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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

É por aqui que vieste ao MUNDO

 


A DOR DO PARTO 

"O corpo Humano só pode suportar 45 unidades de dor. Durante o parto, uma mulher suporta até 57, o que equivale a 20 OSSOS quebrados todos de uma só VEZ.

Respeite o género feminino. Tome consciência do que nos diferencia e ame o amor capaz de suportar tamanha dor".


Encontrei esta informação na internet. 

O que acham?

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Qual escolheriam?



Qual preferem? Porquê?

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Natureza da mulher, a sua resiliência e a misoginia


Sou da opinião  que as ideias de misoginia têm vindo a aumentar. Nesta sociedade cada vez mais evolutiva e permissiva, pode-se ir de biquini ou mesmo nua para a praia, contudo, ainda é muito visível o quanto alguns sentem ódio e mais ainda MEDO de mulheres, ao ponto de tudo fazerem para lhes reduzir a importância, a capacidade, o valor, a sua existência, as suas ideias, etc e tal.

Parte de um motivo que identifico como a causa para este fenómeno (que nunca vai ter fim, acho que a natureza de uns não o permite) surge com esta própria evolução. O facto da mulher trabalhar fora de casa, dentro de casa e ir para um hospital dar à luz  - é tudo considerado banal.

Essa banalidade torna CEGOS muitos que têm dificuldade em ver. Os que não conseguem, até hoje, obter das mulheres o que imaginam que elas devem dar, os que só pensam com um neurónio e só olham para o próprio umbigo, os que têm uma visão do mundo tão limitada que nem um grão de poeira se lhe compara...


Se as facilidades tecnológicas vieram a facilitar a vida, de homens e mulheres, por vezes também dessensibiliza. 

E é por isto que deixo aqui dois excertos de assentos de Baptismo
Leiam. Assimilem.

Se já se perguntaram de onde a criatura feminina, mulher, mãe, vai buscar a sua capacidade de resiliência, acho que aqui encontram uma resposta...




Está no seu ADN. É a sua natureza.

domingo, 1 de maio de 2016

Ainda sobre este dia


Esqueci de mencionar o Pingo Doce a avisar-me dos 50% de desconto em todos os produtos, das dezenas de páginas sugeridas pelo facebook cada qual a lembrar os seus descontos para este dia, as ofertas, as mensagens nos murais das respectivas mães que nunca são privadas e a cada novo «gosto» saltam para o topo de feed da página, as fotomontagens, os textos que se desejam partilhados, a imagens repetidas e re-partilhadas até à exaustão, neste dia que chega incluído com dizeres espanhóis e americanos. O melhor é mesmo fugir das redes sociais em dias como este. Pois até está um belo dia lá fora!












Dia nas redes

Hoje é dia da mãe. Geralmente não viria aqui fazer um post sobre o obvio - não faz o meu género. E como não faz, não é sobre o óbvio que vim falar. 

A abordagem é o dia da mãe agora que existem redes sociais - como o facebook

Tinha indicação de mensagem não lida no chat desta rede social e fui espreitar. 
Quando se carrega no ícone surge também uma sequência de últimas mensagens enviadas e para minha surpresa todas mostravam uma mesma imagem

O que poderia ser? No Chat? É uma daquelas mensagens onde se escreve "Se não enviares a 7 pessoas nos próximos 5 minutos vais morrer?" - reflecti.


Não. Eram várias mensagens com o mesmo princípio de envio em série, mas por ser dia da mãe.


Okay...

Então agora é assim que se celebra o dia? Ao invés de se ir ter com a mãe, presentear em pessoa ou telefonar que seja? Não que as pessoas que celebram o dia no facebook e ainda têm mãe não façam também estas coisas. Mas acho que definitivamente tudo mudou.

Imagem das mensagens em chat. Total: 10
E nem se gasta dinheiro em flores de verdade :)

O facebook está inundado até enjoar com posts sobre o dia da mãe. São mães a postarem sobre o seu próprio dia, são filhos a postar fotos ou imagens com dizeres, são outros tantos a recordar que já não têm mãe... até à campa da falecida tive o prazer de ser apresentada.


