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sexta-feira, 20 de maio de 2022

Sinto-me uma IDIOTA

 

A sociedade cria muitos de nós para sermos IDIOTAS.

Talvez seja IDIOTA todo aquele que segue as normas. Que cumpre as regras. Que obedece. 

Bom, se fizer isto sem nunca as questionar, sem dúvida que, pelo menos, é um tanto passivo. Mas voltando ao assunto: porquê afirmo que as pessoas de bem são IDIOTAS?


Porque as que não cumprem SE DÃO BEM.

Porque eu, "mato-me" a trabalhar, pago impostos altíssimos, vou continuar a pagar mais por tudo. E para quê? Porquê?

Para que OUTROS POSSAM CHULAR MAIS.

Pensem bem. Vou tentar explicar melhor. Se o preço das coisas está a aumentar, alguém vai ter de trabalhar muito mais. Outros contudo, vão PEDIR mais. E vão RECEBER. 

No fundo o governo dá a quem não quer trabalhar tirando daqueles que o fazem. Matam-se uns a trabalhar, que nem formiguinhas, para sustentar as cigarras, que só sabem cantar. 

E é isto.

Percebem o que digo? 

Tentei marcar uma consulta médica, o que aqui é feito por uma APP. Nunca é possível, sempre aparece uma mensagem "estamos cheios, tente amanhã". Faz dois meses que tento, em horários diferentes, e a mensagem não muda. Nota-se que está ali por defeito. Na realidade não existe sequer possibilidade de fazer marcações. 

Isto faz-me sentir usada. "Boa" para ganhar dinheiro e lhes dar um quinhão. Mas ignorada quando se trata de recorrer aos meus direitos. 

Depois lembro-me daqueles que têm acesso aos mesmos direitos sem contribuirem para isso. Os refugiados, que foram imediatamente acolhidos com todos os privilégios de um contribuinte: recebem dinheiro, acesso ao sistema nacional de saúde e uma casa. Aqueles que não trabalham, mas ganham benefícios. E a M. Que está a sobreviver à pala do empréstimo estudantil que lhe vai ser dado por três anos. Recebe mais do que aquilo que eu vou ganhar a me matar a trabalhar durante um ano!


Então, quem é o idiota nesta história toda, quem é?
A formiga, ou a cigarra?


quinta-feira, 3 de março de 2016

Não foi uma torneira, foi um conta-gotas

Não resisti: procurei, encontrei e vi o filme "Sufragistas".

Ao contrário dos últimos que visionei, o final é a parte mais forte. Nesses créditos surgem as datas em que o direito das mulheres ao voto é finalmente obtido na Inglaterra. Logo de seguida passa uma lista de muitos outros locais no mundo onde o direito ao voto no feminino é permitido, e respectivas datas. Infelizmente não aparece Portugal. 

A Nova Zelândia detém um título de causar orgulho: foi o primeiro país a conceder às mulheres o direito de sufrágio. Mais de 30 anos antes do Reino Unido. O último a fazê-lo foi a Arábia Saudita, em Dezembro do ano passado. Acho que é um momento digno de livro! Se fosse uma mulher saudita, faria por escrever um livro detalhando os acontecimentos e até já tenho título*: Dedo Púrpura.

mulher muçulmana a mostrar o dedo de voto
Mas então e Portugal? Fui verificar. Já tinha lido sobre a primeira mulher a votar em Portugal- Carolina Beatriz Ângelo, médica cirurgiã, viúva e com filhos. Aproveitou uma lacuna na lei e em 1911 votou! E ainda bem que o fez, faleceu pouco tempo depois, coitada!! Trataram logo de mudar a lei, não fossem aparecer outras mulheres com as mesmas pretensões. 

à direita: Carolina no dia em que votou (28 de Maio de 1911)
à esquerda: Ana de Castro Osório, escritora e presidente da liga de sufragistas portuguesas
A segunda mulher a votar em Portugal só o pode fazer 15 anos depois de Carolina, em 1926. Mais uma vez, o acto de cidadania só era autorizado às mulheres com curso superior ou ensino secundário completo, que fossem maiores de idade e chefes de família. Em 1931 estendeu-se um pouco mais as condições, que ainda assim permaneceram restritivas. Em 1933 novas mudanças... as solteiras de boa índole poderiam votar... para as juntas de freguesia, somente. A total igualdade constitucional só surgiu de verdade depois do 25 de Abril de 1974... Mais precisamente na constituição portuguesa de 1976!

Foi só aí que as mulheres adquiriram um estatuto de igualdade. Passaram a ser cidadãs de primeira classe, não de segunda. Acabaram-se os mitos de que não tinha capacidade intelectual para votar, que tinha de ficar em casa a cuidar dos filhos, não podiam estudar porque o seu cérebro era menor do que o do homem e por isso não ia aguentar tanta informação... Acabou-se! 

