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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Mulheres e crianças: serão sempre os primeiros alvos de risco

 Quando num estado de anarquia, de guerra, é preciso proteger em primeiro lugar as mulheres e crianças. Se as guerras não fossem coisa de homens, acho que isso não acontecia. 

Nas guerras - mesmo quando se celebra o fim e a chegada da paz, a mulher nunca está a "salvo". Nem crianças. Soldados que invadiam territórios "afugentando" os inimigos para longe, achavam que violar mulheres era apenas o esperado. Era a obrigação de TODAS, se eles assim mostrassem vontade. 

Crianças meninas também não estavam a salvo disso. 



Se por acaso um dia chegarmos a uma situação semelhante, lembrem-se que o mundo é bárbaro, violento tudo isto embrulhado em muita testosterona. Os primeiros a serem prejudicados são os vulneráveis e caridosos. 



sábado, 16 de agosto de 2025

Conhecer lixo humano

 

Lembro de um vídeo de um conceituado jornalista da TV brasileira que, em off, criticou e rebaixou dois homens do lixo que tinham aparecido no segmento anterior, desejando à equipa e a todos um feliz natal. Os dois lixeiros, no seu uniforme, apareceram num vídeo deixando uma mensagem de felicitações. Em off, o apresentador comentou que só faltava aparecer lixeiros... se não tinham mais ninguém. Algo do género. 

«Que merda... dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras... o mais baixo na escala de trabalho» - disse o jornalista Boris Casoy logo após se despedir e pensar ter ido para os comerciais. 

Aquilo vazou, caiu mal aos olhos do público e o apresentador teve de se retratar. Por "danos morais" causados, os dois lixeiros foram indemnizados. 

Isto só para contextualizar que, no Brasil, parece que ser lixeiro é algo mesmo desprezado. Não sei se só por uma elite besta e pedante, se por todos. Mas os chamados GARI - que até tem apelido próprio para isso - parecem ser considerados os MAIS BAIXOS posicionados na escala social. E por isso, é como se não fossem seres humanos?

Deus não faz distinção não... E quando sangramos, a cor é a mesma. Se um ricaço da elite for parar ao hospital - alguém como, sei lá, o tal jornalista Boris Casoy e precisar de transfusão de sangue ou de um orgão, o de um lixeiro negro, pobre, com vassoura serve tão bem quanto o de qualquer outro. E aposto tudo como não haverá, nesses contextos, esta arrogância e altivez de classe. De quem se julga moralmente ou intelectualmente superior apenas porque as oportunidades recebidas foram acima da média do outro. 


ESTA INTRODUÇÃO é para chegar aqui: 

Vejam a cara deste indivíduo: 


Parece um Clark Kent, certo? Bonitinho, sorriso conseguido no dentista, cabelo meticulosamente arranjado, imagem cuidada... diria que a única coisa mais alarmante seria o físico. Esse excesso de preocupação com a imagem projetada para o exterior e o empenho em atingir músculo. Porque para ser grosso assim deve envolver muito tóxico... e isso em si já dispara umas tantas bandeiras vermelhinhas bem grossas... Mas isso é suposição. 

O que importa é que registem o rosto dele. Detetam alguma coisa alarmante? Parece dócil, amistoso, simpático, certo?

Agora vejam este rosto aqui: 


Um cara comum, certo? Meio com cara e pose de bandido, assim de lado, mas isso é suposição. Tirando uma selfie a "bad boy" sedutor.. Reparem que também é musculado, mas parece ter músculo natural, daquele que é teu mesmo, fruto de trabalho do dia a dia e da genética. Procura cuidar da sua imagem o melhor que consegue, está feliz com o resultado e fica contente por poder exibir qualquer indumentária daquelas que fazem publicidade a nomes de marca. 

Marcas essas que conquistaram agora tanto o cliente de alta classe, para os quais costumava ser exclusivo, como o público de média e baixa classe, que economiza meses para comprar uma legítima mala vitton. Será que a classe alta se incomoda de ter perdido a exclusividade? Porque exibir-se em marcas de luxo era um diferencial social que representava status elevado. Uma forma de se colocarem no "mercado social" com uma etiqueta de preço de valor acima da média. Mas agora qualquer lixeiro pode usar ténis do Michael Jordan e T-shirts da Adidas... 



Bom, e agora temos lado a lado estes dois rostos. O do anjinho de couro de igreja, menino da mamã, obviamente à esquerda, e o wanna-be sexy bad boy. 

Pois deixem-me dizer-vos que um destes homens já não está vivo. Foi assassinado pelo outro. Os dois NUNCA se conheceram. Sequer trocaram uma palavra - ao que parece. Mas no instante em que se cruzaram, um matou o outro. 

Ah, gangs! Ah, a violência gratuita!!

Estão certos. Violência mais gratuita que esta não existe. Mas agora vamos ao contexto. 

O senhor da esquerda, de nome René da Silva Nogueira Júnior está vivo. Logo, é ele o assassino. Sim, assassino. Porque ele puxou de uma arma de fogo e simplesmente disparou no outro.  Laudemir - que assim é o seu nome - e só o nome próprio surgiu nas matérias que li, como se, no caso dele, por ser pobre, se dispensasse mencionar outros nomes e o apelido.  Laudemir estava a fazer o quê? Provocou? Insultou? Invadiu a casa do primeiro?

Não. Laudemir estava a trabalhar. Ao invés de Laudemir, alguma imprensa substitui seu nome por gari. Recordem acima... GARI significa pessoa que trabalha como lixeiro. O "mais baixo na escala"- segundo o jornalista Boris Casoy.

Fiquei ultrajada enojada quando li os contornos da situação. O senhor Júnior, «empresário» - que é a conotação laboral que hoje em dia todo o gajo que não quer nem trabalhar nem estudar no duro mas quer ter estatos dá a si mesmo (é como se saísse na rifa da farinha amparo) estava no trânsito e não conseguiu passar entre um automóvel e o camião do lixo - que ali estava a fazer a recolha. Não quis esperar. Estava apressado demais. 

Refilou e ameaçou se um tocasse no carro dele que lhe dava um tiro na cara. 

E o resto... é que fez isso mesmo. Matou a sangue frio a queima roupa um indivíduo que estava ali a fazer o seu trabalho. Foi Laudemir mas podia ser qualquer um outro. Foi o que estava mais próximo - disse a testemunha, a motorista do camião. 

Este DESDÉM pela vida de outra pessoa só porque ela trabalha na limpeza de lixo... revolta-me. Se querem saber o que é LIXO de verdade, LIXO humano, só têm de olhar para o rosto do sr. René da Silva Nogueira Júnior. Isso sim, é que é lixo, excremento. De que vale ter estudos (suposto), ter acesso a melhor condições de vida se... por dentro se é pobre? Se por dentro és um LIXO??

Tenho apreço por todos aqueles que todos os dias recolhem o lixo à porta de casa. Que recolhem nos contentores das ruas, que o recolhem das estradas, parques, por todo o lado. SEM ELES viveriamos como RATOS. Na imundice. Na imundice gerada, na sua maioria, por pessoas que acham que vieram ao mundo só para fazer lixo e que este "desaparece" por si só. 

Depois de matar a tiro, com a arma de fogo da esposa - uma delegada de polícia!! - o homem de 47 anos (nenhum mocinho) ainda foi para casa, passeou os cães e foi malhar na academia. Onde foi apanhado. 

MAS QUE É ISTO????
Então mata-se uma pessoa e é como se nada fosse??

Vai passear os cães???
Tinha pressa para isso? Para ir passear o cão e ir ao ginásio?

O desdém pela vida de alguém SÓ PORQUE ELE É GARI... 
Isto é desprezível. 

Pena máxima para criaturas assim. 

