sexta-feira, 12 de abril de 2019

Por inglaterra - Há lixo nas ruas?


A resposta:


SIM.
Desde detritos recentes...
















Aos que já têm meses













E ao que parece tb se estaciona em cima dos passeios
(não deu para borrar a matricula mas tb quem vai saber?)



quinta-feira, 11 de abril de 2019

Reutilizo tudo o que me vem parar às mãos: inclusive tubos de pasta de dentes (que quase não uso)

Como muitos por aqui já sabem, não sou muito consumista ou de desperdiçar. Estou verdadeiramente optimista em relação a mudanças de práticas sociais que poluem o planeta e a cabecinha das pessoas.Vejo uma crescente preocupação em facultar produtos alternativos ao uso do plástico. Claro que tal acontece porque a alternativa é um grande negócio. E por essa razão muitos mergulham nela. Mas se o preço para deixarem de fabricar tudo em embalagens plásticas for esse, não é muito a pagar para ter o planeta de volta ao que era no tempo dos nossos bisavós. 

Falta agora retornar o interesse mundial por produtos alimentares com gosto e produção natural. Mas aí não há lucro, não há dinheiro a ganhar, e por isso a industrialização alimentar e o segmento "produto mais-caro e não mais saudável biológico" não vão sofrer alterações tão cedo. A nossa saúde vai continuar a diminuir e a nossa alimentação vai ainda ficar mais parca em nutrientes. No futuro a única coisa que vai aumentar são os casos de pessoas com problemas e a precisar de ir aos hospitais sabendo que não são desejados, tal vai ser o caos. 

Mas pela saúde do planeta... o plástico tem os dias contados. Pelo menos nos países de primeiro mundo. As alternativas tornaram-se rentáveis. Abriram-se possibilidades de negócio. As pessoas vão abandonar uma prática feia e suja que já não rende, por outra que lhes vai dar mais.

Hoje empolguei-me por estes produtos:
Sacos plásticos em silicone e shampôo em barra. 

Empolguei-me, mas não emburreci. 

Dimensões aprox. 19 x 19cm  capacidade aprox. 400 ml
Preço: 15€ / unidade

Primeiro, a durabilidade do silicone tanto pode ser a esperada, como surpreender pelo desgaste. O "saco" e uma coisa minúscula. Não vai poder conservar no interior algo mais que pequenos vegetais ou fruta. Tem umas asinhas de frango para meter no congelador? Esqueça. O volume de cada saco é diminuto. Mas o princípio está cá e é interessante. 

O que o produto tem e não tem que pode interessar: 
1) não contém PVC/latéx petróleo ou derivados
2) Antibacteriano (a sério??)
3) Fecho pinch-loc para selar os produtos (coloque dúvidas quanto à eficácia) 
4) Pode ser usado no micro-ondas (descobrir até que potência), ir ao congelador, frigorífico, forno (potência? Alguma substância nociva se liberta ao alterar a temperatura?) e pode ser enfiado em água a ferver.
5) É reutilizável (dah!), lavável à mão ou na máquina. 

Não dizem quanto tempo dura. Ms também, deve depender da utilização.
8€

O shampôo em barra atrai-me bastante. Fiquei fã deste género cómodo e fácil de tratar da higiene. Adoro o meu sabonete e gostaria de passá-lo pelo cabelo, mas desconheço se é recomendável. O cabelo já não é farto, lustroso e grosso. Está parco, como sabem, caminho para a calvice. Por isso, neste departamento, preciso de alguma garantia de que não irei acelerar esse processo. No site onde encontrei um desses produtos, aparecem comentários de utilizadores. As opiniões dividem-se mas as mais detalhadas revelam o produto como um flop. Por mais optimista que o cliente tivesse, verificou que no seu caso, o cabelo começou a cair em maior quantidade e enfraqueceu. E o que é pior: uma utilizadora ganhou uma reacção alérgica! Não sendo ela alérgica a nada e sendo aquele um produto todo "natural". Preocupante.

A vantagem deste produto, além da obvia que é te veres livre de umas tantas embalagens plásticas a poluir visualmente o espaço no teu banheiro, é que dura o dobro do shampôo convencional! Dizem que esta barra equivale a duas embalagens de shampôo líquido com 200ml.

Desvantagem, que só eu vi: No site dizem isto do shampôo:

Ora, se não testam no pêlo de animais, então estão a testá-los em humanos. Nós somos as cobaias. Por isso as críticas de reacções cotâneas etc. O que é um pouco mau... Tudo bem, em prol dos animais... mas para estes não serem as cobaias, somos nós. Isso não é inteligente ou ético. O produto e os ingredientes que lhe dão origem não é testado em pêlo vivo até o esfregares no teu cabelo. 

