sábado, 11 de julho de 2026

 

Tenho estado constipada nesta última semana de altas temperaturas. Bom, se estão altas não sei realmente. Pois eu sinto é frio. Uma simples aragem é sentida com muito desconforto, como se fosse uma maleita. E lá começo eu a tossir. Tanto que me parece que os pulmões poderão arrebentar se não parar. 

Tenho conseguido gerir a condição e estou só a dar tempo para que passe. Acredito que, se descansar amanhã, depois de ir trabalhar hoje, é altamente provável que na segunda, terça feira, esteja bem. 

A questão é que tenho ido trabalhar à mesma. 

Num lugar com ventoínhas industriais ligadas por toda a parte e onde observei que, incrivelmente, todas as pessoas ao chegar carregavam aparelhos de ventalização portáteis. Uns maiores que outros, mas todos bem mais que uma simples ventoínha de mão. 

"Como é que vou conseguir "fugir" a tudo isto?" - pensei, 

Além as aragens naturais presentes por todo o lado, tinha também de evitar os "tsunamis" individuais de vento frio que parecem agradar a todos - menos a mim. 

Todas me pareceram instrumentos de tortura. 

Mas sabem o que estava agora aqui a pensar?
Ontem, quando estava a trabalhar, já tinha finalizado as minhas tarefas e tive imensa vontade de ir ao WC me aliviar. Segurei essa vontade por algum tempo mas quando o que estava a fazer - que podia ficar em pausa sem problema - ficou completado por o tempo que era necessário - arrisquei e FUI AO WC.

Não vi o gerente para o informar mas porra... é só uma ida ao wc quase no final do expediente, com o trabalho todo feito. 

Sou ou não sou uma pessoa autóoma com direito de ir ao WC a capacidade para avaliar qual a melhor altura para o fazer sem causar stress à tarefa? Caramba... e FUI. 

10 minutos depois regressei no meu passo apressado e mal um colega me viu - ele que tinha recomeçado a tarefa que deixei provisoriamente completa - logo gritou: "Onde tu estavas?"

Quando estava a subir as escadas para chegar ao WC estava a refletir que nem seria um problema se trabalhasse num escritório, o fato de precisar ir ao WC. Porque a pessoa está a fazer o seu trabalho, sabe que tem vontade, levanta-se, alivia-se, e volta ao trabalho. 

Mas em armazéns e outro género de trabalho mais "escravizador", essa autonomia e forma de tratar o funcionário como um ser adulto e responsável com direitos básicos - não funciona assim. 

Está certo que algumas pessoas usam uma ida ao wc como pretexto para fazer chamadas telefonicas, empatar o trabalho, conversar, etc. 

Mas não devem os "parvos" ser o modelo-base para os outros. Que se empenham tanto, que até vão trabalhar em condições menos favoráveis de saúde. E nem uma "cagadinha" rápida para ajudar a expelir o virus do organismo a pessoa pode fazer!

Retomei a atividade que tinha deixada completa mas que entretanto precisou de um Top Up.
E tive aquele colega sempre com os olhos fixados em mim, sem compaixão alguma pelo meu estado. Aliás, quando na véspera lhe pedi para desviar uma mega-ventoinha para que o ar não me atingisse diretamente, ele fez, mas instantes depois voltou a posicioná-la na minha direção. Ao que eu fui e posicionei-a um pouco de lado para não me atingir. E ele voltou a reposicioná-la. O que até era estranho porque a ventoinha na posição que a coloquei deitava o ar diretamente para ele. Acabei por criar um "forte", usando duas peças de trabalho ali à mão para criar uma barreira contra o ar frio. 


sexta-feira, 10 de julho de 2026

 Quando num estado de anarquia, de guerra, é preciso proteger em primeiro lugar as mulheres e crianças. Se as guerras não fossem coisa de homens, acho que isso não acontecia. 

Nas guerras - mesmo quando se celebra o fim e a chegada da paz, a mulher nunca está a "salvo". Nem crianças. Soldados que invadiam territórios "afugentando" os inimigos para longe, achavam que violar mulheres era apenas o esperado. Era a obrigação de TODAS, se eles assim mostrassem vontade. 

Crianças meninas também não estavam a salvo disso. 



