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quarta-feira, 24 de junho de 2026

 O termómetro marca agora 35 graus, aqui em Inglaterra. 

Mesmo com todo este calor, hoje fui às compras. Fui a várias lojas, supermercados, mas sabia que ia comprar mais coisas em estabelecimentos específicos. Para minha surpresa, acabei por comprar muito mais num onde só entrei para ver se (ainda) tinham piscinas insufláveis para crianças. 

Nessa loja de artigos para o lar gastei £32. 

Na loja seguinte, pretendia trazer um ou dois artigos específicos: sopas em pacote com um prazo de um mês de prateleira, queijos de cabra e brie e pouco mais que isso. A primeira loja era para fazer compras "não comestíveis" e a segunda para snacks e refeições rápidas. Aqui gastei, para meu horror, quase £40. 

Tudo o que comprei na localização 2: onde fui buscar alguns snacks, sopas e queijos. 

E quando fui para retirar a mala do carrinho, percebi que esqueci de passar pelo leitor de código de barras duas latas de bebidas energéticas. Deixei-as lá e trouxe só o que vêm na imagem acima. 


No primeiro supermercado trouxe copos com Noodles. Gosto muito de uma marca que só se encontra naquela loja e um dos sabores que mais aprecio tem estado esgotado. Então quando o vi, decidi comprar a caixa inteira, guardar, e ir consumindo. Logo aí uma compra que era para ser "baixa" subiu £8. Sim, porque a pesar de copos de pasta noodles poderem ser muito caros ou muito baratos, este está dentro do preço médio de £1. 

Estes noodles são mais finos, a massa é macia e tem qualidade acima da média, os legumes são numa proporção mais generosa quando comparados a outras marcas mais generalistas e a quantidade de massa necessária para te encher o estômago pode até ser metade do copo. Tem frutos do mar, milho e a minha favorita: pedaços de couve. Simplesmente bom. 



E a piscina insuflável, razão que me levou a sair de casa?

Bom, prateleiras vazias. Gelados e piscinas insufláveis: Tudo esgotado. Só sobravam mesmo meia dúzia daquelas que poucos desejam. Uma dessas era uma pequena banheira para bebé, por 4 libras. Trouxe, sem me importar muito. Na véspera entrei no supermercado e agarrei as únicas piscinas que haviam já com essa ideia mas quando a tirei da embalagem, media dois metros e o meu quarto deve de ter poucos centímetros a mais que isso - se não mesmo apena 2 metros de comprimento. 

Com mobília e outras coisas, a piscina não cabia. O importante era experimentar colocar uma no quarto porque, realmente, todos os anos em dias de calor, a vontade é mesmo essa e só essa!

Ir muitas vezes refrescar no duche não é bom em casa partilhada e é chato. Mas ter um insuflável pequeno com água para refrescar... não é descabido. 

Estes últimos dias têm sido de um tormento gigante, com o calor que, no meu quarto, dura 24 horas sobre 24h. Mesmo de noite, o calor ainda se faz sentir e até aumenta. A pele do corpo inteiro está sempre com aquela "gosma" que parece que se cola a tudo... Muito desconfortável. Várias vezes tive de ir passar água no corpo rapidamente, no duche, só para desfazer a sensação de pele suada. As duas ventoinhas do quarto - muito pouco potentes e barulhentas, não me prestaram grande auxílio. Mesmo sem luz acesa, para não aquecer, meu quarto é uma fornalha. Quando no resto da casa as pessoas se queixam do calor, é porque não fazem ideia que este duplica no meu cantinho. Porque para mim a temperatura da casa é refrescante, comparada àquela onde tenho de ficar. 

Por isso optei pela piscina insuflável. Uma ideia que já me tinha ocorrido o ano passado - mas não arrisquei. E quase que não fui a tempo porque este ano, assim que começam a encher as prateleiras com os produtos da época, o melhor é comprar primeiro e pensar depois. Porque desaparece tudo. Foi assim que comprei uma geladeira de praia em Maio. Se fosse agora à loja a procura, já não existe. Desapareceu de imediato. Se a vou usar? Provavelmente uma ou duas vezes daqui a uns anos e não já. Ainda assim é algo prático que pode vir a ser subitamente necessário e depois é difícil de encontrar...  Custou umas 4 libras e vem com uma peça de ir ao congelador para manter a base refrescante. Por isso acho que vale o investimento.

Ficar em casa a transpirar ano após ano sem procurar solução, é que vi que é parvoíce. 