E vocês?
O que acham disto?

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Tantas pessoas passam pelas nossas vidas...


O facebook está outra vez a sugerir-me pessoas conhecidas como amigos. COMO O FAZ, não sei. Fico pasma, quando me aparece o perfil de uma rapariga que conheci por apenas um dia e cujo contacto telefónico coloquei na conta whatsup que tem número inglês. NADA tem a ver com o facebook e não partilhamos qualquer conhecido em comum. No entanto lá estava o nome distinto dela: Mamba. 

Logo abaixo surge um rapaz com quem estabeleci uma relação de amizade telefónica faz uns anos - desse somente uso o endereço de email e não o tenho no facebook, onde realmente não tenho ninguém de relevo. Apareceram também todas as minhas antigas amizades do tempo da faculdade: de todas perdi o contacto e nenhuma está referida em qualquer sistema informático actual, na altura existiam apenas telemóveis e olhe lá! 


Fico PASMA com isto. A troca de informações é muito precisa e completa!
Do whatsup para o face, do gmail, tudo... Não existe anonimato algum.
E se eu os vejo, eles também me podem ver a mim.

Sinto algum conforto sabendo que procuro não publicar fotos minhas nem revelar o meu nome por inteiro. Se estas pessoas quisessem ter mantido o contacto, teriam-no feito na altura. Agora não preciso delas. É uma forma que o facebook tem de tornar as pessoas em "mirones" secretas das outras. Não gosto. 



Mas fez-me reflectir: todas as pessoas que passam pelas nossas vidas sempre as influenciam. Desde aquela que foi só um instante, às que tiveram muitos instantes. Por vezes, a que teve mais tempo não é por isso a que vai ser mais justa contigo. 

Lembranças que me fizeram ter de ir comer chocolate.
Não ajudou.
Enfim, reflexões. :D

terça-feira, 9 de abril de 2019

Quando partir...


Quando partir, quero partir por inteiro.
Não quero cá deixar nenhum pedaço de mim.
Quero despedir-me totalmente deste mundo e que nada meu permaneça, batendo, funcionando, mantendo parte da minha energia aprisionada noutro corpo, noutro lugar, transferindo ou perpectuando as angústias. Quero ir por inteiro, sem nada deixar, para aquele lugar... (?).


segunda-feira, 8 de abril de 2019

Nada e tudo


Inglaterra está a querer expulsar-me
É impossível que em tantas tentativas para arranjar um emprego, ninguém me contacta. Isto é tão surreal que começo a acreditar em bruxaria. Há muitos anos uma sensitiva disse a um familiar que me tinha sido feito um "trabalho" muito forte e que se não se fizesse nada para o desfazer, nada em que eu me metesse, nada que eu desejasse, nada que eu perseguisse alguma vez ia dar certo. E claro, nada foi feito. Passaram-se 20 anos desde esta "previsão" e se na altura já suspeitava que algo não fluia bem, tive tempo suficiente para ter certeza. 


Acreditam?
Provavelmente não...

Não acreditam. Até acontecer convosco. 

Anedota real: a lua-de-mel


"A Maria-Elisabete rezou para que nevasse no dia do seu casamento." - pergunta um apresentador de TV à concorrente.

Maria-Elisabete responde.

"Sim, rezei para que nevasse. Estavam 32 graus. Tive 20 centímetros na lua-de-mel".


Daqui:




Comece a ver aos  5.52


domingo, 7 de abril de 2019

Uma anedota roubada ao Jay


Tenho voltado a gargalhar com o Jay Leno no Tonight Show graças ao youtube. Jay foi um entertainer que apresentou o programa por muitos anos. Agora o show está nas mãos do Jimmy Falcon. Às segundas-feiras Leno lia notícias de jornal verdadeiras, e completamente patetas, humorísticas ou mirabolantes. Numa dessas ocasiões ele fez referência às Colunas de Ajuda Sentimental que os jornais e revistas tinham por hábito oferecer. Do género "consultório sentimental" da revista Maria. Que todas as gerações leram.

