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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Chovia muito quando chegou a hora de sair do emprego. E nao ia abrandar. A scooter eletrica nao deve ser usada à chuva nem em pavimentos com poças de água.

Mas teve de ser. Nao a podia transportar no bolso. Ainda pensei em pedir para trabalhar mais horas só para evitar sujeitá-la à intempérie mas entrei às 6pm e estava a sair às 6am. "Tempo maximo atingido".

A chuva nao ia abrandar... e la fui eu. De vagar, devagarinho. Com os olhos pregados no chao pronta a fazer todo o tipo de curva e contracurva com a pericia de uma profissional. Os sentidos estavam alertas ao que me rodeava, a visao periferica a funcionar mas o foco era cada espelho de água que a luz reflectia no chão e calcular a profundidade.

Nenhuma das (muitas) poças me apanhou. Desviei-me de todas as profundas, as "assim-assim" e as grandes, aquelas que ocupam a area inteira, travei, desmontei e transportei na mao a minha querida trotinete.

Nããã!!
A trotinete náo ia atravessar nenhum charco, nenhum rio, nada.

Cheguei a casa com uma trotinete molhada, suja de lama. Percebi pelo caminho, quando desmontei principalmente, que a dita acomulou um pouco de água na base e não gostei. Mas as areas preocupantes eram a bateria, debaixo da base, e o motor, na roda dianteira.

Será que tinha entrado água?

Decidi entrar com a scooter pela casa a dentro, mas levá-la para a conservatória. Como sempre, dobro-a lá fora na rua, depois pego nela e pouso-a no longo e estreito pedaço de carpete que faz de esteira, fazendo com que a única roda em contacto com o chão deslize um pouco para limpar ali qualquer impureza.

Mas no geral, nada vem agarrado e consigo transporta-la para o andar de cima sem a encostar em mais qualquer lugar.

Uma vez na conservatória, que tem a área do meu quarto, abro-a e começo a preparar as coisas para  limpar e observar como foi a exposição à chuva.

Mas nisto também tenho de ir ao wc, tenho de despir a roupa que usava pois estava enxarcada (todas as tres camadas) e goloquei-a a lavar. Quando cheguei perto da trotinete, verifiquei água no chao.

Prestei atencao de onde pingava mas o que me chamou msis a atenção foi a agua rosada vinda da traseira.

Pronto! Apanhou-me a bateria!!
E isto rosado é o líquido da mesma.

Limpei-a toda, mantive-a na vertical para que todo o liquido rosa escorresse.

O truque final era usar um pouco o secador, para eliminar possíveis  humidades internas.

E foi o que fiz. Lamentei nao ter selado eu mesma com cola transparente estas zonas da scooter. Vi um video onde aconselhavam que se o fizesse e decidi que seria a primeira coisa a fazer. Só que... vi que vinham seladas e pareceu-me um bom trabalho. Diferente do que o homem do video tinha mostrado. Por me faltar a pistola de cola quente, adiei o acto e comecei a usar a minha "bebé".

Bem, funcionar, ela funciona. Mas nao sei em que estado estara por dentro. Terei de a testar e, com o tempo, ver se a bateria revela algum sinal estranho.

Enquanto usava a conservatoria para a limpeza da scooter, nao consegui deixar de reflectir o quanto esta casa me serve tao bem. Parece ser feita à minha medida.

A conservatoria como area para limpezas e optima. Vem mesmo a calhar. Ali da ate para fazer bricolage. Dá para tudo. Mas é usada para estender roupa e é onde os novos inquilinos armazenam malas de viagem.

Se fosse eu a faze-lo, seria uma calamidade. Mas qualquer outra pessoa não tem qualquer problema.

Por isso é que a scotter nao fica ali, nem no armario da entrada ou em qualquer outra area da casa onde seria até mais proprio pela comodidade. Fica no meu quarto. No dia em que a recebi ja estava a italienada a queixar-se do espaço no armário. A Gordzilla decidiu, nesse dia, espreitar o conteudo que la enfiou pelo menos uma duzia de vezes.  Nunca o abre e deu-lhe para isso, sorrateiramente, depois de la ter colocado a scooter.

Se ja estava a incomodar ate era melhor tirar. Melhor e mais seguro.

Bom, o post vai longo e queria-o curto...

