Nele vou falar exclusivamente de LIVROS. Obras literárias, histórias e... bibliotecas. Todos os dias, de segunda a sábado - uma história será contada. Aos Domingos, é para a divulgação de bibliotecas e factos sobre as mesmas. A não perder!
Peço-vos que visitem e divulguem. Mas não deixem de vir aqui. Aqui é a minha casa...
Assisti a este programa sobre a descoberta de um assassinato de uma jovem de 18 anos. O seu corpo - ou melhor, o torso do seu corpo foi descoberto por pescadores, que o confundiram com um animal. Seria apenas mais um caso macabro do género, não fosse alguém chamar um canalizador.
Nos canos foram encontrados quilos de uma substância que parecia carne. Era parte do que restava de Rori Ache, vítima de sádico abuso sexual e homicídio. A sua identidade porém, não pôde ser descoberta através da gosma removida da canalização - provavelmente suas entranhas e orgãos internos. A identidade daquelas peças, que um dia constituíram um ser humano, com sonhos, emoções, pensamentos e sensações - só foi possível com o que acharam dentro do congelador. A cabeça de Lori.
E assim, esta história, que pensei ser datada de muitos anos por já a ter escutado antes em programas já datados - afinal é quase uma cópia de outras mais antigas. Há mais que uma pessoa desaparecida que é descoberta pela polícia aos pedaços dentro de canalizações domésticas. Esta caso aconteceu... em 2017. É muito recente! A condenação do responsável, Adam Strong, deu-se em 2021.
No interrogatório de Polícia, Adam, descrito pelos amigos homens ser um tipo fantástico que ajuda todos e pelas mulheres como um sádico sexual, insiste no detalhe de que a jovem não estava grávida - coisa afirmada pela mãe na comunicação social. E tinha a certeza disso. Disse: "Não vi nenhum bebé". E acrescentou: "Ela não estava grávida. Eu tive o aparelho reprodutivo dela nas minhas mãos" - e levanta a mão ao ar, simulando segurar algo.
Eu perguntar-lhe-ia o que ele fez com esse aparelho reprodutivo. Lá porque existem partes por todo o lado, não significava que não lhe desse para o canibalismo.
A forma banal e sem empatia com que ele diz isto faz-nos questionar qual a maneira correcta para extrair a informação necessária. Soube que não era por demonstrar empatia - o primeiro interrogatório fez isso e Adam não abriu a boca. Portanto, há que falar com indivíduos assim como se nada do que te está a ser dito te afectasse. E a tua curiosidade é de ADMIRAÇÃO.
A polícia, na realidade, não tinha nada com o que acusar. Só tinham partes de um corpo mas não têm provas de que ele a matou, não têm provas de que ela não morreu de acidente e ele só se desfez do corpo, escolhendo aquela forma macabra. Já vi um caso em que o indivíduo, para justificar as provas da polícia, afirmou que não matou uma mulher, já a encontrou sem vida mas, como a achou gira, teve sexo com o cadáver. Isto porque quis justificar a presença do seu sémen. A polícia tem de encontrar algo que ligue os pontos. Caso contrário, não é um caso sólido, por mais macabro que possa parecer. Neste caso, a polícia não tinha NADA e iam acusá-lo de "profanação de cadáver" somente.
O segundo interrogatório policial foi tido como um óptimo exemplo de um trabalho bem feito. Mas eu, pessoalmente, fiquei com muitas dúvidas. Imensas dúvidas. Tantas que me incomodou não terem feito mais perguntas. É que, ao revistarem a casa onde encontraram a cabeça de Lori, deram com facas. Uma destas facas servia para tirar a pele a animais. Fizeram um teste de ADN a pedaços de materia que encontraram e... não era de Lori. Mas sabiam de quem era: outra menina desaparecida---- DEZ ANOS antes! Não sei se pessoa local, se de outra localidade.
Ele tinha assassinado uma outra pessoa 10 anos antes. Ou algures nesse período de tempo, se formos a conjecturar que pode tê-la mantido em cárcere privado por algum tempo, mesmo anos. Improvável, mas possível. Pouco se sabe. É questão para perguntar. Para fazer muitas mais perguntas. Acham mesmo que, em 10 anos, um indivíduo que fala abertamente sobre segurar o útero de uma jovem mulher nas mãos após a esventrar, e não consegue se lembrar dos detalhes do esquadrejamento, sentindo-se até aborrecido por o detetive perguntar mais que uma vez.... como se mencionar que esventrar na banheira com água quente fosse suficiente para tudo ficar esclarecido. Entendi que ele, que estava a falar desse acto, entediou-se nesse instante porque, a meu ver, aquele momento NÃO LHE ERA NADA DE ESPECIAL. Deve tê-lo feito tantas, mas tantas vezes, que falar disso é do mais enfadonho que existe.
A polícia condenou-o pelas vítimas conhecidas. Mas, ao que saiba, não ponderou sequer se existiam mais. Não lhe perguntou. Deve ter perguntado, ou não era polícia.... Mas DEZ ANOS??? Acham que uma pessoa que ganha este gosto, que "caça" jovens de quem, de certeza, abusa sexualmente de forma sádica e acaba por as desmembrar, "contenta-se" em fazê-lo com um intervalo de 10 anos???
