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sábado, 24 de janeiro de 2026

O suicídio do Maycon

 

Um dos acontecimentos mais falados no início do ano foi o desaparecimento de um tal Maycon. Que, se não tivesse sido um ex-concorrente de um reality show - continuaria a ter destaque nas notícias, mas sem essa vertente de ter sido alguém que se tornou conhecido em muitos lares, simplesmente porque alguém liga a sua televisão. 

Eu acompanhei essa edição da Casa dos Segredos. Foi aquela em que surgiu o Mormon Diogo, que acabou por ganhar o programa. Foi a edição (mais uma) em que coisas horríveis foram feitas e ditas - aparentemente sem consequência. Foi a edição em que a má educação, o insulto, o bulling de um grupo de pessoas que se acham moralmente boas a destruir um indivíduo isoladamente - grupo esse fortemente apoiado dentro e fora do reality show- se tornou o espelho da realidade revoltante do que também se passa na vida fora dos ecrans. 

De todos os concorrentes aquele que acabei por concluir ser o pior de todos, neste sentido, foi o Maycon. Não vou aqui "sugar coated" nada, por o rapaz estar morto. Atenção: tenho todo o respeito pela vida, por todas as vidas e acho lamentável a perda de uma assim. Mas talvez, para quem notasse realmente o ódio que ele sentia pelo Diogo - um ódio crescente, gritante, que só o impedia de ser mais físico por se encontrar filmado por cameras - saberia que este é um indivíduo muito rígido nas suas ideias. Notoriamente incapaz de se achar errado, mesmo diante de evidências visuais e auditivas, incapaz de pedir desculpas sinceras e apagar o ódio dentro de si. Maycon alimentava dentro de si sérios sentimentos de rancor, ódio, amargura. Dentro da casa manteve-se próximo de pessoas neuróticas, narcisistas e tóxicas, que também sabiam como alimentar o mesmo desdém. Sem dúvida, quem faz os castings sabe escolher o que aparenta ser, mas não é. Ele se apresentou como alguém muito calmo, que nunca levanta a voz, vindo do mundo do surf. Mas essa fachada não significa sempre que quem aparenta ser assim por dentro seja uma pessoa da paz. Pode estar a viver num constante tumulto e ser algo irrealista sobre si mesmo.  

Nas notícias, os "amigos" disseram em reportagem achar muito estranho a mãe dele dizer "o meu filho está morto" e, segundo eles, "não querer saber ou fazer mais esforços". 

Quando ouvi essa parte achei que lhes caiu muito mal! Estar a julgar a reação da mãe e dizê-lo assim, publicamente. Quase como a apontar o dedo de suspeita. Já tinham levantado suspeitas de crime - sem qualquer evidência mais forte para tal. Apenas baseados numa mensagem de texto escrita em estilo "brasileiro", de onde a mãe de Maycon é natural. Pareceu-me é que estavam a tentar de tudo para não aceitar a outra possibilidade: que ele tirou a própria vida. Estavam em negação, mostrando a audácia de ter certezas absolutas. E por isso criticaram uma mãe que, provavelmente, já o sentia dentro do seu ADN. Ninguém sabe mais que uma mãe. Uma mãe sabe coisas e os amigos sabem outras - em diferentes níveis. Mas uma mãe, ainda mais uma cuja casa abriga o filho, conhece melhor os seus estados de espírito. 

Aliás, foi a mãe que deu o alerta muito rapidamente. No próprio dia em que desapareceu já estava pelas redes sociais e na comunicação social. Infelizmente, também começou logo as conjecturas e disparates - entre as quais os tais "amigos próximos" de Maycon que apareceram na TV de voz distorcida e silhueta a falar sobre o caso - levantando suspeitas de homicídio e, como já disse, diminuindo a preocupação da mãe e negando o estatuto de namorada à rapariga que estava com ele.

Ainda bem que existem investigadores, policiais e médicos forenses que analisam os fatos e chegam a conclusões com base nestes. Caso contrário este mundo seria o caus em que já está a mergulhar nas redes sociais e reality shows. As pessoas acreditam com tanta facilidade em teorias da conspiração, em assassinatos sem motivo algum mesmo quando a pessoa teve um pico emocional devido a uma discussão... Se formos a julgar pelas noticias, damos em doidos. Por isso - e desde o caso Casa Pia em particular (que circo!) é que eu fico apenas com os fatos e aguardo que uma investigação produza mais fatos. O que se passa entretanto é o circo mediático. Especulações. 

Concluiu-se então que as suspeitas dos "melhores amigos" estavam infundadas. O Maycon decidiu SIM, acabar com a sua vida. Num derradeiro gesto de cobardia e egoísmo - diriam uns. De incapacidade de lutar e resistir às contrariedades que a vida nos apresenta. E elas são tantas! 


Gostava que ele, Maycon, tivesse dado uma oportunidade ao Diogo e se aproximado mais deste (agora indo para o idílico fantasioso). Talvez hoje estivesse mais capaz de lidar com as contrariedades e assim, jamais teria cometido o ato que cometeu e estaria vivo. Mas viver requer coragem. Coragem de verdade. Coragem para aceitar que não se vai realizar sonhos como imaginamos. E principalmente, coragem para aceitar que temos defeitos e estivemos errados. Que podemos ser nós, os "maus" da fita e ganhar coragem não para terminar a vida, mas para mudar o rumo, continuando na luta. 

E, a nota pessoal, se ele se rodeava cá fora de amigos como aqueles que encontrou na casa, então não eram os melhores para começar. Devia ter procurado pessoas diferentes para alcançar um espectro maior de rede de apoio. 

Foi uma questão de pouco tempo até que alguns dos concorrentes que participaram no reality show onde esteve Maycon se manifestassem. Pessoalmente, gostaria muito que se mantivessem na obscuridade para onde voltaram com o fim do programa porque, para se manifestarem da maneira que fizeram - aproveitando a morte de um colega - para prestarem condolências e julgamentos nas redes sociais publicamente, considero um gesto não de choque mas de oportunismo. Pelo menos de determinadas pessoas - melhor teria sido o silêncio. 

Imaginem só, o rapaz desaparecido, suspeitas de assassinato ou suicídio... e saem-se com isto: 

9.1.2026: Nufla, que se auto proclama cantora mas sobressaiu no reality como desafinada e até surgiram memes atrás de memes a gozar com ela - de IMEDIATO lançou uma música em sua homenagem. 
Isto é ou não é tirar PROVEITO para ganhar visibilidade à custa da tragédia?



Esta campanha publicitária lançada a 2 de Janeiro pela marca de preservativos Control foi altamente criticada por Renata Reis, ex concorrente que namorou (foi mais massacrar) o Maycon dentro da casa. Ela, que até o final do programa, jamais acertou com o nome do namorado (acho que era um detalhe sem importância para ela) e sempre o chamou de Mácão, escreveu: Gostaria de expressar o meu profundo desagrado em relação ao post publicado pela vossa marca”, “O desaparecimento de Maycon é de extrema gravidade, e considero irresponsável a publicação de um conteúdo que, mesmo sem fazer uma menção direta ao caso, tem uma relação implícita que é impossível de ignorar. A coincidência de um post promovendo as grandes ondas da Nazaré, num momento em que o caso está sendo amplamente discutido nos media, não pode passar despercebida”.“Acho extremamente grave que uma marca de renome como a Control, que deve ser exemplo de responsabilidade e respeito, se envolva em um contexto tão delicado sem considerar os impactos emocionais que isso pode causar. Todos nós temos o dever de respeitar a dignidade das pessoas e, acima de tudo, demonstrar humanidade”.  Além disto, Renata, após confirmação da morte, ainda publicou nas suas redes sociais um vídeo com várias imagens dos dois enquanto namorados no reality Show. 