Cheguei a casa, arrumei tudo no sítio, tirei a mangueira comprada há dois anos, encaixei nas extremidades as peças que permitem unir mais um pedaço de mangueira e com uma pistola de inox para usar na vez do jato de água no bidé, fui até às janelas do quarto e comecei a lavar e a limpar toda a sujidade. Ao mesmo tempo, estava a refrescar-me e a ganhar "tempo" ao calor, refrescando as paredes quentes como chapa de fogão e o telhado debaixo da minha janela, que emite calor extra para dentro do quarto. Fui buscar a ventoinha de teto que comprei na mesma ocasião, fui buscar o casquilho adaptador sem o qual não a podia conectar e pronto: tenho agora uma ventoinha idêntica aquelas de pé a atirar ar fresco na minha direcção e da forma que mais gosto e raramente tenho: silenciosamente. 

Aproveitei que tinha a mangueira no quarto, insuflei a piscina de bebé e meti-lhe água.
Devo dizer-vos que é uma EXCELENTE ideia!



E recomendo que façam o mesmo, se se virem numa aflição e com essa necessidade. Não coloquem é perto de nenhuma tomada eletrica, tenham cuidado. O quarto não é um lugar muito apropriado mas desde que se saiba o que se faz, qualquer lugar é bom. Aqui em inglaterra todos os pisos, tirando o do WC e o da cozinha, são alcatifados. 

Por mais que se aspire e limpe e pareça limpo, sabe-se que é só um armazém de germes. E se a carpete ficar molhada, não é bom... Mas desde que se saiba o que se faz, ou seja, desde que nenhuma gota de água caia onde não deve, RECOMENDO. 

Estava agora com muito calor. Meti os pés na "piscina" com água e fiquei muito fresca. Este é o tipo de coisa que aqui é bastante barata. A piscina insuflavel de dois metros de ontem custou-me 15 libras. "Carote" mas um dia será prática. Quando tiver um jardim só para mim ahahah. Ou convidar crianças para passarem uma tarde de calor a brincar na água...

Bom, "sonhos" que um dia tive e que não se concretizaram.
Mas na minha cabeça as coisas ainda têm essa serventia. 

RECOMENDO para combater o calor, que usem um balde rectangular, uma travessa funda ou insuflam uma piscina de plástico para poderem se refrescar dentro de casa de forma rápida e cómoda. 


Quais os vossos truques para combater estes quase 40 graus de calor?


quinta-feira, 16 de abril de 2026

 

Existe um fenômeno social que considero interessante aqui no lugar onde vivo.

Quando o tempo melhora um pouco e fica solarengo, basta uma curta caminhada pelas ruas locais para notar que ha algo de diferente no tipo de pessoas com que, no dia-a-dia geralmente nos deparamos.  

O olhar não tem por onde mirar sem ver pessoas com limitativas capacidades. É cadeiras de rodas pela esquerda, direita, frente, trás... Ora já adulto, ora criança. O fato é que me pergunto ONDE ANDAM estas pessoas em todos os outros dias do ano. Por casa? 

Não se percebe a quantidade de pessoas que vivem desta maneira até o sol da Primavera aparecer. E subitamente, elas são muitas. 


sábado, 8 de abril de 2023

Sexta-feira santa - feriado com sol entre semanas de chuva

 

Que bom que é quando podemos realizar uma vontade. E aquela que vinha a ter era passear, conhecer outros lugares. Para espairecer daquele onde estou. 

Estava decidida a ir fazer uma caminhada muito longa, de cidade para cidade costeira, por verdejantes colinas. Tinha tudo planeado mas, no último minuto, descobri que me equivoquei e tudo desmoronou. Fiquei sem chão, a querer desesperadamente cumprir a minha missão: IR A ALGUM LADO ONTEM, sexta-feira Santa. 

Não só por ter existido o "milagre" de ter o meu serviço dispensado por ser feriado - mas porque, segundo todas as previsões sobre o tempo, seria o único dia com SOL para esta e as próximas semanas. 


São sete da manhã e desde que amanheceu que vejo nevoeiro e o céu carregado lá fora. Sente-se um frio gelado e vento. Portanto, se fiz bem sair do trabalho às 6.30 da manhã diretamente para o autocarro, para depois não ir para casa e comprar uma passagem de comboio para Londres?

Claro que fiz. 

O tempo esteve muito bom (para os parâmetros daqui). Sol o tempo todo. Com excepção de quando me encontrava sentada na ainda meio enlameada colina de Primerose Hill, perto do Zoo de Londres, a avistar a vista da cidade recomendada por um colega. Foi aí que, não suportando mais o calor, enfiei a T-shirt que trazia comigo pelo pescoço abaixo, conseguindo a primazia de o fazer sem despir a camisola de pelúcia vermelha que uso como "uniforme". Enfiei pela cabeça a baixo, depois tirei o braço da manga da camisola vermelha e enfiei o braço em duas laçadas: a t-shirt e a camisola. Repeti o processo do outro lado e pronto: tinha duas vestidas, despi a de fora. 


