Metereologia 24 h

segunda-feira, 16 de março de 2026

You come first

 

A minha tia sempre me repetiu a vida inteira isto:

"Primeiro estás tu, depois vêm os outros".

Nunca fez sentido em mim. Entendia o conceito mas não estava em mim ser assim. Por mais que lhe respondesse "sim", e ela insistia, sabia que não era possível me priorizar. Eu sempre vivi a fazer o que os outros queriam. Não de forma subalterna, tímida - acho eu. Mas de uma forma pior, automaticamente. Constantemente. Quando tentava falar do que EU queria estava sempre errado. Tinha de esperar. O quê? Não sei. Sentia que era errado. Que ia perder. E perdi. Seja o que for que devia esperar aguardo até hoje.

Mas ainda assim não me arrependo de ser como sou. Porém quero saber qual o resultado se agir diferente. Porque décadas a ser "como sou" sei bem o que não me trouxe.

Acho que tudo tem de vir em equilíbrio. Nada é defeito ou qualidade. Depende da dose. Tenho elevadas doses de qualidades que trabalham constantemente contra mim, virando defeitos.

Quando pais de adolescentes se queixam que eles estão "naquela fase impossível" de rebeldia, fico contente. É que a natureza sabe o que faz. É preciso o adolescente marcar a sua posição na vida, para que não seja esmagado por ela mais há frente.

Porque os pais podem até gostar de nós mas nem sempre os caminhos que querem que os filhos sigam os vão trazer benefícios ou felicidade. 


Se o filho sabe o que não quer, ainda que desconheca o que quer, ajudem-no a descobrir-se mas não imponham ou castrem o seu crescimento e auto descoberta.

sábado, 14 de março de 2026

Is cutting ✂️ people out the way to go?

Será que a vida melhora para uma pessoa se ao invés desta estar aberta a conhecer e aceitar todos como eles são cortar TODOS e só ocasionalmente aceitar alguém? 

Aceitas que alguém chegue perto quando está pessoa se mostra constantemente prestativa e gentil. Mas assim que esta te incomoda, não por te fazer algum mal mas por partilhar contigo um problema, ela começa a te incomodar e dela te queres afastar.

Este alguém tem de preencher o requisito de NUNCA te trazer problemas. Só alegrias.

Nunca um desentendimento. Porque se isso acontecer viras um peixe frio, ignoras a pessoa e nunca mais a queres ver.

Cada vez mais vejo isto a acontecer. Em particular na geração Z. Parece-me muito comum. 

Mas e os sentidos alheios? Se fossemos todos agir assim não estaríamos a prestar injustiças?

Quantos de nós não teve parentes, mesmo progenitores que não foram os melhores a não nos tratar mal? 

Mas são nossos pais, família, amigos... E tentamos chegar a um entendimento e acabar com o mal estar.

Não passamos de imediato a cancelar ❌ ❌ ❌ essa pessoa.

Mas estaremos ERRADOS?

Deve-se navegar nesta vida a virar as costas a todos que nos perturbam pela mínima coisa e seguir em frente do aceitando o positivo, o bom?

Por muito que me custe...

É isto??


sexta-feira, 13 de março de 2026

As jaulas dos condenados na idade média

 Cada vez que olha para uma geringonça metálica montada no meu emprego, me faz lembrar as jaulas metálicas usadas durante a idade média para exibir os cadáveres dos condenados á morte e executados.



Em ingles tem o nome exclusivo de gibetts e podiam ser de várias formas, inclusive uma espécie de "armadura" para manter o corpo vertical. E lá ia se decompondo... Até virar esqueleto, em certos casos, onde provavelmente o corpo era pendurado não nas cidades causando mau cheiro ou pestilência mas em estradas por onde as pessoas passavam para as dissuadir de maus comportamentos. 


sexta-feira, 6 de março de 2026

Cinema ao ar livre - costumes perdidos

 


Acho que só algumas pessoas a viver no Reino Unido há bons anos vão entender. Talvez dependa das zonas mas onde estou não se vê este simples gesto de cortesia.

E quando se encontra esse hábito... É como ir ao cinema ver um bom filme. 

Na verdade aqui não existem passagem de peões listradas. Avistar uma é uma raridade. Talvez vestígios de uma era alienígena, uma antiga civilização.