Já vi algumas casas. Nenhuma me disse que la consigo viver. E eu estou a desejar isso, podia convencer-me disso. Mas não. Tudo apertado, minusculo, a dividir por muitas pessoas.... sem sala de estar ou com uma do tamanho de um wc secundario. Com uma cozinha mixa com pouco espaço de armazenamento. Os quartos ate eram bons, mas nao conpensa a renda pelo resto.

Ando à procura do que já tenho aqui e isso parece-me um contracenso.

Ainda ontem, pelo jardim, a interagir vom os pássaros, pensei na inutilidade que a casa tem para a Gordzilla. Ela nao usa, nao precisa de tudo isto. A casa ao lafo servia-lhe bem. Tem cozinha e sala no mesmo espaço. Para quem so usa essa divisao e depois vai dormir, é um desperdicio um grande e belo jardim. Só a vi a usa-lo uma vez, e sempre precisa que outros estejam presentes para o jardim lhe ser util. durante um ano inteiro, talvez o use 5 vezes.

Nao quer saber dos passaros , do perfume, das flores, nao se estende na relva, ali nao faz exercício e a mesa do patio ou as cadeiras para ela sao so uma coisa que ali está.

Nao tem hobbies que a façam precisar da conservatoria ou qualquer outro espaço. É so cozinha-sofa-tv.

A casa ao lado tem tudo isso a um braco de distância. Se se sente tao incomodada com a minha presença, porque não se muda ela?

Afinal, tudo tem origem nela. A falta de interesse pela minha pessoa, a má lingua, etc, etc.

Se agora nao gosta do resultado  das  suas maquinações, não as maquinasse. Tivesse agido com decência e respeito ao próximo.

Percebi que eu sou muito forte. Caramba!!
Eu consigo aguentar tanta coisa. Por muito tempo. E sozinha, sem dividir a carga.

Quando percebo que outros nao aguentam nada, é quando me reconheço valor. Mas no dia a dia é dificil pensar assim.

Fui.

  • Saude para todos os que lerem estas linhas. 











sábado, 22 de fevereiro de 2020

Comprar uma scooter / trotinete

22_02_20
(data só com zeros e dois)

Quero comprar uma coisa destas:



Sei que em Lisboa existem aos montes - literalmente. Mas nunca me interessei por uma até caminhar para o emprego pela manhã e ser ultrapassada por uma rapariga que vinha numa trotinete. Super-silenciosa, diria até que muda. Nem dei por ela. Não tive tempo de reagir. Quis perguntar à rapariga que marca de trotinete tinha, mas aquilo anda impressionantemente rápido para algo que anda devagar. 

Tenho muitas questões para as quais quero uma resposta - razão pela qual esta compra vai ficar adiada por um período indeterminado. 


É o veículo para mim. Pelo menos para aqui, onde os passeios são remendos de betão desnivelados, esburacados, escorregadios e cheios de tampos metálicos. Gosto muito de caminhar. Mas quando vi a trotinete - e todas as que lhe seguiram desde então, percebi que era ideal para mim. Todos os dias, vejo-as a passar, sem dificuldade, por estes pisos enlameados. Portátil, pequena, rápido QB e o principal: silencioso! Não é poluente, não consome gasolina é electrico. Deslocar-me de casa para o emprego e vice-versa já não teria de ser uma caminhada de uma hora. A chuva, o vento frio, a vontade de chegar ao destino o mais depressa possível... E continua a dar para "ver as vistas", dá para parar, dá para transportar (cerca de 25Kg).


Agora resta-me saber que modelo vou comprar. Tipo de bateria: quantas horas a carregar e melhor: quantas horas de autonomia? Travões. Suspensão. Cabos à vista - por incrível que pareça, marcas como a Xiaomi têm-nos expostos. É uma opção estética da qual me iria custar aceitar, por o resto valer a pena. E temo que um mau-intencionado apareça com um alicate e decida cortar os fios, só porque "sim". Rodas com ar ou sólidas? Por muito que me apreça a ideia de nunca ter de fazer manutenção aos pneus, parece-me que para o tipo de piso aqui no UK se não tiver ar e suspensão a experiência pode ser até dolorosa...  Mas se furar o pneu ou esvaziar... deito a trotinete fora? Dobrar a dita... há dois sistemas. Gostei mais da Ninebot mas... essa tem pneus sólidos. Tem cabos ocultos. Mas não tem boa travagem elétrica, só a "pedal". Mas tem um óptima app para acompanhar a vida da bateria e luzes led debaixo da prancha. 