Nufla:  "Nem tudo é marketing. Nem tudo serve para likes ou engagement. Usar como estratégia de marketing um local diretamente ligado ao desaparecimento do Maycon é só sem noção! É falta de empatia, de respeito e de humanidade", “Enquanto a família e os amigos vivem uma angústia diária, à espera de respostas, vocês acharam aceitável explorar esta dor para se promoverem”, Rúben:  a Nazaré naquele momento representa “angústia, espera e dor real”. “Há momentos em que o silêncio ou a prudência comunicam mais do que qualquer campanha”.

Miúdos, tomem um comprimido para relaxar sim? O mundo não gira em torno de nós. As nossas dores e sofrimento são alheias aos outros. Até mesmo se tratando de um caso mediático nas notícias. E onde foi que viram esta campanha para ficarem tão incomodados? Se largassem as redes sociais por um bocadinho... Eu não a vi em lado algum. Talvez seja restrito para a zona da Nazaré. As marcas desenvolvem estratégias antecipadamente e podem ter campanhas prontas a ser lançadas meses antes. Se ficassem calados, ninguém ia sequer notar. É a minha opinião. Mas como o que importa é se tornarem visíveis e notórios nas redes sociais, para ganhar mais projecção, torna a arranjar mais um pretexto para sobressair. 

Quem está a usar o quê? Pois, se calhar todos...  É muito comum que os primeiros a apontar dedos de crítica estejam nesse instante a praticar a mesma crítica que tecem. 

A Nazaré se tornou  MUNDIALMENTE conhecida por ter as maiores ondas. Será sempre conhecida assim. Era antes do Maycon e outros se atirarem do precipício, vai continuar a ser. O mundo não para e não se altera. Embora a nossa dor gostasse que assim acontecesse. 


 Minha energia e orações vai para a mãe. Que o que nós chamamos de Deus a acompanhe e lhe dê a força que desconfio que tem. Que não se culpe - não foi culpa dela. Não foi culpa de Raquel Coelho, a namorada - (que os amigos disseram não ser realmente uma namorada e sim apenas uma conhecida), não foi do dono do bar, não foi dos amigos (?) não foi de ninguém. Ninguém tem culpa. Nem mesmo o Maycon. Ele tem a responsabilidade mas a culpabilidade, nestes casos, raramente existe. É uma sequência de eventos que gera emoções em pessoas com tendências. O Maycon deve ter ido muitas vezes aquele lugar, parado o carro e imaginado como seria "terminar tudo". Muitas vezes. Devia fazer parte do seu quadro psicológico este género de reação à adversidade emocional. 


Pessoalmente acho que ele se via como um fracasso. Um fracasso que desapontava todos os que ele mais gostava e para os quais queria ser visto como um herói, não uma decepção. Desapontou a namorada, discutiu com a mãe.. nada do que ele desejava acontecia. E era muito focado no ódio - uma das suas últimas mensagens dizia: 

"A quem duvidou: os cães ladram… A quem apoia desde sempre: isto só faz sentido convosco. 2026 é visão, disciplina e consistência. Bom ano, família",

Isto parece algo normal, certo? Mas à luz do que agora sabemos e visto por olhos de quem sabe olhar, nota-se o foco nos outros. Aqueles que não gostam, que são contra ele... iniciam a frase. São o destaque. E depois os que estão com ele. "Só faz sentido convosco" é um cliché para quem depende de eventos e precisa agradar por onde passou mas também se pode daqui observar, mais uma vez, que a percepção de como é visto pelos outros é o  foco da sua mensagem de viragem de ano. 

Não são os seus sonhos, os seus projetos. Não é agradecer à mãe, a um amor. Não é gratidão. Ter projetos fica implícito mas de uma forma até muito centrada na sua percepção dele mesmo. "Visão", "disciplina" "consistência". O que é isso? Em termos práticos? 

Talvez uma insistência em tentar trilhar um caminho sem mudar os ingredientes mas esperar que o bolo saia diferente em 2026 do que tem saído nos anos anteriores.  

A mensagem também dizia:

"2025 foi intenso. Aprendeu-se muito, viveu-se mais ainda. Uma das datas com mais significado para mim é o Ano Novo… porquê? Não sei. Talvez aquela sensação de recomeço, mesmo sabendo que, no fundo, está tudo igual", 

Acho que isto diz tudo. O que quis dizer em cima. 

Foi intenso... mas não bem sucedido. Ainda não tinha alcançado o que pretendia. E depois esta admiração pelo Ano Novo, sem saber porquê, mas acabando por explicar que é a esperança de uma melhoria - uma nova oportunidade para tentar o sucesso de novo. Acabando por admitir que fica tudo igual. 

Quantas vezes ele e outros não terão parado ali o carro, olhado o escuro sabendo que o mar esta metros abaixo na escuridão e pensado "e se eu acabar tudo aqui?". É fácil, está escuro, nada se vê menos se reconsidera. 

Acho que ele entrou naquele "loop" de autocomiseração e acreditou que, aos 26 anos, a caminho dos 30, a viver na casa da mãe, sem grandes prospetos de futuro, sem grande coisa para oferecer... começou a ver o copo vazio. E não teve coragem para fazer marcha atrás, voltar para casa e lutar para que 2026 fosse realmente melhor. Já estava escrito. Já estava no ADN dele.  Que pena que ele não entrou na escola do Diogo! Mas que pena mesmo.  

Acredito, diria até que sei que ele, no instante em que padeceu, ficou bem. Sem inquietação. Com uma  aceitação. Liberdade. Conforto. Voltou para casa, onde foi muito bem recebido. 

Há mãe dele, Neuza, que imagino ter sido mãe que viveu para criar o filho - trabalhando arduamente em todo o tipo de trabalho manual para que nada lhe faltasse, espero que ela consiga andar para a frente, eventualmente. E quem sabe, deixar-se ser feliz encontrando um parceiro para dividir com ela as alegrias e tristezas. Porque a senhora parece-me ser uma pessoa do melhor que há. Seria o que o Maycon ia desejar. O que acredito é que todos os que atravessam para o outro lado ficam perplexos com o sofrimento dos que ficam para trás e é a única coisa que os incomoda. A dor dos que amam. Não os querem ver a sofrer. Estão sempre a "enviar" pequenos sinais para que aproveitemos a vida a sorrir mais e a sofrer menos. Principalmente por coisas com quase nenhuma importância. Espero que a mãe não se acabe - porque ela não merece, decerto, isso. Pelo contrário. 

Acho - sem ter qualquer base de fundamento, mas pelo pouco que sobressaiu aquando a sua ida ao concurso, que a mãe o criou sem pai e ele cresceu, com ela sempre a seu lado. E ela, abdicando quem sabe, até de ter uma vida própria e pessoal ao mesmo tempo que educava o filho. Portanto, a esta senhora, que de momento deve estar a passar por muita dor, oro para que seu sofrimento amenize. Que ela esteja agora rodeada de pessoas que a amem e a confortem. Que se afaste da Nazaré, quem sabe regresse ao Brasil, ao seu aconchego, conforto e familiaridade, para que possa ter pela frente uma vida sorridente e feliz. Até ser Deus a decidir o reencontro dos dois. Porque quem parte, por acidente, doença o que for, quer o nosso bem. Ia gostar de nos ver felizes, com amigos, parceiros, namorados, filhos, netos... Tudo o que for de bom.  


Também estou a fazer este post porque um colega me confidenciou que o irmão dele morreu. Na passagem de ano. AFOGADO.

Fiquei a pensar "Mas que raio se passa com esta data que pessoas morrem afogadas?"

No caso do irmão dele, que vivia num barco numa marina local, conjecturou-se uma queda, pois tinha uma grande pancada na cabeça. Porém, é estranho, não acham? A pessoa mora ali, sabe andar por um barco sem se acidentar. E se isso já de si é suspeito - com o aparecimento de um outro indivíduo nas mesmas circunstâncias - ou seja, DOIS cadáveres de pessoas afogadas na passagem de ano - a coincidência já é grande demais. Suspeitas existem e investigações estão a decorrer. Deverá demorar muito tempo. Aqui no Reino Unido tenho a sensação que a polícia não resolve nada se não existir CCTV a mostrar exatamente o que aconteceu. A ver vamos. 