RIP Laudemir sem último nome.... 
Que a classe "mais baixa" no brasil seja respeitada como seres humanos que são!!!

Lembre-se que muitas pessoas que já estiveram no topo hoje podem estar em baixo e vice versa. Não é só nas novelas que devemos torcer para que a mocinha da Regina Duarte que perdeu tudo vença na vida. Temos de defender o correto sempre. O honesto. O certo. Os "César*" desta vida, têm de se dar mal. 


* Referência à trama da novela Vale Tudo

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Sempre a aprender novas lições de vida

 


A colega é uma idosa de 80 e tal anos. Por isso, quando se dirigiu a mim com o seu habitual jeito crítico e autoritário, não quis a repreender. Obedeci à ordem que me deu e justifiquei porquê não ia obedecer à segunda: colocar a minha garrafa de água no chão. 

A sua reação foi ainda pior que as ordens que decidiu dar, com uma prepotência e autoridade à qual fiz por ignorar, devido à idade e a querer acreditar que se trata também de um pouco de cultura mal interpretada. Afinal, eu fui criada de uma maneira, ela foi criada noutra, noutros países, diferentes décadas.

Enquanto lhe dizia, com simpatia na voz, que preferia manter a garrafa de água comigo porque esta tende a..... 

Ela interrompe-me e sai-se com esta:
-"Não preciso de ouvir nenhuma explicação. Não me interessa". 

Rude para caraças. Mas, mais uma vez, achei que talvez fosse o "upbringing" - a educação quiçá rígida de outros tempos, que ela deve ter tido num país mais totalitário qualquer, mais opressor.     

DESCONTO para a sua atitude de arrogância, autoridade. 
Mas não é NADA agradável trabalhar com ela. 

Há medida que o trabalho desenrola, coloquei uma caixa em cima da outra, para lhe facilitar o transporte e, mais uma vez, lá vem a repreensão, a crítica e a ordem: 

- Nada de por uma caixa em cima da outra! 
- Grita, logo após puxar violentamente uma das caixas de volta de onde a tinha tirado. 

Que nazi! É muito difícil trabalhar com pessoas assim. MUITO. 

Já estou a revirar os olhos quando o gerente me diz que afinal vou trabalhar noutra area.

Para o meu lugar surge uma outra colega, que já havia reparado estar a saltitar de uma área para a outra, como se pouco qualificada para fazer grande coisa. Ela parece nunca saber bem o que há para fazer. Meteram-lhe na mão um scanner e ela atrapalhou-se. Então o gerente a mudou de lugar e ela tomou o meu. Nisto, quando se aproxima da idosa, as duas parecem se engajar muito bem. A idosa está até a conversar. Comigo deu-me o tratamento de silêncio, até mesmo quando a cumprimentei, ao chegar. 

Fiquei revoltada. Então é assim?? 

Agiu como uma nazi. Subitamente entendi que podia muito bem ter sido uma, ou filha de nazis. Os jovens nazis são hoje muito idosos... e não foi por isso que deixaram de ser nazis. Não só envelheceram, como geraram filhos. Que muito provavelmente foram injectados para pensar como os pais e educados para tratar os outros com arrogância, superioridade, prepotência, má educação, maus modos, altivez, recriminação e, se puderem sair ilesos aos olhos da sociedade, torturar e matar. 

 O que aprendi então foi uma LIÇÃO DE VIDA. 

Não se tem de tratar bem uma pessoa maldosa só porque é idosa.
Assumir que, só porque a pessoa é geriátrica, teve amplo tempo para se pacificar e encontrar o "nirvana" da vida é um erro. A pessoa geriátrica não é automaticamente atenciosa com os que os rodeiam. Tanto os nazis como os Charles Manson da vida envelheceram. Um leopardo nunca perde as pintas, não é assim? E se, enquanto criança, ficou "tatuado" em mim que se tem de se respeitar sempre os mais velhos, afinal existem excepções. 

Tratar alguém como te tratam a ti. Esse devia ser o lema. 

Tenho um outro colega também avançado na casa dos 70, o Jimmy, que sempre foi um raio de sol. Sempre com um sorriso aberto no rosto. Muitas vezes lhe perguntei porquê não vai para a reforma. Ele me diz: "Para quê? Para morrer em questão de meses? Conheci muitas pessoas que, depois de se reformarem, estavam mortas no espaço de poucos anos".

Ele é feliz a trabalhar. 
Acho louvável. Acho normal. É o que eu pretendo também sentir quando lá chegar. 
A vida e o que nos interessa não termina quando se chega aos 70 anos. Ou 80. Ou 90. 

E também não existe um milagre que torne uma pessoa desagradável em pessoa afável, só porque avança na idade.  

 Espero não esquecer esta lição de vida! 

quarta-feira, 19 de abril de 2023

A policia na Amadora e a polícia em Albufeira: os mesmos criminosos

 Abri o microsoft chrome e com ele vem o pop-up com as notícias. As mesmas que ignoro e nao procuro. É irresistivel espreitar alguns dos titulos. Outros, claramente click bate, nem tento.

Foi assim que fiquei a saber que uma mulher foi esfaqueada a frente de uma discoteca no algarve. Vi o video que mostra apenas umas pernas a cair horizontalmente no pavimento e a deslizar, como se o peso do corpo facultasse movimento extra. Nada parecido com os filmes. Nao era um filme. Foi real, o fim de uma vida. Esfaqueada no pescoço e peito, numa zona rodeada de umas 20 ou 30 pessoas. Todas aparentemente jovens - cronologicamente com idade para demonstrarem melhor discernimento, mas com uma gritante falta de boa criação. 

Depois surge os comentarios de comentadores televisivos a um video de uma intervencao da PSP na Amadora. A policia foi chamada por locais que se sentiram incomodados com ruidos e outros problemas. Ao chegar foi agredida com pedras e garrafas de vidro. Insultada, expulsa. Mas quem é esta malta que pensa ser dona da Amadora? Manda e desmanda acima de todos? Holligans! Criminosos. Escumalha. 

A policia teve de regressar adequadamente preparada para cumprir o seu dever de repor a ordem. É aí que é filmada. O video é publicado no Tic-toc, o que de si ja diz muito sobre as idades destes individuos que desacatam a autoridade e causam medo e incomodo noutros residentes. 

Deve ser horrivel viver num local a vida toda e ve-lo transformar-se de uma boa vizinhança para um gueto, cheio de malta preguiçosa que nao quer acordar cedo pela manha para ir trabalhar. Prefere andar a assaltar aqueles que o fazem. 

Me desculpem se vou colocar o dedo na ferida. Mas alguém tem de o fazer. O que ha em COMUM com estes dois casos??

A origem dos deliquentes. 

Tanto num exemplo como no outro o que vi foi jovens com raízes vindas de outros países, provavelmente ja terceira geracao, com aquele comportamento de gueto. Um distinto estilo comportamental que se instalou, propagou e dissiminou com um cancro.

Culpo tambem hollywood, que faz filmes atras de filmes a glorificar o gang-style. É o palavreado, a maneira de andar copiada das piores prisões americanas, o vestir à rapper, os palavrões e meias-palavras, os gestos de "grupo" exclusivo - tudo extraído do mundo do crime.  É a saída mais fácil, mais cobarde, assumir-se desencantado com a vida e desistir da ideia de se tornar um cidadao que colabora. Típico de cobardes. Pensam que por terem armas e as usarem, são fortes. Não. A força está exatamente em ser "normal". A força estaria no virar as costas para isso e encarar a vida com honestidade e luta. Criar carácter. Aceitar desafios, derrotas, frustrações. É mais fácil viver a vida se vitimizando, dizendo que lhe devem tudo e mais alguma coisa e tornar-se aquele que acusa, exige, se vitimiza, provoca, mente, agride, roba e facilmente mata.

