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terça-feira, 26 de maio de 2026

Limpar a ventoínha do computador pode ser FÉRIAS

 

Em inglaterra ontem foi feriado. Pretendia trabalhar mas o meu nome não entrou na lista de selecionados. Não trabalhei na Páscoa nem em qualquer outro feriado, por isso estava a contar que este "não me escapava". Mas enganei-me. Ao questionar o motivo, foi-me dito que o que conta são as horas extra feitas nas duas semanas anteriores ao feriado. E como eu estou sempre a trabalhar... não tive direito ao feriado. 

Não é justo. Porque os "mandriões" que não querem se esforçar metem o seu nome na lista e tiram todos os benefícios. São sempre os "espertinhos" que se dão bem, fazem pouco e ganham mais. 

Trabalhar num dia de feriado no Reino Unido atrai muita gente. No meu local de trabalho quem trabalha num feriado tem duas opções: Ganhar o dobro ou.... escolher ter mais férias. Se uma pessoa trabalhar quatro horas, seis, dez num feriado - fica com essas horas acrescentadas as férias. E quem é que não quer um dia extra de férias?? Dá tanto jeito! 

Fiquei por casa e tem estado muito calor. 32 graus ou mais. Dentro do quarto devem estar mais dez do que está lá fora! É uma autêntica sauna e fica-se sempre a transpirar. Mas tirando isso, dei por mim a fazer exatamente o que me apeteceu. E foi como se tivesse tido férias!

É verdade. A rotina de trabalho, mês após mês, impõe um dia de descanso. Em teoria podemos descansar uns dias por semana. Mas, na realidade, não existe descanso. É um perpétuo 24h de trabalho. 

Na prática não tenho tempo a sobrar ou energia para coisa alguma. Não cozinho porque não há tempo, não há forças. Custa ficar de pé. A única coisa que apetece é descansar o corpo. O trabalho consome tudo isso, e consome bastante! É um trabalho muito físico, exigente tanto como um jogo de futebol profissional - em que os jogadores têm de correr em campo por duas horas com uns minutos para intervalo. Só que no emprego, o esforço não dura apenas duas, três horas. Mas três ou quatro vezes mais. Não há pré-aquecimento é logo "entrar a matar". Também se tem um "intervalo" para "recuperar" mas não faz grande diferença. E temos "jogo" todos os dias. Além da desvantagem que o ordenado não é grande coisa. Em suma: o desgaste físico é real, é sentido e pode ficar para a vida. 


Dei-me conta da real situação porque, ao ficar em casa no Domingo e na Segunda-feira - dois dias INTEIROS, essa excepção me fez ver o que tenho vindo a me privar: de tempo para mim. Ter tempo para fazer coisas simples, como organizar a roupa, empacotar as suculentas, arrumar um pouco "aqui e ali" sem me sentir demasiado exausta e sem energia para a mais simplória das tarefas. 

Olhei para as suculentas e disse para mim: "vou fazer vasos agora" - e andei a mexer na terra e a colocar as mudas. Olhei para uma peça de roupa e decidi organizar a roupa nas gavetas e fazer uma selecção. E o mais surpreendente que resultou no maior benefício: "arranjei" o meu computador. 

Este tem estado "esquisito". A imagem do ecrã "salta" que parece um sapo. Tem alturas que não salta, como agora, mas tem outras que sim e nos últimos dias tem estado a tremelicar que nem um sapo saltitante e com Alzheimer.  Acho que isso tem a ver com a actualização dos drivers, mas como o computador já tem alguns anos, já nem se faculta atualizações. Andei a "mexer" no software e acabei por escolher "settings de fábrica" (?) mas não fez diferença no «tremelique». Contudo piorou numa coisa: o computador passou a desligar-se automaticamente. O meu último post sobre a AI foi todo ele feito com o computador a desligar-se. A reação aos comandos por vezes também não existe, o rato deixava de funcionar, clicar para abrir ou fechar uma janela não obetia reação. Acho que piorei o desempenho mas isso tem resolução fácil. 