Nesse preciso instante as nuvens cobrem o sol e a colina ficou à sombra. Enquanto me mantive sem o kispo e apenas de T-shirt, o sol abrasador que vinha a sentir desde que iniciei viagem, não deu ares de si. Andei colina abaixo, em direcção ao Zoo, atravessei a ponte para o outro lado do Regents Park, na esperança de encontrar a beleza que vi outrora, mas depois de muito caminhar, meus pés de pé desde as cinco da tarde do dia anterior, queriam descansar. Vi uma tábua lisa a servir de banco e sentei-me. Puxei de um livro que comprei e pus-me a ler. Só que as costas precisavam de apoio, por isso deitei-me na tábua, mochila a servir de almofada e li. Quando me cansei, decidi caminhar para o mercado de Camden, um local que gosto e onde me sinto confortável. Tive de voltar para trás e decidi seguir pelo rumo do traçado do canal - existe um canal de água com passeios de barco que liga Camden ao centro de Londres. Decidi que era por ali que queria fazer o percurso. E foi maravilhoso. 


Este passeio não podia ser adiado "para outro dia". A previsão do tempo só indicava ontem, sexta-feira santa com sendo um dia com sol e boa temperatura. Pode já ser primavera, mas o tempo ainda insiste que é inverno. Chove praticamente todos os dias. Era ontem ou nunca. 

Quando notei que fazer a caminhada costeira pelas colinas das seven sisters - o meu plano inicial, tinham saído logrados, fiquei de rastos. Até me vieram lágrimas aos olhos. É tão difícil saber o que fazer com os recursos limitados que tenho e na condição em que estou (sozinha). Tinha encontrado uma actividade que me entusiasmava. Mal podia esperar por a fazer. Fui trabalhar sabendo que, logo à saída, ia começar a minha aventura. Não ia dormir, ia aproveitar o sol. 

Mas o colega que ficou de me dar boleia desapareceu. E com isso os meus planos foram por água a baixo. Ele ia levar-me até Brighton - uma cidade costeira que é um ponto de ligação com outros locais, e daí eu apanharia um autocarro para as colinas brancas de nome Seven Sisters. 

Sem a boleia, teria de apanhar um autocarro até a cidade e daí outro para Brighton. Este leva duas horas no percurso. O propósito da boleia era somente esse: encurtar consideravelmente o tempo dispensado para chegar lá, a metade do caminho. Saí do emprego às 6.30 da manhã. O primeiro transporte para Brighton só estava disponível às 10:30! Nem tinha percebido que dependia tudo de uma boleia, era apenas para me facultar mais tempo para usufruir do local sem ter de olhar para o relógio. Sempre existem autocarros com partidas matinais. Mas como foi sexta-feira santa, feriado, os horários também deixaram de ser disponibilizados na sua amplitude habitual. Em vez de partir cedo, o primeiro horário passou para as 10.30 da manhã! Mais o percurso de duas horas para Brighton seriam 12h30. Chegada lá, teria de apanhar outro autocarro em direcção às colinas: hora e meia. Na melhor das hipóteses, seriam quase 2 da tarde quando ia poder ser possível começar a caminhada. Como o último transporte de regresso era as 17h, em Brighton, e das colinas até lá levaria outra hora e meia- na melhor das hipóteses, não me sobraria nem uma hora - que é o que leva para caminhar até a falésia. Na prática, não tinha nem um minuto disponível para fazer o passeio. 

Fiquei de rastos! Até me vieram lágrimas aos olhos. Estava convicta de que ia ter o prazer de renovar as minhas energias naquela caminhada. Trabalhei desde as 5 da tarde até aquele instante, motivada por aquela actividade pós-trabalho. Tanto planejamento, tudo por água a baixo. Fiquei decepcionada por ter sido roubada disso por um colega que podia, facilmente, ter-me dado a boleia. 

 No meio desta desilusão, pensava nas minhas opções. Ir para casa? Não! A casa não é um lar. É um sítio onde sei que vou me deparar com uma pessoa má, que me segue por todo o lado, que faz joguinhos, que me impede de ser quem sou e me força a estar demasiado centrada na sua existência. Mais que tudo, queria exatamente FUGIR disso. Daí todo o propósito de precisar de passear. 