Lori tinha saido do hospital e acho que desapareceu em poucos minutos. Ninguem ficou a saber mais detalhes de metedologia. Ele apanhava miudas ao acaso? Como as apanhava? Seguia-as por meses e meses? Ninguém soube - pelo menos não assistindo a este programa, intitulado "Sala de interrogatórios: Alguma coisa na água", que vi no canal AMC Crime.
Esta rapariga tem uma capacidade extraordinária para contar uma história.
Consegue manter o interesse, fala como se estivessemos a ler um livro. Daqueles em que o autor teve anos a escrever, a certificar-se que incutia o sentimento, pensamento e personalidade certas aos seus personagens, descrevia bem o ambiente, o que vestem, o que pensam...
Ela faz isto tudo, aparentemente, sem guião!
Oiçam a história. É sobre o método usado para assassinar o irmão do ditador da Coreia do Norte.
Abri o microsoft chrome e com ele vem o pop-up com as notícias. As mesmas que ignoro e nao procuro. É irresistivel espreitar alguns dos titulos. Outros, claramente click bate, nem tento.
Foi assim que fiquei a saber que uma mulher foi esfaqueada a frente de uma discoteca no algarve. Vi o video que mostra apenas umas pernas a cair horizontalmente no pavimento e a deslizar, como se o peso do corpo facultasse movimento extra. Nada parecido com os filmes. Nao era um filme. Foi real, o fim de uma vida. Esfaqueada no pescoço e peito, numa zona rodeada de umas 20 ou 30 pessoas. Todas aparentemente jovens - cronologicamente com idade para demonstrarem melhor discernimento, mas com uma gritante falta de boa criação.
Depois surge os comentarios de comentadores televisivos a um video de uma intervencao da PSP na Amadora. A policia foi chamada por locais que se sentiram incomodados com ruidos e outros problemas. Ao chegar foi agredida com pedras e garrafas de vidro. Insultada, expulsa. Mas quem é esta malta que pensa ser dona da Amadora? Manda e desmanda acima de todos? Holligans! Criminosos. Escumalha.
A policia teve de regressar adequadamente preparada para cumprir o seu dever de repor a ordem. É aí que é filmada. O video é publicado no Tic-toc, o que de si ja diz muito sobre as idades destes individuos que desacatam a autoridade e causam medo e incomodo noutros residentes.
Deve ser horrivel viver num local a vida toda e ve-lo transformar-se de uma boa vizinhança para um gueto, cheio de malta preguiçosa que nao quer acordar cedo pela manha para ir trabalhar. Prefere andar a assaltar aqueles que o fazem.
Me desculpem se vou colocar o dedo na ferida. Mas alguém tem de o fazer. O que ha em COMUM com estes dois casos??
A origem dos deliquentes.
Tanto num exemplo como no outro o que vi foi jovens com raízes vindas de outros países, provavelmente ja terceira geracao, com aquele comportamento de gueto. Um distinto estilo comportamental que se instalou, propagou e dissiminou com um cancro.
Culpo tambem hollywood, que faz filmes atras de filmes a glorificar o gang-style. É o palavreado, a maneira de andar copiada das piores prisões americanas, o vestir à rapper, os palavrões e meias-palavras, os gestos de "grupo" exclusivo - tudo extraído do mundo do crime. É a saída mais fácil, mais cobarde, assumir-se desencantado com a vida e desistir da ideia de se tornar um cidadao que colabora. Típico de cobardes. Pensam que por terem armas e as usarem, são fortes. Não. A força está exatamente em ser "normal". A força estaria no virar as costas para isso e encarar a vida com honestidade e luta. Criar carácter. Aceitar desafios, derrotas, frustrações. É mais fácil viver a vida se vitimizando, dizendo que lhe devem tudo e mais alguma coisa e tornar-se aquele que acusa, exige, se vitimiza, provoca, mente, agride, roba e facilmente mata.
Isto é ser cool? Ganhar estatus entre os patéticos amigos que mais tarde ou mais cedo, ou morrem ou vão presos? Nao. Isto è ser covarde. A vida tem parametros para ser seguidos de varias maneiras sem ser a criminosa. Mas essa coragem falta-lhes. O MEDO, pavor e quase certeza absoluta que nunca as suas aspiracoes de vir a ser "alguem" vao se realizar. Essa é a realidade da qual se escondem. Não são bons o suficiente para os seus sonhos. Ao invés de buscarem ser, preferem tirar de quem não é cobarde e está a esforçar-se para criar um mundo melhor.
Estes dois casos se complementam em mais que um sentido. Se não existir polícia, o que acontece? Matam-se pessoas. Simples. REAL. Tomara a família da mulher assassinada em Albufeira, no Algarve, que a polícia tivesse sido chamada e aparecido munida de armas de defesa a tempo de evitar a tragédia.
Estes dois casos são importantíssimos.
Agora gritam: "Onde estava a polícia?"
Temos de apoiar mais a nossa polícia. Ela tem um papel a desempenhar e tanto quanto sabemos, está a cumpri-lo cada vez que precisamos. Se existir uma excepção, que se lide com a excepção. Se abusar ou for impópria, faz-se uma denúncia e uma investigação. Mas não estamos num filme de hollywood, onde toda a polícia é corrupta e os criminosos, uns Robin Wood.
