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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Saudade daquela palha

 

Uma directiva europeia decretou o fim da produção de palhas em plástico. Alguém decidiu "salvar" as que pudesse ter por casa? Olhem que passou a ser um artigo raro, daqueles que nunca mais se vai encontrar. 

E assim, algo a que nos habituámos, que davamos como garantido e acessível, desapareceu. No seu lugar, surgem as palhas de papel. 

Esse canudo é tudo menos eficiente. A sucção que proporciona é inferior e insatisfatória. E quanto a furar o orifício da embalagem de cartão para aceder ao conteúdo? 


Esqueçam. Cartão/papel não consegue furar a frágil mas resistente película de acesso. Dobra, desfaz-se. Um gesto que agora exige pericia, tempo, talento, paciência - quando antes, com a palha de plástico era um gesto rápido que furava de imediato, criando grande satisfação. 

E, assim sendo, um gesto corriqueiro que não nos fazia pensar muito, passou a estar mais consciente e a gerar alguma frustração e stress.

Alguém já passou pelo mesmo?


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Prometido é devido - CC

Por engano, carreguei na palavra Estatísticas, ao invés de Comentários do blogger. Surgiu um quadro que gosto de espreitar mas ao qual nunca vou: posts recentemente lidos. Vai que me surpreendi por um ser de 2013. Fui lê-lo. E como o prometido é devido e nele escrevi que dali a cinco anos contaria como estava quando voltasse a renovar o cartão de Cidadão, aqui estou, a cumprir a promessa. (Curiosos? Leiam o post aqui).

Então cá vão as respostas a algumas das questões:


1) Tenho cabelos brancos?
- Não como temi. Tenho os mesmos que há cinco anos: não os vejo. Por uma casualidade por vezes aparece um, quase louro... ou será branco? Continuo assim cinco anos passados.

2) Ainda tenho cabelo ou uso peruca por estar careca?
- Ainda tenho cabelo. Mas muito menos, nota-se. Se já me queixava na altura do tão pouco que era, pode sempre ficar pior... E essa consciência ensina-me que o pior está sempre para vir. Para o ano será pior, e o seguinte, e o seguinte. Se uso peruca? Não. Mas espero ser uma velhinha corajosa que não tenha medo de as usar. A moda já não aceita perucas, por isso espero poder continuar a ser fiel a mim e se me apetecer ter de volta um cabelo volumoso, que enquadre o meu rosto e que não dê muito trabalho de manutenção, que não seja o receio da rejeição social que mo impeça, ahah.

3) Rugas?
-Andam por cá. Ainda discretas em fotos. Mas pior que as rugas é uma coisa chamada elasticidade da pele. Façam de tudo para a manter!

4) E como foi tirar o cartão de Cidadão cinco anos depois?
- Foi mais caro. Mas igualmente rapido. Não marquei hora, fui logo cedo para a fila de abertura. Nem 30 minutos de espera. Voltei a tirar fotografia, desta vez com o cabelo composto. Mas não estava segura - tinha um novo penteado e ainda não sabia como o usar. Acabei por deixar tudo solto e parecido ao que estava quando saí do cabeleireiro. Não gostei. Além de não ficar bem (composta versus a "descabelada" de cabelo apanhado da foto anterior) não era eu. Seria se tivesse colocado o cabelo atrás das orelhas e empurrado a franja da testa.

Aquelas máquinas até são generosas. Não apanham grandes detalhes. Estão-se nas tintas para o aspecto, querem é as tuas feições bem registadas.


Conclusão: Seja você no momento de tirar fotografias. Não há como sair errado



E vocês? O que vos acontece quando precisam renovar este documento?

Agora só daqui a 10 anos.
Sabiam disso?



Mas nem pretendo fazer outro post sobre "como vou estar na próxima renovação do cartão?" porque... Não faz sentido. 

E estarei então na casa dos 50, não posso ser jovem como nos 30, nem o meu corpo se manterá fértil, capaz de gerar vida dentro de si. Essas dúvidas existênciais fazem mais sentido no final dos 30.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Doação ou coação?