Quando o autocarro até casa me largou na cidade, continuei a andar em frente até a estação de comboios. Supresa por já estar activa, entrei, falei com um bilheteiro que revelou estar cansado de responder a perguntas e lidar com pessoas. Depois de saber que um bilhete de ida e volta para Londres custava 20 libras (por ser feriado é que SÓ custa 20 libras - disse-me ele com ar de quem não aguenta mais a reacção do público) segui o meu instinto de «fugir» para outro lugar para que a pessoa que ainda tenho dentro de mim possa se satisfazer e ficar menos condicionada pelo que me rodeia. 

Nuns impressionantes 50 minutos, estava em London Bridge. Ia sem destino e sem propósito. O que inicialmente me causou receio. Receio de não me apetecer estar em Londres e de não sentir qualquer prazer nisso. Mas o tempo - ensolarado, ajuda a levantar os ânimos. Não acham?

Caminhei na direcção que o meu instinto e curiosidade me quis levar. Mas primeiro, um WC. Não vi placas a indicar nenhum, pelo que tive de perguntar a um funcionário que controla as passagens pelos portões de entrada com bilhete. Uma coisa tem de se dizer de Londres: AO CONTRÁRIO do bilheteiro da estação de comboios local, todos os funcionários Londrinos são exímios a dar informações. Fazem-no sempre com aparente gosto em ajudar. Simpatia, boa informação. Uma delícia. E olhem que eles são bombardeados por centenas de pessoas. Alguns de segundo a segundo. Não pára. Dirijo-me a funcionários com uniforme que pareciam estar fora de serviço, a aguardar algo. Ainda assim, escutam, prestam atenção, consultam os horários e informam bem, aconselhando e indicando a melhor escolha, e desejando um bom dia cheio de simpatia. 

Gosto de Londres por causa disso. Vejo pessoas normais, a agir de forma normal. Que não "esquentam" quando uma brisa passa. A maioria culta, interessada, educada. Para mim o cartão de visita de Londres são estas pessoas, a normalidade dos comportamentos. As conversas com que esbarro são normais, também. Onde vivo tudo é mesquinho. É curioso, que era isso que o bully da primeira casa sempre me repetia: "Sai desta cidade, aqui todos são mesquinhos. A mentalidade das pessoas. Ninguém presta. É tudo lixo." - dizia ele. Só que ele também era mesquinho, com uma mentalidade egoísta e vingantiva. Tinha como propósito de vida alcançar status superior, por enquanto só o aparentava dentro do local de trabalho. Talvez devesse ter-lhe dado mais crédito neste patamar. Afinal, é preciso um para reconhecer todos. 

Adiante. 


A ida improvisada a Londres proporcionou-me a serenidade que procurava. O tempo estava bom e quente. A normalidade dos comportamentos serenou o absurdo que constato no dia a dia, principalmente dentro de casa. Pessoas a fazer jogging, turistas, tudo parece normal. 

Quando me mudei para Inglaterra, não quis viver em Londres. Farta de cidade grande estava eu. Senti prazer na ideia de morar num lugar mais tranquilo, pequeno, com casinhas e jardins. Não conhecia era a realidade social destes locais. Talvez não deva julgar todos os locais pequenos, vilarejos etc, por esta amostra. Mas a verdade é que FANTASIAMOS os vilarejos como locais idílicos, cheios da beleza da natureza, com algumas pessoas a viver nele, que são pacíficas, amistosas, hospedeiras, humildes, bem educadas, cheias de valores, justas, amigo do amigo. 

Não é bem assim. Muitas vezes são fechadas no seu próprio mundinho, que é pequeno, tal como é a visão e percepção das coisas. Podem ser mesquinhas, aversas a estranhos, dados a fofoquice constante porque é isso que consideram a actividade social habitual. 

Cidade grande tem fama de ser fria. Pessoas indiferentes umas às outras. Isoladas. Concentradas nas suas vidas, com pouco tempo para olhar em redor. 

Mas olhem: aqui nesta pequena quase-cidade, as pessoas são indiferentes também. Existe muito sem abrigo. Passam por eles como todos na grande cidade passam. Existe muita juventude demasiado agarrada a charros, drogas, bebida.  

sexta-feira, 24 de abril de 2020

A natureza que me prende ao chão


Uma das coisas para as quais gosto de olhar, é a natureza. Anteontem passei uns minutos sentada na relva do jardim. Só escutava o som dos pássaros. Com o calor do sol a tocar-me nas costas, a aragem a sobrar gentilmente, os cantos e o som do vento a passar pelas agulhas do alto pinheiro. Tudo culminou num tão simples mas maravilhoso momento. 