O ano mal começou mas acredito que nos 359 dias que restam dificilmente vai surgir uma história mais chocante e perturbadora que esta. Preparem o vosso espírito.
Vejam já porque o canal que a disponibiliza já avisou que está em risco de ser encerrado pelo Youtube.
Instruções para activar (uma péssima quase imperceptível) legendagem em Português:
Activar as legendas carregando em 1 (surge um risco vermelho abaixo do símbolo) Carregar no símbolo da seta 2
Escolher legendas/CC Depois carregar em Traduzir Automaticamente Escolher então Português
Esta é a pior história real sobre uma família que podem assistir este ano.
Escrevi sobre «homem negro desarmado» aquando a sua exibição num canal nacional, a dois de novembro do ano passado. Pois andava eu pelo youtube quando me deparo com o mesmo. Achei por bem partilhar aqui o vídeo. Para que possam assistir e tirar as vossas próprias conclusões. É um daqueles RAROS documentários que nos fazem refletir e nos apresenta a perspectiva de AMBOS os lados. O que todo o documentário, reportagem what-ever devia fazer. Muito bom, é como o posso descrever.
Mas afinal, como é que a polícia colocou as mãos no assassino e violador Paul Bernardo?
Quase por casualidade. Em Janeiro de 1993 a relação do casal exibe sinais de violência para o exterior. Paul inflige uma pancada na nuca de Karla, deixando-a neste estado.
Por pressão dos pais, Karla aceita passar uns tempos na casa de uma amiga da irmã do meio (esta não era virgem nem tão jovem, pelo que não corria risco de ser vítima de fratricídio), cujo pai é policial, e a agressão é participada. Se essa separação seria temporária ou permanente nunca se saberá. Porque a polícia começou a investigar Paul e os resultados do teste de ADN, obtidos mais de dois anos antes, só então apontaram Paul como o violador. Naturalmente a polícia quis interrogar Karla sobre Paul. Esta não se «descose». Só quando percebe que a ligação entre as violações e os homicídios está eminente é que ela, como habitual, age rápido. Afirma que ele é o violador de Scarborough e matou as duas raparigas mas quer um acordo com a polícia, em troca do seu testemunho incriminador.
Tammy, irmã de Karla, morta por acção da incorrecta administração de anestesia que Karla lhe aplicou
Quando as provas começam a ser reunidas, descobrem-se as video-tapes, que Bernardo escondera. Ao visioná-las a polícia percebeu que Karla, a jovem e doce esposa agredida pelo marido, foi uma participante entusiasta nas violações. Ainda assim, as autoridades não desfazem o acordo. Em 1995 tem início o julgamento das mortes das jovens Leslie MahaffyeKristen French.Por o que fizeram a Tammy e a muitas outras, nenhum dos dois alguma vez foi julgado. Pelo seu envolvimento em todos estes crimes, Karla obteve o acordo prévio e sabe que só terá de cumprir 12 anos de «prisão». A imprensa apelidou este desenvolvimento como "O acordo com o Diabo" e a polícia recebeu duras (justas) críticas. Karla é a "grande" testemunha de acusação, num julgamento em que ela seria dispensável já que, literalmente, as imagens falam por si.
No decorrer dos testemunhos, Paul afirma que foi Karla que matou as duas jovens, por ciúmes. Já Karla, com muito a perder pois toda a sua imagem na tragédia baseava-se no também ser vítima - e para tal socorreu-se àquela foto em que aparece de olhos negros - afirmou que foi Paul o assassino. As mortes nunca foram filmadas (o que me leva a crer que não foram planeadas pelos dois, mas por um) e a realidade nunca ficou conhecida.
Como Karla justificou aos pais o que "ele" a fez fazer. Uma carta padrão, esterilizada, que põe a responsabilidade noutra pessoa e quando a mete nas duas, a outra é o "cabecilha"
Paul foi sentenciado à pena máxima mas, tendo sido considerado uma ameaça perigosa para a sociedade, é impossível sair em liberdade. Desde o seu encarceramento em 95, vive na solitária, entre quatro paredes de betão, sem luz do sol ou contacto humano. Só lhe é permitido sair dali durante 1h por dia e já sofreu duas tentativas para lhe extinguirem a vida.
E Karla? Foi «presa». Não numa cadeia, mas num hospital psiquiátrico. Pouco depois começou a corresponder-se com um outro preso e começaram a «namorar». Durante o seu encarceramento tentou receber liberdade condicional, mas esta nunca lhe foi concedida. Ao contrário de Paul, isolado sem ver o sol, ouvir pessoas, ver gente, A estada de 12 anos de Karla no hospital Psiquiátrico permitiu-lhe, inclusive, adoptar um gatinho e passear-se pelos jardins. Aqui está ela, durante o encarceramento.
Nem parece uma assassina, desmembradora de adolescentes virgens, raptora, violadora e fratricida.
