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segunda-feira, 15 de junho de 2020
O céu estrelado
Por estar a fazer turnos de noite, mantenho o habito dos horarios, mesmo durante o fim-de-semana, quando estou de "folga".
Ate prefiro assim, porque isso diminui as chances de ter de me cruzar com a Gordzilla e me sujeitar a estar sob a sua constante observacao e esquemas maquiavelicos.
Já passava um pouco da meia-noite quando desci à cozinha. A Gordzilla já estava no quarto e por isso senti-me mais livre para o fazer.
Nao tinha fome, mas tinha de comer, porque saco vazio nao fica de pe.
Ao descer as escadas verifico que a luz da sala está acesa, mas isso nao me faz mudar de ideias. É o rapaz italiano que la esta, a ver televisao. Peço-lhe desculpas por interromper, digo que nao vou demorar muito. Ele diz que nao tem problema.
Falo com ele um pouco, pergunto-lhe se a namorada já foi para italia. Ele diz que o filme que esta a ver é muito viciante e entao tento nao o atrapalhar com constante interrupcoes.
Quando o meu prato de comida esta pronto para sair do microodas, nao me apetece subir para o quarto nem me sentar na mesa a comer.
O que me apetece?
Ir para o jardim. Ir para o exterior. Tinha aberto a porta das traseiras enquanto a comida congelada aquecia no microondas e adorei aquele momento. Total silencio. Serenidade. Nenhum vento. Nenhuma lua. E um ceu estrelado com somente estrelas la no alto.
Foi nisso que reflecti quando me sentei la fora para comer. Já o fiz algumas vezes antes e sempre olhei para as estrelas, so para ser muitas vezes enganada pela luz forte de um aviao.
Acho que nunca tive a sorte de olhar para o ceu noturno sem uma estrela "falsa", que se movimentava de lugar.
Por isso, sabia que hoje estava a olhar para uma raridade, um privilegio. A visao de hoje era mesmo especial. Eram estrelas, so estrelas que estavam no céu.
Quando sai da cozinha com o prato de comida a caminho do patio, quase que me apeteceu dizer ao italiano para nao me achar estranha, mas ia para a mesa la fora comer. Mas depois vi a cena a passar no monitor e pareceu-me um momento chave. Nao o quis interromper.
Segundos depois, oiço-o a recolher-se. E isso intrigou-me. Achei que o fez nao porque queria, mas por eu estar ali e ter ido para o jardim.
Ouvi tambem ruidos nas escadas, mas ele dormer no quarto de baixo. É muito ruidoso nesse sentido mas nao teria porque subir/descer as escadas.
Quando me recolho - porque so ali fui para comer, mais nada, percebo que a Gordzilla rinha saido do cóvil e estava enfiada no WC.
Ela nunca dorme...
Está sempre a controlar os movimento da casa. Nao sei se nao tera enviado uma mensagem ao rapaz ou interagido com ele.
Gato escaldado de agua fria tem medo.
EU simplesmente SEI o que está ali. E o perigo que representa. Faco por nao dar importancia, mas esse foi o comportamento que escolhi todos estes anos e deu no que deu: total difamacao de caracter, personalidade, que continua e nunca vai parar.
Ela funciona como as serpentes; fica parada e escondida, mas esta em modo permanente de ataque. Vai dar a mordida.
Ela tambem quer prevenir o meu contacto com terceiros na casa. E se eu os tiver, quer ser informada de tudo o que aconteceu, o que eu disse, o que eu fiz, para depois, na posse desses dados, dizer aos outros como devem interpretar a interaccao.
Já o fez incontaveis vezes antes.
Quando "ele" esteve ca em casa, ela interrogou o comparsa que nos viu entrar e quis saber tudo o que eu e ele falámos.
Diante disto é claro que nao o queria ca, sujeitando-o a este escrutinio e vigilancia. Ele era algo autentico e nao o queria conspurcado com esta lama.
Gostava de interagir mais com os restantes, mas evito fazê-lo diante dela. Porque ela esta obececada por mim. E vai agir de acordo a manipular a percepcao das pessoas. É o seu hobbie, esta no seu ADN.
Noutro dia eu perguntei ao rapaz da guitarra se tinha sido ele a chamar-me porque o correio tinha chegado. Ele disse que nao. EU respondi que so queria agradecer, porque estava a dormir e so ouvi alguem a chamar o meu nome.
Esta breve interaccao teve de ser diante dela, que nunca sai do sofa. E ela esta sempre muito atenta, tentando avaliar qual o melhor momento para introduzir nos outros o seu veneno contra mim. Qual o momento para insinuar algo, como quem nao quer nada e ate tem boas intencoes, quando é a altura para se fazer de amiguinha e conquistar a simpatia alheia.
Nessa noite quando desci para ir trabalhar, estranhei algo e quando percebi, ela tinha puxado uma cadeira ate o sofa para ficar frente-a-frente com quem estava a falar, mum tom muito baixinho. A TV estava apagada, o que nunca antes vi na minha vida.
Percebi que o rapaz da guitarra ja estava a receber os "serviços de conselheira" que ela da. So tem de duplicar um pouco as tecnicas que estudou e que aplica nos alunos da escola onde trabalha.
Vou ali uma oportunidade de aproximacao. Uma vez conquistada a confianca de alguem, fica mais facil manipular essa pessoa. Inclusive, leva-la a agir e a mentir de acordo com interesses proprios.
E ela PRECISA que um destes novos que chegaram, se nao mesmo todos, fiquem do lado dela e digam da propria boca ao senhorio que o meu conportamento é "esquisito".
Se o rapaz da guitarra comecar a aparecer muito no WC ou no corredor em toalha quando me ouvir a passar, vou temer que isso seja manipulado ate mesmo arquitectado para me prejudicar.
Ela ja usou uma rapariga dos seus 23 anos como se fosse a sua marioneta.... usava-a como ferramenta para me atacar e a burra, que se achava muito esperta, nunca percebeu nada. Até hoje.
Este rapaz parece tao fragil, inseguro, volatil.... ela faz dele o que quiser. Nem sequer sera um desafio.
Mas eu nao vou pensar nisto. So escrevo para desabafar, registar e porque ja a conheço. E por isso nao vou andar pela casa livremente. Porque ela mente. Manipula. Sabendo-me a trabalhar de noite, ainda vai dizer que eu ando pela casa quando todos dormem a aprontar alguma.
Foi capaz de mentir e dizer que ligava o aquecimento todas as noites - sabendo muito bem que o senhorio tem pavor de gastos desnecessarios e controla o temporizador. Disse-lhe que eu nao secava as roupa na marquise mas em cima dos radiadores. Disse-lhe que eu cozinhava de noite. Mentiu. Fez de uma unica ocasiao em dois anos a regra. Faz da excepcao o costume e torna is costumes as excepcoes.
É vil, podre por dentro.
Mas esquecerei isso e vou concentrar-me no belo ceu estrelado que vi la fora. Tentei fotografar para aqui partilhar, mas nao resulta. So aparece isto:
Conseguem encontrar as tres estrelas?
Bons sonhos!
domingo, 7 de junho de 2020
Começou a prostituição da comida
Para quem não sabe, sou uma femea na casa dos 40 emigrada no Reino Unido e a viver numa casa partilhada com estranhos.
Para quem não sabe, vivo há dois anos na presente casa que tem um total de 5 quartos. Um é ocupado por mim (o menor), os restantes, nestes dois anos e picos, sao todos maioritariamente ocupados por italianos. Mesmo saindo uns, entrando outros, a nacionalidade manteve-se. E não, não foi um acaso.
Para quem nao sabe, no final da Pascoa, com todos os italianos a abandonar a casa devido a estarem sem emprego, sobrou a cabecilha. Aquela que se julga dona da casa por cá viver há mais tempo, há uns cinco anos. Tem o senhorio na palma da mão e logo apos a pascoa, altura em quem é cristão devia mostrar compaixão pelo semelhante, ela chama-o, serve-lhe um bolo italiano pascoal e diz-lhe para me expulsar desta casa, porque nao gosta de viver aqui comigo, conta mentiras a meu respeito e apela há ganância do senhorio dizendo-lhe que nenhum dos amigos dela quer vir morar para cá porque "me conhecem".
De lá para cá vivo em stress emocional e psicológico, não sabendo o que vai acontecer, mas sei que coisa boa não é.
Entretanto, no dia 1 de junho, todos os quartos voltam a ser ocupados. Primeiro mudou-se para o mais caro deles um homem com quem até hoje nao me cruzei. É ingles e faz a vida mais fora do que dentro. Nao cozinha, nao vai há cozinha, penso ate que nem lava a roupa. É pai de um miudo pre adolescente, que por vezes espera do lado de fora da casa por ele. Nunca que ele trouxe o puto para dentro. E tem outro filho, alem deste que passa por cá. Ouvi o senhorio dizer isto. Este mudou-se dia 16 de Maio e nunca o vi sem ser pela janela.
No dia 1 chegaram outros dois: um jovem italiano e um jovem ingles. Vi o ingles no dia da mudança, no corredor. Ignorou-me quando me viu a sair do quarto. Ao invés de se apresentar. No fundo das escadas, fui eu que lhe disse olá e perguntei se era o Adam. Disse olá e nenhum outro som emitiu. Nem mesmo quando continuei a falar e lhe disse que podia sair (a porta da rua estava aberta) porque eu precisava de abrir o armario (que ele obstruia) porque tinha ali os sapatos. O senhorio estava presente. Nao fez as apresentações e só falou algo ao rapaz. Senti tensão no ar. Assim que abri a porta do quarto, para ser sincera. O rapaz, que ja ouvi falar pela janela, é bom falador e parece simpatico. Mas comigo age como um bloco de gelo. É no olhar e na atitude que percebo que entra na casa já "avisado" da portuguesa (seja lá que versão lhe contaram). Ele tem carro estacionado à porta e toca guitarra eletrica.
O italiano conheci faz duas madrugadas, quando entrou na cozinha e eu estava lá. Deduziu que eu tinha estado em casa mas quando me disse que tinha acabado de entrar, respondi-lhe que eu também. Quis saber se fazia o turno da noite (começa cedo a inquisição sobre o teu horário) e disse-me, porque lhe perguntei onde morava antes, que vivia com a namorada num apartamento pequeno. Entao perguntei-lhe pela namorada, pois claramente numa relação em que se vive junto não faz muito sentido progredir para o viver separado. Disse-me que esta irá mudar-se para italia. Como tinha acabado de entrar e ainda nao está a trabalhar, deduzi que passa as noites com ela, onde quer que ela tenha ido ficar.