Se por acaso um dia chegarmos a uma situação semelhante, lembrem-se que o mundo é bárbaro, violento tudo isto embrulhado em muita testosterona. Os primeiros a serem prejudicados são os vulneráveis e caridosos. 



segunda-feira, 29 de junho de 2026

Vi BONS FILMES na televisão!

 

É raro encontrar algo na programação televisiva que acabe por gostar de ver. Mas esta semana apanhei filmes que me mantiveram interessada e isso, hoje em dia, é bem bom!

1) A CAMINHO DO DESASTE (He went that way)

Diz que é baseado numa história real. E é. Mas deve de existir o habitual fosso entre o que foi real e o que é totalmente acrescentado, entre as situações e os diálogos ficcionados. Ainda assim a história é muito interessante de acompanhar, bem realizado e com boas atuações (gostei menos da personagem principal, por me parecer uma caricatura animada e meio de cera eheh). Para minha surpresa foi também estrelado por um ator que está muito na "bera" hoje em dia, mas que aqui era bem mais novo. O nome não me recordo, mas foi o protagonista de Heathcliff em "O monte dos Vendavais" e fez a mais recente adaptação de Frankenstein. Aqui desempenha o seu papel de assassino em série muito bem - entende-se porquê ganhou mais espaço na telinha. 


No final do filme, antes dos créditos, surge A PESSOA REAL a quem tudo aconteceu. E foi essa a parte que MAIS GOSTEI. Poder ver a pessoa real, a falar do seu jeito e a contar a parte principal da história tal como ele a lembra. Gostei que tivessem incluído esse excerto de entrevista dele, assim como imagens de arquivo reais da sua profissão como treinador do Spanky, um chimpanzé super famoso estrela de Hollywood. 


2) DRÁCULA: UMA HISTÒRIA DE AMOR (Dracula, a love tale)

Da lista talvez o que menos gostei. Não me apetecia muito ver mais um filme a explorar a mítica criatura do drácula e da sua Mina... pela perspectiva do amor, ao já muito batido estilo de hollywood. As cenas de abertura do filme quase me fizeram desistir. Achei-as vulgares, batidas e protagonizadas por duas pessoas que tinham mais ar de atores porno. Ela loura e de sobrancelha castanha... Preenchida com pincel... Para mim as cenas de introdução mostra mais luxúria e iverossimilhança .Mas ainda bem que dei uma oportunidade. O filme fica melhor pelo meio. Agora a abertura e o look dos protagonistas, a cena escolhida a forma... RIDICULO. 


No filme é também claro que é demasiado "inspirado" em outros filme de culto. Não só na estética e indumentária, como também nos atores. Quando este drácula aparece IDOSO, o cabelo é muito semelhante ao icónico de Coppola. Quem é capaz de esquecer aquele cabelo branco, em dois sulcos superiores e também caído e longo? Mais para a frente dá para perceber que a inspiração é em Brad Pitt em "entrevista com o Vampiro", pois este vampiro além da voz "sopinha de massa" também empresta o timbre e a cadência de Pitt. Nesse aspecto acho que a obra se perde um pouco, porque não resiste em criar uma forma nova, inspira-se demasiado no que fez sucesso nas mãos de outros diretores/atores. 

 


3) SUPER/HOMEM: A HISTÓRIA DE CHRISTOPHER REEVE

O mais interessante desta lista. 

O "filme/doc" que conta a história do que aconteceu a Christopher Reeve, famoso por interpretar no cinema a personagem Super-Homem e por se ter transformado num de verdade, aquando vítima de um acidente de hipismo que o tornou tetraplégico. A história contada pela família, com vídeos caseiros, alguns excertos de entrevistas e a voz do ator. O grande feito de Reeve, que não era santo nem perfeito, mas que foi abençoado por ter tido duas companheiras absolutamente boas para si, que o fizeram trilhar caminhos dos quais, até hoje, brotam frutos dos quais muitas pessoas com deficiência podem beneficiar. Sua esposa veio a falecer pouco depois dele, deixando o filho de ambos, na altura de 13 anos, órfão. Foi cuidado por uma rede extensa de amigos e avós. Vale a pena ver este filme/doc. Acreditem. 