Estar em contacto com a natureza sempre foi um bálsamo para mim. Pensamentos negativos distanciam-se, começa-se a ver o copo meio cheio. Quando digo natureza, não me refiro apenas ao campo visual. É um todo. São os cheiros, é a luz, é o ar e o vento. E, claro, tem também as flores.

Os amores-perfeitos que plantei o ano passado no jardim
(em forma de coração) Longe de imaginar aquilo pelo que o meu ia passar 


A caminho do emprego ontem, tive de parar uns instantes para tirar fotografias às cores e beleza que encontrei. O contraste entre beleza e o momento que vivemos não impede a natureza de continuar a florescer. Digam-me lá se não sabe bem deparar com estas maravilhas.


Camélias?

Este rosa é tão vibrante que chamou por mim à distância


Onde o rosa choca com o vermelho

Que bonita mescla de Cores




Mais destas maravilhas rosas no jardim de uma casa.
Parecem querer transbordar para o exterior

Num canteiro, perto do emprego




segunda-feira, 16 de março de 2020

Dia de sol que esconde desgraças


É pena que num dia tão bonito como este exista uma ameaça mortal ao virar da esquina.


E acabei de saber que perdi o emprego.

sexta-feira, 6 de março de 2020

Não me canso de olhar o céu

Esta manhã acabada de sair de casa, reparei no céu e... huau

Achei-o lindo!
Fotografei.



Há saída do emprego, mais uma vez fiquei em êxtase com o céu. E o sol? Como podia estar sol se tinha chovido sem parar há três dias? Que bênção! 
Tirei fotografia.


Mas o dia não tinha terminado. Fui contactada para ir trabalhar no meu segundo emprego. Decidi ir. A caminho, olhei para o céu e avistei um OVI - um "objecto voador não identificado". Fiz filme.


Chamei-as de "os ratos do ar" e é o nome perfeito. A maneira como se movimentaram  pelo arvoredo calculadamente, organizadamente, em pequenos grupos, da primeira árvore até à mais distante, como que a temer um predador, como que a protegerem a retaguarda e assegurando uma segura chegada. Foi de uma beleza e precisão incalculável. De causar inveja a qualquer grupo de ginastas olímpicos.

À saída desse emprego, o céu voltou a exercer os seus encantos sobre mim. Foi a lua... linda, deixando que se visse as suas linhas, que chamou o meu olhar. E desta vez disse: tenta lá tirar-me uma fotografia! Não consegui que saísse bela... como é e merecia ser vista.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Branca como um fantasma


Simpatizei com a beleza da atriz principal de um filme que estava a ver. Reparei no canto dos olhos, azuis e grandes como faróis, mas que exibiam uma tristeza (representada) que, por algum motivo, a tornava ainda mais bela. Não tinha uma ruga. Todo o rosto pareceu-me genuinamente dotado da elasticidade da juventude. 

Mas a beleza dela estava a falar comigo por outro motivo, e rapidamente percebi qual: a candura da pele. 


Há tempos, muitos anos idos, era eu que exibia aquela candura. Tanto que ganhei uma alcunha relacionada com a brancura "excessiva" da pele. 

Este verão senti vontade de apanhar um pouco de cor nas pernas e ombros. Porém, hoje, senti saudade daquela beleza branca, cândida, pura, jovem, com a qual ainda me identifico. O tempo não volta atrás mas certamente existe quem saiba como criar essa ilusão! Pois curiosa pela total ausência de rugas no rosto da atriz e por achar que tinha a pele tão jovem, decidi googlar a sua idade.  Qual foi o meu espanto quando vi que tem a mesma idade que eu!!!

Opá! Ela que partilhe aqui com a malta o que é que fez para criar essa ilusão de ser mais jovem, e de eliminar do seu rosto as marcas da flacidez que os 40 começa a introduzir no corpo da gente...

Vendo fotografias suas mais antigas , dá para perceber que o rosto era jovem sim, mas mais natural. Neste filme de 2018, aparece perfeita. O cabelo negro, sempre apanhado, fica-lhe bem porque a sua pele é branca calva e os olhos azuis dão um ar leve e simpático. As sobrancelhas parecem estar desenhadas para lhe tornar o rosto perfeito. 

Fiquei com um pouco de saudade de uma parte de mim que já fez parte da minha identidade como pessoa. 

E subitamente fiquei com vontade de regressar ao tom de pele "branca como um fantasma"!
Independentemente de tudo, há que celebrar as diferenças.



sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Senti-me sensibilizada




Foi assim que encontrei as flores que havia deixado no exterior junto à parede do jardim. Protegidas do frio e da geada por estas traves de madeira. Esta simples visão sensibilizou-me. Gostei deste gesto de atenção e cuidado. 