Pois não passou mais. Desde então que esta esta cá. De cá não saiu todo o fim de semana. Ainda nao a vi, só os escuto. E como são barulhentos! Adoram bater com as portas. Despertei hoje com isso, seguido do aspirador e barulhos que me fazem agora suspeitar se ela já não se mudou de "mala e cuia" para cá. (A conservatoria esta cheia de malas, esse privilegio costuma ser só dos italianos). É uma coisa impressionante com estes italianos. Tomam logo o espaço para si. Outros levam o seu tempo, ambientam-se... perguntam se podem. Estes chegam e tomam conta. Acho que o imperialismo romano ainda corre no sangue de muitos dessa nacionalidade. Parecem achar-se acima dos outros, superiores, de caracter imaculado, escolhidos, especiais... isto a julgar por todos os que conheci cá dentro. Foram eles que conduziram cristo à cruz e a lanca de um deles perfurou o Senhor. Como podia esperar compaixão dos italianos durante a Páscoa? O que fizeram foi pegar numa lança e espeta-la na pessoa não-italiana que só bem lhes fez.
Dizer bem só mesmo o fazem a eles proprios. Do resto falam mal ou dizem gostar de alguém mas nota-se sempre convenções. Gostam de forma jucosa. Sempre a emitir uma superioridade, como se outros com quem possam simparizar nao saissem do nivel de "animais de estimação". Divertem o dono, mas são animais, não são seus iguais. A perfeição reside somente neles. Como posso dizer isto? Não é normal a forma como exacerbam o nacionalismo.
Bom mas o título deste post e a prostituição através da comida. Já o disse aqui antes: a gorda usa a comida para aliciar simpatias. Depois de conseguir isso, com cada garfada que as pessoas dão, vai introduzindo pequenas doses de veneno... mais uns tantos vão ser envenenados contra mim às refeicoes. Ontem de noite ficaram os 3 italianos (suspeito que o ingles também) o tempo todo na sala, ate há uma da manhã. Acordam e voltam ao mesmo.
Numa casa partilhada é normal ocupar-se as areas em comum, cozinha, sala, por algum tempo. Mas todo o tempo é um abuso. Geralmente existe a cortesia de nos ausentar-mos por umas horas e disponibilizar o espaço para outras pessoas. Não quando se vive com italianos. Pelo menos estes. Porque vivi com outros e nao foi assim. Mas também vivi com individuos, nao com grupos. E isso pode ditar a diferença. Isolados, nao são uma grande ameaca. Em grande numero.... alimenta-lhes o lado mau que lhes corre no sangue.
Mas hoje percebi que a mais-velha regressou ao seu hábito de cozinhar para todos. É um perigo. Esta acção que parece inócua é tudo menos isso. É apenas uma forma eficaz que ela arranjou para se injectar na vida dos outros, tornando-se uma pessoa de utilidade diaria (cozinha para eles). Com isso ganha a confiança cega deles e pode dizer-lhes como devem interpretar o meu comportamento, pode mentir-lhes que eles vão acreditar, vão tornar-se seus aliados contra mim e alterar os seus comportamentos comigo sem o perceberem.
Ela é uma perita em manipulação. É fácil para ela fazer-se passar por santa. E é fácil eu ser mal interpretada, ainda mais quando outros estão ali com esse intuito.
O rapaz ingles, assim que percebeu que ela e os outros dois italianos estavam na cozinha, saiu do quarto e foi ter com eles. Para mim está tudo dito: foi atrás de uma boca livre (É normal rapazes preferirem que alguem os alimente) e em troca vai ter de pagar com hostilidade à minha pessoa. Tornar-se uma "testemunha" de algo que possam distorcer a meu respeito.
A mais gorda prostitui-se com comida.
Para quem não sabe, vivo há dois anos na presente casa que tem um total de 5 quartos. Um é ocupado por mim (o menor), os restantes, nestes dois anos e picos, sao todos maioritariamente ocupados por italianos. Mesmo saindo uns, entrando outros, a nacionalidade manteve-se. E não, não foi um acaso.
Para quem nao sabe, no final da Pascoa, com todos os italianos a abandonar a casa devido a estarem sem emprego, sobrou a cabecilha. Aquela que se julga dona da casa por cá viver há mais tempo, há uns cinco anos. Tem o senhorio na palma da mão e logo apos a pascoa, altura em quem é cristão devia mostrar compaixão pelo semelhante, ela chama-o, serve-lhe um bolo italiano pascoal e diz-lhe para me expulsar desta casa, porque nao gosta de viver aqui comigo, conta mentiras a meu respeito e apela há ganância do senhorio dizendo-lhe que nenhum dos amigos dela quer vir morar para cá porque "me conhecem".
De lá para cá vivo em stress emocional e psicológico, não sabendo o que vai acontecer, mas sei que coisa boa não é.
Entretanto, no dia 1 de junho, todos os quartos voltam a ser ocupados. Primeiro mudou-se para o mais caro deles um homem com quem até hoje nao me cruzei. É ingles e faz a vida mais fora do que dentro. Nao cozinha, nao vai há cozinha, penso ate que nem lava a roupa. É pai de um miudo pre adolescente, que por vezes espera do lado de fora da casa por ele. Nunca que ele trouxe o puto para dentro. E tem outro filho, alem deste que passa por cá. Ouvi o senhorio dizer isto. Este mudou-se dia 16 de Maio e nunca o vi sem ser pela janela.
No dia 1 chegaram outros dois: um jovem italiano e um jovem ingles. Vi o ingles no dia da mudança, no corredor. Ignorou-me quando me viu a sair do quarto. Ao invés de se apresentar. No fundo das escadas, fui eu que lhe disse olá e perguntei se era o Adam. Disse olá e nenhum outro som emitiu. Nem mesmo quando continuei a falar e lhe disse que podia sair (a porta da rua estava aberta) porque eu precisava de abrir o armario (que ele obstruia) porque tinha ali os sapatos. O senhorio estava presente. Nao fez as apresentações e só falou algo ao rapaz. Senti tensão no ar. Assim que abri a porta do quarto, para ser sincera. O rapaz, que ja ouvi falar pela janela, é bom falador e parece simpatico. Mas comigo age como um bloco de gelo. É no olhar e na atitude que percebo que entra na casa já "avisado" da portuguesa (seja lá que versão lhe contaram). Ele tem carro estacionado à porta e toca guitarra eletrica.
O italiano conheci faz duas madrugadas, quando entrou na cozinha e eu estava lá. Deduziu que eu tinha estado em casa mas quando me disse que tinha acabado de entrar, respondi-lhe que eu também. Quis saber se fazia o turno da noite (começa cedo a inquisição sobre o teu horário) e disse-me, porque lhe perguntei onde morava antes, que vivia com a namorada num apartamento pequeno. Entao perguntei-lhe pela namorada, pois claramente numa relação em que se vive junto não faz muito sentido progredir para o viver separado. Disse-me que esta irá mudar-se para italia. Como tinha acabado de entrar e ainda nao está a trabalhar, deduzi que passa as noites com ela, onde quer que ela tenha ido ficar.
Pois não passou mais. Desde então que esta esta cá. De cá não saiu todo o fim de semana. Ainda nao a vi, só os escuto. E como são barulhentos! Adoram bater com as portas. Despertei hoje com isso, seguido do aspirador e barulhos que me fazem agora suspeitar se ela já não se mudou de "mala e cuia" para cá. (A conservatoria esta cheia de malas, esse privilegio costuma ser só dos italianos). É uma coisa impressionante com estes italianos. Tomam logo o espaço para si. Outros levam o seu tempo, ambientam-se... perguntam se podem. Estes chegam e tomam conta. Acho que o imperialismo romano ainda corre no sangue de muitos dessa nacionalidade. Parecem achar-se acima dos outros, superiores, de caracter imaculado, escolhidos, especiais... isto a julgar por todos os que conheci cá dentro. Foram eles que conduziram cristo à cruz e a lanca de um deles perfurou o Senhor. Como podia esperar compaixão dos italianos durante a Páscoa? O que fizeram foi pegar numa lança e espeta-la na pessoa não-italiana que só bem lhes fez.
Dizer bem só mesmo o fazem a eles proprios. Do resto falam mal ou dizem gostar de alguém mas nota-se sempre convenções. Gostam de forma jucosa. Sempre a emitir uma superioridade, como se outros com quem possam simparizar nao saissem do nivel de "animais de estimação". Divertem o dono, mas são animais, não são seus iguais. A perfeição reside somente neles. Como posso dizer isto? Não é normal a forma como exacerbam o nacionalismo.
Bom mas o título deste post e a prostituição através da comida. Já o disse aqui antes: a gorda usa a comida para aliciar simpatias. Depois de conseguir isso, com cada garfada que as pessoas dão, vai introduzindo pequenas doses de veneno... mais uns tantos vão ser envenenados contra mim às refeicoes. Ontem de noite ficaram os 3 italianos (suspeito que o ingles também) o tempo todo na sala, ate há uma da manhã. Acordam e voltam ao mesmo.
Numa casa partilhada é normal ocupar-se as areas em comum, cozinha, sala, por algum tempo. Mas todo o tempo é um abuso. Geralmente existe a cortesia de nos ausentar-mos por umas horas e disponibilizar o espaço para outras pessoas. Não quando se vive com italianos. Pelo menos estes. Porque vivi com outros e nao foi assim. Mas também vivi com individuos, nao com grupos. E isso pode ditar a diferença. Isolados, nao são uma grande ameaca. Em grande numero.... alimenta-lhes o lado mau que lhes corre no sangue.
Mas hoje percebi que a mais-velha regressou ao seu hábito de cozinhar para todos. É um perigo. Esta acção que parece inócua é tudo menos isso. É apenas uma forma eficaz que ela arranjou para se injectar na vida dos outros, tornando-se uma pessoa de utilidade diaria (cozinha para eles). Com isso ganha a confiança cega deles e pode dizer-lhes como devem interpretar o meu comportamento, pode mentir-lhes que eles vão acreditar, vão tornar-se seus aliados contra mim e alterar os seus comportamentos comigo sem o perceberem.
Ela é uma perita em manipulação. É fácil para ela fazer-se passar por santa. E é fácil eu ser mal interpretada, ainda mais quando outros estão ali com esse intuito.
O rapaz ingles, assim que percebeu que ela e os outros dois italianos estavam na cozinha, saiu do quarto e foi ter com eles. Para mim está tudo dito: foi atrás de uma boca livre (É normal rapazes preferirem que alguem os alimente) e em troca vai ter de pagar com hostilidade à minha pessoa. Tornar-se uma "testemunha" de algo que possam distorcer a meu respeito.