Repararam que o direito ao voto conquistado pelas mulheres foi tudo menos uma torneira que se abriu? Não foi uma coisa que estava vedada e subitamente um decreto fez com que passasse a existir. Como toda a ideia legítima, encontrou sempre uma tremenda resistência, da parte da lei, do governo e dos Homens. E quando finalmente esta atrocidade foi eliminada, não foi como abrir uma cancela e deixar passar as mulheres até às urnas. Esta dívida da lei e do governo foi «paga» a conta-gotas. 

Primeiro autorizaram só as ricas e instruídas, depois só as casadas, depois as solteiras de boa índole mas só para um tipo de voto...  Ou seja: tanto aqui em Portugal, como em qualquer parte do mundo, esta igualdade não foi uma torneira que se abriu e pronto: está feito. Nada disso! Foi a conta-gotas que chegou. Terrível, não? Só de pensar que no que verdadeiramente importa foram precisas décadas para atingir um tratamento não diferencial e igualitário...

Que por vezes, até nos dias de hoje, nas sociedades mais desenvolvidas, falha:


«Mulher no Brasil impedida de votar (2014)»

Emocionam-me estes factos e fico com enorme curiosidade por descobrir mais, ao mesmo tempo que percebo o quanto desconheço tanto. Hoje apetece-me conhecer mais sobre estas mulheres - que não estão tão distantes assim. É uma geração de lutadoras que ainda respira e vive. Devia-se explorar este tema quase até à exaustão. Como povo, se não nos conhecermos e à nossa história, perdemos um pouco a nossa identidade. 

Espreitem aqui este sintético excerto em vídeo dessas histórias de lutadoras portuguesas - infelizmente hoje praticamente desconhecidas.

Ainda vos deixo com este vídeo dos óscares 2015... Além de admirar esta atriz que sempre intuí como uma pessoa muito humana, simples e despretensiosa, além de verdadeira artista, ela chegou ao palco e disse! Em Hollywood fala-se muito de «respeito à diversidade» mas tal como em qualquer parte do mundo - inclusive aqui - o que se diz e o que se faz, muitas vezes são coisas diferentes. Todo o seu discurso abrange o que precisava e vai mais além, é ao mesmo tempo de agradecimento mas também de activismo, simples e inteligente. Afinal, este é o momento em que «o mundo» está de olhos postos naquele evento. Muitos dos agraciados pretendem cunhar com cidadania um momento destes. E ela o faz dentro do limite de tempo, sem excluir nada, de forma brilhante. A reação na plateia também foi clara. Convosco, Patrícia Arquette.


*Primeiro faria a pesquisa para saber se as votações na arábia saudita foram de dedo pintado - pois não me parece terem sido, ainda assim, o livro podia falar não apenas deste país, mas do direito das mulheres muçulmanas ao voto por toda a parte. Iam ler este tipo de livro?

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Eis o que sente uma «semi-leiga» em política sobre a apressada venda da TAP


Hoje apanhei pelo canto do ouvido um comentário televisivo que apelidou de "anticonstitucional e ilegal" a venda da empresa TAP, realizada ontem pela equipa liderada por Passos Coelho. 

Porquê não podiam ter vendido a TAP? Porque o governo caiu. E como tal não tem esse poder.

Ouvi aquilo e pensei: "Tem razão".
E imediatamente a seguir ocorreu-me refletir o que os levaria a serem destituidos e irem a correr fazer um negócio de milhões. E saiu algo assim:



Ei! Mas eu avisei logo no início: eu sou quase leiga.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Durante os próximos quatro anos...


Apetece-me andar de luto.
Tal como antigamente as viúvas carregavam aquele preto pesado, completo e ineterrupto, assim me parece que vai o meu coração.

E o pior é que após estes tenebrosos 4 anos, aposto que será a vez das Portas fecharem na cara do Coelho para ganharem a sua tão ambicionada vez na subida meteórica ao palco do poder.

E o luto continua. 

Porque o Motivo é o Mesmo.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O governo pode já passar a máquina de quatro rodas para cá!

O título para este post quase esteve para ser "I think I may have a problem" mas além do estrangeirismo ser desnecessário surgiu de imediato outro bem melhor! Trata-se do seguinte.... I may have a problem (posso ter um problema) a respeito disto:


Tenho tendência para GUARDAR TUDO o que é papel com valores de despesas. Isto na imagem são recibos e talões, de tudo e mais alguma coisa. Cada vez que tenho esses papéis não sou capaz de os amarrotar e deitar fora. Coloco-os de parte. Como se achasse que poderão vir a ser úteis, porque são datados, porque são um registo. Uma espécie de tesouro epistemológico, um link, uma janela para o passado... Onde estava eu em Janeiro de 2008? Não faço ideia! Mas por vezes ao encontrar um papel qualquer destes me surpreendo com a história que ele conta. Por exemplo: dentro de um livro encontrei um muito bem conservado talão de hipermercado do ano... 2000! Com cores vibrantes como se tivesse acabado de ser impresso. É uma autêntica viagem ao passado. Além de suspirar por uma taxa de IVA mais baixa, tudo era tão mais barato. E os preços ainda vinham em escudos e euros! Achei que só por esse detalhe estava a olhar para um papel que convinha ser guardado. Uma relíquia histórica. 