4) AMIGOS PASSAGEIROS / Vacation Friends

Como gostei deste filme! Mas gostei mesmo. Mesmo muito. Porque pode parecer "mais um" deste "estilo" mas, tem bom gosto e é bem feito. Bem diferente dos "Ben Stillers" que chegam a roçar o ordinário e o porco, ou as "Cameron Dias", este estilo de comédia tem uma forma de contar diferente. Gostei ainda mais porque eliminou por completo o "cancro" americano que é meter protagonistas negros e ter que realçar isso o TEEEEEMPO todo. A comédia é demais, o timming dos atores é excelente. Adoro o Sena. Acho que ele é óptimo para a comédia. Mas foi com as tiradas do protagonista "Marcus" que me ri ainda mais. O ator é excelente e tem carisma. 

Existem referências à origem negra mas que tal como seria de desejar que já fosse normal, estas são naturais. ADOREI uma cena em que o ator branco diz ao ator negro: "Diverte-te. Sente o vento a soprar nos cabelos. Ah.... (olhando para a carapinha) temos cabelos diferentes" e o outro diz algo do género: "Eu sinto, eu sinto o vento. (longa pausa) No meu rosto". 

Ri imenso! A  forma como AMBOS os atores entregam estas linhas ( e todas as outras) assim como a postura corporal - é o que dá ainda mais PIADA . 
Nunca havia pensado por aí além (vento nos cabelos crespos e curtos) nesse detalhe e o humor fez-me rir muito. De fato, a sensação de cabelos a abanar ao vento... não era para o Marcus ahaha


O filme também deixa claro que existe uma família negra que é abastada, com dinheiro e algo pedante. Mas mostra isso como um fato, algo natural. Não faz bandeira nem estandarte - como QUASE TODAS as produções cinematográficas desde que a série de TV "O principe de Bel air" apareceu nos ecrans nos anos 90. Essa necessidade de levantar estandartes ao invés de contar uma história não aparece aqui. Este filme vale 10.000.000 vezes mais que QUALQUER outro que levante estandartes, porque este normaliza as relações humanas sem as separar pela cor da pele. Bravo. 

A história do filme também tem algo de inovadora. Dois casais se conhecem numas férias no México. Fazem umas loucuras e depois quando as férias terminam, um desses casais não quer mais conviver com os amigos "loucos" que conheceram nas férias. Mas estes aparecem no seu casamento.

"Cheira" que vem daí uma série de clichés, até dá para adivinhar as cenas e o estilo de piada e de realização. Mas não. Não é comédia com a narrativa "Ben Stiller ou Cameron Dias" - já disse.  É para ver. E já vem aí o VACATION FRIENDS 2. 


5) ALÉM DO HORIZONTE (Beyond Skyline)

Hesitei em carregar no play quando foi para ver este filme de si-fi. ADORO filmes do género, em especial com alienígenas. Mas convenhamos que existe muitos filmes péssimos e é raro surgir um que valha a pena. Antes de decidir se o via, pesquisei por opiniões. A AI disse que este é um filme B (significa de qualidade inferior) mas que os fãs gostam da transição a meio para cenas de kung-fu e cenas do género. 

Não é uma descrição nada apelativa. Pelo contrário, já parece estar a condenar o género e a "dizer" que de ficção científica só tem é pancada. Mas nada mais pareceu interessante e dei uma oportunidade. AINDA BEM! 

ADOREI o filme. Um dos melhores dentro do género. 
NADA a ver críticas que digam que não é empolgante, criativo e de puro entretenimento. Além disso o visual é excelente, os efeitos especiais são topo de gama. Este não é um filme feito para ser de "categoria B" mas para rivalizar lá no topo com os melhores do género. 




O maior elogio vai para o fato de conseguirmos ver os alienígenas. Cenas noturnas que ocultam tudo? Quase nenhumas. Aliás, nem me recordo de uma. Tudo foi bem pensado na história e na forma como se passa. Subitamente o planeta é invadido por uma nave alienígena que começa a puxar para o interior as pessoas. Alguns sobreviventes tentam escapar ao rapto e às mortes. Uma vez na nave, acordam e descobrem o que anda a acontecer com as pessoas raptadas... não são destruídas, por assim dizer, são usadas. 