Isto é ser cool? Ganhar estatus entre os patéticos amigos que mais tarde ou mais cedo, ou morrem ou vão presos? Nao. Isto è ser covarde. A vida tem parametros para ser seguidos de varias maneiras sem ser a criminosa. Mas essa coragem falta-lhes. O MEDO, pavor e quase certeza absoluta que nunca as suas aspiracoes de vir a ser "alguem" vao se realizar. Essa é a realidade da qual se escondem. Não são bons o suficiente para os seus sonhos. Ao invés de buscarem ser, preferem tirar de quem não é cobarde e está a esforçar-se para criar um mundo melhor. 

Estes dois casos se complementam em mais que um sentido. Se não existir polícia, o que acontece? Matam-se pessoas. Simples. REAL. Tomara a família da mulher assassinada em Albufeira, no Algarve, que a polícia tivesse sido chamada e aparecido munida de armas de defesa a tempo de evitar a tragédia.

Estes dois casos são importantíssimos. 

Agora gritam: "Onde estava a polícia?"

Temos de apoiar mais a nossa polícia. Ela tem um papel a desempenhar e tanto quanto sabemos, está a cumpri-lo cada vez que precisamos. Se existir uma excepção, que se lide com a excepção. Se abusar ou for impópria, faz-se uma denúncia e uma investigação. Mas não estamos num filme de hollywood, onde toda a polícia é corrupta e os criminosos, uns Robin Wood. 

Tenham descernimento. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Um filme com 30 ANOS para rever...


... lições para (re)aprender. :D

E o filme sugerido para esta semana é "Os Acusados".


"Baseado em factos reais" - dizia a voz off sobre o filme que ia estrear na televisão portuguesa pela primeira vez. "Com imagens de violência e cenas que podem ferir a susceptibilidade do telespectador" - advertiu mais ou menos por estas palavras a "voz". 

Mantive o filme "Os acusados" gravado numa cassete VHS por muitos anos. Até que a necessidade de gravar outra coisa e a  alta probabilidade de voltar a ver o filme na TV fez-me decidir desgravá-lo. 

Noutro dia li algures numa notícia o nome deste filme ser mencionado como referência de aprendizagem sobre o tema que traz à baila: a violência sexual. Afinal nesta década de 2018 este filme de 1988 (tem 30 anos!!!) já não passa nos canais de televisão. E é lamentável. A mensagem parece estar PERDIDA e, por isso, precisa de ser reaprendida.


Quando o vi senti o impacto da violência mas muito mais o da INJUSTIÇA. De resto não me causou grandes revelações, pois intuitivamente concordava com o ponto de vista abordado pelo filme e o resultado do veredicto final, pelo que o "debate" de posições que o filme com muita inteligência traz ao de cima, não me manteve na incerteza, só na dúvida. No final, penso que todos respiram de alívio.

Para alguns espectadores, talvez tenha servido para "expandir a mente"- como vulgarmente se costuma dizer. Hoje em dia, qual será a reacção das pessoas? Evoluímos e nos afastámos daquele rápido julgamento? Da vontade de punir? E inocentar com a expressão "boys will be boys"?.

Para reavivar a memória ou para atiçar a curiosidade daqueles que, talvez sendo muito jovens, não conhecem este filme feito há 30 anos e que muito contribuiu para expor quebrar o "tabu" da violação, proporcionar um debate de ideias e ajudar vítimas a vir a público denunciar crimes de cariz sexual.


Vejam este clip. Ela dança, ela beija, ela até curte... mas ela diz Não. 
O que acontece a seguir... Muitas vozes disseram que mereceu. 

Quem acha que merece?


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

A propósito...


O meu único post sobre o Ronaldo no blogue, remota a 2016, por ocasião do divertido "arremesso do microfone" ao lago. Como todos, achei de pouco valor e a atenção que o caso estava a receber, exagerada. Até que comecei a pensar. Especialmente após ver uns vídeos. Não gostei. E hoje, ao relê-lo, fez-me sentir mais segura a respeito das minhas impressões sobre as pessoas e as suas atitudes. Não sou infalível e já fui surpreendida (geralmente acho todos bons porque os julgamos um pouco por nós mesmos). Mas, às vezes, nos pequenos gestos como o arremessar de um micro ao lago,  um acto que revela desrespeito, revolta e, também um sentido de "eu" e "vontade" muito dominante, revela-se muita coisa. Não tanto quanto o espetar de um objecto doloroso no joelho de um colega de time, claro. Ou meter todo o peso do teus músculos em cima das costas de um homem idoso. 

E pronto, é isto.
Para reler aqui.

domingo, 7 de outubro de 2018

A coragem de uma mulher chamada Kathryn Mayorga

Estava longe de me preocupar com este assunto, mas depois de umas conversas e comentários, apeteceu-me prestar atenção ao processo jurídico ao qual Cristiano Ronaldo poderá responder na América. 

CR7 é apontado como autor de um estupro a uma mulher americana, de nome Kathryn Mayorga. O caso remota a uma ocasião há nove anos atrás. Na altura, a americana, que se diz a vítima de estupro, não fez segredo do ocorrido. Foi de imediato ao hospital e sujeitou-se a exames médicos. Segredo fez do autor e do local de estupro. Alegadamente por ter medo. O caso acabou por "cair" no «esquecimento» quando a mesma assinou um acordo para parar de falar do assunto, em troca de uma soma de dinheiro.

Nove anos volvidos, a América vive um momento especial no que diz respeito a este tipo de crime.  Surgiu o movimento #Metoo. Denúncias de casos ocorridos com pessoas em posições de poder têm vindo ao de cima e vítimas a viver anos em silêncio perceberam que vão ser levadas a sério ao invés de serem sujeitas a escrutínio, maledicência e ofensas, como no passado. Há não tão pouco tempo assim, vítimas de estupro sofriam uma pressão tremenda para se manterem caladas e não irem contra homens poderosos e com dinheiro. Ficavam sempre mal vistas e arruinadas em todos os sentidos. Um desses casos de denúncia revelou a verdadeira face do então muito idolatrado ator e pacifista Bill Cosby - não uma mulher, mas várias, vieram a público dizer que foram violadas por ele no passado. 20 e 40 anos depois... o acusado, provado culpado, foi sentenciado e vai pagar pelos crimes que julgou ter cometido impunemente.

Portanto, não argumentem "porquê só agora?" porque para mim isso revela um grande desconhecimento do que é passar por um trauma. Revela desconhecimento de vida e natureza humana. Com tantas mulheres a sofrer, vítimas de violência doméstica, que permanecem com os parceiros até o final das suas vidas - ainda se perguntam "como é possível?"??. Pouco se entende de psicologia se não se entender que é fácil permanecer em situações de conflito e violência por anos mantendo SEGREDO dessa realidade. O mesmo se passa para vítimas de violação - seja esta contínua ou única.
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Ora, no caso do Cristiano Ronaldo, que comentários surgiram quase de imediato? "Mais uma que vai atrás dos milhões dele!", "Querem ver que quando subiu para o quarto não sabia ao que ia?", "Coitada, era virgem!".

O que eu penso destes comentários? São um cancro para a sociedade. Para manter o direito à inocência de uma pessoa, não é preciso tentar demonizar a outra. Porque existe tanta possibilidade de inocência quanto de culpabilidade. 

E ao fazê-lo neste enquadramento, está-se, mais uma vez, a banalizar-se e a tornar socialmente aceitável chamar as mulheres de prostitutas. Qualquer mulher é imediatamente vista com potencial de puta, sempre interessadas só em dinheiro e dispostas a tudo para o obter. Se forem bonitas, jovens e ousarem divertir-se, ainda pior. A mulher continua a ser socialmente condenada na sua generalidade, pelas liberdades que conquistou. E punida quando violada nos seus direitos mais básicos, porque "fez por elas"... Mesmo que uma mulher levasse uma vida desgarrada, mesmo que vivesse da prostituição, ser forçada a ter sexo contra a sua vontade continua a ser um crime de violência. Ser freira ou ser puta, que diferença faz no acto? Nos traumas?

