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terça-feira, 29 de abril de 2025

O apagão que desligou metade da Europa

 

Portugal, Espanha, Parte de França, Bélgica e Marrocos.

Pelos vistos foram estes os países europeus, todos na área geográfica da Península Ibérica, os atingidos por um ainda por explicar apagão. Qualquer fornecimento de eletricidade deixou de ser facultado. Hospitais, quaisquer serviços - até as pessoas a viajar em carruagens de comboio - agora que tudo é elétrico - ficaram onde estavam até ao momento da eletricidade se desligar. 

Esquentadores eletricos caseiros - deixaram de poder aquecer a água, nenhum fogão elétrico pode o substituir. Os telemóveis também deixaram de funcionar e os que estavam a perder bateria não tinham como carregar. Nada de redes sociais, wifi, semáforos que ordenam o trânsito, automóveis elétricos, elevadores, caixas multibanco, caixas registadoras, fontes noticiosas. Enfim, a dependência da eletricidade, algo que venho a apontar aos meus faz muito tempo, ficou exposta. 

A VIDA não funciona mais sem eletricidade. 

Acho que devíamos criar uma existência alternativa, onde tudo na sociedade continuaria a funcionar minimamente bem, caso um dia o "cordão" fosse cortado. 

 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Viajar? Não, obrigado.


Surpreende-me escutar certos jovens dizer que o seu sonho é viajar pelo mundo e ir à Venezuela, Índia, Marrocos... e outros países similares.


Porquê a surpresa? Porque relatam a coisa tal e qual como se num sonho, uma fantasia. Uma experiência que as suas mentes imaginam mística, exótica, quem sabe romântica, espiritualmente poderosa e marcante. 

E eu interrogo-me se com este sonho vem junto uma consciência de outras realidades que possam estar presentes. Como a situação social e cultural destes países, em certos casos tão diferentes. O perigo. Porque será que nunca têm em mente os riscos? Será que têm o pé assente na realidade ou ficam ali pela fantasia que viram nos filmes, leram em livros?

A ingenuidade não faz um bom viajante. 



Não devia ter sintonizado pela primeira vez a CMTV, à procura da tal reportagem sobre o pai(?) do Ronaldo. Esta já não está disponível na programação por já se ter passado mais de uma semana. Mas dei de "caras" com o noticiário. Que mais parece a primeira página de um jornal de criminologia, com a desvantagem de não ser velho e amarelado, com crimes ocorridos no passado. Não, são crimes de agora mesmo. E ocorridos cá, em território português!

Se por cá se degolam avós e se matam bebés, como alguém pode imaginar viajar para um país onde a prática de assassinato é tão banal cujas notícias das mortes nem fazem alguém pestanejar?


A CMTV informa-me que um emigrante luso foi assassinado na venezuela. Mais um empresário, a investir num outro país que decerto adorava, a aparecer morto. Foi decapitado e cortaram-lhe as mãos. O chocante é que ele desapareceu no dia 23 de Maio, o seu dorso e membros inferiores foram encontrados pela polícia dia 28 a boiar no rio Guaire, mas só agora o caso é notícia porque só esta quarta-feira, dia 29 de Junho, quando uma familiar procurou notícias de Carlos Gouveia, é que a família da vítima foi informada. Só agora!! As autoridades.... népia. Um mês depois e já com o que restou do cadáver enterrado por lá na Venezuela.

Disse a notícia, e muito bem, que nestas semanas já foram assassinados na Venezuela dois portugueses e  que em 2015 foram registados 18.000 assassinatos.


Ainda queres viajar?
Força! Não sou contra. Mas não viajes somente com histórias fantasiosas na cabeça. Viaja também com o pé no chão, precavida/o e com segurança.

Para que não tenham de chorar cá em Portugal um não retorno.