Daqui a diante a história faz sentido, tem graça. Faz um pouco lembrar Distrito n.9, um outro excelente filme dentro do género. 



quarta-feira, 24 de junho de 2026

 O termómetro marca agora 35 graus, aqui em Inglaterra. 

Mesmo com todo este calor, hoje fui às compras. Fui a várias lojas, supermercados, mas sabia que ia comprar mais coisas em estabelecimentos específicos. Para minha surpresa, acabei por comprar muito mais num onde só entrei para ver se (ainda) tinham piscinas insufláveis para crianças. 

Nessa loja de artigos para o lar gastei £32. 

Na loja seguinte, pretendia trazer um ou dois artigos específicos: sopas em pacote com um prazo de um mês de prateleira, queijos de cabra e brie e pouco mais que isso. A primeira loja era para fazer compras "não comestíveis" e a segunda para snacks e refeições rápidas. Aqui gastei, para meu horror, quase £40. 

Tudo o que comprei na localização 2: onde fui buscar alguns snacks, sopas e queijos. 

E quando fui para retirar a mala do carrinho, percebi que esqueci de passar pelo leitor de código de barras duas latas de bebidas energéticas. Deixei-as lá e trouxe só o que vêm na imagem acima. 


No primeiro supermercado trouxe copos com Noodles. Gosto muito de uma marca que só se encontra naquela loja e um dos sabores que mais aprecio tem estado esgotado. Então quando o vi, decidi comprar a caixa inteira, guardar, e ir consumindo. Logo aí uma compra que era para ser "baixa" subiu £8. Sim, porque a pesar de copos de pasta noodles poderem ser muito caros ou muito baratos, este está dentro do preço médio de £1. 

Estes noodles são mais finos, a massa é macia e tem qualidade acima da média, os legumes são numa proporção mais generosa quando comparados a outras marcas mais generalistas e a quantidade de massa necessária para te encher o estômago pode até ser metade do copo. Tem frutos do mar, milho e a minha favorita: pedaços de couve. Simplesmente bom. 



E a piscina insuflável, razão que me levou a sair de casa?

Bom, prateleiras vazias. Gelados e piscinas insufláveis: Tudo esgotado. Só sobravam mesmo meia dúzia daquelas que poucos desejam. Uma dessas era uma pequena banheira para bebé, por 4 libras. Trouxe, sem me importar muito. Na véspera entrei no supermercado e agarrei as únicas piscinas que haviam já com essa ideia mas quando a tirei da embalagem, media dois metros e o meu quarto deve de ter poucos centímetros a mais que isso - se não mesmo apena 2 metros de comprimento. 

Com mobília e outras coisas, a piscina não cabia. O importante era experimentar colocar uma no quarto porque, realmente, todos os anos em dias de calor, a vontade é mesmo essa e só essa!

Ir muitas vezes refrescar no duche não é bom em casa partilhada e é chato. Mas ter um insuflável pequeno com água para refrescar... não é descabido. 

Estes últimos dias têm sido de um tormento gigante, com o calor que, no meu quarto, dura 24 horas sobre 24h. Mesmo de noite, o calor ainda se faz sentir e até aumenta. A pele do corpo inteiro está sempre com aquela "gosma" que parece que se cola a tudo... Muito desconfortável. Várias vezes tive de ir passar água no corpo rapidamente, no duche, só para desfazer a sensação de pele suada. As duas ventoinhas do quarto - muito pouco potentes e barulhentas, não me prestaram grande auxílio. Mesmo sem luz acesa, para não aquecer, meu quarto é uma fornalha. Quando no resto da casa as pessoas se queixam do calor, é porque não fazem ideia que este duplica no meu cantinho. Porque para mim a temperatura da casa é refrescante, comparada àquela onde tenho de ficar. 

Por isso optei pela piscina insuflável. Uma ideia que já me tinha ocorrido o ano passado - mas não arrisquei. E quase que não fui a tempo porque este ano, assim que começam a encher as prateleiras com os produtos da época, o melhor é comprar primeiro e pensar depois. Porque desaparece tudo. Foi assim que comprei uma geladeira de praia em Maio. Se fosse agora à loja a procura, já não existe. Desapareceu de imediato. Se a vou usar? Provavelmente uma ou duas vezes daqui a uns anos e não já. Ainda assim é algo prático que pode vir a ser subitamente necessário e depois é difícil de encontrar...  Custou umas 4 libras e vem com uma peça de ir ao congelador para manter a base refrescante. Por isso acho que vale o investimento.