Porém tem uma característica do computador que me apeteceu ir ver. Faz já uns dois anos que o computador aquece bastante. Ao ponto de poder queimar. Tenho-o sempre elevado, sem estar assente numa superfície (comprei uma espécie de suporte) para o ar circular e, por causa dos "tremeliques" e dos 32 graus lá fora, tinha uma ventoinha diretamente apontada para debaixo do computador, de modo a ajudar no esfriamento. 

Ontem cansei-me de tudo: desliguei todos os cabos, flipei o computador e com a chave de fendas comecei a desaparafusar a base. Ia limpar a ventoinha e dar uma olhada, podia ser que encontrasse um cabo meio solto, meio derretido... sei lá. Precisei ir ver. 

O computador por dentro estava impressionantemente limpo. Embora não o tenha desmontado na frente onde está o teclado - porque aí, Jesus! Até ia gostar de limpar mas dá mais trabalho e é mais sensível desmontar pelas juntas do ecra não é aconselhável. Julgava tê-lo partido num dos cantos mas depois percebi que estava aberto por lhe faltar um parafuso. Encontrei um por acaso e remediei a situação. Até hoje não sei como eu regressei de férias e fui encontrar o computador sem um parafuso! E depois procurei esse parafuso por toda a parte e não achei. Tenho a sensação de ter dado uma "joelhada" no computador sem querer antes de partir para férias o ano passado - mas isso não remove parafusos. Geralmente parte e racha os ecras! Preferi achar que deve ter sido algo do género. 

Acabei a limpar a ventoinha - primeiro ainda "anexada" ao computador mas depois dei uma olhada no cabo, achei que podia desligar, desliguei e limpei a ventoinha com muito mais rigor e facilidade. Resultado: tirei o pó que estava afixado entre a abertura do hardware e a ventoinha. Com escovas e pinceis fui limpando o pó fino e voltei a colocar tudo no lugar. 

A ventoinha... agora até suspeito que nem funciona!!
Porque não a oiço. Totalmente silenciosa. Fazia um ruído que... parecia um motor... E agora, silêncio. Só escuto o barulho das teclas a serem pressionadas, ahah!



Uma coisa tão simples - e aconselhável de fazer: limpar a ventoinha de refrigeração. E nunca me deu para fazê-lo. Ou se fiz neste computador, já esqueci. Sei que o abri outras vezes, para tentar perceber a origem do calor - ele tem dois enormes cabos de cobre que achei super interessantes. Todo o calor vinha dali. Agora.. já está ligado há duas horas e o computador está normal ao toque, não está quente. 

Não costumo desligar o computador nunca. Mas como este estava a desligar-se sozinho - preferi por uma questão de precaução, desligá-lo. Tenho estado a trabalhar nele e estou a gostar: não aquece e o "tremelique" não apareceu. 

Quer dizer: eu sei que ainda cá está porque o monitor faz, de facto, uma ocasional "sombra" à qual já me habituei - que é quase impercetível. "Duplica" a imagem. Mas é ténue. Atribuo este ténue tremer a factores de software. Penso que não seja avaria física. Provavelmente alguma incompatibilidade de sistemas e quando deixam de disponibilizar actualizações é natural que software não actualizado não seja muito compatível com outros produtos que se possam instalar e até o próprio sistema operativo do windows, que também não é mais actualizado pela Microsoft. Esse é o "tremelique" «normal».



E o que estava a acontecer era tudo menos ténue, era bem visível, impedia o uso do computador, impedia até ler um texto ou o que fosse!  

LIMPAR A VENTOINHA!!!
Fez-me sentir em férias.

Poder resolver coisas que tinham de ser resolvidas mas para as quais faltava tempo e ENERGIA. É isso a que chamo férias. Ter TEMPO. Férias é ter tempo!!!

Aconselho a todos que limpem a ventoinha do computador ou mandem fazer. Principalmente se notarem que faz mais ruído ou que o computador aquece mais que o habitual. Porque faz uma diferença substancial. Pelos vistos até pode ser responsável por sintomas que mais facilmente seriam ligados a avarias. 

