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terça-feira, 25 de outubro de 2022

Novo país para morar?

 


Noruega ou Suiça?

Que país ia eu "encaixar" melhor?

Estou em Inglaterra mas não tenho aquela sensação de "uau!" ou identidade com algo que me faz falta. 


Vou dar um exemplo: eu adoro andar com a minha trotinete eletrica. Foi o primeiro veículo em que coloquei o olhar e com o qual me identifiquei. 

O tradicional veículo a motor a gasolina nunca me fascinou. Sou claramente uma pessoa virada para o verde, para a natureza, para o belo, para a caminhada, para o silêncio e tranquilidade. Não gosto de andar nos autocarros - são muito barulhentos e o transporte público que sempre gostei mais é o eléctrico de Lisboa - os ANTIGOS.


O meu sonho? Ir ao polo Norte, estar perto de Icebergues e regiões cheias de gelo. 

Definitivamente, nem Inglaterra nem Portugal facultam este tipo de experiências. Chateia-me as multidões, lerdas, burras, sem cortesia que muitas vezes se encontram em locais sobrepovoados. Detesto o barulho de máquinas, principalmente do trânsito automóvel. Não gosto de respirar o AR perto de estradas. O ruído de motores refrigeradores e as suas vibrações (estou a escutar agora vindo do parque de estacionamento sete casas de distância). 

Será que um destes países se encaixaria melhor em mim?
Eu acho que sim. Se não para sempre, pelo menos por um bom tempo. Acho até que a altura ideal já passou. Era quando era mais jovem. Meu corpo a envelhecer agora pede sol. O gelo, a neve, por que tanto clamei... pode agora vir a ser um inimigo. 

Só para poder viver melhor este tipo de experiências, gostava de voltar a ter 30 anos. 

Para poder reinventar o meu destino e ter mais tempo e facilitismos para usufruir dele. 

Alguém por aí sabe dar umas dicas sobre estes ou outros países?



quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Fui a Londres - parte 1



Talvez por já não suportar tanta falta de educação aqui na terrinha onde vim parar, tive uma súbita vontade de mudar de ares. E decidi ir passear para o centro de Londres. 

Não me apercebi do motivo até me ver na Oxford Street, entre a multidão de pessoas, caminhando entre passeios largos ao invés de estreitos e desnivelados, desviando-me e vendo outros a desviarem-se ao invés de ter de parar subitamente a marcha para ceder passagem a uma "parede" no sentido oposto. Cada vez que alguém me dava um encontrão (foram muito poucos) ou eu dava algum, sempre se trocava um "desculpe". 

Ninguém me olhou de lado, ninguém murmurou "algumas pessoas são rudes" à minha passagem, ninguém mandou bocas foleiras. Ah, foi como uma bolha de oxigénio! O mito que em cidades grandes as pessoas são mal educadas, indiferentes, frias e não querem saber dos outros é isso mesmo: mito. Sem perceber, estava cansada dos olhares tortos que te lançam cada vez que acham que te atravessaste na frente porque andas rápido e não no passo-lesma com que uns impedem outros de circular.





Comecei a apreciar Londres e, pela primeira vez, regressar a esta terrinha foi uma ideia que não me agradou muito. Ainda por cima, tal como estava a precisar, fui encontrar lá um tempo maravilhoso. Um sol fantástico, aquela claridade que quase faz lembrar Lisboa, não estava frio, nem vento. Há tarde - e porque escurece cedo, o céu ficava encoberto mas nunca perdeu a luz. Já quando regressei para a cidade pequena... encontrei inverno rigoroso e uma escuridão que nunca chegou a ser dia. Que tristeza!

Londres ensinou-me outra lição: também existe um mito sobre a cidade. A ideia de que está sempre envolta em nevoeiro, poluição e sempre a chuviscar. Não desta vez. Não podia ter pedido melhores dias para o mês de Dezembro. Foi sol, sol, sol e um clima maravilhoso. Não quis ir embora. Mas tinha de ir.

Londres é cara. E esse é o problema. Na realidade, é tudo "barato" mas, quando somado esse "tudo", 100 libras por 48h vão num instante. E isto só contando uma estada num hostel (recomendo) e o preço dos bilhetes de viagem.

Mas vou contando mais e dando-vos dicas nos posts seguintes.
Fiquem atentos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Da "pérola do atlântico" para a capital do "continente"



Não sei, porque nunca fiz esta viagem, mas os preços de avião para viajar entre Lisboa e o Funchal, na Madeira, podem ser ao preço da chuva!!