Acho esta última imagem particularmente perturbadora. Não sei se ela a terá tirado com intenções de enviar a alguém ou se estava a flirtar com a pessoa que lhe tirou o retrato, visto que teve inúmeros encontros lésbicos, supostamente, para agradar Paul. Prestando atenção aos detalhes, parece existir malícia por detrás do olhar, do sorriso e a postura do corpo, a mão sobre o sexo, o descalçar da bota como se fosse começar a se despir... Isto lá é pose que se faça?
Pelo seu envolvimento em todos estes crimes, Karla obteve uma sentença muito leve, que teve de cumprir numa espécie de «paraíso» para condenados. Mas até que ponto é que ela é vítima e até que ponto é ela o carrasco?
Sabe-se que Paul provavelmente violentou umas 20 jovens antes de se casar, sem ter recorrido ao assassinato. A primeira morte como consequência das suas depravações sexuais foi Tammy. E não se pode dizer que foi ele que a matou, porque a maior responsável foi Karla, que comprou, roubou e administrou as drogas, mantendo um pano ensopado em anestésico fixo às vias respiratórias da irmã, enquanto Paul a penetrava. O comprovativo de tudo estava nos videos, que após o julgamento foram destruídos mas mais que não fosse, o rosto sem vida de Tammy apresentava uma queimadura gigante vermelha, causada pelo contacto do pano embebido na substância. O próprio uso de drogas não era sequer um recurso de Paul, até Karla começar a administrá-las para transformar meninas virgens em «presentes» de Natal, casamento, Lua-de-Mel, aniversário, etc.
A meu ver, Karla é tão ou mais culpada que Paul. Porque a inteligência e o desenrasque veio sempre da parte dela. Ela sabia o que fazia e escolheu fazê-lo. Ela conduzia uma vida normal, era auxiliar de veterinária, cuidava da saúde dos animais... E caçava, torturava e matava pessoas. Foi ela que descobriu uma forma de tornar as vítimas participantes sem memória do ocorrido. Ela introduziu a «escrava sexual» no relacionamento dos dois. Ela «prendeu» Paul a si fornecendo-lhe formas cada vez mais engenhosas de satisfazer os seus desejos sádicos por meninas virgens. A polícia jamais devia ter feito um acordo com Karla e foi muito criticada por isso. A imprensa chamou-o de "O acordo com o Diabo". E fez muito bem.
Instruções de uso do rótulo da substância que Karla administrou à irmã
Jamais a droga podia ser administrada a quem tivesse ingerido alimentos nas últimas 12h
As próprias sentenças revelam a superior inteligência de Karla perante Paul. Nos testes de avaliação psiquiátrica efectuada aos dois, Karla marcou 5/40 no nível de psicopatia, em contraste com os 35/40 de Paul. O que só vem a confirmar que ela é sã. Uma sádica sã. O psicopata era ele. Ela era o cérebro da relação responsável por alimentar, cada vez com mais requinte, a doença patológica de Paul.
A POLÍCIA
A polícia agiu com alguma inaptidão e amadorismo - desconsiderando pistas boas e perseguindo outras erradas - comportamento que também foi publicamente criticado. Nem com ADN, nem com retrato falado cuspido e escarrado, nem com matrícula parcial, nem com testemunhos de amigos, nem com acusações múltiplas de agressão e violência sexual da ex-namorada de Paul... Consideravam estas mulheres "histéricas". Mas o Canadá ainda vive na pré-história para desconsiderar tudo o que uma mulher diz e apelidá-la de "histérica"?? A polícia não fez absolutamente NADA do que podia e devia ter feito para remover atempadamente a camuflagem a Paul. E assim ambos sentiram que os seus actos saiam impunes. Forçaram os limites. Raptavam também de dia. Submetiam as vítimas ainda a mais sádicos abusos.
Teria bastado UM passo diferente por parte da polícia durante as investigações, para que o resultado fosse outro. Com as muitas boas dicas que recebeu, todas de «mulheres histéricas», no mínimo a morte de Kristen podia ter sido evitada, para não falar qualquer morte poderia ter sido evitada e muitas violações não teriam acontecido.
Uma coisa também é certa: muitas outras jovens para além das conhecidas foram abusadas. Talvez mesmo assassinadas - suspeita-se que um cadáver encontrado em água possa estar ligado aos crimes dos dois. E como o trabalho policial foi tão inglório, não me admiraria se, nas dúzias de video-tapes com outras jovens a serem violadas, uma delas fosse essa jovem da água. A polícia fez um trabalho tão pouco dignificante, que chegou mesma a acontecer a condenação de um outro indivíduo, que cumpriu pena por uma violação cometida em 1986 por Paul.
E como as datas comemorativas sempre foram celebradas de forma especial por Karla (Natal, despedida de solteiro, páscoa, lua-de-mel, aniversários etc), o dia 4 de Julho de 2005, dia da independência americana, foi o dia da independência de Karla. Essa foi a data da sua saída em liberdade.
Aos 35 anos, Karla estava livre de qualquer responsabilidade pelos crimes cometidos. À data da sua libertação foi viver para a província de Quebec e casou com Thierry Bordelais, o irmão da sua advogada de defesa (supostamente as duas na imagem acima) e logo deu à luz um rapaz. Em 2007 mudou-se para Antilles e em 2012, foi encontrada em Guadaloupe, respondendo pelo nome de Léanne Teale. Nesse tempo teve mais dois filhos. Em 2014 a irmã Lori revelou sobre testemunho (noutro caso macabro) que esteve com a irmã e esta estava a viver novamente no Quebec.