Há uma "famosa" prostituta americana cujas consequências de uma vida a ser (des)tratada como puta mostrou ter alterado a sua forma de ser e de pensar - o que levou a consequências fatais. O seu nome foi Aileen Wuornos. Vejam o filme baseado na sua história, talvez a compreendam. É este o caminho que a sociedade quer seguir? 

Prostituta ou não, merece respeito. É só o que quero sublinhar. Vítimas surgem de todo o tipo. Não há umas cujo crime deixa de o ser só porque estão "do lado errado da vida". Mentiras e verdades não são exclusivas do lado "rico" ou "pobre". 

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Bom, voltando ao caso CR7, vou tentar ser suscita. O que é que se sabe até agora?

Sabe-se que Cristiano Ronaldo admitiu ter tido relações sexuais com Kathryn. Claro, não é burro e tem uma vasta equipa de advogados bem duros na queda que já conhecem o peso em tribunal de um elemento que revolucionou o mundo forense: O ADN.

Se ele alegasse que nunca lhe tocou e colectassem do anus da acusante o esperma dele, Ronaldo seria facilmente descoberto e teria toda a sua credibilidade destruída em segundos a uma escala mundial. Pelo que admitir tinha de ser a solução. E para contornar os parâmetros de uma alegada violação, a contra resposta só podia ser "foi consensual". 

Outro facto que se conhece é que ele trocou 375 MIL euros pelo silêncio da americana. Um contrato assinado em 2010, e cujos contornos e detalhes só vieram a público anos mais tarde, graças a um trabalho de investigação de jornalistas alemães da revista "Der Spiegel", que tiveram acesso às mensagens trocadas entre o jogador e o seu advogado - mensagens onde estabeleciam o valor a entregar. 


Ora, contra todos estes factos, substanciados por documentos reais - cuja conecção entre o jogador e a americana já foi oficialmente confirmada por documentação aparentemente legal e real, a equipa de defesa de CR só sabe dizer que "é falso" e mais uma vez, são "pessoas a tentar ganhar algo às custas dele".

Parece-me uma defesa fraca, perante os contra-argumentos fundamentados pelo "outro lado". Mas também existe uma eventualidade percentual de ser verdade. 

Presentemente, porém, não me parece que seja. Mas teremos de esperar pela conclusão da justiça. Isto se o aparato e as cortinas de fogo não atrapalharem a investigação, como aconteceu na américa com o julgamento de OJ Simpson ou em Portugal com o caso Casa Pia.


O que têm a dizer a este respeito?
Têm alguma opinião até agora?
Partilhem. Mas em tom de diálogo, não em tom de fanatismo, eheheh.
Como jogador ele é o melhor do mundo. Como pessoa não o conheço. O que sei dele, pessoalmente, acho que não abona muito a seu favor. A impressão que tenho é que ele faz o tipo "QUERO, POSSO, MANDO". A sua determinação em se tornar o melhor jogador é louvável, mas essa mesma obsessão o fez querer ter tudo a seus pés - presumo. E tiro esta conclusão baseada na FORMA como escolheu ter os seus primeiros três filhos. QUERO, POSSO, TENHO.

E uma filho não é a mesma coisa que uma bola de futebol... 

Não tem o mesmo peso. 
Quis ter um filho mas não lhe quis dar uma mãe... aparentemente. Três vezes.
Até hoje não se sabe quem geriu e pariu a primeira criança. Mas sabe-se que esta cresceu SEM mãe. Avó, tias... podem criar bem uma criança, não duvido. Mulheres têm-no feito por milénios. Mas não são mãe. Não existe a figura "mãe" e não conheço orfão ou adoptado que não sinta falta dela. Se o filho não fez falta à mulher(s) que gerou Cristianinho pouca importância tem. O que está em causa é o Cristianinho. E o impacto que a ausência de uma mãe terá na sua vida. Porque mesmo ausente, muitos sabem que tiveram mães. Umas deram-os para adopção, outras estão vivas mas em condições lamentáveis, outras faleceram... mas existiram. A sua história, o seu legado, os parentes maternos... Cristianinho foi privado de TUDO isto. 

Portanto, o que penso saber sobre Cristiano Ronaldo é que o que ele quer, vai atrás, obtem, nas condições que deseja. Eliminando factores que fazem outros hesitar e reflectir. Louvável no desporto e na carreira? Talvez. Na vida sentimental e familiar? Talvez... não.

Que vos parece?

quarta-feira, 27 de junho de 2018

No Porto


Vale a pena ler o relato de uma alternação (palavra gentil) entre três mulheres e um segurança, na noite de S. João, no porto, enquanto esperavam um autocarro. 

Há tanto de português nisto... 
E não menciono o racismo.
Pelo simples facto de uma das mulheres ter chegado DEPOIS e "cortado" a fila (foi juntar-se às amigas que estavam na frente) um gajo impediu-a de tal (tal é a ânsia pelo assento) e tudo resultou e murros no rosto, sangue, insultos, cuspidelas - uma violência desnecessária. 


A polícia?
Não mugiu nem tossiu.



Tudo porque passou à frente na fila do autocarro...
E aqui na terrinha de sua Majestade, o que me irrita é que esse conceito de ordem de chegada é inexistente. 

As pessoas enfiam-se no autocarro de forma ordenada mas, não por ordem. Não têm noção dessa ética social. É o primeiro que se chegar na porta e todos aqueles que fizerem fila dupla atrás. Nada de respeitar a chegada, posso ser a primeira e não existir ninguém mais por uns bons 10 minutos. Não faz diferença. Aqui na cidade onde estou não respeitam ordem nem dão prioridade a idosos na entrada do veículo. Têm prioridade nos assentos da frente  - como em Portugal. Mas antes disso... esqueçam. 

Se fosse reagir assim por cá... por entrarem no autocarro fora da ordem de chegada... 
Ai, ai. 
Apenas bufo, abano a cabeça ou reviro os olhos.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Porquê morrem as pessoas?


Sou crente de que nenhuma morte é em vão.
Acho que todas servem um propósito.


Quando soube do incêndio em Pedrógão Grande, que vitimou 64 pessoas imediatamente senti que a morte de tanta gente ia servir um propósito. Esta ia ser a tragédia que ia mudar para sempre o trajecto que todos os incêndios com vítimas mortais há anos percorriam em Portugal: falava-se 5 minutos no noticiário, depois tudo era esquecido.

É a vida de um casal idoso numa aldeia qualquer menos valiosa do que a de um jovem, quando ambos partilham como causa de morte fogo gerado por um incêndio? Não. É tudo a mesma coisa.

Mas os nossos olhos não queriam enxergar. Não estavam a saber ler os sinais.
Então Deus enviou mais sinais. Rajadas de vento fortíssimas. O céu a ir de sol brilhante para escuro de tempestade. Foram horas de aviso antes do tal relâmpago cair e causar aquele fenómeno natural que apanhou toda aquela gente numa estrada rodoviária.

Pela primeira vez, não foi um fogo com mão criminosa que resultou na morte de seres humanos, animais e danos materiais. Foi uma causa natural. A «mão» de Deus... 

De alguma forma, isso trouxe-me muito consolo. Detestaria saber que o responsável é uma pessoa como eram todas as que teria matado, com um rosto e um nome. Ia ficar a sentir raiva. Talvez ódio. Sentimentos que não ajudam a nada no processo de cura/aceitação. 