A mais gorda prostitui-se com comida.
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
A proposta do senhorio
Suspeitei que o senhorio foi "recrutado" para mostrar o quarto a outras pessoas pré-seleccionadas na véspera de o ter feito. Isto porque, nesse dia pela manhã, ele estava na casa ao lado. E disse que, eventualmente, ia passar para a nossa, para cuidar do jardim.
Esperei, esperei... e nada. Sabia que ele vinha mas sabem quando sentimos que parece que a pessoa está a aguardar que nós saiamos de um lugar para entrar?
Foi essa a sensação com que fiquei. Os dois rapazes também estavam em casa. Ás tantas aproveitaram-se de me verem sair pelas 15.30 e até enviaram um texto ao senhorio - para "programar" a passagem de quarto de modo a que eu nem pudesse escutar por acaso toda a tramóia.
Regressei por volta das 18.30, já estava escuro e na manhã seguinte pude observar que o jardim foi tratado e limpo da folhagem. Portanto, ele apareceu. E demorou-se, porque a limpeza do jardim assim o exigia. O facto dos rapazes estarem em casa, plantados na sala, também me transmitiu uma vibração negativa.
É apenas a minha intuição, mas aponto esse dia e essas horas em que estive ausente como o início da coisa.
Hoje o senhorio apareceu às 18h. Para falar comigo. Temi que fosse algo mau. Ele diz que não e começa a explicar-me o que se trata. Assim que abre a boca, entra a mais-velha, chegada do emprego. A ca*** nem permite que tenha uma conversa isolada com o senhorio! Até a chegar parece que chega oportunamente. Cá para mim não me surpreenderia se o senhorio lhe tivesse escrito uma mensagem a avisar que estava a chegar. Parece que tem sempre de estar um deles por perto, a controlar, a escutar, a vigiar para fazer relatórios ao "grupo".
Sabem o que ele queria? O senhorio, como já expliquei, precisa alargar o meu quarto, pois as dimensões do quarto não correspondem às mínimas exigidas por lei para manter cá um inquilino. Se eu saísse desta casa, até ele fazer as obras, não podia cá meter ninguém. E ele não tem tido tempo para se dedicar a elas pelo que, se eu tivesse saído, ele perderia a renda de todos estes meses. Ou então era forçado a meter logo mãos-à-obra e os restantes italianos seriam forçados a ter de viver numa casa com o WC principal em obras e pessoas a entrar e sair constantemente.
Por um lado, bem que o mereciam!
Se eu tivesse saído...
Mas não saí. O senhorio, esperto, garantiu-me que não ia mandar-me embora. E foi aí que percebi que eu era a pessoa mais vital na casa, embora a mais indesejada também. Porque sem mim, ele perdia renda, mês atrás de mês! Porém, assim que o alargamento for feito - temo que se arquitecte alguma coisa para me remover daqui. Temo até que o novo contrato que ele nos mandou assinar venha a se provar ter sido o primeiro passo nesse sentido. Mas este é outro assunto, que não vou elaborar agora.
A questão que me deixou mesmo com a pulga atrás da orelha, foi ele despedir-se de mim e ir embora, mas ao invés de sair, como eu previa e temi, foi directo à cozinha, onde ficou a cochichar com a mais-velha.
Quando se fala em voz baixa, não é natural. O natural é falar com voz normal, até mesmo mais elevada. Quando descem o tom, é porque não querem que mais ninguém escute. Após uns 15 minutos, desci à cozinha e nesse instante a conversa terminou e ele pôs-se na alheta.
Típico. Uma pessoa entra num espaço, a conversa cessa e alguém sai. É um dos sinais mais comuns de que estavam a falar de algo que não querem que escutes.
A mais velha é uma mestre na dissimulação, manipulação e esquemas ardilosos. Tem aquele ar de criatura equilibrada, centrada, fala baixinho e tranquilamente, sem se alterar, sem ter tons alterados de voz... É mesmo a "cobra".
Pensem lá nisso: quantas pessoas realmente cruéis e sádicas exibem este traço de carácter? São calmas, falam devagar, baixinho... porque alterarem-se revela emoção! Revela que têm alma e coração. Sensibilidade e apatia. E se não têm esse costume, se lhes é tão raro como ver uma estrela cadente no céu... então é porque essas características lhes são ausentes.
O senhorio vinha propor que eu me mudasse para o quarto que vai vagar, por uns dias, porque ele não queria perder dinheiro de renda. O "novo" inquilino que foi arranjado por os que cá estão, só vai mudar-se no dia 1 de DEZEMBRO. De todos os que eles arranjam, nenhum está disposto a comprometer-se e aparecer na data necessária. Isto só comprova que nem lhes passava pela cabeça mudarem-se. Porque se passasse, tinham dado o notice (aviso de saída) ao atual senhorio e estariam à procura. Como são sovinas, mesmo sovinas, ao contrário de mim, que saí assim que pude sem querer saber se deixo a outra casa paga até o final do mês ou não, estes só se mudam no dia a seguir ao último dia de renda paga na outra casa.
Ora, o que o senhorio propos, para não perder renda já que o novo-inquilino disse que não ia mudar-se antes do dia 1 de Dezembro e pelos vistos o actual sai dia 23, foi que eu me mudasse dia 23 para o quarto que vai vagar, pagando a renda desses dias por esse quarto (que é mais caro). E quando o novo inquilino estivesse preparado para apossar-se desse quarto, eu me mudaria de volta para o meu. Nesse espaço de uma semana, ele ia fazer as necessárias obras de expansão, sem as quais não pode alugar o quarto a mais ninguém durante o prazo de um ano.
Ora, pensando bem, eu estaria a ser USADA como tapa-buracos de um indivíduo que ELES combinaram trazer cá para casa!!!
E foi mesmo combinado.
Cá para mim a proposta do senhorio até já era de conhecimento deles.
Talvez eu aceitasse...
Tudo para ele não perder uns 8 dias de renda...
Agora imaginem se eu tivesse dado de frosques em Maio, quando se deu esta situação, quantas vezes seria necessário multiplicar por 8 para chegar ao valor de renda que por esta altura ele já teria perdido!
Bom, mas "abri" este post para mencionar uma lembrança de um momento que tive o ano passado, faz quase coisa de um ano. Foi depois do Natal, depois de ter limpo e arrumado a casa inteira já que fiquei sozinha aqui durante talvez quase 48h... Comprei flores, muitas, espalhei-as pela sala, e , numa janela, coloquei uns cravos numa jarra verde que havia comprado. Esta aqui:
Quando a mais-velha regressou, como quem não quer a coisa, disse isto a respeito desta jarra:
"Aquela coisa, aquela coisa verde, uma jarra, ou seja lá o que aquilo for..."
Podia ter dito apenas: aquela jarra. Mas como ela é, não foi capaz de resistir ao impulso de mostrar descontentamento pelo objecto. Claro, tinha de desprezar tudo o que vem de mim, a começar pelos meus gostos. Estivesse ali um copo de vidro, uma garrafa em plástico ou uma jarra dourada - um comentário dela nunca deixaria de passar por estes moldes.
Fiz de conta que não percebi o juízo de valor que fez e fiz de conta não perceber que fingiu não saber o que se tratava - sendo tão claramente uma jarra em formato de cacto.
Esta gaja não tem gostos requintados, nem refinados, nem criativos, nem ousados, nem bons, nem maus. Nem sei se os tem, ou se os copia de uma revista de moda clássica contemporânea. Seja o que for que estiver "in" no momento, desde que não seja kitch - deve ser a única coisa que tem o seu aval.
Gosta de ver programas de pessoas criativas, que recuperam casas, reciclam.. contudo, goza-me por eu ser esse tipo de pessoa. Lá porque não tenho o know how ou a capacidade daquilo que ela vê ser feito na TV e me limito ao meu microcosmos, o espírito da coisa é o mesmo. Como se pode apreciar realmente algo, se não se sabe valorizar quem está ao teu lado a fazer o mesmo?? A diferença é que na TV alguém com fala afectada está a restaurar apartamentos, a reciclar móveis etc e eu faço-o em menor escala, com produtos menos nobres, como cartão. É à mesma necessário gosto, prazer, satisfação, imaginação, empenho, determinação... Fez pouco caso de mim quando me viu a fazer um móvel a partir de cartão. Claro que, feito à mão e sem material sem ser um x-ato e um tubo de cola, a perfeição não seria o meu objectivo. Apenas quis algo sólido QB e, principalmente, ter o prazer de criar a partir de pedaços de cartão. Como qualquer pessoa genuinamente criativa, com gosto pela recuperação e reciclagem.
Quando lho mostrei como produto finalmente acabado, ela respirou fundo, hesitou comentar e escolheu fazer apenas este comentário:
"It looks wobbly" (parece que vai abanar/desmanchar-se)
"It looks wobbly" (parece que vai abanar/desmanchar-se)
Daquela boca não sai uma única coisa simpática.
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Mensagem apagada
8.15 da manhã e recebo uma notificação de mensagem no telemóvel. Foi no whatsapp. Vou ver e descubro que a mais-velha acabou de APAGAR a mensagem que escreveu ontem. A tal em que dizia mais ou menos assim: "this way it's better for us too because we know what we're getting!"
(É melhor para nós também porque assim sabemos o que vamos ter).
Apagar mensagens??
Desde quando ela se dá a esses cuidados??
Aquilo deve tê-la feito sentir um tanto exposta. Ponderou, ponderou e decidiu remover este seu contributo. Eliminá-lo, como se nunca tivesse existido. Ora, se fosse algo inocente, para quê sequer, dar-se ao trabalho??
Tudo o que ela escreve ali tem o propósito único de chegar ao cérebro do senhorio. É sempre manipulativo. Geralmente, algo mascarado de boas intenções, mas que visam insinuar incorrecções da parte de terceiros (eu). Ontem aquilo deve ter-lhe saído de um fundo de verdade, que ela, naturalmente, pretendeu ocultar. Jamais ia querer que existisse um comprovativo, um vislumbre, do que pensa de verdade.
Talvez até tenha pensado que eu nem a cheguei a ler. E daí, apagá-la. Porque, para todos os efeitos, estive pela última vez "online" (ligada ao whatsapp) cerca de uma hora antes dela ter enviado aquela resposta. Claro que, a aplicação não regista quando as mensagens são lidas por notificação - que foi o que fiz. Li-as sem ter de entrar no programa.
E assim, não ficou registado que as li.
Só espero que o senhorio tenha lido.