LOL! 
Ou então tudo não passa de lixo e se lixo tiver valor será daqui a uns bons anos... Não agora. No entanto ainda não é hoje que estes papéis vão para o lixo. Deixa-os estar que quando tiver tudo organizado então perderei algum tempo a tratar deles. Entretanto por vezes descubro o recibo de alguma coisa que ainda tenho e me surpreende a data de compra. Faço assim pequenas e rápidas incursões ao passado. 

Mas por ter esta «qualidade» há anos, o governo bem que podia passar imediatamente para cá aquele automóvel! O tal, prometido a sorteio a um contribuinte qualquer que guarde as suas facturas... Acho que sou claramente a vencedora! ;)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A velhice, o emprego e a minha pensão

Quando ingressei no mercado de trabalho senti quase de imediato dificuldade. Antes mesmo do contrato de trabalho acontecer, disponível apenas fora da área de formação, primeiro surgiram os ditos "estágios". A grande maioria não remunerados ou apenas fornecendo despesas de deslocação. Estes estágios de poucos meses eram largamente praticados pela maioria das empresas na área, que assim beneficiavam dos conhecimentos frescos e recentes dos jovens a preço de nada. A "experiência" obtida pelo estagiário - muitas vezes de pouca relevância prática - foi a cenoura apresentada diante dos seus olhos. No final do tempo de estágio, o estagiário sabia que ali a sua estada ia terminar, pois ficava mais económico para a empresa colocar um outro estagiário nas mesmas precárias condições e assim continuar a usufruir de matéria prima jovem, motivada e com ideias novas, a custo zero. 

Os estágios foram outra forma de adiar o óbvio da crise que viria claramente a assolar esta primeira razia de juventude formada no ensino superior, pós 25 de Abril. Eles adiavam a constatação de que o volume de emprego não suportava a quantidade da procura. Principalmente a procura qualificada. As universidades estavam a formar jovens que não teriam espaço no mercado laboral. Mas enquanto isso, adiava-se a fácil constatação do problema, visto que uma licenciatura durava seguramente cinco anos. Cinco anos de contribuições de propinas e despesas relacionadas com o investimento. 

Quando comecei a trabalhar, antes mesmo até, estava cheia de energia, de vontade, cheia de capacidade para trabalhar muito. E já tinha uma boa noção no que me ia meter e como as coisas funcionam. Não era ignorante, embora fosse ingénua mas mais por ter bom coração e ser no fundo uma pessoa idealista do que por ignorar o que me rodeia. O que mais queria era começar a trabalhar e nunca mais terminar. Fazer os meus descontos religiosamente e o quanto antes, para garantir alguma segurança na velhice. 

Mas os primeiros anos foram decepcionantes na medida em que os empregos surgiram intercalados por meses sem emprego. Os contratos de trabalho precários, a prazo, que ditavam que ao fim de "X" tempo ias embora. Os empregos obtidos através de empresas de contrato de trabalho temporário. Ninguém contratava diretamente, ninguém oferecia boas condições de remuneração, todos exigiam horas extra gratuítas. Fui para o estrangeiro, por gostar da função, mas também ela era temporária. Quis ficar por lá,  mas a família fez-me voltar. Retomei a procura por emprego. Nada fácil. E assim se passaram os primeiros cinco anos, depois os primeiros dez. Empregos precários, intercalados por períodos de desemprego. Os tais descontos que queria fazer são hoje uma realidade distante. Descontei tanto quanto não descontei. Não por vontade, mas por circunstância. Não vou poder contar com a segurança dos descontos para assegurar a velhice. Isso me preocupa mas já o constatei como uma realidade dura que aí vem. E toda a velhice merece ser assegurada financeiramente. Era jovem e já a pensar na velhice, mas de pouco me serviu. Quando oiço meus pais e outros como eles a refilar pelos cortes nas suas pensões, a falar das dificuldades económicas, mas com tecto e meios de subsistência minimamente aceitáveis, fico a pensar para comigo se percebem a sorte que têm. Porque apesar de tudo, a velhice deles está garantida e a vida está assegurada. Têm pensão, coisa que eu não vou ter. Direitos de assistência médica especiais devido à anterior função de um dos conjugues. Eu e tantos outros não vamos chegar à velhice com nada disso.  