Devido a essa ausência os automobilistas perderam a noção que devem ceder passagem a pedestres que querem atravessar a estrada nas zonas designadas para tal. Eles simplesmente passam só parando se existirem semáforos que assim o determinem. O pior deste sistema é que os semáforos aqui no reino Unido, mais uma vez, não são como os que conhecemos em Portugal. 

Além de não estarem posicionados onde o olhar pode avistar com rapidez, não dão tempo ao peão de atravessar. Ficam verdes três segundos e viram para vermelho. Pelo menos na zona onde vim parar. Em termos de geografia, "forçam" o pedestre a ter de estar mesmo na berma para poder avistar o semáforo que lhe diz respeito pois os tais "homenzinhos" vermelhos ou verdes ficam posicionados de lado, ao nível da cintura e só quando o peão chega à beira da passagem pode avistar se tem prioridade ou não. Isso impossibilita a conhecida "corridinha" quando este ainda está verde, para passar antes que fique vermelho. E os automobilistas, quase não têm sinal o sinal AMARELO ligado por mais que dois segundos. Tenho de prestar mais atenção a este detalhe quando em Portugal mas aqui é quase de IMEDIATO. O sinal está vermelho e logo fica verde para os veículos. Se um peão estiver nesse instante a meio do seu percurso eles não querem saber. Sentem-se "roubados", como se aquele microsegundo fosse estragar todos os seus planos e os fazerem chegar atrasados onde pretendem chegar. 

Aqui no Reino Unido, na zona onde me encontro, considero que o pedestre é também AGREDIDO com as constantes passagens de veículos de duas rodas - agora com motor. É bicicleta, é mota de entregas de comidas, é scooters eletricas e até carrinhos de bebés. 

Num passeio só. Que ainda por cima é ESTREITO, como quase todos no Reino Unido são. Estreitos e feitos de forma a nunca serem nivelados. Tendem a subir e a descer. Tudo o que tem roda e vem na direcção contrária à tua surge de repente e a velocidade. Sou eu, como pedestre, que tem de PARAR para que o veiculo com rodas se movimente. 

Noutro dia num caminho estreito - que aqui chamam de atalho, tão estreito que mal cabem duas pessoas e um caminho de "serpentina", ia a caminhar quando avisto a SOMBRA projectada de uma pessoa em bicicleta. Tive sorte. Quando é que no UK existe SOL? Parei. O indivíduo vinha a pedalar a sua bicicleta num caminho proibido para tal na BOA. Abano a cabeça. Logo a seguir avisto outro. Mas este, todo equipado como um profissional - estava a empurrar a bicileta com a mão e a caminhar. Quase que lhe agradeci. Quase que o quis elogiar por fazer o que é correto. 

Mas depois continuei com a minha vida, tirei esta fotografia e pensei em fazer queixa à câmara para ver se põem um FIM ao perigo que os ciclistas, com motorizada ou não, representam para o pedestre. Que andem nas estradas! Mas jamais, jamais, nos passeios. 


Mas como isto é a realidade, enquanto tentava apanhar um bom momento deste inédito avistamento de um gesto comum de pura cortesia, heis que surgiu a norma. Alguém que não está acostumado a parar, não parou.


É que aqui não se avista sequer a intenção de o fazer. Pelo menos assim tem sido desde que cheguei a cidade onde moro. Quando me abrem uma excepção, sinto um entusiasmo, uma alegria por ser brindada com essa atitude, que fico agradavelmente surpresa, agradecendo ao condutor efusivamente. 

Celebro a excepção com uma satisfação que só quem é pedestre e sempre o foi a vida inteira poderá chegar perto de entender.





terça-feira, 3 de março de 2026

Isto fez-me rir sem parar Ahah!

 

Vejam se gostam deste tipo de humor. 


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O primeiro sinal do que estava para vir?

    Agora que me encontro deitada no sofá e olhei para cima - avistei a parede. Lembrei com clareza e certezas, o que tinha já esquecido. 

Pouco depois de vir morar para a casa 🏡 onde me encontro há já seis anos, fui de viagem até Portugal por uns sete ou oito dias. Nesse tempo as outras pessoas que moram comigo mantiveram o contacto. A rapariga, a M. (quem se lembra?) estava sempre a enviar mensagens pelo Whatsapp. A maioria trivialidades mas ela não deixava de mencionar nada.