Alguém por aqui já esteve com estes dilemas e encontrou solução?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Palavras e lembranças


Foi o que aconteceu comigo. 
Um downpour de emoções súbitas, intensas, fortes. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Sair à rua sem guarda-chuva sabendo que se encontram pelo caminho


No Reino Unido está sempre a chover, mas é raro precisar de guarda-chuva. 

Se não puder transportar uma mala, não me incomoda sair sem um. Até porque tenho sempre alternativas. E essas passam pela FACILIDADE com que se encontra chapéus para a chuva descartados.

E foi assim que encontrei este aqui:


Numa noite de chuva mais «molhada», caminhava pela rua quando avistei o primeiro descartado: um guarda-chuva preto, de varetas tortas, atirado para a lama. Esse deixei-o ficar onde estava. Mais uns metros e lá estava este: lançado no meio das ervas, aberto e virado para o ar. Pareceu-me a proteção ideal para chegar a casa. Só hesitei um milésimo de segundo, peguei nele e comecei a usá-lo.

Dá para ver na fotografia qual o problema: falta-lhe parte do cabo.
Tirando isso, o tecido é resistente e as varetas também. 

Não sei porque é que as pessoas não se incomodam com esta poluição de guarda-chuvas. E o único problema que têm, é sempre nas varetas. Um monte de metal atirado constantemente para onde calha. Sem ter onde ser reciclado. Ontem também voltei a encontrar um outro descartado, cor-de-rosa, fechado e empurrado com força em cima de um denso arbusto. Tinha uma vareta torta. (Serviu para ir ao banco e ao supermercado, onde o deixei).

E assim, polui-se a cidade sem se reflectir que é o mesmo que atirar lixo para o chão. 

Ou não é??

Chegando a casa à meia-noite, optei por deixar este chapéu azul e branco listado «abandonado» no canteiro à beira do passeio. Tal como o encontrei. Podia ser que alguém mais precisasse num momento de aflição. Ficou ali, aberto, virado, até o dia seguinte.

Depois fui às compras, estava a chover, e decidi agarrar o mesmo chapéu descartado.

Aconteceu uma coisa engraçada: estava quase a sair do supermercado com as compras e decido voltar atrás para procurar por um outro produto. Nisto uma funcionária vê-me, vai buscar algo e entrega-me o guarda-chuva, dizendo-me que percebeu que o esqueci mas não lhe apeteceu correr atrás de mim. Fiquei surpresa, porque tinha-me esquecido dele de verdade!  


O chapéu serviu-me em mais algumas ocasiões, transportei-o sempre na bolsa exterior da mochila, nunca tive de me preocupar que mo roubassem porque estava partido, era mais leve por isso mesmo e podia usá-lo como arma de defesa. Segurava-o na mão ao atravessar ruelas escuras ou o parque, sabendo que a sua ponta esfacelada podia surpreender um atacante. 

Despedi-me dele ontem, quando o usei pela última vez para caminhar até a paragem de autocarro. A transportar duas malas, rumo a Portugal, achei que serviu o seu propósito e era altura de seguir o seu desconhecido rumo. Pode ser que outra pessoa o utilize por dois ou três meses, como foi o meu caso. Ou talvez seja reaproveitado, reciclado. O que não quero é que vá parar aos oceanos, para matar uma baleia qualquer. 

Tenho orgulho em agir assim e aproveitar coisas que deviam ser descartadas de uma forma mais consciente e amiga do ambiente.  









sábado, 26 de outubro de 2019

^Chapéus descartados^


Não é a primeira vez que recorro a um guarda-chuva largado na rua, para me proteger de uma chuvada. Acho até que é por isso que existem tantos por aí, eheh.

Acontece. Uma pessoa tenta consultar a previsão do tempo, para saber se deve ou não sair com guarda-chuva. Tem estado a chover muito mas, em Inglaterra, isso tanto pode demorar, como não. Como ia trabalhar e não tenho onde deixar a mala, decidi não levar nada comigo: apenas um  impermeável (que deixa passar a água) por cima de um casaco quente e o chapéu/gorro de lã, com pala, que é imprescindível para a chuvinha inglesa: sempre a cair direita.


