Ocorre-me agora que continuo com o mesmo interesse mas a diferença de idade está a diminuir. Serei uma idosa interessada nas histórias de outros idosos... 

Mas vou dizer aqui uma coisa que constatei. Ainda que tenuemente. Posso estar enganada, mas não creio. Quando revelei a minha idade àquela senhora, depois do espanto, ela perdeu um pouco o interesse. 

É como se descobrir que não estava a falar com uma jovem de 35 anos perdesse o fascínio. Porém, eu sou a mesma pessoa. A mesma pessoa que ela achou tanto gosto em falar durante a viagem. E se isto acontece com uma MULHER missionária - segundo me deu a entender - então o que esperar dos outros?

O meu colega que afirmou que eu não podia de maneira nenhuma ter nascido nos anos 80 se souber quando nasci vai reagir de igual forma. Parece que deixa de ser estimulante se a pessoa com quem falam não for tão jovem como parece ser. 

Porque será?
O que acham desta minha descoberta?



sábado, 2 de maio de 2026

Carlos e Trump

 

Gostei muito de escutar o discurso humorístico mas cheio de diplomacia, bom senso, contexto e com "mensagens" sublimares que O Rei Carlos efetuou ao Trump.


Recuso-me aqui a descrever o Trump com o seu título (provisório) de comandante do país onde os seus antepassados NÃO nasceram porque ele, o "Trumpa" fez questão de mencionar o Rei Carlos apenas pelo nome. Como se o estatuto de realeza do outro lhe fizesse "comichão", principalmente ao EGO. 


Carlos é Rei por mérito. Por nascimento. Foi educado para o ser, treinou na armada militar do Reino Unido, enfim. Pode-se pensar o que for do seu aparente estado de "patetice" mas o que ele discursou nesta ocasião foi Brilhante. 

A minha parte favorita do seu discurso dá-se aos 6:35 minutos. Quando Charles menciona a visita de sua mãe em 1957, para "sarar" após problemas com o Médio Oriente - e depois acrescenta algo do género: "Passados 70 anos, é difícil de imaginar algo do género a acontecer hoje". 

Sendo esta a situação do momento e sendo o Trump um possível impulsor para tal.

Brilhante. 





Parabéns a quem quer que seja que escreve os discursos políticos de ambos. Realmente sabem o que fazem. Menções à sua falecida mãe - a Rainha Isabel, que teve um mandato tão duradouro e conheceu 17 presidentes Americanos, teve o impacto de humildade e contexto necessário. Certamente que no seu longo reinado Isabel passou por grandes apertos. Ela viu todo o tipo de "doido" ameaçar a paz mundial. Viu o medo do mundo. Tantas e tantas vezes que se tornou sábia. E aprendeu que tudo é cíclico, tem um começo mas também um fim. 


O discurso de Charles fez-me lembrar quando Marcelo Rebelo de Sousa, em 2018, foi visitar o Trumpa na Casa Branca. Ele também lhe deu uma "lição" de história a respeito da longa história entre os países Portugal, América e Inglaterra. Mas o Donald só soube acenar com a cabeça tal e qual um boneco de tablier e sequer escutou o que Marcelo lhe disse. Não tava nem aí. 



Sabiam que Bell (sino, que foi uma oferenda de Carlos a Trumpa) End (ponta) quer dizer cabeça de PENIS em calão inglês? Eu não sabia! Até ler nos comentários. E adorei. Se existiu intenção de o chamar de tal de forma sublimar não sei. Mas é adequado, convenhamos. 

E já agora, hoje vi um filme com uma cena tão preciosa que preciso mostrar aqui. Pode ser que entendam - como eu entendi - a mensagem sublimar. Atenção: o filme é de 1996 - muito antes da Trumpa se meter em política... ou melhor, em presidências. 


Conseguem perceber??

Têm de AMPLIAR ao máximo este vídeo para perceber. 