A maioria das colunistas sentimentais na América são mulheres. Será que um homem não pode assinar uma coluna sentimental? Ora vamos lá descobrir:

CASO REAL:

Caro João, 
espero que me possa ajudar. Noutro dia saí de carro para o emprego deixando o meu marido no sofá a ver televisão. Uns metros depois o automóvel parou, deixou de andar. Tive de caminhar de regresso a casa para pedir ajuda ao meu marido. Quando cheguei nem quis acreditar no que os meus olhos viam: ele estava na cama, com a filha de 19 anos do nosso vizinho. Tenho 32 anos, o meu marido 34, estamos casados há 10. Quando o confrontei ele admitiu que faz seis meses que tem um caso com a vizinha. Ele recusa-se a consultar ajuda para casais. Eu estou desfeita. Preciso de conselhos. Pode ajudar-me?

Atenciosamente, Sandra



Cara Sandra, 

Um automóvel que pare a uma curta distância pode ter a causa numa série de problemas com o motor. Comece por verificar se não existem detritos no tubo de gasóleo. Se estiver tudo bem, verifique os tubos de vácuo e as mangueiras. Verifique todos os fios-terra. Se nada disto funcionar, o problema pode estar numa falha com a bomba de fuel, que causa uma fraca pressão. Espero tê-la ajudado. 



sexta-feira, 5 de abril de 2019

Hora dos Paradoxos: Sem abrigo


Agora às sextas-feiras vou começar a publicar coisas engraçadas que observo aqui em Inglaterra. Este país, tanta vez apontado como "mais evoluído" será mesmo como muitos o pintam? 


Vou mostrar fotografias de coisas que vou apanhando pela rua e promover o debate de assuntos. Acham que a galinha do vizinho é melhor? A relva é mais verde no quintal do lado? 


Para estrear
SEM - ABRIGO
Tirei esta fotografia às 23h de hoje. É uma foto da fachada de uma loja, e à entrada dorme um sem-abrigo. Dois dias antes dei a este homem carne quente que tinha acabado de comprar no supermercado. Lá estava ele, 18h da tarde, já instalado, a fumar o seu cigarro e a beber a sua cerveja. O sem-abrigo nunca diz "não". Ele só diz "obrigado". Fica-se sem saber se gosta ou não do que lhe é oferecido, ou mesmo se precisa. 

Afinal, encontrar sem-abrigo não é só em Lisboa, ou Portugal... Os ingleses também os têm. E muitos. Quando fui a Londres também se encontravam por toda a parte, principalmente à entrada dos metropolitanos, como numa em Picadilly Circus. Também tirei fotos. Principalmente quando vi uma pedinte a tirar o telemóvel do bolso e ter uma conversa alongada com alguém. Não que seja proibido... Afinal, pode ser que tenha daqueles planos que não paga. Mas ainda assim, onde será que o carrega? Eu tenho de carregar o meu todo o dia, senão deixa de funcionar. Isto foi em Londres mas aqui nesta cidade pequeníssima, são muitas as pessoas sem abrigo ou pedintes. Instalam-se durante o dia à porta dos principais estabelecimentos comerciais: o supermercado, a loja dos 300, a rua principal... Aquele que se instalou mesmo à entrada do supermercado até parece que ali montou uma casa. Numa ocasião tinha o edredon nas portas que dão acesso ao parque de estacionamento. Ele conversa com pessoas ali mesmo, de pé, não se limita a ficar sentado com o copinho na frente. 

As idades dos sem abrigo variam. Mas quase todos, adivinha-se, devem ter um problema com drogas ou outras substâncias aditivas. A que mais me chocou foi em Outubro passado, quando também dei comida a uma sem-abrigo que encontrei quando passava na rua principal. Era uma rapariga muito jovem. Demasiado para já estar nas ruas. 

As drogas parecem reflectir no olhar de muitos com que me cruzo nas ruas. As mãos seguram afincadamente garrafas de rótulo de bebida gaseificada, mas de conteúdo duvidoso. É que deve ser proibido andar a certas horas já de "pinga" na mão. Ou dá chatices. Então estão sempre com ela na mão, mas disfarçada de lata de coca-cola

Depois de tirar a foto ao sem abrigo, tirei esta a um grupo de 4 adolescentes à entrada do supermercado. Estavam todos a fumar e a beber álcool. Como se o tivessem de o fazer ali mesmo, acabadinhos de sair do supermercado. Não pudessem esperar nem mais um segundo.

Futuros Sem-Abrigo?
Acho que aqui o governo preocupa-se bem menos com os desfavorecidos. Quem vejo ajudar, com distribuição de alimentos e sopa quente são sempre instituições privadas (talvez co-ajudadas por fundos governamentais mas isso só intensifica a vontade de atirar-para-os-outros um trabalho que devia ser principalmente do Estado). 

E a percentagem de jovens dependentes de drogas, bebidas e com baixa escolaridade não é brincadeira em Inglaterra.