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sábado, 18 de março de 2023

COmentando os Óscares!

 Acho que este ano a cerimónia dos oscares, que apanhei em repetição esta noite, foi 100% melhor na mensagem que a anterior. Com comoventes discursos e pessoas realmente alegres e a celebrarem-se umas às outras. 

Sem dúvida que, este ano, a cerimónia deu, maioritariamente, destaque à Ásia e aos artistas daí originários. O maravilhoso filme dos "Danieis" - "Tudo em todo o lado, ao mesmo tempo" (Everything Everywhere all at once) conta a história de uma família imigrante asiática na américa, donos de uma lavandaria. Eles trabalham muito e mal conseguem se aguentar. O "sonho americano" não é cor-de-rosa e a história se desenvolve em mundos paralelos. O elenco, obvio, na maioria, é constituido por pessoas dessa ascendência. 
Gostei particularmente do discurso de James Hong que, não sabendo quem era por nome, assim que o vi no filme lembrei-me "Mas eu reconheço este ator! É um bom ator. Que bom que está aqui". No discurso que fez, nos BAFA, basicamente recordou a todos os anos de profissão que tem, ao mencionar que quando o John Waine era o presidente e quando começou nos filmes, quem fazia os papéis de chineses eram actores com fita adesiva nos olhos. Porque achavam que os chineses não sabiam representar (se calhar não sabiam era falar inglês claro, creio eu). A sua retrospecção fez-nos entender a importância e a conquista realizada. Chegou ao expoente máxima mas teve um percurso de persistência e determinação. Gostei particularmente da sua escolha de indumentária para os óscares: a gravata com os olhos de plástico (tem a ver com a mensagem do filme).


O ano passado todos se recordam, a cerimónia dos óscares de 2022 - tão desejada por ser a pós Covid, foi organizada, apresentada, montada, dirigida, orquestada por... afro descendentes. Esta comunidade está sempre a reinvindicar direitos, e quando recebe algo, ainda não é suficiente, pedem mais, fazem lembrar que lhes devem mais. (é uma coisa americana, creio). Mas quando tiveram o privilégio de coordenar toda a cerimónia, o que é que tivemos? Uma agressão ao vivo, insultos, palavrões e pessoas a ovacionar o ator que iniciou o conflito, que não foi repreendido ou afastado. 

Este ano, não sei quem dirigiu, orquestrou, realizou, apresentou a cerimónia. Porque não foi uma "comunidade", foi um GRUPO de pessoas. E ESTA FOI A MENSAGEM que a cerimónia dos óscares de 2023 me passou: NADA daquilo seria possível sem o contributo de TODOS. 

Essa foi a mensagem da melhor atriz, da melhor atriz secundária, do melhor ator num papel secundário, dos melhores diretores e do melhor ator. PASSOU CLARO. E foi, simplesmente, bonito de sentir. Toda a emoção daqueles artistas, a realmente homenagearem-se uns aos outros. Não foi como com o Will Smith, que era tudo sobre o próprio umbigo. Foi sobre todos e para todos. Desde a equipa do "zé-ninguém" -  o indivíduo que segura os cabos e ergue o cabo do microfone, ao catering. Não foi sobre "O Will smith vai receber um óscar" - olhem só como ele conspurcou o símbolo da estatueta. 

Este ano a cerimónia virou-se para a Ásia e para a Índia. Música, dança, artes... e nenhuma baixaria. Uma comunidade muito mais singela que a africana, com muito menos exposição, mas que nunca reinvindicou nada para si. Simplesmente trabalhou e esperou o seu momento ao sol. E ele chegou. Foi bonito de ver. Ficamos a torcer para que hajam mais oportunidades para aquelas pessoas e sentimos felicidade por terem recebido um mérito tão alto. Um filho a agradecer à mãe de 84  anos e a dedicar-lhe o óscar... Tão diferente de uma chapada e, de seguida, fazer um discurso sobre tolerância...


Na carpete de champanhe (não sei porquê não foi chamada de vermelha mas agora surgiu esta nova, eu gosto) muitos artistas, de todas as nacionalidades e áreas, desfilaram com suas indumentárias. Irei reflectir um pouco sobre isso noutro post, para quem gosta de dar uma espreitadela. Irei dizer "gostei/não gostei" e porquê. O básico, que todos fazem e que não quer dizer nada, só um hobby. Vou armar-me em fashionista :) 


Quero saber as vossas opiniões.  

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Angustiada: acho que é fraude!


Comprei a trotinete eletrica... será que comprei mesmo?
Agora estou aqui apreensiva e com as feições do rosto distorcidas em preocupação. Temo agora que o site onde «comprei» a escooter não é legítimo. Tudo não passa de um esquema para extorquir dinheiro!


Passo a explicar: a transação foi feita através de Paypal. Se não fosse, também não desejaria fazê-la. O Paypal oferece, na teoria, alguma segurança. Em primeiro lugar, os dados da conta bancária ficam privados e a transação pode ser reembolsada se algo correr mal. 