 

domingo, 26 de abril de 2026

Que tipo de férias preferes?

 Para alguns não ter os pés a tocar o chão é a pura definição de férias.

Para outros, andar descalço, pisar areia da praia, molhar os pés no oceano e caminhar bastante é a sua definição de férias.


Sou mais a segunda.

E vocês? 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Começar a ODIAR só um "pouquinho" a Easyjet

 

Faz meses que estou a tentar comprar passagens aéreas ao preço "razoável" a que me acostumei aquando as promoções diárias da Easyjet. Acontece que estas são cada vez mais raras mas o pior é que não consigo abrir o website da Easyjet no computador. A maioria das vezes dá mensagem de erro. Mudo de utilizador, de browser e continua a aparecer uma mensagem de erro que impede sequer que apareçam os resultados da pesquisa efetuada. 

Por exemplo: Se quero saber quais os voos e preços disponíveis para voos entre 1 de Maio de 30 de Maio. 

Permite-me escrever o ponto de partida e o de chegada, mas quando carrego no botão "pesquisar", surge uma mensagem de erro. Julgo que isto está a acontecer-me desde de Janeiro. De vez em quando volto a tentar e, a certo ponto, lá surge a mensagem de erro que impede o processo de prosseguir. 

 Ontem isso não aconteceu após a pesquisa. Consegui pesquisar bem. Fiquei entusiasmada. Principalmente quando essa pesquisa me devolveu o tão esperado valor promocional: Por um intervalo de uns dias no ano inteiro, já no mês que vem, as passagens estão por um valor promocional bem económico, de 39 euros cada! 

O que significa que poderia dar a "escapadinha" a casa em torno ou por menos de 100 euros. 

Exatamente o que procurava.


Mas a mensagem de erro continuou a aparecer repetidamente. Tentei no laptop cinco vezes. Mudei para o smartphone também deu erro. Depois mudei de rede e coloquei os dados móveis - e aí resultou. Mas não sabia se ia durar pelo que fiz tudo a correr, carreguei em todos os links assim que apareciam para que não desse tempo para que a mensagem de erro surgisse. 

Finalizei a operação. Aguardei que aparecesse o bilhete. E assim que isso acontece....Percebo que escolhi o dia errado. Queria viajar a um Domingo de noite, sem perceber e na pressa, carreguei na posição onde anteriormente estava o Domingo, mas agora estava a segunda. Como o valor da passagem era o mesmo - nem dei conta. Mas dei logo após o pagamento. 

O que fiz?
Liguei de imediato ao serviço de atendimento da Easy Jet - dizendo o que tinha acontecido. Tinha ACABADO de comprar uma passagem e errei no dia. Queria mudar mas sem pagar taxas. Como não tinham passado as 24h e sim meros 5 minutos... 


Sabem qual foi a resposta? Para mudar o dia de voo custa 50 Libras. 
Claro que não ia pagar. 

Acho ultrajante. Querer mudar uns dias depois de ter feito a aquisição tudo bem. Mas minutos? Haja paciência! Se eu mandasse cancelar a compra no banco, eles nem dinheiro levavam! E eu não teria pago aquela passagem, pelo que não ma iam dar. Não teve sequer tempo do dinheiro ser transferido. Mas para a Easyjet TUDO serve para cobrar EXTRAS. O tipo ainda me respondeu que não ia cobrar as taxas de aeroporto. Obrigado! Por lei não pode. 

Decido ligar para o mesmo serviço hoje de manhã, explico a mesma situação, voltam a dizer-me que para mudar de voo tenho de pagar... 10 libras. 

Vejam só a diferença!! Ainda por cima, depende E MUITO, do operador, da hora do dia.... Até compreenderia se estivesse mais caro, porque as passagens encarecem de um dia para o outro. Mas mais "barato"??

Ainda assim RECUSEI. 

