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domingo, 11 de janeiro de 2026

A aberração do Trump que revela como trata o povo americano que devia bem servir

 


Eu vi. Já procurei por toda a parte mas não encontro o vídeo que mostra o momento em que o polícia fronteiriço, sem qualquer justificação que valide o recorrer ao disparo de arma de fogo, dispara vários tiros numa condutora matando-a a sangue frio. 

O vídeo que vi não é o que aparece mais amiúde nas redes sociais. Vi o mais completo, que, inclusive mostra por segundos o corpo ensanguentado da mulher que ainda há segundos estava viva, saudável a dizer ao policial que não tinha nada contra ele e simplesmente queria sair da sua casa transportando um cão de grande porte na parte de trás do carro. Acabou assassinada a tiro diante dos olhos de quem o presenciou. 

O que tem o presidente da América a ver com tudo isto?
TUDO!

Porque o chefe-maior do Estado fez um comunicado dizendo que vai sempre apoiar a polícia fronteiriça (ICE) e que - pasme-se, não vai existir investigação sobre o acontecido. Disse também ser "surpreendente que o agente esteja vivo" e que claramente foi um caso de "legítima defesa". 


Eu vi. A mulher estava dentro de um carro que ia manobrar. O polícia estava perto do carro. A traseira do carro pode ter roçado no polícia mas aquele que fez os disparos nem sequer chegou a cair ao chão. Até porque os disparos - três seguidos, se escutam antes mesmo da manobra terminar. O carro estava a mesmo a virar naquele instante quando se dão os disparos. Se o policial já estava junto à janela da vítima, então como pode esta tê-lo atropelado?  

Foi logo bala na cabeça. Provavelmente à queima-roupa. 

Depois surgiu um video supostamente filmado pelo agente em causa. E neste vê-se este a dobrar-se para a frente como que a desviar-se do veículo e de seguida, só se escuta o BAQUE do carro a bater noutro, já a condutora estava morta porque os disparos foram dados ANTES desse baque.

Portanto: primeiro foram os disparos - que nem surgem no audio do video feito pelo suposto polícia. O que é curioso, porque se escuta de imediato e se vê o carro a bater assim que o suposto agente tinha "acabado de ser atropelado". Omitiram o som dos disparos, como é obvio, foi "apagado".  Nesse vídeo, pela posição do automóvel já quase a bater, o suposto "agente" se dobrou depois dos disparos. 

No vídeo geral, vê-se uma pessoa que deve ser policial a aproximar-se da traseira do carro quando este está a manobrar. De imediato se escutam três disparos. Aquele que dispara está fora do alcance do carro, paralelamente à condutora. Nem numa imagem nem noutra fica claro que foi o automóvel que causou algum "ataque". Até porque a condutora, claramente a fazer uma manobra para sair dali, tinha dito ao polícia incorporado que havia acabado de parar e sair do seu carro patrulha usando um lenço a tapar a cara (provavelmente vinha com ares de poucos amigos) que não tinha nada contra ele, enquanto uma outra mulher do lado de fora do carro, a filmar com um telemóvel a cena, ao o ver a dirigir-se à traseira do carro, claramente lhe diz: "Nós não vamos mudar a matrícula do carro. Ainda vai ser a mesma quando estiveres aqui e voltarmos". 

O agente diz que ela manobrou o carro para o atingir. Só que o suposto "toque" do carro com o agente não é visto em vídeo algum e, obviamente, se os disparos foram imediatos e ele é visto em vídeo de pé é porque NEM CAIU!!! 

 Já levei com um carro de lado e este tirou-me os pés do chão. Aterrei sentada mas uma coisa digo: Ficar de pé é que não se fica. 

Parece-me uma acção EXAGERADA com um fim definitivo traumático e fatal por uma coisa muito banal. Mas a polícia fronteiriça americana nunca ouviu falar do uso de ARGUMENTAÇÃO? O polícia que a baleou também a chamou de "Puta de merda", mesmo antes do baque do carro com outro.

