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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Quero MATAR a samsung!

Oh pá, a sério...
O meu telemóvel Samsung é uma besta. Sim, há aqui um usuário que disse que o Galaxy A50 é a melhor coisa que já viu. A mim apetece-me atirá-lo contra a parede e chingar-lhe o pai, a mãe, o avô até infinitas gerações!

Então não é que não me deixa navegar?
Pelos vistos foi necessário criar uma "conta samsung". Para quê, não sei. Até a porcaria das marcas não nos deixam usar um telemóvel comprado por nós sem estarem a bisbilhotar o que nele fazemos ou imporem uma "conta". Já tenho contas. No Gmail, no facebook, no whatsapp, no banco inglês, no banco em portugal, na app para identificar plantas, na app para fazer sei lá... limpar o cu virtualmente. Chega. Não quero mais "contas".

Desconectei-me dessa algures no tempo e agora sempre que quero aceder a qualquer coisa: imagens, videos, camera, documentos, downloads até mesmo o email, só me aparece o menu de login para a conta samsung.

Lá fui procurar a password. Introduzi. Resultado? Fiquei na mesma! O menu sempre a aparecer, com a mensagem "já tentou muitas vezes introduzir a password" e "Navegue rápido. Instale um navegador..." Mal dá para ler, porque desaparece de imediato e volta ao menu de login que não funciona. ARGHHHHHH!!! Estúpido do telemóvel!! Não tentei entrar uma única vez, parvalhão. O que tentei foi sair, carregando na seta de recuar da app, do telemóvel, na cruz de fechar tudo, no botão de cancelamento.

Odeio.
Tenho raiva e odeio!

Devia estar a ter um dia stress-free e estou nisto da tecnologia a travar cada intento há duas horas. Caramba. Haja paciência.




quinta-feira, 26 de março de 2020

Calor do meu país


Está neste momento 12 graus em Santo Idelfonso. Como é que o sei? Desde que regressei de Portugal que o meu telemóvel indica-me essa temperatura "local". Penso que não se actualizou geograficamente.


Não me importei. Gosto de ter essa ligação com o meu país e aqueceu-me o coração noutro dia ao final da tarde, quando a temperatura indicada foi de 19 graus.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Coisas que me têm irritado


1) As reduzidas visualizações do blog. Nunca foram muitas, mas foram cortadas para mais de metade. I wonder why?

2) A falta de comentários aos conteúdos. Uma pessoa farta-se de escrever e pá, nem aqueles que só lêm o título e depois deixam um comentário generalista com três a cinco palavras andam por cá. O que se passa?

3) O meu telemóvel Samsung. Que porcaria de marca! Irrita-me que os botões do som estejam ao contrário do modelo anterior, também samsung. Os phones são uma porcaria e não gosto que não venham com a protecção de silicone. Estão sempre a cair das orelhas e não têm botão de volume.

3) Ainda o meu telemóvel Samsung. Que não me deixa escutar música em standby. Tenho de meter o menu das configurações no ecran para que a música possa tocar.

4) Ainda o meu telemóvel Samsung. Que não permite que as músicas toquem continuamente. Só consigo ouvir compilações.

5) Ainda o meu telemóvel Samsung. Que me pediu para actualizar a impressão digital por, supostamente, terem feito melhorias, e aquilo nunca, nunca, nunca funciona!!!

6) Ainda o meu telemóvel Samsung. Cada vez que quero tirar uma fotografia ou fazer um vídeo, aquilo salta sempre de posição. Nunca pára quieto, porra!

7) Ainda o meu telemóvel Samsung. Já que a música é uma bosta, lembrei-me de começar a escutar rádio. Não entendo porque é que só me deixa escutar um pouquinho e depois desliga-se! Nem uma canção inteira me deixa ouvir. Desliga-se e tenho de ligar novamente. Que coisa imprestável!

8) Ainda o meu telemóvel Samsung. A capa não serve para nada! Não fica de pé, não dá para posicionar o telemóvel e ainda por cima, os botões ficam DEBAIXO caso tente dobrá-la para visualizar um vídeo. Tenho sempre de encostar o aparelho contra alguma coisa. Mas as capas com tampa dobrável não serviam para isto???

9) Ainda o meu telemóvel Samsung. Cada vez que carrego Ficheiros/Audio para aceder ás músicas que ali coloquei, aparece-me um menu da Samsung a dizer que para continuar tenho de aceder à conta. Inconveniente. É preciso conta com password para escutar música que foste tu a colocar no telemóvel?

10) O gorro do meu casaco. Deve ter sido feito para a cabeça de um gigante! Preciso tanto de o ter apertadinho para o frio não entrar, e o diabo é que tenho de usar as mãos para o manter fechado, porque os botões de mola estão numa posição tão afastada que o gorro cai da cabeça. Não há meio de o conseguir manter ali sem ter de me maçar.


E pronto. Acho que é isto.
TODOS OS DIAS, mas todo o santo dia, é uma luta diária para ter estas pequenas coisas que nem deviam te fazer pensar nelas, a funcionar.