Não existiu mão criminosa. No entanto, foi neste caso que o Estado Português viu-se forçado a apresentar condolências e a indemnizar familiares das vítimas. 

Porquê? Pelo número de pessoas que faleceram, para começar. Duas, três, meia dúzia numa localidade qualquer no interior, era coisa que não estava a ser eficaz. Eficaz para os responsáveis questionarem a eficácia dos meios que têm à disposição e do sistema que elaboraram para combater incêndios. Mas, até mais importante do que combatê-los - porque, por vezes, nenhum esforço humano consegue dominar esse inferno, somos impotentes diante de ventos e chamas - o MAIS IMPORTANTE é saber como salvar pessoas e bens. Tudo pode arder. Custa. Mas se todas as vidas humanas e não só se salvarem, então teria sido uma operação de socorro bem sucedida. E é isso que tem acontecido ao longo destes anos? Não me parece. 

Era preciso chamar a atenção para esse facto. E nada estava a dar resultado.
Um fenómeno natural causado por únicas condições atmosféricas veio a alterar isso. Sessenta e quatro pessoas faleceram. E quem eram estas pessoas? Deixaram de ser locais. Pessoas "Presas" pelas chamas. Mas familiares, amigos e conhecidos de Portugal Inteiro.

Toda a gente a telefonar a toda a gente, filhos nas grandes cidades a tentar ter notícias de familiares na zona, naturais da região aflitos e com coração apertado. O incêndio não apanhou só gente local. Apanhou pessoas oriundas de muitas partes do país. Julgo que até um turista - não tenho a certa se foi de facto, se foi invenção. 

Apanhou o colega de trabalho, o amigo de infância, o filho do irmão, a mãe da melhor amiga, gente oriunda não só da zona, mas da cidade também. Afectou tanta gente que os olhos não podiam mais ficar fechados.

Se me perguntarem porquê Deus "permite" que se morra assim, não vou dizer que temos um Deus cruel. A vida é cruel mas Deus é misericordioso. 


 E não foram mortes misericordiosas. Poderia Deus ao menos ter concedidos-lhe isso? Podia. A alguns, talvez, tenha «suavizado» a travessia até junto D'Ele. Mas aqui também acredito que, antes de encarnarmos, já nos comprometemos a certos sacrifícios, onde se inclui uma morte trágica e dolorosa, que será recompensada com a eterna felicidade. "É uma eventualidade. Topas?" - pergunta Ele antes de nos enviar a caminho. 

A maioria lá na paz do céu deve responder sim.
(é algo em que acredito).

Uma vez vi um programa sobre milagres e fenómenos inexplicáveis onde uma pessoa relatou que, enquanto estava a ser queimada viva num carro em chamas, "Uma voz" avisou-a momentos antes que isso ia acontecer e que ia ser muito sofrido, mas que ia salvar-se. Ela disse que conformou-se com o sucedido e que sentiu a presença de Deus o tempo todo com ela. Sabia que mesmo que viesse a falecer, seria acolhida na eterna graça do Senhor. 

Outros programas fizeram-me acreditar que existe um sentido para todo o tipo de morte e circunstância com que esta possa acontecer. Perguntam-se para quê serviram as da 2ª GG Mundial? Não sei... parecem-me ser em demasiado número para tão pouca lição tomada desde então. 

Mas pergunto eu: será que foi mesmo lição pouca? Não teria sido muito pior, não poderíamos nós, seres humanos, ser já uma raça extinta se não fosse por uma tragédia tão grande? Se não fosse pela explosão de uma Bomba Atómica que veio a mostrar ao mundo o seu poder devastador? 

Não nos teríamos já morto uns aos outros e erradicado com o planeta?

Há 73 anos, 6 de Agosto de 1945
Isto aconteceu no planeta Terra

Acredito que cada morte e cada circunstância tem uma lição para ser tomada. Até mesmo a de crianças inocentes. Muitos são rápidos a dizer: "Deixei de acreditar em Deus porque nenhum Deus ia permitir a morte de uma criança inocente!".

Mas essa criança inocente antes de encarnar, deve ter concordado com o seu «sacrifício». (Mais uma vez, programas que vi). Algumas parecem ser de uma bondade pura. Tão pura como se fossem anjos na Terra. E anjos sacrificam-se pela humanidade.

Vi também alguns programas sobre homicídios. Nos quais crianças inocentes sofrem terríveis problemas de saúde ou de risco de vida, terminando por ser salvas. Os pais deliram de agradecimento perpétuo. É melhor do que ganhar a lotaria mil vezes. Tinham um filho em risco de vida, que se salvou. 

Anos mais tarde, o pai que retirou dos escombros o filho quase moribundo foi assassinado à facada por esse mesmo filho. Que a seguir matou também a mãe e a irmã. Um outro, bebé ainda, com uma doença em que não era suposto ter sobrevivido nem sequer 24 horas, cresceu para se tornar um homem. Mas desde que era criança que tinha comportamentos sociopatas. Matava animais, era violento, fazia ameaças de morte muito graves, enchia de terror e pavor a própria mãe. Até que cortou a garganta da esposa, que "ousou" querer abandoná-lo para fugir às suas manias de controlo absoluto.  

Se calhar, por vezes, um inocente não é suposto vingar. 

Mas não creio que nenhuma morte seja em vão.
Todas servem um propósito maior, de constante aprendizagem. Se não for merecida para a pessoa que a perdeu (pois essa decerto não aprende nada se não permanecer viva) é certamente uma lição para aqueles que os rodeiam. Para a humanidade.

Existe muita crueldade no mundo. Por vezes esquecemos-nos disso. Tem de ser, ou seria difícil viver o dia a dia.  Mas também temos de ser confrontados com ela para a saber combater. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Uma inconfidência familiar com Kms de distância

Como já expliquei uma vez, no facebook tenho «amigos» americanos que nunca conheci mas que se fizeram amigos para interagir num jogo. Vai que, por vezes, publicam coisas no face que dá para eu ver. Assim como imagino que as minhas publicações também são visíveis a eles. Vai que deparei-me, ontem de noite, com uma coisa que me pareceu inocente. Apenas uma daquelas coisas de família... 

Um filho pediu emprestado um cortador de relva e devolveu-o sujo e com o depósito cheio. Acontece. Até entre vizinhos, conhecidos... Não há motivo para armar uma discussão séria por causa de algo assim. Aquela publicação estava sempre a aparecer no topo do feed e após umas tantas vezes a levar com aquilo «na cara» fui ler os comentários. Eis a troca de palavras: 



Post no facebook da Senhora Maria:
A semana passada o filho pediu emprestado o cortador de relva. Fui para cortar o relvado esta manhã e foi assim que mo devolveu (foto daquilo cheio de relva e por limpar). Também lhe dei 5L de gasolina que derramou para fora pois ele estava com pressa para fazer a coisa a bem. Usou as minhas ferramentas e o camião. Que simpática fui! Para aqueles que não sabem onde é o saco colector de relva...   

Comentador amigo: Terrível. Mas ao menos trouxe-o de volta.

Filho (usando o facebook da namorada): Para aqueles que precisam de saber a verdade, aqui fala o filho da Senhora Maria. Sim, pedi emprestado do meu pai João o cortador de relva e algumas ferramentas de jardinagem para cuidar do quintal da minha avó. Estava à chuva e com o meu horário laboral apertado. Esta avó é a mãe da Senhora Maria. A Senhora Maria sempre abre a boca de uma forma negativa e maliciosa. Eu ia limpar tudo na segunda-feira, mas a Senhora Maria gosta de deixar os outros mal vistos. Ela fica em casa 11h por dia quando a sua família precisa de ajuda mas eles não lhe pedem ajuda a ela. Hummmmm... porque será????? Amo-te Natália e sempre fiz coisas por amor a ti e não ódio e negatividade. Vou continuar a ajudar-te tal como tu estiveste sempre por mim quando a minha própria mãe Senhora Maria não esteve. Para tudo sempre lá esteve o João, não ela!!!

