quarta-feira, 21 de setembro de 2022

O Pesadelo e o penhasco

 


Ontem acordei a lembrar-me do que sonhei. Foi mais um pesadelo. Sonhei que uma mulher (tipo reporter) estava a fazer uma reportagem. Aí, sem o prever, deparou-se com uma falcatrua. Mas foi descoberta. Então perseguiram-na. Ela, segurando as provas, correu. Estava num monte, depois num areal, sempre a correr e sempre a ser perseguida. Depois, ficou encurralada num penhasco. Os homens aproximaram-se e empurraram-na. Ela, mais as provas que segurava, cairam. Vi uma rocha enorme, plana e castanha a aproximar-se à medida que a mulher ia a pique. Ouvi o "pack" do crânio a bater na rocha. O corpo inerte, a dobrar do pescoço para baixo. As provas espalhadas. Era o fim. Passado um tempo, ela ergue-se, pega nas provas e pode denunciar a falcatrua. 

Já sonhei com isto antes. Não sei quando. Mas percebi que já tinha acontecido. Há muito tempo. Sonhei exatamente a mesma coisa. Da mesma maneira.

O cérebro é muito especial. Não é a primeira vez que percebo que tenho sonhos recorrentes - geralmente pesadelos. Quando era criança tinha muito um envolvendo cores a mesclarem-se umas nas outras. Depois nunca mais tive. Quer dizer, muito raramente o tive. Ou pouco me lembro se tive. 

O cérebro "armazena" tudo. Por algum motivo nós não acedemos a esse arquivo. Porém, de vez em quando, ele vai buscar uma "bobine de filme" e faz uma reprise. 

Depois de despertar, voltei a adormecer por mais uma hora. Quando acordei, recordei o sonho anterior. Fui ao google e fiz uma pesquisa. Ao contrário do que imaginei, existem muitas pessoas a cair de penhascos. Supostamente por acidente. Pesquisei colocando a palavra "jornalista" e dei com uma notícia de dois indivíduos da BBC que, há uns anos, por acidente, cairam de um penhasco. Mas sobreviveram. Estavam no hospital. Devem ter sobrevivido... porque não existiu mais notícia sobre o assunto. Mas também, não existiu mais notícia sobre notícias que tenham escrito. É isto que condeno no mundo da informação: para reportar acidentes, estão lá. Para reportar a recuperação, o resultado, já não estão. A menos que haja óbito. 


E tal como mencionei há uns dias, desgraças como estas não passam ao lado das celebridades. Surgiu na pesquisa que já tinham falecido os dois filhos de Nick Cave. Um, aos 15 anos, por ter caido de um penhasco. 

Nunca tive medo de penhascos. Jamais. Nunquinha.

Mas vou passar a ter noção do que representa estar na beira de um abismo fatal.



segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Adorno corporal curioso

 Alguem sabe me dizer o que é isto?

Eu sou um tanto "futurista" no que respeita a tendencias. Nao ando como por vezes desejo porque seria demasiado invulgar, o que daria nas vistas.

Como nao sou artista ou nao ando com artistas, nao posso usar esse facto como pretexto para me apresentar com alguma exuberancia.

Mas a realidade e que eu adoro adornos corporais. Apetece-me usar correntes no ombro, adornar a face com decalques, a sobrancelha com uma serie de diamantes, a parte de cima da mao com o pulso ligado aos dedos por correntes, desenhar na pele como se uma tela fosse, usar tatus douradas que grudam na pele, etc.

Ainda nao chegamos la, ainda nao e banal como ja o e ver um corpo tatuado com toda a especie de desenho e por toda a parte em qualquer pessoa. 

Por isso, quando vi duas pessoas com este "apendice" redondo apatentemente implantado no braço, achei o maximo. Sei que nao podia ser estetico. Mas adoraria que fosse! Deve ser uma especie moderna de uma vacina ou algo do genero.

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Remake de Um Anjo na Terra

 

Gosto de recordar na TV séries que já vi antes, feitas noutras épocas. Uma delas que está a represar na RTP Memória é a séria americana "Highway to Even". Tradução portuguesa: Um anjo na Terra. 