Excluindo o blog, claro!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Novo vício


Podia ser o meu novo vício, já que sinto-me tão mais propensa naquele momento do dia. Mas  as falhas constantes nos dados móveis vão impedir-me de dar continuidade a algo que receei vir a poder tornar-se um novo hábito: postar no blog enquanto marcho para o emprego.

Gostei de fazê-lo na primeira vez. Fez o tempo passar mais rápido, nem notei. No dia seguinte, nova inspiração, fez-me fazer o mesmo. E quase nem tive tempo para terminar o post, pois demora 20 vezes mais tempo a escrever no teclado de um smartphone do que num computador. Descobri que sou boa no texting and walking. Agora entendo a imagem em baixo!


domingo, 26 de janeiro de 2020

Footpath Rage - atravessar a estrada


Noutro dia decidi não atravessar a avenida entre um momento sem movimento automóvel, como habitualmente faço. Segui pelo passeio, até chegar aos primeiros semáforos. Acontece que esse cruzamento é TERRÍVEL, porque movimenta três sentidos. Os carros que querem virar à direita, ficam parados. Os que querem virar à esquerda, vêm todos acelerados para apanhar o sinal aberto e depois que este fecha, abre o sinal para os da direcção oposta virarem para ali. O peão... vê os carros parados, vê que os outros ainda não podem virar... tenta atravessar a estrada. Porque sabe-se lá quando o sistema diz que "acabou o tempo para aquele, aquele e aquele, e é a vez do pedestre passar".  

Muitas vezes, é até mais fácil para os próprios automobilistas deixarem o peão passar. Porque assim este não pressiona o botão dos semáforos, o que deixa a circulação automóvel fluída, sem forçar uma paragem. 


Mas aqui no UK isso não é percebido assim e os automobilistas comportam-se como a querer reclamar toda a estrada para si, por terem esse "direito". Se um peão ainda estiver a atravessar a estrada na passadeira quando o semáforo para carros ficar verde, leva com uma buzinadela e os automobilistas não hesitam em por o carro em movimento. Se um peão atravessa a estrada fora da passadeira numa via dupla, ou mesmo tripla, num momento sem carros e surge um automóvel, o mais provável é este ACELERAR e escolher dirigir na faixa perto do passeio, mesmo quando, ao fazer a curva, não era essa a direcção mantida. É intencional. Mal intencionado. Aqui usam este recurso para "reclamar" o "direito total ao espaço". É uma forma de comunicar ao peão que não aprova que atravesse a estrada ali. Isso e buzinar. Adoram buzinar!



Já em Portugal, se a pessoa atravessar a estrada fora da passadeira, o automobilista muitas vezes reduz a velocidade, ou, pelo menos, não a aumenta. Vê o peão à distância e não se põe a acelerar. Há uma espécie de "acordo" mudo, de cortesia e entendimento. 


O caso mais recente que me incomodou, foi nesse cruzamento. Só os carros à minha direita tinham sinal verde. E não vinha nenhum. Acontece que a pressa deles é tanta, que dar três passos sem aparecer um acelerado não pareceu possível. Percebendo isso, recuei até ao passeio e fiquei à espera. Com os dois pés bem assentes no passeio, um automóvel que estava longe quando recuei, DEPOIS de fazer a curva e passar por mim, BUZINA. O que vem atrás, decide fazer o mesmo. Para quê??  Não tinham espaço suficiente na estrada? Eu de pé no passeio incomodei-os? Não têm mais nada com que se preocupar, não têm de se concentrar na condução, querem ver? É mesmo necessário, vital, essencial buzinar aos ouvidos do pedestre??

Perdi logo a paz de espírito que transportava comigo. Qual é a necessidade que um «cu tremido» (que é como defino os não-caminhantes carro-dependentes que confortavelmente viajam sentados) tem de buzinar a um peão que já não está a tentar atravessar a estrada? 


Dá vontade sabem do quê?
De transportar uma buzina e pagar-lhes na mesma moeda para descobrir se gostam. Ia dar-lhes uma valente e sonora BUZINADELA que é para com o susto se espalharem com o carro e saberem como é bom! Teriam de andar a pé ou ainda melhor, de transportes públicos, para sentirem o que é bom para as manias de soberba.


Andar a pé... coisa que muitos desconhecem desde que tiraram a carta na juventude. Apanhar vento, chuva, sentir os pés a bater no asfalto que aqui no UK é tudo menos plano, sentir aquela dorzinha na base da coluna cada vez que se tem de pisar um piso tão cheio de altos e baixos. Sensações únicas.