Karla ou Leanne Teale, em Chateauguay, Quebec
livre como um passarinho, enquanto Paul continua confinado a um caixão vertical
E as jovens que os dois assassinaram à muito viraram poeira
Karla pode dizer... o crime compensa.
Galeria fotográfica:
Depois de concluir a pesquisa de imagens para este texto, encontrei outras e espantei-me como fiz uma leitura correcta daquelas três imagens de Karla na prisão. Tal como imaginei, ela logo tratou de planear o próximo passo. E como sempre acontece com os narcisistas, a prioridade é estabelecer contactos com o exterior, novos laços que venham a ser úteis, em particular uma relação amorosa com alguém livre. Envolver alguém com declarações de amor e promessas de sexo, para assim encontrar um lugar para morar e se estabelecer, no máximo conforto e anonimato possível assim que a liberdade for concedida. Vejam mais fotos dela na sua «temporada» na suposta prisão.
PERTURBADOR:
Karla a indicar a alguém cá fora que deseja ser mãe
Os sacrifícios de uma vida na prisão....
Muito perturbador. Cheio de mensagens sublimares.
Obviamente uma imagem com intuito de levar alguém ao delírio do desejo.
Carla vestindo sexy langerie e de lábios avermelhados
Atenção ao pormenor da toalha vermelha com coraçõezinhos....
Seria para celebrar o dia dos namorados?
Quem ela assassinaria nesta data se não tivesse sido descoberta?
Mais um pouco e dava para ver...
Isto é na prisao. Dá para acreditar??
Foto de 2000
Esta para mim selou o que intuí: fotos para comunicar com alguém no exterior.
No cartaz pode-se ler: Você sente falta de mim, bé?
Um termo carinhoso, um apelo emocional, uma chantagista manipuladora exemplar.
E a carinha a fazer beicinho?
Legenda: "Estou na prisão mas bem podia estar a partilhar no face as imagens das minhas férias no Hawai"
A forma como se segura ao poste, sabendo nós que peça é esta,
é tudo menos inocente. Legenda: "vou abraçar este poste como se fosse a ti!"
Postal com 12 impressões da boca de Karla,
enviados ao seu interesse romântico enquanto estava na prisa, à amante Linda Veronneau (Bé)
Por aqui se vê que, tal como é costume, o preso narcisista que sabe que um dia vai sair em liberdade mantém um relacionamento com todos os que pode manipular facilmente. Mas quando é solto, abandona essa pessoa. Procura melhor, agora que já não precisa das outras.
E pode-se ver: ela assina mesmo as cartas com o sinal XOXO!
Em cima quase usei papel com bonequinhos como fundo de carta que traduz o texto que Karla enviou à família a «contar» que matou a irmã Tammy. Achei que seria a cara dela! Fazer-se de menina, de inocente, de jovem que gosta de laços, coisas cor-de-rosa etc... E não é que é mesmo isso que ela faz?
Ao menos esta pessoa que ela usou «vingou-se» tornando público
certas fotos e correspondências.
Acho todo este caso REPULSIVO.
Que direito tem Karla de viver em sociedade, ter filhos para levar à escola, morar numa casa, ter carro... ver o sol nascer, passear com o cão, celebrar Natais, aniversários, comunicar-se com a irmã? Ou os pais, coisa que não sei se é o caso mas... que não me surpreenderia. A polícia machista... com a mania de achar que mulheres sinceras e justas são "histéricas". Depois estas bimbas louras com cara-de-anjo, que se fazem de inocentes, "vítimas" de violência doméstica por terem dois olhos negros e usam-nos a cada segundo como ferramenta de manipulação... Destas mulheres sentem pena, fazem-lhes as vontades, são condescendentes...
O duo assassino "Barbie e Ken" - como ficaram conhecidos na imprensa, não devia ter tido tratamento diferencial no acto da sentença. O lugar de ambos é na cadeia.
Não esqueça: pode ligar as legendas.
ADENDA:
Tanto Karla quando Paul mudaram legalmente os seus nomes. (lol).
Até nisto existe um traço arrepiante: ambos escolheram Teale como apelido. Karla passou a ser Leanne (I wonder why) Teale e Paul fez o mesmo: agora chama-se Paul Jason Teale. E sem manterem contacto um com o outro e muito provavelmente sem terem informação do exterior! Supostamente a motivação de Paul foi inspirada no nome da personagem de Kevin Bacon, no filme "Inocente ou culpado" (1988), uma trama que fala sobre um assassino em série e que foi filmada no Canadá, exatamente na província de Québec.
Quem pensou que ambos viram este filme e discutiram o seu fascínio pelo assassino? Quem deduziu que ambos mudaram de nome e entre tantos apelidos, escolheram logo o do filme porque isso é uma forma íntima de reforçarem o seu lado oculto?
Quem achar isto relevante, indicador de ausência de consciência ou arrependimento, levante o braço....
Surpreende-me escutar certos jovens dizer que o seu sonho é viajar pelo mundo e ir à Venezuela, Índia, Marrocos... e outros países similares.