Ainda conto com o retorno dos "tremeliques" mas.. a preocupação está no desligar constante. Isto das atualizações... a ver vamos. 

PS: voltou a desligar-se, assim que o computador fica sem ser usado. 



sábado, 14 de janeiro de 2023

O tempo é curto

 

A idade que tenho não me assenta. 

(quantos pensarão assim?)


Quando penso na idade que vou fazer, esta não corresponde ao meu ambiente, á minha vida. Nem à maioria das pessoas que me cercam. A idade, tal como muita coisa, devia variar conforme o estado da pessoa. Há crianças com um comportamento extremamente amadurecido que até faz um adulto questionar se são reencarnações e há pessoas de muita idade que se comportam como imaturos bebés.

A idade que tenho não se adequa a mim não porque não o desejasse. Mas porque não vivi todos os anos que tenho em pleno. Tivesse-os vivido, e a idade que tenho correspondia a mim, aos meus, ao que me rodeia. Assentar-me-ia. 

Acho que essa é a grande diferença entre quem diz que "não tem problema em dizer a idade". Não tem, porque viveu cada segundo e aproveitou-os bem. Porque, entre altos e baixos, fez o que quis, seguiu o seu caminho, sabe que valeu a pena e é feliz com o que conquistou. Quem não fez isso, sente que permaneceu estagnado. O tempo passou mais rápido do que foi usufruido. E esse pecado - porque é "O" pecado, fica para sempre. 

É o meu erro, aquele pelo qual terei de prestar contas quando a minha altura chegar. É o de muitos outros também, quer seja por iniciativa própria ou por imposição. 

Por isso, acho que se deve começar hoje, agora, a realizar algumas vontades engavetadas. Já não se é jovem e o que se percebe nesta ocasião, é que o presente é para ser usufruido como um copo de vinho e as vontades não são mais para adiar. Há que dar prazer a nós mesmos, porque só sendo felizes se pode fazer os outros felizes também.

Respondam-me lá: O que é que sempre tiveram vontade de fazer e ainda não foi feito? Porque não começar já?



terça-feira, 12 de maio de 2020

Gostava de voltar aos meus 25 anos


Gostava de voltar a ter 25 anos apenas pela quantidade de tempo que ainda ia ter para colocar a minha vida nos eixos.

Sabendo o que sei hoje porque a experiência de vida mo fez vivenciar, gostava de poder "recomecar". Acho que esta ideia deve passar na cabeça de todos nós. Até mesmo na cabeça dos que estão felizes e não mudariam nada nas suas vidas.

Não que queira mudar. É mais querer viver com mais controlo da minha vida e, em situações pontuais, fazer outras escolhas. As que queria fazer o tempo todo e não fiz, por dar ouvidos às opiniões alheias e ceder a pressões familiares.

Uma das coisas que mais me disseram da pré adolescência ate os 25 anos, foi a frase: "Tens tempo".

"Deixa-te estar, tens tempo".

O que significa, adia, fica passiva, espera... tens tempo.

Pois o maior pecado que se pode cometer é desperdiçar tempo. Se tens em ti algo que precisas ver acontecer, não adies. Vai atrás.
Não é por teres 18 anos que "tens tempo". A vida são momentos. Se os deixarmos passar porque "outros  certamente virão", comete-se o pecado do desperdício.


No fundo, sinto-me confortavel com quem sou e não desejo voltar a passar pelas lutas que travei. Mas gostava de emendar algumas coisas. Talvez numa segunda chance, saísse vitoriosa?

Mal a outros nunca fiz, pelo menos intencionalmente. Se soubesse que, involuntariamente, tinha magoado profundamente alguém, ia resolver a situação. Não há necessidade de nos estarmos a odiar uns aos outros, a maior parte das vezes sem motivo ou com base em difamações injustas.  Sei o que é ter o nosso estado de espírito magoado por injustiças ou mal entendidos.  Morre-se por dentro. Dói. A minha natureza é desejar ir logo esclarecer tudo, deixar tudo bem. Tirar aquele "peso dos ombros" e sentir como subitamente o bem estar regressa em pleno.