Dirigida e protagonizada por Eugene Maurice Orowitz. 

Mas o público ficou a conhecê-lo como Michael Landon. 

Sim, aquele moço de Bonanza e uma casa na Pradaria. Alguém por aí sabe do que estou a falar?

Se não tivesse deparado com o nome na lista de programas, provavelmente não me lembraria de ir ver. Mas como começaram a exibi-la, decidi rever esta série de 1984, sobre um Anjo de Deus que é posto na terra para ajudar pessoas que vão passar por momentos difíceis. Descobri que a série também se encontra inteira no Youtube. 

Pensei que ia deparar-me com algo muito meloso, realizado de uma maneira cliché, típica dos anos 80. Engane-se quem pense que isso só aconteceu nos anos 80. Todas as épocas têm estilos. Nos anos 60 era aquela representação televisiva séria, teatral, com beijos teatrais de bocas que só se tocavam. Nos anos 70 surgiu o calão, a criminalidade e a violência. Nos anos 80, as séries de "bonzinhos e vilões", com bonzinhos a falar autênticos milagres de sobrevivência e com deixas muito corny, muito lamechas. Más de ouvir hoje. E esta década? Bom, temos os self made das redes sociais, com muita animação e uso sonoro. No cinema e TV temos um padrão terrível, de perseguições, disparos, aventura mirabulante e todas as deixas são ditas corridas e à vez. Isto são estilos de direcção. 

Contava que Um Anjo na Terra fosse exibir as características da sua época. Não é que escape muito mas, para a altura, fugiu de terminar um episódio, ou colocar música num episódio, ou de meter as personagens todas a falar de um jeito típico que só aparece na TV e Cinema da sua década. 

Mas apreços técnicos à parte, Um Anjo na Terra, conseguiu cativar-me. As histórias são simples mas contadas e escritas (muito bem escritas para os padrões da altura) de forma que ainda cativa e emociona. Nossa, para uma "chorona" como eu, emociona mesmo. Mas o mais interessante, o que a torna especial, é que sentimo-nos com vontade de amar o próximo. De o compreender, de dialogar, de afastar o ódio e viver só no bem. 

E isso, meus caros, faz uma falta tremenda!


Independentemente de quem poderá ter sido o artista na vida real, no ficcional, Michael Landon preocupou-se em passar as mensagens certas para a humanidade. Com nove filhos de três mulheres seguidas -dos quais nenhum aparentemente lhe seguiu as pisadas, decerto que algo menos bom se passou na sua vida. Mas isso não interessa agora, a série, vale a pena ver. 

Um Anjo na Terra devia ter remake

Vocês viam?



sexta-feira, 9 de setembro de 2022

 Estou num parque perto de casa. Deitada na "relva". Quando cheguei ja estava por perto um rapaz a tomar banhos de sol. E depois, outra pessoa se deitou no relvado a descansar.

Já me encontro ha uma hora no parque, quando subitamente me dou conta que nao está a chegar-me ao nariz nenhum odor a cigarro.

Isso seria impossivel em Inglaterra.

Tudo o que respiro é o ar que o vento traz ao passar pelas arvores. É delicioso. É o que gosto de sentir quando vou para parques.

Tambem nao existem pessoas a falar ao telemovel. Sossego. Silencio. So o ruido do vento na folhagem. Nem me incomoda mais o transito. Adoro!

Será que é mesmo como sinto? 

Aqui as pessoas, ao ir para o parque, vao mais pela natureza e menos para dar larga aos maus habitos? 

Ultimamente sinto que o meu lugar é aqui. 

Mas ainda nao pode ser. Nunca vai poder ser, até o inevitavel surgir. Muito triste sina a minha. Talvez a mais triste dentro das pessoas nascidas na minha condiçao.

É que as aparencias nunca sao o que parecem ser!

Vê-se por todo o parque cilindros plasticos a proteger novas plantaçoes de arvores. Sao quase todas paus. Ja sem planta. 

Reparei que no pedaço de chao que encontrei para me estender estava uma excepcao. Embora seca, a futura arvore ainda mantinha olhagem. Entao decidi rega-la. Espero que vingue e que, daqui ao dobro dos anos que hoje tenho, possa vir a este lugar para acompanhar seu crescimento.

