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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Comida processada: os resultados

 

Não é novidade para muitos que me conhecem de perto: eu só como comida processada. 

Não por gosto, mas por ser prático.
Não cozinho. 
Não por não gostar, mas por falta de tempo e por fadiga resultante dos esforços no trabalho. 

Eu só como PORCARIA. 

E faz quase uma década de constante ingestão de... comida processada. 


Minhas refeições consistem em noodles em copo, massas como lasanha e novelinhos com atum ultra-congeladas, arroz com galinha ultra congelado, fish pie ultracongelada, panados de peixe ultracongelados, pizza ultracongelada, chocolates, bolachas, gelados e mais recentemente, gomas. Bebidas, costumava ser só água. Mas a semana passada comprei uma dúzia de latas de "chá" com gás, a um preço apetecível de 0.25 centimos que me fez querer arriscar consumir para receber um "boost" de energia quando a sinto em baixo no emprego. 

Acabo que, no emprego, estou até demasiado ocupada para beber a bebida. Acaba por ser em casa, quando quero descansar, que consumo a bebida açucarada. Talvez por ser "chá", acho que me faz ir ao WC umas 10 vezes seguidas. Aliás, no meu dia de descanso, que começa esta noite para amanhã, a coisa que acabei de constatar que acontece de diferente é que as idas à "casinha" são substancialmente maiores. 

Li esta notícia


 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

A ingenuidade como chapada na cara



A presença do novo inquilino já me serviu de aprendizagem. 
Não sabia que convidar alguém do género oposto a entrar na tua casa significa que vão ter sexo. Nos filmes, sempre foi assim, eu sei! Mas só depois de um dinner date.  


Pois vos digo que nem isso é preciso mais. Um encontro, um jantar... já não se usam. Basta trocar um olá e nesse acordo mútuo e mudo de palavras diretas entre dois estranhos, sai sexo.  

Agora compreendo porquê o gajo foi embora. Não apanhei nenhum sinal destes modernos que me estava a enviar. Coitado... ficou ali à espera e... nada. 

Quem manda se meter com uma jumenta como eu? Ahah.

Ainda sou do tempo.... um tempo que não existe mais.

Mesmo com rodeios, ainda se usavam palavras claras de interesse. Hoje diz-se tudo menos essas palavras. O sentido da pergunta "onde vais quando acabar o teu turno?" é "anda ter sexo".  Ele bem que me perguntou "onde vais agora? Eu levo-te a casa". 

O simples facto de alguém do sexo oposto abordar-te é de imediato interpretado como interesse sexual. Tudo tem duplo sentido. E eu, na minha santinha ingenuidade... Longe de imaginar tais coisas, pelo menos dirigidas a mim e vindo de alguém como ele. 

Não há dúvidas: Sou mesmo feita de outro molde.
Cai do cavalo, este continuou a galope e eu fiquei a pé. 
Sim, vou pendurar as chuteiras e ficar tranquila.