É assim que a polícia americana reage? Tem muito que aprender com a nossa sobre como manter a calma e agir para acalmar os ânimos! (espero que não surja uma excepção portuguesa nos noticiários amanhã). Numa situação minimamente hostil dentro do próprio país, com uma mãe americana sem arma de fogo que deixa três filhos que não devem ser tão adultos assim porque ela, Rene Nicole Good tinha apenas 37 anos!!! O filho mais novo, de seis anos, já havia perdido o pai. Dia sete, pelas mãos de Jonathan Ross, também perdeu a mãe. A criança é agora orfã.


Jonathan Ross, o agente que assassinou uma cidadã americana numa clara reação de desdém pela vida humana e abuso de poder está em dívida para com o seu filho de seis anos. Para com os seus amigos, para com a sua mãe que está a sentir a dor da perda de uma filha numa situação tão escusada e injusta, para com os outros dois filhos que nunca mais vão poder escutar a sua voz ou ligar-lhe para perguntar seja o que for ou contar o que seja. 


Jonathan Ross, o homem que agiu MUITO MAL sobre pressão. E nem sequer era assim tanta pressão. Se é com esta facilidade que um agente treinado reage a uma situação em que nem existiram ofensas ou agressões, se é assim que vai para uma manifestação em que as "armas" dos manifestantes são palavras, apitos e telemóveis nas mãos... E apareceu já de cara tapada porquê? Já tinha decidido fazer o que fez??

Vingança por algo lá no passado? Ódio a mulheres? A gays? A pessoas que transportam cães no banco das traseiras do carro? A pessoas que dizem "não tenho nada contra si, não lhe vou fazer mal algum"? Por ter ouvido " a matricula vai ser a mesma quando voltarmos?". 

Ah América. A Eterna "land of cowboys and Indians".The love for guns!

Acho que qualquer cidadão sensato, em qualquer parte do mundo ia achar isto muito errado! Sem ter dúvidas algumas. Ainda mais na América que gosta de se autoproclamar uma terra livre, cheia de direitos... 

Right! The right to get a bullet in your head if you dare to move or manifest a diferent opinion!
To me that is the definition of dictartorship.


Esqueçam os filmes, com disparos a torto e a direito que nunca atingem ninguém e que levam a perseguições automóveis infindáveis. Isto é a vida real, que é bem diferente dos filmes de Hollywood. Imensas testemunhas, uma filmou a coisa toda... mas o vídeo que circula por aí é o feito pelo próprio polícia - dizem. Existe um outro, que mostra o disparo. 


FIquei estarrecida. Escandalizada. Tenho sido a primeira a apoiar que a polícia americana merecia mais respeito por parte dos cidadãos. Mas o que vi neste vídeo - embora estejamos a falar de um certo tipo de polícia fronteiriça e não da geral, é assustador. Revoltante. Mas o pior é o POUCO CASO dado ao caso. Até mesmo nos nossos meios de comunicação. É o tipo de notícia que costuma ser bombardeada a cada noticiário, a cada meia-hora. Porque não está a ser?

Medo do Trump?
Que disse aquela baboseira de querer a Groenelândia?
O que vem a seguir?
Uma união com o arqui-inimigo Russo e vão querer invadir Portugal também?

Na próxima segunda-feira dia 12 quatro vereadores do PS vão apresentar na Camara de Lisboa um voto de repúdio pela morte de Renee Good. Gostava de acrescentar o meu voto a essa acção de repúdio!

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Em contramão


Um condutor de um camião entrou em contramão na segunda circular, em Lisboa.

Quando isso acontece, o que é que pensam?
Eu penso que se enganou.


Quando ligo a televisão, qual a minha surpresa, quando percebo que querem saber é se é um acto terrorista!!.