Mas será que é mesmo assim?

Também me informei sobre "como saber se um site é legítimo". Fiquei preocupadíssima porque não tem qualquer endereço http. Nem com «s» nem sem «s». Outra forma de saber se é seguro fazer transacções é através do símbolo do candeado. E esse estava lá. Carreguei nele e surgiu a informação "é seguro". 

Talvez a meia-noite seja má conselheira, mas não quis adiar mais e, como tinha pesquisado no google maps o endereço londrino da outra única loja a fornecer esta trotinete e deparei-me com uma estreita rua doméstica de casinhas de habitação germinadas sem quaisquer indicativos visuais de comércio, acabei por descartar esta empresa. 

O único contacto que mantive com site (cujo link deixo aqui para vocês verem e ficarem com uma opinião própria) foi por email. Tive resposta praticamente imediata em quase todos os 14 emails trocados. Já havia desistido da compra, quando a tal pesquisa online pela loja Londrina fez-me retornar a este site. 

Não sei qual é a diferença horária na China - porque comecei a suspeitar que a pessoa com quem falava não estava nos EUA, como deduzi e como fiz referência num dos emails, mas na China. Quando ia para pagar pelo Paypal surgiram caracteres chineses indicando "a empresa que faculta o teu endereço postal". 



Foi um alerta. Ia pagar a alguém na China, uma companhia chinesa. Enviei de imediato um email a perguntar se não estavam sediados nos EUA. A resposta foi que a Kungoo era feita na China. OK... tudo é. A surpresa é nula. Tinham armazém europeu e americano (que conveniente!) pelo que enviam para tudo o que é país excepto, pelos vistos, a China...

Apenas seis horas depois de fazer a transacção pelo Paypal, decidi cancelá-la. Descobri de imediato que não é possível. Alarmes começam a soar. Dizem que pode levar até três dias para o dinheiro sair da conta e que provavelmente não será imediato. E em seis horas não posso cancelar?

Pelos vistos o Paypal não permite o cancelamento em TODAS as aquisições. Mudei de ideias em tão pouco tempo e não foi possível cancelar. Liguei ao meu banco. Que ao fim de uma série de gravações automáticas, desligou a chamada. Tal como fez dia um de Abril. Diz que é por causa da "corrente situação do corona, vão auxiliar as pessoas realmente necessitadas". «Se o seu caso não for urgente, desligue ou tente o homebanking». 

Um à parte: O Reino Unido vai abaixo com facilidade! Onde já se viu os serviços estarem quase inoperacionais? As pessoas continuam a trabalhar em casa! Não faz sentido não providenciarem os mesmos serviços do costume. Apoio ao cliente e esclarecimentos. Tive de indicar que o motivo da minha ligação era FRAUDE, eles associam isso a fraude com a conta bancária e atendem a chamada. Também eles me disseram que não podem cancelar a transacção. E adicionaram esta informação: "Se não receber o produto dentro do tempo que o site indica, nós reembolsamos". Ao que reagi com surpresa e pedi: "posso ter isso por escrito, para o meu email"?

Não, não podia. A pessoa quis saber qual era o tempo de entrega estimado no site e eu não recordava, disse que achava ser 5 a 7 dias. Mas estou errada. E agora fiquei em maior pânico. Porque o site NÃO DIZ. Não dá essa informação. 

Recebi-a por email. Foi uma das primeiras perguntas que lhes fiz.
Será que email é válido para reembolso?

Ah, pois é!

Sabem, que mais?
Para gastar dinheiro, facilitam-te a vida. São cordiais, simpáticos, prestativos.
Para o receberes ou o teres e volta?

Ah? Não entendo...

ID da empresa que recebeu o pagamento (Paypal)


O mundo gira em torno de dinheiro. É por causa dele que os serviços estão no mínimo. Não querem pagar a mais pessoas para ficar em casa a trabalhar. Cortam nos custos. Se podiam prestar um serviço melhor? Acredito que sim! Mas não querem. Porque tudo funciona a dinheiro. O dinheiro é o fuel da sociedade. "Dá-me, dá-me, dá-me!" e se deres, és porreiro, pá!

Tudo isto que escrevi surgiu de um acto que tive pelas 7h da manhã: liguei para o número de telefone que surge no site. Penso que americano logo, contava não ter problemas de comunicação. A pessoa que atendeu, um homem, está reticente em dizer para quem liguei. Quer saber quem eu sou, porque fui eu que lhe liguei. Isto é mau sinal... geralmente empresas atendem as chamadas e identificam-se. Não têm problemas em dizer que são a loja "X". Este estava a demonstrar resistência, como com receio de dizer algo que não encaixasse numa das mentiras inventadas. 

Disse-lhe que tinha o número no meu telemóvel. E repeti que queria saber quem era. Lá me respondeu num monosilabo inglês "eboards, escooters". 

Eu: - "Posso comprar uma"? 
Ele: - "Não entendo"
EU: - "Se quiser uma como faço? Vou online?"
Ele: - "Não compreendo".