Logo a seguir às buzinadelas, passa por mim um rapaz agarrado ao telemóvel, e, sem hesitar, atravessa a estrada, seguindo caminho. E eu refilo. Pois refilo! Olho para os carros parados no mesmo semáforo... Onde estão as buzinadelas agora? Eu no passeio e ele atravessou a estrada! Com um telemóvel na mão. Podia estar distraído, já eu, tomei a decisão consciente de recuar para o passeio, por estar até muito atenta às minhas chances de passar para o outro lado. Os carros parados não reclamaram porquê? É descriminação de género? LOL.  Mais uns passos à frente, depois de passar o cruzamento, tive de me desviar desse mesmo rapaz que, continuando a olhar para o telemóvel, tinha virado de direcção e claramente estava a procurar seguir as indicações de localização do Google Maps

Aprender a ter mais consideração pelo lado em maior desvantagem. É só isso que quero ver acontecer. Quero sentir que há pessoas educadas que, mesmo não concordando que o peão atravesse a estrada fora da passadeira, perceba que, por algum motivo, ele tomou essa decisão. E não lhes custa nada abrandar... ou simplesmente, manter o limite de velocidade. Já para o peão, parar consome segundos, mesmo minutos. Que estão contabilizados em passos, em mais ou menos tempo debaixo da chuva, neve ou frio, em vontade de ir ao WC, ou aquecer-se... No meu ver o que é pior, é a quebra do ritmo, que vai realçar o cansaço ou stress. Dali a três segundos, o carro e todas as pessoas que viajam nele já estão a metros de distância. Mas o pedestre continua a atravessar a estrada. 


domingo, 2 de outubro de 2016

Um susto para não esquecer


Ainda não relatei aqui um susto que tive há uns dias, por isso vou aproveitar o Domingo para fazê-lo.


Estava numa grande loja comercial, daquelas cheias de artigos variados,  levo um saco na mão com uma compra acabada de fazer, um artigo muito pesado e tenho uma pequena mala a tira-colo. O telemóvel, que por vezes uso para registar preços, dimensões, referências, etc, tinha-o na mão. Precisei manusear um aparelho e lembro de tomar a decisão consciente de pousar o telemóvel. Lembro-me de pensar: pouso aqui na prateleira, coloco na mala ou coloco no bolso das calças?

Os inconvenientes eram: 

Na prateleira podia esquecê-lo lá.
Na mala, sempre que o arrumo, logo a seguir tenho de o tirar.
No bolso fica de fora, porque os bolsos das calças não foram feitos a pensar neste tipo de utensílio. Não em smartphones, pelo menos. 

Acabei por encontrar um sítio para o colocar e não pensei mais nisso. 
Vai que surge uma empregada da loja, disposta a "ajudar em alguma coisa". Para não a dispensar de forma curta e grossa, o que é algo rude, agradeço e aproveito para lhe perguntar se um acessório descartável depois de usado era fácil de encontrar à venda. Disse que sim, mas que de momento não tinham ali, mas que existiam outros. Eu agradeço, dou um passo em frente para ir embora, mas a rapariga continua a falar dos produtos da casa... E eu, não querendo ser rude, sorrio, presto atenção. Percebo que é nova ali e quer causar boa impressão. A minha vontade é ir embora, seguir rumo. Mas escuto-a a falar, a dar a opinião... Quando finalmente me despeço dela e avanço para outro lado, lembro-me do telemóvel. De imediato, levo as mãos aos bolsos: NADA. Nem no de trás, onde penso que, por uma questão de segurança jamais o colocaria fora de casa, nem nos da frente, onde o vinha a colocar durante o dia. 



Procuro então no saco. Esquerda, direita, frente, trás... NADA. 
Não pode ser. Terá ficado na prateleira?? Três passos atrás, mexe e remexe nas embalagens... nada. Na mala? Abro todos os fechos, com os dedos empurro todo o conteúdo, procuro por toda a parte. Nada. Volto ao saco... que é em papel num formato rectangular, sempre com o pacote pesado no interior e NADA. Não pode ser... volto aos bolsos. Nada. Volto ao saco. Enfio a mão por entre as aberturas, frente, trás, esquerda, direita... nada. Tiro de cima do pacote uma pequena peça de roupa que havia ali depositado, sacudo, NADA. Depois de repetir estes processos uma série de vezes, tento recordar-me onde, afinal, decidi colocar o telemóvel... E não consegui lembrar-me. Achava que tinha sido dentro do saco. Oculto pela peça de roupa, para que não fosse detectado a olho nu e alguém pudesse lá colocar a mão e o tirar por esticão, num momento de distracção. Mas definitivamente não estava no saco. Teria me distraído com o saco ao escutar a funcionária? Sinto-me devastada. Ainda na véspera tinha pensado: "E se um dia o esquecer em algum lado, mo roubarem e for parar a mãos estranhas? O que vou fazer?". E agora estava ali, a viver o receio de véspera. 




Não consegui mesmo recordar-me com certeza absoluta onde o tinha enfiado. Mas reduzi as hipóteses ao saco, ao bolso e, em último, à prateleira. Na mala tinha a certeza que não o tinha recolocado. "Chateia-me" ter de andar sempre a abrir e fechar a mala apertada de coisas, para tirar o telemóvel, com todo o cuidado para atrás não virem outras tantas e tudo se espalhar pelo chão. É uma mala pequeníssima, cabe pouca coisa e geralmente levo sempre uma garrafa de água e um saco em plástico. O que quase faz com que fique cheia. 