E espero que não seja de todo CEGO ao comportamento - para mim mais do que obvio - de hostilidade com que sou brindada praticamente desde que cá pus os pés. Hostilidade que estava um pouco reflectida naquela mensagem. "Deste modo sabemos o que temos!" - uma referência ao facto de eu não ser alguém que eles aprovam e depois de mim - que fui escolhida pelo senhorio - terem começado a selecionar as pessoas que cá metem dentro.
Também estava explícito que o senhorio não estaria bem habilitado a fazer essa escolha por ele mesmo. Daí ela também ter apagado a mensagem. O que realmente sentem e pensam eles dizem entre eles mesmos, sempre em Italiano e se tiverem de o fazer no whatsapp, fazem-no pelo grupo privado que criaram para o efeito.
Este outro... é usado apenas para alcançar os olhos do senhorio e para a prática de alfinetadas e manipulações.
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Dados viciados
Se fosse pedir um milagre antes do Natal, pedia para que a próxima pessoa que viesse ocupar um dos quartos nesta casa fosse decente, reconhecesse actos de maledicência, se revoltasse e, para variar, gostasse de mim.
É mesmo preciso um milagre! Sei que os dados estão viciados. É como desejar ter sorte no jogo mas não possuir dados normais.
O rapaz está de saída. O senhorio mostrou a casa a dois candidatos. Quando cheguei, estava cá o último. Não era italiano, mas foi indicado pelos italianos cá de casa. Sei disto porque não sou parva e a experiência assim o tem ditado. Não falha uma!
E o senhorio... anda muito esguio... como andou quando pediu aos que cá estão para arranjarem alguém para o outro quarto. Ele já nem procura, vai directo à fonte. As mensagens a avisar que vem mostrar o quarto são uma tentativa de ilusão para ajudar a ocultar o facto de que foram os italianos a indicar os candidatos.
E o senhorio... anda muito esguio... como andou quando pediu aos que cá estão para arranjarem alguém para o outro quarto. Ele já nem procura, vai directo à fonte. As mensagens a avisar que vem mostrar o quarto são uma tentativa de ilusão para ajudar a ocultar o facto de que foram os italianos a indicar os candidatos.
Já sabia que as pessoas que vinham ver o quarto seriam indicadas pelos que cá estão antes mesmo de ter percebido que o rapaz que estava a ver a casa, ficou cá depois do senhorio sair. Estava na conversa com o mais-novo! Na maior intimidade. O mais-novo mudou para cá à coisa de mês e meio mas já está infiltrado nestas operações "clandestinas". Lamentável.
Era vê-lo, a sair do quarto e a dizer "Olá Portuguesinha" ao mesmo tempo que descia os degraus fazendo caretas, como que a dizer "anda aqui este a ver a casa".
Como se não conhecesse o indivíduo!
A fazer-se de parvo...
A fazer-se de parvo...
Este candidato não era italiano e eu até prefiro que o próximo inquilino seja. Pelo menos teria isso em minha vantagem. Se aparece outro "convertido", já a pensar antes de me conhecer que sou péssima pessoa e decidido a não me falar - isso dá a entender que o problema sou eu. Claro, que nem me é dada uma hipótese! Os que cá estão tratam disso. Vão encher a nova pessoa de "mimos" e atenções, para a conquistar e converter. Afinal, não precisam de odiar mais ninguém, escolheram-me a mim como o seu alvo e jamais vão admitir que me degridem intensamente aos ouvidos de todos os que cá entram.
Desta vez parece-me é que querem um rapaz!!
Italiano ou não-italiano. Talvez até prefiram um gay. Já que o que cá está também o é. Se antes eram só raparigas e o rapaz-que-vai-sair era o "rei do castelo", agora os candidatos são todos MASCULINOS.
Creio que é porque a «sedutora» mais-velha dá-se melhor com esse género. Uma mulher pode gerar conflictos - principalmente se for mais velha e experiente. Uma miúda nova, como a anterior, a mais-velha converte com facilidade. A "vítima" nem sequer percebe o que a atinge. Este rapaz é gay, adora coscuvilhar - isso deu para perceber a léguas. Falou que falou da vida de toda a gente. Fácil, fácil de converter...
Deste não gostei. Viu-me e fingiu não ver, até eu ser muito directa e ele não ter senão como me cumprimentar.
Um lado bom é que estou cada vez mais indiferente a esta gente.
Tenho dias bons e dias maus. Ontem, foi um dia mau. Hoje, foi um dia bom, em que gosto de cantarolar pela casa.
Isso fez-me perceber que se calhar tem fundamento aquilo que dizem: "os outros só nos fazem mal se deixarmos". O problema é que não é assim tão simples. Sinto. Sou ser humano, tenho sensibilidade, e é natural que essa sensibilidade seja canalizada para o humor e estado de espírito. Não é todos os dias que, com a vida a correr menos bem, se pode cantarolar.
Tenho dias bons e dias maus. Ontem, foi um dia mau. Hoje, foi um dia bom, em que gosto de cantarolar pela casa.
Isso fez-me perceber que se calhar tem fundamento aquilo que dizem: "os outros só nos fazem mal se deixarmos". O problema é que não é assim tão simples. Sinto. Sou ser humano, tenho sensibilidade, e é natural que essa sensibilidade seja canalizada para o humor e estado de espírito. Não é todos os dias que, com a vida a correr menos bem, se pode cantarolar.
Hoje não foi um bom dia. Voltei ao emprego, só para ouvir que não vou ser mais precisa para o resto da semana. No emprego da tarde, não existe disponibilidade horária. Ou seja: vou ficar por casa! Sem ganhar dinheiro para pagar a renda. E vai ser assim provavelmente até o Verão!
Para somar a esta maravilha de situação, vem o Brexit e estou rodeada de gente tão generosa e atenciosa que faz o meu coração transbordar de.... indiferença.
E sigo cantando. Quem canta, os seus males espanta.
Preciso cantar até perder a voz.
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sábado, 14 de abril de 2018
Funcionam como uma matilha de cães
Estou a viver há 10 dias numa terceira casa. A situação é temporária. Estava previsto assim acontecer. Irei regressar à outra noutros 10 dias.
Mas estou aqui a engolir a seco o que aqui está a acontecer.
A injustiça incomoda-me. A mentira também. Estou a perder a fé nas pessoas. Daqui a pouco começo a odiar. Ou então a estereotipar. Oh gente que não presta! Mas será que só há disto por todo o lado?
A casa onde estou agora a dormir é partilhada por cinco pessoas. Os restantes já se conhecem há muito tempo. Três em particular são como unha e carne. Oriundos do mesmo país, para tudo "funcionam" em trio. Jantam juntos, sobem para os quartos juntos e são todos cúmplices. Se acham com mais autoridade sobre os restantes.
São também extremamente barulhentos. No primeiro dia em que me mudei tinha de acordar às 3 da manhã e até à meia-noite ficaram debaixo do meu quarto aos gritos, a falar alto, a gargalhar, a bater com as portas dos armários, com os tachos, panelas. E o que é pior: a chamarem uns pelos outros de um andar para o outro. E a gargalhar mesmo à frente à minha porta, a conversar alto.
Dormi apenas 1h, entre eles se deitarem e eu ter de acordar.
Sendo tolerante e nova no espaço, relevei. São jovens e procuro convencer-me que, a pesar de eu ter sido diferente, esta atitude de falta de consideração pelos outros é devido à idade. E que aquilo podia ser uma situação esporádica.
Precisava também de ir à casa de banho e procurei aguentar o máximo que pude. Mas já que eles estavam acordados a gritar e não me deixavam dormir porque não paravam de berrar, abri a porta e entrei rapidamente no WC. Estava a precisar. Mas não consigo estar à vontade. Sinto-me observada. A porta não tem trinco e isso faz-me não conseguir relaxar. Alguém podia abri-la a qualquer momento e apanhar-me desprevenida - tal como tinha acontecido dias antes na outra casa.
Decidi então sair do WC e usar a pequena no andar de baixo. Que de imediato se tornou a minha predilecta porque é pequena e posso mantê-la fechada com o pé e não ficar no mesmo andar dos quartos, o que implica um uso menos incomodativo para quem está a descansar nas divisórias.
Sou muito atenciosa para com terceiros. Sei disso.
Nisto quando abro a porta, tenho DUAS pessoas à minha frente. "Estás bem?" - perguntam em surpresa.
Estou. E pedi licença para passar e ir ao WC.
Estava mesmo a ser observada!
Não era só impressão minha, aquelas pessoas estavam à porta do WC e podiam ter entrado. Sabiam que estava ali porque ouviram a porta a bater. E apareceram, hoje sei disto, não por estarem preocupadas comigo. Mas para me darem a entender que fui barulhenta.
Não era só impressão minha, aquelas pessoas estavam à porta do WC e podiam ter entrado. Sabiam que estava ali porque ouviram a porta a bater. E apareceram, hoje sei disto, não por estarem preocupadas comigo. Mas para me darem a entender que fui barulhenta.
A grande lata!!
Foi a segunda vez que me faziam uma "espera" à saída do WC. E não gostei. Parece que não tenho o direito de ir ao WC sem ser controlada. Depois afastei esses pensamentos da minha mente. Se calhar eles interpretaram que podia estar a sentir-me mal, só porque saí e entrei rapidamente. Era eu que estava a fazer mau juízo deles.
Ainda assim, preferia ir ao WC quando não os soubesse por perto. Porque isto de ir ao WC e ter pessoas à saída a fazer-te uma espera não te faz sentir em "casa". E a sensação de não ter direito de usufruir do espaço como se também fosse meu foi aumentando rapidamente. Assim que entrei, sabem como fui recebida?
Ouvi o meu nome a ser mencionado quatro vezes. E por isso perguntei porque diziam meu nome. Tinham-me ouvido abrir a porta e trazer os restantes dos meus pertences. Sabiam que os ia escutar. E fizeram questão de mencionar o meu nome propositadamente. Claro, perguntei o que era. Veio um rapaz ter comigo e disse: "Entraste cá em casa de manhã? Tiraste uma encomenda minha? É que a Paula disse que viu uma encomenda lá em cima no teu quarto".
Fiquei a pensar onde tinha vindo parar. Já me estavam a acusar de roubo! Eu só estava a transportar as minhas coisas para a casa e, pela primeira vez, ao invés de as deixar dentro do quarto e fechar a porta, achei que podia deixar um saco onde tinha posto a encomenda que tinha recebido pelo correio horas antes, à porta do mesmo. Afinal, só me faltava transportar uma coisa e daria por concluída a mudança. Não tinha ninguém a circular pela casa nessa altura. Estavam todos nos quartos.