Não sabia falar inglês. Desaprendeu rápido quando fui eu a fazer as questões mas soube formular algumas frases quando estava a querer saber quem eu era. O meu número de telefone foi junto com a ordem. Somando 1+1 vai saber quem lhe ligou. Agora que este seja o número de atendimento ao Cliente indicado num site escrito em inglês, que faculta produtos para a europa e a américa inteira e do outro lado a pessoa NÃO ENTENDA inglês... ALARME! ALARM!

Foi isso que me fez disparar que nem uma mola até ao computador, para tentar cancelar a compra. Entretanto já entrei em contacto novamente com o site, que às três e tal da manhã enviou-me um email para lhe confirmar o endereço. Achei estranho. Estava à espera do tracking number - o número de registo de envio, que era o passo seguinte. Geralmente não escrevem emails a pedir confirmação de morada, essa etapa surge no acto e compra online. 

Pedi-lhes que me confirmassem o tempo de envio e me facultassem o número de registo.
Ainda estou a aguardar que me respondam.

Tão rápidos antes da compra, vamos lá ver como se portam pós-venda.


Estou aqui aflita...
Entretanto, no paypal surge o endereço da loja que recebeu o dinheiro. É este site:  teamgee. Foi este o nome que o homem ao telefone com sotaque chinês pronunciou e eu não consegui entender bem. Mas percebi o som "tigi". Mais um site sem http(s) e com cadeado. Penso que eles não ficam por um, mas por vários. Todos criados num inglês perfeito, com fotos profissionais (provavelmente sacadas do site oficial). 

Há tanta gente a fazer esquemas online.

Acho que não tinha a verdadeira percepção disto. Até querer comprar esta trotinete. Tenho investigado desde Fevereiro. Preciso dela todos os dias... começo a ter dificuldades em andar o que costumava andar. Custa-me ficar de pé. Quando não estou a trabalhar, quero fazer coisas mas sinto que as pernas e os pés acusam o peso do corpo. Acabo por me sentar. É deitada, com as pernas esticadas ou elevadas, que sinto querer ficar. O trabalho que estou a fazer também já não me motiva. Custa-me fisicamente. Doi-me a coluna, sinto os pés. Preferia trabalhar em algo muito rápido, para não sentir o esforço do puxar, empurrar, puxar, empurrar, pesos e coisas com rodas que mal se mexem. Fico só com o pesado, o trabalho leve, sentado ou divertido dão-no aos recém-chegados e preguiçosos. Mas este assunto vou querer abordá-lo noutra ocasião.

Agora com o Corona, deve ter escalado para valores inimagináveis a quantidade de gente que se aproveita para extorquir dinheiro online. 

Espero, sinceramente, não vir a ser uma delas com esta compra.
Quem sabe, a pesar de todos os sinais de ALARME (resposta imediata a todos os emails pré-venda, demora no pós-venda, impossibilidade de cancelar a transacção seis horas após a compra, serviço de apoio a cliente em que o funcionário da loja não entende inglês e não quer facultar o nome da loja, ausência de informação sobre tempo de envio no site, falta de https, ausência de tracking até ao momento) ainda receba a minha trotinete?

Claro, o tempo de envio vai ser... "devido ao virus, vai demorar mais tempo que o previsto. Mais uma semana. Depois outra, outra... depois um erro foi detectado e a escooter foi enviada para outro lado mas já vai seguir caminho. Pedimos desculpa...".

O virus está a ser a oportunidade de ouro para muitos burlões.

Será que vou ter a minha Kungoo S1Pro?


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

A China controla o planeta

Hoje um colega estava de volta da tomada de electricidade de um electrodoméstico que a empresa onde trabalho vende. Cheguei perto e perguntei o que fazia. 

-"Estás a montar ou a desmontar"? - perguntei, sem saber se fazia consertos em aparelhos avariados, ou se estava a montar um aparelho novo.

Ele mostra-se reticente em revelar muito mas acaba por me mostrar. Todos os electrodomésticos tinham tomada europeia. 

"Vem da China" - diz ele.

Como o UK tem tomada de três pinos (lembrem-se, este país quer sempre mostrar-se diferente), os electrodomésticos, "publicitados" ao grande público como "montados manualmente" no Reino Unido, não podem ter tomada europeia! 

Trata-se de criar a ilusão de que o consumidor paga mais, mas por um produto diferenciado. Algo nacional, que está a apoiar as empresa locais - não as chinesas. 

Tudo ILUSÕES.
Tal como os rótulos dos ingredientes dos alimentos. 

(Mas este é outro tema).

Estando o Reino Unido "mergulhado" numa febre de nacionalismo, tudo o que poder ter o rótulo de "nacional", agrada a muitos. Que não se importam de pagar mais por um produto, se o gesto significar estar a contribuir para a economia local, e não estrangeira. 

Estão a ser ludibriados!!




No primeiro emprego temporário que tive depois do verão, a firma pertencia a jovens Chineses e fazia exportação de diversos produtos para fora, nomeadamente para a China. Imagino que recorria a múltiplas plataformas online para o fazer. 