Tentei sossegar-me para me lembrar mas ao mesmo tempo o tempo urge. O que sabia é que não o tinha comigo. Só podia deduzir que, afinal, deixei-o na prateleira. O que me lembrei? De ir ter com a mesma funcionária, contar-lhe que não conseguia localizar o telemóvel e pedi-lhe para que me ligasse. Ela hesitou um pouco, acordou e disse que não tinha telemóvel com ela, teria de ir a um posto ali perto. Acompanhei-a. Queria ESCUTAR o som do meu telemóvel a tocar. E se alguém de facto o levou, teria ainda tempo de o detectar. Então estava com urgência, porque, a acontecer um provável furto por oportunidade, tinha acontecido entre cinco a um minutos. TEMPO precioso estava a passar... 

Ela pareceu lerda, nesse tempo. Pediu o rádio de comunicação a uma colega, entre quatro ou cinco que ali se encontravam. A colega respondeu que o dito não tinha pilhas e não estava a funcionar. Eu alarmada... a querer tão simplesmente que alguém ligasse para o meu número. Era urgente. Ela decide tentar o telefone fixo. Mas não sabe qual o código de acesso para chamadas exteriores. Tem de perguntar. Quando sabe, marca-o mas engana-se. Não tem prática a usar o aparelho, aparenta ser nova ali. E eu a achar que tudo estava a levar tempo demais... Finalmente, lá consegue o sinal de marcação. Pede-me o número que eu, sabendo-o de cor, lhe dou. Ela marca-o nos botões mas afinal, aquele telefone também não permite fazer chamadas. Pergunta a outra funcionária se há outra forma de ligar, e esta responde que não. Ninguém está muito preocupado com o meu desespero... Levam o seu tempo, como se não existisse urgência alguma. Nenhuma ofereceu-se para fazer uma chamada com o telemóvel. 

Diante desta quantidade de tentativas frustradas de se fazer uma simples chamada, já passara pelo menos outro minuto. E tudo o que eu precisava era que ligassem para tentar localizar o telemóvel... Que, a pesar de tudo, ainda o julgava possível de encontrar na prateleira. Decidi, então, voltar à prateleira, até porque se tocasse, o escutaria... E disse-o à empregada, que ficou de ir sei-lá-onde tentar chamar a superiora. Da prateleira fui até à porta da loja, procurar um segurança e verificar se alguém saía. Pelo caminho olhei freneticamente para as mãos das pessoas, procurei de forma geral algum comportamento suspeito, vi um segurança mas antes que o alcançasse este simplesmente desapareceu. Fiquei mais zonza... Já era demais. Tanta coisa a empatar e tudo o que pretendia era que alguém me ligasse para o telemóvel. Se alguém saísse da loja com ele na mão, já de nada adiantaria uma chamada... Não se iria escutar. 


Decidi então ir até às caixas registadoras... metade abertas, metade fechadas. Pousei o saco em cima do balcão, senti o peso dos três quilos do pacote a pousar no mesmo e percebi o som que fez. Esperei que uma funcionária ficasse mais ou menos disponível. Aí noto uma porta oculta abrir, vejo um escritório de pessoal e sigo a pessoa que sai de lá. Quando me cruzo com ela, também a funcionária com quem falei nos encontra. Já tinha comunicado a esta supervisora o sucedido. E lá vinham eles... fazer-me mais perguntas. Mas telefonar para o meu telemóvel é que NADA.

Mais um minuto se passa... A supervisora pergunta-me o que aconteceu, eu explico novamente que não sei, é possível que tenha-o deixado na prateleira ou colocado no bolso, ou alguém o pode ter tirado... Pergunta-me se já verifiquei o saco e a mala, digo que sim, várias vezes. Ela responde-me que vai perguntar se viram alguma coisa ou se alguém entregou um telemóvel. E afasta-se calmamente. Não o poderia já o ter feito? Mas devem achar que há tempo...  Chamada telefónica? NADA. 

Por esta altura já não tenho esperanças. Passou-se muito tempo. Se o receio de o ter perdido por acção de terceiros tinha viabilidade, já não o ia achar. E só pensava no que tinha guardado no telemóvel... privacidade nas mãos de estranhos sem grandes princípios. 

Parada é que não ia ficar. Tinha de tentar alguma coisa, encontrar um segurança, voltar à zona e ver melhor se caiu em algum canto... E voltei para o local onde o havia perdido. Segundos depois aparece a supervisora... Com mais perguntas, pouca acção, mas antes, uma advertência:

-"Minha senhora, se não ficar parada no lugar depois não tenho como lhe falar. Agradecia que não saísse daqui para a poder ajudar. De que marca é o telemóvel?"

LOL. Marca.
Quase que perguntei: "Porquê? Quantos telemóveis acharam nos últimos cinco minutos??"

Mas não o fiz. Respondi. Contudo, diante de toda aquela lerdeza, não pude deixar de sentir uma ponta de frustração e reprovação. Ainda ninguém tinha tentado ligar para o meu número de telemóvel. Muitas perguntas, muitas idas e vindas... nada de uma rápida chamada. Então comecei a falar que não podia ter ficado sem o telemóvel, que perder um telemóvel nem é tão grave quanto é perder tudo o que guardamos lá dentro (Contactos, imagens, videos, sons, anotações, mensagens... vumpt! Gone) e foi na onda desta memória que tive de dar uma pitada de tragédia à coisa, porque, sinceramente, ninguém estava preocupado ao ponto de agir com rapidez. 