É uma concentração muito elevada - a que o facebook armazena. Uma autêntica overdose. O dia pode virar um pesadelo se começar assim :)

Nota: este post teve imensa dificuldade em ser finalizado devido aos terroristas ruidosos que habitam por cima da minha cabeça. A esses desejo que o ISIS os venha reclamar para junto deles. lol. Inferno!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Sacrifício maternal - conceito e exemplo


«TRABALHAR».
Até há poucos anos, era raro uma mulher trabalhar fora de casa. Geralmente ficavam a tomar conta dos filhos e isso era o seu "emprego". Não remunerado, algo solitário e de horizontes meio limitados.


Hoje quase todas as mulheres têm de trabalhar. Até porque os homens assumiram mais descontraidamente o seu lado de madriões e a alguns não lhes custa nada ficar encostados o dia todo no sofá de casa anos a fio, a comer e a beber, enquanto a mulher se encarrega de ganhar o sustento e levar os filhos à creche. 


Mas o que não concordo é que a sociedade eleve o estatuto destas mulheres ao de "sacrificadas-heróicas". Sacrificadas porque têm de trabalhar e ao mesmo tempo são mães? Heróicas porque conciliam as duas coisas? 

Está certo que uma mulher é multitasking e a maioria continua a ter um papel muito ativo nos dois patamares. Mas não é verdade que seja uma «sacrificada», por ter de ir trabalhar ao invés de ficar em casa a cuidar dos filhos. SACRIFICADAS foram todas aquelas que, sentindo apetência para outros vôos, viveram numa época em que à mulher as asas para esses vôos lhes eram cortadas. SACRIFICADAS foram as que ficaram em casa a cuidar dos filhos.

Sejamos sinceras: cuidar de crianças custa. Muito! É gritos o dia inteiro. É um frenezim de energia e uma imensidão de trabalhos para fazer. Mal acaba um, começa outro. É dar banho, é dar de comer, é vestir, é acatar os brinquedos, é educar, é cuidar, é tudo! E dura 24 horas, sem intervalo.

Naturalmente, uma mulher que tem um emprego no qual se refugiar, vê nisso uma BENÇÃO. Ah, uma folga de 8h dos filhos, que delícia! O contacto com outras pessoas, com outros assuntos e actividades de pessoas crescidas. Um autêntico bálsamo! 


Depois estas mulheres, que trabalham e cujos filhos ficam aos encargos dos avós para economizar as finanças ou parcialmente no infantário, para poupar mais uns tostões, dizem que é "duro". Pois claro que é. Sem dúvida. Mas imaginem lá o tão duro que seria se fossem mães a tempo inteiro?


Não é por isso de admirar que ainda a baixa de parto não terminou e muitas já estejam ansiosas para regressar ao trabalho FORA de casa. Custa deixar um bebezinho? Custa. Mas custa mais estar 24h a cuidar dele.

Quem se «sacrifiou»?


Dêm é valor à família ou infraestruturas que têm ao vosso dispor. Porque de parabéns estão os avós que ficam o dia todo com esse frenezim de energia, que acompanham e que cuidam para que, uns anos mais tarde, os «louros» sejam todos para os pais. E os avós acabem numa casa de repouso, com poucas visitas da família. Se não fossem esses avôs, já cansados mas que vão buscar paciência sabe-se lá de onde (às tantas não têm tanta quanto deviam) e os infantários e creches, as mães teriam de estar sempre, 24h sobre 24h, com os filhos. E digam lá: é ou não é bom chegar a casa (principalmente após um dia mau) e receber aquele sorrisinho e aquele abraço e amor incondicional? Uma horinha com o rebento até ele ir para a caminha e no dia seguinte, no final do dia, ficar com a parte melhor e não ter de lidar com a outra? Claro que é. Bem sei que uma mulher, a menos que tenha babá e empregados domésticos diversos, acaba sempre por ter de viver «as outras situações» também. Mas é menos, numa escala muito menor. E não fica privada do contacto com outros adultos e das conversas sobre outros assuntos que não bebés, fraldas e chupetas.