Já nem penso tanto no futuro. De pouco me adiantou. Nem no presente. Vai-se indo.... A enorme força motriz que me inundava o peito foi totalmente desperdiçada em tentativas e mais tentativas. Tenho plena consciência de que muita boa energia é desperdiçada por este país, que levianamente deixa escapar jovens extremamente capazes, produtivos e com grande vontade de trabalhar. E quando tanta coisa é desperdiçada, e outra tanta tão mal feita ou dificultada, não se agoira nada com optimismo. E na verdade, não se deve olhar mesmo. Mas uma coisa eu sei: é vital uns ampararem os outros. E embora gostasse de ser eu aquela que virá a ter capacidade suficiente para se aguentar e ainda auxiliar quem precise, provavelmente vou pertencer à categoria de pessoas com uma certa idade que precisam de ajudas. E infelizmente terá de ser assim. No passado amparamos os nossos idosos com reformas acima das suas contribuições. Baixas é certo, para o nível de vida, mas altas para as próprias contribuições, curtas no tempo devido ao desconto tardio ou outras falcatruas da altura, pois tudo isto chegou depois do 25 de Abril, após uma vida inteira de trabalho que não foi contabilizado. Isto eu sei: temos todos de ser uns pelos outros, para que a malha da sociedade não colapse. Se isso vai colocar mais peso sobre os ombros dos nossos filhos, é algo que se tem de acatar. Se será sobre o peso dos nossos idosos, terá de se acatar. Não se pode é deixar cair a malha social, para o buraco fundo que é a pobreza e a miséria, do qual uma vez lá dentro dificilmente se consegue recuperar. E é por isso que trabalhamos. 

sábado, 10 de agosto de 2013

Manifestações no Brasil

Epá! Vou ter de o dizer: nós portugueses temos algo importante a aprender com os brasileiros no que respeita a saber se manifestar para exigir a demissão de um político. Voltaram lá eles ás ruas, em massa, pedindo outra vez mudanças e uma demissão. E andamos cá nós a querer a demissão do PM, do PR, do Vice PM, do ministro das finanças e de todos os suspeitos de andarem metidos em contratos SWAP! E enquanto esta gente não larga o poder, andam a privatizar o país inteiro. Somos comprados por chineses, brasileiros e sei lá mais que outros. Por favor, organizem-se pessoas que sabem montar uma manifestação decente. E eu me junto a vocês. Eu e acho que Portugal inteiro!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Santa ignorância (a minha)! REVOLTAS e REVOLUÇÕES

Vou assumir publicamente que só hoje com uma pesquisa pois gosto muito de entender como se vivia em tempos que já lá vão, é que descobri que, durante apenas 9h, existiu uma "revolução" em Lisboa, no dia 26 de Agosto de 1931. (morreram 40 pessoas, cruzes!)

Está certo que os portugueses sempre andaram um pouco de "costas voltadas" para os factos históricos, baralhando tudo. E acontecimentos de curta duração e muito localizados não ficam na memória colectiva. Mas não devia eu ter sabido desta revolta? Talvez nos bancos de escola? Ou será que ouvi mas esqueci? Pois se tinha uma vaga ideia da um "distúrbio" por volta de 1926, nos conturbados anos pós instalação da república e soube que mesmo depois do 25 de Abril de 74 existiram tentativas de derrubar o regime que tomou o poder, pelo meio parece que existiram muitas revoltas durante o regime do Estado Novo. Encontrei aqui um link com uma lista impressionante de acontecimentos - quase todos ignorados por aqueles que não estudam a história de Portugal com proximidade. Datam de 1926 e continuam até 1974! Continuamente, todos os anos, um ou mais distúrbios, revoltas por toda a parte. Com excepção apenas de dois anos: 1939 e 1940. São 46 anos contínuos de distúrbios!!

E agora pergunto eu: onde ficou o «espírito» de revolta e acção dos portugueses desde então?
É que percebi que nunca se deixou de lutar, de tentar tirar do poder um regime que não satisfaz. Vivemos agora um momento claro em que a maioria dos Portugueses não concorda e não quer ser governado por aqueles que nos governam. Mas revoltas, revoltas, pesadas, népia.



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sacudir a água do capote?

Já aqui assumi que entendo pouco de política. 
Mas o que entendo de entretenimento e de viradas de trama dramática compensa a ausência de uma cultura política profunda.


É impressão minha ou a situação política do momento da parte daqueles a quem foi conferido o poder de governar foi SACUDIR A ÁGUA DO CAPOTE?

A sério. Escutei uma intervenção do Paulo Portas (o tal do submarino e da demissão irrevogável) em que exigia do PS uma postura de união e entendimento como se não tivesse sido ele uns segundos antes a destabilizar essa mesma "boa política" que agora exige dos outros. O ministro dos Negócios Estrangeiros, que passou a ministro da Economia e deixou de ser e foi despromovido novamente ao cargo que relegou, agora usa esse mesma posição que ocupa mas que estava louquinho para largar como exemplo de dedicação. LOL! Como se não tivessem sido as circunstâncias e não a VONTADE dele a ditar assim.