- Mas onde é que pôs o telemóvel, lembra-se? Já procurou bem?

Respondi que sim, relatei novamente todos os gestos e até os reproduzi. Disse que achava que o tinha colocado no topo do saco, voltei a espreitar no saco: tirei a peça de vestuário, voltei a sacudir, voltei a enfiar a mão e a espreitar o saco, mostrando-o aberto às funcionárias da loja. E quando me dou por vencida avisto um bocado de borracha no fundo do saco. Um bocado que me fez respirar de alívio e dizer:

-"Esperem aí... Está aqui!"

-"Achou? Bem que lhe disse para ver no saco."

-"Ainda bem! Antes assim! Serve-me de lição!
- "Mas eu espreitei no saco... ainda agora, como viram. Como é que ele foi parar debaixo disto que é tão pesado??"

As duas funcionárias afastaram-se, satisfeitas por colocar distância e esboçando um ar de «cliente que não procurou bem e entrou numa onda alarmista». Agradeci e fui embora.

Mas fiquei a pensar: Imaginem que tinha sido verdade. Que de facto perdia alguma coisa ali... Não fizeram uma simples chamada. Não estão preparados para auxiliar o cliente com rapidez nem preparados para vários cenários de urgência - pude deduzir. Qualquer um sai de uma superfície comercial grande, com propriedade de outra pessoa. Se calhar até com uma criança! Nem por uma criança «mandam» selar entradas ou saídas, barram ou perscrutam alguém... é uma anarquia.

E se tivessem feito a chamada telefónica em primeiro lugar? Nada daquilo tinha acontecido. 
Até podem ser simpáticas, as funcionárias. E bem intencionadas. Mas prefiro eficiência e organização exemplar. E que não me virem as costas depressa, com um sorrisinho que parece dizer: «outro cliente burro a fazer um banzé por nada». 

Se fosse um artigo da loja que tivesse desaparecido e suspeitassem de um cliente, aposto que o segurança aparecia, o rádio funcionava e chamadas seriam rapidamente efectuadas. Se o ladrão saísse da loja, depressa seria alcançado e desviado para interrogatório na presença da polícia. Age-se com mais rapidez na defesa de «coisas» que ainda não pertencem a ninguém do que no auxílio a terceiros.  

Desde então tenho-me preocupado tanto em deixar o telemóvel em qualquer lado... E quase sempre surge um susto, até sentir o aparelho comigo. Os smarthphones são uma tragédia... fáceis de perder. Não cabem em qualquer lugar, muito menos em bolsos de jeans. Digo-vos que antevejo um sucesso de vendas ao primeiro que inventar umas calças com profundidade de bolso suficiente para transportar um smartphone, sem que os bolsos precisem estar nos joelhos! 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Riqueza de pobre sofre bruxedo

Faz muitos anos que tenho telemóvel porém só no ano passado ganhei de presente um smartphone.


Meus amigos: eu costumava dizer que qualquer telemóvel me servia - e era verdade. Mas depois de conhecer um smartphone e de aprender a lidar com ele, passou a ser um objecto tão fácil e útil de ter! 


Fotos... uma coisa que no tempo dos rolos de filme tinha de me conter bastante para não desatar a fotografar tudo o que me apetecesse. Com um smartphone isso deixou de ser uma preocupação. Em uma semana apenas ganhava com facilidade 800 imagens armazenadas. Aos poucos fui descobrindo uma nova forma de teclar e descobri o movimento de passar o dedo no ecrã. Senti-me como uma mulher das cavernas a chegar perto da saída da gruta para quase cegar com a claridade. 

Pois aqui já disse que sempre me atraíram os gadjets, mas não foi por isso que tive acesso a muitos. Acabei mesmo por «ficar para trás» no que respeita a muita coisa do universo tecnológico. 

Nos imensos anos em que possui telemóvel, nunca foi um objecto que apreciasse por aí além. Diria mesmo que o dispensava totalmente, não fosse a sociedade de hoje recriminar tanto e estranhar ainda mais que alguém possa não desejar ter um. Mas um smartphone é um misto de computador com telefone. Ele filma, tira fotografias, grava som... Era mais para isso que me agradava que outra coisa.

Há umas semanas dei pelo meu pensamento a divagar no historial de telemóveis que já passaram pelas minhas mãos. Na realidade, nunca comprei um. Nunca desejei, juntei dinheiro e tinha porque tinha de ter «aquele modelo» àquele preço... Neste tempo todo, o que aconteceu foi que um aparelho ia sendo substituído por outro, quando finalmente o seu tempo de vida expirava. E esse outro não precisava ser novo - e nunca foi. Alguém na família, esses sim, compradores de telemóveis, sempre tinha um largado numa gaveta que acabava por ficar a meu uso. 

Então recordei faz pouco tempo, cada um desses momentos, cada um desses telemóveis, datando quando e como cada qual deixou de servir. Fiquei surpresa com a minha memória, achei piada ter recordado uma coisa à qual nunca dei importância e ser capaz de precisar no tempo quando se deu a mudança. Agora tinha o meu smartphone - de marca "branca", dos mais baratos, mas que eu costumava louvar aos céus as suas qualidades e não o desmerecia perante nenhum topo de gama de 800€. Era novo... ia durar muitos anos. E se dependesse de mim, podia durar mais de 10 que não precisava de nenhum outro.

