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sábado, 19 de julho de 2025

Injustiça SOCIAL que a Lei permite

 O filme que acabei de ver passou hoje no AXN Filmes. Chama-se 99 casas. E chorei dolorosamente ao vê-lo. Não é um filme de terror, é um filme real, com injustiças reais. Daí ser tão perturbador. Chorei devido a uma sensação pesada de perturbação e angústia. O tipo de coisa que pesa na alma e nos deixa num desconforto total. 



Este acima aqui no vídeo é um homem super carismático que fez fortuna sem pagar impostos. Como? Bom, ele investe em imobiliário. Ou seja: ele usa o mesmo sistema que nos entala a todos para dele tirar benefícios. 

Isto é possível só para quem entende muito bem de finanças, banca, leis. Porque numa coisa ele está correto: Nós, cidadãos comuns, NÃO SOMOS EDUCADOS para realmente entender o que importa. Porque se fossemos, deixaria de existir contribuintes para dar dinheiro ao Estado e reduziria drasticamente o numero de pessoas que podem ser exploradas a trabalhar que nem cães em troca de um salário que já sofre uns tantos cortes e tem de servir para pagar as tuas dívidas a conta-gotas, durante toda a vida. 

O filme 99 casas, aborda esta situação dos investimentos Imobiliários e dos Bancos, que, ao emprestarem dinheiro a juros para a compra de uma casa, quando a pessoa não paga umas prestações, toma a propriedade para si e despejam os inquilinos. Estes, sem ter para onde ir, ficam literalmente na rua. Com todos os seus pertences no chão. Prontos a ser saqueados por vizinhos inescrupulosos ou quem quer que seja. 

Isto é deveras perturbador. Talvez tenha acontecido comigo noutra encarnação porque a possibilidade sempre me assustou. Imaginem estar a pagar a própria casa aos poucos, depois algo acontece, tiram-te a casa e colocam-te na rua! Não importa a idade que tens. Se és jovem, tens mais hipóteses de ir à luta mas na terceira idade... 

Foi exatamente nesse momento do filme que desabei num choro pesado, por não aguentar mais ver a sucessão de despejos apresentados no filme. Quando chega à parte em que quem atende à porta é um senhor idoso, agora viúvo... desabei. É doloroso. Um homem que trabalhou a vida inteira para ter um teto debaixo da cabeça com filho distante de quem perdeu o rasto e é despejado na rua.... ele diz que já não conhece nenhum dos seus vizinhos. Que viveu naquela casa a vida inteira... que a esposa e ele pagaram as prestações... Mas o tribunal decretou que fosse despejado.  Em segundos foi posto na rua, a segurar uma caixa de papelão com algumas bugigangas no interior. Quando tinha paredes e uma casa para morar apenas segundos antes. 

A ganância e as "leis" não têm problemas em transformar pessoas trabalhadoras em indigentes. 


E é aqui que entra o exemplo do "Pai rico, pai pobre" - pois foi assim que este investidor no ramo imobiliário, Robert Kiyosaki se capultou para a fama. Escreveu um livro com este título, passou a dar entrevistas e, sendo carismático, as pessoas começaram a falar dele e de suas ideias. 

Numa dessas entrevistas que vi há uns largos anos, ele a mulher, num podcast, falavam de como era gerir as casas. Lembro de dizerem que precisavam de encontrar ajuda, porque já tinham muitas casas. Alguém lhes deu o nome de um ótimo gestor e, ao contactá-lo, receberam como resposta: "Não faço menos de 1000 casas. Quando tiverem mais de 1000 casas venham ter comigo". 

Imaginem o que é... 

A injustiça deste mundo quando eu, sonho com casa própria desde crianças, sigo as "leis" todas.. e não atinjo essa meta. E outros são donos de mais casas do que aquelas que alguma vez possam precisar.

Nesse vídeo do casal, Robert explica como a esposa teve de despejar um homem com dois filhos na véspera de Natal. "Não se pode ser emocional". 

Foi ao ver a sua esposa descrever o acontecido que comecei a olhar para estas pessoas com piores olhos. Véspera de Natal, um pai com dois filhos... e levam a polícia para os colocar na rua. "Os pertences, os sofás, o colchão ficou tudo na rua". "Na manhã seguinte muito já tinha desaparecido, porque os vizinhos pilharam as coisas". 