Então que me viessem dizer, até considerar, que eu tinha pego algo que pertence a outra pessoa e posto num saco meu é... feio. Se está no meu saco, é porque é meu! A outra desceu do quarto dela, ao invés de meter-se na sua vida, não, espreitou o saco que tinha acabado de deixar ali. Se fosse outra nem mencionava o conteúdo, sabe muito bem que não se deve espreitar as coisas dos outros. Muito menos levantar um falso testemunho.
Então que me viessem dizer, até considerar, que eu tinha pego algo que pertence a outra pessoa e posto num saco meu é... feio. Se está no meu saco, é porque é meu! A outra desceu do quarto dela, ao invés de meter-se na sua vida, não, espreitou o saco que tinha acabado de deixar ali. Se fosse outra nem mencionava o conteúdo, sabe muito bem que não se deve espreitar as coisas dos outros. Muito menos levantar um falso testemunho.
Nesse primeiro dia estava exausta e adormeci de imediato. Mas não por muito tempo, porque eles logo começaram o «arraial» de ruído. Eu a precisar levantar-me às 3 da manhã, e eles a impedir-me de dormir com os seus gritos, barulhos e gargalhadas.
Aconteceu nesse primeiro dia o mesmo que está a acontecer agora que escrevo: dormi apenas UMA hora.
Depois trabalhei cinco dias seguidos e os meus turnos são de 12 horas. Significa isto que é basicamente trabalhar e dormir. DORMIR sendo a parte muito importante para aguentar o trabalho. E eles não mo estavam a permitir.
Depois quando me apanhavam pela casa, era sempre com segundas intenções. Dizer-me coisas. A primeira coisa que me perguntaram foi se fui eu que deixei a porta da rua aberta. Outra acusação. E eu sei que não tinha sido.
Não é preciso ser muito inteligente para perceber que eles todos, sendo amigos e já havendo falado entre si, estavam a apontar o dedo na minha direcção. Tal como fizeram com a encomenda.
Na segunda noite estava tão exausta do primeiro dia de trabalho que dormi bem. Lembro-me d acordar com berros bem altos, mas consegui que não me despertassem totalmente e voltei a adormecer.
Foi a única vez em todas estas noites. Finalmente chegaram os meus dias de folga. E começaram as exigências disfarçadas de pedidos. Estavam a ser falsos, fingindo ingenuidade quando tudo estava combinado entre eles.
Mencionaram que todos davam dinheiro para comprar utensílios para a casa. Mas antes de o mencionar, espetaram um pote com dinheiro no meio da mesa da cozinha. Foi intencional. O pote não estava lá, era mantido noutro local e mudaram-na para que o pudesse ver. Não é um subterfúgio que considere digno. Se queres pedir, fala. Não se usam esses recursos vis. Logo a seguir mencionaram que cada um dava 5 libras para comprar panos da louça, panos de limpeza, detergentes vários, tira gorduras, etc, etc. Muita coisa que eu ia usar apenas numa ocasião. Respondi que fazia sentido se ficasse a viver cá mas já estava a partilhar na outra casa essas coisas e tinha comigo detergentes que me restaram da mudança e pretendia usá-los.
Com isso excluí-me de "comparticipar" nas despesas que eles muito convenientemente iam necessitar assim que cheguei. Coincidência. Por acaso a cozinha estava cheia de panos, detergentes etc. Mas aparentemente estava na altura de comprar mais. Talvez porque eu havia chegado. Mas isto revela o carácter das pessoas. Assim que uma nova pessoa chega eles começam logo a cobrar dinheiro? Já tive o suficiente disso na outra casa e consegui cheirar à distância uma tentativa de extorsão.
Logo a seguir foi o calendário de limpezas. Inicialmente o nome da "nova pessoa" estava no final - talvez até mesmo numa semana em que já cá não estaria a viver. Mais uma vez, nada de conversas comigo, nada de perguntas. "Queres? O que achas?" Nada. Ordens. Desci à cozinha onde o calendário é mantido na porta do frigorífico e reparei que tudo tinha sido alterado. Quem era suposto limpar a casa nos próximos dias? EU. Claaaaaaro....
Tudo bem. Procurei saber como faziam, o que era pretendido fazer e perguntei quando ia estar menos gente na casa, para poder limpá-la mais eficazmente. Esmerei-me na limpeza. Como sempre, fui vista a limpar, porque há sempre alguém na casa, há sempre alguém que está no mesmo espaço em comum que tu.
Limpei a casa na quarta-feira. De noite, todos eles na cozinha como sempre, no falatório. Entro e tento conversar mas sinto que te respondem com aquela secura, desviam o olhar - não estão interessados em te ter ali. Então removi-me do espaço para que se sentissem à vontade para continuar o convívio a que estão acostumados. Na manhã seguinte, estou na cozinha e uma rapariga entra. Depois sai. Nisto surge um assunto urgente que tenho de tratar até ao final da tarde. Já nem me sobram 5 horas para dormir e ter de acordar novamente. Então vou para a cama. Nisto recebo uma mensagem no telemóvel, quase às 21h das noite. Relembro que tinha estado na cozinha com todos eles na noite anterior. E todos os dias vejo pelo menos dois deles. É uma mensagem a "sugerir" que compre sacos para o lixo, já que usei o "deles". E a perguntar se tinha limpo a casa, porque tenho de marcar no calendário.
Todo o discurso foi desagradável e terem ido ao senhorio PEDIR o meu número de telemóvel para me enviarem uma mensagem destas, QUANDO eu estou em casa é... MALÉVOLO!
Eu ali, a dormir ou a tentar dormir por cima da cabeça deles, e eles a contactar o senhorio. Envolver o senhorio foi tudo menos inocente. Senti malícia no ar. E como estava certa!
Respondi nessa mesma noite. Precisava de dormir, mas não podia deixar para depois. Respondi que ela me viu nessa manhã, na noite anterior e na anterior a essa. Respondi que tinha limpo a casa e que esperava que desse para notar a diferença. E que me tinham visto a fazê-lo. Ia dar-lhe uns sacos para o lixo antes de me ir embora mas como raramente cozinho, raro foi a ocasião que despejei algo no lixo "deles".
A resposta que obtive foi do piorio: "Se soubesse que tinhas limpo não estava a perguntar. Estava uma mancha de ketchup que não foi limpa. A paula disse-me que estava tudo cheio de pó na casa de banho. Se os outros vem ter comigo fazer queixas tenho de perguntar".
Opá, o que me dizem disto??
É normal ser assim? Com alguém que só tentou dar-se bem, ser simpático, alguém que mal se conhece, mal entrou numa casa nova? É assim que agiam nestas circunstâncias?
É normal ser assim? Com alguém que só tentou dar-se bem, ser simpático, alguém que mal se conhece, mal entrou numa casa nova? É assim que agiam nestas circunstâncias?
Respondi de volta por mensagem: Não estava a gostar do que me escreviam, da proxima vez ia tirar fotografias do antes e depois e também queria jogar o jogo da polícia da limpeza. Porque eu esmerei-me. Tirem teias de aranha e pó negro com uma simples passagem de pano. Sei muito bem que nenhum deles é um esmero na limpeza. Não está correcto posicionarem-se como se fossem, muito menos acho correto toda a atitude.
Vou trabalhar e quando chego a casa e abro o frigorífico noto as minhas coisas remexidas. Demoro algum tempo a notar que falta uma embalagem de queixo que havia comprado na véspera. Decido deixar uma nota a dizer que não a via. Mas olhem que procurei bastante. Sete vezes, no total. Procurei a primeira. Depois não convencida, desci à cozinha e procurei uma segunda, terceira, quarta... sete vezes. Removi todo o conteúdo da prateleira, para ter a certeza de que os meus olhos não me enganavam. Pus a mão acima do frigorífico, não fosse ter esquecido por ali. Sou muito cautelosa antes de levantar quaisquer suspeitas sobre o que seja.
Ao contrário deles com a encomenda e a porta aberta.
Não estava ali nada. Há uma da manhã, depois deles todos se terem deitado e feito a algazarra do costume, despertando-me e impedindo-me de voltar a adormecer, desci à cozinha para preparar sandes para levar para o emprego. Coisa rápida. Procurando não usar NADA deles, sempre limpando tudo, arrumando as coisas. Ainda estou para saber se também isso lhes vai fazer espécie.
Bom, mas nisto reparo que há outra nota junto à minha: O queijo esteve o tempo todo no frigorífico. Para a próxima vez procura com mais atenção (smile).
Não respondi. Optei por ignorar.
Mas sei muito bem que a embalagem não estava nem sequer dentro daquele frigorífico.
Mas sei muito bem que a embalagem não estava nem sequer dentro daquele frigorífico.
Fizeram aquilo de mal intencionados que são.
E para colmatar, acrescentaram em letras garrafais, outra nota: "Não bater as portas!!!".
Era uma indirecta para mim. Somente para mim.
Esta gente que bate portas todo o tempo, que não é nenhum modelo de virtude no que respeita a respeitar os outros no departamento de ruído, teve a audácia de transformar a ÚNICA vez que a minha porta bateu, no primeiro dia que cá vim, e perpectuar esse momento como se fosse algo permanente e constante.
O pior é que percebo claramente que estes 10 dias que me restam vão ser miseráveis. Mais artimanhas irão inventar. Nem sequer vai dar para usar a casa apenas como dormitório. Decerto não me vão facilitar a vida e será um passatempo infernizá-la.
Funcionam como uma matilha de cães.
Só aceitam os da sua espécie e todos os outros são para destruir.
Só aceitam os da sua espécie e todos os outros são para destruir.
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Falam, falam, falam, mas é das Rebecas que eles gostam mais!
Já disse isto antes. Se não aqui, num outro blogue que por um tempo mantive em paralelo a este.
OS HOMENS MERECEM REBECCAS
Procuram Rebeccas. Preferem Rebeccas. Qual simplória de bom coração e disposta a amar... Ah,ah,ah! Essas nem o nome próprio se lhes conhecem. São as «esposas de...» ou «aquela ali que «tomou o lugar da Rebecca».
E cada vez me convenço mais que é exatamente o que o homem merece.
Com os anos tenho vindo a entender que Rebeccas são precisas neste mundo. Elas têm uma razão de ser. Têm um propósito. São o fruto inteligente de uma sociedade que reprime e rótula. Virei uma senhora Danvers.