Ontem fui consultar uma mensagem no smartphone e voltei a pousá-lo na secretária. Onde ficou o fim-de-semana inteiro. 24h depois fui buscá-lo porque é tão prático tirar uma fotografia ao invés de fazer uma lista e vai que quando o agarrei vi que estava desligado. Sem bateria não podia ter ficado, pois tinha o suficiente. E não houve forma de o ver voltar à vida. Montei, desmontei, certifiquei-me que tudo estava bem, tentei carregá-lo via USB no computador, depois diretamente na tomada... NADA.

Meu smartphone MORREU.
Um ano e um mês depois de me ter vindo parar às mãos... Sem que eu lhe tivesse feito porra nenhuma! Não caiu, não se molhou, estava sossegadinho, paradinho, protegido, em cima da secretária. Mas mesmo assim, morreu.

Ocorre-me que estou muito sujeita a mau olhado, caramba! Bastou recordar do historial  e concluir a satisfação que tinha por este smartphone para a alegria durar pouco tempo. UM ANO. Mas que raio de telemóvel dura apenas um ano??
Depois caiu a ficha...
Eles são feitos PARA durar pouco! De preferência um ano e um mês... que é o tempo de garantia que têm ao sair da fábrica. 
Um smartphone é também um computador. Dá para aceder à internet! E olhem que poder ver um filme num pequeníssimo monitor (que eu adoro) enquanto se aguarda a vez no posto médico é uma experiência boa e tranquilizante. O tempo não custa a passar e os níveis de ansiedade mantêm-se lá em baixo. (recomendadíssimo).

Mas como disse, é um computador com acesso à net. Quer isso dizer que tanto tu a utilizas, como outros podem se introduzir no teu smartphone. Podem consultar os teus dados privados - que sempre tens de introduzir para usar o aparelho - podem ver cada foto tua, cada vídeo, cada gravação. E por isso o smartphone pode ganhar vírus.

E se alguém contaminou o meu menino com uma maldade qualquer, hã?

Bom, ele morreu e lá tive de ir encontrar o encaixe de plástico descartável do pequeno cartão SIM para poder usá-lo no telemóvel anterior, que havia sido «deixado para trás» ainda com vida, graças ao presente novo. 

Até parece bruxedo. Bom, alegria de pobre dura mesmo pouco. Uma ano, pelos vistos, eheh.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quanto dinheiro ilícito já embolsaram?



Há uns meses fui carregar o saldo do telemóvel na caixa multibanco. Lá apareceram as opções e, na ausência da signa TMN, fiquei a olhar para aquilo e lá encontrei o novo nome do mesmo operador. Ou assim pensei!


A verdade é que o dinheiro nunca mais aparecia no telemóvel. Fui a uma loja, mostrei o recibo, expliquei a situação, andaram a ver o telemóvel, a mexer no computador, até que o atendedor prestou mais atenção ao recibo e disse: - Mas este não é o operador certo. Você carregou no outro.


- Então mas não existem DOIS números iguais, pois não??
- Não.

O número NÃO EXISTE na operadora concorrente, mas a operação foi efectuada na mesma! E o dinheiro, esse, continuei sem vê-lo! Para o recuperar tinha de ir expor o caso à casa-mãe, que fica no cu de judas onde eu nunca passo. E ter de ir para aquelas bandas propositadamente, gastar dinheiro nos transportes, para recuperar os meus 7.50€ foi algo que pretendia fazer. Mas não aconteceu e acabei por deixar passar o assunto. Porém, também deixei de carregar o telemóvel. Aqueles 7.50€ teriam de render, nem que fosse na ausência da possibilidade em fazer chamadas.

Mas a questão que coloco é esta:
Se SÓ existe um número de telefone, que tem o indicativo da operadora distinto, COMO pode a operadora para a qual entrou  o dinheiro ACEITAR e nem sequer o devolver ou existir entre eles algum protocolo para a devolução de quantias mal depositadas?

Tudo isto sôa-me a ROUBO.
Há muito que as operadoras devem ter percebido isto. E calam-se. Sempre é dinheiro que entra sem terem de dar nada em troca. É como se alguém fosse ao banco depositar dinheiro e, por engano, o colocasse na minha conta. 

O que me chateia é que percebi que este é um erro recorrente. Porque voltou a acontecer. E isto é como atirar dinheiro pela janela fora! Não o recuperas e também não compraste nada em retorno. Estas empresas são tão oportunistas e sacanas. São uns... merdas!

FIcam todos a perder. Eu não volto a carregar o telemóvel até achar que passou tempo suficiente. A operadora concorrente pode ter ficado com o dinheiro, mas a operadora actual ficou sem ele e tão depressa não vai ver mais nenhum! Ninguém gosta de ser roubado. Até seria da conveniência deles terem uma política honesta e simplificada de restituição em caso de engano. Afinal, antigamente, quando uma pessoa enganava-se num dígito e caso o número não existisse, o multibanco acusava o erro. Agora parece que aceita até um número certo na operadora errada!! Ou seja, aceita qualquer dígito, qualquer coisa.