Depois percebi porquê. E é tão simples. Foi a primeira acção simpática que alguma vez recebi na casa. Acho mesmo que foi a primeira. 

Deve ter sido o senhorio, uma vez que o vi no jardim quando ali as deixei antes de sair de casa apressadamente para o emprego.

Algo tão simples e no entanto sensibilizou-me de uma forma que não contava.

Já faz uns dias que as havia comprado. Ontem, pela manhã, com o sol que brindou o dia, fiz questão de plantá-las. Não sabia onde as queria por, nem como as dispor. Fui por instinto. Quarenta buracos cavados na terra e 40 plantas depois... resultou nisto:



O que acham

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Branca de Neve



Quando estive em Portugal estive dois dias a tentar uniformizar o bronze. 
Passo a explicar: aqui na chuvosa Inglaterra, também há sol. Vai que apanhei um pouco durante o verão, só por andar na rua. Quando fui a ver, tinha os braços a "condutor de automóvel" - bronzeados onde a manga da T-shirt não tapa e totalmente branquinha no restante.


Ora, eu sou muuuuito branca. Porém, acho que com a idade, se apanharmos sol, a pele não recupera a brancura original. Pelo menos foi a conclusão a que cheguei nos anos anteriores com os pés! Ahaha!! Bastou um passeio costeiro de calças arregaçadas e pronto: os pés até meia-perna mais os braços até a t-shirt ficaram "cor-de-bronze" e o resto do corpo branco-fantasma-translúcido consigo-ver-te-as-veias tipo de pele.


Virei um "colibri": era multicolor, dependendo das áreas de pele que tinham ficado a descoberto no verão anterior.


Tive de tomar uma decisão: ia preservar a minha brancura ou submetê-la aos poderes do sol e tentar ganhar uma cor? Optei pela segunda. Sabem há quanto tempo não fazia praia? Desde que era pré-adolescente. Sempre gostei de estar na praia, da maresia, do vento, do cheiro - mas nunca gostei de fazer praia ou torrar ao sol. Nem de andar quase sem roupa. Preferia andar mais vestida que despida e isso sempre era apontado como um comportamento incorrecto. "Fica mal" - diziam-me, não tirar a camisa, não estar somente de biquini ou de fato de banho. Mas não me sentia confortável. Felizmente tenho reparado que esse preconceito está a cair em desuso: cada vez existem mais pessoas na praia com roupa! Calções, t-shirts... mesmo vestidas dos pés à cabeça. E eu acho isso bem! Não se pode continuar a descriminar as pessoas que gostam de ir à praia vestidas :DD

Dispondo apenas de dois dias para ficar na praia, temi não conseguir uniformizar nada. Por isso não apliquei protector solar logo na primeira exposição. Após umas três horas perto do oceano, senti as pernas a queimar, e foi aí que me retirei do sol. Mas já era tarde: fiquei "escaldada"! Dias depois a pele começou a fazer flocos e decidi que é uma estupidez não aplicar protector solar. Até porque o bronze vem com ele.

Em resumo: hoje olho para os meus ombros e noto um ligeiro tom dourado, que, a combinar com as minhas pernas, tornam o meu aspecto algo mais uniformizado. Além disso, a maldita depilação que me atormentava por os pêlos já estarem à vista ainda nem tinham saído da epiderme, também saiu beneficiada. É impressão minha ou o sol retarda o crescimento?

Bom, e é isto.
Não quero maçar os poucos que me lêm só com histórias tristes.
Pelo meio, tento ter alguma coisa idiota para dizer, ahah!

Tenham uma excelente sexta-feira!

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Chuva, chuvinha, chuvão


Spitting, drizzling, scattered, sunshine.

Atravessar o parque não demora mais do que seis minutos. Mas nesses seis minutos, estava a chuviscar. Depois passou. Não havia mais precipitação. O que durou apenas uns sete passos, uma nova nuvem, quem sabe? E já estava a chover um pouco mais forte. Drizzling - dizem aqui no UK. Não demorou mais que um minuto, e tudo voltou aos chuviscos (Spitting). Que subitamente se tornaram "scattered" (chuva forte). E tão depressa como tudo chegou e foi, apareceu o sol e sumiu a chuva. 

É assim o UK.
E eu adoro, confesso.