(active as legendas e usufrua de um bom filme, com boas atuações ao estilo da época)
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Mentalidade formatada
Estava aqui a pensar nas desenvolvimento de uma pessoa que cresce numa zona mais quieta e tranquila como uma aldeia versus ao desenvolvimento de uma pessoa educada na grande cidade. Acredito que uma pessoa criada num meio ambiente menos exposto acabe por se desenvolver mais depressa. Existe aquela ideia pre-concebida de que na cidade se cresce depressa enquanto no campo longe do progresso o adolescente não desenvolve muito. Pessoalmente sempre achei isso um absurdo. Até porque, se assim fosse, não seria natural que em locais mais remotos muitos jovens formassem família cedo. No que respeita à sexualidade, pelo menos - que é o que muitas vezes as pessoas se querem referir, esta não chega necessariamente até os jovens que vivem nas grandes cidades primeiro que aos que vivem em zonas remotas.
E acho que compreendo porquê. É preciso tempo para reflectir e fazer uma auto-consulta para se entender. Para a meditação - se preferirem. E esta é essencial, julgo eu, para o crescimento adequado de qualquer indivíduo. Ora um adolescente está ocupado com as suas obrigações escolares diárias ou está a passar pelas rotinas típicas da vida social na escola, da vida social entre os pares. Distraem-se todos com o mesmo, ocupam o tempo todo com diversas coisas que lhes ocupa a mente e deixa pouco ou nenhum espaço para deixar a mente sossegar para meditar.
É difícil não detectar com tristeza que existem hoje tantas ideias e comportamentos pré-estabelecidos que praticamente FORMATAM a mentalidade e as acções dos nossos jovens - especialmente os que vivem na cidade. Vestem igual, pensam igual, consomem os mesmos produtos, querem consumir esses produtos, divertem-se da mesma forma, nos mesmos sítios. São quase todos umas fotocópias uns dos outros sabendo eu o quanto se é diferente e o quanto a busca da identidade é importante nesta fase. Parece-me triste esta existência padronizada. Nasceram e já lhes dizem o que devem comer, o que devem vestir, que músicas devem escutar. Mas será que gostam de tudo o que foram ensinados que devem gostar? Falta a alguns a exposição a outras formas de vida, de sociabilidade, de realidades.
Então lamento que esta juventude - em particular a que cresce em grandes aglomerados populacionais, esteja toda a ser alvo deste merchandising e campanhas de sedução.
Numa ocasião participei num inquérito que visava encontrar os produtos mais adequados para consumidores de todas as classes etárias, que são divididas mais ou menos em o grupo de bebés, depois das crianças até os 12 anos, depois dos 12 aos 18, dos 18 aos 21 ou 25 e assim sucessivamente, conforme passam as várias etapas da vida mais marcantes. Sugeri o que para mim me pareceu óbvio que era de interesse para o público alvo predilecto: a juventude. A pessoa que fez as perguntas estava particularmente ávida para receber soluções de produtos para o público desta idade. A minha sugestão foi implantada e teve um estrondoso sucesso. Eu, infelizmente, não ganhei nada com isso de dar ideias grátis a outros e nem fiquei contente com o proveito dela retirada.
Todos sabem que a juventude é o público-alvo mais desejado e o mais difícil de agradar. Mas se o obterem, as empresas têm os pais todos a gastar dinheiro no produto. Afinal, os jovens são persistentes e além disso cansam-se depressa e querem outros modelos, outros lançamentos, todos os anos ou a cada estação. Foram educados a pensar assim - defendo eu, pois também eu vi no meu tempo de criança publicidade na TV a tudo o que era brinquedo.
Próximo da época do Natal então, "chovia" tanta publicidade que lembro que meus pais mudavam logo de canal. O normal seria se escutar "eu quero isto" ou "isto é giro" ou "podias me oferecer isto pelo natal ou pelos meus anos?". Só que a pesar da mensagem consumista funcionar como atractivo, existia a consciência de que não era possível ter tudo o que desejávamos e, mais importante ainda, o que recebíamos era para ser preservado e durar «uma vida toda» - assim me era dito. Era UMA barbie - ao invés de uma dúzia e UNS ténis, ao invés de vários de diferentes cores. Pelo que lamento que desde então as coisas tenham se tornado tão eficazes para as empresas que manipulam estes jovens e seus pais como consumidores. Que lhes dizem o que fazer, o que desejam, o que precisam, como devem vestir, que corpo devem ter, que pele devem ter, que penteado devem ter para ficarem na moda...
Em locais mais isolados ou pequenos a exposição também existe, mas talvez a juventude esteja mais protegida. Talvez... A única coisa que o jovem da cidade tem aparentemente de vantagem sobre o jovem criado em terras mais tranquilas é que este tem uma postura mais rápida de viver e desenrascar-se, uma superior experiência em noitadas, comportamentos padrão e de consumismo. Sabem se integrar rápido porque fazem parte do mesmo conceito. Mas de resto, algo se perde. Algo que talvez - não sempre mas de uma forma geral, o jovem educado de uma forma mais equilibrada consegue trazer de novo a um grupo educado a pensar igual, vestir igual, agir igual.
Nas grandes cidades os jovens formam grupos conforme as pessoas são bonitas, bem vestidas, usam óculos são populares. Duvido que em zonas mais sossegadas o mesmo não aconteça - porque são coisas transversais que atravessam todos os extractos sociais, culturas e gerações - mas também acredito que fica mais fácil escolher amigos por afinidade de ideias quando não existe essa pressão inconsciente de os escolher conforme as conveniências. E conveniências ditadas por quem? Quem diz o que se deve pensar, comer, vestir, usar? O CONSUMISMO.
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Não sei se ainda está em voga mas vi recentemente uma reportagem sobre NEUROMERCHANDISING - que consiste em colocar o cérebro de indivíduos sobre ressonância magnética enquanto lhes mostram anúncios de produtos. Conforme a resposta que o cérebro dá, é estudada a eficiência da força do produto e modificada até atingir o ideal: muitas vendas. Na sequência disto vi também um filme intitulado "Assim se vende um filme", onde me foi revelado algo que desconhecia: a cidade de S. Paulo, no Brasil decretou uma lei que proíbe a publicidade exterior. Resultado: toda a cidade, toda mesmo, não tem um único anúncio. Nenhum outdoor, nenhum autocarro ou taxi com mensagens publicitárias, NADA. A razão é que foi considerada aquilo que é na realidade: POLUIÇÃO visual. E como tal, foi irradicada. O resultado? Fantástico! Quanto a vocês, leitores, não sei. Mas estas empresas estariam perdidas se dependessem de pessoas como eu para enriquecer. Sou muito pouco dada a manipulações. Não que me julgue imune - afinal, existe pura ciência e até o APROVEITAMENTO de uma invenção supostamente criada para beneficiar a saúde da humanidade para a usar para levar essa mesma humanidade ao consumismo de produtos que até ajudam a fazê-la ficar doente mais depressa. Avaliando por mim mesma duvido da eficácia de tais manobras, pelo que só posso desejar que muitos mais sintam e vivam o mesmo.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Fanatismo Extremista através dos MEDIA
Falo do FANATISMO EXTREMISTA, que ocorre entre as MASSAS após algo ser vinculado através dos meios-de-comunicação, em particular a TELEVISÃO. Por isso não vou usar como exemplos rixas entre adeptos de clubes de futebol ou defensores ferrenhos. Vou antes dar como exemplo deste fenómeno, Orson Welles e Adolf Hitler.

Quem?? Esses dois??
Sim. Para muitos não será novidade, para alguns talvez seja. Adolf Hitler foi um grande MANIPULADOR das massas. Ele percebeu o poder dos meios de comunicação e utilizava a rádio para emitir os seus discursos por toda a parte. Passou a controlar os conteúdos emitidos. Mas basta recordar aquelas imagens das multidões a prestar-lhe reverência, para entendê-lo. Imagens essas que hoje existem porque Hitler acreditava que devia documentar tudo o que estava a fazer. Algo que acabou por funcionar contra si mas a favor da Humanidade porque, tem de ser dito, se não existissem filmes das atrocidades cometidas, fotografias e documentos, será que hoje a humanidade ia acreditar no que aconteceu? Longe da vista, longe da percepção... é o que ainda acontece pelo mundo. Massacres, Genocídios, fome, guerras... Como todo o «bom» ditador, Hitler era um indivíduo perigosíssimo, capaz de cometer qualquer acto desumano. O «legado» que deixou documentado e registado em vídeos e imagens não deixam dúvidas.

Mas como era ele pessoalmente, entre os seus? DESCRITO como um CAVALHEIRO, muito educado, cordial e gentil. Charmoso com as MULHERES.
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Orson Welles foi um actor, director e dramaturgo americano que em 1938 e com 21 anos trabalhava como director e locutor de rádio. Era noite de Halloween, as pessoas andavam a questionar-se se os EUA iam entrar na 2ª Guerra Mundial e é neste contexto social que Welles decide interpretar no seu programa um episódio do romance "A Guerra dos Mundos", escrito por H.G. Wells, onde é relatado uma invasão por extraterrestres. A escolha foi pensada e não derivou de um acto inocente como se perpetuou mas a realidade é que este relato assustou alguns ouvintes, que tinham falhado o aviso inicial de se tratar da adaptação de uma história. Alguns telefonaram para a estação e outros pensaram coisas piores e prepararam-se para a invasão alienígena. Embora depois tenham exagerado nos relatos de PÂNICO que a emissão causou e Orson Welles tenha aproveitado a atenção recebida para fazer mais publicidade e acrescentar uns tantos pontos na história, ele conseguiu o que pretendia: MANIPULAR os ouvintes.
Orson Welles veio a público acalmar os ânimos. "Não é verdade" - teve de esclarecer nas entrevistas, entre rejubilo pessoal. Depois deste episódio que orquestrou ficou conhecido por todo o país, acabando por entrar no mundo do cinema. Foi outra figura a utilizar a Rádio para se promover e MANIPULAR pessoas.

No post anterior falei de OJ SIMPSON. Em 1994 esta ex-estrela de futebol americano de bom porte e aparência sentava-se no banco dos réus a ser julgado pelo assassinato da ex-mulher e de um amigo, ocorrido em casa desta com os filhos do ex-casal a dormir no andar de cima. Estranhamente a chacina deu-se fora da habitação, no haal do jardim. O julgamento é televisionado, com emissão em DIRECTO e sem interrupções em alguns canais de informação. Lembro-me de assistir através do satélite a um desses canais: a CNN.
Mas o que me afligiu foi perceber que os Americanos não estavam a olhar para o caso com olhos de ver. Alguns talvez sim mas existiu uma maioria televisionada que se deixou levar por outros critérios. Existe muito «circo» e muita PROPAGANDA em casos de julgamento. A defesa parece uma matilha de cães raivosos que tudo vão buscar ou INVENTAR para ilibar o seu cliente. A fortuna e fama de OJ «comprou», ou melhor, OBSTRUIU a justiça. Decerto que uma das estratégias passou por contratarem pessoas para irem fazer manifestações à porta do tribunal e em frente às câmaras das televisões mundiais. Mas a coisa acabou por pegar tão bem que depressa ocorreu uma ONDA NACIONAL de apoio incondicional a Simpson.