Mas este impacto de saber de três mortes por afogamento na passagem de ano teve algum impacto em mim. E por isso decidi vir escrever sobre o assunto. Soube de três. Mas quantas mais, JEsus - poderão existir?

Adenda: Fiz uma pesquisa e fiquei estarrecida. Praticamente o ano inteiro de 2025 existiram mortes por afogamento no mar, naquele local. E no Natal, nos "famosos" banhos de mar, uma pessoa foi ajudar outra e ficou por lá. Morreram duas pessoas afogadas no dia de Natal. Em 2023 morreu outra de uma queda na Marina. E agora, na passagem de ano, mais duas mortes por afogamento. 

Ai Jesus!
Ainda bem que não sei nadar...


Fiquem bem, nunca desistam. 
Oremos pela alma dos que desencarnaram. 




quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

My and I

 

Gosto de ver programas sobre crimes. Mas tenho um critério a este respeito. Ou melhor: gosto quando a forma como falam dos crimes é factual, descritiva e sem enrolamentos. Mas existe um estilo de apresentar este formato televisivo pelo qual sinto total desdém. E esse é: o do egocentrismo

Programas de TV no geral, aliás - cujo conteúdo é atropelado para que a pessoa que o faz seja destacada, causa-me o pior do desdém. Não aguento. Mudo logo. Mas mudo com uma urgência de quem se se sujeitar a mais um milésimo de segundo daquilo estivesse a ser violentamente agredida. 

Não suporto, portanto, este tipo de conteúdo em que, tudo o que possam abordar, não passa de uma desculpa para o foco estar no veículo, não no conteúdo. 

Ai, repúdio! 

Usar fatos e eventos de tragédia reais, que envolvem perda e sofrimento, para proveito próprio REPUDIA-ME. Seja em documentário seja em REPORTAGEM. 

Ao jornalista então, cabe a alta responsabilidade de saber se separar a si mesmo do material que está a abordar. Em algumas pessoas isso não existe. Existe é a convicção pessoal e constantemente repetida para o público que assim é. Praticamente uma lavagem cerebral permanentemente efetuada para que a percepção dos outros corresponda à desejada. E se não for, não faz mal. Até a rejeição é usada para se tentar sair bem na foto, com uma falsa sabedoria emitida para impressionar os defensores. O "recrutamento" de "fiéis" é absolutamente indispensável ao egocêntrico. E o universo é um infindável fornecedor de matéria prima. 



Acreditam que todo este texto saiu da simples introdução de um segundo do programa "I am homicide" no canal de TV Investigation Discovery

Pois é... O genérico do programa - a abertura - começa assim: "In mine I"...

Desliguei. Logo. Até pelo tom de voz se nota uma grandiosidade... 

Pelo que entendi este programa é apresentado por um ex policial(?) ou investigador que, em criança, passou pela tragédia de um homicídio na família. A FORMA como ele usa isto na intro para receber compaixão mas, acima de tudo para se promover e auto-validar também me repudia. E não é o único dentro deste niche. Lembro agora que existe uma tal de Paula Zan - que tem de estar sempre a repetir o seu nome - e cujas entrevistas que faz a pessoas estão constantemente a ser cortadas para introduzir o seu rosto. 

                   Esta não é a habitual promo

Naquele resumo que se faz dos programas que passa nos intervalos - as promos - o formato é: Ela aparece e faz uma pergunta. Imagens de várias pessoas e crimes a passar sempre intercaladas pelo rosto dela - ela está ali como foco - e a voz dela soa sem parar, a interrogar, a perguntar, com rosto a aparecer e sem o rosto a aparecer. "Eu sou a Paula Zan" - diz. Mas é preciso estar sempre a repetir a si mesma quem é? Por acaso sobre de esclerose? 

Pode até ter o seu mérito... mas quando o formato surge assim - tão manipulado e centrado no veículo transmissor mais do que no conteúdo, não consigo acompanhar. O repúdio é enorme. 

Tem também outro programa do género que nunca vi, por me gerar o mesmo repúdio. Não lembro o nome mas, muito provavelmente, carregava o nome da autora. Logo na promo ela se auto-intitula uma ex-promotora (nos EUA acho que é uma espécie de advogada) que NUNCA PERDEU UM CASO.

Ai, a soberba!!!! Nunca perdeu um caso... Acho que é uma coisa horrível para se vir vangloriar em televisão. E altamente se não mesmo estatisticamente improvável. O que me faz suspeitar que o seu ego é tão gigante que se recusa a admitir erros. Provavelmente foi expulsa do meio e agora ia para a TV para obter a validação fanática das massas. 


Ela e muitos outros aproveitaram esta onda de programas de TV sobre crimes. Ai, que repúdio pela necessidade de se Auto vangloriar, de se auto-promover como ouro mais ouro que o ouro. Como especial, fantástica, incrível. 

Esta forma DESCARADA de auto promoção... Não me interessa se ela é a autora do programa, se o apresenta... não é moralmente correto usar o TRUE CRIME (Crimes verídicos) para se promover. Uma pessoa com ambição cega de subir na carreira à custa da desgraça é repulsivo para mim.

Acho que a "versão" portuguesa disto que quero exemplificar - ou pelo menos uma, é esta. Neste excerto contei mais de 60 "eus" e "mims".


Se o interesse do jornalista/apresentador/narrador for legítimo, a última coisa que importa é mostrar a cara. E preocupar-se se a maquilhagem está bem feita, se a enunciação da frase ficou bem, se o cabelo tem a cor desejada através da lente... 

Façam programas com outros conteúdos para se "auto" promoverem. Para se destacarem dos demais tubarões e subirem de escalão no mundo competitivo da televisão. Mas não o façam com as histórias reais de assassinatos, acabando por usar os possíveis entrevistados - muitas vezes pessoas afetadas - para chegar ao único propósito de criar um conteúdo que impressione a administração e te faça subir que nem um foguetão rumo à fama e ao ordenado gorducho. 




segunda-feira, 7 de julho de 2025

Quem vê caras não vê corações

 


Este é Jason Pyne. Na foto nota-se que é um homem atraente e parece super simpático e carinhoso. Começou a namorar Nicole, uma jovem que já tinha um filho de outro casamento e os dois casaram, tendo-se mudado para outra localidade, onde morava a mãe deste. Tiveram dois filhos. Jason foi muito carinhoso enquanto fazia a corte a Nicole: comprava-lhe flores, seduziu a família dela que o achou muito simpático. De fala calma, prestando atenção às pessoas e sendo afável. Parecia gostar muito de Nicole e do enteado, que ficou muito contente por ter por perto uma figura paterna e o chamava de pai. 

Um dia, tinham as crianças mais novas pouco mais de seis ou sete anos, uma tragédia ocorreu: Mãe e filho estavam mortos. Mortos a tiro. O filho foi encontrado a segurar uma caçadeira, morto com um tiro na boca. A mãe, dormia na cama quando lhe estouraram os miolos. 

Quem fez a chamada a comunicar o óbito foi o marido, que tinha saído para levar os dois miúdos mais novos à escola e, quando voltou, encontrou aquele cenário de horror. 

Muito conveniente que os falecidos fossem somente os que não tinham ligação de sangue com o próprio... Foi um acto de extermínio igual ao que se praticaria quando se quer eliminar uma praga indesejável. Como uma infestação de baratas, por exemplo. 