Há  tanta gente que me deixou com mágoas que até hoje se fazem sentir. Pergunto-me quantas o fizeram sem perceber.

Voltava atrás no tempo para poder  ter a filha que sempre desejei. Que hoje já estaria a dar-me netos.

Estas fantasias... sinto-as como algo que era suposto ter acontecido. Estavam no meu caminho. Algo me desviou dele.

Lido bem com isso, apenas tem alturas em que se fica a imaginar o que teria sido a vida com diferentes escolhas.


domingo, 12 de maio de 2019

Leitura com mensagem


Experimentem quando estiverem a ler um livro, fixar o olhar num ponto específico e ir abrindo várias páginas ao acaso. Só vale registar a primeira palavra que o olhar apanha. Mude de página rapidamente, folheando várias, fazendo pelo menos quatro tentativas. Junte todas as palavras numa frase.

Tem mais piada se antes de fazer este exercício, concentrar-se e interiorizar algo para a qual procura uma resposta. O livro vai dizê-la.

Contem aqui que palavras formularam!

Secret will eventually catch up again 

Este foi o primeiro resultado que obtive e surpreendeu-me como as palavras ao acaso combinam perfeitamente numa frase coerente. Fiz isto na brincadeira mas fiquei pasmada como bateu certo... à primeira, à quinta vez, ehehe.

E no espírito da coisa, uma das palavras, cortada ao meio por um infén, valeu apenas pela metade que os meus olhos apanharam. Por isso fui atrás do que poderia significar metade da palavra (que era palavra por si só). Fui parar a esta frase: Estas perdiendo el tiempo pensando, pensando. O que conduziu a esta bela descoberta: 


Divirtam-se!




domingo, 21 de outubro de 2018

O silêncio como sinal de... desculpa??



Neste episódio de uma investigação de homicídio com recurso à ciência forense, uma esposa é encontrada assassinada, enrolada num cobertor, à beira da estrada. O marido é, como sempre, suspeito. Mas não há provas. Ele saiu para o emprego e esteve a trabalhar, durante o periodo em que a esposa encontrava-se em casa, a descansar por se encontrar doente. 

Dias depois um colega da esposa sofre um acidente rodoviário fatal e é então que o marido revela à polícia que os dois estavam a ter um romance, provavelmente foi ele que a matou, matando-se de seguida. 



Este caso passou-se em 1978. Somente em 2002 voltou a tribunal, devido a novas provas trazidas a lume pela ciência forense. Os filhos do casal também testemunharam. A rapariga informou no tribunal que, antes da mãe ter sido assassinada, ela era sexualmente molestada pelo padastro. A mãe entrou num quarto e apanhou o acto. 

Agora quero que me expliquem PORQUÊ esta rapariga "só agora" é que se lembrou de contar que foi molestada pelo padastro. Se era molestada desde pequena, "porque é que não contou na hora"?? Porquê só 30 anos depois é que se "lembrou"??


Espero que entendam o ponto de vista.

terça-feira, 20 de março de 2018

Guardada no baú

... estava esta fotografia.

Título:
ROUBAR A CENA



As crianças são sempre adoráveis mas vamos ser verdadeiros:
Ninguém lhe está a prestar atenção alguma! 


Porque será?
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Entretanto o tempo abriu um pouco. A neve derreteu e saí à rua. Parece de propósito. Mal sai, o sol apareceu, como que para me fazer companhia. É assim quase sempre. É bom saber que transporto o sol e não uma nuvem escura e chuvosa. Nada contra o tempo do inverno. Mas simbolicamente falando, claro. 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

São Pedro APAIXONOU-SE


São Pedro apaixonou-se...
Por mim!


Então o malandro faz de tudo para chamar a minha atenção. Tal e qual um adolescente pueril, cada vez que se aproxima a minha folga, ele parece que vai dar sol, mas manda chuva. 

Durante toda a semana passada as redes sociais anunciaram que o Reino Unido ia ter esta semana a maior onda de calor dos últimos anos - vejam só - dos últimos anos. E assim que estou quase a ir de folga o tempo dá ares de mudança. No dia de folga o que São Pedro faz? Manda chuva!