Foi por isso que senti muita  estranheza quando , no regresso, vi estas marcas na parede.




Onde estaria o quadro que tinha colocado ali? Uma moldura branca, quadrada, com uma imagem a preto e branco de uma cidade cosmopolita com visão aérea dos prédios. Deve ter caído - é o que uma pessoa acaba por deduzir. 

A questão estranha era a M. não o ter mencionado. Nem em nenhuma das nossas conversas por telemóvel, nem no meu regresso. Falou de tanta coisa e seria de esperar que também mencionasse "olha, o quadro caiu e partiu-se".

Acho até que nem percebi o quadro em falta logo que cheguei. Mas um ou dois dias depois, já nós tínhamos posto ainda mais conversa da treta em dia. O que tornou tudo ainda mais intrigante. 

Andei á procura dele e encontrei-o no chão, encostado contra a parede, entre o sofá e a arrecadação. Não estava partido, apenas um dos cantos estava aberto. Dava para reparar mas... 


Entre tantas conversas sobre a casa, porquê não mencionar uma coisa assim? Seria tão natural entre colegas. Ainda mais se foi ela, que não trabalhava e vivia em casa, que apanhou o quadro e o meteu de lado. Sim, porque o dito não foi parar ao lado do sofá encostado a uma parede, perto da arrecadação. 

Ela NUNCA mencionou a ausência dele. Não teve reação se por acaso eu expressei surpresa ao não o ver na parede. Mas mencionou algo como "não reparei"  ou se fez de esquecida.


Eu AMAVA embelezar a casa. Estávamos todos a amar a casa, a elogiar os espaços, a planear melhorar pequenas coisas. O quadro foi um dos meus pequenos contributos. Nunca coloquei o que fosse sem lhes pedir aprovação. 

Lembro-me que quando o coloquei lá e perguntei se por eles tudo bem que o ali metesse - na parede da antiga chaminé, acima do sofá, ela questionou o propósito. Quis mesmo saber porquê. Falei que achava que faltava ali qualquer coisa, tinha aquela imagem a preto e branco e achava que era capaz de ficar bem ali. 

Ela encolheu os ombros e "permitiu" o quadro ali. Mas por vezes mencionava-o, nas conversas sobre gostos pessoais, chegando a sugerir que se calhar era melhor tirar, ou que não era seguro.

Assim que me ausento, estranhamente, a fita adesiva que coloquei em excesso para me certificar que o quadro, que era bem leve, não iria cair, é a única coisa ainda presa á parede. 


Pretendia arranjar o quadro e voltar a colocá-lo no lugar. Mas algo... coisas mencionadas aqui e ali pela M. como se não fosse nada... por exemplo, dizer que se caiu foi porque não era para ficar ali e ela bem tinha dito que não achava que ficava bem... Algo, uma sensação, de que não era bem vindo... talvez agora conclua que fosse intuição.

Acabei por não o fazer. 
O uso de adesivo podia ser inadequado para aquele propósito, não quis arriscar. 
Desisti e fui tentar tirar o adesivo da parede, mas não saiu de forma alguma. 

Na altura ocorreu-me a possibilidade, muito ao de leve, pelas circunstâncias, de não ter sido acidente. Mas descartei e não dei importância. Hoje acho que posso afirmar que a M. sem sombra de dúvida era exatamente o tipo de pessoa para se incomodar com algo tão insignificante, querer que as coisas corressem à maneira dela, ao ponto de ir buscar um cabo de vassoura para o usar como ferramenta para bater no quadro até este cair. 

Talvez o tenha feito, talvez não. Mas é pessoa para isso e muito pior.


Há pessoas que, quando "aprontam" algo com alguém, sentem satisfação em ficar quietos a aguardar a reação da vítima.

Tristeza, dor, sofrimento, angústia, incómodo, tudo o que inflija sentimentos menos agradáveis - é o que o certo tipo de indivíduo gosta de causar a terceiros.

Ela era assim. 
Isto do quadro foi um sinal. É sempre assim. É gradual, começa pequeno e escala ao absurdo.


