terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Yes


Queria sentar-me no topo então coloquei o pé em cima do degrau e tomei impulso. Fiquei com o rabo elevado e a cabeça para baixo. De imediato o meu olhar parou na única palavra ali grafitada: "Yes".

Devido à posição em que me encontrava, deduzi a razão que levou alguém a escrever ali a palavra. É que se está no alto a olhar para um precipício. O olhar só vê esse precipício. Ora, o que uma pessoa a olhar para um precipício pode temer ou pensar? 




Teme cair ou pensa em se atirar. E daí achar que aquele singelo "Yes" não tinha nado de inofensivo. Foi colocado estrategicamente para alimentar ideias suicidas. 


Mas uma vez sentada, esse pensamento desapareceu e a paisagem tomou conta. Foi no miradouro de Santa Luzia, em Lisboa, talvez também conhecido por Miradouro das Portas do Sol, devido à proximidade de um e outro. 




E vocês, o que acham que pode significar o yes?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Quem entende de bacalhau?

Para minha tristeza fui encontrar umas postas de bacalhau que tinha guardadas neste estado:


Estão cor-de-rosa!

Fico triste... sou quase incapaz de cometer desperdícios, e isto parece-me um. Além do bacalhau não ser um peixe muito barato, estas postas foram especialmente selecionadas para mim. Teria-as congelado se não fosse pela total falta de espaço ou as teria resguardadas ao ar livre no anexo à cozinha, não fosse saber que o odor que imitem certamente ia incomodar alguém. Então mantive-as no saco, que estava selado a vácuo. Pensei que estavam a salvo. Mas o vácuo não resultou.

Pesquisei na internet mas fiquei sem entender se podem ser consumidas ou são um veneno para a saúde. 
A minha intuição diz-me que vermelho é cor de veneno... e para nas as consumir. Snif!


O que sabem sobre bacalhau?

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Qual das versões preferem?





Qual das versões preferem?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A vida é justa?


Estou desempregada por isso vivo em casa. Já os meus colegas estão empregados, mas vejo-os todos os dias em casa também. Nada contra, mas estou nesta situação contra a minha vontade. Eles gostam. E ainda por cima, têm o privilégio de manter o estatuto de "trabalhadores". Isso é que me revolta e entristece. O meu futuro pode estar comprometido com esta pausa forçada. O deles não tem esse problema. Faz cinco dias que a rapariga mais nova não vai trabalhar. O rapaz, três. Só uma cumpre quase sempre os habituais cinco dias da semana, com folga ao sábado e domingo. Ao todo somos cinco. Eu estou em casa por força maior e ainda assim tento não estar. Mais outros três "empregados" que conseguem não ir trabalhar. Quando quiserem candidatar-se a outro emprego, vão apresentar um "curriculo" de ocupação contínua que, na prática, é mais ficção que outra coisa.

A vida é justa?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Dia dos Namorados


Sobre esta ocasião não ia pronunciar-me. Reparei, claro, nos corações por todo o lado, nas prateleiras das lojas cheias de artigos temáticos à paixão e nas rosas vermelhas. Porém, não produziu efeitos emocionais alguns. Foi somente quanto caminhava na rua que vi. O único instante em que senti que era Dia dos Namorados


E pronto: ver um casal de mãos dadas foi o que despoletou em mim essa percepção.

Nenhum dos muitos bouquets minimalistas que reparei estarem nas mãos de homens me emocionou. Nenhum homem a rondar prateleiras cheias de artigos vermelhos e cor de rosa, à procura daquela coisa que espera que a namorada vá gostar mas que não vai custar muito dinheiro, nenhuma destas visões de consumo me fez sentir a data.


Foram duas mãos segurando uma na outra. Suporte, apoio, amor


O significado da data não está nos corações, nem no vermelho, nem nas flores compradas todos os anos para não se perder tempo a pensar noutro tipo de oferenda, ou no artigo barato com ar infantil e mimoso que o namorado procura um tanto a contra-gosto para oferecer mais por obrigação e receio do que por vontade. 


Alternativa 1
Alternativa dois: cholocate bem barato, em forma de rosa
(para os muito forretas)


Aquela que teria sido a minha escolha.
Adorei estas joaninhas vasos. Em metal, com arame que
torna cada peça amovível. 

Ursos para quem abre mais a carteira ou ainda não tem a
sua "amada/o" seguro.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Pira?



Excelente mantra. Concordam?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Cotas da descriminação


Após uma conversa alongada com a nova colega sobre oportunidades e cotas, subi ao quarto exausta e com a sensação de desolação. "Se calhar sou eu que estou errada" - pensei. "Devo ter andado a minha vida inteira errada...".


Acredito que as pessoas, independente da sua condição inicial, devem ter oportunidades para atingir um objectivo. Mas não acho que devam ser seleccionadas por cotas - ou seja: raça, etnia, orientação sexual, género ou estatuto. Devem todas chegar lá, terem as mesmas oportunidades para se instruírem, mas, aquando a escolha, que esta recaia sobre os resultados, não sobre a cor da pele, orientação sexual, etc. 