No lugar que escolhi tambem apareceu um Robin! Pensei que este tipo de passaro nao existisse na zona. Os pardais ha anos qie desapareceram. Foi fantastico ver uma ave de identico porte. 

Ou serei eu que atraio estes animais?? 😃

Já tinha revelado, anos atras, que isso me acontecia muito la em Inglaterra. Ate julgaria comum, nao fosse a Gordazilla que ali morava ha uma decada me dizer que nunca tinha sido visitada pelo Robin.

Agora vou ter de partir deste paraiso (onde cigarras cantam! Nao existem em inglaterra). Porque outra "especie" decidiu visitar-me. 

E eu nao gosto nada nada dela.

A MOSCA!




terça-feira, 6 de setembro de 2022

O que é obsoleto é bom!

 

Tal como tecnologia obsoleta, este blogue já viu melhores dias. Mas nao e por isso que gosto menos do blogger.

Talvez ate goste mais. E nao o abandono. Embora me pareça, realmente, que esta a entrar na fase do canto do cisne e, em breve, acabe extinto pelos seus criadores.

Ultimamente tem andado muito às moscas. Posts com dois dias, tiveram 10 acessos e zero comentários. Tenho a minha meia-dúzia (menos) de fiéis comentadores que não quero de todo desmerecer. Mas no geral, o blog, assim como o blogger em si, parece estar com os dias contados. Cada vez menos pessoas parecem utiliza-lo, acabando por migrar para outras plataformas, como o instagram ou o twitter.

Tal como uma velha tecnologia. Falando nisso, precisei rever velhos hábitos. Soube tao bem!

Liguei os aparelhos que mantenho em Lisboa, mas que deixaram de ser usados com a minha ida para Inglaterra. Voltar a po-los a funcionar deixou-me com um sorriso aberto de canto a canto da boca. Senti-me feliz.

Comecei pelas cassetes de audio. Nao me lembrei de ir buscar o walkman, mas usei o deck de cassetes da aparelhagem que ha uns tempos me recusei substituir por outra entao mais moderna. 


Saudade! Saudade deste simples gesto. Carregar nos botoes ate chegar a outra musica... que sensacao boa!

O som das teclas... um bálsamo. 

E o outro som? O de rebobinar manualmente uma fita com... um lápis? Quem se lembra? 


Quando a fita prendeu num outro deck com menos uso tive de o fazer! 


Esta tecnologia antiga nunca se estraga. Um dano era recuperavel. Uma fita mastigada era novamente enrolada e esticada. E dura anos. Decadas. Ao contrario dos CDs e DVDs que a substituiu.

Depois foi a vez de ligar o rádio. Funciona muito bem! 



Finalmente, os meus preciosos leitores/gravadores VHS. Aqui veio a decepção e a alegria em simultaneo. A funcionar, mas já com problemas mecânicos para ejectar ou receber a cassete. Fiquei que tempos de volta de um, depois de o abrir - como costume, para conseguir remover a cassete que parou depois de ter decidido andar para a frente com a fita.



Removi, limpei as cabeças, roldanas e todas as partes mecânicas. 


Poder tocar nos botões, tal e qual como me habituei no passado. Usar uma tecnologia mais tactil e mecânica... adorei! Adorei carregar no play da cassete, andar para a frente, parar, carregar no stop e play... até encontrar a parte da música que pretendia. Super simples! E tão gratificante.

Pelo caminho, uma outra recordação:
Conseguem identificar o objecto?

Adiada ficou a experiencia com o gira-discos. Visto que alguém decidiu CORTAR o cabo de alimentação! Porém, discos de vinil nunca se estragam. Podem ficar armazenados por décadas! Ao contrário dos DVDs e outros suportes digitais. 

Sim, sou uma apaixonada por equipamento mecânico não digital. O que fazer? Adoro uma bela fita!

domingo, 4 de setembro de 2022

Domingo no Museu - 01

 Aproveitando a estada em Portugal, juntei a vontade de cultura com a entrada gratuita em museus, aos Domingos pela manha. E fui ao do azulejo.