Porquê a surpresa? Porque relatam a coisa tal e qual como se num sonho, uma fantasia. Uma experiência que as suas mentes imaginam mística, exótica, quem sabe romântica, espiritualmente poderosa e marcante.
E eu interrogo-me se com este sonho vem junto uma consciência de outras realidades que possam estar presentes. Como a situação social e cultural destes países, em certos casos tão diferentes. O perigo. Porque será que nunca têm em mente os riscos? Será que têm o pé assente na realidade ou ficam ali pela fantasia que viram nos filmes, leram em livros?
A ingenuidade não faz um bom viajante.
Não devia ter sintonizado pela primeira vez a CMTV, à procura da tal reportagem sobre o pai(?) do Ronaldo. Esta já não está disponível na programação por já se ter passado mais de uma semana. Mas dei de "caras" com o noticiário. Que mais parece a primeira página de um jornal de criminologia, com a desvantagem de não ser velho e amarelado, com crimes ocorridos no passado. Não, são crimes de agora mesmo. E ocorridos cá, em território português!
Se por cá se degolam avós e se matam bebés, como alguém pode imaginar viajar para um país onde a prática de assassinato é tão banal cujas notícias das mortes nem fazem alguém pestanejar?
A CMTV informa-me que um emigrante luso foi assassinado na venezuela. Mais um empresário, a investir num outro país que decerto adorava, a aparecer morto. Foi decapitado e cortaram-lhe as mãos. O chocante é que ele desapareceu no dia 23 de Maio, o seu dorso e membros inferiores foram encontrados pela polícia dia 28 a boiar no rio Guaire, mas só agora o caso é notícia porque só esta quarta-feira, dia 29 de Junho, quando uma familiar procurou notícias de Carlos Gouveia, é que a família da vítima foi informada. Só agora!! As autoridades.... népia. Um mês depois e já com o que restou do cadáver enterrado por lá na Venezuela.
Disse a notícia, e muito bem, que nestas semanas já foram assassinados na Venezuela dois portugueses e que em 2015 foram registados 18.000 assassinatos.
Ainda queres viajar?
Força! Não sou contra. Mas não viajes somente com histórias fantasiosas na cabeça. Viaja também com o pé no chão, precavida/o e com segurança.
Para que não tenham de chorar cá em Portugal um não retorno.
Abre-se o jornal e lá estão escarrapachadas todo o género de notícias fatais: mortes por acidente e por crime. Mas ultimamente têm surgido umas particularmente difíceis de aceitar. Foi a mãe que fechou os filhos de 3 e 1 ano de idade no quarto e lhes ateou fogo, foi outra mãe que levou os filhos de 13 e 12 anos a passear de carro, envenenou-os fatalmente servindo-lhes bolos drogados e de seguida se suicida por asfixia, e foi agora outra mãe que defenestrou o filho de 12 anos, atirando-se também de seguida para a morte.
E antes destas três, que cometeram estes actos neste ainda tão recente ano de 2013, também o ano passado uma outra mãe, médica dentista de origem brasileira com consultório montado em Portugal junto com o marido também dentista, matou seus dois filhos, de 13 e 11 anos, suicidando-se de seguida. É só casos destes a aparecer, sem que se entenda se existe um denominador comum. Mas um deve existir de certeza: o estado psicológico destas mães.
Não vou dizer que compreendo estes actos. Mas digo que não os julgo. Pelo menos não levianamente. É fácil para uma pessoa mentalmente sã perceber que jamais faria tal coisa, mas todos temos momentos de depressão. Felizmente, talvez nem todos soframos deste grande mal de forma muito intensa, porque se sofressemos, outros acabariam, assim como nós, por perder a vida.
Claro que existe quem os pratica por malícia e crueldade. Mas não julgo ter sido o caso destas mulheres, pelo menos a 100%. Mesmo a primeira, que não se suicidou após os homicídios e fugiu, não a julguei. Só fiquei a pensar o que se passava no espírito e mente desta mulher para cometer tal acto. Terá sido num momento de loucura? Terá se arrependido?
Pelo que percebi, a mulher, uma jovem brasileira, casou e teve logo filho. Depois outro. E vivia fechada na rotina do lar, mas mesmo fechada em casa, sem ver outras pessoas. Criava os filhos ela mesma, não saía à rua pelos vistos nem para fazer compras e poder dizer "bom dia" a alguém ou trocar palavras com alguém. Não sei se assim era, porque estou a conjecturar com base no pouco que ouvi nas notícias. Mas não me custa imaginar um surto, fruto de uma angústia, desespero e desejo de quebra com a sufocante rotina. Muitos começaram a chamá-la de assassina, desejando-lhe idêntica morte, e também não condeno quem o faz. Mas não seria capaz de dizer algo assim. É muito cruel e sem conhecer o estado psicológico e emocional da pessoa não seria capaz de lhe proferir sentenças tão terríveis. Claro que existem, infelizmente, pais que são cruéis e querem mesmo destruir continuamente os filhos, até que um dia o fazem fatalmente. Mas esses costumam ter um historial de aptidão para a violência. Estas mulheres, todas casadas ou em divórcio como foi o caso da do meio, supostamente não eram mulheres que alguma vez tivessem revelado sinais de continua crueldade. Então porque cometeram o acto tão cruel? Assassinar os filhos??