Ficar em casa a transpirar ano após ano sem procurar solução, é que vi que é parvoíce. 

Cheguei a casa, arrumei tudo no sítio, tirei a mangueira comprada há dois anos, encaixei nas extremidades as peças que permitem unir mais um pedaço de mangueira e com uma pistola de inox para usar na vez do jato de água no bidé, fui até às janelas do quarto e comecei a lavar e a limpar toda a sujidade. Ao mesmo tempo, estava a refrescar-me e a ganhar "tempo" ao calor, refrescando as paredes quentes como chapa de fogão e o telhado debaixo da minha janela, que emite calor extra para dentro do quarto. Fui buscar a ventoinha de teto que comprei na mesma ocasião, fui buscar o casquilho adaptador sem o qual não a podia conectar e pronto: tenho agora uma ventoinha idêntica aquelas de pé a atirar ar fresco na minha direcção e da forma que mais gosto e raramente tenho: silenciosamente. 

Aproveitei que tinha a mangueira no quarto, insuflei a piscina de bebé e meti-lhe água.
Devo dizer-vos que é uma EXCELENTE ideia!



E recomendo que façam o mesmo, se se virem numa aflição e com essa necessidade. Não coloquem é perto de nenhuma tomada eletrica, tenham cuidado. O quarto não é um lugar muito apropriado mas desde que se saiba o que se faz, qualquer lugar é bom. Aqui em inglaterra todos os pisos, tirando o do WC e o da cozinha, são alcatifados. 

Por mais que se aspire e limpe e pareça limpo, sabe-se que é só um armazém de germes. E se a carpete ficar molhada, não é bom... Mas desde que se saiba o que se faz, ou seja, desde que nenhuma gota de água caia onde não deve, RECOMENDO. 

Estava agora com muito calor. Meti os pés na "piscina" com água e fiquei muito fresca. Este é o tipo de coisa que aqui é bastante barata. A piscina insuflavel de dois metros de ontem custou-me 15 libras. "Carote" mas um dia será prática. Quando tiver um jardim só para mim ahahah. Ou convidar crianças para passarem uma tarde de calor a brincar na água...

Bom, "sonhos" que um dia tive e que não se concretizaram.
Mas na minha cabeça as coisas ainda têm essa serventia. 

RECOMENDO para combater o calor, que usem um balde rectangular, uma travessa funda ou insuflam uma piscina de plástico para poderem se refrescar dentro de casa de forma rápida e cómoda. 


Quais os vossos truques para combater estes quase 40 graus de calor?


segunda-feira, 22 de junho de 2026

O menino no fosso de crocodilos

 

Saiu nas notícias que aqui em Inglaterra, num zoo familiar de nome Johnsons of Old Hurst, por volta das 13h de quinta-feira, um menino de três anos foi "atirado" para o fosso dos crocodilos. Imediatamente - dizem as notícias, a mulher do zoo, seguida do marido e do filho, correram para auxiliar a criança. 

O menino foi atirado de uma altura de 15 pés (façam as contas) e nada dizem sobre o impacto, mas aterrou no asfalto. Acrescentam que um dos dois crocodilos mordeu a criança. Um dos sites de notícias diz que a família que possui o zoo conseguiu remover a criança dos dentes do animal. Outro link tem o sensacional título: "porquê o crocodilo não comeu a criança de três anos atirada ao fosso" - e embora no final da leitura não esclareça essa questão, e foi esse que despertou a minha curiosidade. 

"Como assim? Uma criança foi ATIRADA aos crocodilos? É uma história do passado ou recente?" - para meu desconforto, tinha acontecido aqui, em inglaterra dia 18 e Junho!

No dia seguinte notícias sobre o estado do menino, entretanto internado no hospital, diz que ele está em estado CRÍTICO mas estável. 

Para mim se é crítico - ainda que estável - ainda não está fora de perigo. Tem a pélvis partida e um braço - diz outra notícia. Muita sorte em não ter morrido só pela queda. Mas sobreviver ao "beijinho" dentuço de um crocodilo??

Isso é outra coisa!