Vi isto e inicialmente pareceu OK mas depois incomodou-me bastante... Não sei. Há alguma coisa neste «peditório» que é perturbador. Parece-me que se empenham demasiado em arranjar novos e divertidos métodos para fazer as pessoas levar as mãos aos bolsos - neste caso, ao cartão de débito - hoje em dia o método mais ambicionado de receber donativos, aquele que as empresas mais priveligiam. 


Depois vi isto... E na minha pureza de alma, achei que esta seria uma forma mais vantajosa de atingir o mesmo propósito e sem precisar gastar fortunas em software de última geração! Também não impõe valores mínimos durante o acto de doar, não apela a sentimentalismos ou noções de culpa. Parece-me um pouco hipócrita e frio um outdoor que pede dinheiro. Este ao menos, é simples, pouco dispendioso nos custos de produção e, sei lá... torna a doação um gesto que não tem de ser pesado. A pessoa pode afastar-se com um sorriso no rosto, e não com um peso na alma.  


Em qual dos dois deixaria o seu donativo?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Cartão de Natal

Não fazem o meu estilo, mas deliciem-se!

versão semi não censurada


Quando vi este pensei logo que é o tipo de cartão de Natal para o blogue da Gata...

Para aqueles que, por outras razões, não apreciam por as vistas nos de cima, aqui fica outra variedade. 
Quero que todos se sintam felizes :D


HAPPY XMAS!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quanto dinheiro ilícito já embolsaram?



Há uns meses fui carregar o saldo do telemóvel na caixa multibanco. Lá apareceram as opções e, na ausência da signa TMN, fiquei a olhar para aquilo e lá encontrei o novo nome do mesmo operador. Ou assim pensei!


A verdade é que o dinheiro nunca mais aparecia no telemóvel. Fui a uma loja, mostrei o recibo, expliquei a situação, andaram a ver o telemóvel, a mexer no computador, até que o atendedor prestou mais atenção ao recibo e disse: - Mas este não é o operador certo. Você carregou no outro.


- Então mas não existem DOIS números iguais, pois não??
- Não.

O número NÃO EXISTE na operadora concorrente, mas a operação foi efectuada na mesma! E o dinheiro, esse, continuei sem vê-lo! Para o recuperar tinha de ir expor o caso à casa-mãe, que fica no cu de judas onde eu nunca passo. E ter de ir para aquelas bandas propositadamente, gastar dinheiro nos transportes, para recuperar os meus 7.50€ foi algo que pretendia fazer. Mas não aconteceu e acabei por deixar passar o assunto. Porém, também deixei de carregar o telemóvel. Aqueles 7.50€ teriam de render, nem que fosse na ausência da possibilidade em fazer chamadas.

Mas a questão que coloco é esta:
Se SÓ existe um número de telefone, que tem o indicativo da operadora distinto, COMO pode a operadora para a qual entrou  o dinheiro ACEITAR e nem sequer o devolver ou existir entre eles algum protocolo para a devolução de quantias mal depositadas?

Tudo isto sôa-me a ROUBO.
Há muito que as operadoras devem ter percebido isto. E calam-se. Sempre é dinheiro que entra sem terem de dar nada em troca. É como se alguém fosse ao banco depositar dinheiro e, por engano, o colocasse na minha conta. 

O que me chateia é que percebi que este é um erro recorrente. Porque voltou a acontecer. E isto é como atirar dinheiro pela janela fora! Não o recuperas e também não compraste nada em retorno. Estas empresas são tão oportunistas e sacanas. São uns... merdas!

FIcam todos a perder. Eu não volto a carregar o telemóvel até achar que passou tempo suficiente. A operadora concorrente pode ter ficado com o dinheiro, mas a operadora actual ficou sem ele e tão depressa não vai ver mais nenhum! Ninguém gosta de ser roubado. Até seria da conveniência deles terem uma política honesta e simplificada de restituição em caso de engano. Afinal, antigamente, quando uma pessoa enganava-se num dígito e caso o número não existisse, o multibanco acusava o erro. Agora parece que aceita até um número certo na operadora errada!! Ou seja, aceita qualquer dígito, qualquer coisa.

Roubo.