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quarta-feira, 24 de junho de 2026

 O termómetro marca agora 35 graus, aqui em Inglaterra. 

Mesmo com todo este calor, hoje fui às compras. Fui a várias lojas, supermercados, mas sabia que ia comprar mais coisas em estabelecimentos específicos. Para minha surpresa, acabei por comprar muito mais num onde só entrei para ver se (ainda) tinham piscinas insufláveis para crianças. 

Nessa loja de artigos para o lar gastei £32. 

Na loja seguinte, pretendia trazer um ou dois artigos específicos: sopas em pacote com um prazo de um mês de prateleira, queijos de cabra e brie e pouco mais que isso. A primeira loja era para fazer compras "não comestíveis" e a segunda para snacks e refeições rápidas. Aqui gastei, para meu horror, quase £40. 

Tudo o que comprei na localização 2: onde fui buscar alguns snacks, sopas e queijos. 

E quando fui para retirar a mala do carrinho, percebi que esqueci de passar pelo leitor de código de barras duas latas de bebidas energéticas. Deixei-as lá e trouxe só o que vêm na imagem acima. 


No primeiro supermercado trouxe copos com Noodles. Gosto muito de uma marca que só se encontra naquela loja e um dos sabores que mais aprecio tem estado esgotado. Então quando o vi, decidi comprar a caixa inteira, guardar, e ir consumindo. Logo aí uma compra que era para ser "baixa" subiu £8. Sim, porque a pesar de copos de pasta noodles poderem ser muito caros ou muito baratos, este está dentro do preço médio de £1. 

Estes noodles são mais finos, a massa é macia e tem qualidade acima da média, os legumes são numa proporção mais generosa quando comparados a outras marcas mais generalistas e a quantidade de massa necessária para te encher o estômago pode até ser metade do copo. Tem frutos do mar, milho e a minha favorita: pedaços de couve. Simplesmente bom. 



E a piscina insuflável, razão que me levou a sair de casa?

Bom, prateleiras vazias. Gelados e piscinas insufláveis: Tudo esgotado. Só sobravam mesmo meia dúzia daquelas que poucos desejam. Uma dessas era uma pequena banheira para bebé, por 4 libras. Trouxe, sem me importar muito. Na véspera entrei no supermercado e agarrei as únicas piscinas que haviam já com essa ideia mas quando a tirei da embalagem, media dois metros e o meu quarto deve de ter poucos centímetros a mais que isso - se não mesmo apena 2 metros de comprimento. 

Com mobília e outras coisas, a piscina não cabia. O importante era experimentar colocar uma no quarto porque, realmente, todos os anos em dias de calor, a vontade é mesmo essa e só essa!

Ir muitas vezes refrescar no duche não é bom em casa partilhada e é chato. Mas ter um insuflável pequeno com água para refrescar... não é descabido. 

Estes últimos dias têm sido de um tormento gigante, com o calor que, no meu quarto, dura 24 horas sobre 24h. Mesmo de noite, o calor ainda se faz sentir e até aumenta. A pele do corpo inteiro está sempre com aquela "gosma" que parece que se cola a tudo... Muito desconfortável. Várias vezes tive de ir passar água no corpo rapidamente, no duche, só para desfazer a sensação de pele suada. As duas ventoinhas do quarto - muito pouco potentes e barulhentas, não me prestaram grande auxílio. Mesmo sem luz acesa, para não aquecer, meu quarto é uma fornalha. Quando no resto da casa as pessoas se queixam do calor, é porque não fazem ideia que este duplica no meu cantinho. Porque para mim a temperatura da casa é refrescante, comparada àquela onde tenho de ficar. 

Por isso optei pela piscina insuflável. Uma ideia que já me tinha ocorrido o ano passado - mas não arrisquei. E quase que não fui a tempo porque este ano, assim que começam a encher as prateleiras com os produtos da época, o melhor é comprar primeiro e pensar depois. Porque desaparece tudo. Foi assim que comprei uma geladeira de praia em Maio. Se fosse agora à loja a procura, já não existe. Desapareceu de imediato. Se a vou usar? Provavelmente uma ou duas vezes daqui a uns anos e não já. Ainda assim é algo prático que pode vir a ser subitamente necessário e depois é difícil de encontrar...  Custou umas 4 libras e vem com uma peça de ir ao congelador para manter a base refrescante. Por isso acho que vale o investimento.

Ficar em casa a transpirar ano após ano sem procurar solução, é que vi que é parvoíce. 