Sacrificadas? NOT!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O dia das mães na versão FACEBOOK

Só posso rir disto.
Uma pessoa que conheço postou no facebook as lembranças que os filhos lhe fizeram neste dia especial que é o dia da mãe. Em troca vi-a dar uma chapada a um.
Outra postou fotografias idílicas deste dia, toda cheia de sorrisos. Sei que passou o dia todo com um feitio insuportável e a implicar com tudo e todos.
Outra postou imagens fofinhas e queridas sobre o dia da mãe mas na vida real mal lhe fala e maltrata-a quase sempre.

No facebook existe muito mais amor do que na prática se constata.

A mother's day on a Facebook page...
... Is much different from reality, isn't it?  
I know a person that published in her facebook's wall the presents her children made for her in this special day. I saw her slap one in the face today.  
Another one posted beautiful pictures of what it seemed a perfect day but I know she was a bitch all day long, amberable really. Another mother posts beautiful sayings and lovely pictures about how special it is to have moms, but does not speak with her mother and when it does is extremely aggressive. Oh facebook really... what lies do you conceal!  

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Admirável jovem mãe

Quando era mais nova, no início dos vinte, discordava quando ouvia algumas pessoas dizerem:
"Oh, coitada desta rapariga. Tão nova e já com um filho para cuidar".
-"Admiro esta rapariga porque já é mãe".

"Oh, coitada desta rapariga. Tão nova e já com um filho para cuidar".
Eu era tão ou mais nova do que as visadas e me sentia preparada para ser mãe. Mais do que isso: era o relógio biológico a falar. Podia não estar muito bem preparada para outras coisas na vida, é bem verdade, mas para a maternidade estava. E o que era mais importante, aquilo que ninguém dizia mas eu sentia, é que com um filho como responsabilidade eu sabia que ia ganhar força. Que ter uma criança pela qual sou responsável me traria garra, despertaria em mim um móbil para jamais esmorecer na vida. Porque o melhor para mim seria no fundo para ela. Por ela. E sem ela essa força e dedicação eu não ia ter. 

-"Admiro esta rapariga porque já é mãe".
Ouvia mais isto quando faziam referência a jovens que não foram mães por planeamento, mas por acharem que com elas nada disso podia acontecer. Ouvia isto dirigido a jovens que tiveram apoio de algumas pessoas para se erguerem. Sim, eram mães. Mas eram mães apoiadas em alguém, não foram rejeitadas e descartadas por todos os parentes, pelo menos que o soubesse. Tinham um bom emprego porque alguém fez rapidamente por o arranjar. Porque a sociedade se compadece da sua situação. E se calhar tratam de ajudar com mais facilidade do que ajudariam uma jovem da mesma idade que não se visse grávida mas que também não tivesse nada seu. Casa própria arranjava-se em pouco tempo, ajudas de custo também. Tudo isto porque as pessoas sentem pena e tendem a ajudar na medida do possível para apressar a independência da jovem futura mãe e salvaguardar a vida do bebé.

Depois existe uma avó ou tia para ficar com a criança o resto do dia e eventualmente a criança começa a frequentar a creche. É uma vida igual a quem é mãe menos jovem, apenas se apressam as coisas e a pessoa ao invés de as ter de conquistar primeiro de uma forma, a meu ver, tão ou mais árdua, e ter filhos depois, inverte a situação e conquista as coisas um pouco sozinha é verdade, mas também um pouco com ajuda. Ajuda preciosa, de quem a quer dar que é o que importa. E este tipo de ajuda nem sempre cruza o caminho de toda a gente.

Mas não achava nada de admirável nisto de ser mãe por ter tido relações sexuais sem recorrer a meios contraceptivos como se com com esta jovem em particular não pudesse acontecer uma gravidez, como se tal possibilidade da natureza fosse inferior à sua inteligência e tivesse de se subjugar ao seu desejo. Nessa altivez ou inconsequência não encontrava nada de admirável. Também não admirava a escolha de prosseguir com a gravidez quando podia escolher abortar ou simplesmente já não foi a tempo de o fazer. Nisto não encontro admiração.








quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ser mãe ou não ser mãe, eis a questão...