Fiquei a pensar foi no homem que ele despejou. Aposto que esse não o vê com olhos de admiração e culto. Pelo contrário. Percebi então que não há homem rico que não tenha agido mal para manter a sua fortuna. Despejar uma família com crianças na véspera de Natal... e achar isso um bom exemplo é... para mim, o perfeito exemplo do quando o ser humano pode se revelar um nojo como pessoa. 

 Eu entendo os dois lados. Mas não aceito que este seja o resultado e que nenhuma lei faculte amparo a quem se ve desamparado e com filhos!


Só se isto é exclusivo da América? Não, não deve ser... tenho a certeza que em Portugal a coisa não deve andar longe... Alguém me disse uma vez que aqui no Reino Unido ninguém despeja uma casa onde existam crianças... Não sei se é ou não verdade. Mas, por mais que revolte ver jovens a ter mais crianças para manter as ajudas e benefícios do Estado, como rendas a 90 euros por MÊS, a ideia de os colocarem a todos na rua também não está certa.

É todo o mundo a explorar todo o mundo. O Estado ajuda estas famílias, com o dinheiro de pessoas como eu. Pessoas que fazem tudo "certinho" como manda a lei e a moral, trabalha que nem escravo para ganhar uns trocos no final do mês, pagar suas contas e seus impostos. E a Banca facilita a vida a quem lhes dá garantias de um retorno substancial, permitindo a pessoas como Robert ganhar dinheiro e dar dinheiro à Banca. Mas alguém sempre sai derrotado. E esse alguém somos "nós" os restantes 99% da população.

Meter o dinheiro em frente da humanidade. 

O filme relata isso mesmo. Vejam e depois voltem e contem se também choraram de horror.  

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Novidades sem novidades

Já passaram alguns dias desde que fiz um post. Isso deve-se maioritariamente ao facto de ter mudado de horario de trabalho.

A agencia estava a cancelar, reduzir para metade e a limitar os turnos para tres por semana. Em alternativa disponibilizaram o turno da noite. Por enquanto este tem a duração de oito horas, cinco dias por semana. Mas também este pode ser cancelado.

Sinto-me um pouco manipulada, porque sei que outros continuam a receber ofertas para o turno da tarde, aquele que eu fazia.

Suspeito que tem os seus favoritos e numa lista à parte, colocam os nomes daqueles que acham que podem dispensar.

Mesmo sendo dificil aguentar as noites a trabalhar, porque de seguida mal se consegue dormir, prefiro que me dem turnos certos do que estar diariamente a temer receber a temível mensagem: "o seu turno foi cancelado".  Isso causava-me profunda ansiedade.

No último sábado fez-me chorar baba e ranho por umas três horas. (Pronto, ate o dia seguinte, mas presumo que foi apenas o catalizador para o facto de tudo parecer estar a desmoronar).

Tenho uma vida laboral incerta.

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Quanto há casa, ao final de um mês ainda estou à procura. Aquela que partilhei aqui como estando a ser renovada para ser ocupada em uma semana, continua fechada e sem sinais de estar pronta.

A busca tem-me feito perceber que estou numa excelente casa. Feita à medida das minhas necessidades. Facto que a gorda sabe muito bem. Por isso é tão possessiva a respeito do espaço e quer ser ela a mandar e a tomar as decisões que a afectam: novos inquilinos, material de limpeza, arrumos, decoração, uso do espaço comum, etc.

Quando fala diz que a "decisão é do senhorio" mas ela age como o grilo falante: está sempre a sussurrar no ouvido dele o que este deve pensar e como deve agir.

Puro veneno manipulador destila a Godzilla.

(Pronto, ficam a saber o cognome que lhe atribuí depois de sentir o chão da sala a tremer e a mesa a abanar à sua passagem).

E não, nao foi imaginação. Deve ter pisado num sitio especifico que provocou o abanar mas se nao fosse tao pesada, não teria surtido efeito. E conhecendo-lhe o caracter de vibora venenosa, achei que de subito tinha-me surgido o equivalente ao trato dado por ela quando falava de mim com outros "fratelos".

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Quanto as dores da paixonite, que haviam regressado devastando-me por dentro tal como aconteceu no verão passado, depois da reza a Eles, fiquei muito mais serena. Nem quero pensar nisso. Não me foge o pensamento para ele. Isso sim, é um milagre. Sei que é, só pode ter sido intervenção vinda do além. Pode não durar mas agradeço que esta dor- a pior de todas- tenha desaparecido.

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E é isto. Novidades sem novidade.

E vocês? Têm alguma?