Cheguei a casa, arrumei tudo no sítio, tirei a mangueira comprada há dois anos, encaixei nas extremidades as peças que permitem unir mais um pedaço de mangueira e com uma pistola de inox para usar na vez do jato de água no bidé, fui até às janelas do quarto e comecei a lavar e a limpar toda a sujidade. Ao mesmo tempo, estava a refrescar-me e a ganhar "tempo" ao calor, refrescando as paredes quentes como chapa de fogão e o telhado debaixo da minha janela, que emite calor extra para dentro do quarto. Fui buscar a ventoinha de teto que comprei na mesma ocasião, fui buscar o casquilho adaptador sem o qual não a podia conectar e pronto: tenho agora uma ventoinha idêntica aquelas de pé a atirar ar fresco na minha direcção e da forma que mais gosto e raramente tenho: silenciosamente. 

Aproveitei que tinha a mangueira no quarto, insuflei a piscina de bebé e meti-lhe água.
Devo dizer-vos que é uma EXCELENTE ideia!



E recomendo que façam o mesmo, se se virem numa aflição e com essa necessidade. Não coloquem é perto de nenhuma tomada eletrica, tenham cuidado. O quarto não é um lugar muito apropriado mas desde que se saiba o que se faz, qualquer lugar é bom. Aqui em inglaterra todos os pisos, tirando o do WC e o da cozinha, são alcatifados. 

Por mais que se aspire e limpe e pareça limpo, sabe-se que é só um armazém de germes. E se a carpete ficar molhada, não é bom... Mas desde que se saiba o que se faz, ou seja, desde que nenhuma gota de água caia onde não deve, RECOMENDO. 

Estava agora com muito calor. Meti os pés na "piscina" com água e fiquei muito fresca. Este é o tipo de coisa que aqui é bastante barata. A piscina insuflavel de dois metros de ontem custou-me 15 libras. "Carote" mas um dia será prática. Quando tiver um jardim só para mim ahahah. Ou convidar crianças para passarem uma tarde de calor a brincar na água...

Bom, "sonhos" que um dia tive e que não se concretizaram.
Mas na minha cabeça as coisas ainda têm essa serventia. 

RECOMENDO para combater o calor, que usem um balde rectangular, uma travessa funda ou insuflam uma piscina de plástico para poderem se refrescar dentro de casa de forma rápida e cómoda. 


Quais os vossos truques para combater estes quase 40 graus de calor?


quarta-feira, 18 de junho de 2025

Uma pequena consulta médica - algum enfermeiro por aí?

 Se uma pessoa está sempre a beber água mas está desidratada, o que pode significar?

Se uma pessoa mal engole algo já precisa de evacuar, o que quer dizer?

se uma pessoa sente imensa sede depois de evacuar ou sair do duche ou entrar num lugar aquecido, qual a causa?

se uma pessoa bebe água e logo sofre de refluxo gástrico onde só despeja essa água, o que quer dizer?

Bebendo agua enquanto recuperava o fôlego na sala de espera do consultório médico a meio da tarde. Uma enfermeira chamou meu none, conduziu-me ate uma sala que me é familiar. Sentei-me na poltrona e estiquei o braço esquerdo para ser aquele onde espetam a agulha. Esta entra bem, mas o sangue nao escorre. 

A enfermeira pergunta-me:

Bebeu água?

Respondo-lhe que tinha acabado de beber mas que podia beber mais pois tinha a garrafa de água na mala.

Ela remove a agulha sem a tirar da pele e reajusta a posição. Não funciona. Tira a agulha novamente e espeta-a novamente. Não funciona. Nisto quando vai para a remover mais um vez antecipa: "vai fazer barulho".

Tira a agulha e pergunto-lhe o que quis dizer com "fazer barulho". Com o tubo conectado à seringa, ela explica que quando sangue "fica assim" - umas pequenas gotas separadas com espaço entre si podiam se observar no tubo que precede a entrada da agulha - quer dizer que a pessoa está desidratada

Ela afasta-se, talvez para preparar outra seringa e eu aproveito, saio da cadeira e agarro a minha garrafa de água, dizendo que ia beber para ajudar. 

Ela experimenta e espeta-me novamente a agulha no braço. Sai um pouquinho mas deixa de correr. Enfio mais água goela abaixo, incrédula que faça efeito imediato mas, tentar não custa. Ela desiste e pergunta-me se pode tentar no outro braço. Explico-lhe o que venho a dizer a todas as enfermeiras faz décadas: Pode. Mas geralmente, ninguém consegue encontrar as minhas veias no outro braço. Muitos tentaram, falhando. 

Ela tenta, e consegue. Volta a espetar uma agulha no meu braço, enquanto eu, com o outro que fora várias vezes espetado, pego na garrafa de água e volto a ingerir o líquido precioso, na esperança deste fazer fluir o meu sangue com facilidade para dentro dos dois tubinhos que ela anexa à seringa. 