Mas ao sair do emprego, o tempo trocou-me as voltas e presenteou-me com chuva normal e algumas rajadas de vento. E eu sem guarda-chuva! Já estava bem encharcadinha, quando avistei o primeiro guarda-chuva lançado para o meio da relva. As hastes estavam uma desgraça e deixado no meio do lamaçal, nem pensei em pegar nele. Mais à frente, vi um chapéu todo aberto e virado ao contrário, também no meio do mato. Estava bom, apenas faltava-lhe metade do cabo. Para me dar mais protecção contra a chuva, achei perfeito e obedeci ao impulso de o agarrar. 



Entornei a água que armazenou por estar virado ao contrário, tentando remover a porcaria que o vento fez que ali se agarrasse e usei-o como abrigo. Curiosamente, a chuva começou a fraquejar e até deixou de cair, logo após ter encontrado esta solução. 

Mas se tivesse descartado o chapéu de imediato, certamente que a precipitação ia recomeçar. É o caso típico de: sais à chuva prevenida, nada acontece. Deixas de estar, vem tempestade.

E vocês?
Alguma vez vos passou pela cabeça?


sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Chuva, chuvinha, chuvão


Spitting, drizzling, scattered, sunshine.

Atravessar o parque não demora mais do que seis minutos. Mas nesses seis minutos, estava a chuviscar. Depois passou. Não havia mais precipitação. O que durou apenas uns sete passos, uma nova nuvem, quem sabe? E já estava a chover um pouco mais forte. Drizzling - dizem aqui no UK. Não demorou mais que um minuto, e tudo voltou aos chuviscos (Spitting). Que subitamente se tornaram "scattered" (chuva forte). E tão depressa como tudo chegou e foi, apareceu o sol e sumiu a chuva. 

É assim o UK.
E eu adoro, confesso.


O CÉU FOTOGRAFADO COMIGO NO MESMO LUGAR, 
APONTANDO A CAMERA EM DIRECÇÕES LIGEIRAMENTE DIFERENTES





terça-feira, 25 de junho de 2019

Gotas na cidade


Imaginem aquela música da Anabela, e cantem assim:

♫ Quando caiem as gotas na cidade... 




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

São Pedro APAIXONOU-SE


São Pedro apaixonou-se...
Por mim!


Então o malandro faz de tudo para chamar a minha atenção. Tal e qual um adolescente pueril, cada vez que se aproxima a minha folga, ele parece que vai dar sol, mas manda chuva. 

Durante toda a semana passada as redes sociais anunciaram que o Reino Unido ia ter esta semana a maior onda de calor dos últimos anos - vejam só - dos últimos anos. E assim que estou quase a ir de folga o tempo dá ares de mudança. No dia de folga o que São Pedro faz? Manda chuva!

E da grossa.



E o que eu fiz a São Pedro?
Fugi das investidas dele.


Corri para o sol. Fugi das nuvens. Afastei-me uns quilómetros e ele mandou trovoada e chuva torrencial. Corri para o lado oposto e ainda lhe apanhei uma abertura de hora e meia de claridade sem pluviosidade.



Foi muito bom.
Finalmente, uma réstia de sol quando parece que está sempre a chover.

terça-feira, 13 de setembro de 2016


Chove!


O fim do Verão acabou de ser baptizado.
Na capital alfacinha, pelo menos. 
Está a chover. 

O baptismo para um Outono que só devia aparecer a 22 de Setembro....

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Dão chuva para amanhã


Chuva para amanhã. - foi a previsão meteorológica.
Dá para acreditar???

Dá. Pelo frescor que sinto passar pela janela de persiana e cortina fechada, pelo cheiro, acredito até que já está a chover!

Lembram-se de nunca mais ver o fim da chuva no início do verão? Pois o final dele também não vai ser muito diferente :))


sábado, 19 de março de 2016

a BELEZA de um dia de chuva

Saí para a rua naquele que prometia ser um dia invernoso de intensa chuva. Espreitei o tempo pela janela e vi o céu cinzento de nuvens. Estava a chover. No entanto senti que aquele dia estava lindo. A vontade de ir ao seu encontro foi maior que o que as nuvens prometiam.