A paramédica que chegou ao local disse que a falecida parecia estar viva e o que a surpreendeu foi o quanto o corpo estava quente ao toque. Parecia que tinha acabado de ocorrer. Quando escutou que existia um segundo corpo na garagem, o do jovem de 16 anos, ficou em choque ao olhar para os olhos do miúdo. Abertos mas sem qualquer vida. E o seu corpo estava muito frio ao toque. 


Dito isto, parece obvio que se trata de uma encenação para responsabilizar o adolescente pela sua morte e a da mãe. O padastro disse que, nessa manhã ele estava a ser difícil, a dizer que não ia à escola e que ele, o padastro, desistiu e afirmou que saiu de carro para levar os seus filhos à escola, deixando o adolescente chateado em casa. 

Quando chegou... calamidade!

A realidade é que foi ele, o padastro, que assassinou os dois. A menina, Remington, de poucos anos, agora a viver com a avó materna, uma vez contou que o pai viu o irmão mais velho a "fazer assim" - e deitou-se no chão e começou a tremer muito como se estivesse a ter convulsões. 

O disparo na boca do adolescente não foi fatal... pelos vistos o jovem, ou o corpo do jovem, teve tempo para reagir daquela maneira. Claro que as provas forenses apontaram para a impossibilidade do jovem ter como alcançar a caçadeira e disparar um tiro na boca, a 10cm de distância. Não há braço que aguente. 

Uma expressão mais de acordo com o íntimo da pessoa. Ainda assim, fácil de enganar o próximo, bastando um sorriso e cabelo lustroso.

Mas depois... Jason conseguiu usar a lei e obter um segundo julgamento. E foi aí que apareceu a paramédica, que contou qual a temperatura do corpo de um e de outro. Definitivamente Jason não ia sair da prisão. Então o que fez? Recrutou a mãe para intimidar a paramédica, para que esta voltasse atrás no seu depoimento. As chamadas telefónicas são gravadas e, mesmo em código, dá para perceber o intuíto das mesmas. Mãe foi sentenciada a 10 anos de prisão em liberdade e serviço comunitário.

 


Este é Henry Lee Jones. Seu rosto e olhar parecem indicar um homem pacato, humilde, simpático, prestativo, amigo, bondoso. E assim foi considerado por quem o conhecesse. Mas era tudo fachada. Mais tarde ou mais cedo, quem viesse a ter contacto com a verdadeira face de Henry jamais sobrevivia para contar a história. 


Henry Jones é um serial Killer, matando quem lhe aparecesse pelo caminho para roubar bens e dinheiro. Para ele as pessoas era um meio para um fim. Numa ocasião, recrutou um rapaz que dormia num banco de jardim para o ajudar a conduzir um carro até a casa de uma família. Chegando lá, noutra cidade, ele sai do carro, cumprimenta um homem com "então paizinho?" entra na casa... e o jovem que o acompanha, entra também, depois de ter ido empurrar um objecto para a garagem. Nisto encontra a mulher no sofá, com as mãos atadas às costas e Henry de arma de fogo na mão, a exigir que lhe dissesse onde estava o dinheiro. Depois ele vai para a cave, onde estar o idoso, escuta-se muito ruído e percebe-se que é o som de um assassinato brutal e violento. Leva a mulher para o quarto, tira o dinheiro, deita-a na cama e esfaqueia-a muitas vezes. 



Ele era descrito como uma pessoa agradável, simpática e prestativa. Conhecia o casal idoso porque havia morado na zona e, ao verem-no, ficaram felizes por reencontrar alguém que sempre se mostrou tão afável. 

Quem vê caras não vê corações. Por vezes, quem fala sempre de forma muito calma, sem levantar a voz, sem alterar muito os maneirismos, os comportamentos, não estão a controlar as emoções. Estão a FINGIR TÊ-LAS. 


Tenho no emprego uma colega assim. Soft spoken como dizem os americanos. Fala muito baixo, num tom quase de anjo. Para mim ela foi um demónio. E desde então, dedica-se mais ao que parece ser uma missão de seduzir quem a rodeia - em particular pessoas do sexo masculino - como se vivesse num universo onde estivesse a concorrer para o título de Miss simpatia. 

Ela consegui obter turnos diários porque foi para a cama com um homem que até se assemelha fisicamente com o do retrato em cima. Este não era bem visto no local: estava sempre a reclamar, a mandar vir, a dar ordens... As pessoas não gostavam dele. 

Nisto, tanto ele quanto ela, mudaram de estratégia. Passaram a falar com as pessoas com simpatia. A contar piadas, a falar de coisas triviais, a cumprimentar com um largo sorriso... 

Para se promoverem. Para enganar os que não sabem melhor. 

No meu entender, pessoas assim, são perigosas. Porque são aquelas que o Diabo mais gosta de mandar para a terra: Parecem e agem como anjos. Mas enganam!



segunda-feira, 30 de junho de 2025

Sempre a aprender novas lições de vida

 


A colega é uma idosa de 80 e tal anos. Por isso, quando se dirigiu a mim com o seu habitual jeito crítico e autoritário, não quis a repreender. Obedeci à ordem que me deu e justifiquei porquê não ia obedecer à segunda: colocar a minha garrafa de água no chão. 

A sua reação foi ainda pior que as ordens que decidiu dar, com uma prepotência e autoridade à qual fiz por ignorar, devido à idade e a querer acreditar que se trata também de um pouco de cultura mal interpretada. Afinal, eu fui criada de uma maneira, ela foi criada noutra, noutros países, diferentes décadas.

Enquanto lhe dizia, com simpatia na voz, que preferia manter a garrafa de água comigo porque esta tende a..... 

Ela interrompe-me e sai-se com esta:
-"Não preciso de ouvir nenhuma explicação. Não me interessa". 

Rude para caraças. Mas, mais uma vez, achei que talvez fosse o "upbringing" - a educação quiçá rígida de outros tempos, que ela deve ter tido num país mais totalitário qualquer, mais opressor.     

DESCONTO para a sua atitude de arrogância, autoridade. 
Mas não é NADA agradável trabalhar com ela. 

Há medida que o trabalho desenrola, coloquei uma caixa em cima da outra, para lhe facilitar o transporte e, mais uma vez, lá vem a repreensão, a crítica e a ordem: 

- Nada de por uma caixa em cima da outra! 
- Grita, logo após puxar violentamente uma das caixas de volta de onde a tinha tirado. 

Que nazi! É muito difícil trabalhar com pessoas assim. MUITO. 

Já estou a revirar os olhos quando o gerente me diz que afinal vou trabalhar noutra area.

Para o meu lugar surge uma outra colega, que já havia reparado estar a saltitar de uma área para a outra, como se pouco qualificada para fazer grande coisa. Ela parece nunca saber bem o que há para fazer. Meteram-lhe na mão um scanner e ela atrapalhou-se. Então o gerente a mudou de lugar e ela tomou o meu. Nisto, quando se aproxima da idosa, as duas parecem se engajar muito bem. A idosa está até a conversar. Comigo deu-me o tratamento de silêncio, até mesmo quando a cumprimentei, ao chegar. 

Fiquei revoltada. Então é assim?? 

Agiu como uma nazi. Subitamente entendi que podia muito bem ter sido uma, ou filha de nazis. Os jovens nazis são hoje muito idosos... e não foi por isso que deixaram de ser nazis. Não só envelheceram, como geraram filhos. Que muito provavelmente foram injectados para pensar como os pais e educados para tratar os outros com arrogância, superioridade, prepotência, má educação, maus modos, altivez, recriminação e, se puderem sair ilesos aos olhos da sociedade, torturar e matar. 

 O que aprendi então foi uma LIÇÃO DE VIDA. 

Não se tem de tratar bem uma pessoa maldosa só porque é idosa.
Assumir que, só porque a pessoa é geriátrica, teve amplo tempo para se pacificar e encontrar o "nirvana" da vida é um erro. A pessoa geriátrica não é automaticamente atenciosa com os que os rodeiam. Tanto os nazis como os Charles Manson da vida envelheceram. Um leopardo nunca perde as pintas, não é assim? E se, enquanto criança, ficou "tatuado" em mim que se tem de se respeitar sempre os mais velhos, afinal existem excepções. 