Se estivesse em Londres, talvez o pensamento fosse imediatamente para essa probabilidade. Mas em Portugal? Espero bem que nunca cheguemos lá. Simplesmente, não me parece. E vivo lá, em Inglaterra, num local onde a possibilidade de terrorismo está presente no dia-a-dia. Onde a polícia faz inspecções diárias, anda armada com armas enormes não aquelas pequenas de cintura e usa cães. A probabilidade de explosivos tem de ser rasteada todos os dias. É essa a minha realidade nos últimos dois anos. Agora, cá em Lisboa??

O condutor, pelo que se sabe até agora, não estava sobre o efeito de drogas, não estava alcoolizado, é português, empregado da empresa do camião que conduzia...  talvez à muitos anos - não se especificou. Desde a alta de Lisboa e a Rotunda do Aeroporto o homem, com discurso coerente, alega não se lembra de nada, não se recorda de fazer esses três quilómetros na segunda circular. 

Estaria a conduzir em "piloto automático"? Terá um tido um problema psicológico momentâneo? Seja o que for, não parece que foi de propósito que se enfiou em contra-mão. A polícia deu uma conferência de imprensa onde mencionou que observou no local alguns danos que podem levar a que alguém entre em contra-mão. Neste caso, a "culpa" não pode ficar só com o condutor. E tudo é um lamentável acidente. Não existindo intenção de causar danos. Mas existindo crime.


Resta-me enviar boas energias para as duas pessoas que se encontram em estado grave e precisam de cuidados médicos. Que recuperem bem.


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Google maps ajuda terroristas


Procurava localizar um Hotel.
Então recorri ao Google Maps.


Por engano no nome, o google foi parar a um Hospital. 
O meu choque foi total quando percebi que o google estava a mostrar-me não a estrada onde fica o hospital, mas o INTERIOR do hospital. As recepções, as salas de espera, as salas de tratamento, a maquinaria, todos os corredores e escadarias.













Este país está a desiludir-me cada vez mais. 


Sobressai o non-sense
Dizem uma coisa, fazem parvoíces. 



O google Maps é suposto estar vedado a lugares de segurança, como aeroportos e hospitais. Vivemos num mundo com terrorismo. E o Reino Unido é um dos alvos favoritos. Têm tantos cuidados e medo de atentados terroristas e no entanto, há um hospital todo mapeado no Google maps!



E se têm um, o que impede de terem mais??


Venham terroristas, conheçam os nossos quartos, a área para as crianças brincarem... Vejam bem e decidam onde querem colocar os explosivos.




segunda-feira, 24 de julho de 2017

Nem a propósito - mochila abandonada


Hoje encontrava-me no emprego quando ponderei se devia ou não fazer este post.
Ao chegar a casa e ao deparar-me com esta notícia, decidi que sim.

A notícia refere-se a um fato que ainda estava a decorrer no momento em que a li - pelo que supus. Foi encontrada uma mochila abandonada no Terreiro do Paço, em Lisboa. Uma equipa de Minas e Armadilhas foi chamada ao local. E um perímetro foi criado em torno da estátua equestre que se encontra no centro da praça. 

Imagem da intervenção policial
Ora, devo dizer a este respeito que fico muito contente por ver que nós, em Portugal, levamos este assunto a sério, sem no entanto, fazer disso um alarido de sete cabeças. Quantos de nós, ao ver um saco abandonado, simplesmente não ignora ou decide investigar para ver o que é, caso seja algo importante, para devolver a quem possa estar à procura?

Pois. Mas não deviamos. Porque, em caso de acção criminosa, algo terrível pode acontecer. Geralmente, o resultado é a nossa morte. 

Hoje no emprego, alguém também esqueceu de levar uma mochila. Esta tinha desenhos infantis - dava ares de ser de adolescente, mas por isso mesmo é preciso extra cuidado. Porque tudo o que é bandido tem um sentido de humor cruel. Bom, mas detalhe dos bonecos à parte, foi-me dito para vigiar a mochila - sem contudo lhe colocar as mãos. Chamou-se a segurança, reservou-se o local para que ninguém se aproximasse. E depois surgiu o segurança que, sem tocar na mochila lhe apontou uma luz azul em tudo o que era direcção. Talvez para se certificar da ausência de aparelhos electrónicos ou explosivos. 

