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sábado, 10 de janeiro de 2026

(Ainda) O caso dos Anjos e da rúbrica de humor da Joana

 

Já faz algum tempo mas levantou questões importantes, quando o grupo de cantores Anjos decidiu levar a tribunal a humorista Joana Marques. Só agora deparei com a "resposta" de um outro humorista à opinião de uma "jornalista", que decidiu dar o seu ar de graça sobre este assunto na sua rede social: Escreveu Sandra Felgueiras o seguinte: 

«É tudo lindo quando não é connosco. Quando o discurso de ódio, travestido de neo-nazi, de ayatollah ou humorista, não nos toca a nós».

Relembro que o caso foi, durante o exercício da sua função na rádio, Joana Marques fez humor com uma apresentação dos Anjos num evento. Qualquer pessoa tem liberdade para o fazer. Eu, tu, qualquer uma. A partir do momento em que se debate um evento público, é super natural. Não existiu da parte da Joana qualquer extrapolação ou tentativa de humilhação. Mas o grupo ficou com o ego ferido e achou que isso lhes dava justa causa para extorquir uma reparação financeira avultada, alegando perdas profissionais resultantes de uma atuação infeliz que tiveram. Os Anjos tudo fizeram para a apagar das redes sociais, conseguindo mesmo que desaparecesse. "Faz de conta que nunca existiu". Só que não apagaram tuuuudo... e o conteúdo digital público e livre foi parar à Joana, que decidiu fazer humor. 

Pessoalmente acho BEM MAIS preocupante que esta situação transpire traços de obsessão e a necessidade de controlo absoluto da narrativa, quando percebi que os Anjos haviam mesmo conseguido DELETAR contas que exibiam a sua exibição em todo o tipo de rede social. Mas... quem é que faz isto? A imagem pode ser tua... mas se é figura pública, durante um evento público, a executar uma função para o público, que ainda por cima era cantar o Hino NACIONAL... claramente não lhes pertence em exclusividade. Com que direito a queriam "apagar" para todo o sempre?

Foi exatamente o que tinham conseguido. Até a Joana fazer humor. E aí.... Jesus. O ego! O ego magoado, a mentalidade distorcida... mas já chego lá. 


O que descobri só hoje foi que um outro humorista, Fernando Rocha, ao ver aquele post da Felgueiras a respeito do caso Anjos-Joana, dando, no meu entender, uma de boa samarita "iluminada" mas ao lado, decidiu deixar aquela "pérola". Ao que o humorista respondeu:  

Ahah! Ri. E gostei. Da inteligência superior, da perfeição, do encaixe. 

Apetecia-me comentar de forma semelhante: 

«É tudo lindo quando não é connosco. Quando o discurso de ódio, travestido de Madre Teresa de Calcutá,  caridade, empatia, não nos toca a nós».

De facto, só mesmo estando num universo um pouco paralelo é que alguém que se diz tão iluminado, bondoso, caridoso, ousa comparar o humor português ao fascismo neo-nazi e ao terrorismo ayatollah e estar  a falar a sério. 

Nossa! Que no-sense. Que besteira... que... Ego. Acho que ter o ego insuflado deve ter sido o fator que a levou a prestar "solidariedade" com os Anjos. Não tem nada de solidariedade, tem a ver com a doença do "eu" que têm em comum. Com a identificação, a necessidade de controlo. Uns reconhecem os outros. 

O objetivo deste post não é trazer de novo à baila o debate sobre o direito da liberdade do humor mas evidenciar a problemática do EGO. 

Egos tão afetados que são incapazes de ver as coisas por outro prisma que não o do próprio ego. Não aceitam fatos, falhas. Têm sempre de ser perfeitos e estar no controlo das situações. Se surgirem evidencias do contrário, têm de ser erradicadas, eliminadas. Deixar de existir... faz lembrar algo relacionado com o neo-nazismo referido por Sandra Felgueiras, não faz? Pois faz! Isso sim, tem tudo a ver com a Censura fascista e nem se pode comparar a uma piada.

Os Anjos terem apagado todos os vídeos a circular nas redes sociais não é uma piada. Foi uma realidade. E é assustador. É revelador de uma necessidade de controlo absoluto. 
Tão neo-nazi... 

Isso é que é verdadeiramente ASSUSTADOR. 

Não tem piada as exigências que impuseram dizendo terem sido financeiramente prejudicados mas sem conseguir revelar ao tribunal quanto ganharam durante o periodo do alegado "prejuízo" em que continuaram a fazer espetaculos. 

Isto sim é assustador e não tem piada alguma. 

Porque é revelador. 

Revelador da necessidade de adulterar, manipular e controlar. Com origem não num sentido de justiça e erro sofrido mas num ego gigante. Quanto mais poder pessoas assim têm, mais estragos fazem. E aí sim, chegam os Hitlers e ditadores desta vida... Sem a capacidade de aceitar uma crítica ou sequer uma pitada de humor. E sem humor, gente, sem humor... a liberdade tem os dias contados. 