O que talvez ninguém tenha percepção, é que praticamente todos os produtos exportados daqui do Reino Unido para lá, eram feitos na própria China, país para o qual os re-exportavam!! Depois da importação para o Reino Unido, onde foram colocados à venda nos grandes armazéns como o Harrods, Selfridges, Debenhams, esta empresa Chinesa ia comprá-los a esses armazéns e revendia-os de volta para a China, com um preço mais elevado. 

Apanhei muitos recibos dessas compras. Os quais foi-me dito para "deitar fora". O principal produto exportado era modelos de ténis de marca cara, (ver aqui), quase todos Adidas. 


Os ténis eram simplesmente adquiridos por estes chineses do Reino Unido nas lojas caras do país - como o Selfridges, em Londres - e são revendidos para o cliente chinês, que certamente tem mais poder de compra e fica todo "contente" por ir comprar algo "estrangeiro de melhor qualidade". 

Posso garantir que apanhei muitos recibos de compra desses ténis ainda dentro das caixas e os preços apontavam para quase 200 libras de custo. Claro que, sendo revendidos e exportados, fosse para a China ou outro país qualquer, certamente que o valor cobrado vai com uma boa margem de lucro. 

A empresa também exportava peças de roupa - como os casacos da marca The North Face. Vinham em caixas todas bonitas originárias da China. Uma vez chegadas aos armazéns de cá, abriam-se as caixas de papelão, deitava-se todo o conteúdo extra fora, e volta-se a empacotar o casaco, sem cerimónias algumas, numa caixa simples, sem logotipo de loja. 

Tudo feito na China, comprado lá, enviado para cá, desempacotados, colocados em embalagens neutras e re-enviados de volta para a China.


Causa-me um pouco de asco. Mas é o mundo capitalista que temos. E é todo Chinês. 
Todas as firmas fazem algo semelhante - por mais que "arrotem" termos nacionalistas. Procuram "diluir" a intervenção chinesa na informação passada para o grande público. Seja no rótulo de roupa, seja na embalagem que embala o electrodoméstico de marca nacional. 




Agora estou numa empresa britânica, que diz que constrói manualmente os próprios electrodomésticos. E é verdade: vejo-os nas máquinas, a cortar as peças. Mas o que não é dito é que o material em si, vem de onde? Adivinharam: da China. 

As partes que eles não compram em "chapa" para cortar, compram já moldadas. Todo o exterior de um electrodoméstico em particular é feito na China. Aqui limitam-se a fazer a pintura. (Por vezes mal). Os restantes electrodomésticos não são montados cá: vêm por inteiros de lá e trocam-lhes as tomadas aqui.

Noutro dia estava a observar através da porta de vidro um colega a testar um electrodoméstico. O que me chamou a atenção não foi isso, mas o enorme caixote de cartão que estava ao lado. Fita adesiva com a palavra "quarentena" colada a toda a volta.

Veio da China - o país que começou a alastrar o vírus CORONA. 
O Corona está ativo e a alastrar-se.

Não é um risco menor aos que estão "longe" da China. Porque a China não está longe de lado algum: está em todo o lado.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Brinquedos para adultos


Confesso que sou curiosa. Por esse motivo, andei no Aliexpress a espreitar e acabei por me deparar com coisas tão fantásticas que tinha de vir aqui partilhá-las com vocês!

Vou começar por este MASSAJADOR. Reparem no dito. Feito com silicone, é maleável, coloca-se na boca de forma a tapar completamente os dentes, formando uma espécie de túnel direto até a garganta. Segundo a descrição e última imagem, remove rugas e faz bem aos contornos do rosto.


Olhem esta, como a moça está atraente!


E se vissem esta aqui na rua, assustavam-se?
SEXY!!

Tudo pela beleza, claro. 

Há quem vá mais longe com o uso do silicone sem ser apenas para fabricar uma parte da anatomia e faça tudo em silicone: lábios, boca, língua, rosto!


Não há parte da anatomia que não esteja reproduzida neste material. Eu vi. Todas muito realistas. Mas a que vos deixo aqui de seguida é esta. Para quem gosta de... dedos.

(Não ninguém foi amputado!)

De facto, para quê precisamos nós dos dissabores das relações românticas de carne e osso, que implicam tanto sofrimento, desgosto, dor...? Usando computadores mantemos relações virtuais e com bonecos realistas assim, a "mesa" está toda posta.


Também se encontram aparelhos que prometem coisas engraçadas. Este aqui apelidei-o eu de amplia melões.
 Usavam? A mim parece-me uma máquina de tortura e inútil! 

 Mas o creme-de-la-creme é este pedaço de silicone com calcinha vermelha. Ele reproduz a anatomia feminina para ser usado por quem é... do sexo masculino!


Instruções detalhadas da lavagem e envio.


Gráfico explicando como o transgender deve substituir a sua anatomia masculina pela feminina. 
Uau! Uma coisa que permite o coito de gajo como se fosse gaja!!
Mas há algo que não seja possível?