Roubo.

domingo, 29 de março de 2015

Www: a revolução do século XX

A revolução do século XX não foi a televisão.

A verdadeira revolução, a que mudou o mundo todo de pernas para baixo e nos tornou a todos, ricos ou pobres, dependentes, ligados e ameaçados é a INTERNET.

Nem a televisão ou a rádio fizeram desaparecer os jornais, as revistas, a imprensa escrita. É a internet que está a dar esse «empurrãozinho». A Rádio, como um dia ela já foi, seja de entretenimento ou informação, está quase morta, teve de adaptar-se. A televisão passa dias e dias desligada por esses lares - há até quem não a tenha, porque não precisa, pode vê-la tendo ligação à internet. O telefone foi substituído pelo telemóvel que por sua vez passou a ter internet. E dentro da internet, o facebook cada vez mais dita as cartas.

Pela internet nos dedicamos ao lazer, à informação e até ao terrorismo e ao crime. 

Um dia destes numa carruagem de metro, não resisti ao impulso de registar o que todos os dias vejo à minha volta. Estas subtis mudanças sociais, que alteraram para sempre a vida de todos. O que prevejo no futuro: muitas colunas e pescoço tortos, sem dúvidas!





EM 10 PASSAGEIROS, 3 NÃO SE OCUPAVAM COM OS TELEMÓVEIS OU TABLETS.
 



sexta-feira, 28 de março de 2014

A extraordinária inteligência infantil

Como é possível que uma criança de 21 meses que gosta de automóveis ao ver passar um carro preto reconheça o modelo? 


É verdade. Estava com uma ao colo enquanto alguns carros pretos passavam. Nisto passa um que é o exato modelo do carro da progenitora e a criança aponta e diz: «mãe». Quando olhei só tive tempo de reparar na retaguarda e perceber que se tratava do mesmo modelo sim. Mas como a criança o percebeu muito antes de mim e entre outros carros pretos isso é que é fascinante!


Ah, e ainda não contei como é que esta criança se comporta quando segura um telemóvel. Pois não é preciso muito para adivinhar... parece que sabe mexer melhor neles do que eu! E aqui a sua inteligência também se destaca pela extraordinária capacidade de diferenciação. Se nas mãos segurar um telemóvel de última geração, a criança passa o dedo pelo ecran táctil. E vê as imagens a mudar. Se for dos antigos, carrega nos botões e sem se enganar na direcção (é surpreendente). Não coloca o telemóvel ao contrário e leva-o ao ouvido.

Conhecem os desenhos Pocoyo? Pois a criança estava a vê-los quando o narrador pergunta: "Sabem a quem é que o Pocoyo pode pedir ajuda?"
Subitamente a criança responde: «Pato». Nitidamente e bem pronunciado.

Quase diria que não estava a prestar muita atenção à história pois não para quieta mais que uns breves segundos mas aqui reside o fascínio que nutro por crianças. São esponjas que absorvem tudo com uma extraordinária e invejável capacidade. Diria até que seus cérebros são aptos de registar audio e video como se uma câmara se tratasse. E é isto, exatamente isto que mais me fascina em tudo o que diz respeito ao surgimento de uma nova vida. É esta capacidade progressiva, rápida e surpreendente para assimilar e aprender. E ao mesmo tempo que são assim, são também frágeis, se não estivermos por perto a cuidar e a prestar atenção podem magoar-se a sério e também, mesmo diante de toda esta extraordinária capacidade, há tanto que ainda não sabem. Há tanto que desconhecem. 


sábado, 24 de novembro de 2012

Os toques do telemóvel dizem quem sou

Não sou muito chegada a telemóveis.
Aliás, tenho a certeza que não preciso deles.

Mas já tive alguns. O primeiro, o famoso e amoroso Alcatel One Touch Easy (um trambolho para os dias de hoje) terá sempre um lugar no meu coração, pela simples razão que me permitia falar usando pilhas convencionais (formato AAA). Quando a bateria ia abaixo era um grande inconvenientemente, que tinha sempre solução. E não era preciso esperar 4h, o tempo que levava (acho eu) a carregar a bateria novamente, para voltar a conversar.

Mas nunca liguei muito a esta invenção. Marcas, modelos, passam-me completamente ao lado e nunca ambicionei ou invejei a «sorte» de alguém com a "última novidade" nas mãos. Os telemóveis que tive foram-me oferecidos e nem senti necessidade de substituir o meu trambolho Alcatel easy por um mais pequeno e prático. Fui «forçada» a fazê-lo, senão levariam a mal...

Actualmente, como não necessito dele para trabalhar, nem bateria tem... desligado que fica semanas a fio, assim não me aborrece. É um telemóvel em 2º mão, que tomei emprestado de alguém que fez um "upgrade" e me dispensou aquele. Faz quatro anos que o tenho, está velho, todo riscado e perdeu quase toda a cor cromática que possui. É também um modelo curioso, pois ninguém, nem mesmo mãos experientes, consegue lhe acertar as horas ou sequer dar com o maldito menu. Pelo que está também a tornar-se inútil. 