Tratar alguém como te tratam a ti. Esse devia ser o lema. 

Tenho um outro colega também avançado na casa dos 70, o Jimmy, que sempre foi um raio de sol. Sempre com um sorriso aberto no rosto. Muitas vezes lhe perguntei porquê não vai para a reforma. Ele me diz: "Para quê? Para morrer em questão de meses? Conheci muitas pessoas que, depois de se reformarem, estavam mortas no espaço de poucos anos".

Ele é feliz a trabalhar. 
Acho louvável. Acho normal. É o que eu pretendo também sentir quando lá chegar. 
A vida e o que nos interessa não termina quando se chega aos 70 anos. Ou 80. Ou 90. 

E também não existe um milagre que torne uma pessoa desagradável em pessoa afável, só porque avança na idade.  

 Espero não esquecer esta lição de vida! 

segunda-feira, 6 de maio de 2024

O CANCELAMENTO agora também no blogger

 O meu post anterior é sobre a exposição de Jose´Castelo Branco como o agressor que é. Fiz copia-cola de um texto de um artigo da VIDAS. E surge esta inesperada... mensagem do blogger. Nunca antes vi tal coisa!


Então uma pessoa agora tem os seus próprios textos "cancelados"? E nem diz porquê... enfim. 

Aqui vai outro link para se ver, desta vez no site da Flash, que contém um vídeo de um jornalista a afirmar que tinha tentado alertar a comunicação social anos antes e foi ignorado, tratado como um maluco. Nesse mesmo artigo Cristina Ferreira condena-o por, alegadamente, saber desses maus tratos e não ter denunciado. O que digo à Cristina é que: FALAR É FÁCIL. E que devia averiguar melhor porque a verdade é que MUITOS FALAM e as pessoas escolhem ignorar. Existe um limite ao qual as pessoas podem ir. Não sendo família nem terem que se meter na intimidade de amigos... A meu ver mais culpa no cartório tem a televisão, como meios de divulgação em massa que são, que NORMALIZA e dá amigável destaque a estas "criaturas" de má índole em troca de polémica e ratings! 








Artigo na Vidas - diz alguma coisa sobre como a sociedade permite isto

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

UM NOVO BLOGUE! Venha visitar.

 E pronto. Nasceu um novo blogue!

Nele vou falar exclusivamente de LIVROS. Obras literárias, histórias e... bibliotecas. Todos os dias, de segunda a sábado - uma história será contada. 
Aos Domingos, é para a divulgação de bibliotecas e factos sobre as mesmas. A não perder!

Peço-vos que visitem e divulguem.
Mas não deixem de vir aqui. Aqui é a minha casa...

Um abraço a todos. 

Ah, e aqui fica o endereço do novo blogue:

https://historiasescritoslivros.blogspot.com/



sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Crimes: a faca de desencarnar com 10 anos de matéria humana

 


Assisti a este programa sobre a descoberta de um assassinato de uma jovem de 18 anos. O seu corpo - ou melhor, o torso do seu corpo foi descoberto por pescadores, que o confundiram com um animal. Seria apenas mais um caso macabro do género, não fosse alguém chamar um canalizador. 

Nos canos foram encontrados quilos de uma substância que parecia carne. Era parte do que restava de Rori Ache, vítima de sádico abuso sexual e homicídio. A sua identidade porém, não pôde ser descoberta através da gosma removida da canalização - provavelmente suas entranhas e orgãos internos. A identidade daquelas peças, que um dia constituíram um ser humano, com sonhos, emoções, pensamentos e sensações - só foi possível com o que acharam dentro do congelador. A cabeça de Lori. 

E assim, esta história, que pensei ser datada de muitos anos por já a ter escutado antes em programas já datados - afinal é quase uma cópia de outras mais antigas. Há mais que uma pessoa desaparecida que é descoberta pela polícia aos pedaços dentro de canalizações domésticas. Esta caso aconteceu... em 2017. É muito recente! A condenação do responsável, Adam Strong, deu-se em 2021. 

No interrogatório de Polícia, Adam, descrito pelos amigos homens ser um tipo fantástico que ajuda todos e pelas mulheres como um sádico sexual, insiste no detalhe de que a jovem não estava grávida - coisa afirmada pela mãe na comunicação social. E tinha a certeza disso. Disse: "Não vi nenhum bebé". E acrescentou: "Ela não estava grávida. Eu tive o aparelho reprodutivo dela nas minhas mãos" - e levanta a mão ao ar, simulando segurar algo. 

Eu perguntar-lhe-ia o que ele fez com esse aparelho reprodutivo. Lá porque existem partes por todo o lado, não significava que não lhe desse para o canibalismo. 

A forma banal e sem empatia com que ele diz isto faz-nos questionar qual a maneira correcta para extrair a informação necessária. Soube que não era por demonstrar empatia - o primeiro interrogatório fez isso e Adam não abriu a boca. Portanto, há que falar com indivíduos assim como se nada do que te está a ser dito te afectasse. E a tua curiosidade é de ADMIRAÇÃO. 

A polícia, na realidade, não tinha nada com o que acusar. Só tinham partes de um corpo mas não têm provas de que ele a matou, não têm provas de que ela não morreu de acidente e ele só se desfez do corpo, escolhendo aquela forma macabra. Já vi um caso em que o indivíduo, para justificar as provas da polícia, afirmou que não matou uma mulher, já a encontrou sem vida mas, como a achou gira, teve sexo com o cadáver. Isto porque quis justificar a presença do seu sémen. A polícia tem de encontrar algo que ligue os pontos. Caso contrário, não é um caso sólido, por mais macabro que possa parecer. Neste caso, a polícia não tinha NADA e iam acusá-lo de "profanação de cadáver" somente. 

O segundo interrogatório policial foi tido como um óptimo exemplo de um trabalho bem feito. Mas eu, pessoalmente, fiquei com muitas dúvidas. Imensas dúvidas. Tantas que me incomodou não terem feito mais perguntas. É que, ao revistarem a casa onde encontraram a cabeça de Lori, deram com facas. Uma destas facas servia para tirar a pele a animais. Fizeram um teste de ADN a pedaços de materia que encontraram e... não era de Lori. Mas sabiam de quem era: outra menina desaparecida---- DEZ ANOS antes! Não sei se pessoa local, se de outra localidade.

Ele tinha assassinado uma outra pessoa 10 anos antes. Ou algures nesse período de tempo, se formos a conjecturar que pode tê-la mantido em cárcere privado por algum tempo, mesmo anos. Improvável, mas possível. Pouco se sabe. É questão para perguntar. Para fazer muitas mais perguntas. Acham mesmo que, em 10 anos, um indivíduo que fala abertamente sobre segurar o útero de uma jovem mulher nas mãos após a esventrar, e não consegue se lembrar dos detalhes do esquadrejamento, sentindo-se até aborrecido por o detetive perguntar mais que uma vez.... como se mencionar que esventrar na banheira com água quente fosse suficiente para tudo ficar esclarecido. Entendi que ele, que estava a falar desse acto, entediou-se nesse instante porque, a meu ver, aquele momento NÃO LHE ERA NADA DE ESPECIAL. Deve tê-lo feito tantas, mas tantas vezes, que falar disso é do mais enfadonho que existe. 

A polícia condenou-o pelas vítimas conhecidas. Mas, ao que saiba, não ponderou sequer se existiam mais. Não lhe perguntou. Deve ter perguntado, ou não era polícia.... Mas DEZ ANOS??? Acham que uma pessoa que ganha este gosto, que "caça" jovens de quem, de certeza, abusa sexualmente de forma sádica e acaba por as desmembrar, "contenta-se" em fazê-lo com um intervalo de 10 anos???

Lori tinha saido do hospital e acho que desapareceu em poucos minutos. Ninguem ficou a saber mais detalhes de metedologia. Ele apanhava miudas ao acaso? Como as apanhava? Seguia-as por meses e meses? Ninguém soube - pelo menos não assistindo a este programa, intitulado "Sala de interrogatórios: Alguma coisa na água",  que vi no canal AMC Crime. 

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Vejam a extenção das consequ^ncias dos jogos online

 

Se conseguirem sintonizem o canal ACM Crime e vejam o quinto episódio de Web of Lies - sobre SWATTING.

Um crime hediondo que, claro, só pode acontecer nos EUA...

Mas não se iludem. O que acontece por lá, depressa surge noutros cantos do mundo. 


SWATTING consiste no crime de realizar um telefonema para a polícia de emergência reportando um crime sério que precisa de intervenção imediata. A polícia especial SWAT aparece em minutos. Uma polícia que foi desenvolvida para lidar com ameaças de terrorismo, perigo imediato. Ou seja: pronta a disparar. 

Em 2019 esta polícia recebeu um telefonema de um homem que afirmou ter acabado de assassinar o pai. E preparava-se para assassinar a restante família, que mantinha refém. Depois de dar o endereço, em minutos a polícia surgiu aos berros e armada, para que o homem surgisse fora de casa. 

Usando uma T-shirt azul e calças brancas, um homem surge no alpendre e, ao baixar um braço, o polícia julga que ele vai apanhar uma arma e dispara um tiro fatal direto no coração. Tratava-se de uma chamada FALSA de sequestro e homicídio. 

Descobriu-se que tudo não passou de uma técnica de vingança usada por adolescente, que ficou chateado quando foi morto num jogo online por fogo amigo. Sempre interagindo no computador, procurou descobrir o verdadeiro endereço do jogador que o "prejudicou". Os dois trocavam mensagens provocatórias, instigando e desafiando. Estavam a medir "pilinhas", a ver quem era o mais inteligente e apto. Tyler Barris chegou mesmo a oferecer os seus serviços como SWATTER para que outros, em troca de dinheiro, pudessem exercer uma espécie de vingança a quem os prejudicou. Ex-namoradas viram suas casas invadidas pela polícia, naquela violência súbita, de algemas nos pulsos e armas apontadas. 


Em 2019, por causa de um estúpido jogo online e uma aposta de menos de 2 euros, Tyler jurou vingança. Descobriu a morada do seu alvo e fez a chamada que resultou na morte de Andrew Finch, pai de família. A pessoa que ele queria prejudicar já tinha mudado e a casa fora ocupada por outras pessoas. Infelizmente, com uma fatalidade. 

Fiquei PASMA com as ramificações de um simples jogo online. De facto as coisas podem tomar proporções gigantescas e devastadoras. Swatting é um crime federal - e deve ser mesmo. É um crime que tem aumentado nos Estados Unidos e que põe muitos adolescentes na cadeia. 


Fico a pensar na criança que tenho na família. Típico miúdo agarrado ao telemóvel a jogar o dia inteiro. Faz-se de tudo para que saia de casa, mas não quer. Fica chateado por largar o vício. Não gosta de ir à escola. Não gosta de acompanhar alguém às compras. Porque implica não ficar a jogar. Ainda é novo - 10 anos. Mas tem sido uma batalha desde muito cedo. Esta sua tendência não parece querer alterar - só faz é crescer. 

Quando lhe perguntei sobre o futuro e o trabalho, respondeu muito rapidamente que nunca ia trabalhar. Que ia ser um desempregado. Ia só viver dos jogos. Desafiei-o. Ele respondeu que tem quem viva de jogos. Eu a dizer para ele ir para o parque brincar com outras crianças, esfolar os joelhos, cair, machucar-se... faz parte. Mas ele nunca foi criança para isso. É a única criança que se destaca entre muitas, por não mostrar o mesmo tipo de energia para a brincadeira. Energia ele tem, e muita! Mas não tem aquele à vontade e desembaraço. Não tem ímpeto. Retem-se. Tem receio. Uma vez naquelas máquinas de exercício físico, ele viu um insecto. Teve uma instantânea reacção de medo e afastou-se. Uma menina com metade do tamanho e idade dele, aproximou-se e começou a usar a máquina, sem receio da presença do insecto. E nisto diz à mãe:
"Mãe, olha está aqui um bicho amarelo. Eu não tenho medo. Não precisamos ter medo dele porque ele não faz mal se eu não lhe fizer mal". - um recado claro à reacção que eu, tal como ela, tinha notado no rapaz. 

Ele até pode escalar uma pequena parede e andar no escorrega e diverte-se. Mas enquanto os outros, mais pequenos que ele inclusive, o fazem num movimento contínuo, destemido, ele é todo cuidadoso, moroso. Tem receio de se magoar. Um simples arranhão pode ser um drama. Então ele é receoso, fica mais afastado, embora se note que gostaria de estar a interagir mais com os outros meninos. Numa ocasião não se agarrou bem ao escorrega e roçou os dedos na beira, aterrando de joelhos e mãos na areia. Quase chorou. Quase desistiu. Mas como não fizemos caso, não o chamámos para "curar o dói-dói", ele ignorou e voltou a brincar. 

Outras crianças nem se importavam. Riam, riam, riam, decidiam descer do escorrega em grupos de quatro e cinco ao mesmo tempo, aterravam na areia de qualquer jeito, e riam. 

Infelizmente esta sua natureza não parece ter muita vontade de brotar. Agora estou longe e, para ser sincera, já me desgastei demais em esforços feitos para lhe despertar este gosto pela brincadeira, pelo ar livre, para a descoberta - para uma vida fora do monitor de um jogo. Acho que os pais aceitam bastante este lado e por isso ele sente que não precisa de mudar, os pais não se importam que ele seja recluso, viciado em jogos, não goste da escola, não tenha amigos fora de um ou outro de turma e que os que os una seja os jogos online. 

Esta geração é diferente. Alguns já nascem sem sentir qualquer atracção pelas "brincadeiras de criança" que fizeram parte da vida de todas as gerações anteriores. Mesmo pobres e miseráveis, a ter de trabalhar na infância, sempre se inventava uma brincadeira. 

Ele não tem interesse por bonecos, carrinhos, colecções, livros, nunca gostou de escrever nem o próprio nome. Tinha que ser convencido através de muita, muita e cansativa persuasão. Nunca gostou de rabiscar e para fazer um desenho de uma bola ou mesmo escrever uma frase para um trabalho de escola, sempre foi uma tarefa demasiado exaustiva, que tinha de ser pedida constantemente, incentivada e levava horas para quem um rabisco ou palavra surgisse dali. 

Acho que não tenho de me preocupar mas... nunca se sabe. 
Esta geração dos jogos só vive em torno daquela fantasia. Num outro caso que já mencionei aqui, uns adolescentes deram um tiro na cabeça de uma menina de 14 anos porque era só isso que faziam nos tempos livres: jogar jogos de tiros. E queriam fazer aquilo numa pessoa de verdade. Agora este Tyler, cometeu homicídio por Swatt - tudo adolescentes que vibram com os jogos. 

Cada vez que escuto o miúdo a gritar ou a dar murros no sofá porque o jogo não correu como queria, digo-lhe para se acalmar, que não é preciso exaltar-se tanto. Mas vê-se que ele vive aquilo. 

Porém, acredito que não vai sair dali nenhum criminoso. Não tem tendências para isso. Contudo, pode sair uma pessoa meio reclusa. O que para mim, que fui criada em reclusão involuntária, consigo ver a desgraça a longo prazo. Mas se for escolha dele - então a experiência será diferente da minha, que não tive escolha, foi-me imposto. 

Mas se calhar, vai ser apenas um período da sua vida e outras coisas no futuro também vão chamar o seu interesse. A ver vamos. Uma coisa, contudo, todos nós na família - aqueles que sabem do "segredo", gostaria que terminasse. O miúdo não tem problemas alguns. Os pais também não! Mas nós... avós e tios, não vemos com bons olhos que o miúdo se recuse a dormir na casa de um amigo, ou na casa dos avós, com os primos, ou que vá uns dias de férias com os meninos de escola, ou seja o que for - ele RECUSA dormir fora de casa. Diz logo que não! Recusa aqueles passeio que em criança todos gostavam de fazer - com outros meninos, dormir em camas boliche, brincar, ir para a praia. Não tem interesse. Ele recusa dormir fora de casa porque ele só dorme com o pai e a mãe.  


terça-feira, 15 de agosto de 2023

Uma história INCRÍVEL de sobrevivência

 O canal AMC Crime está a passar alguns documentários de histórias de crimes e homicídios que ainda não conhecia. (O que é um feito). Fiquei maravilhada com o último a que assisti. Se puderem, vejam. É o episódio nº5 da série "Text me when you get home" - Avisa Quando Chegares - tradução para português.

Estive em lágrimas grande parte do tempo. A torcer para que o desfecho de uma adolescente de 14 anos que não regressou a casa após a escola fosse diferente do habitual. E foi. Fiquei feliz, em lágrimas mas contente. Aquela menina, agora mulher, é um espanto. Fantástica! Uma pessoa maravilhosa, linda por dentro e deslumbrante por fora. 

Vão ver e vão entender. 



A HISTÓRIA:
A adolescente não regressou a casa após a escola. A mãe ficou preocupada pois a filha era muito responsável. Em cerca de duas horas, colocou no facebook um apelo: para lhe avisarem se vissem a filha, que não tinha regressado a casa e não respondia a mensagens. 

A comunidade viu o post e começou a interessar-se. Chegando a noite, ela foi ter com a polícia. Que não respondeu "ainda é cedo, tem de esperar 48h". Como entendeu que aquele comportamento era atípico da adolescente, decidiu ir investigar. Falaram  com quase 50 amigos dela. Conseguiram um nome de um rapaz, por quem a adolescente tinha um fraquinho. Falaram com ele que respondeu que não se comunicavam há meses. 

A pista não deu em nada. Aí a mãe, ainda no facebook, leu um comentário que lhe deu esperança: "Vi a Desiré a caminhar na estrada da vala". A polícia foi ao local investigar, mas não encontrou nenhuma pista. 

Umas mulheres que acompanhavam o caso no facebook, moravam perto do local. Era de noite e as temperaturas geladas. Mas juntaram-se e ofereceram-se para ir ver o local. Estava totalmente escuro. Negro, preto. Levaram uma lanterna e, por precaução, um canivete, água, snacks. Afinal, eram mulheres sozinhas de noite num local ermo. Quando subitamente, a luz de uma das laternas apanha um movimento que lhes chama a atenção. É uma mão, vinda do chão, e se mexe. 

É Désiré!!

As duas aproximam-se da criança, verificam que está gelada, sofre de hipotermia - cobram-lhe o corpo com os seus casacos. Uma telefona para a ambulância, pois desiré está viva mas está mal. Tem o rosto inchado, está a falar mas é um sussurro e incoerente. Queixa-se de dor de cabeça. 

A polícia, médicos chegam e no hospital, começam a tratar da sua hipotermia. Uma enfermeira apercebe-se que existe sangramento craneano. Fazem uma tac e... descobrem que ela tem uma bala alojada no cérebro! A adolescente levou um tiro com entrada na nuca. 

Claramente, não o fez a si própria. 

A investigação continua, com a polícia a tentar descobrir, através dos telemóveis, o que poderá ter acontecido. Foi o rapaz que ela gostava mais o amigo deste. Levaram-na para aquele local, enganaram-na dizendo que tinham perdido um anel e enquanto ela estava a olhar para o chão, de cabeça baixa, tentando achar algo que não existe, deram-lhe um tiro na nuca. 

Depois tiraram-lhe o telemóvel e a mochila. Deitaram o telemóvel num rio e ficaram com a mochila e com o dinheiro. Foram comprar álcool e outras coisas mais. 


MIRACULOSAMENTE a menina sobreviveu. A probabilidade é de 3%! E não só sobreviveu como conseguiu sobreviver com sequelas reduzidas para quem levou com uma bala no cérebro! Teve de re-aprender tudo: falar, andar, mexer o braço, a perna, tudo. Não é fácil e nunca será. Para sempre, mesmo que queira esquecer, a bala está no seu cérebro, a lembrá-la do sucedido e a fazê-la temer que lhe cause uma morte súbita.

O documentário conta com o depoimento da jovem e surge uma mulher linda, deslumbrante, com um discurso coerente, preciso, adulto. Fiquei apenas triste por ela ainda sentir-se magoada com a "justificação" apontada para levar com uma bala: o rapaz de quem ela gostava e a quem enviava mensagens disse que ela era "irritante". Então o amigo disse para acabarem com ela. Os dois passavam as suas vidas a jogar jogos na playstation, não faziam outra coisa. Os seus cérebros consumiam aquilo e mais nada. Jogos esses, de extrema violência, onde disparar contra pessoas é o habitual. 

Eles decidiram não separar a ficção da realidade. Sem emoção, sem motivo. 

Sim, porque dizer que ela é "irritante" não é motivo. Espero que Desiré tenha percebido isso desde a altura deste documentário. Tratavam-se de dois jovens sem apatia ao próximo. Infelizmente ela, imatura como todos nós somos aos 14 anos, sentiu atracção pelo "tipo calado e sossegado", sendo que ela era mais ativa. Até mesmos em adultos, muitas vezes, esquecemos esta lição: só muito poucos jovens "calados e quietos" o são mantendo uma natureza pacífica. Muitas vezes, os que têm uma raiva oculta, os que vivem em total escuridão interior, também agem assim. O sol quer sempre incidir sobre a sombra. Achando que deixa todos felizes. Mas alguns vieram das trevas e tudo o que for luz os incomoda. 


Desiré é luz. Não foi apagada. Brilha ainda mais agora, que provou a garra que tem em viver, em sobreviver, em ultrapassar as estatísticas e prosperar. 
Fiquei a admirar muito esta pessoa. Desejo-lhe tudo de bom. Uma vida longa e próspera, com muitos amigos que decerto tem e um amor digno da pessoa que ela é.  

Mas tem sequelas para a vida, está semi-cega e semiparalisada, assim como a vida na corda-bamba, uma vez que a bala permanece no cérebro.


LIÇÕES A TOMAR:
 A importância de agir em comunidade. Penso que é isso. Acredito também no poder da reza colectiva. Subitamente a energia de tantas pessoas focou-se nela. A mãe pedia que rezassem muito. Já vi documentários incríveis em que o resultado sempre foi milagroso e sempre envolveu este mesmo ambiente: pessoas com fé, a rezar com fé e a inter ajudarem-se. Uma rapariga com uma doença terminal de pura agonia e paralisante, subitamente "viu um anjo" e curou-se. Noutro caso, uma mãe teve uma premonição agarrou-se à bíblia e pôs-se a rezar pela filha. Esta tinha caído numa ravina e não tinha como se salvar. Diz que sentiu um anjo levantá-la e colocá-la na topo da ravina. Que foi onde subitamente apareceu.  

Como não acreditar em milagres quando se a fé for forte e as pessoas estiverem conectadas com esta energia especial, coisas fantásticas realmente acontecem?

Não foi por acaso que as duas mulheres sentiram um impulso de ir procurar pela adolescente. Algo as empurrou para isso. Era de noite e estava frio e a nevar! Mas elas sentiram que TINHAM de ir... 

Se tivessem refreado seus ímpetos, hoje estariam a lamentar-se e a imaginar se teria feito a diferença entre a vida e a morte de Desiré. 