O CÉU FOTOGRAFADO COMIGO NO MESMO LUGAR, 
APONTANDO A CAMERA EM DIRECÇÕES LIGEIRAMENTE DIFERENTES





terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Yes


Queria sentar-me no topo então coloquei o pé em cima do degrau e tomei impulso. Fiquei com o rabo elevado e a cabeça para baixo. De imediato o meu olhar parou na única palavra ali grafitada: "Yes".

Devido à posição em que me encontrava, deduzi a razão que levou alguém a escrever ali a palavra. É que se está no alto a olhar para um precipício. O olhar só vê esse precipício. Ora, o que uma pessoa a olhar para um precipício pode temer ou pensar? 




Teme cair ou pensa em se atirar. E daí achar que aquele singelo "Yes" não tinha nado de inofensivo. Foi colocado estrategicamente para alimentar ideias suicidas. 


Mas uma vez sentada, esse pensamento desapareceu e a paisagem tomou conta. Foi no miradouro de Santa Luzia, em Lisboa, talvez também conhecido por Miradouro das Portas do Sol, devido à proximidade de um e outro. 




E vocês, o que acham que pode significar o yes?

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Portuguesinha está de regresso


Novidades, pessoal, novidades: A Portuguesinha está em Portugal!

Pois é...
Estou para ficar um pouco, mas tenho bilhete para voltar.
Só não retorno se, por um fantástico golpe de sorte, a situação laboral mudasse para algo fantástico.

Enquanto isso... as saudades! Vão ser eliminadas.
As férias que não tirei vão ser aproveitadas agora. E sinto-me feliz.
Por ter de volta a luz desta cidade, da qual senti saudade.
Já me acostumei ao clima inglês mas a identidade deste sol!!!


Sei que está frio e vento mas é como se fosse primavera.
As cores são mais vivas, a luz é mais forte... tudo em Portugal é mais intenso! É assim que explico a diferença de um país par ao outro. Cá quando dá sol, é forte, é luminoso, é intenso. Quando chove cai grossa, ruidosa, oblíqua ou suave, delicada... Lá tudo é mais blasé. As gotas de chuva são finas, gostam de cair direitas, sem causar muito ruído e sem ficar por muito tempo. O sol espreita mas esconde-se no mesmo minuto. Aqui ele é mais decidido! 


Lá deixei árvores caducas, passeios cravados de folhas secas, chuviscos constantes, temperaturas baixas e... a escuridão das 16.30h. Ah, como não sinto saudade disso! Gosto de ter claridade, como gosto da luz de Portugal!


Sei que vim e o sol vai ficar a acompanhar-me.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

São Pedro APAIXONOU-SE


São Pedro apaixonou-se...
Por mim!


Então o malandro faz de tudo para chamar a minha atenção. Tal e qual um adolescente pueril, cada vez que se aproxima a minha folga, ele parece que vai dar sol, mas manda chuva. 

Durante toda a semana passada as redes sociais anunciaram que o Reino Unido ia ter esta semana a maior onda de calor dos últimos anos - vejam só - dos últimos anos. E assim que estou quase a ir de folga o tempo dá ares de mudança. No dia de folga o que São Pedro faz? Manda chuva!

E da grossa.



E o que eu fiz a São Pedro?
Fugi das investidas dele.


Corri para o sol. Fugi das nuvens. Afastei-me uns quilómetros e ele mandou trovoada e chuva torrencial. Corri para o lado oposto e ainda lhe apanhei uma abertura de hora e meia de claridade sem pluviosidade.



Foi muito bom.
Finalmente, uma réstia de sol quando parece que está sempre a chover.

sábado, 17 de junho de 2017

Sabem quantos graus por aqui?


Quando saí do emprego às 17h, entrei no autocarro com intenções de seguir para casa. Mas em segundos soube que ia era ao centro comercial. É que no autocarro estavam 42º centígrados e sabia que no centro comercial ia sentir uma brisa refrescante de ar condicionado!

 Enquanto que o autocarro... Bom, falamos muito mal dos nossos de Lisboa mas deixem-me dizer que por cá são super descarados. Enquanto os nossos, muito de vez em quando, lá têm o ar condicionado de facto a funcionar, por cá reparei de imediato que, podem-se apanhar 20 por dia, NENHUM terá ar fresco. É tudo faz-de-conta.


No inverno sabem ter o termostato bem quentinho. Mas não estão NADA preparados para os dias de verão. Entretanto, já vi lagostas. Não sei como mas, com apenas um ou dois dias de sol, já vi um casal de brancos que viraram vermelhos. 



Pelo sim pelo não, aproveitei a ida ao centro comercial para comprar algo que já me apetecia em Dezembro: Gelado? Não: protector solar. Fator 50 e tudo o mais que tiver. Eu é que não vou ficar lagosta!!