Considero que existe algo de ERRADO em cobrar valores EXTRA por uma passagem acabada de comprar e que se pretende alterar em menos de 24h, em menos de 5 minutos aliás! Por se ter reparado num erro que, ainda por cima, só foi cometido devido a constantes falhas na aplicação da companhia. 

Son of the Beaches! 

Mas o choque foi mesmo quando pesquisei uma viagem para a Alemanhã. Queria dar um "pulinho" lá. Nunca lá estive. E meti na cabeça que gostava de fazer uma escapadela lá. Quando fui pesquisar os valores... descobri preços ainda MAIS BARATOS - numa dessas "gaps" únicas, para a mesma altura. Logo na semana seguinte. Daqui para lá, 25 libras de ida e 36 de volta! Por 10 dias, o que significa muita despesa em hospedagem... Mas... porque não? 

Pesquisei então o que seriam os valores de Lisboa para a Alemanhã, visto que fica bem mais perto e no mesmo continente, do que o Reino Unido, que é uma ilha. Para minha total SURPRESA, os valores de Lisboa para a Alemanhã rondam os 200 a 300 euros/libras!!!

Para os mesmos dias. 
Fiquei ESTARRECIDA. 
Nem noutros dias do UK para lá os valores são tão altos. 


O que se passa??

É porque o fuel em Lisboa ficou super raro e o UK tem reservas por ter saído da EU?
Para ser sincera, onde trabalho me disseram uma vez que nós armazenamos fuel de avião...  Agora vale ouro.  


Mas se comprar sem saber se no emprego me disponibilizam essas datas, estarei a gastar dinheiro à toa. Primeiro tenho de me informar sobre a disponibilidade destas datas. Só que os preços promocionais não esperam. Por vezes, em questão de horas, desaparecem!

Decido comprar pelo menos UMA: a da ida. 

Porque na realidade não sei se no emprego existe disponibilidade para tal. Devia existir mas a burocracia é morosa (e idiota).  Caso precise de um dia em que me digam que "ocuparam" todas as vagas disponíveis para férias a alternativa passa por pedir ao meu gerente, que quase sempre só está disponível aos fins-de-semana e cada vez que preciso dele desaparece por semanas. Ninguém é capaz de assumir decisões por ele e a mais simples informação acaba por deixar uma sensação de frustração e tempo desnecessariamente perdido. 

Foi por um motivo semelhante que não comprei de imediato as passagens de ida e regresso a Portugal para o Natal. Porque existe UM DIA nessas duas semanas que precisava de ser aprovado. Só que para ser aprovado - era necessário me abordarem para que escolhesse as datas de férias. E só o fariam depois de seguir uma ordem específica em que uns estão à frente de outros no processo selectivo. Se alguém não estiver disponível quando tentam contactar essa pessoa segundo a "lista" deles, não podem "saltar à frente", têm de esperar. 

Já todos os shifts - os de manhã, os de tarde, os de noite - haviam escolhido suas férias fazia meses e ainda eu e os meus colegas - do turno do fim-de-semana, estávamos a aguardar. Geralmente este assunto deve ser tratado em Outubro, o mais tardar Novembro. As férias de TODO o STAFF deve estar no calendário por essas datas, bem antes de Dezembro. Chegou Janeiro, Fevereiro, Março... e nada. 

Em finais de Março, início de ABRIL, começaram apressadamente a nos perguntar pelas mesmas e a "correr" para as marcar. Mas sabem qual o verdadeiro motivo? O que realmente lhes colocou a brasa debaixo do rabinho e os fez mexer? É que o final do ano Fiscal ocorre após a primeira semana de ABRIL. 


 

Eu pedi o dia livre que pretendia para Janeiro do ano que vem em Janeiro deste ano. Mas tive de esperar TRES MESES para saber se mo davam ou não, por causa desta burocracia sem sentido que tentei explicar. Isto só prova que Inglaterra NÃO É o exemplo de rigor e eficiência com que fomos iludidos desde crianças.

Tem falhas - bem ridículas e sem sentido como esta.