Tomara que a criança sobreviva - até para parar com a aflição dos pais. E que não tenha sequelas por demais. Que seja só uma história para contar, que possa levar a um show de TV tipo "Casa dos Segredos" e possuir o fantástico segredo: "fui mordido por crocodilos quando atirado para um poço no zoo". 



Agora mais a sério: o negócio daquela família com um zoo particular também pode estar em risco - se se verificar que não reuniam condições de segurança suficientes. Embora, ao que tudo indique, a criança foi ATIRADA para o poço. Se pega ao colo e atirada por cima de uma alta vedação, não se sabe. Se a vedação era pequena e ela podia ser empurrada por encontrão, não se sabe. Aparentemente o "criminoso" é um homem de bom porte mas muito limitado cognitivamente. Surdo. Estava acompanhado por dois cuidadores ingleses, que, segundo uma testemunha, estavam a uns 9 metros de distância e distraídos nos seus telemóveis.

Aqui no reino Unido vê-se muito disto. Pessoas que cuidam de outras com mais limitações e que não são da família. São contratados, geralmente, pelo que observo na minha cidade, pessoas de cor, com origem em países em que cuidar dos mais idosos é um hábito, um dever. E como se sabe, os idosos podem ter necessidades especiais semelhantes a de crianças ou mesmo sofrer de problemas cognitivos - sem serem por isso limitados. 

  

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Critica na Temu

 

Fiz compras na Temu. E como solicitado, deixei a minha avaliação de um produto que comprei.

Uma avaliação positiva. Gostei mesmo do produto e até fiz um vídeo que anexei para ajudar outros compradores.

Eis que recebi uma mensagem do site a dizer que a minha avaliação não seria publicada por não terem certeza se é positiva ou corresponde a verdade.

O quê???

Então uma pessoa dá-se ao trabalho de escrever a sua opinião apenas para auxiliar outros potenciais compradores e o negócio em si, gosta do produto, não diz nada negativo e a crítica não é publicada porque não tem a certeza se é favorável???

Então presume-se que uma desfavorável seria barrada de imediato.

Respondi de volta algo do género: "mas assim estão a impor uma ditadura onde as pessoas não têm a liberdade de dar a sua opinião e as avaliações não vão reflectir qualquer honestidade. Assim as pessoas vão deixar de fazer compras na Temu por não poderem acreditar no que lem".

A resposta não tardou: "depois de ver melhor, vamos publicar a sua avaliação".

Mas o mal está feito, na realidade.

Pretendo abrandar nestes impulsos e evitar (se tal for possível hoje em dia) adquirir produtos diretamente de sites chineses.

Só que vá lá ou a Wortens, etc... vem tudo da China. O meu telemóvel onde escrevo este texto é chinês! Comprado na Worten. Estes sites o que fazem é eliminar o intermediário.

Antes deste episódio eu, que sou assídua (viciada) compradora na Temu (mais no início) já me sentia incomodada com algumas táticas que se percebe no site: 

o aumento de preços conforme os hábitos do consumidor, as promoções que não são promoções e te fazem gastar mais dinheiro e os envios "por terra" que demoram 3 meses a chegar. Fora o "engano" de anunciar produtos que deviam se parecer com a imagem mas estão longe disso. 

Olho para tudo o que comprei em 3 anos e percebi o pouco que uso com regularidade. 

O resto está guardado para uso eventual. 

E vocês? Que experiências têm?


domingo, 31 de maio de 2026

O que acham desta moda?

 

Ao longo dos anos tenho visto muito disto. Em calções ou calças. Pessoalmente não gosto de ver ninguém a usá-los. Parece que vão nus. Escolhem cores de carne e mal se percebe se tem mesmo algo a cobrir o traseiro ou se não.

A indumentária marca na perfeição todos os contornos do bumbum, não deixando nada para a imaginação.

Como pessoa mais vivida, não acho boa ideia sair a rua balançando um bumbum todo contornado num tecido elástico, da cor da pele não precisando sequer de imaginar como é. Dá para ver. 