Lá se consegue mas ela acha que tirou pouco. Explica que, cada tubo, permite fazer oito testes. Mas que se for chamada novamente para repetir, é porque a quantidade tirada não foi suficiente para todos os exames sanguíneos. 

O que quis saber foi o que iam testar. "Fígado, açúcar, tiróide" - foi o que conseguir reter. Perguntei se também faziam à vitamina D, pois há dois ou três anos deu que estava deficiente. Respondeu-me que o NHS não faz mais esse teste, pois ficou "provado" que cerca de 80% da população do Reino Unido sofre, a dada altura, de carência de vitamina D e preferem aconselhar as pessoas a tomarem uns suplementos no inverno. 

Desconhecia. Mais uma coisa que o NHS (Sistema Nacional de Saúde) deixa de providenciar. Aos poucos a tendência é, como em toda a parte do mundo, deixar de providenciar muita coisa. 

Ma fiquei "contente" que iam fazer 8 exames ao meu sangue. Tenho andado com muita pouca energia. Se tentar correr, não consigo dar mais que uns tantos passos, uma meia dúzia, até sentir muito cansaço e perder o fôlego. Sei que o tempo não volta atrás e não serei capaz de vencer corridas e correr muito e rápido, como quando criança. Nem pretendo. Mas sei que me mantenho uma pessoa ativa e que a falta de energia, a languidez, a incapacidade de caminhar uma hora na rua sem sentir exaustão deve ter uma causa num problema de saúde menor qualquer. 

É melhor continuar a rastrear a minha tiróide. 

E pronto. Saí de lá com duas bolas de algodão agarradas aos braços com adesivo branco, que chamaram a atenção dos olhares mais curiosos. Pelo caminho de volta a casa, regurgitei quatro vezes, mas só saiu a água que havia engolido. Chegando a casa, descolei as bolas de algodão, que revelaram pequenas pintas de sangue em cada uma e fui tomar um duche. 

A pesar de bastante espetada nos braços por ter veias "muito finas", nenhuma marca negra sequer parece querer surgir.   

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Arte Viva - anoitecer

 Em 1888 Vincent Van Gogh registrou em tela a imagem noturna do rio Ródano, perto de Arles, sul de França. Deu-lhe o nome: Noite Estrelada sobre o Ródano.

E esta é a fotografia que tirei a noite passada.


O reflexo da luz dourada na ondulação fez-me lembrar o quadro. Percebo que paisagens assim seduzem qualquer um, não importa os séculos.


NOITE DE MEIA LUA.
Conseguem detectar o que aparece no campo de visão?



segunda-feira, 30 de março de 2020

De quarentena num espaço desagradável


Vocês não sabem, mas o quarto que alugo ainda não está totalmente terminado da remodelação que sofreu em Dezembro. Para os que não sabem, enquanto viajei para Portugal para lá passar o Natal, o senhorio ficou de derrubar uma parede, para aumentar a área da divisão. Disse ele, várias vezes, que era algo simples e rápido de fazer. Não ia demorar mais que um dia. Duas semanas depois, quando regressei de madrugada, o rosto dos meus colegas de olhos esbugalhados ao me verem, disse-me tudo. Esperavam que eu ficasse aborrecida, porque o quarto ainda não estava pronto. Não tinha sequer a cama montada. Foram precisos mais dias para terminar e pintar as paredes. Eu não fiquei fula. Decidi ser compreensiva e esperei, paciente. 

Só que já estamos em Abril (praticamente) e a minha paciência esgotou-se. Foi substituída por nervos. Nestes quatro meses foram inúmeras as vezes que mencionei ao senhorio que precisava, em particular, de ter as prateleiras montadas. Deixei claro que o resto podia esperar, mas as prateleiras eram vitais. Tenho muitos livros e objectos para ali colocar. O que for a arrumar no restante espaço vai depender do que conseguir enfiar naquele. Pedi-lhe tanta vez com jeitinho, ofereci-me para o fazer eu mesma, ofereci-me para pintar as tábuas que tapam a canalização de branco - porque ainda nada disto foi feito. Tudo o que ele fez de lá para cá foi aparafusar as tábuas que tapam os canos junto ao chão. E isto por malícia, pois tinha-lhe sugerido que as fixasse de modo a que a de cima pudesse ser removida e expliquei porquê: por causa do barulho de pancadas. As águas ao passarem pela canalização, produzem um som de semelhante ao do uso de um martelo. E eu descobri quando me pus a limpar o imenso pó que os canos tinham que, aplicando ligeira pressão entre um tubo e outro, esse som desaparecia. Volta a aparecer, mas, voltando a aplicar uma ligeira pressão, é impressionante como o som de batidas vai embora. Acho que é uma razão bem válida para deixar uma tábua presa com fechadura e não com pregos.