Esta última, cujo filho de 12 anos sofria de uma doença de desenvolvimento (autismo), sobre esta mãe foi dito que fazia tudo pelo filho e que se preocupava demasiado com o futuro deste. Ou seja: é possível que na mente dela tenha imaginado um cenário tão ruim, tão devastador para uma mãe, que simplesmente concluiu que seria caridoso terminar tudo logo naquele momento.
As DEPRESSÕES são assim.
E o que mais me entristece nisto tudo, é que estes lamentáveis casos são apenas SINAIS, primeiros exemplos de algo que parece que está para vir e crescer. Estas mortes reflectem também a sociedade, reflectem como a governação deste país afecta pessoas em angústia. A crise económica que se atravessa, a falta de empregos, a falta de dinheiro, as carências educacionais e emotivas, tudo leva as pessoas a sentirem cada vez mais desespero. A angústia, desespero e ansiedade geram depressões. E as coisas não estão a melhorar. A actual debilidade do sistema de saúde também não ajuda. Então, o que vai acontecer às pessoas? Cada pessoa pode apenas aguentar até um certo ponto para que as coisas mudem. E se não mudarem? Como é que a pessoa que já está no limite reage?
Sinto uma profunda tristeza por histórias destas, mas não sou capaz de julgar as mães. Acho mesmo que nenhum de nós está imune a vir a sofrer do mesmo e de ter o fantasma destes actos insanos sobre si. Estas mães, na sua insanidade, porque por definição insanidade é não estar no seu raciocínio perfeito, fizeram o que era MELHOR para os filhos.
Acabei de ver um vídeo datado do dia 6 de Fevereiro, que regista um assassinato com uma arma de fogo. Foi notícia nos órgãos de comunicação social mas, não sei se fui eu que andei muito distraída ou se a notícia não foi muito explorada, mas desconhecia o ocorrido até a SIC anunciar um especial para hoje de manhã.
Custa a crer que aquilo é verdade. Passei o vídeo algumas vezes para acreditar, porque parecia tudo a fingir... Mas não foi! .
E numa fracção de segundos, tudo muda... .
Como é que alguém pode ceder ao "impulso" de tomar a decisão de remover a vida de alguém? Não tem volta, não tem emenda, não é uma decisão que lhe pertença... e se andarem todos a decidir que matar, para depois se entregar, é aceitável?
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Há casos, como o do filho que matou o pai com uma catana, em que uma pessoa percebe que existiu ali uma psicose, uma incapacidade de suportar o insuportável... mas neste vídeo, em que um homem de 65 anos, com a neta de 4 ao colo, dispara nas costas do pai da criança, de 35... parecia tão surreal que não quis acreditar. Não quis mesmo. Estava à espera de ver a situação reverter-se, descobrir que era um lougro, ver o suposto falecido levantar-se... surreal.
. De quem é a culpa? Culpas... bem, há sempre culpa de ambas as partes. Se o advogado (o falecido pai) era uma pessoa má, isso só Deus sabe... lá que não foi nada bonito ver aquele homem enorme a dar uma chapada numa mulher idosa que a colocou no chão, isso não foi. Mas também, momentos antes, essa mesma mulher mais um rapaz e outra pessoa agarravam-no por trás para o impedir de se dirigir à filha. E o que a mulher diz não se ouve ou se sabe, mas sei bem que palavras podem ter o mesmo efeito que punhais... .
Impedir um progenitor de ter uma relação com um filho não é correcto, por pior que este seja. A menos que a integridade da criança esteja em risco, como em casos de abuso sexual e psicológico, até o pior dos ex-maridos tem direito a um filho. O vídeo começa com o pai a ser agarrado por 3 indivíduos, que lhe tiram a filha dos braços à força! .
Muitos se chocam por saber que o ex-casal exercia cargos para os quais é preciso estudar e ter muita formação: ela é juíza, o que não é uma carreira nada fácil e o falecido, era advogado. Para mim, não há uma espécie tão mal cotada no panorama profissional quanto a advocacia... Eles, advogados e juízes, têm de ser pessoas muito especiais, serem muito centradas e conseguirem distinguir bem o trigo do jóio. Caso contrário, tão próximos que estão de crimes ediondos, começam a achar que aquela rotina é... rotina! .
Falo apenas pela experiência que tive num episódio que aqui já relatei. Ás vezes sou muito boa observadora - em momentos em que não faço por isso, acabo por intuir muito bem e ver com clareza as coisas como são. O episódio que vivi no tribunal de trabalho deu-me esta visão de que a maioria dos advogados são pessoas da pior espécie. Eu saí daquele edifício com dó dos juízes que me representaram. Eles tinham de lidar com aquilo todos os dias - uma batalha que estava, claramente, a perder-se... fiquei mais preocupada com eles e com o sistema de justiça português, do que comigo! Há coisas com as quais nunca quero lidar na vida. Tribunais, polícias e hospitais... quanto mais afastada, melhor. Não são realidades nas quais queira estar envolvida. Nunca ouvi o som de um disparo - nunca quero ouvir. Este no vídeo pareceu ser a fingir, de tão diferente que soou daqueles que todos os dias escutamos às centenas nas séries e filmes que passam na televisão. Fez menos ruído que o som do estalo. Há realidades que gosto que se mantenham afastadas, e esta é uma delas. Espero ser uma pessoa de sorte e nunca na vida ter o infortúnio de me cruzar com este tipo de situações, tão opostas que são da minha natureza. .