O resto do procedimento já não assisti. Afastei-me, just in case Ahahahha (mentira, aproveitei para ir aos lavabos).

O que quero vos passar com isto é que aqui no UK - país muito alvo de atentados, a postura que eles têm é já esta de ter o máximo de cuidado com tudo o que é esquecido para trás... Tudo é potencialmente explosivo. 

Ao mesmo tempo que isso reconforta por transmitir maior segurança, também entristece, por reforçar e deixar tão claro que a nossa liberdade está mais frágil e os medos são outros. 

Eu prefiro o modo português - vês um saco, espreitas o que tem dentro, ao inglês - «não lhe toques porque pode ser um explosivo!». 

Mas a vida está a mudar...
Times are changing...






domingo, 31 de julho de 2016

Quando se sente que uma tempestade está próxima (aeroporto invadido)

Foi a semana passada, na sexta-feira.
Folheava uma revista e deparo-me com uma fotografia de uma multidão de pessoas em corrida. A imagem ilustrava um texto sobre uma corrida em Lisboa, a Global Energy Bimbo. Vai acontecer a 25 de Setembro e tem a peculiaridade de querer ficar no Guiness Book. É uma corrida que vai decorre no mesmo dia também noutras cidades e países pelo mundo. Achei interessante e fiquei a contemplar a hipótese. Mas aí...

Voltei a olhar para a imagem - gosto sempre de observar as imagens. Desta vez um pensamento bem diferente assolou-me a mente quando bati o olhar novamente na fotografia. Ao ver os corredores, centenas deles, todos coladinhos em corrida, pensei: «mas isto é ideal para um atentado terrorista!». 

Assustei-me com o pensamento e algo em mim ficou a temer este tipo de evento. Imaginem só o que seria, centenas de pessoas bem dispostas, felizes, desafiantes, porém, totalmente encurraladas num carreiro... e bombas posicionadas em lugares estratégicos. Não teriam chances. Seria uma chacina! 

Depois li no cartaz: CORRIDA PELA PAZ.

Esse detalhe só me alarmou.  
Lembrei-me depois do quão indefesas estavam as pessoas naquela Maratona de Boston...


Quase que fiz um post sobre este inesperado pensamento, que do nada me ocorreu, mas depois deixei passar. Uma semana depois, neste sábado dia 30, por volta da hora de almoço, até um pouco antes, detectei uma regularidade de sons de sirenes a passar na rua... Fui espreitar. É raro escutar muito movimento porque há pouco trânsito. Nenhuma das sirenes eram de carros de polícia, o que é mais comum. Uma pertencia a uma ambulância e outra a um carro de Inem... Passaria-se alguma coisa?

Bom, acidentes e mau-estares não escolhem dias da semana... Também podem ocorrer durante um sábado sereno, com temperaturas bem mais amenas que as dos dias anteriores. Tento convencer-me disso e não ser alarmista. 


Por volta das 13h da tarde, alguém menciona que o trânsito perto do aeroporto estava impossível. Algo devia ter acontecido ali. Uma pessoa avança com uma hipótese: Se calhar alguém sentiu-se mal...

Vou eu e digo: «Se calhar apanharam um grupo de estrangeiros terroristas com passaporte falso».

A seguir não ligo a TV, não oiço as notícias, não faço a mínima ideia do que se passa pelo mundo. Acordo domingo bem cedo, antes das galinhas, ligo o computador e no facebook surge o link para uma notícia que pelo título logo imaginei alarmista. Daquelas que dá a entender uma coisa mas é outra. 


Ainda assim, abri para entender se estavam a falar de aves, de um jogo estratégico, de uma campanha de marketing, de um filme ou, como o leitor iria deduzir, de pessoas que factualmente e por alguma razão de grau de gravidade variável, tenham de facto ido para onde não é permitido circular dentro do aeroporto. 