Senhora Maria: O teu padrastro João diz que és um convencido... Lamento que te incomode que eu seja motorista de autocarro. Tens de falar atrás das saias da Carla... 

Carla (ou filho): Senhora Maria, Por favor pare com o drama. Não gosto disso na minha página.

Senhora Maria: Desculpa, eu não fui à tua página, o teu namorado abusivo veio à minha falar atrás da tua saia. Quem o emprega devia submetê-lo a um exame de despistagem de drogas talvez ele deixe de ser tão malvado. Ah sim, ele usou a urina de outro.


E pronto. Apeteceu-me partilhar aqui...
As redes sociais são espantosas. E assim, uma «briga» familiar longíqua com pessoas que não conheço nem imagino mais gordas ou mais magras, chega-me ao conhecimento. Devo dizer que, vendo tantos programas sobre crimes nos EUA, preocupou-me a forma como levam tão a sério o que me pareceu, inicialmente, um desabafo sem maldade. Mas o filho achou que era um post malvado e «despejou» mais coisas... Vai a resposta, adiciona outras.



Para quem vê quase todos os dias crime-docs (documentários sobre crimes) americanos, sabe que já aconteceram tragédias por muito menos. E como lá eles andam todos armados até os dentes, num destes momentos em que estão «mais a quente» podem não pensar duas vezes e descarregar uma arma em cima de alguém. Vai que por uma coisa patética destas, isso podia acontecer?

O que acham?
Tirando o facto das pessoas hoje em dia usarem o facebook para publicar todo o tipo de pensamento e momento... Quem acham que «abusou» nas palavras?



sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Violência Doméstica começa cedo?

Que horror!
Se com esta idade e tamanho já é assim imagine-se de onde virá o exemplo!!!

https://www.facebook.com/asmaroticesdeumapaixonado/videos/1112528615496793/
Sigam o link que abre no facebook.

Isto é assustador. Triste e deprimente. Não entendo o que dizem nem qual é a língua falada mas estou inclinada para deduzir que se trata de uma cultura muçulmana ou... grega. Isto é terrível. Está aqui um pequeno Jihadista em potencial. Terrível também o exemplo das mulheres. A que suponho ser mãe e a que suponho ser a avó.

Sim, ensinem que é assim mesmo que se trata mulheres. Que belo comportamento. Isto é capaz de retirar dos nossos corações a fé na absolvição da humanidade... :´(

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Viajar? Não, obrigado.


Surpreende-me escutar certos jovens dizer que o seu sonho é viajar pelo mundo e ir à Venezuela, Índia, Marrocos... e outros países similares.


Porquê a surpresa? Porque relatam a coisa tal e qual como se num sonho, uma fantasia. Uma experiência que as suas mentes imaginam mística, exótica, quem sabe romântica, espiritualmente poderosa e marcante. 

E eu interrogo-me se com este sonho vem junto uma consciência de outras realidades que possam estar presentes. Como a situação social e cultural destes países, em certos casos tão diferentes. O perigo. Porque será que nunca têm em mente os riscos? Será que têm o pé assente na realidade ou ficam ali pela fantasia que viram nos filmes, leram em livros?

A ingenuidade não faz um bom viajante. 



Não devia ter sintonizado pela primeira vez a CMTV, à procura da tal reportagem sobre o pai(?) do Ronaldo. Esta já não está disponível na programação por já se ter passado mais de uma semana. Mas dei de "caras" com o noticiário. Que mais parece a primeira página de um jornal de criminologia, com a desvantagem de não ser velho e amarelado, com crimes ocorridos no passado. Não, são crimes de agora mesmo. E ocorridos cá, em território português!

Se por cá se degolam avós e se matam bebés, como alguém pode imaginar viajar para um país onde a prática de assassinato é tão banal cujas notícias das mortes nem fazem alguém pestanejar?


A CMTV informa-me que um emigrante luso foi assassinado na venezuela. Mais um empresário, a investir num outro país que decerto adorava, a aparecer morto. Foi decapitado e cortaram-lhe as mãos. O chocante é que ele desapareceu no dia 23 de Maio, o seu dorso e membros inferiores foram encontrados pela polícia dia 28 a boiar no rio Guaire, mas só agora o caso é notícia porque só esta quarta-feira, dia 29 de Junho, quando uma familiar procurou notícias de Carlos Gouveia, é que a família da vítima foi informada. Só agora!! As autoridades.... népia. Um mês depois e já com o que restou do cadáver enterrado por lá na Venezuela.

Disse a notícia, e muito bem, que nestas semanas já foram assassinados na Venezuela dois portugueses e  que em 2015 foram registados 18.000 assassinatos.


Ainda queres viajar?
Força! Não sou contra. Mas não viajes somente com histórias fantasiosas na cabeça. Viaja também com o pé no chão, precavida/o e com segurança.

Para que não tenham de chorar cá em Portugal um não retorno.



sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ver reportagens antes de dormir? É melhor não....

Devia mesmo parar de assistir a reportagens horas antes de ir dormir. Termino de vê-las e sinto revolta! Tenho agora uma imensa vontade de expor o meu ponto de vista sobre determinados temas que acabaram de me enojar e preocupar. Mas o pensamento é mais rápido que a escrita e tudo o que me passou rapidamente pela cabeça e estava tão certeiro, agora, diluiu-se no cansaço e avançado da hora.

Sempre assisti a programas, principalmente sobre homicídios (resolvidos, que os não resolvidos produzem a mesma inquietação) mas nos últimos dias deixei os de crimes para trás e comecei a assistir na panóplia de ofertas no youtube, a reportagens de casos reais numa ampla diversidade de temas, sempre controversos. Muitos são revoltantes e quase que me tiram a fé na humanidade.


Aquele que mais quero vir aqui falar, deixo para outra ocasião. Mas é sobre um assunto muito importante que se vem a manifestar na nossa sociedade cada vez mais e é muito pouco falado. Mas posso escrever sobre outros que vi esta noite. Como por exemplo, leis impostas a crianças nas escolas. Para as «educar». Numa escola algures nos EUA (claro), as crianças estavam proibidas de fazer grafitis. Uma menina de 12 anos foi pega pela professora a rabiscar a carteira com um marcador não-permanente, a polícia foi chamada e prenderam a criança. Sim, presa! Com direito a algemas e escoltada algemada até a delegacia. Fica com cadastro criminal para o resto da vida, inclusive. Pode uma coisa destas?? 

Noutra escola, desta vez um infantário, uma outra menina que estava a fazer uma birra foi também presa. Noutra escola um menino de 8 anos disse que a professora era bonita. Foi preso sobe a acusação de assédio. (!!! LOL). E outros foram presos porque... arrotaram.

Eu até pensei que por instantes já não estava a viver no planeta Terra, mas em Marte ou algures fora da realidade... Será que os adultos ficaram tão incapazes de formar as mentes durante a infância que só lhes resta apelar à violência?
Foto retirada da internet

Se me contassem que isto aconteceu na Arábia Saudita, algures na África, na Sibéria... na Coreia do Norte... Opa, eu ainda que em choque, ia entender, porque existe uma percepção de vida bem diferente da chamada vida do «mundo liberal». Mas nos EUA? 

OMD!
Não posso mesmo continuar a assistir a documentários destes!

sábado, 24 de novembro de 2012

A violência durante a Manif vista nos BLOGUES


Devo ter sido das poucas pessoas a não escrever uma linha sobre as manifestações que têm decorrido no país contra este estado de governação. Algo estranho, num blogue que nasceu da necessidade de apontar o que funciona mal neste paraíso à beira mar plantado.
Cá sei as razões mas o que interessa é que noutros blogues o assunto foi abordado e duas correntes de pensamento (isto já parece filosofia) parecem ter surgido (como habitualmente acontece) sobre os acontecimentos frente à Assembleia da República, no dia 14.