Tivesse eu casa (ou familiares) num canto e noutro e não sei não... acho que vivia na ponte aerea.



Digam-me vocês. De Lisboa para o Funchal, na easyjet a 5 de Janeiro - 10 euros.


Se quiser voltar para Lisboa digamos, passado duas semanas, o mais barato são 21 euros. 

E por 31 euros, faz-se a viagem!
O problema é sempre, sempre o alojamento e as deslocações. 16 noites é muita "fruta".


Os que conhecem o trajecto, sabem como se processa após chegar ao Funchal, se a pipa de massa que se tem de soltar é muita, se os transportes são diretos para o centro ou nem por isso? 



E do Funchal para Lisboa? 

Mais tarde nesse mês de Janeiro, se partir dia 18 pela tarde, apanha-se a tarifa a 26.32 euros. Passa lá o fim-de-semana, mais a segunda e, ao final da tarde do dia 22, por 22.79€, regressa a casa. Três noites de dormida apenas e 49 euros pela viagem. Podem albegar-se num dos muitos hosteis em Lisboa que estão entre os melhores do mundo, por valores a rondar os 20 euros.

Mas se preferirem dar um "pulinho" a cidade alfacinha antes do Natal, entre 5 e 10 de Dezembro, por exemplo, o valor total da viagem de ida e volta ronda os 45 euros. Parte bem cedinho, para aproveitar bem o dia, e regressa ao final da tarde, para não ter de gastar outra estada. Perfeito! Cinco noites, cinco estadas...


Viajavam?



quarta-feira, 19 de abril de 2017

Uma viagem à muito aguardada

Nesta terça-feira veio o sol.
E também melhorei da condição que me fazia sentir cansada e adoentada.

Decidi ir dar um passeio até uma cidade costeira. Passeio à muito desejado e constantemente adiado.

Acordei cedo (na realidade nem dormi) e pelas 9h da manhã entrei num desses autocarros altos, de dois andares.



Fazia anos que não andava num. Fui direta ao piso superior e sentei-me no assento da frente. A vista e a viagem foram do melhor. Deu até para tirar uma fotografia de qualidade saver-screen/ambiente de trabalho.

Cheguei à cidade costeira. Existiam tantas gaivotas a pairar por todo o lado que às tantas senti-me a jovem Lana (Conan - o rapaz do futuro). Só que a minha TiKi é portuguesa e ficou em portugal. E é quase do tamanho de uma cegonha!


Depois fui dar um passeio de barco. Embarcação em madeira, tradicional, em razoável estado de conservação.



Por fim sentei-me no areal, junto à água. Até deu para fazer uns castelos com a areia...


Mas estava na hora do almoço e dirigi-me a um fish&ships local. Só que aí vi uma barraquinha a vender frutos do mar e não resisti: lá comi um delicioso camarão!


De pança cheia nada melhor que voltar a relaxar... Nestas cadeirinhas disponíveis para quem quisesse.



E como o dia era para as crianças não faltaram diversões. Tipo... feira Popular! E para quem quisesse, casino também. Tudo ali, no mesmo sítio. Comida, diversão e relax...


A multidão era tanta que seria de julgar que se tratava de um dia de fim-de-semana durante as férias de Agosto! Mas não. A malta só estava era farta de não ter o que fazer após a «seca» do encerramento da Páscoa...


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pensamentos absurdos e coisas soltas


Estou a aguardar que as horas passem. Vou entrar no avião rumo ao país que me viu nascer dentro de umas horas. Entretanto, continuo com a tosse. Esta impede-me de dormir de noite, ou de dia... Faz já o quê? Semanas e semanas. Claro, dormito alguma coisa, faço por descansar, mas dormir? Esta madrugada por exemplo (ou melhor, a anterior), cheguei a casa depois das 3 da manhã, por volta das 4 e tal fiz por adormecer mas às 6.30h já estava a fazer lides domésticas pela casa. Nesse tempo dormi um sono contínuo? NÃO. 

Acho que fui despertando mais de 40 vezes. Foram tantos despertares que julguei que já se tinham passado umas 4 horas e ter conseguido dormitar umas quatro. Afinal, foram minutos apenas. 