E agora dirigem-se ao partido excluído deste governo, que perante a situação agravada de crise e de medidas governamentais fracassadas estabeleceu medidas próprias no sentido de tirar o país das encrencas da troika e muito à vilão exigem que "juntem as mãos" numa acção pacífica. Anos a ver tramas ensinam, mais que não seja, a identificar manhosos e distingui-los dos indivíduos que parecem realmente se importar. E nesse sentido, Santana Lopes, Sócrates e Paulo Portas foram políticos que antes mesmo de chegarem a esferas políticas de maior responsabilidade já me estavam a dizer que não eram de fiar. Passados 15 anos acho que esta habilidade para identificar farsantes é fiável e é uma intuição a utilizar. 


terça-feira, 9 de julho de 2013

Pavilhão de Portugal e o estado da Nação

Julgo que foi há uma semana que vi na SIC Notícias uma reportagem sobre o governo onde se estabeleceu um inteligente paralelo com o estado do Pavilhão de Portugal, construído durante a Expo 98 e até hoje sem rumo definido. Ninguém sabe o que fazer com o pavilhão e assim, por analogia, parece estar Portugal. 



O edifício tem um fascínio arquitectónico singular. Os entendidos em engenharia e arquitetonica tecem-lhe elogios pela sua cobertura única que parece desafiar a lógica e a gravidade. Contudo, esta obra parece vazia de função, transmitindo uma áurea de desleixo e abandono. E assim também está Portugal. É bonito, único e singular, é visitado por quem sabe apreciar a sua unicidade, mas está sem rumo e sem identidade faz tempo demais. Assim como a ausência de organização e planeamento transformaram o Pavilhão de Portugal num espaço de menor interesse, brindado que está com o cheiro e manchas de urina a cada pilar, convertido por uso popular num urinol e talvez em algo mais, pois é comum parecer regularmente frequentado por indivíduos com propósitos ou actividades suspeitas, casais que entre os pilares se escondem para dar azo a intimidades e garrafas de vidro de cerveja vazias ali parecem se acumular. O governo e o país parece teimar em não seguir um destino muito diferente.

A aparente abandono do moribundo pavilhão baptizado com o nome do País, que o representou numa grande feira Mundial e o estado da nação. Destino semelhantes? Se o pavilhão ganhar uma utilidade que nunca teve, poderá o país fazer o mesmo?

Segundo a peça, Siza Vieira, arquitecto responsável pela construção do pavilhão, terá dito que, se não existirem meios para manter a cobertura, então mais vale que venha a baixo

E Portugal? 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Cavaco vai usar o machado ou vai colar os cacos?

Ao que parece está nas MÃOS do Presidente da República a DECISÃO de eleições antecipadas e a colocação de um PONTO FINAL ao mandato de quem está ao leme deste barco desgovernado que é Portugal.


Ora, vamos assistir ao ERRO desta maioria PROLONGAR a sua estada no "poleiro" político, ou vamos ver, se calhar pela primeira vez, um presidente na figura de Cavaco com "eles" no sítio? Pau que nasce torto e que teve dois anos de inúmeras oportunidades de se emendar, já não se emenda. Não emenda! Agora ou faz mais estragos ou sai do poleiro e deixa outros tentar fazer melhor. Porque não é difícil fazer melhor. Pior sim, pior é difícil mas fácil se lá se manterem os mesmos.

Saudades do Jorge Sampaio na presidência...
Não sei se de todo teve sempre a atitude certa mas tenho a certeza que em momentos de crise ia saber agir de melhor forma. Ia colocar os interesses do país sempre em primeiro lugar. E não "achar" que é isso que anda a fazer...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O governo português CAI ou não CAI?

Quando o Passos Coelho foi eleito primeiro-ministro, fiquei triste e lamentei o resultado das eleições. Não sei bem porquê - pois entendo pouco de política, mas entendi-o assim. Alarmes soavam. O principal sinal de alarme, para mim, foi perceber a "histeria" de felicidade de alguns conhecidos que sempre entendi que gostavam apenas era de ser do contra. Isso aliado à descoberta de que Passos tinha quase nenhuma experiência política. Mas isso pareceu ser de pouca relevância para os seus defensores. A este tipo de pessoas só lhes interessava a COR do partido que chegava no poder. O que outros partidos viessem a fazer só merecia escárnio, comentários depreciativos e oposição cerrada - lixando-se a sociedade. De modo que o apoio a Passos vindo de pessoas que há anos havia percebido não serem capazes de uma análise isenta, foi um alerta. Só lhes interessava ver no poder a cor laranja, nas figuras do primeiro-ministro e do presidente da república. A "obsessão" pelo laranja foi cega - a meu ver.

Outros gostaram de Passos Coelho por ser "charmoso" e um "belo homem" - LOL! Como se o aspecto fosse qualificação. Queriam tanto a mudança e se ressentiram tanto contra Sócrates, que se viraram também à "cor" partidária por aquele ostentada: a "rosa" - que diziam murcha e assim a celebravam anos a fio nos cartazes propagandistas laranjas. Mas Passos venceu as eleições. A maioria - que votou nele, ficou muito contente. Paulo Portas aproveitou a oportunidade como líder do CS-PP para criar uma coligação governamental e estabelecer assim uma maioria. Todos celebraram a vitória. Andavam todos tão esperançosos, com certezas de que seria agora com Passos Coelho que o país finalmente ia entrar nos eixos, que eu só soube repetir: "Espero que tenhas razão". "Tomara que sim".