Aquele homem podia ser o filho da mãe mais sacana à face da terra... não legitima o acto. Um homem idoso, quiçá doente ou consciente que poucos anos de vida lhe restam, não tem o direito de trocar a sua liberdade pela vida de outra pessoa. "Toma lá 5 tiros e agora vai ao hospital!" - o que é isto??? "Acabou. Acabou. Leva a menina para casa"... que mentalidade! Vi o vídeo agora mais distanciada do impacto e fica claro que aquele idoso é possessivo e egocêntrico. Reparem: ele agarra a neta, como se estivesse a dizer "É minha!" e dispara tantas vezes NAS COSTAS do pai da criança! E depois o que diz, com naturalidade... como se tudo fosse aceitável. Excluíndo a ex-mulher aos gritos, os outros membros da família estão ali com a maior naturalidade. Como se aquele desfecho já tivesse sido ponderado entre todos com seriedade. Nem por um instante mostram-se chocados, nem por um instante o idoso revela sentir remorsos. Simplesmente tomou a decisão ali e pronto: "ACABOU". A chapada que o morto deu na mulher foi só o pretexto pelo qual ele aguardava para tirar aquela arma do bolso... que já estava ali de propósito. E os capangas?? O direito à vida é soberano. Nada conheço de leis, mas deve existir algures algo que o diga assim. .
Até porque, dizendo a verdade, não há nada pior que eu possa desejar a alguém que me tenha feito muito mal, do que uma longa, longa vida, cheia de problemas, com falta de saúde, azares, infortúnios.... enfim: sofrimento! Para sofrer, é preciso estar vivo. Há pior que isso? .
Aquela criança, muito provavelmente, não se vai lembrar do ocorrido. Provavelmente nem o entendeu bem no momento. Vai sim, se ninguém o impedir, é ter, para todo o sempre, gravadas em vídeo, as imagens da morte do progenitor. Para sempre imortalizadas, tal como uma Greta Garbo no cinema, uma Marilyn Monroe... sempre jovem, o tempo não passa e fica, para sempre, eterno. Eterno! Quando a menina chegar à idade do avô, após ter vivido a sua própria experiência de vida, irá espreitar mais uma vez o vídeo ao computador, para, novamente, se colocar no papel de cada um dos presentes, tentando adivinhar os porquês e a responder, com franqueza, o que faria se fosse aquela pessoa, e aquela, e aquela... .
Com isto, um homem está morto, e deixou dois filhos órfãos. Aquele idoso não deixou que uma vida que está por nascer conheça o pai. Há tanta coisa errada aqui... .
Ontem tive saudades de um programa televisivo que passou nos primórdios da SIC. O Juíz Decide. Acho até que vou iniciar uma petição e colocar aqui para que o programa volte a se realizar. PORTUGAL está a precisar de um sentido de justiça para dar o exemplo às massas. Sem orientação, as pessoas começam a achar normal andarem por aí com armas a disparar nas costas dos outros. Perde-se o sentido de justiça, de correcção, de tudo... EIS um papel que a televisão devia ajudar a divulgar. .
As saudades em ver "O Juíz Decide" de volta aos ecrans portugueses, vieran de um programa a passar, se não estou em erro, na Fox, que calhei ver ontem. Neste, um juíz escuta duas partes em letígio e dá a sua sentença. Mas o que vi deixou-me de inquieta. Sei que é televisão, que muito é para televisão, que o juíz mais parece um mafioso... tudo bem! Mas num caso em que dois amigos estão em letígio porque um emprestou ao outro 6000 dólares para este comprar livros de Banda Desenhada e o amigo recusa-se a pagar porque, quando foi preciso, ajudou o amigo a arranjar a casa-de-banho de sua casa... isso deixou-me preocupada, porque a decisão do juíz foi diminuir a quantia pedida - já inicialmente reduzida para 5000 dólares, para 2000. Ele até foi espreitar a casa-de-banho para avaliar o valor do trabalho que o AMIGO prestou ao outro amigo. Ora, amigos ajudam-se! Não apresentam facturas a seguir! Fez-me recordar pessoas manhosas e totalmente egocêntricas com que me cruzei, como por exemplo, uma colega que, por dar boleia a alguém um dia, no outro já está a cravar-lhe um almoço, argumentando que na véspera foi prestativa! Amigos da onça, estes! Dinheiro, ficam com ele... Acham-se tão especiais, que acreditam realmente que os outros até lhes deviam pagar por se disponibilizarem com a suposta "amizade"! O juíz decidiu manter a amizade dos dois, reduzindo o valor da dívida de 6000 para 2000! Um terço! Podia ver no rosto do aldrabão o contentamento ;(
.Em suma: programas que mostrem leis a serem cumpridas e justiça a ser feita, fazem falta à sociedade portuguesa.