Bom, no momento em que escrevo este post, ainda não sei bem o que aconteceu, nem a gravidade. Não fui ainda ler as notícias. Só espreitei esta, que resume o ocorrido mais ou menos desta forma: "um grupo de 5 homens argelinos fugiu da zona de embarque por uma porta de emergência de volta à pista. Foram detidos. Isto aconteceu à noite e a pista teve de ser encerrada entre as 20-00h e 20-30h".

Na realidade, nada se sabe, esta é daquelas notícias que apresentam factos, sem os explicar, porque só isso foi comunicado aos jornalistas. Notícias que não transmitem grande sensação de alarme (feliz e oportunamente), têm um desfecho tranquilizador e não esquecem de mencionar ao de leve a eficiência das forças policiais. 

No entanto -  e talvez por isso mesmo, fiquei alarmada com o que ficou por dizer. Para já, seja o que for que tenha acontecido, talvez tenha começado bem mais cedo do que a notícia indica.

Será que se tratou de uma manobra de distração? Pretendiam estes homens de nacionalidade argelina proteger algo maior? Ou será que algo que ocorreu bem mais cedo lhes estragou os planos? Será que esperavam encontrar engenhos explosivos na sala de embarque e algo que ocorreu bem mais cedo preveniu esse desfecho?
Não faz sentido algum 5 homens sairem pela saída de emergência... para a pista.  Porque eles não iam a lado nenhum... A notícia não explica porquê, mas menciona que um dos homens foi transportado para o hospital.

Quereriam eles ser detidos para ficarem em solo nacional? Ou perceberam que iam e tentaram fugir? Eram terroristas ou pessoas em fuga?
Ah, teorias da conspiração...


Todos os dias a actividade de um aeroporto está repleta de ameaças. Nós, povinho, não temos noção disso. Temos de ser mantidos um pouco na ignorância. E para dizer a verdade, se não fosse assim, provavelmente andariamos em estado de guerra, cheios de receios, medos, a querer andar armados, a bater em todos e a olhar para cada estrangeiro com ar desconfiado...

Seriamos a América!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Era o que eu mais receava que acontecesse após o mundial de futebol...


Hoje despertei para ficar chocada e solitária para com os nossos irmãos franceses. Ainda ontem, por brincadeira e por causa de um jogo de futebol, eles viraram os nossos adversários. Hoje, infelizmente, voltamos a estreitar os laços que nos unem, por causa de uma tragédia.

Um camião avançou sobre uma multidão numa rua de Nice, durante a noite das celebrações do feriado nacional a 14 de Julho. O veículo pesado percorreu 2 Km sem ser imobilizado, usando como asfalto os corpos de inocentes que apanhou pelo caminho. Nenhum peso de consciência assolou o motorista. Resultado: A frança vai ter de enterrar cerca de 90 cadáveres por estes dias.

Como é isto possível??

Onde estava a segurança das celebrações, o que tinham planeado, como não foi possível parar o veículo antes de mais mortes acontecerem? Que catástrofe triste, verdadeiro motivo para chorar e sentir pesar. 

Era o que eu mais receava depois do mundial de futebol... Uma desgraça, um acto de terrorismo. 


E agora, nós, portugueses, esquecemos as coisas do futebol e voltamos a sentir pesar pelas perdas injustas de frança. Dois povos fortes e resistentes, unidos contra actos de terrorismo, crueldade e assassinato em massa. Que jamais triunfarão. Voltamos a estar solidários com os franceses. Juntos pela paz.



domingo, 13 de setembro de 2015

A triste constatação do povo medroso que somos


Encontrei isto entre muitas outras publicações sobre este tema e dentro do mesmo tipo de "argumento":


Esta imagem revolta-me.
De um lado a forma como o povo se vê: miserável e coitado. Do outro, a forma como vê os refugiados: uns adolescentes bem vestidos que vêm do mar e tiram selfies.
Mas decidi que não vou mais me preocupar.