Mulheres e homens, na maioria negros como o acusado, gritavam e protestavam a sua inocência. Acusavam a sociedade de ser racista. Nicole, a ex-esposa assassinada com cerca de 17 FACADAS era branca. O povo estava a olhar para a «embalagem» e não para o acto. Deixou-se claramente MANIPULAR por todas as acções dos advogados de defesa.

A pobre Nicole até pareceu ser uma protagonista secundária no julgamento do seu próprio assassinato. Poucos falavam dela, pensavam nela e na forma violenta e passional em que morreu. Só se lembraram de ver a coisa por cores: PRETO E BRANCO. (deviam lembrar era do vermelho-sangue). Parecia que uma maioria ia para os telejornais defender a imagem de SIMPSON de forma muito acérrima, doentia até. Preocupava-me muito este tipo de comportamento.

(nota: fotografias susceptíveis de impressionar. Nicole foi quase decapitada à facada. O estado do amigo denuncia a violência do acto. Mas como é esta a realidade escolhi publicar as ilustrações. Para quem gosta de ficar mais informado, descobri no processo o suposto relatório de autópsia)
Sabe-se hoje que OJ Simpson é culpado e cometeu os gestos que conduziram ás fotos acima reveladas. É um ASSASSINO. Mas foi inocentado. A proclamação da sua «inocência» alegrou muitos apoiantes e foi dito que, caso isso não acontecesse, a população estava pronta para realizar motins e distúrbios racistas. Senti que aquelas pessoas a dar a cara, que choravam compulsivamente ou gritavam de felicidade, iam acabar por ser confrontadas com estas suas acções. Quando a poeira assentasse e elas fossem olhar para os factos novamente e reflectir na atitude que tomara, teriam de «engolir» o que estavam a fazer. PASSADOS TANTOS ANOS, este FENÓMENO MEDIÁTICO AMERICANO que foi o julgamento de OJ Simpson, não produziu nenhum documentário ou filme de análise. Ao contrário do que esperava não foi ainda fruto de grandes análises psicológicas, como os americanos tanto gostam de fazer. Esperava voltar a ver alguns daqueles rostos que em 1994 surgiram em defesa de Simpson de volta à televisão, a dizer agora como se sentem. Mas não. Ocultaram o fenómeno em vergonha, só pode...
Sobre os atentados do 11 de Setembro de 2001 já se fizeram inúmeros documentários, filmes e programas. Um deles mostrava uma consequência interessante mas negativa para a sociedade e estrutura familiar... As viúvas dos bombeiros do 11 de Setembro foram consoladas por colegas do falecido marido, um gesto comum de camaradagem entre a profissão. Como consequência desta aproximação emotiva, muitos destes bombeiros casados, pais de família, deixaram as esposas para se juntarem ás viúvas. O 11 de Setembro também teve como resultado um impressionante aumento de casos de divórcio entre Bombeiros que fizeram parte das buscas. É um fenómeno social interessante que resultou numa desestrutura familiar sem precedentes: "as viúvas e as não viúvas de bombeiros que acabaram divorciadas" pós-11 de Setembro. Podia ser um facto de desconhecimento geral, contudo não é. Teve, como costuma ser hábito americano, documentários para reflexão. Porquê, aparentemente, o caso de OJ Simpson continua na penumbra?
Mais recentemente e em solo NACIONAL ocorreu um bom exemplo de um destes fenómenos de fanatismo das massas através de um meio de comunicação: a TELEVISÃO. A emissora TVI exibiu um reality show de nome "Casa dos Segredos 2", que chegou ao final no dia 1 de Janeiro. Este programa em particular, embora não vá marcar por aí além a história da televisão porque os reality shows já perderam essa capacidade, foi um dos mais interessantes e ricos em termos da diversidade de personalidades e da análise que o diferente público fez de uma mesma situação.

Como acontece na estrutura da maioria dos Reality Shows, este pautou-se por gerar muitas opiniões contrárias. TODOS viam a mesma coisa, mas cada um tinha uma interpretação por vezes surpreendentemente diferente. Não é por isso de espantar que entrasse na equação desta análise o factor "idade" e "género", para se tentar entender o porquê das opiniões contrárias.
O caso mais exemplificativo encontra-se no concorrente que acabou por se singrar vencedor. João Mota, um rapaz de 21 anos com pretensões para virar actor de televisão. O seu comportamento dentro da casa logo de início caracterizou-se pelo ISOLAMENTO dos restantes concorrentes. Se inicialmente esta atitude foi atribuída como consequência da possessividade de uma concorrente feminina de nome Fanny, que não largava o rapaz nem de dia nem noite, com o tempo começou a perceber-se que o concorrente João gostava de estar separado dos restantes. Começou a afirmar que ninguém ali prestava, acabando por chamar nomes a todos: "Este Paulo é um gajo que só anda por aí a mostrar o rabo, não faz cá falta nenhuma", o Marco era "o macaco, um nojo, não percebia como ainda estava ali", a Daniela P "Não confio nela, fala muito mas não diz nada", a outra Daniela "Uma falsa, uma cobra" e todos, sem excepção, acabavam por merecer por parte do concorrente uma avaliação cheia de adjectivos surpreendentemente nada favoráveis. Na realidade, percebeu-se que João Mota não gostava de ninguém e falava mal de todos, excluindo apenas os poucos com quem estabeleceu alianças. Depois também começou-se a perceber o quanto manipula as nomeações. Para o efeito usava sempre a Fanny, que o defendia acima de tudo, e a mandava indagar e convencer as colegas a votar em quem ele pretendia. Depois quando havia confusão e brigas, ele e o parceiro, Miguel, ficavam isolados e longe da confusão. Como mentores, arranjaram a marionete Fanny. Que não era santa alguma, a rapariga entrou na casa noiva mas em 48 horas agarrava-se muito explicitamente a este João.
João Mota descrevia-se como uma pessoa humilde. Disse que não falava mal de ninguém e se fizesse alguma coisa era porque já lhe tinham feito primeiro. Mota dizia isto e por uns tempos a maioria acreditou, mas como não o demonstrava em acções, depressa a opinião pública começou a mudar. Mas não para alguns. Alguns, perante tudo e mais alguma coisa, mantiveram-se de pedra e cal na defesa da imagem do «menino-lindo».
O ponto de viragem foi a expulsão de um novo aliado do grupo de Mota, Paulo, que revelou seguir a mesma "cartilha" moral de João. Foi nas semanas seguintes que este concorrente destilou tanta maledicência e ódio por tudo e por nada que acabou por tirar quaisquer ilusões sobre o seu verdadeiro carácter. Na casa, João disse coisas atrozes, como desejar a morte a colegas e encabeçar planos para esconder e envenenar comida. Mas por acaso tinha ele integridade para debater algo que o chateasse com a pessoa com quem estava chateado? Será que ele dirigiu-se a alguém para iniciar uma conversa e esclarecer o que o incomodava? NÃO. Pela frente não dizia nada e até era capaz de ser falso e covarde, dando a entender que estava tudo bem quando minutos antes tinha estado a falar muito mal. MUITO PREOCUPANTE. Incapaz de se mostrar outra coisa senão «cordial», ainda que de forma pouco convincente e assustadoramente fria. Manteve, durante três meses, distância de todas as pessoas. Excepto daquelas com quem
estabeleceu uma aliança: Fanny e Miguel. Estes três depressa estabeleceram grupos na casa: o do quarto azul - onde dormiam e os do quarto rosa - todos os restantes. E começaram, para meu espanto e preocupação, a auto-dominarem-se OS PUROS. Só eles é que tinham a razão, eles tinham os comportamentos exemplares, eles é que faziam tudo bem. OS BONS.Esta alusão à PUREZA e a determinação em eliminar os "Impuros" como chegaram a referir-se a outros concorrentes, faz lembrar aquilo que foi a base dos planos de Hitler aquando o Holocausto - matar todos os que não fossem de raça ariana PURA. Porque analisando bem as coisas, ali estavam aqueles dois rapazes de 20 e poucos anos a ter comportamentos que podem servir de sinal para detectar um indivíduo com potencial perigoso: formação de "quadrilha", ideologia "purista", separatismo, planos de conspiração, manipulação, actos de vandalismo e de atentado à integridade de terceiros.
Contudo depressa a aparência de João Mota gerou uma onda de apoiantes. A grande maioria, sem dúvida, feminina e criança. Numa faixa etária diria que nos 12-14 anos (maioria). Como sei que se alguém tiver paciência para ler todo este post de análise e reflexão sobre o poder dos media na MANIPULAÇÃO DE MENTALIDADES vai logo perguntar de onde tirei esta «estatística», digo já que é pessoal, obtida através da idade admitida ou "denunciada" dos apoiantes que se manifestaram em blogues, facebook e entrevistas de televisão.
Este programa em particular, embora não vá marcar por aí além a história da televisão, foi um bom exemplo para analisar os efeitos da TELEVISÃO na MENTALIDADE do PÚBLICO. Tal como o julgamento de OJ Simpson teve mulheres histéricas a proclamarem a beleza como sinal de inocência, o mesmo aconteceu com João Mota aqui no singelo Portugal e no pequeno Casa dos Segredos2. Uma vez o programa terminado é que se vai ver, tal como sempre acontece, como o público vai reagir fora do calor do momento. Muitos continuam ainda com as hormonas a falar mais alto e atacam, à mínima contrariedade, qualquer opinião não positiva sobre o concorrente vencedor. Os elogios que lhe fazem dificilmente passam do "é lindo" e é "humilde", coisa que caiu por terra na sua prestação na casa.
Na perspectiva de análise dos efeitos dos MEDIA na mentalidade das pessoas, gostava de saber qual é a opinião deste público «defensor acérrimo» daqui a uns anos, quando já tiver acumulado um pouco mais de experiência de vida. Se voltassem a rever cada imagem, continuariam a achar que estão a olhar para um homem «lindo e humilde» ou também já seriam capazes de lhe reconhecer graves defeitos que uma maioria adulta depois lhe reconheceu?
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Paco Bandeira - um predador em praça pública?
É história que corre na imprensa, e esta nem está a ser muito evasiva. O processo que a ex-mulher de Paco Bandeira tem a correr em tribunal onde o acusa de violência Doméstica, maus tratos, posse ilegal de arma e devassa da vida privada.