Fui numa de ver e nem fotografar. Mas, às tantas, nao se resiste em "apanhar" uma imagem. 

Nao resisti a esta, de um cao segurando uma vela. Fiquei a pensar no que simbolizava e quem tera gostado tanto do animal que o quis preservar em imagem pintada em azulejo.

Tem coisas muito bonitas. Mas tambem me decepcionou a falta de correlaçao. Nao existe quase nada a explicar a Origem das peças. De onde vieram? A quem pertenceram? O que retratam? Quem as encomendou? De que paredes foram extraidas? Por vezes nem tinha legenda a explicar o simbolismo. 


Paineis de azulejo: existe uma legenda para o da esquerda mas nenhum para o da direita. Contexto historico: depois do terramoto de 1755 recorreu-se a colocacao de imagens de santos nas fachadas das casas em clemencia de proteccao.

Foi um dos pouquissimos contextos socioculturais que encontrei disponibilizado numa legenda. A maioria das imagens so menciona o tipo de material usado, as cores, a tecnica.  Neste sentido achei o espaço decepcionante. Sem descricao da cena retratada e outras informaçoes que considero relevantes. Faltando este contexto nao se consegue "enquadrar" tao bem os povos e sentir a "viagem no tempo".

Um aspecto positivo: instalei a app do museu no smartphone e obtive uma audio discriçao dos espaços. Nao é detalhada nos objectos. Centra-se nas tecnicas de azulejaria. Para quem nao conheçe nenhuma, acaba sendo uma informaçao visualmente dificil.  Mas é um contributo audio agradavel gravado numa boa voz. Tem para escolher portugues-ingles.

 Gostei muito da sala do coro Alto. Assim que entrei nesse espaço senti familiaridade, bem estar e serenidade. 

Todo o espaço esta coberto do teto ao chao com adornos em talha dourada, pinturas, e bancos de fileira dupla onde as freiras se juntavam para as rezas. (Informacao disponibilizada na app).

E tanta a informacao visual que, de inicio, escapa ao olhar o pormenor preservado por detras de cada vitrine de vidro. Sao reliquias santas. Ou seja: partes de ossadas tidas como pertencentes a pessoas santas.

Fotografia de reliquia santa, provavelmente um coracao no reliquario e obviamente ossos dos braços nos suportes desenhados com maos.


Quis saber a quem pertenciam. Afinal, numa igreja com a historia desta, decerto existem registos sobre os santos em exposicao. Mas se essa informacao existe e nao se perdeu, nao esta a ser disponibilizada pelos curadores do museu. 

Voltei a sentir que faltava isso. É preciso homenagear, reconhecer os autores, a origem e de quem foram quelas ossadas, assim como fazemos com as pessoas enterradas nos cemiterios.

Somente a visao de uma caveira humana  alertou os visitantes para o que estava armazenado ali. Muitos nao a viam ate alguem - como eu, parar para observar. A sua visao os visitantes estrangeiros teciam um unico comentario monosilabico, do genero "macabro".

Nao acho. Achei ate muito querido. Aqueles restos foram venerados e contemplados com absoluta devocao. As freiras que por ali passaram almejavam conseguir ser tao santas quanto aqueles a quem aqueles restos um dia pertenceram.

Era um objectivo, uma meta de toda uma vida. Fazer o bem, ajudar o proximo. Servir os principios do Senhor em toda a gloria. 

É tambem um simbolo de outros tempos e de um costume ja extinto. Hoje veneramos idolos de barro: artistas pop ou de cinema. Antigamente veneravam pessoas pias. 

Muda o alvo, nao a natureza humana.


O museu estava cheio. Cheguei perto da hora de abertura e sai duas horas depois. A fila estava entao com o triplo do tamanho. Nos visitantes só ouvi falar outras linguas: ingles, espanhol, italiano, outro dialecto mais nordico que nao reconheci e frances.

Visitas de portugueses so mesmo ja no patio a saida. Duas senhoras nos seus 80, portuguesas, tambem de saida. 

Nao e de surpreender que os trabalhadores do museu abordem todos ja no dialecto ingles. De boca fechada ninguem me imaginou portuguesa. Foi ao a abrir para comunicar que observei um tanto de surpresa.