Bem sei que a minha tendência para ser ingénua pode estar a deturpar a minha percepção - talvez exista algum fundamento neste medo em ajudar a acolher refugiados. Mas prefiro 1000 vezes ser como sou e ainda me restar um tanto de solidariedade que fala mais alto e se sobrepõe a sentimentos mais egoístas e mesquinhos.

Consigo perceber que o receio de importar terroristas extremistas é de facto pavoroso. Mas considero isso um pensamento que não deve prevalecer diante da ajuda ao próximo. Só consigo pensar que toda a gente que foge da guerra e procura uma vida melhor merece essa oportunidade. Se fosse eu no lugar deles, ia gostar que alguém me estendesse a mão.

Me entristece perceber que o povo português gosta de gabar-se das suas qualidades como povo acolhedor e simpático, mas depois manifesta-se em massa nas redes sociais contra uma ajuda singela em relação aos números. Todos se tocam com a pobreza e a miséria lá longe, quando esta chega pela televisão e pelos jornais. Mas se vier tocar à porta, começam a olhar para dentro, a apontar a miséria cá de dentro, que antes pouco lhes importava, para argumentar porque é que não se pode ser solidário com os de fora. 

Isso não é argumento, é xenofobia. 
Nem parecemos um povo emigrante, que emigrou e está espalhado por todo o mundo. 

Não me reconheço nesta postura. Compreendo que existam receios, como já disse. Mas estes não justificam uma atitude de total fecho de mentalidade. Até porque Portugal já importou criminosos de verdade, que sempre aqui viveram misturados connosco e nem por isso tivemos atentados à bomba no metro ou nas ruas como aconteceu em França, Inglaterra, Espanha e EUA.

As pessoas temem que essa realidade venha a surgir com a ajuda a refugiados? Por favor! Não é por ajudar umas pessoas que se perde alguma coisa. Ao contrário: ganha-se. 

domingo, 29 de março de 2015

Www: a revolução do século XX

A revolução do século XX não foi a televisão.

A verdadeira revolução, a que mudou o mundo todo de pernas para baixo e nos tornou a todos, ricos ou pobres, dependentes, ligados e ameaçados é a INTERNET.

Nem a televisão ou a rádio fizeram desaparecer os jornais, as revistas, a imprensa escrita. É a internet que está a dar esse «empurrãozinho». A Rádio, como um dia ela já foi, seja de entretenimento ou informação, está quase morta, teve de adaptar-se. A televisão passa dias e dias desligada por esses lares - há até quem não a tenha, porque não precisa, pode vê-la tendo ligação à internet. O telefone foi substituído pelo telemóvel que por sua vez passou a ter internet. E dentro da internet, o facebook cada vez mais dita as cartas.

Pela internet nos dedicamos ao lazer, à informação e até ao terrorismo e ao crime. 

Um dia destes numa carruagem de metro, não resisti ao impulso de registar o que todos os dias vejo à minha volta. Estas subtis mudanças sociais, que alteraram para sempre a vida de todos. O que prevejo no futuro: muitas colunas e pescoço tortos, sem dúvidas!





EM 10 PASSAGEIROS, 3 NÃO SE OCUPAVAM COM OS TELEMÓVEIS OU TABLETS.
 



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Malícia gratuíta


Já vos aconteceu de estar a falar com alguém que não conhecem usando de toda a educação e subitamente a resposta chegar agressiva? Pois comigo aconteceu, numa conversava online. Fiz um comentário totalmente inofensivo. Sem qualquer ponta por onde se «embirrasse». Recebo uma resposta dúbia. Diria que o tom usado era de ofensa e agressividade, mas não sendo assim eu mesma, decidi dar o benefício da dúvida e pensar que a pessoa foi infeliz e se expressou mal. Vai que o comentário seguinte reforça a insinuação do primeiro. Aí senti necessidade de corrigir. O que havia escrito só mencionava uma opinião pessoal (na realidade, partilhava apenas um gosto) e não visava nada com sentido oculto. Como resposta obtenho algo do género: "Sabe muito bem o que fez! Não brinque comigo!".