O tempo passou e acho que já se pode concluir que a intuição é mesmo uma coisa fantástica
Passos não tem sido governante que esteja a conduzir o barco para porto seguro. E Cavaco, que também não foi grande coisa como primeiro-ministro, continua produzindo os mesmos maus resultados como Presidente.

Sobre Cavaco, Miguel Sousa Tavares, numa entrevista dada ao jornal "Negócios", disse de sua opinião: "Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva. Muito pior do que isso, é difícil" - declaração que naturalmente fez o visado levantar um processo de Ofensa à Honra junto à Procuradoria Geral da República, que hoje arquivou o processo. Prevaleceu o direito à liberdade de expressão uma vez que as declarações foram consideradas críticas políticas e não pessoais e a palavra "palhaço" foi utilizada na sequência de uma questão anteriormente colocada. 

Porém, diante dos factos mais recentes - a demissão de Gaspar, ministro das finanças ontem (pedida afinal há 8 meses), seguida hoje do mais escandaloso pedido de demissão de "Paulo Portas - compra-submarinos-e-endivida-o-país-em-milhões", não sei como lidar com eles. Não gosto de líderes que assumem uma responsabilidade e depois viram-lhe as costas, desistindo de lutar e procurando se distanciar dos que estão a "afundar o barco". Até respeito quem não vira as costas - mas não consigo respeitar quem parece fechar os ouvidos, tapar os olhos ou ficar mudo quando devia falar. Nesse caso, não será o virar as costas a atitude consequente? Tudo indica que este governo não tem condições para se manter em funções e há quem diga que nem está mais a governar, não tem o quê. (Deve andar só a privatizar e a fazer acordos prejudiciais com a Troika),

Que estas pessoas deviam "stepaside" - se afastar do governo, seria, provavelmente, a atitude mais correcta mas, quem os irá substituir? Eleger um novo governo através das eleições antecipadas e por cores... parece-me inútil e mais do mesmo. Mais uns tantos anos perdidos até se "descobrir" se o rumo que os novos governantes estão a dar ao país é satisfatório ou desastroso. Não me parece que possamos perder tempo.  Ou arriscar! Tem de se colocar alguém mais apto ao leme do governo, mas alguém que já se confie nas capacidades e não se vá "à descoberta", como foi o caso da eleição de Passos Coelho (se formos a ver existe algo de patético nisto de um povo eleger numa altura crítica um governante a quem falta experiência política - e esta bem se tem evidenciado ao longo destes 2 anos de mandato). E os estragos entretanto feitos, de anos e anos de má gestão, terão reparação ou os "buracos" no casco de portugal ainda têm muita água para deixar entrar?





quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Privatização TAP




A TAP foi hoje privatizada?!


F.U.C.K!

Mas o Estado é dono de alguma coisa ou vai tudo para os chineses?

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

SUBMARINOS



Mas para quê precisámos nós de DOIS submarinos??
Já na altura (2008) não entendi mas agora que o caso foi arquivado e ainda por cima devido à sonegação de documentos, a coisa faz-me mais espécie.


Mas para quê precisa ou alguma vez precisou PORTUGAL de DOIS SUBMARINOS?? Já tinha os que bastassem! Adquirir duas latas para enferrujar no oceano, que além de um custo ABSURDO para um país pequeno e endividado (mais de 1000 milhões de euros) é também uma compra de problemas com despesas e manutenção elevadíssimas??

Na altura entristeceu-me e ficou como uma espinha presa na garganta. E agora esta arranha ainda mais, quando como "povo" penso nos MILHARES gastos nesse supositório marítimo de sucata velha... Anda o governo a cortar nos pequenos, nos pobres, a criar leis pouco felizes para o país e a fazer listas negras das famílias que falharem o pagamento de uma mensalidade de gás ou electricidade e nisto pergunto: E os GRAÚDOS, PÁ???

Em vez de se preocuparem com 5 ou 75 euros, troquitos no total, que tal preocupem-se antes com 5 ou 75 MILHÕES?? Comprar submarinos para alimentar o quê?? Até os EUA abandonaram o programa espacial porque sabem que os milhares fazem falta e são melhores empregues noutros sectores. Submarinos de metal para "passear" no mar ou naves espaciais de metal para "passear" na estratosfera... tudo a mesma coisa.

E parem de privatizar, estão a vender até a mãe! Até uma criança entende este principio básico: se um GOVERNO começa a VENDER todos os bens que possuí,  fica sem nada!!  
Lá foi agora o Pavilhão Atlântico (Parque Nações, Lisboa), tudo o que houver é atirado à lenha...  Decerto nem será o bem mais valioso a ir para a fogueira mas fala-se em privatizar a TAP (serviço transporte aéreo) e isso já é outra coisa... Isso... vendam-se!! A China  já tem uma cota-parte da nossa dívida, já nos "invadiu" faz mais de 10 anos com as suas lojinhas de artigos rascas que tiraram negócio a muitas outras nacionais...  (e que tal ir atrás destes a ver se registam as vendas, coisa que nunca vi uma loja chinesa fazer e ver se não fazem fuga de impostos??) O que por aí se mantém é feito na China ou noutro país qualquer que EXPLORA crianças e miseráveis... ESTE não é o RUMO no qual queria ver o meu lindo PORTUGAL.