As pessoas que sofrem desta DOENÇA mental distorcem a percepção do "eu" isolado e inserido na sociedade. A visão das pessoas muito centradas nelas mesmas e que honestamente se consideram melhores que a maioria (egocêntricas) NUNCA as vai permitir ter a empatia, solidariedade, bondade, generosidade que alegam e apregoam possuir. É tudo faz de conta. A modéstia que dizem ter é falsa. E nunca serão capazes de aceitar isso porque não se vêm como realmente são: egocêntricas.




segunda-feira, 13 de março de 2023

Bárbara Guimarães e Carrilho

 

Não gosto nem de pronunciar o nome. O homem é desprezível


O feed de notícias do computador informou-me que o tribunal condenou o ex-ministro a 3 anos e meio de prisão. (agressão doméstica). Em alternativa, ele pode pagar 40.000 euros à ex-esposa e 6.000 à APAV. 

Acho pouco. Um valor muito baixo e bastante acessível para se livrar da cadeia. Claro, o senhor vai apelar. Foi apelando e apelando que arrastou o caso nos tribunais por 10 anos. Diz a Bárbara que "fez-se justiça" mas que tem problemas em aconselhar as pessoas que, como ela, se vejam vítimas de violência doméstica a "fazer queixa". Porque os processos nos tribunais são intermináveis, a difamação de carácter e a sensação de ser uma criminosa são um peso difícil de suportar. 

Diz ela que "vai fazer 50 anos" mas na realidade vai fazer 40. Porque ficou parada no tempo por 10 anos. 
Ah como conheço a sensação! 


Uma pessoa apaixona-se por um ator da vida real. Sim, porque acredito que aquele psicopata/sociopata/narcisista viu uma mulher deslumbrante, jovem, sexualmente atraente e decidiu que tinha de a ter. Seduziu e conseguiu. Mas depois, como todos os "patas", assim que a argola entra no dedo começa a depreciar a companheira, a fazê-la sentir-se diminuida, a separá-la das pessoas que gosta, a isolá-la e a maltratá-la. Ele USOU as crianças que ela pôs no mundo e de tudo fez para as virar contra a mãe. Um ser inexcrupuloso, narcisista, que criou uma aparência exterior que não corresponde em nada à bilis que o constituí.

Só desejo ardentemente que o seu carácter neurológico não seja transmitido pelos genes.
Nenhuma das suas vítimas merece esse fardo. 

Qual a vossa opinião sobre o assunto? 

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Um filme com 30 ANOS para rever...


... lições para (re)aprender. :D

E o filme sugerido para esta semana é "Os Acusados".


"Baseado em factos reais" - dizia a voz off sobre o filme que ia estrear na televisão portuguesa pela primeira vez. "Com imagens de violência e cenas que podem ferir a susceptibilidade do telespectador" - advertiu mais ou menos por estas palavras a "voz". 

Mantive o filme "Os acusados" gravado numa cassete VHS por muitos anos. Até que a necessidade de gravar outra coisa e a  alta probabilidade de voltar a ver o filme na TV fez-me decidir desgravá-lo. 

Noutro dia li algures numa notícia o nome deste filme ser mencionado como referência de aprendizagem sobre o tema que traz à baila: a violência sexual. Afinal nesta década de 2018 este filme de 1988 (tem 30 anos!!!) já não passa nos canais de televisão. E é lamentável. A mensagem parece estar PERDIDA e, por isso, precisa de ser reaprendida.


Quando o vi senti o impacto da violência mas muito mais o da INJUSTIÇA. De resto não me causou grandes revelações, pois intuitivamente concordava com o ponto de vista abordado pelo filme e o resultado do veredicto final, pelo que o "debate" de posições que o filme com muita inteligência traz ao de cima, não me manteve na incerteza, só na dúvida. No final, penso que todos respiram de alívio.

Para alguns espectadores, talvez tenha servido para "expandir a mente"- como vulgarmente se costuma dizer. Hoje em dia, qual será a reacção das pessoas? Evoluímos e nos afastámos daquele rápido julgamento? Da vontade de punir? E inocentar com a expressão "boys will be boys"?.

Para reavivar a memória ou para atiçar a curiosidade daqueles que, talvez sendo muito jovens, não conhecem este filme feito há 30 anos e que muito contribuiu para expor quebrar o "tabu" da violação, proporcionar um debate de ideias e ajudar vítimas a vir a público denunciar crimes de cariz sexual.


Vejam este clip. Ela dança, ela beija, ela até curte... mas ela diz Não
O que acontece a seguir... Muitas vozes disseram que mereceu. 

Quem acha que merece?