Fiquei parva. Sério. Interessante, sei que útil mas... espantoso. Assim como espanto é o que mostro de seguida. Até curto. Gosto de coisas diferentes.


 Será que posso usar esta máscara na rua quando caminho na avenida e respiro os fumos do tráfego automóvel ? Deve filtrar bem o ar!

O que não contava encontrar no Aliexpress é a pele do rosto da Betty Gravenstein! Bolas, que a mulher deve mudar a epiderme como o fazem as cobras. Deve ser assim que a mantém esticadinha!


 Por último, meus caros, o maior choque. Preparem-se... é horrível! É temeroso! É intrigante!!
É... isto!!


Sim, estão a ver bem. Cola-se um adesivo e....
sai uma coisa preta, horrível, nojenta, horrorosa do umbigo!!!

Acho que confundiram o umbigo com o anús! De lá é que sai este tipo de merda!
Ai Jazus!!!
Que me fez tanta impressão olhar para isto.

Mas o horror continua. E não é só porque pior que a nhaca preta, está a unha da mulher toda lascada e pintada até meio! Urgh! Mas... vais tirar uma foto assim mulher???
Sim, o horror continua. 
Para o inculto como eu, parece que o site está a tentar vender a bola peluda e preta como um petisco! 


Aqui está o link. Julguem por vocês mesmos. A imagem mostra um FRASCO CHEIO desta bola preta embrulhada em papeluchos brancos daqueles das rifas e 40 adesivos. Pelo módico valor de uns 20 euros. Opá! Se não é petisco é para curar o organismo tipo Vick Vaporub mas... é mesmo necessário, pá???

Estranhices!



sábado, 3 de fevereiro de 2018

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O mundo é Chinês


Estou a preparar uma festa e como sou dada a bricolage, tive ideias para as decorações. O material que necessito para levar as ideias adiante nem é complexo: toalhas plásticas, umas folhas de e.v.a. de grandes dimensões, papel autocolante de veludo.

Pois bem... Já corri tudo o que é loja nos arredores e proximidades e NADA de encontrar o que preciso. Isto acontece sempre. É o que mais me frustra quando me lanço num projecto criativo.

Placas A4 de E.V.A - poucas cores e tamanhos limitados


Em termos de electrónica, procurava também uns leds de pilha, coisinha simples, que deviam ser vendidas às centenas nas prateleiras de muitas lojas da especialidade e não especialidade por aí. Mas não se vendem. Só encontrei duas ou três lojas online, o que é uma chatice. Queria ir a um local, escolher, poder trazer só uma unidade. Lojas online não se prestam a isso. 

A alternativa às pilhas, seria fazer as próprias... com um condensador e uma pilha de relógio. Numa operação simultaneamente simples e complexa. Mas e encontrar a alternativa à alternativa? Ainda é pior: boa sorte nessa empreitada!

Concluí - na realidade faz até bastante tempo - que Portugal é chinês.


Não se encontra mais nada. Antes, uma pessoa encontrava de tudo. Tecidos, electrónica, metais, ferramentas, tintas, cordas e cordéis... Uma pessoa sabia que podia ir "aqui" ou "ali", a certas lojas, ou mesmo a certas ruas, e era garantido: quase de certeza não só encontrava o que se pretendia, como surgiam outras alternativas e se ficava a conhecer outros novos objectos.

Hoje com a abertura do mercado à China... é uma calamidade!!

Seja o que for que se procure, tudo está standarizado e muito limitado. Os chineses, ainda por cima, são DITADORES. Limitam o tipo de produto que exportam e não apresentam variedade. Eles ELIMINARAM o comércio tradicional, que era vasto, amplo e de qualidade. Saudades das retrosarias, do comércio especializado, que tinha de tudo... Obras no WC? Vá a uma drogaria! 


Isto que digo é muito sério. Saudades imensas das "ias".... Mercearias, drogarias, retrosarias, papelarias!

Vive-se no centro de uma cidade grande, na teoria, isso significa uma maior variedade e facilidade em encontrar qualquer tipo de produtos. Mas na prática... nada.
Antes fosse uma aldeia, menor mas, onde se fosse procurar, saber-se o que se vai encontrar.


Acredito que o futuro é online. Acabando-se o comércio tradicional, ficando apenas as grandes e standarizadas grandes superfícies, ou as lojas tax-free dos chineses, vamos nos virar para o online! Para quê ter tanto trabalho em deslocações se é tudo igual em todo o lado?

Eu vi as mesmas toalhas, somente nas mesmas quatro cores (nenhuma azul ou vermelha), não encontrei em parte alguma papel autocolante em veludo (coisa que antes se encontrava sem dificuldade alguma e em variedade de cores) e as folhas de E.V.A. são uma desilusão: pouca variedade nas cores e dimensões e ,nos hipermercados, a aposta vai para as pequenas folhas com "floreados" impressos. 

Fui a três sítios com uma amiga que procurava comprar molas para prender a roupa: hipermercado, loja dos chineses e outra loja qualquer. 

