Mais de 1h da manhã e estou aqui a olhar para o céu noturno através da janela. Não consigo desviar o olhar da brilhante estrela que cintila lá no alto. Mas que beleza! Parece estar a enviar jatos de luz e a movimentar-se. Mas não. Está num só lugar. Linda e brilhante, impossível desviar o olhar.
Nessa contemplação percebo que necessito de me amar a mim mesma. Gostar de mim, com rugas, sem rugas... Valorizar-me.
Nessa contemplação percebo que necessito de me amar a mim mesma. Gostar de mim, com rugas, sem rugas... Valorizar-me.
A estrela no céu é tão brilhante que não consigo deixar de a olhar. E tranquiliza-me. É tão bela que decido fotografá-la para vos mostrar.
Faço alguns disparos. Mas de imediato umas nuvens a escondem. Está até agora, escondida, invisível, como se nunca ali estivesse estado.
Não gosta que lhe tirem o retrato. Como a entendo!!
Tivemos um momento - eu e ela.
Privado. Íntimo.
Ela não quer que o relate. Mantem-se escondida. Já não vai voltar. Convocou as nuvens para a ocultarem de mim. Porque apareceu apenas para os meus olhos, para falar com o meu coração. Desculpa-me estrela, mas és bela demais!