Claro que, quando tenho algum tempo livre, como foi o caso do dia de ontem, tento fazer alguma coisa, sair. Mas nestas condições não tenho energia para essa «ousadia». Ainda assim tentei. O espírito quer, o corpo rejeita. Ás tantas, o caminho de volta até casa, embora curto, pareceu muito distante. Ao atravessar um parque e passando pelos bancos de jardim quase sempre vazios, decidi simplesmente sentar num e descansar uns minutos, para depois continuar a marcha sem esta exigir o esforço que estava a tirar de mim.

O curioso é que aqui é comum os bancos terem uma placa. O jardim é um memorial, não sei bem a quem, então cada banco tem o nome de alguém que morreu. Sempre achei este hábito americano/inglês algo estranho. Você se sentaria num banco que parece um túmulo porque tem uma placa com o nome, data de nascimento e data de falecimento de alguém? Lembra demais uma pedra tumular. É como se... uma pessoa fosse sentar em cima de um túmulo. No mínimo, a pessoa é forçada a recordar ou a partilhar da morte de alguém. 

Então olhei para a placa. Quis saber, por curiosidade. Achei que ia encontrar um nome de um falecido de há muitos anos mas descobri que não. Fui sentar no banco em homenagem a um falecido que, se fosse vivo, seria mais jovem que eu. Nasceu depois de mim, faleceu há 15 anos. 

E veio este pensamento à tona: «nunca sabemos quanto tempo temos. Os pais deste não podiam imaginar, ele não podia saber que não ia viver muito. Uma pessoa nunca sabe. Não sabe a sua hora. Posso estar a pensar nisto e sem saber vir a morrer amanhã.».


E agora vou enfiar-me num avião. De uma companhia que nunca antes tinha ouvido falar. E não são sempre esses que caem? 

Bom, já sabem...
Se não me voltarem a ler, sabem o que aconteceu.
Chegou a minha hora! Kkkkk.

+++

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Viajar? Não, obrigado.


Surpreende-me escutar certos jovens dizer que o seu sonho é viajar pelo mundo e ir à Venezuela, Índia, Marrocos... e outros países similares.


Porquê a surpresa? Porque relatam a coisa tal e qual como se num sonho, uma fantasia. Uma experiência que as suas mentes imaginam mística, exótica, quem sabe romântica, espiritualmente poderosa e marcante. 

E eu interrogo-me se com este sonho vem junto uma consciência de outras realidades que possam estar presentes. Como a situação social e cultural destes países, em certos casos tão diferentes. O perigo. Porque será que nunca têm em mente os riscos? Será que têm o pé assente na realidade ou ficam ali pela fantasia que viram nos filmes, leram em livros?

A ingenuidade não faz um bom viajante. 



Não devia ter sintonizado pela primeira vez a CMTV, à procura da tal reportagem sobre o pai(?) do Ronaldo. Esta já não está disponível na programação por já se ter passado mais de uma semana. Mas dei de "caras" com o noticiário. Que mais parece a primeira página de um jornal de criminologia, com a desvantagem de não ser velho e amarelado, com crimes ocorridos no passado. Não, são crimes de agora mesmo. E ocorridos cá, em território português!

Se por cá se degolam avós e se matam bebés, como alguém pode imaginar viajar para um país onde a prática de assassinato é tão banal cujas notícias das mortes nem fazem alguém pestanejar?


A CMTV informa-me que um emigrante luso foi assassinado na venezuela. Mais um empresário, a investir num outro país que decerto adorava, a aparecer morto. Foi decapitado e cortaram-lhe as mãos. O chocante é que ele desapareceu no dia 23 de Maio, o seu dorso e membros inferiores foram encontrados pela polícia dia 28 a boiar no rio Guaire, mas só agora o caso é notícia porque só esta quarta-feira, dia 29 de Junho, quando uma familiar procurou notícias de Carlos Gouveia, é que a família da vítima foi informada. Só agora!! As autoridades.... népia. Um mês depois e já com o que restou do cadáver enterrado por lá na Venezuela.

Disse a notícia, e muito bem, que nestas semanas já foram assassinados na Venezuela dois portugueses e  que em 2015 foram registados 18.000 assassinatos.


Ainda queres viajar?
Força! Não sou contra. Mas não viajes somente com histórias fantasiosas na cabeça. Viaja também com o pé no chão, precavida/o e com segurança.

Para que não tenham de chorar cá em Portugal um não retorno.