Pois todas vendiam o mesmo tipo de mola, ,com o mesmo formato, o mesmo material... Nenhum demonstrava grande segurança na construção. Todas aquelas molas para a roupa pareciam frágeis, capazes de se partirem por nada, se quebrarem com dois dias de exposição ao sol...

De onde vem esta padronização de produtos? 

"Brinde" que veio com uma compra no site Aliexpress

Já acho que fiz mal em não mandar vir estas coisas da china. Pelo menos vinha diretamente e sem preocupações! Porque outra coisa que me impressiona é que tudo onde coloco as mãos vem com "fabricado na RPC". Como se uma pessoa não soubesse que China ou República Popular da China é exatamente a mesma coisa! 

Todo o produto vem em destaque "IMPORTADO POR...". Mas de onde? Da China. Ainda não encontrei uma única coisa - desde peças de roupa a artigos de decoração, a material escolar ou de papelaria, que não tenha como local de fabrico a China. Seja esta condição camufladamente indicada com minúsculas letras da sigla RPC ou não.

Uma britânica fez uma compra na Primark....
E eu fico seriamente a pensar se quero compactuar com o enriquecimento de uma nação que usa e abusa do trabalho manual infantil, que despreza os direitos dos trabalhadores e faz prática do trabalho de escravo

Uma ida a uma dessas lojas me causou impressão, pois os Chineses cá estão a adoptar uma nova alternativa à habitual vigilância: contratam pessoas locais só para seguirem os clientes pelos corredores. E desta vez não foi um homem que vi, mas uma criança! Loura, de um metro e 30 de altura... Podia até ser quase de maior, mas duvido muito. 


Agora até o esquema de trabalho infantil eles importam para cá. Não registam as vendas, cada vez que compro algo e peço o talão eles o fazem sem a caixa registadora fazer um piu... O que fazer? Deixar de comprar quando tudo já é feito lá? Por mãos tão pequenas quanto provavelmente o são as mãos daquela adolescente a trabalhar numa loja de chineses? Gostava de ter alternativas. Só que não há alternativas. 


Se as houver, viraram alternativas de "luxo", para padrões económicos mais elevados. O comércio Tradicional... vai passar a ser uma espécie de «museu». E o restante está todo contaminado pelo vírus do RPC.

"Obrigado" governantes! Tirem-nos desta latrina, sff!




O Mundo é chinês e é de Reles Qualidade.


Ver também: a pegada desoladora

domingo, 29 de setembro de 2013

Territorios e reconquistas Chinesas


Carregue na imagem para ver melhor. Trata-se de um gráfico removido da Wikipédia sobre locais onde foram filmadas cenas para quaisquer filmes da saga 007. Por curiosidade temos Portugal na lista. Mas não é por Portugal que coloquei aqui este excerto. É pela CHINA.

A China conseguiu invadir as economias alheias com os seus produtos e lojas de qualidade inferior. Soube explorar o povo até à escravatura para aumentar o tesouro do país e assim poder comprar empresas no exterior e até, ser credores de parte da nossa dívida. Mas não foi só desta forma que a China conquistou bens e dinheiro. Conseguiu recuperar de volta territórios mundiais pertencentes a outros países com simples acordos. Hong Kong era Britânica e Macau portuguesa, até 1999.

Não entendo muito de política mas entendo de conquistadores. E parece-me existir aqui uma irresistível vontade de conquistar cada vez mais, da forma que realmente se conquista as coisas: pela economia. Qual guerras com armas, qual quê! As verdadeiras conquistas são cerebrais.

E assim a China passou a ser um país que desde a queda do muro de Berlim expandiu-se além fronteiras.
Eu só fico a pensar, eu que não entendo de política, quanto custaria a venda de um território, de um país. Se Macau tivesse sido vendido à China, hoje esta não teria de comprar parte da nossa dívida, nos emprestar dinheiro a juros... E nós não estariamos na enrascada em que estamos! Dar Macau e perdoar dívidas externas milionárias...  Mas por acaso agora perdoam a nossa??

Não que critique o altruísmo, porque faria o mesmo. Mas não governo nada sem ser a minha vida. Não governo um país e toda a sua população, não tenho os seus interesses como obrigação profissional, pelo que a generosidade só pode ser aplicada conforme o que se doa é nosso ou pertence do povo. Têm os governantes direito de doar territórios e perdoar dívidas quando o povo está a crescer na pobreza?

Enfim, reflexões....
E amanhã (hoje) já se vai às urnas, escolher mais alguns para nos governar. Esperemos que bem, pois tão precisados estamos!!

XX

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Privatização TAP




A TAP foi hoje privatizada?!


F.U.C.K!

Mas o Estado é dono de alguma coisa ou vai tudo para os chineses?

sábado, 3 de novembro de 2012

Integração numa CULTURA


Recentemente entrei dentro de uma superfície comercial "chinesa" e, ao precisar de auxílio para adquirir um produto, procurei um empregado entre os corredores. Encontrei dois, um jovem rapaz com quem já tinha falado e uma jovem rapariga. Expliquei-lhes então a situação:

-"Boa tarde. Preciso de ajuda com um artigo (disse o nome), só encontro um e queria saber se por acaso têm mais em armazém".