Decerto que não sou só eu que sabe que nasceu num país maravilhoso. Já Camões O sabia e O celebrizou em verso em 10 poéticos e estonteantes cantos, Tomás Ribeiro dedicou-Lhe um inspirado poema onde O dizia um jardim à beira-mar plantado... Os estrangeiros que cá vivem depressa Lhe reconhecem as características ÚNICAS e cada vez mais raras desta proximidade de vida, deste saber... PAREM DE VENDER PORTUGAL AOS LOTES!!!

A JUSTIÇA dos homens pode ser estupidamente ineficaz, mas a de DEUS nunca fecha os olhos... Estes submarinos, se razão houver, ainda vão servir de supositório a quem de direito!

Governantes, ganhem brio. Tomem tento, sacrifiquem-se pelo país ao ponto de lhes darem sangue se a isso for... Não é para ficar parado no tempo, é para manter a IDENTIDADE e a LIBERDADE. Este país e este povo tem uma identidade que aos poucos parece estar a ser roubada por uma comunidade internacional... Se nos COMPRAREM, não seremos nada nem ninguém. Seremos uma miragem no deserto, um povo conquistado que mantém o lugar mas já não reina porque não é reino...

Tomem tento nestas palavras:

Heróis do Mar, 
Nobre POVO,
NAÇÃO valente 
E imortal...

Levantai HOJE de novo 
o ESPLENDOR de PORTUGAL!


(ver versão completa neste link PT-UK)

Pelas brumas...  
da memória...
Ó PÁTRIA, sente-se a voz,
Dos teus egrégios avós
que há de guiar-te à vitória.

Ás armas! Ás armas!
Sobre a terra, sobre o mar.
Ás armas! Ás armas!
Pela PÁTRIA lutar!
Contra os canhões, marchar, marchar!



BRUTAL!!!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Quem é o povo Português?



Afinal, como definimos o povo Português?
Como se define um povo?

.Ao ver a reportagem da Tvi sobre o Rendimento de Inserção Social, encontrei-me com a identidade do povo português.

Somos aquilo tudo que vi. Acredito que a maior característica do meu povo é a humildade. Segue-se a ela, uma grande entrega para o trabalho. Mas se isto são, são dúvida, qualidades, também atrapalham.
.
Geralmente, a humildade nas pessoas não as faz ambiciosas. È a principal diferença entre o Zezinho do bairro que gosta de jogar à bola na rua e o Cristiano Ronaldo. Somos um povo que sonha com mais conforto, não se importa de dar no duro a trabalhar, mas que foi educado a sufocar desejos e ficar pelos sonhos. Não somos muito ambiciosos, somos grandes sonhadores.

Mas isto tem a sua razão de ser. Se as gerações que se seguem conseguissem eliminar esta tendência tipicamente portuguesa para a repressão do indivíduo, seriamos também, um pouco mais felizes.
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Neste país que inventou o Fado, fui criada a pensar que a ambição é um terrível defeito. Sempre que manifestei vontades de empreendorismo, fui bombardeada com fatalismos e negativismo. Projectaram na minha direcção todos os cenários negativos e rebaixaram sempre as minhas capacidades. Não me senti apoiada, vivi a ser insultada, humilhada, maltratada e nunca depositaram fé em mim - não sabiam como. Fácil mesmo, assimilado pelos genes, está o negativismo, o «deixa estar, nem vale a pena tentar, tu não consegues» - que tanto me irritou e me castrou a vida, mudando-a para sempre.