Quem é que gosta de dormir num quarto no qual, cada vez que alguém vai ao WC que fica ao lado, além de se escutarem todos os sons escatológicos, traz o som de batidas de martelo?

As casas no Reino Unido são barulhentas por defeito. O chão range (e não é pouco), as correntes de ar fazem as portas bater... e aqui ninguém usa persiana. Todas as janelas são tapadas apenas com cortinas, o que nunca permite total escuridão. Podes levar com aquela claridade da manhã na cara que isso é considerado banal. Se te queixares, acham que és "florzinha de estufa", uma pessoa problemática.  

O senhorio esteve cá em casa há dois dias. Ele sempre aparece sem avisar, entra sem cerimónias e "passeia-se" pela casa como se nada fosse. Traz leite que mete num dos frigoríficos e serve-se da chaleira para beber chá. É uma atitude um tanto invasiva, mas teve de ser aceite por todos para cá morarmos. Ao contrário do que esperava, não me fez confusão. Para mim ele é apenas mais um dos muitos que já vi circularem cá dentro. Tanto me faz que seja ele ou uns 50 italianos. Ao menos com ele por perto sei que os outros contêm-se um pouco e até ficam aborrecidos. E isso não é desvantajoso. Só que ao vê-lo cá, ele que diz que não tem tempo para nada... aquilo revoltou-me. Na tarde anterior tapei a abertura onde antes estava a parede com uma cortina branca. Foi como um bálsamo!

Subitamente pareceu-me recuperar a sensação de bem-estar que viver no quarto sempre me deu. Já não aguentava mais olhar para o fundo do que outrora foi a parede do WC e ver aquelas tábuas que tapam os canos. Há tanto que quero fazer ali para disfarçar aquela feiura, coisas que guardo trancadas há tanto tempo e que não aguento mais que seja assim! Cheguei ao limite da paciência e da bondade. 

Pus uma cortina para não ter mais de olhar para ali. E, como disse, senti-me imediatamente melhor. É como se aquele anexo de espaço não existisse. E o quarto voltasse a ter as dimensões originais.  

E se não tiver o quarto para estar, não tenho muitos outros espaços onde possa estar com o mesmo nível de conforto e tranquilidade. Os italianos ocupam a sala logo pelas 8h da manhã e só saem de lá pela meia-noite. Continuam a almoçar todos juntos, na mesa, comigo ali na cozinha e na sala, sem nunca estenderem um convite ou perguntarem se tenho algo para comer. 

Hoje vi tão claramente os olhos da mais-velha a fulminarem um deles. Trata-se do namorado da rapariga do andar de baixo. Eles nunca gostaram dele. Aceitam a sua presença (como aceitam a minha ahha) e com ele falam, porque, afinal, é italiano. Mas acham-no parvo, idiota, não gostam dele. E na realidade, não o incluem nas suas rotinas, a menos que seja esta de almoçarem ou jantarem juntos. Afinal, se a namorada almoça o namorado não ia ficar de lado. Mas é só por essa razão. Não o convidam a sentar e ver um filme com eles, por exemplo. 

Como disse, vi os olhos da mais-velha a fulminar o gajo quando ele dirigiu-se ao jarro de filtro e água, carregando uma garrafa cor-de-rosa. Despejou água para o interior e deixou o jarro, quase vazio, em cima da bancada. 

A mais velha estava a observar tudo muito atentamente e a "matá-lo" com os olhos. Mas a culpa é da namorada dele. Também me enerva ir buscar água e encontrar o jarro vazio. Enerva estar sempre a encher o jarro com água e outra pessoa vem, serve-se e deixa-o vazio. E ela sempre fez isso. No ano e meio que cá vive, nunca a vi repor a água que tira do jarro. Quem chega a seguir é que tem de o fazer. Noutro dia, enchi o jarro de água e fui lavando louça enquanto esperava que a água no jarro pingasse pelo filtro, para então encher um copo e saciar a sede. Nisto ela sai do quarto direta à cozinha, pega no jarro, enche a garrafa com água e sai satisfeita de volta para o quarto.  Foi aí que decidi: se não sabes encher o jarro de volta, já não me vais ver a fazê-lo por ti!