Hoje passei algumas horas entretida a ler esses blogues e respectivos conteúdos. Como maminhas à mostra e mulheres nuas não me apraz como acção de protesto a menos que veja alguma correlação entre um e outro  (decerto uma analogia à falta de recursos que deixam as pessoas... despidas?), não passei muito cartão a estas manifs. O que importa é que há quem DEFENDA que a polícia foi agressiva, há quem ilustre com vídeos o que é agressividade e quem é que "atirou a primeira pedra"  -   da calçada portuguesa, diga-se. Pedras, garrafas de cerveja, ovos e outros objectos, além de impropérios... Uns defendem a violência como ferramenta para o povo se fazer ouvir, outros defendem que a violência não é argumento algum. sendo desnecessária e o recurso dos cobardolas. (Pronto, esta última acrescento eu com um toque de finesse).  O certo é que não estamos a atravessar um momento auspicioso e cada vez as famílias sentem isso. Deixo aqui uma lista de blogues com coisas para dizer. Espreitem.

Contudo quero realçar mais uma vez que a CRISE já a sinto desde 2001, portanto volvidos onze anos não me parece que só agora esta tenha aparecido. Já cá andava, e muitos portugueses já a sentiam enquanto outros continuavam a na ilusão monetária, a esbanjar e desperdiçar, vivendo de créditos. Estamos em crise, mas não ao ponto da maioria deixar de se deslocar de automóvel, as estradas continuam lotadas. Logo, existe dinheiro para a gasolina, para os cigarros, para as saídas a bares à noite... 

Não tenho dúvidas que estamos mal e a caminhar para pior. Sei-o até há mais tempo, pelos vistos. Mas crise pior atravessaram, de certa forma, as gerações anteriores, e sobreviveram. Nós também conseguimos sobreviver. Se vamos conseguir aceitar que muitos dos «sonhos» que nos impingiram não são na realidade reais, isso é que não sei. 





Lista de blogues com links diretos:
http://riscadoagiz.blogspot.pt/2012/11/inseguranca.html

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Paco Bandeira - um predador em praça pública?




É história que corre na imprensa, e esta nem está a ser muito evasiva. O processo que a ex-mulher de Paco Bandeira tem a correr em tribunal onde o acusa de violência Doméstica, maus tratos, posse ilegal de arma e devassa da vida privada.



É um tema que merece reflexão. O número de mulheres assassinadas em Portugal vítimas de violência doméstica tem vindo a aumentar. O protagonista é só o catalizador para se falar de algo maior. Mas se acho que o homem é culpado? Claro. Não tenho já dúvidas.

Existem muitos com uma mentalidade parecida à que é descrita. Quase sempre as mulheres que elegem como a mulher-cabecilha - aquela que publicamente pode ser considerada a sua mais-que-tudo enquanto vão tendo outras de lado, ficam PERDIDAMENTE APAIXONADAS. Tudo o que um homem destes lhes diz, por mais absurdo que seja, é verdade. Eles manipulam-as.

E se alguém de fora, um
amigo de longa data ou um familiar próximo alguma vez disser uma palavra contra o amado, a mulher já sofreu uma brainwash eficaz o suficiente para se sentir traída e ameaçada por aqueles que conhece há mais tempo. Rompe até laços. Fica ainda mais de pedra e cal junto do homem que tanto ama e que a manipula sem se dar conta. Ficam CEGAS para os ténues sinais de que algo está mal. Porque nunca se sentiram tão apaixonadas.

É O estratagema de eleição de qualquer predador: cativar a vítima. Aquela que ficar mais cativada e se mostrar mais propensa a ser domesticada, vira a cabecilha. Tem de possuir algumas qualidades, normalmente são sempre mais NOVAS, porque a imaturidade ou a inexperiência facilita. Podem até preferir mulheres com um certo QI, com uma profissão, com cultura e formação, até porque são viciados no desafio de transformar uma mulher forte e segura num trapo emocional. Mas escolhem sempre mulheres que correspondam AO PERFIL que pretendem.

Aos poucos e sem elas se darem conta, este tipo de homem vai tomando conta de todos os passos das parceiras. Está sempre presente, mesmo quando não está. Muitas vezes mandam instalar sistemas de vigilância para garantirem o controlo à distância. Estas mulheres estão sobre supervisionamento constante. É a materialização da paranóia. Qualquer passo em falso pode custar-lhes a VIDA.

Quando acontece um problema e dá-se uma discussão, a mulher acaba muitas vezes a se sentir responsável e a perguntar a si mesma se fez algo de errado. Acha que sim, pede perdão, volta tudo à mesma...

Eles controlam-lhes os horários, o que fazem, com quem andam, com quem falam ao telefone, contam a quilometragem do carro, mandam ou eles mesmos se põem a seguir as mulheres e estão constantemente a TESTÁ-LAS. Têm propensão para achar que estas lhes vão ser infiéis, pelo que a maioria das discussões têm sempre este catalisador.

Vêm ameaças em todo o lado. Eles próprios não são fiéis mas, de alguma forma, a infelidildade não se aplica a eles. Existe sempre um BOM MOTIVO para a parceira MERECER a traição. Que nem traição é. Nunca o admitem. Mesmo em casos de reconciliação, a responsabilidade raramente é realmente assumida e sim impingida a atitudes incorrectas da parceira.


No caso particular deste artista, que de resto não é por ser artista que me interessa, foi ao ler uma notícia do seu comportamento em tribunal que não tive mais dúvidas. Tudo pode não passar de suspeitas mas quando um homem surge na imprensa todo cheio de SORRISOS, ladeado por mulheres para ficar bem na fotografia, faz PIADAS sobre o processo de que está a ser acusado, e depois de fazer este "número", vira-se para os jornalistas e diz algo parecido ao "NÃO FALAR COM A IMPRENSA QUE NÃO VALE NADA", algo não está claramente bem.



É uma personalidade claramente cheia de dualidade. Podem ser muito perigosas. Claramente, pertencem ao confinamento supervisionado. Não devem andar à solta entre a sociedade. Um dia o dia corre-lhes menos bem e qualquer inocente pode virar vítima. É uma personalidade obsessiva, doente e nem anos de investigação dos psicólogos mais bem intencionados conseguiu irradicar este distúrbio das mentes mais perversas da história da criminalidade. Será que vai ser sempre preciso um acto horrendo cometido na presença de centenas de testemunhas credíveis para se entender, já TARDE DEMAIS?


Quando li, há uns anos, que a esposa deste senhor cometeu suicídio com um tiro na cabeça pensei: "Que horror! Coitado também, não é fácil ter de conviver com isto". Depois li mais um bocadinho da história e fiquei de boca aberta. Então não é este estava presente quando a morte aconteceu? Já nem se trata de conviver com a perda, mas com a MEMÓRIA dela! Suspeitas existiram de que podia ter sido assassinato e não suicídio devido ás imensas brigas do casal mas provas a apontar para isso NADA! E claro, defendo sempre que sem algum tipo de prova ou indicação não é moralmente aceitável deixar a ideia prevalecer.


Mas sabemos nós todos que, não é preciso a mão de uma segunda pessoa a pressionar o gatilho
para esta ser responsável à mesma. AS PALAVRAS podem servir de gatilho. Anos e anos de maus-tratos, violência verbal, psicológica, física... ameaça contra terceiros como a vida de filhos, pais, amigos... anos disto e num momento aceso de uma discussão o alívio pode estar ali numa arma estrategicamente colocada sobre a cabeceira pelo «atencioso» esposo...