Esta é outra característica deste povo que inventou o Fado: somos um tanto negativos, vemos um cenário sempre negro e não entendemos que, essa visão, nos atrapalha a vida. Depois temos a dualidade trazida pelo sonho. Como sonhadores, temos o nosso quê de optimismo. Um optimismo muitas vezes baseado apenas na fé. Aí somos crentes. Crentes no que não é palpável. Crentes no Fado, no sonho... e esta nossa fé dá um pouco de cor ao negativismo que também carregamos.
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Da Padeira de Aljubarrota e da descoberta de novos mundos, passámos a ser um povo muito mais passivo. Mas não é o que domina os nossos genes. Quer dizer: existe a passividade para umas coisas, não existia para outras. As mudanças socio-económicas e o excesso repentino de tudo (bens, serviços, informação) trouxe-nos uma passividade perigosa, quase de lobotomia, diante dos mais variados factores.
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Sempre fomos um povo de acção social. Mulheres guerreiras, que afugentam as ameaças ou com a pá do pão, ou com a enxada. Existia a união popular. Ficámos mais individualistas e, como já diz o ditado: dividir para conquistar.
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Portugal está a ser conquistado pelo capitalismo e estamos a virar cordeiros com um cérebro homogeneizado, graças à política vigente e a muitas acções da democracia.
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Negamos o sangue que nos corre nas veias, quando permanecemos passivos diante de um acontecimento em que é preciso agir. A passividade faz parte deste povo humilde, mas não diante da injustiça ou do perigo.
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O povo português resigna-se muito. Fica passivo diante das dificuldades da vida, aceita-as rapidamente e combate-as com trabalho. É passivo quando tem pouco, mas tem o suficiente. Está sempre pronto para agarrar na enxada. Gosta de trabalhar e dar duro, trabalho árduo e físico. No seu sangue está a acção. Somos muito mais portugueses, quando socorremos alguém, quando lutamos por uma causa, quando nos associamos temporariamente a outras.
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Infelismente, nas grandes cidades pelo menos, cada vez o fazemos menos. Nem conhecemos os nossos vizinhos, nem o desejamos, tal é a vontade de passar umas horas em puro sossego após um dia de trabalho cansantivo no escritório. As conversas são um tanto idiotas, o convivio restringe-se cada vez mais ao ambiente profissional, tudo é muito superficial, as relações amorosas iniciam-se com jogos de desinteresse fingido, e os vizinhos, quando damos por eles, é porque nos estão a invadir o espaço e retiram-nos o tão almejado silêncio que nos restitui a tranquilidade roubada no dia-a-dia.

.Quando se trabalhava no campo, de sol a sol, a trabalho era árduo e fisicamente desgastante, mas compensava muito mais em termos emocionais. Existia convívio saudável, união, um autêntico «grupo» entre as pessoas. Estabeleciam-se laços de amizade para toda a vida. Compadecia-se das dores alheias, praticava-se a entre-ajuda, etc. A mudança do campo para a cidade trouxe o afastamento entre os indivíduos e, por essa razão, nunca seremos verdadeiramente felizes. Está no nosso sangue, a vontade de ter amigos. Mas lá está também o fado: que nos remete para a solidão.
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Está no sangue, não se pode negar. Gerações e gerações de pais a gerar filhos, que por sua vez geram os seus filhos, de um povo que cresceu humildemente, sem muitos recursos, grande parte dele analfabeto mas com grande esperteza e sempre pronto para trabalhar, fosse no que fosse, fosse como fosse.
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Temos um tanto de brio, mas somos humildes. Somos honestos e prontos para o trabalho. A vida é para trabalhar. E se pararmos, resignamos-nos, sofremos, e o peso genético de gerações e gerações que nos incutiram milénios de energias negativas, de castração, invade os melhores dos corações e nos torna mais passivos, retirando-nos a capacidade de enxergar o nosso valor, a nossa capacidade para o trabalho e nos remete para a baixa auto-estima que é herança de longa data deste povo.

. E é por possuirmos as qualidades que já referi, que ficamos assim. Um «acomodado» do rendimento de inserção social ou de outro tipo qualquer, só precisa de uma mão amiga que seja persistente, para que assim se faça a «limpeza» da auto-estima, que durante anos lhe foi envenenada e cujas circunstâncias voltaram a minar. Um «acomodado» nem sempre o é por preguiça, mas por pura sensibilidade e falta de auto-confiança. Se lhe restituirem o que perdeu, equivale a renascer para a vida..

O português não vê com bons olhos a preguiça. Mas também não consegue muitas vezes distinguir o verdadeiro preguiçoso do indivíduo mais batalhador. É que a dita ambição, muitas vezes mascara tudo e a sociedade evoluiu para vermos as máscaras em primeiro lugar.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Alfacinhas sem Alface


É o que dá mudar muito as coisas e fazê-las funcionar num único denominador comum. Com o protesto dos camionistas, os Alfacinhas (e o país) ficaram sem alfaces. Alfaces, couves e outras verduras e legumes. Os bens da Terra, que costumavam plantar-se nas hortas espalhadas pela cidade, vêm agora de um mesmo fornecedor, sobe as rodas de um camião.

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Os hipermercados e supermercados amanheceram neste dia seguinte ao dia de Portugal, sem verduras nas prateleiras. Salvaram-se, espero eu, aqueles que se abastecem também nouros locais. Quem sabe, às mercearias e mercados de bairro não faltaram verduras, por algumas ainda irem buscar parte do seu stock localmente.

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Um alerta, que exemplifico com as Alfaces dos Alfacinhas (que tão bem sabem no verão) mas vai da verdura à gasolina. Um alerta, senhores governantes! De que tudo vai mal e o povo manifesta-se.

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Buzinem sim, enquanto tiverem combustível para passear de carro. Mas façam-no não apenas por um jogo de futebol. Mas por um Portugal melhor! Buzinem em frente ao Parlamento, nos degraus da assembleia da República, junto à casa do presidente em Belém. Buzinem, sejam solidários e reinvidicativos.

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A continuar, teremos um 10 de Junho com sabor a 25 de Abril de 74.
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