E então, após o almoço lá fui...
E assim apareceu o sol, o dia tornou-se luminoso, radiante e, embora ainda chuvoso, mal se deu pelos pingos de chuva.

Foi então que os avistei tão bonitos... aos pingos da chuva. Munida com o meu recém-recuperado smartphone, procurei registar algo fantástico, que estava por todo o lado: a primavera a brotar entre o inverno







FELIZ DIA DO PAI!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Chuva na calçada


Imagem original criada a partir de ilustrações retiradas da net.
Faz uma alusão satírica recorrendo à matriz de um logotipo de um programa de TV

Uma espreitadela à janela fez com que sentisse ainda mais forte a presença da Calçada Portuguesa na minha zona. Linda, branca, "quadriculada" transformando a paisagem em algo mais agradável e menos deprimente. Vislumbrei cada pedra dando-lhe agora mais valor. E porquê? Porque agora o seu futuro é incerto. O governo aprovou a remoção desta calçada porque, dizem eles, é necessário um piso melhor. Qual é que não sabem dizer. Se calhar para evitar que quem entenda do assunto apresente factos e dados que contra argumentem tamanha medida. Além da Calçada Portuguesa ser a identidade de um povo, ela é também arte. Mesmo a que não tem padrões ou figuras


Da minha janela vejo cada pedra no seu lugar sem fazer mal a ninguém. Nunca vi ninguém escorregar e cair - para mim isso nem devia ser aceite como argumento, de tão patético que é. Escorrega-se e se cai em qualquer lado, em qualquer piso, com calçado inapropriado então, uma pessoa põe-se a jeito. Mas na calçada portuguesa? Cada uma daquelas pedrinhas estão ali à décadas e nunca magoaram ninguém nem atrapalharam a vida a alguém. Da minha janela vejo-as todas alinhadas, bem colocadas, e os muitos transeuntes a passar em cima delas, subindo e descendo a inclinada rua, como sempre. ZERO quedas. 


Mas existem riscos de QUEDA sim. Como em qualquer piso e em qualquer parte. Talvez num pedacinho ínfemo algures. Agora na calçada inteira? Porque haveriam de querer remover quarteirões de pedra quando é tão mais fácil e prático fazer a manutenção das partes a precisar disso mesmo? Vão vender a pedra para o estrangeiro, é isso?

Aqui na zona não é na calçada Portuguesa que colocaria a minha "ficha" «potencial de piso acidentado». Uns degraus de pedra que toda a gente sobe e desce para ir para o outro lado da rua são, a meu ver, os maiores candidatos. Também existe uma rampa para pessoas com mobilidade reduzida ou em cadeiras de rodas, mas não é que a maioria prefere subir os degraus? Estes são largos qb, o problema não está nas suas diminutas reduções. Mas não são totalmente regulares e estão sempre com água, quer esteja a chover quer não. Com a chuva são autênticos lagares, onde só num pedacinho pequenino se pode colocar o sapato sem o encharcar. Chegando ao topo, o piso é alcatroado. Mas tem  poças de água  à mesma. E as pedras da calçada? Não me lembro de ver poças por aqui. Presumo que é porque estão bem aplicadas e permitem um melhor escoamento das águas que outro tipo de pavimento parece não conseguir.

Mas tem uma zona da calçada aqui de casa que precisa de uma LIGEIRA reparação. São metros e metros dela e só um pedaço pedonal de acesso a um prédio necessita de reparação desde o vendaval de 2013 que derrubou árvores e estruturas. Um espaço de menos de um metro quadrado! Foi a queda de uma árvore (cada vez são menos e diminui a vegetação e assim o vento tem espaço livre para fazer mais estragos) que fez desprender as raízes que por sua vez levantaram as pedras da calçada e também as lajes de cimento do caminho pedonal que atravessa essa mesma calçada portuguesa. Sabem onde a água se aloja quando chove neste tipo de piso? Nas lajes de cimento. Então digam-me lá que tipo de piso é melhor que a calçada portuguesa porque até agora não vi nada. 


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tempos modernos


Bate leve, levemente,

Como quem chama por mim.


Será chuva? Será gente?


- É chuva.