Porquê só chamam mães àquelas que tiveram um parto?

Há muitas mais mães que essas, felizmente. Há até crianças de 14 aninhos que já são mães, faltando-lhes apenas experiência de vida. E também existem pais que só foram biologicamente pais. Há mães de parto que dão cabo dos filhos e lançam para a sociedade indivíduos com as "articulações" aleijadas. E existem outras sem qualquer parentesco ou parto que são "mães" que criam seres sadios. O bom é quando uma mãe de parto é também uma mãe sã que cria um filho são. Mas também existem muitos exemplos em que não é isso que acontece. Deve a sociedade julgar a mulher sem filhos que é mais mãe que as mães que parem mas não sabem bem criar?



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mulheres que não deviam ser MÃES

Há mulheres que não deviam ser mães. Algumas mulheres dizem que não querem ser mães. E tomam essa decisão. Para algumas pessoas isso causa estranheza. Eu aceito a decisão de cada um, o direito de escolha. Cada um sabe do interior de si.

Só tive uma amiga que sempre disse que não queria ser mãe, que gostava das crianças dos outros e elas gostavam dela mas que não sentia, não se imaginava e não queria mesmo ser mãe. Respeitei mas sempre lhe disse que um dia isso ia mudar. Ela garantiu-me que não. Passados 15 anos e um aborto espontâneo, está quase a dar à luz - algo que nos últimos anos tem desejado desesperadamente.
Mas respeito quem não o quer. Os motivos lá o sabem - não os questiono. E por vezes penso mesmo: algumas não deviam ser mesmo. Porque o que existe é apenas a possibilidade biológica de o virem a ser. Efectivamente todos os outros requisitos estão em falta. Pensem bem nos motivos que podem levar algumas mulheres a querer ser mães.

1) Sentem o instinto da maternidade?
2) Querem transmitir ensinamentos para os filhos?

1) Querem prender o parceiro e levá-lo ao casamento.
2) Querem porque querem, porque já está na altura e se as outras têm elas também têm de ter porque não são menos que ninguém.
3) Querem porque é o que todos fazem
4) Querem para na velhice terem de quem exigir ou cobrar cuidados e a própria vida

Conheci uma pessoa numa relação que um dia pretendia ser mãe. Mas por enquanto tinha um gato. E maltratava o gato. Por qualquer coisa o animal estava a ser castigado. Ela fechava-o a maior parte da vezes. Batia-lhe com o chinelo. Não lhe dava comida e tentava assim obrigar o animal a se comportar como ela queria e mais nada. Não tinha paciência nem sensibilidade. A melhor amiga costumava dizer que se ela já era assim sem filhos, imaginá-la com uns era saber que não os podia ter. Era uma pessoa amarga, que cobrava demasiado dos outros, que achava que todos lhe deviam e ninguém lhe pagava. Que contava dramas familiares como se mais ninguém os tivesse e mendigava por afecto que não gostava de partilhar. O fio do fusível era-lhe muito curto. Falava num tom de voz doce mas que depressa ascendia ao grito e sempre era agressiva.

Para este género de pessoas, chantagistas emocionais, cobradoras, devia existir algo que lhe negasse essa possibilidade - para assim não poderem dar cabo de uma inocente vida.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A propósito deste tipo de FATALIDADE...

O que leva uma mãe a matar um filho?
(link com explicações muito fracas e limitadas, mas um ponto de vista ainda assim)

Abre-se o jornal e lá estão escarrapachadas todo o género de notícias fatais: mortes por acidente e por crime. Mas ultimamente têm surgido umas particularmente difíceis de aceitar. Foi a mãe que fechou os filhos de 3 e 1 ano de idade no quarto e lhes ateou fogo, foi outra mãe que levou os filhos de 13 e 12 anos a passear de carro, envenenou-os fatalmente servindo-lhes bolos drogados e de seguida se suicida por asfixia, e foi agora outra mãe que defenestrou o filho de 12 anos, atirando-se também de seguida para a morte.