E da grossa.



E o que eu fiz a São Pedro?
Fugi das investidas dele.


Corri para o sol. Fugi das nuvens. Afastei-me uns quilómetros e ele mandou trovoada e chuva torrencial. Corri para o lado oposto e ainda lhe apanhei uma abertura de hora e meia de claridade sem pluviosidade.



Foi muito bom.
Finalmente, uma réstia de sol quando parece que está sempre a chover.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

terça-feira, 1 de março de 2016

Um momento no tempo

Se pudessem congelar a vossa vida num determinado momento no tempo, QUAL SERIA?
E porquê?


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Cápsulas do Tempo

"O que encontraram lá dentro irá surpreendê-lo"» - diz a habitual frase cliché que serve para os cibernautas carregarem no link de modo a serem conduzidas para uma página que se quer dar a conhecer. Normalmente passo ao lado mas esta notícia pareceu legítima e quis espreitar. 

"Arte de valor inestimável encontrada em apartamento Parisiano abandonado desde 1939" 


Gosto de tudo o que esteja relacionado com épocas passadas, mais ainda se for a descoberta de tesouros esquecidos. Mas nos dias que correm é impressionante que um apartamento de uma capital europeia de renome só tenha sido aberto em 2010, ano em que faleceu a sua proprietária, que supostamente o abandonou em 1939, com receio de que a Alemanhã-Nazi invadisse Paris.

Durante toda a sua vida de 91 anos ela continuou a pagar a renda do seu apartamento parisiense. Os Alemães invadiram o norte de França, invadiram Paris, a guerra decorreu por praticamente 6 anos. Depois cessou e vieram outras mudanças. Os coches desapareceram de vez das ruas para dar lugar aos veículos motorizados. O homem foi à Lua em 1969, um aparelho chamado televisão pode mostrar aos mais afortunados esse momento. 

Tanto aconteceu, o indubitável passar do tempo e questiono-me como é possível um cómodo ficar 70 anos sem ser necessário ser aberto. O edifício não precisou de obras de manutenção? Instalação de cabos ou tubagens modernas? Não existiu, nunca, um problema de infestação? São perguntas cujas respostas ainda estão por ser atendidas. No apartamento encontrou-se tudo como se uma jovem de 23 anos o tivesse abandonado "ontem". Frascos de aromas e perfumes ainda repousam na mesinha de toilette, assim como pentes e escovas. Um boneco mickey Mouse e um Porky Pig originais encontravam-se lá. Nem tinha lembrança que eram assim tão idosos estes desenhos da Walt Disney. E entre os quadros, o retrato de uma mulher de ombros à mostra que provocantemente abria o decote do vestido. Era a bisavó de idosa proprietária: Marthe de Florian, actriz e amante de homens influentes, entre os quais o pintor italiano do quadro: Giovanni Boldini. E assim criou-se uma cápsula do tempo.

Embora nada indique que estes "tesouros" foram assim deixados propositadamente, o mesmo não se pode dizer dos encontrados nesta mansão Francesa em Mullins. Propriedade de um senhor de nome Louis Mantin, herdeiro por sucessão familiar(?) e homem de posses devido a cargos de relevo na política. 

Mantin faleceu em 1905, não casou e não teve filhos. No seu testamento deixa a sua mansão à cidade de Mullins, na condição de que esta e seus pertences permaneçam intocados e fechados por um século. Ao fim desse tempo, a mansão seria aberta ao público, para funcionar como museu. A intenção de Mantin foi explicada por escrito no testamento: «mostrar ao mundo a vida de um burguês no final do século XIX". 
A tranca na porta - um cadeado centenário
Mantin não foi um burguês comum para a época. Alegadamente, sentia-se fascinado pela modernidade, que teve o seu boom naquela virada de século. A sua mansão foi a primeira casa privada da região a ter água canalizada e eletricidade

  

Imagino este homem solitário rodeado daquilo que mais lhe deu felicidade em vida: as suas colecções, os seus pertences. Ninguém ia recordar-se dele pelo trabalho nos tantos cargos políticos que ocupou. E triste por não ter deixado descendência, pensou na tristeza que é partir do mundo sem deixar continuidade. 