É que não dá para não olhar. Há outras maneiras de chamar a atenção. Acho que isto é outra das modas vinda dos Afro-Americanos... Primeiro os rapazes com calças com a cintura abaixo do rabo a mostrar as cuecas. Agora as moças a usar as licras das mulheres naqueles videoclips de rappers Afro-Americanos em que tem de empinar a bunda para fora e abana-la como se fosse um tremor de terra.



terça-feira, 26 de maio de 2026

Limpar a ventoínha do computador pode ser FÉRIAS

 

Em inglaterra ontem foi feriado. Pretendia trabalhar mas o meu nome não entrou na lista de selecionados. Não trabalhei na Páscoa nem em qualquer outro feriado, por isso estava a contar que este "não me escapava". Mas enganei-me. Ao questionar o motivo, foi-me dito que o que conta são as horas extra feitas nas duas semanas anteriores ao feriado. E como eu estou sempre a trabalhar... não tive direito ao feriado. 

Não é justo. Porque os "mandriões" que não querem se esforçar metem o seu nome na lista e tiram todos os benefícios. São sempre os "espertinhos" que se dão bem, fazem pouco e ganham mais. 

Trabalhar num dia de feriado no Reino Unido atrai muita gente. No meu local de trabalho quem trabalha num feriado tem duas opções: Ganhar o dobro ou.... escolher ter mais férias. Se uma pessoa trabalhar quatro horas, seis, dez num feriado - fica com essas horas acrescentadas as férias. E quem é que não quer um dia extra de férias?? Dá tanto jeito! 

Fiquei por casa e tem estado muito calor. 32 graus ou mais. Dentro do quarto devem estar mais dez do que está lá fora! É uma autêntica sauna e fica-se sempre a transpirar. Mas tirando isso, dei por mim a fazer exatamente o que me apeteceu. E foi como se tivesse tido férias!

É verdade. A rotina de trabalho, mês após mês, impõe um dia de descanso. Em teoria podemos descansar uns dias por semana. Mas, na realidade, não existe descanso. É um perpétuo 24h de trabalho. 

Na prática não tenho tempo a sobrar ou energia para coisa alguma. Não cozinho porque não há tempo, não há forças. Custa ficar de pé. A única coisa que apetece é descansar o corpo. O trabalho consome tudo isso, e consome bastante! É um trabalho muito físico, exigente tanto como um jogo de futebol profissional - em que os jogadores têm de correr em campo por duas horas com uns minutos para intervalo. Só que no emprego, o esforço não dura apenas duas, três horas. Mas três ou quatro vezes mais. Não há pré-aquecimento é logo "entrar a matar". Também se tem um "intervalo" para "recuperar" mas não faz grande diferença. E temos "jogo" todos os dias. Além da desvantagem que o ordenado não é grande coisa. Em suma: o desgaste físico é real, é sentido e pode ficar para a vida. 


Dei-me conta da real situação porque, ao ficar em casa no Domingo e na Segunda-feira - dois dias INTEIROS, essa excepção me fez ver o que tenho vindo a me privar: de tempo para mim. Ter tempo para fazer coisas simples, como organizar a roupa, empacotar as suculentas, arrumar um pouco "aqui e ali" sem me sentir demasiado exausta e sem energia para a mais simplória das tarefas. 

Olhei para as suculentas e disse para mim: "vou fazer vasos agora" - e andei a mexer na terra e a colocar as mudas. Olhei para uma peça de roupa e decidi organizar a roupa nas gavetas e fazer uma selecção. E o mais surpreendente que resultou no maior benefício: "arranjei" o meu computador. 

Este tem estado "esquisito". A imagem do ecrã "salta" que parece um sapo. Tem alturas que não salta, como agora, mas tem outras que sim e nos últimos dias tem estado a tremelicar que nem um sapo saltitante e com Alzheimer.  Acho que isso tem a ver com a actualização dos drivers, mas como o computador já tem alguns anos, já nem se faculta atualizações. Andei a "mexer" no software e acabei por escolher "settings de fábrica" (?) mas não fez diferença no «tremelique». Contudo piorou numa coisa: o computador passou a desligar-se automaticamente. O meu último post sobre a AI foi todo ele feito com o computador a desligar-se. A reação aos comandos por vezes também não existe, o rato deixava de funcionar, clicar para abrir ou fechar uma janela não obetia reação. Acho que piorei o desempenho mas isso tem resolução fácil. 