Mas nem por isso me apeteceu substitui-lo. Ontem porém, senti vontade de ter um TOQUE DE TELEMÓVEL específico. Ouvi uma melodia que apelou à memória emotiva e logo percebi que tinha de a ter como toque do telemóvel. Até o som de aviso de mensagem tinha de ser um específico. Mas como acredito que cada aparelho tem o seu toque, como uma identidade que lhe pertence só a ele, jamais mudaria o som ao meu velhinho, que não vou aqui revelar o toque que tem, mas adianto já que é um que tem tanto a ver com ele que sempre gerou comentários.

E era isto que vinha aqui dizer. Não ligo a telemóveis, mas o toque que todos eles tiveram sempre foi especial. Sempre foi PERSONALIZADO. Quando ainda não existia quase nada de toques para telemóvel e quase todas as pessoas usavam apenas os sons polifónicos que vinham fornecidos com cada aparelho, já eu andava com o «meu toque». E cada vez que ele tocava, a sala se espantava... Alguns queriam que lhes desse um toque igual e embora não tivesse dado igual, dei-lhes parecidos, dei-lhes também uma "PERSONALIDADE" própria e única.

Porque convenhamos... andaram todos com o mesmo toque de telemóvel é algo impessoal para caraças. Não me importa se é o toque da moda, se está na bera, se é a música do artista favorito... isso não o torna nada especial, muito pelo contrário, mas algumas pessoas achavam-se o máximo por possuírem o "último grito" de telemóvel e toque, ainda que, quando na presença de outras pessoas com a mesma sorte, quando um telemóvel tocava se viam na obrigação de dizer: 
-"É o meu ou é o teu?"

Não precisei de colocar essa questão. Quando o meu tocava, era só meu.
Pessoal.

E por isso agora, até porque me sinto numa outra fase espiritual, preciso de outro toque de telemóvel... não gosto de músicas, gosto de toques polifónicos e de sons. Já sei o que quero ouvir, agora só me resta encontrar um telemóvel muuuuuito simples, prático, que não seja cá touch screen nem me faça dar pancadinhas (farta de teclar estou eu) nem esfreganços com um dedo num monitor para que funcione e me mostre o que pretendo. Quero um que obrigue apenas o meu POLEGAR a trabalhar... e que permita personalizar os toques. 

E por isso o título deste post...
Desculpem o tema tãããoooo interessante...
Deve existir uma conjunção astrológica que impede temas mais sociais ou políticos em blogues por estas semanas. Ou isso ou é o efeito da proximidade do Inverno, do Natal, do frio... ou é mesmo esta m#rd@ em que o país anda metido!  
Falemos então da importância de... telemóveis!

domingo, 25 de julho de 2010

Um telemóvel que pode SALVAR VIDAS



Era este modelo na esquerda o telemóvel em posse do idoso que, com dores abdominais fortes, procurou ligar a alguém para pedir auxílio. De noite, com problemas de visão ao perto e ainda pouco familiarizado com o aparelho, acabou por pedir ajuda ao porteiro de uma empresa que nunca chegou a saber que o idoso morreu num espaço de poucos minutos. Para quem não conhece a história que já relatei aqui, é só ler o post "112" ou seguir o link acima.

Quando li no jornal a notícia do lançamento deste novo modelo de telemóvel (à direita), feito a pensar nos idosos, não deixei de sentir felicidade e tristeza, porque finalmente chegou, mas tarde demais  para alterar  o que aconteceu. Lembro-me perfeitamente como se fosse hoje: o telemóvel da esquerda, recém-comprado por um idoso não familiarizado com estas modernices, a quem tentei rapidamente ensinar como o utilizar. A minha preocupação principal foi a de me certificar que ele conseguia pressionar cada número apenas o tempo necessário para registá-lo uma vez. É que, com a falta de prática que muitos não conseguem imaginar o que significa por já terem nascido a criar este tipo de cordenação motora e correspondente ligação mental, o idoso pressionava uma tecla e, por vezes, mantinha o dedo porque o número não aparecia de imediato. Logo, mantinha-o até este aparecer, não reparando que, por vezes, este surgia repetido. Só por este pequeno pormenor a existência do telemóvel tornava-se praticamente inútil e, em caso de emergência como se veio a verificar, além da possibilidade deste problema pairar no ar como uma ameaça, veio a provar-se que outros factores contribuiram para o desfecho fatal. Pelo facto das teclas serem pequenas como consequência, por vezes, o idoso carregava na tecla ao lado, registando outro número e não o pretendido. Os números são pequenos, o que, para quem tem visão ao perto perturbada e também não vê números pequenos mais afastados da vista, tentar marcar é inútil. Depois, as condições externas também contribuiram para o desfecho indesejado. A rua à noite, a fraca iluminação noturna a contribuir para que a presença do telemóvel fosse praticamente INÚTIL. 

Por isso fico contente por terem lançado o telemovel à direita. Acredito piamente que pode e irá salvar vidas. Decerto teria feito a diferença entre a VIDA e a MORTE na noite em que o meu idoso tentou usar um telemóvel para pedir auxílio.