E antes destas três, que cometeram estes actos neste ainda tão recente ano de 2013, também o ano passado uma outra mãe, médica dentista de origem brasileira com consultório montado em Portugal junto com o marido também dentista, matou seus dois filhos, de 13 e 11 anos, suicidando-se de seguida. É só casos destes a aparecer, sem que se entenda se existe um denominador comum. Mas um deve existir de certeza: o estado psicológico destas mães. 

Não vou dizer que compreendo estes actos. Mas digo que não os julgo. Pelo menos não levianamente. É fácil para uma pessoa mentalmente sã perceber que jamais faria tal coisa, mas todos temos momentos de depressão. Felizmente, talvez nem todos soframos deste grande mal de forma muito intensa, porque se sofressemos, outros acabariam, assim como nós, por perder a vida.

Claro que existe quem os pratica por malícia e crueldade. Mas não julgo ter sido o caso destas mulheres, pelo menos a 100%. Mesmo a primeira, que não se suicidou após os homicídios e fugiu, não a julguei. Só fiquei a pensar o que se passava no espírito e mente desta mulher para cometer tal acto. Terá sido num momento de loucura? Terá se arrependido?

Pelo que percebi, a mulher, uma jovem brasileira, casou e teve logo filho. Depois outro. E vivia fechada na rotina do lar, mas mesmo fechada em casa, sem ver outras pessoas. Criava os filhos ela mesma, não saía à rua pelos vistos nem para fazer compras e poder dizer "bom dia" a alguém ou trocar palavras com alguém. Não sei se assim era, porque estou a conjecturar com base no pouco que ouvi nas notícias. Mas não me custa imaginar um surto, fruto de uma angústia, desespero e desejo de quebra com a sufocante rotina. Muitos começaram a chamá-la de assassina, desejando-lhe idêntica morte, e também não condeno quem o faz. Mas não seria capaz de dizer algo assim. É muito cruel e sem conhecer o estado psicológico e emocional da pessoa não seria capaz de lhe proferir sentenças tão terríveis. Claro que existem, infelizmente, pais que são cruéis e querem mesmo destruir continuamente os filhos, até que um dia o fazem fatalmente. Mas esses costumam ter um historial de aptidão para a violência. Estas mulheres, todas casadas ou em divórcio como foi o caso da do meio, supostamente não eram mulheres que alguma vez tivessem revelado sinais de continua crueldade. Então porque cometeram o acto tão cruel? Assassinar os filhos??

Esta última, cujo filho de 12 anos sofria de uma doença de desenvolvimento (autismo), sobre esta mãe foi dito que fazia tudo pelo filho e que se preocupava demasiado com o futuro deste. Ou seja: é possível que na mente dela tenha imaginado um cenário tão ruim, tão devastador para uma mãe, que simplesmente concluiu que seria caridoso terminar tudo logo naquele momento. 

As DEPRESSÕES são assim.
E o que mais me entristece nisto tudo, é que estes lamentáveis casos são apenas SINAIS, primeiros exemplos de algo que parece que está para vir e crescer. Estas mortes reflectem também a sociedade, reflectem como a governação deste país afecta pessoas em angústia. A crise económica que se atravessa, a falta de empregos, a falta de dinheiro, as carências educacionais e emotivas, tudo leva as pessoas a sentirem cada vez mais desespero. A angústia, desespero e ansiedade geram depressões. E as coisas não estão a melhorar. A actual debilidade do sistema de saúde também não ajuda. Então, o que vai acontecer às pessoas? Cada pessoa pode apenas aguentar até um certo ponto para que as coisas mudem. E se não mudarem? Como é que a pessoa que já está no limite reage? 

Sinto uma profunda tristeza por histórias destas, mas não sou capaz de julgar as mães. Acho mesmo que nenhum de nós está imune a vir a sofrer do mesmo e de ter o fantasma destes actos insanos sobre si. Estas mães, na sua insanidade, porque por definição insanidade é não estar no seu raciocínio perfeito, fizeram o que era MELHOR para os filhos.