Porém tem uma característica do computador que me apeteceu ir ver. Faz já uns dois anos que o computador aquece bastante. Ao ponto de poder queimar. Tenho-o sempre elevado, sem estar assente numa superfície (comprei uma espécie de suporte) para o ar circular e, por causa dos "tremeliques" e dos 32 graus lá fora, tinha uma ventoinha diretamente apontada para debaixo do computador, de modo a ajudar no esfriamento. 

Ontem cansei-me de tudo: desliguei todos os cabos, flipei o computador e com a chave de fendas comecei a desaparafusar a base. Ia limpar a ventoinha e dar uma olhada, podia ser que encontrasse um cabo meio solto, meio derretido... sei lá. Precisei ir ver. 

O computador por dentro estava impressionantemente limpo. Embora não o tenha desmontado na frente onde está o teclado - porque aí, Jesus! Até ia gostar de limpar mas dá mais trabalho e é mais sensível desmontar pelas juntas do ecra não é aconselhável. Julgava tê-lo partido num dos cantos mas depois percebi que estava aberto por lhe faltar um parafuso. Encontrei um por acaso e remediei a situação. Até hoje não sei como eu regressei de férias e fui encontrar o computador sem um parafuso! E depois procurei esse parafuso por toda a parte e não achei. Tenho a sensação de ter dado uma "joelhada" no computador sem querer antes de partir para férias o ano passado - mas isso não remove parafusos. Geralmente parte e racha os ecras! Preferi achar que deve ter sido algo do género. 

Acabei a limpar a ventoinha - primeiro ainda "anexada" ao computador mas depois dei uma olhada no cabo, achei que podia desligar, desliguei e limpei a ventoinha com muito mais rigor e facilidade. Resultado: tirei o pó que estava afixado entre a abertura do hardware e a ventoinha. Com escovas e pinceis fui limpando o pó fino e voltei a colocar tudo no lugar. 

A ventoinha... agora até suspeito que nem funciona!!
Porque não a oiço. Totalmente silenciosa. Fazia um ruído que... parecia um motor... E agora, silêncio. Só escuto o barulho das teclas a serem pressionadas, ahah!



Uma coisa tão simples - e aconselhável de fazer: limpar a ventoinha de refrigeração. E nunca me deu para fazê-lo. Ou se fiz neste computador, já esqueci. Sei que o abri outras vezes, para tentar perceber a origem do calor - ele tem dois enormes cabos de cobre que achei super interessantes. Todo o calor vinha dali. Agora.. já está ligado há duas horas e o computador está normal ao toque, não está quente. 

Não costumo desligar o computador nunca. Mas como este estava a desligar-se sozinho - preferi por uma questão de precaução, desligá-lo. Tenho estado a trabalhar nele e estou a gostar: não aquece e o "tremelique" não apareceu. 

Quer dizer: eu sei que ainda cá está porque o monitor faz, de facto, uma ocasional "sombra" à qual já me habituei - que é quase impercetível. "Duplica" a imagem. Mas é ténue. Atribuo este ténue tremer a factores de software. Penso que não seja avaria física. Provavelmente alguma incompatibilidade de sistemas e quando deixam de disponibilizar actualizações é natural que software não actualizado não seja muito compatível com outros produtos que se possam instalar e até o próprio sistema operativo do windows, que também não é mais actualizado pela Microsoft. Esse é o "tremelique" «normal».



E o que estava a acontecer era tudo menos ténue, era bem visível, impedia o uso do computador, impedia até ler um texto ou o que fosse!  

LIMPAR A VENTOINHA!!!
Fez-me sentir em férias.

Poder resolver coisas que tinham de ser resolvidas mas para as quais faltava tempo e ENERGIA. É isso a que chamo férias. Ter TEMPO. Férias é ter tempo!!!

Aconselho a todos que limpem a ventoinha do computador ou mandem fazer. Principalmente se notarem que faz mais ruído ou que o computador aquece mais que o habitual. Porque faz uma diferença substancial. Pelos vistos até pode ser responsável por sintomas que mais facilmente seriam ligados a avarias. 

Ainda conto com o retorno dos "tremeliques" mas.. a preocupação está no desligar constante. Isto das atualizações... a ver vamos. 

PS: voltou a desligar-se, assim que o computador fica sem ser usado.