O rapaz não me responde, vira-se para trás e grita por alguém na sua língua. E depois, mais nada. Nem um gesto, nem uma palavra. O outro também não aparece para se dar a conhecer ou indicar o cliente para o seguir. Não me é dada qualquer resposta. Nem sequer gestual. Simplesmente deixam-me ali.

O que vale é que não fiquei estancada à espera. Dirigi-me novamente para a zona do artigo. Se lá estivesse alguém para prestar ajuda, muito bem. Se não estivesse, virava as costas e saía pela porta. 

O empregado, outro miúdo jovem, também não se dirigiu a mim, cliente, para prestar auxílio. Mais uma vez, aproximei-me, dei a «boa tarde», indiquei o artigo, expliquei a situação. Directa e sucinta. O rapaz não diz nada. Não dá resposta, nem sequer gestual. Nem "ai" nem "ui" - como se costuma por cá dizer. O que entre nós é vulgarmente considerado um sinal de falta de boa educação. Os portugueses podem sentir algum incómodo pela frieza e falta de atenção mas somos um povo tão aberto que aceitamos as diferenças, mesmo quando estas «arranham» a base do que é para nós a nossa educação cultural. Mas tratando-se de outra cultura, relevamos...  

Pergunto a este empregado se posso abrir a embalagem para espreitar o artigo, pois haviam colocado um enorme cartaz de cartolina manuscrito com canetas de várias cores onde se «ameaçava» que quem abrisse as embalagens teria de pagar o artigo e era estritamente necessário pedir ao funcionário para as abrir. (os chineses também não entendem a diferença entre uma comunicação e uma intimidação, deve ser algo do regime comunista) Pois pedi... e não obtive qualquer resposta. Nem um som. O rapaz nem se digna a estabelecer contacto visual. Parece que estou a falar para um MONO.

Abri a embalagem. 

O rapaz aproxima-se e põe nas minhas mãos um artigo, mas não o pretendido. Agradeço (gesto de cordialidade que é como se caísse em ouvidos ocos) e explico que já tinha encontrado um par daqueles, pretendia era outro. Ele lá remexe em tudo sem nada dizer e volta a esticar um artigo na minha direcção, desta vez o correto. Agradeço-lhe. E como havia retirado alguns das prateleiras e sou das que arrumam de volta e no sítio certo, perguntei-lhe se não se importava de os arrumar. Não me responde mas entendo que é o que vai fazer, pois já o outro rapaz, ao me ver a retirar os artigos, pegou nestes e tive de lhe pedir para os deixar ficar, pois encontrava-me a escolher. 
Antes de me afastar de vez, volto a agradecer. 

E agora pergunto eu: estes JOVENS, provavelmente já nascidos cá ou pelo menos cá criados, não deviam já integrar-se melhor nos costumes locais? Parecem entender o português bastante bem, mas não emitem uma palavra. Nem sequer fazem um esforço! E isso é que é algo incomodativo. O povo português é conhecido pela afabilidade com que recebe e pela entrega em se adaptar a outros países, outras culturas e outros costumes. Já cá recebemos vagas migratórias de todo o género de povos: africanos de Cabo Verde, de Angola, Brasileiros, mais recentemente pessoas oriundas da Europa de Leste... e em nenhum destes encontro uma maior falta de atenção para com o povo acolhedor, no sentido de absorverem os costumes, a cultura, os tratos sociais. 

Se for o povo português a emigrar, fazemos um esforço por nos adaptar. A primeira coisa que fazemos, custe o que custar, é tentar aprender a língua. Começamos logo a tentar comunicar oralmente, assim como comunicamos bastante gestualmente. Somos um povo que se adapta, e mesmo que muito   afastados pela cultura de origem, existe sempre uma pre-disposição para a adaptação. Pode até ser má,  mas pelo menos fazemos esse esforço. Se emigrarmos para França, aprendemos a falar francês. Para qualquer outra parte do mundo, falamos inglês. Se formos a Espanha, falamos espanhol. Se formos para Itália, falamos italiano, e por aí fora...

Até dentro do nosso país, gostamos de aprender outras línguas! Portanto, custa-me um pouco entender a mentalidade de uma cultura que, pelos vistos, parece tão mais fechada, tão mais incapaz por ESCOLHA própria de se «mesclar» na cultura que a acolhe. 


Nas escolas aprende-se logo em criança, o MODELO BÁSICO DE COMUNICAÇÃO entre os humanos: o Emissor, a Mensagem e o Receptor. Não sei se os chineses que encontramos na maioria dos estabelecimentos comerciais auto-sustentados entendem esse conceito. Ao fim de anos de permanência neste país que os acolhe, parece que foi ontem que chegaram, tal é a aparente indiferença para com os costumes que cá encontram. E é por esta razão que estes «comerciantes» me fazem lembrar uma praga de gafanhotos: chegam, usam, tomam o que gostam, desgastam, destroem, não deixam nada de bom em troca.   