Os filhos são o maior tesouro que damos ao mundo... Digo eu. E sem esse tesouro, restou a este homem rico as suas riquezas. Que sabia não serem de qualquer importância na história do mundo se não fizesse alguma coisa. Encontrou então esta maneira única de as preservar e de lhes associar o seu nome, tornando-se assim uma pessoa que passou por esta terra e morreu sem filhos, porém, não será esquecido. 

A sua "imortalidade" foi assim conquistada. Se tivesse sido pobre e acalentasse o mesmo sonho, sem descendência, restaria-lhe virar um assassino em série ou um criminoso cruel para ver o seu nome perpetuado... Será que é por isso que alguns praticam actos tão vis? Seja como for, não foi o caso deste homem rico, de origem desconhecida e sem parentes reconhecidos. Graças à sua ideia, hoje a cidade de Mullins atrai a curiosidade alheia por causa da misteriosa Mansão Mantin e seus "tesouros" por um século aprisionados. Outra cápsula no tempo.



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Coincidências parvas, pensamentos idiotas :)

Acreditam em coincidências ou fazem mais o género de pessoa que acha que não existem coincidências, apenas destino?

Bom, eu ainda não cheguei a conclusão alguma. Sei que já tive suficientes experiências de vida em que uma sucessão de bastantes "coincidências" surgiram num número tão elevado que mais parecia destino. E também sei por experiência de vida que muitos destinos quase garantidos e bem traçados pelos quais trabalhamos arduamente por alguma razão com requintes de crueldade não foram realizados.

E todo este belo texto serve para quê? Para falar dos ponteiros do relógio! Lol!.

Não, não esses da vida, do tempo, do relógio biológico, mas dos ponteiros do relógio em si. 

Tenho um relógio analógico no alto da parede, que há cinco anos me vai dizendo as horas, os minutos e os segundos. Quando a hora muda nem me dou ao trabalho de subir no escadote para atrasar/adiantar o ponteiro das horas. Limito-me a subtrair/adicionar a hora em causa :)  Por esta altura quem me lê deve estar a fazer uma careta de repulsa e a imaginar horrorizado/a 5 anos de pó em cima do prateado do relógio. Mas não. Lá de vez em vez aquilo é limpo. Só não é removido para aceder à parte de trás onde fica o mecanismo dos ponteiros.


Já havia olhado com espanto para o relógio e magicado cá comigo: "Há uns 3 anos que não te coloco pilhas novas. Já devias ter parado. Ainda mais porque te coloquei baterias usadas, que já não davam para os telecomandos". 

Mas ele não parou. E os anos passaram e continuou a dar as horas, os minutos, os segundos. E habituei-me à durabilidade deste simples utensílio. 

Há muito que aboli o relógio de pulso como utensílio para saber as horas enquanto fora de casa. E também não gosto de perder tempo a procurar o telemóvel algures numa mala ou deixá-lo no topo de uma mesa e arriscar o esquecer, perder, ou mo roubarem só porque preciso ter à mão algo que me dê as horas certas. Uma grande e súbtil mudança na sociedade foi esta: Antes não se vivia sem um relógio de pulso e agora dispensam-se bem mas não se vive sem um telemóvel ou tablet. Curiosamente são tendências invertidas, pois passa-se de algo pequeno, leve e prático, para algo mais pesado, maior e menos prático :D

Adiante que prometi logo no título que este seria um texto de pensamentos idiotas :). Quando ainda se podia contar com o serviço público de informar as horas e a temperatura exterior através de placards publicitários com relógio digital e demais relógios de rua, devo dizer que jamais senti falta de um relógio de transportar comigo. Enquanto se trabalha existem muitos, ou no computador ou na parede e enquanto se está na rua em deslocação do lugar A para o lugar B, passando pelo C ou D, costumava orientar-me pelos relógios públicos. Vai que cada vez os mostradores destes não indicam nem remotamente a hora correta, nem os minutos. Ou são relógios minúsculos, ou estão mal colocados em lugares em que a visibilidade é reduzida ou dificultada. Ou o que é pior: quando o Santana Lopes estava na Câmara da Presidência de Lisboa (sim, faz temmmmpo), alteraram o FUNDO dos relógios analógicos aqui da zona, cujas horas eram perceptíveis à distância, para incluir o logo da cidade, com lettering negro, igualzinho à cor dos ponteiros do relógio. Resultado: a leitura das horas enquanto em movimento e mesmo em imobilidade mas a uma certa distância ficou praticamente impossível.  