Se os locais nao visitam museus - pelo menos aos Domingos, entao nao vejo mal algum que os turistas o façam. Os museus precisam de receitas. Os precos de admissao sao baixos quando comparados a muitos museus pelo mundo. Daí os turistas nao resistirem em aproveitar. Eles sabem que o acesso a este tipo de cultura costuma ser dispendiosa. Por preços baixos pode ir o pai, a mae, os tres filhos e ainda consideram barato.

Neste, crianças até 12 anos nao pagam. E sabiam que tem entrada livre a ex-combatentes ou suas viuvas?

Achei maravilhoso. Pelos vistos devido a um decreto lei datado de 2020. (?)

 


De caro só as souvenirs. Os valores cobrados foram criados a pensar nas bolsas dos  estrangeiros que tem maior poder de compra. Com valores de triplicar, somente alguem de passagem, a querer levar para casa um bom simbolo da estada em Portugal, pode decidir dispensar uns 50 euros por algo que valeria, noutro contexto, uns 12. 

Mas vale a pena visitar. Mesmo com toda aquela multidao! 😊















sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Casamento de Liliana e o ex Presidente do Sporting

 



Estava a passar na TV, portanto, fiquei a ver. Até finalizarem os votos. 
Não tendo acompanhado a casa do Big Brother, não faço ideia de como foram como concorrentes. Mas sabia quem eram pelo frison causado. Vi a cerimónia até terminarem de dizer um ao outro, os seus votos. Gostei de os ouvir. Foi bonito. Embora os dele tenham sido 99% centrados nas alfinetadas que ainda persiste em continuar a dar aqueles que criticaram a sua postura no jogo. Achei demasiado. Desnecessário. Ainda muito preso no que devia ser um passado. 

Reflectindo nos votos de cada um, ocorreu-me uma coisa. Este é um casamento onde uma mulher espera poder mudar um homem para melhor e um homem espera que uma mulher o faça mudar para melhor. 

Isto resulta? Tem futuro? Quando uma pessoa casa já a pensar numa mudança no parceiro e este já entra a pensar que esta será a fada que vai operar milagres? Será que se consegue? Pode, qualquer união, sobreviver nesta premissa?

Quero que vocês me ajudem. Com a vossa opinião, fruto da vossa experiência ou impressões. 

Isto é possível? 

terça-feira, 30 de agosto de 2022

 Olhem onde estou!


Pois é...

Voltei a pisar o meu chao. E é maravilhoso.

Pelo caminho cruzo com pessoas de pique-nique nas areas relvadas ou a descansar nos bancos frente ao rio. A primeira pessoa em que boto reparo audivel esta irritada, fala alto, ao telemovel. E fala em espanhol. De seguida oiço falar frances. E depois portugues. Seguido de ingles. E mais uns teens a falar de destinos romanticos e namorados em portugues.


Ja me tinham dito que passear na expo e escutar muitos estrangeiros e so os putos de escola parecem ser portugueses. Mas nao e coisa que me abale. Estou acostumada. E acho graca. Ups! Acabaram de passar por mim dois jovens a falar frances. Um fumava e o fumo daquele que usava uma camisa vermelha desportiva com o numero 3 entrou nos meus pulmoes. 

Mais dialectos. Que nao conheço. Misturados com portugues. "Os meus amigos do tenis chamam-me camelo" - diz em portugues com sotaque brasileiro uma criancinha inserida num grupo de excursao escolar de outras com o mesmo sotaque. Uma delas muito preocupada com a descoberta dos efeitos da poluiçao no ar.

Um casal exibicionista caminhando a minha frente decide parar, se vira de frente um para o outro para de beijar. Passam uns alemaes. Ou assim parece.

Muita gente! 

Vida.

Parques com crianças bricando. 

Um casal a falar hindi a tirar fotos para o instagram. Todas as conversas que meus ouvidos apanham enquanto faço este post sao sobre amores alheios ou pessoais. 

A minha esquerda a beleza de uma vasta massa de agua ondulante. 



E tou louca para encontrar uma casa de banho! 😆