Lá se vai o mito do imaginário tradicional, que transmite a ideia de que todos os orientais são muito bem educados e cordiais, com as suas vénias e "ais"...



sexta-feira, 9 de março de 2012

o comércio JUSTO e a CHINA

Há 15 anos comprei numa chique loja de decoração um sofá insuflável. Azul, feito de plástico transparente muito resistente, era um objecto de grande utilidade e com a sua graça. Quando me sentei nele descobri um elevado nível de conforto. Estava muito contente com a minha aquisição. Até ter visto uma coisa verdadeiramente chocante.


O que vi foi a impressão empoeirada de uma sola de um ténis, situada no interior do braço de descanso do sofá. Uma impressão perfeita e pequena como a de um pé infantil, que estava claramente a denunciar uma realidade: CRIANÇAS tinham estado em cima daquele material. Fiquei com o olhar fixado naquela perfeita impressão. Como podia agora sentar-me confortavelmente e relaxar naquele sofá, quando suspeitava que a sua origem de fabrico consistia na exploração de crianças, no TRABALHO INFANTIL?


Comecei a pensar na loja onde o comprei. Não era uma loja dos 300, a grande novidade da altura, cheia de variados artigos a preços acessíveis. Não. A loja onde encontrei o sofá era uma loja «pomposa».


Assim que se pisa a entrada os olhares dos lojistas fixam-se em ti e no passo a seguir um deles chega-se de imediato e pergunta se nos pode auxiliar com alguma questão. Era um tipo de loja na qual não nos conseguimos sentir totalmente à vontade, porque cada movimento é seguido por olhares e qualquer paragem mais demorada a olhar um artigo origina da parte dos lojistas o típico comentário que visa justificar o preço cobrado através da qualidade dos seus produtos. É um ambiente desconfortável, entendem? Como pode uma loja assim comercializar artigos de proveniência duvidosa? E ainda por cima cobrar valores elevados e maximizar o lucro em cima do trabalho infantil??


A verdade sobre a sociedade comercial na qual vivemos é tudo menos bonita. Se formos a olhar para a origem de tudo o que está há nossa volta e tivéssemos de prescindir das coisas que exploram terceiros, provavelmente não teríamos NADA para vestir, calçar, andar, usar, brincar ou comer. A simples canela que se encontra a preços baratos por todo o mundo é fruto de exploração. O cacau consumido pela maioria das marcas de chocolate também provém de EXPLORAÇÃO INFANTIL.


Quando os pais aqui em Portugal, na França, na América, em Espanha, na Suíça ou em qualquer outro país civilizado compram aquela barra de chocolate para os seus filhos não têm consciência que foi uma criança tal e qual a sua que colheu o Cacau das árvores…


Os anos passaram desde que aquela impressão empoeirada de um pequeno ténis infantil tornou-me cúmplice de um acto de escravidão.


Os anos passaram mas a exploração infantil ou o trabalho de escravo não parece ter sofrido grandes revezes. Continua tudo muito «mascarado», oculto em burocracias e em políticas. A China é o país mais famoso por EXPLORAR o seu povo e documentários feitos com câmaras ocultas retiram quaisquer dúvidas de que este é um povo escravizado. No entanto, cá está a política, os acordos com a China, a abertura do nosso mercado comercial para os produtos chineses e agora a compra da nossa dívida…


Estas decisões têm um preço e começamos agora a sentir os problemas sociais e económicos que derivaram dessa abertura do mercado português para os produtos de fraca qualidade e preço acessível chineses. Uns apontam as famosas lojas dos 300 como a origem do problema mas, se calhar, as lojas mais finórias também não resistem à tentação das margens de lucro elevadas, acabando por se associarem ao comércio de exploração.


Sempre que puder, vou optar pelo COMERCIO JUSTO. Começar por consumir o produto nacional é a primeira coisa a se fazer, a mais sensata a mais fácil. Mas como nada é transparente e a exploração parece ser um fenómeno global, fica difícil escapar à cumplicidade involuntária.


Há dias entrei numa conhecida loja de roupa e comprei um muito necessitado casaco. No acto de pagamento, pedi para que removessem o preço. A rapariga atrás do balcão pega na tesoura e, além do preço, corta também a etiqueta. Quando cheguei a casa fui inspeccionar o casaco à procura de uma qualquer etiqueta, mas nada encontrei, a não ser uns fios brancos resultantes da tesourada. Será normal cortarem a etiqueta de um casaco? Qual a origem? Que instruções de lavagem são as recomendáveis? Quem fez este casaco??


É importante tomar consciência sobre as empresas que realmente praticam o comércio justo e, como consumidores, não colaborar com as que fecham os olhos à exploração e aos direitos humanos. Hoje, na RTP2 ás 23.30, vai passar um documentário que merece uma espreitadela. Vejam.