Conhecida "Rotunda do Relógio" (Praça do aeroporto, Lisboa).
Durante anos foi ajardinada e florida, continha integrado no verde grandes relógios redondos com grandes ponteiros.
Com a construção do viaduto surgiram DUAS belas esculturas em mármore.
Conseguem ver as horas quando à distância do passeio?
Pois, é difícil não é? Ainda mais entre tráfego automóvel e movimento.
E mesmo que se distinga, confiam no que diz?

Então os inviáveis relógios públicos da cidade fizeram com que passasse a ter necessidade de transportar um relógio comigo, de preferência algo que me permitisse o imediatismo do relógio de pulso: bastar olhar. Nada de revirar malas, levar a mão a bolsos, etc. Sou prática. Prefiro um simples movimento ocular. Desabituada a ter algo preso no pulso e preferindo o minimalismo que já apreciava antes optei por usar o relógio no dedo, em forma de anel, coisa que não me incomoda e que durante uns anos de "transição" entre relógio/telemóvel (não existia tablet e ainda mal existiam computadores pelas casas, muito menos portáteis) já me acostumara a usar. Nessa altura era difícil encontrar um e o meu foi oferta adquirida numa joalharia e durou até avariar. Infelizmente não durou muitos anos. Mas actualmente encontram-se com total facilidade em lojas de acessórios. Comprei o meu faz alguns anos e cada vez que vou sair já não passo sem ele. Entretanto adquiri outro pois não existe amor como o primeiro e sempre procurei um semelhante ao primeiro, em aço inoxidável, não lacado (pois a tinta lasca toda) e bem pequeno e subtil. Que se assemelhasse mais a um anel cachucho que a relógio. 

Como não levo vida de "dondoca" e uso as mãos para uma série de movimentos que incluem pancadas, acabei por não dispensar o velhinho anel lascado para o dia a dia. Só quando ia para algum lado como a um convívio ou passeio é que substituía o lascado pelo outro.

E pronto. Todo este penoso texto podia ser deletado porque só queria contar isto (mas não resisti à tortura): Um belo dia olho para o relógio na parede e para minha surpresa tinha parado. Parou às 7h42m45s. Assimilei e continuei, fui agarrar o relógio-anel, pois estava de saída e quando o vou colocar reparo que também ele parou. Parou! Ambos pararam no mesmo dia! Uma coincidência e tanto. Terão combinado? Terá sido um complô? Ou será que o que dizem é verdade e existem campos magnéticos que de vez em quando numa determinada frequência destroem aparelhos eléctricos? Ou ainda: Será que a amiga Alien passou na sua nave aqui por perto e a radiação afectou os relógios que cá tinha? Eheheh! 

Pararam ambos no mesmo dia, mas não na mesma hora, minuto e segundo, fiquem tranquilos que isso seria coincidência e tanto! Seria algo horripilante e por isso mesmo provavelmente uma partida de alguém. 

E agora a parte "Parva e idiota" de todo um texto só por si já com nuances de coisa alguma: será que mais alguém como eu, por vezes, quando olha para um relógio que pára inesperadamente lhe ocorre pensar que aquela é a hora de morte de alguém? Provavelmente a nossa, um dia? Loool

Descarreguei os pensamentos idiotas todos, pronto. Aliviada estou :D 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Primeiro dia de VERÃO

O google informa: hoje é o primeiro dia de verão!!
E ilustra magnificamente esse momento. 


O que estão a achar deste PRIMEIRO DIA DE VERÃO?


Aqui na alface o vento 
abana as copas das árvores 
até mais não.