Quem o faz é a mais-velha. Os outros... não querem saber. No passado ela chegou a colar um post-it onde escreveu "encham o jarro". Sei que o fez porque culpava-me a mim de o encontrar vazio. Mas a culpada era outra italiana que cá morou, uma que nunca limpou nada na casa e costumava até deixar a louça que usou suja para outros a lavarem. Este comportamento dela foi encorajado pela mais velha, que o procurou ocultar adoptando a postura de limpar e lavar por ela. É que, se és italiano, nunca tens pecado. Nunca erras, nunca fazes um mal, tudo tem uma explicação. A "explicação" que a mais-velha me deu, mais tarde, para a ausência de práticas de limpeza da italiana (e não era a única) é acreditar que ela era um pouco "posh" (metida a rica). Justificou-o dizendo que acha que ela tem uma empregada que faz tudo por ela na sua casa em italia.

(inserir cara de "não me gozes")


Oh pá... a sério?? A sério que esta tipa me disse este absurdo? Então porque tem uma mulher que vai lá limpar-lhe o pó aos móveis justifica-se que veja os colegas de casa como seus empregados??

Comigo, que sou portuguesa, essa desculpa não pegava. Mas numa casa cheio de italianos a funcionar como uma matilha, quem é italiano pode fazer o que quiser. É o cartão "sai da prisão" do jogo do monopólio. A responsabilidade vai recair sempre sobre outro alguém. No caso do jarro com água, já não sou eu - que encho-o até a máxima capacidade cada vez que lhe dou uso - mas o "inquilino emprestado" - o namorado da rapariga, por quem eles não nutrem simpatia.


quarta-feira, 25 de março de 2020

Mãos de velha

A lavagem constante das mãos com água e sabão fez com que as mesmas envelhecessem 25 anos.




Mas a culpa vem de trás. Também de um virus inglês. Quando cá trabalhei em 2005. Foi nessa ocasião que me alertaram que algo suspeita-se que na água, estava a criar irritações cutâneas em alguns trabalhadores. Que mãos feias eu tinha!

Ao emigrar para cá há três anos, o primeiro emprego impunha mexer muito em água e detergentes químicos. Fiquei com feridas, pele seca a pelar, coceira e ardor intermináveis.

Fui ao dermatologista. 
Veredicto: virose.
Sentença: Não poder lavar as mãos.

Como se isso fosse possível.
Logo eu. Se não for demorado, lavo-as várias vezes ao dia. Os tais 20 segundos porém já é demais. 

Acho que os cremes hidratantes para as mãos vao vender muito! Comprem agora enquanto ainda são baratos.


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

O meu jardim


Fazia dois anos que lá não ia! Mas decidi regressar àquele que foi o parque que mais me fascinou quando aqui cheguei. Pesquisei mas não consegui encontrar informação viável sobre as suas dimensões. Originalmente chegou a ter 9km. 

É um parque semi-floresta. Gostei de caminhar pelos caminhos mais sossegados. Aqui ficam umas imagens. 


 CAMINHOS




FAUNA GIGANTE








FLORES




BRANCAS





ROXAS







AMARELAS







VERMELHAS










LARANJA



ROSAS





MISCELANIAS





VEGETAÇÃO



INSECTOS


MEMORIAIS
Os parques ingleses têm muito o costume de ter placas com nomes de pessoas falecidas, geralmente colocadas em bancos mas também em esculturas para o efeito. Aqui ficam alguns exemplos.

1
Planta, árvore ou arbusto em homenagem a...




2
O ESCONDIDINHO
Este banco com nome de uma pessoa falecida está quase engolido pela vegetação.
Sinto tristeza quando encontro estes bancos, porque não convida a sentar. 
Sempre imagino a alma da pessoa desolada, triste, chorosa, por se encontrar esquecida, isolada, solitária, implorando por companhia... 

Fui ver o nome da pobre alma: Doris.
Uma mulher.


Depois enfiei-me atrás da "Doris", para sentir o quão solitária ela deve sentir-se.
Surpresa total: A Doris está escondidinha...
Mas ela vê tudo!


Malandra da Dóris!
Será que em vida ela também era assim?
A espreitar nas sombras do melhor cantinho a vigiar tudo?

3
PLACAS EM ESCULTURA
(Porque não há banco que chegue!)



falecidos em 2019

Nota: Depois eu é que sou macabra por achar bonito um cemitério!

4
Placa rara: indica a circunstância do falecimento.
O que será que aconteceu na China em 2000?
Shirine é nome masculino ou feminino?




FLOR FAVORITA
Foi a última que vi:

 No jardim

Pequena rama que colhi para recordar de perto a pura beleza das cores, das formas e da distribuição desta curiosa criação da natureza.


FOTOGRAFIA FAVORITA: