Mostrar mensagens com a etiqueta manifestação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta manifestação. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de julho de 2023

Post no armário: a VERGONHA dos Professores

 

Dando início à publicação com atraso de "posts por fazer" nenhum outro é mais importante que este. NO DIA DE CELEBRAÇÃO DE PORTUGAL, o primeiro ministro esteve em Peso da Régua a discursar e uma manifestação de PROFESSORES (!!!) com cartazes com a caricatura do ministro onde lhe espetavam lápis nos olhos e lhe conferiam um focinho de porco, expressou assim o seu "desagrado" para com as condições da função. 

Pelo caminho, pois o ministro mais a esposa, caminhavam até o local onde iam almoçar, os manifestantes gritavam "Preto", "Monhé". 

PROFESSORES fizeram isto??
Tenham vergonha!

Ninguém que se preze a carregar esse título se pode sequer chamar de professor, quanto mais julgar-se um. 

Chamo a isto bulling e assédio. Não honraram sequer a presença da esposa, o sagrado que é a família, o dia especial - DIA DE PORTUGAL. Fizeram uma imundice. Podiam não estar a envergar, mas o focinho de porco estava, na realidade, no rosto e alma de cada um destes manifestantes. VERGONHA para a classe!

Se é esta a "categoria" de profissionais que temos a ensinar as nossas crianças, então não é de surpreender que esteja a crescer o número de indivíduos quase iletrados, rapidamente prontos para a pancadaria, socos, insultos, murros. Pura e bruta violência. Nem antigamente, durante a pobreza salazarista, os pobres privados de ensino alguma vez expressariam este género de pobreza espiritual. Porque tinham famílias e essas famílias, ainda que pobres em tostões, transmitiam valores e ensinavam o que é de mais importante de ensinar: VALOR DO TRABALHO, RESPEITO, CIVISMO, EDUCAÇÃO, ÉTICA. Está a promover-se a ignorância? A Xenofobia?

É isso, senhores Professores?

Temo que toda uma geração de professores que sabiam honrar o nome e profissão já tenha desaparecido. Resta-nos uma nova geração, uma que faz jus à malandragem, ignorância, violência que vemos sair das escolas. 

Revoltados ou cansados, até podem ter razão, mas não é através da ignorância do insulto e o recurso patético da caricatura xenófoba que se obtém qualquer resultado favorável. O ministro foi eleito por uma maioria. Respeitem isso. Estava a cumprir o seu papel e acompanhado da esposa. Ambos foram sujeitos a vis insultos e ele mais a esposa tiveram de sentir na pele a rejeição devido à origem e cor de pele, o ódio, a vontade de magoar e ferir. Temeram o pior. Até estranho que não tenham atirado ovos e tomates na sua direcção. Que triste. 

Entretanto, como se sabe, existem sempre umas maças podres entre pessoas com um objectivo nobre. Quero acreditar que foi o caso. Após a polémica - em que alguns dizem que o ministro "exagerou" na sua reacção para "desviar" as atenções das reivindicações dos professores, a FNE (Federação Nacional de Educação) lançou um comunicado.

VER AQUI.

Dizem que os cartazes não são racistas. Bom, a esse respeito quero salientar uma coisa que considero deveras importante. Estando a viver no Reino Unido, onde ao mínimo sinal de "desvio" «caem-te» em cima, em muito APRECIO E DEFENDO O DIREITO e a liberdade de expressão. Aqui, sem dúvida alguma, existiriam perseguições, a opinião pública iria pedir a cabeça de cada manifestante e o autor da caricatura seria preso e acusado. 

Acho isso um EXAGERO. E quero SALIENTAR A IMPORTÂNCIA da Liberdade. 

Porque não é só a liberdade de um, é a de todos. O "politicamente correto" é um cancro que se alastra rapidamente e os primeiros a serem afectados são os miseráveis e pobres de espírito. Todos aqueles que são cobardes mas retêm as suas tendências para insultar e fazer bulling, "saem do armário" quando o politicamente correcto é instalado. Sentem que têm as "costas quentes" e assim, cresce nas redes sociais, nos grupos, em todo o lado, o número de indivíduos que se acham no direito de maltratar os outros porque o "politicamente correcto" assim lhes permite. 


Então, ao mesmo tempo que condeno uma atitude destas - se de facto aconteceu como relatado, também defendo que deve 
sempre existir o espaço para que tome lugar. Para que ninguém TEMA e RECEIE expressar-se e ser logo cruxificado. 


Que PORTUGAL se mantenha LIVRE. 