Teria. 


segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Tailândia: terra sem-lei, perigosa onde turistas são assassinados

 

Ele disse-me que queria conhecer Portugal, o Algarve. Mas mudou de ideias depois do sucedido com Maddie MacKain, ficou com medo. 

Foi um colega inglês que mo disse e não mais esqueci. Pondero sobre isto: as impressões que as pessoas têm de lugares, sua segurança e beleza

A TAILÂNDIA é, para mim, um país que não é seguro. Porém escuto bastante pessoas a dizerem-me que é maravilhoso e que querem ir morar para lá. Principalmente britânicos.  Mas pondero se sabem para onde realmente estão a ir. Faz décadas - mesmo DÉ-CA-DAS que vejo documentários sobre o quanto aquilo é um estado de sítio, onde não existe lei e onde o povo é explorado, principalmente para a prostituição. 

É como desejar ir à ìndia... pelo misticismo e pela beleza dos lugares, que sem dúvida têm essa magia - porém à que fechar os olhos ao resto. Ignorar os problemas sociais, a extrema pobreza, a exploração praticamente esclavagista e os muitos perigos de segurança, principalmente para as mulheres, muitas vezes vítimas de violação e assassinato. 

"Nick" foi encontrado morto na Tailândia. A polícia disse tratar-se de um acidente. Como tinha episódios de sonambulismo, a polícia afirmou que ele se afogara no mar. Um feito e tanto, que o jovem rapaz teve de conseguir fazer no seu suposto estado de sonambulismo, já que teria de ter muita sorte para não cair dos muitos rochedos que obstruiam o percurso do hotel no cimo de uma colina até à praia. Sobre esta morte, OFICIALMENTE, a "polícia" tailandesa diz: "Acidente".

"Luke" estava a andar na sua bicicleta, parou para urinar e ups: caiu dentro de um poço e morreu. Oficialmente, a "polícia" tailandesa diz: "Acidente". Acontece que o corpo foi encontrado em posição fetal e o "poço" não era um poço nem tão pouco tinha água. 

"Ben" deu um pulo para uma piscina cheia de gente, bateu com a cabeça e morreu. OFICIALMENTE, a "polícia" tailandesa diz: "Acidente". O médico que o assistiu na altura disse: "só se ele tiver batido com a cabeça várias vezes na piscina". 

Em 2015 "Christina" mencionou querer conversar sobre os assassinatos que ocorreram no ano anterior no local. Encontraram-na sem vida, a sangrar da boca e do nariz, alegadamente deitada na cama no seu quarto de hotel. A "polícia" concluiu que a causa de morte foi acidental, uma overdose de comprimidos com álcool.  

Na passagem de ano de 2015 Dimitri Povse foi encontrado enforcado. A "polícia" disse que foi suicídio. Mas não apresentou nenhuma explicação para o facto das suas mão estarem atadas atrás das costas. Já imaginaram o quão difícil deve ser cometer suicídio por enforcamento, numa festa de passagem de ano no "paraíso na terra", com as mãos atadas atrás das costas??? 

Elise Dallemange foi encontrada sem vida, com o corpo semi-comido por lagartos. A "polícia" disse que ela se suicidou, enforcando-se com uma corda no meio da selva. O seu corpo foi encontrado entre rochas, graças ao lagarto, que era monitorizado e foi seguido para se descobrir o motivo das suas "viagens". Elise tinha comprado uma passagem para outro local. As suas malas chegaram, mas ela não. Além disso, a cabana onde morou "misteriosamente" pegou fogo. Ela recusou dar o seu nº de passaporte ao se registar, como se temesse algo, dizendo que ia dar depois e também mudou de ideias e riscou o último nome, colocando um outro no lugar. Depois mostrou ter pressa em deixar o local. Oficialmente, acreditava-se que tinha conseguido. Mas o cadáver encontrado foi identificado como seu, através de análise dentária. Ora, uma pessoa que viaja pelo mundo inteiro há dois anos, está agora no "paraíso" que é a Tailândia, compra passagem para outro local e... suicida-se atrás de umas rochas?

Mencionei apenas alguns exemplos de uma lista que creio chegar às CENTENAS de nomes de "turistas" que viajam à tailândia para se divertirem e regressam às suas famílias num caixão

Histórias destas se repetem vezes sem conta, principalmente numa certa ilha da Tailândia. Não tenho dúvidas que estas pessoas, e muitas outras, foram assassinadas e o facto foi encoberto com "acidente", para que não entrassem nas estatísticas que prejudicam o país aos olhos dos estrangeiros. 


ASSASSINATOS COMPROVADOS:

Em 2014, Hannah Witheridge e David Miller foram encontrados brutalmente assassinados numa praia tailandesa. Ele foi espancado e o corpo AINDA COM VIDA lançado à agua, ela foi brutalmente assassinada, estava totalmente nua, foi VIOLENTAMENTE violentada. O caso tomou proporções internacionais. Subitamente a Tailândia estava a ser retratada como um destino perigoso, pouco recomendável.  

Eis um caso que a "polícia" não podia afirmar tratar-se de um "acidente" por overdose, enforcamento, afogamento nem nada parecido. Quando não pode rotular um óbvio assassinato de ACIDENTE, acaba a "investigar" um outro turista, de preferência um amigo próximo ou alguém VINDO DE FORA visto a interagir com a vítima, fabricando que existiu uma discussão e uma agressão PASSIONAL. Trata-se de uma técnica bem conhecida para suportar a ideia de que nenhum local faria um crime hediondo e manter o seu país com a reputação intacta. 


A "polícia" não existe na Tailândia. O que existe é um bando de fardados pau-mandados às ordens dos poderosos. Plantam evidências que não existem, mentem, incompetentes nem é palavra que se possa aplicar porque para isso é preciso ter vontade de fazer o trabalho e a "polícia" trabalha para outro patrão, que não é a LEI. Lança falsas imagens de péssima visibilidade afirmando se tratar da vítima momentos antes, só para tentar fundamentar uma narrativa inventada. Como a sua autenticidade é contestada - principalmente pelos familiares, logo a seguir encontra um ou mais bodes expiatórios não-nativos de preferência migrantes ilegais para arcar com as culpas e silenciar a curiosidade internacional. E
stes jovens assustados, torturados e ameaçados são USADOS e SACRIFICADOS à morte, que era a pena aplicada.

A "PAZ" volta e o TURISMO continua... 


O que o "governo" local quer é que a massa de turismo continue a chegar, cegos com a beleza natural e crentes nos sorrisos dos locais. 

Notícias de que ali é um local perigoso onde pessoas são assassinadas em troco de NADA,  incomoda os políticos e poderosos da Tailândia. A imagem da Tailândia fica manchada. Pode TERMINAR com os seus lucros. Os tailandeses sabem que as suas receitas provém TODAS do turismo. Se as pessoas descobrirem que aquilo é terra sem ordem, desgovernada, corrupta, onde não estão seguras e onde podem ser assassinadas POR DESPORTO das famílias locais privilegiadas - deixariam de visitar as ilhas!! Lá se ia o dinheiro... 

A Tailândia soa a uma terra perigosa, regida por uma máfia invisível, onde podes vir a ser assassinado e o facto encoberto, onde não há lei, és ameaçado, vives com medo de abrir a boca e dizer algo que pode te sentenciar à morte e ninguém te vai ajudar. E nós, outsiders, caímos que nem patinhos!!

Na Tailândia não se usam armas de fogo mas, conforme se pode ver, para matar e encobrir assassinatos, os métodos selvagens são bastante eficientes. Ninguém precisa de recorrer ao método rápido e indolor da bala do faroeste Americano. 

Não viaje para a TAILANDIA. 

Nâo suporte um governo corrupto, indiferente às mortes de outsiders, que tortura e ameaça de morte e oculta CRIMES HEDIONDOS. São CRIMINOSOS.