Este calor de bafo do Inferno faz-me lembrar a praia...


E como estava com fome fez-me lembrar as sandes de ovo mechido...


Como caem bem quando está calor!!
Saídas da arca frigorífica então... com uma folha de alface. Ai, que delícia!!

Quando penso que a maioria das pessoas associa a bola de berlim a tais prazeres, enjoo. 

Só de imaginar aquele creme de ovo que, em qualquer outro lugar, adoro, sob o calor da praia... E a sede que sempre me deu praticamente à primeira dentada naquela massa seca da bola de berlim... ou aquela súbita sensação de doce em excesso do açucarado creme... Blhac! Minha rica sandoca de ovinho mexido fresquinho com a folhinha de alface crocante!!



Mas pronto... Gostos são gostos. 
Enquanto isso, a ver se não me esqueço de começar a aplicar o protetor solar. É que eu compro estas coisas e até gostaria de as usar. Mas não crio o hábito... Agora tem de ser, porque a pele é de veludo a querer ganhar rugas e a tolerância a este bafo dos infernos nunca foi coisa que me aprazasse. 

Sempre um protetor solar, ahahah! 


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Uma viagem à muito aguardada

Nesta terça-feira veio o sol.
E também melhorei da condição que me fazia sentir cansada e adoentada.

Decidi ir dar um passeio até uma cidade costeira. Passeio à muito desejado e constantemente adiado.

Acordei cedo (na realidade nem dormi) e pelas 9h da manhã entrei num desses autocarros altos, de dois andares.



Fazia anos que não andava num. Fui direta ao piso superior e sentei-me no assento da frente. A vista e a viagem foram do melhor. Deu até para tirar uma fotografia de qualidade saver-screen/ambiente de trabalho.

Cheguei à cidade costeira. Existiam tantas gaivotas a pairar por todo o lado que às tantas senti-me a jovem Lana (Conan - o rapaz do futuro). Só que a minha TiKi é portuguesa e ficou em portugal. E é quase do tamanho de uma cegonha!


Depois fui dar um passeio de barco. Embarcação em madeira, tradicional, em razoável estado de conservação.



Por fim sentei-me no areal, junto à água. Até deu para fazer uns castelos com a areia...


Mas estava na hora do almoço e dirigi-me a um fish&ships local. Só que aí vi uma barraquinha a vender frutos do mar e não resisti: lá comi um delicioso camarão!


De pança cheia nada melhor que voltar a relaxar... Nestas cadeirinhas disponíveis para quem quisesse.



E como o dia era para as crianças não faltaram diversões. Tipo... feira Popular! E para quem quisesse, casino também. Tudo ali, no mesmo sítio. Comida, diversão e relax...


A multidão era tanta que seria de julgar que se tratava de um dia de fim-de-semana durante as férias de Agosto! Mas não. A malta só estava era farta de não ter o que fazer após a «seca» do encerramento da Páscoa...


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A luz de Lisboa é especial


Já cá estive para vir umas seis vezes, com temas diversos para debater. 
Mas outras coisas se meteram pelo meio.

As férias estão a terminar.
E posso dizer que, não tendo sido férias, souberam bem. Talvez melhor do que se fossem.

Dois dias depois de chegar, a tosse começou a escassear. Parece que já «estou boa». Vou tirar a prova dos nove quando regressar para aquele quarto húmido e gélido, naquele país de luz escassa.

O que mais gostei da minha temporada por cá?
Da LUZ.



Senti saudade desta luz lisboeta - de facto única. 
Enchi o espírito com ela para levar comigo, pois quero que dure mais tempo. É uma pena não se conseguir engarrafar a luz do sol. Para a poder abrir num belo dia cinzento e depressivo.

sábado, 19 de março de 2016

a BELEZA de um dia de chuva

Saí para a rua naquele que prometia ser um dia invernoso de intensa chuva. Espreitei o tempo pela janela e vi o céu cinzento de nuvens. Estava a chover. No entanto senti que aquele dia estava lindo. A vontade de ir ao seu encontro foi maior que o que as nuvens prometiam.

E então, após o almoço lá fui...
E assim apareceu o sol, o dia tornou-se luminoso, radiante e, embora ainda chuvoso, mal se deu pelos pingos de chuva.

Foi então que os avistei tão bonitos... aos pingos da chuva. Munida com o meu recém-recuperado smartphone, procurei registar algo fantástico, que estava por todo o lado: a primavera a brotar entre o inverno







FELIZ DIA DO PAI!