Isto se não formos a pensar o pior, que é o forjar o acto. Mas para este tipo de personalidade controladora dá mais gozo LEVAR TERCEIROS a cometer loucuras. Gostam de torturar e manipular. Fazem-se sempre de vítimas e costumam ser bons a convencer os outros disso.

Desconfiem sempre de um homem com MUITOS SORRISOS E AMABILIDADE...

Poucas histórias que li sobre casos reais de assassinos de esposas não começam com "ele era o homem da vida dela. Ela contou-me que estava muito feliz e que nunca se sentiu tão apaixonada. Tinha encontrado o "tal"." Mas depois deixou de sair com os amigos, não podia sair de casa, não podia falar ao telefone, não podia ter carro, ele ia ao computador ler-lhe os emails, ia buscá-la ao emprego, pediu-lhe para abandonar o emprego...." Etc. Não faltam exemplos, mas todos falam do mesmo TIPO DE HOMEM.

É uma lição que pode ser valiosa. DESCONFIEM!

Por mais inteligentes que estas mulheres sejam- porque muitas são grandes exemplos de sucesso, não vêm nada disto a acontecer até ser tarde demais. Porque estão PERDIDAMENTE APAIXONADAS. A paixão CEGA é a ARMA que o PREDADOR utiliza para PRENDER a sua PRESA. Depois é o medo.


Cuidado com os "sempre-sorridentes-com-passado-complicado-mas-eu-não-fiz-nada-os-outros-é-que-me-querem-tramar-és-tudo-para-mim-para-todo-o-sempre". OK?

Links úteis:
http://www.apav.pt
http://manualmediavd.blogspot.com

LEMBRAM-SE DE OJ SIMPSON?
Foi a tribunal acusado de assassinar à facada a ESPOSA e o melhor AMIGO. Sinais de um crime bastante passional.

Foi um caso demasiado mediático como só nos EUA consegue acontecer e emitido em directo pela televisão. Durou 372 dias. MUITOS defendiam a inocência de OJ Simpson apenas porque é preto. Num país que vive imerso na culpa do aparthaid e numa altura em que acusar um negro do que quer que fosse era apontado com um ACTO DE RACISMO, esta figura pública que alcançou a fama como jogador de futebol americano acabou por ter muitos a proclamar a sua inocência a todo o custo, acusando o sistema jurídico de PERSEGUIÇÃO RACIAL. Até se fizeram motins. E foi assim que muitos defenderam com todas as forças um ASSASSINO. Porque acredito que ele era o responsável por aquelas mortes. Para mim absolveram um assassino. Não só tinha motivos, como fez ameaças, como as provas indicavam para isso. Mas o «circo mediático» foi tão forte que foi preciso a poeira assentar para as vozes que pediam para olharem para os factos pudessem ser ouvidas com mais clareza.

De resto não é tão incomum assim, levando em consideração que assassinos como Charles Manson mantinham um rol de fãs femininas depois de provada a culpa e mesmo estando já atrás das grades. Só porque era "lindo" (brrrrr!). Nem tão pouco deixa de acontecer mulheres livres e correctas «apaixonarem-se» por prisioneiros, trocarem correspondência, casarem na prisão e depois os acolherem em casa. Algumas acabam mortas... vai-se lá entender o fascínio que alguns sentem por PERIGOSOS SERIALL KILLERS.

OJ Simpson foi inocentado e rejubilou. Multidões de apoiantes rejubilaram até às lágrimas. Ainda tentou escrever um livro onde descrevia detalhes do crime, já que nos EUA não se pode ser julgado por um mesmo crime duas vezes. E dava-lhe para «brincar» com o assunto, como o demonstra a foto acima. Mas com isto quero apenas chamar a atenção para algo que acredito. Acredito mesmo que, cá se fazem, cá se pagam. Porque onde está OJ Simpson hoje? NA CADEIA.

Está preso por ASSALTO à mão ARMADA. Formação de quadrilha e sequestro. Condenado a alguns bons anos de prisão. Invadiu a casa de alguém para roubar artigos que um dia autografou aquando a sua grande fase de ESTRELA DE FUTEBOL AMERICANO. Agora eram valiosos e lá achou que os tinha de roubar, após ter feito ameaças de morte. Isto foi tudo o que li numa pequena notícia numa revista, mas decerto existiram actos mais vis, como a acusação de sequestro deixa transparecer.

Mas desta feita já ninguém proclamou a sua inocência. Não existiu mediatismo e quase que o facto passou despercebido, como se fosse vergonhoso. Muitos tiveram de "engolir" as palavras de apoio, inocência e integridade que lhe proclamaram. Pelo menos assim o achei. Na altura do julgamento tantos o defendiam de corpo e alma... davam tudo por ele. Choravam, gritavam, rezavam, faziam promessas... Faz-me muita impressão estas reacções colectivas obsessivas, parecem pragas contagiosas. Não estão a enxergar a pessoa pelas suas acções, mas pela sua aparência e carisma... Ainda hoje se vê este tipo de «doença» por figuras mediáticas com um palmo de cara...

Fez-se justiça? Talvez injustamente aos olhos da moral dos familiares das vítimas e daqueles que prezam a verdade. A família da esposa e do amigo nunca ficarão em paz por não o ver responsabilizado. Muitos criminosos, ainda que se desconfiem que foram os autores de alguns crimes, acabam condenados por outros, simplesmente porque o sistema assim o permite com mais facilidade ou porque as provas só ajudam um caso, não outros. Mas acabam presos. E é nisto que acredito: cá se fazem, cá se pagam e são as próprias acções que acabam por conduzir o criminoso a uma punição. Ele pensou que tinha escapado impune e dedicou-se ainda mais ao crime, já que havia se safado tão bem de algo tão grave. Mas se os homens não conseguirem justiça, Deus a trará. Deus ou as vítimas, lá do outro lado.

Outros blogues de interesse:
http://laribonora.blogspot.com/2010/11/violencia-domestica-atinge-criancas.html
http://feministasbemresolvidas.blogspot.com/2011/03/violencia-domestica.html

segunda-feira, 16 de março de 2009

Homens: a verdade

Crueldade não é nome de mulher. É nome de homem.


Agora que convivo num meio de trabalho pequeno, sexualmente igualitário, cheguei à conclusão que tudo o que a ficção projecta para a sociedade sobre as características dos géneros, é, há semelhança de tudo o mais, uma miragem.


É mentira que as mulheres aproveitam a hora do almoço para falar de homens ou falar mal de quem invejam. Já os homens, só sabem falar de mulheres. E não necessariamente bem. Falam delas como coisas para usufruir. Pedaços de carne, que comparam e analizam in loco, tal como a exterminador, do filme com esse nome. Máquinas, computadores, que fazem um "scanner" com o olhar e tiram as suas maliciosas conclusões.


No ambiente de trabalho, são uns grande "cabrões". Além de trabalharem pouco, embora aqui não possa generalizar, generalizar posso ao dizer que fazem de tudo para atrapalhar o trabalho alheio. Ou seja: sabotagem. Fazem sabotagem e guerras psicológicas. São agressivos e fazem ofenças verbais. Também são maus a trabalhar em equipa. Existe sim, um laço entre o género, mas este não significa que não descaquem uns nos outros na ausência de um deles. Portanto, não generalizem estas características como sendo femininas!


Mulheres: não permitam os ataques ao nosso género. Não aceitem que se generalizem coisas. Somos mães, somos generosas, somos maternais. Somos fortes e ao mesmo tempo queremos ser protegidas e amadas. Adoramos ser respeitadas. Não somos "cabras" nem "oferecidas". Não deixem, novamente, que os Homens nos difamem, dizendo o que lhes convém e nos reduzam à maldizente vulgaridade!