Esta nova colega, de descendência Africana, não pensa assim. Ela defende a selecção por percentagem. A italiana-mais-velha, que escutava a conversa, também criticou acaloradamente o meu ponto de vista, dizendo que eu era ingénua. Admito, tenho um idealismo que muitas vezes me faz soar ingénua. De modo que saí da conversa a pensar se o que sinto está errado. Estes conceitos que nos são incutidos de igualdade... Até mesmo de justiça. Terei-os eu imaturos?

Sei que o mundo não é perfeito. O que agora se chama de cota bem se pode comparar ao que se chama de cunha. 

Mas o que é que a sociedade deve transformar em lei? Se formos a aceitar que as empresas contratem profissionais por cotas, estamos a efectuar uma impactante mudança social. Acho que é incorrecto  em relação a uma selecção por mérito. Parece-me uma medida discriminatória, que nada faz para combater injustiças, visto que actua com base na descriminação. Acaba que é insultuosa até para os indivíduos com mérito que possam dela ser beneficiados. 

Saí da conversa a por em causa os meus conceitos de igualdade e justiça. Estarei desajustada com a realidade? Deve a pressão moldar conceitos universais?


Para tirar a mente destas demagogias, fui ver um episódio de Casos Forenses, um programa antigo sobre crimes de homicídio no qual a ciência Forense desempenha um papel decisivo na identificação do criminoso. No episódio em causa, surge a especialista forense Joyce Gilchrish. Uma mulher negra, com ar de quem sabe do que está a falar. "Ora aqui está uma mulher negra que chegou longe" - pensei. Acreditando que isso se deveu porque teve oportunidades e revelou mérito, o que a permitiu destacar-se na especialidade da química.

Depois vou ler a secção de comentários e deparo-me com uma enorme surpresa: a especialista foi acusada de falsificar provas forenses. Em 21 anos de carreira, Joyce testemunhou em mais de 3000(!) casos e ficou conhecida pelo apelido de "Magia Negra" por ser capaz de ter certezas onde outros colegas seus não conseguiam. Graças às suas conclusões forenses, muitas pessoas foram condenadas, entre as quais 23 homens sentenciados com a pena de morte, doze das quais foram executados. 

Fiquei aterrorizada. Isto para mim foi providencial, pois solidificou a importância do mérito e tornou visível o perigo das cotas. Porquê esta mulher subiu meteoricamente? Por ser negra? Porque foi promovida precocemente? Pela cor da pele? Se outros colegas colocavam em dúvida a sua competência como cheguei a ler, porque trabalhou ela 21 anos? 

Talvez por ser negra, mulher, símbolo das minorias, quem falasse mal ou pusesse em causa podia ser considerado de "mau tom"... racismo. 

Provavelmente, desde o início, a sua origem foi o que lhe abriu as portas. Certamente não foi a competência. Neste programa parecia tê-la, mas aparentar e ser são coisas distintas. Também me parece que era desprovida de uma sã consciência.  Como pode ela forjar provas?? E viver anos e anos despreocupada com a consequência dos seus desmandos? Esta mulher acabou por ser uma assassina! 


Alguns homens por ela ajudados a condenar, tiveram as provas forenses revistas por outros tantos cientistas e comprovou-se que eram inocentes! A irresponsabilidade, falta de ética, falta de tudo desta «especialista» forense causou danos irreversíveis: a perda de anos de vida livre, décadas de clausura, aquele aperto constante no coração dos familiares, a amargura de se saber inocente e condenado, o ser-se associado a um crime hediondo que não se cometeu...

E tudo isto, se calhar, por ela ser negra.
Por ficar "mal" ir contra uma profissional em ascensão que é de uma etnia/minoria.



Volto a esta imagem. O meu ponto de vista é este: deve-se dar a mesma oportunidade a todos. Todos ficam com os rostos acima do muro. Todos vêm o jogo de futebol. Mas se os três o quiserem comentar e só um possa ser selecionado, então que seja o mais eficiente.


Eu nao vou querer um cirurgião a operar-me se este não tiver competência para tal. Quero acreditar que qualquer um que me aparece à frente é competente. É bom! E se for indiano (como muitos por aqui no UK), ou de outra etnia qualquer, quero continuar a admirar a sua competência e a imaginar a sua luta. Não é reconfortante imaginar que é a condição etnica/social que o transformou em médico. 

Esta pode ser uma alavanca, mas não deve ser um caminho.

Entendem

sábado, 26 de janeiro de 2019

Mitos e Verdades da saúde Humana



Encontrei isto e assisti por curiosidade. Partilho porque acabei por achar interessante e importante. Hollywood, o cinema e a televisão deturpam para o glamour e prazer algo que não é nem tão simples, nem tão rápido nem tão pouco tão maravilhoso quanto a ficção costuma pintar. Quebrar mitos é importante. 


E já agora, este tem uma introdução bem clara. Vale a pena espreitar.