É um tema que merece reflexão. O número de mulheres assassinadas em Portugal vítimas de violência doméstica tem vindo a aumentar. O protagonista é só o catalizador para se falar de algo maior. Mas se acho que o homem é culpado? Claro. Não tenho já dúvidas.
Existem muitos com uma mentalidade parecida à que é descrita. Quase sempre as mulheres que elegem como a mulher-cabecilha - aquela que publicamente pode ser considerada a sua mais-que-tudo enquanto vão tendo outras de lado, ficam PERDIDAMENTE APAIXONADAS. Tudo o que um homem destes lhes diz, por mais absurdo que seja, é verdade. Eles manipulam-as.
E se alguém de fora, um amigo de longa data ou um familiar próximo alguma vez disser uma palavra contra o amado, a mulher já sofreu uma brainwash eficaz o suficiente para se sentir traída e ameaçada por aqueles que conhece há mais tempo. Rompe até laços. Fica ainda mais de pedra e cal junto do homem que tanto ama e que a manipula sem se dar conta. Ficam CEGAS para os ténues sinais de que algo está mal. Porque nunca se sentiram tão apaixonadas.
É O estratagema de eleição de qualquer predador: cativar a vítima. Aquela que ficar mais cativada e se mostrar mais propensa a ser domesticada, vira a cabecilha. Tem de possuir algumas qualidades, normalmente são sempre mais NOVAS, porque a imaturidade ou a inexperiência facilita. Podem até preferir mulheres com um certo QI, com uma profissão, com cultura e formação, até porque são viciados no desafio de transformar uma mulher forte e segura num trapo emocional. Mas escolhem sempre mulheres que correspondam AO PERFIL que pretendem.
Aos poucos e sem elas se darem conta, este tipo de homem vai tomando conta de todos os passos das parceiras. Está sempre presente, mesmo quando não está. Muitas vezes mandam instalar sistemas de vigilância para garantirem o controlo à distância. Estas mulheres estão sobre supervisionamento constante. É a materialização da paranóia. Qualquer passo em falso pode custar-lhes a VIDA.

Quando acontece um problema e dá-se uma discussão, a mulher acaba muitas vezes a se sentir responsável e a perguntar a si mesma se fez algo de errado. Acha que sim, pede perdão, volta tudo à mesma...
Eles controlam-lhes os horários, o que fazem, com quem andam, com quem falam ao telefone, contam a quilometragem do carro, mandam ou eles mesmos se põem a seguir as mulheres e estão constantemente a TESTÁ-LAS. Têm propensão para achar que estas lhes vão ser infiéis, pelo que a maioria das discussões têm sempre este catalisador.

No caso particular deste artista, que de resto não é por ser artista que me interessa, foi ao ler uma notícia do seu comportamento em tribunal que não tive mais dúvidas. Tudo pode não passar de suspeitas mas quando um homem surge na imprensa todo cheio de SORRISOS, ladeado por mulheres para ficar bem na fotografia, faz PIADAS sobre o processo de que está a ser acusado, e depois de fazer este "número", vira-se para os jornalistas e diz algo parecido ao "NÃO FALAR COM A IMPRENSA QUE NÃO VALE NADA", algo não está claramente bem.

É uma personalidade claramente cheia de dualidade. Podem ser muito perigosas. Claramente, pertencem ao confinamento supervisionado. Não devem andar à solta entre a sociedade. Um dia o dia corre-lhes menos bem e qualquer inocente pode virar vítima. É uma personalidade obsessiva, doente e nem anos de investigação dos psicólogos mais bem intencionados conseguiu irradicar este distúrbio das mentes mais perversas da história da criminalidade. Será que vai ser sempre preciso um acto horrendo cometido na presença de centenas de testemunhas credíveis para se entender, já TARDE DEMAIS?
Quando li, há uns anos, que a esposa deste senhor cometeu suicídio com um tiro na cabeça pensei: "Que horror! Coitado também, não é fácil ter de conviver com isto". Depois li mais um bocadinho da história e fiquei de boca aberta. Então não é este estava presente quando a morte aconteceu? Já nem se trata de conviver com a perda, mas com a MEMÓRIA dela! Suspeitas existiram de que podia ter sido assassinato e não suicídio devido ás imensas brigas do casal mas provas a apontar para isso NADA! E claro, defendo sempre que sem algum tipo de prova ou indicação não é moralmente aceitável deixar a ideia prevalecer.

para esta ser responsável à mesma. AS PALAVRAS podem servir de gatilho. Anos e anos de maus-tratos, violência verbal, psicológica, física... ameaça contra terceiros como a vida de filhos, pais, amigos... anos disto e num momento aceso de uma discussão o alívio pode estar ali numa arma estrategicamente colocada sobre a cabeceira pelo «atencioso» esposo...
Isto se não formos a pensar o pior, que é o forjar o acto. Mas para este tipo de personalidade controladora dá mais gozo LEVAR TERCEIROS a cometer loucuras. Gostam de torturar e manipular. Fazem-se sempre de vítimas e costumam ser bons a convencer os outros disso.
Desconfiem sempre de um homem com MUITOS SORRISOS E AMABILIDADE...
Isto se não formos a pensar o pior, que é o forjar o acto. Mas para este tipo de personalidade controladora dá mais gozo LEVAR TERCEIROS a cometer loucuras. Gostam de torturar e manipular. Fazem-se sempre de vítimas e costumam ser bons a convencer os outros disso.
Desconfiem sempre de um homem com MUITOS SORRISOS E AMABILIDADE...
É uma lição que pode ser valiosa. DESCONFIEM!
Por mais inteligentes que estas mulheres sejam- porque muitas são grandes exemplos de sucesso, não vêm nada disto a acontecer até ser tarde demais. Porque estão PERDIDAMENTE APAIXONADAS. A paixão CEGA é a ARMA que o PREDADOR utiliza para PRENDER a sua PRESA. Depois é o medo.
Cuidado com os "sempre-sorridentes-com-passado-complicado-mas-eu-não-fiz-nada-os-outros-é-que-me-querem-tramar-és-tudo-para-mim-para-todo-o-sempre". OK?
Links úteis:
http://www.apav.pt
http://manualmediavd.blogspot.com
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LEMBRAM-SE DE OJ SIMPSON?

Foi a tribunal acusado de assassinar à facada a ESPOSA e o melhor AMIGO. Sinais de um crime bastante passional.
Foi um caso demasiado mediático como só nos EUA consegue acontecer e emitido em directo pela televisão. Durou 372 dias. MUITOS defendiam a inocência de OJ Simpson apenas porque é preto. Num país que vive imerso na culpa do aparthaid e numa altura em que acusar um negro do que quer que fosse era apontado com um ACTO DE RACISMO, esta figura pública que alcançou a fama como jogador de futebol americano acabou por ter muitos a proclamar a sua inocência a todo o custo, acusando o sistema jurídico de PERSEGUIÇÃO RACIAL. Até se fizeram motins. E foi assim que muitos defenderam com todas as forças um ASSASSINO. Porque acredito que ele era o responsável por aquelas mortes. Para mim absolveram um assassino. Não só tinha motivos, como fez ameaças, como as provas indicavam para isso. Mas o «circo mediático» foi tão forte que foi preciso a poeira assentar para as vozes que pediam para olharem para os factos pudessem ser ouvidas com mais clareza.
De resto não é tão incomum assim, levando em consideração que assassinos como Charles Manson mantinham um rol de fãs femininas depois de provada a culpa e mesmo estando já atrás das grades. Só porque era "lindo" (brrrrr!). Nem tão pouco deixa de acontecer mulheres livres e correctas «apaixonarem-se» por prisioneiros, trocarem correspondência, casarem na prisão e depois os acolherem em casa. Algumas acabam mortas... vai-se lá entender o fascínio que alguns sentem por PERIGOSOS SERIALL KILLERS.
OJ Simpson foi inocentado e rejubilou. Multidões de apoiantes rejubilaram até às lágrimas. Ainda tentou escrever um livro onde descrevia detalhes do crime, já que nos EUA não se pode ser julgado por um mesmo crime duas vezes. E dava-lhe para «brincar» com o assunto, como o demonstra a foto acima. Mas com isto quero apenas chamar a atenção para algo que acredito. Acredito mesmo que, cá se fazem, cá se pagam. Porque onde está OJ Simpson hoje? NA CADEIA.
Está preso por ASSALTO à mão ARMADA. Formação de quadrilha e sequestro. Condenado a alguns bons anos de prisão. Invadiu a casa de alguém para roubar artigos que um dia autografou aquando a sua grande fase de ESTRELA DE FUTEBOL AMERICANO. Agora eram valiosos e lá achou que os tinha de roubar, após ter feito ameaças de morte. Isto foi tudo o que li numa pequena notícia numa revista, mas decerto existiram actos mais vis, como a acusação de sequestro deixa transparecer.
Mas desta feita já ninguém proclamou a sua inocência. Não existiu mediatismo e quase que o facto passou despercebido, como se fosse vergonhoso. Muitos tiveram de "engolir" as palavras de apoio, inocência e integridade que lhe proclamaram. Pelo menos assim o achei. Na altura do julgamento tantos o defendiam de corpo e alma... davam tudo por ele. Choravam, gritavam, rezavam, faziam promessas... Faz-me muita impressão estas reacções colectivas obsessivas, parecem pragas contagiosas. Não estão a enxergar a pessoa pelas suas acções, mas pela sua aparência e carisma... Ainda hoje se vê este tipo de «doença» por figuras mediáticas com um palmo de cara...
Fez-se justiça? Talvez injustamente aos olhos da moral dos familiares das vítimas e daqueles que prezam a verdade. A família da esposa e do amigo nunca ficarão em paz por não o ver responsabilizado. Muitos criminosos, ainda que se desconfiem que foram os autores de alguns crimes, acabam condenados por outros, simplesmente porque o sistema assim o permite com mais facilidade ou porque as provas só ajudam um caso, não outros. Mas acabam presos. E é nisto que acredito: cá se fazem, cá se pagam e são as próprias acções que acabam por conduzir o criminoso a uma punição. Ele pensou que tinha escapado impune e dedicou-se ainda mais ao crime, já que havia se safado tão bem de algo tão grave. Mas se os homens não conseguirem justiça, Deus a trará. Deus ou as vítimas, lá do outro lado.
Outros blogues de interesse:
http://laribonora.blogspot.com/2010/11/violencia-domestica-atinge-criancas.html
http://feministasbemresolvidas.blogspot.com/2011/03/violencia-domestica.html
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