Muitas nações que se auto-intitulam como tal são-no muito pouco. Principalmente no que respeita aos movimentos dos seus cidadãos

Por um planeta onde as pessoas se respeitem e sejam Livres.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Aeroporto - "nós vamos ficar aqui hoje e amanhã se for preciso! Vamos montar umas tendas"

Hoje precisava ir ao aeroporto. Mas com a manif dos holligans taxistas, que desde cedo começou com actos de elevado perigo, com lançamentos de garrafas, ovos, insultos, gritos, bloqueios, brigas, agressões e empurrões, até aos elementos de segurança pública, isso caiu por terra.



Mas este bloqueio total às principais vias de circulação automóvel que os taxistas mantêm ATÉ agora, 17h da tarde, acho vergonhosa. Dizem eles que, enquanto não atenderem às suas exigências, não vão sair do local (Rotunda do Relógio). 

E esta manif não tem fim... 

Esta é a imagem que passa de Portugal para outros países. Um reporter de imagem da TV Record estava ali a captar imagens. Não deve ser o único. Após a reunião com o Ministro do Ambiente, surge na Rotunda do Aeroporto um sindicalista taxista a dizer que pretende a descaracterização de 1000 viaturas, para poderem trabalhar sobre as condições das plataformas tipo Uber.

WTF??

Então eles querem passar a trabalhar para a Uber?? Querem!!!!
Não querem que mais ninguém trabalhe. Querem que sejam eles os escolhidos. Tal como na "Holanda" - diz um. 

E querem isto para MIL carros.


Afinal... são contra a Uber? Não, o que querem é aderir a eles, à Uber e à Cabfy, e com os taxis caracterizados aumentar a bandeirada e aumentar a tarifa de VERÃO.

Uma senhora chateada por ficar presa no trânsito foi manifestar o seu desagrado, dizendo que também tem direito de falar e direito de circular. E que a manif tem de ter uma altura para acabar. Al
em disso mencionou que o que eles querem não é ser contra a ilegalidade, por pretenderem aumentar a bandeirada e respondeu que, se a concorrência lhes assusta, «então coitados dos polícias que tiveram os seus postos de trabalho roubados pelos seguranças!» - comparou. 


Os taxistas, que vieram de tão longe como da cidade do Porto e da zona dos Trás os Montes para cá, dizem que vão manter-se no local até amanhã ou depois de amanhã, na Rotunda do Relógio, para «vencer pelo cansaço», na defesa dos seus «direitos de trabalho».

E sabem??
É que é agindo assim que vão conseguir levar a água ao seu moinho.
Que isto nos sirva de lição.
Uma que já devíamos ter aprendido.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Ai que nervos!! - isto dos tiros


Há anos que me vem a enervar esta realidade nos EUA de se estar constantemente a acusar a força policial de "matar" homens negros por serem negros. Achava perigoso e repudiava-me a forma propagandista e DISTORCIDA como os factos eram massivamente apresentados pelos media. 


Vai que esta madrugada voltei a enervar-me com o tal vídeo do homem a morrer dentro do carro, após um confronto com um polícia. Enervei-me por vários motivos, entre o principal, a forma gratuita e estúpida como as pessoas passam juízos de valor com base em tão pouca informação ou apenas um dos lados da mesma. A rapidez com que "classificam" qualquer acontecimento do género como "Racismo". Mesmo quando depois de uma longa investigação fica provado que foi auto-defesa. Insistem sempre na versão distorcida e não actualizam os factos.  

Pena é não se falar dos casos em que é o polícia aquele que é assassinado. Aí já não existe racismo, caso o indivíduo que disparou o tiro fatal seja negro e o policial que o recebeu não for. 


Esta forma tendenciosa de ver as coisas perturba-me. Os EUA é um país racista, mas creio, pelo que percebo, que são as pessoas negras as mais racistas de todas. Pois não podem ver um caso que envolva um deles e um branco, que vêm logo com o racismo. Defendiam e transformariam em santo até o Charles Manson, se este fosse negro.

Bem, mas hoje pela manhã surgiu outra notícia, igualmente trágica. Cerca de 10 polícias foram alvejados e pelo menos um foi assassinado por snipers (a cobardia total) durante uma «manifestação» contra a "violência policial". (que, convenientemente, dizem só atingir um grupo da população). 


O que me perturbou são os comentários:
"Com arma matas, com arma és morto"
"Retaliação"
"Bem feito, mataram dois homens"
"3 a 2"

Uma ignorância de comentários que me deram urticária. Indivíduos que vão até buscar a escravatura, para legitimar o assassinato de pessoas hoje em dia. Parece que ter nascido com a pele branca na américa, é hoje um grave problema. Porque vão ter de "pagar" pela escravatura de há uns séculos... A população mais ignorante assim o exige, aparentemente. Porque consideram "normal" que se matem polícias a cuidar da segurança de uma multidão porque, aparentemente, um polícia no decorrer do serviço, matou, SEM NECESSIDADE, um homem. Que calhou ser negro. Podia ser branco, mas isso não dá notícia... Nem tem namoradas ao lado com telemóvel a gravar.