Basta relembrar que passou meses a criticar o colega que fumava, ainda que este o fizesse sempre do lado de fora, com a porta fechada. Quando este saiu da casa, ela, também fumadora, fez questão de fumar de porta aberta, deixando o fumo invadir os cómodos. Ia de propósito abrir a janela que fica ao lado do meu quarto e ia fumar debaixo dela. O que eu sofri! Sempre a respirar um ar tóxico.  Ela fumava como uma chaminé: uns atrás dos outros! Começava pela manhã e podia durar o dia todo até às 5 da madrugada. As beatas, deixava-as pelo chão, muitas vezes aos molhos. Não usava um cinzeiro, nem mesmo quando a agencia tentou a forçar e instalou um na parede do lado de fora da casa. Só serviu para ela, que não gosta de ser "ensinada", por duas ou três vezes, o tivesse colocado a arder. O metal estava tão quente, a parede estava a ferver... que se eu atirasse um ovo estrelava logo. Fui eu que tive de extinguir a fumaça, que durava horas... chegou a um ponto que, pelo cheiro, já sabia o que era. Já nem esperava três horas para ver se se dissipava, se a origem do cheiro era do jardim de vizinhos... intuía e ia lá abaixo para extinguir o fumo. 

E foi isto... 
Foi isto TUDO que me veio à lembrança em fracções de segundos, ao avistar na parede umas marcas. 
Tudo tem história. 


PS: Agora que concluí de escrever e fui ler o post LEMBREI de outra situação que vivi e que deu origem a que muitos de vocês que me lêm comentassem. Tudo começou com o post "A Jarra Saltitante". Surpreendeu-me. Só agora, reparo nas semelhanças. Há de fato personalidades com tanto em comum que se devia, logo ao primeiro gesto, partir para generalizações e não deixar espaço para dúvidas. São  pessoas narcisistas com alguma perigosa "patia" pelo meio

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Na Inglaterra não se vê lixo nas ruas!

 Por largos anos quando comparando alguns hábitos portugueses aos britânicos, nós saímos sempre a perder no critério de ruas sujas.

Mas ganhavamos no critério "Inverno". O português mais curto, mais ameno, o de Inglaterra sempre chuvoso, escuro, longo.

Pois deixem-me que vos diga que é tudo treta! 

Aqui estou eu para desfazer conceitos pré concebidos de uma vez por todas. Quebrar o mito! É TUDO mentira. 

A respeito da sujidade, esqueçam. O que se passa é que Inglaterra é muito verde. Não porque eles tratam bem seus espaços mas porque é um país com chuviscos ocasionais que impedem a relva de secar e ficar castanha. 

Existe muito vegetacao verde que camufla lixo deitado ao chão. 


A presença de vegetação verde não se deve á boa manutenção, porque muitos nem são mantidos. 








E o mito maior é achar que o Inverno inglês é pior que o português.


Não é!
É 1000 vezes melhor.

É ameno a maior parte do ano. Há pessoas que nem guarda ☂️ chuva usam. Tapam a cabeça com o gorro do casaco e andam assim pelas ruas. 

Quando chove muito geralmente não dura muito tempo. Chuva por horas ou o dia inteiro é raro. Geralmente as pessoas aguardam a chuva maior cair e depois vão às suas vidas.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A PRAGA da AI e a realidade Fabricada

 

Em certos aspectos a Inteligência Artificial (AI) é bastante prejudicial à sociedade. Ajuda os scammers, os mentirosos, os aldrabões e os vigaristas a atingir de forma mais convincente uma série de pessoas facilmente influenciáveis. 


As roupas também emagrecem? A camera esta sempre na mesma posição em três ocasiões diferentes, à mesma altura e distância? As pessoas encontram-se sempre no mesmo lugar? Com o mesmo penteado? O mesmo estetoscópio na mesma posição e cumprimento e os sapatos são os mesmos também? Os gestos de duas pessoas distintas são o espelho uma da outra, mechem-se igual e ao mesmo tempo mas inversamente? 

Isto de criar conteúdo digital já é muito hollywoodesco. 


Um jovem com problemas de peso a mais vê estas coisas e pensa: "Isto pode ajudar-me!". 

É obrigatório ver o vídeo que se segue para entender a AI.