Como se diz em bom americano: 
WTF??
Mas caí na quinta-dimensão?



É muito triste (eu pelo menos sinto-me assim) quando lidamos com pessoas ávidas para ver maldade na inocência dos outros. Desaponta-me realmente que existam pessoas destas do mundo. São aquelas para quem a bondade da Madre Teresa de Calcutá é sinónimo de pessoa sonsa. E vão para o universo Online talvez até porque lhes facilita o insulto e a provocação como nenhum outro meio de comunicação. E também permite a IMPUNIDADE.


Ora, boa pessoa como (sei que) sou, continuei a troca de impressões naquela do entendimento. Reforcei as palavras que escrevi apontando-lhes a total inocência em relação ao acto que agressivamente me acusavam de estar a cometer. Claro que a resposta não foi "peço desculpa, interpretei mal" - resposta que alguém como eu teria dado sem grandes hesitações. Foi mais uma enxurrada de ofensas. Ás quais ainda me dei ao trabalho de responder! Respondi... Com seriedade, tentando passar alguma correcção para aquela mente claramente retorcida que num simples e inocente frase dirigida a uma variante de um produto, decide ver implicância e responder com malícia, arrogância e acusações. Acabei por desistir. Mas fiquei incomodada. Não por mim, que nada fiz de mal e fiquei na boa, mas por existirem pessoas assim. 

Fico a pensar nos PAIS destas pessoas. Que desilusão devem ter! Eu não ia gostar de ser mãe de uma criatura destas... Anda uma pessoa a tentar passar boa educação e bons valores (so they say...) para cair em saco roto. E o pior é que estas «crianças mimadas» crescem e já não são mais crianças e sim adultos ácidos e maliciosos. Falta-lhes no entanto, capacidade argumentativa. Porém, de que adianta debater conceitos com quem sempre responderá com malícia e sairá em desvantagem se a pessoa nem tem capacidade para entender seja o que for?


Tenho pena. Muita pena. É gente desta estirpe que anda a colocar bombas explosivas em locais públicos porque não têm capacidade de discernimento, de entendimento e gostam de actos vis de maliciosos. Ofensas online ou agressões pessoais, a distância não é assim tão curta quanto isso. É mais uma questão circunstancial que é a barreira. Não a moral nem o carácter, e isso é que é perigoso.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Chose PEACE!


Os Americanos são exímios experts em fazer propaganda. (basta ver uma campanha eleitoral - um enjoativo vómito -). Neste caso acho adequado usarem (e abusarem) desta imagem para frisar o apelo à PAZ. 


Este menino viu a sua vida terminar nas explosões da maratona de Boston, esta semana. Não viu a vida passar para além dos 8 anos. E apesar da idade, ele sabia que guerras magoam e o caminho é a PAZ.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Onde estavas no dia 11 de Setembro?


Lembro-me perfeitamente do que estava a ser para mim o dia 11 de Setembro de 2001 e como fiquei a saber o que estava a acontecer nas duas torres World Trade Center. Foi a primeira coisa que me gritaram quando entrei em casa: "Sabes o que aconteceu? Dois aviões bateram nas torres gémeas em Nova Iorque. Anda cá ver. É a sério, está a dar na televisão".

De início nem entendi sobre o quê estavam a falar. Perante a insistência e o relato do pouco que se sabia que havia acontecido, lá olhei para a televisão e a imagem que aparece é a de uma torre em chamas, com muito fumo.

Não parecia real e demorou a assimilar. Parecia uma cena tirada de um dos muitos filmes-catástrofe americanos. Parei a respiração ao ver aquilo e fiquei mais triste. Qualquer tragédia que resulta na perda de vidas humanas é triste e lamentável em qualquer parte do mundo.