Agora pergunto, só para complicar a vida destas pessoas com "tantas certezas". Se um destes tiros dirigidos a um policial fosse parar numa criança o discurso, certamente, já seria diferente. E eu não vejo diferença.

Por isso, já sabem: se um familiar vosso for polícia e um policial lá na américa abusar da sua autoridade... É justo que um cá seja assassinado a tiro.

sábado, 24 de novembro de 2012

A violência durante a Manif vista nos BLOGUES


Devo ter sido das poucas pessoas a não escrever uma linha sobre as manifestações que têm decorrido no país contra este estado de governação. Algo estranho, num blogue que nasceu da necessidade de apontar o que funciona mal neste paraíso à beira mar plantado.
Cá sei as razões mas o que interessa é que noutros blogues o assunto foi abordado e duas correntes de pensamento (isto já parece filosofia) parecem ter surgido (como habitualmente acontece) sobre os acontecimentos frente à Assembleia da República, no dia 14.

Hoje passei algumas horas entretida a ler esses blogues e respectivos conteúdos. Como maminhas à mostra e mulheres nuas não me apraz como acção de protesto a menos que veja alguma correlação entre um e outro  (decerto uma analogia à falta de recursos que deixam as pessoas... despidas?), não passei muito cartão a estas manifs. O que importa é que há quem DEFENDA que a polícia foi agressiva, há quem ilustre com vídeos o que é agressividade e quem é que "atirou a primeira pedra"  -   da calçada portuguesa, diga-se. Pedras, garrafas de cerveja, ovos e outros objectos, além de impropérios... Uns defendem a violência como ferramenta para o povo se fazer ouvir, outros defendem que a violência não é argumento algum. sendo desnecessária e o recurso dos cobardolas. (Pronto, esta última acrescento eu com um toque de finesse).  O certo é que não estamos a atravessar um momento auspicioso e cada vez as famílias sentem isso. Deixo aqui uma lista de blogues com coisas para dizer. Espreitem.

Contudo quero realçar mais uma vez que a CRISE já a sinto desde 2001, portanto volvidos onze anos não me parece que só agora esta tenha aparecido. Já cá andava, e muitos portugueses já a sentiam enquanto outros continuavam a na ilusão monetária, a esbanjar e desperdiçar, vivendo de créditos. Estamos em crise, mas não ao ponto da maioria deixar de se deslocar de automóvel, as estradas continuam lotadas. Logo, existe dinheiro para a gasolina, para os cigarros, para as saídas a bares à noite... 

Não tenho dúvidas que estamos mal e a caminhar para pior. Sei-o até há mais tempo, pelos vistos. Mas crise pior atravessaram, de certa forma, as gerações anteriores, e sobreviveram. Nós também conseguimos sobreviver. Se vamos conseguir aceitar que muitos dos «sonhos» que nos impingiram não são na realidade reais, isso é que não sei. 





Lista de blogues com links diretos:
http://riscadoagiz.blogspot.pt/2012/11/inseguranca.html

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Alfacinhas sem Alface


É o que dá mudar muito as coisas e fazê-las funcionar num único denominador comum. Com o protesto dos camionistas, os Alfacinhas (e o país) ficaram sem alfaces. Alfaces, couves e outras verduras e legumes. Os bens da Terra, que costumavam plantar-se nas hortas espalhadas pela cidade, vêm agora de um mesmo fornecedor, sobe as rodas de um camião.

.

Os hipermercados e supermercados amanheceram neste dia seguinte ao dia de Portugal, sem verduras nas prateleiras. Salvaram-se, espero eu, aqueles que se abastecem também nouros locais. Quem sabe, às mercearias e mercados de bairro não faltaram verduras, por algumas ainda irem buscar parte do seu stock localmente.

.


.

Um alerta, que exemplifico com as Alfaces dos Alfacinhas (que tão bem sabem no verão) mas vai da verdura à gasolina. Um alerta, senhores governantes! De que tudo vai mal e o povo manifesta-se.

.

Buzinem sim, enquanto tiverem combustível para passear de carro. Mas façam-no não apenas por um jogo de futebol. Mas por um Portugal melhor! Buzinem em frente ao Parlamento, nos degraus da assembleia da República, junto à casa do presidente em Belém. Buzinem, sejam solidários e reinvidicativos.

.
A continuar, teremos um 10 de Junho com sabor a 25 de Abril de 74.
.