Não resisti: procurei, encontrei e vi o filme "Sufragistas".
Ao contrário dos últimos que visionei, o final é a parte mais forte. Nesses créditos surgem as datas em que o direito das mulheres ao voto é finalmente obtido na Inglaterra. Logo de seguida passa uma lista de muitos outros locais no mundo onde o direito ao voto no feminino é permitido, e respectivas datas. Infelizmente não aparece Portugal.
A Nova Zelândia detém um título de causar orgulho: foi o primeiro país a conceder às mulheres o direito de sufrágio. Mais de 30 anos antes do Reino Unido. O último a fazê-lo foi a Arábia Saudita, em Dezembro do ano passado. Acho que é um momento digno de livro! Se fosse uma mulher saudita, faria por escrever um livro detalhando os acontecimentos e até já tenho título*: Dedo Púrpura.
mulher muçulmana a mostrar o dedo de voto
Mas então e Portugal? Fui verificar. Já tinha lido sobre a primeira mulher a votar em Portugal- Carolina Beatriz Ângelo, médica cirurgiã, viúva e com filhos. Aproveitou uma lacuna na lei e em 1911 votou! E ainda bem que o fez, faleceu pouco tempo depois, coitada!! Trataram logo de mudar a lei, não fossem aparecer outras mulheres com as mesmas pretensões.
à direita: Carolina no dia em que votou (28 de Maio de 1911)
à esquerda: Ana de Castro Osório, escritora e presidente da liga de sufragistas portuguesas
A segunda mulher a votar em Portugal só o pode fazer 15 anos depois de Carolina, em 1926. Mais uma vez, o acto de cidadania só era autorizado às mulheres com curso superior ou ensino secundário completo, que fossem maiores de idade e chefes de família. Em 1931 estendeu-se um pouco mais as condições, que ainda assim permaneceram restritivas. Em 1933 novas mudanças... as solteiras de boa índole poderiam votar... para as juntas de freguesia, somente. A total igualdade constitucional só surgiu de verdade depois do 25 de Abril de 1974... Mais precisamente na constituição portuguesa de 1976!
Foi só aí que as mulheres adquiriram um estatuto de igualdade. Passaram a ser cidadãs de primeira classe, não de segunda. Acabaram-se os mitos de que não tinha capacidade intelectual para votar, que tinha de ficar em casa a cuidar dos filhos, não podiam estudar porque o seu cérebro era menor do que o do homem e por isso não ia aguentar tanta informação... Acabou-se!
Repararam que o direito ao voto conquistado pelas mulheres foi tudo menos uma torneira que se abriu? Não foi uma coisa que estava vedada e subitamente um decreto fez com que passasse a existir. Como toda a ideia legítima, encontrou sempre uma tremenda resistência, da parte da lei, do governo e dos Homens. E quando finalmente esta atrocidade foi eliminada, não foi como abrir uma cancela e deixar passar as mulheres até às urnas. Esta dívida da lei e do governo foi «paga» a conta-gotas.
Primeiro autorizaram só as ricas e instruídas, depois só as casadas, depois as solteiras de boa índole mas só para um tipo de voto... Ou seja: tanto aqui em Portugal, como em qualquer parte do mundo, esta igualdade não foi uma torneira que se abriu e pronto: está feito. Nada disso! Foi a conta-gotas que chegou. Terrível, não? Só de pensar que no que verdadeiramente importa foram precisas décadas para atingir um tratamento não diferencial e igualitário...
Que por vezes, até nos dias de hoje, nas sociedades mais desenvolvidas, falha:
«Mulher no Brasil impedida de votar (2014)»
Emocionam-me estes factos e fico com enorme curiosidade por descobrir mais, ao mesmo tempo que percebo o quanto desconheço tanto. Hoje apetece-me conhecer mais sobre estas mulheres - que não estão tão distantes assim. É uma geração de lutadoras que ainda respira e vive. Devia-se explorar este tema quase até à exaustão. Como povo, se não nos conhecermos e à nossa história, perdemos um pouco a nossa identidade.
Espreitem aqui este sintético excerto em vídeo dessas histórias de lutadoras portuguesas - infelizmente hoje praticamente desconhecidas.
Ainda vos deixo com este vídeo dos óscares 2015... Além de admirar esta atriz que sempre intuí como uma pessoa muito humana, simples e despretensiosa, além de verdadeira artista, ela chegou ao palco e disse! Em Hollywood fala-se muito de «respeito à diversidade» mas tal como em qualquer parte do mundo - inclusive aqui - o que se diz e o que se faz, muitas vezes são coisas diferentes. Todo o seu discurso abrange o que precisava e vai mais além, é ao mesmo tempo de agradecimento mas também de activismo, simples e inteligente. Afinal, este é o momento em que «o mundo» está de olhos postos naquele evento. Muitos dos agraciados pretendem cunhar com cidadania um momento destes. E ela o faz dentro do limite de tempo, sem excluir nada, de forma brilhante. A reação na plateia também foi clara. Convosco, Patrícia Arquette.
*Primeiro faria a pesquisa para saber se as votações na arábia saudita foram de dedo pintado - pois não me parece terem sido, ainda assim, o livro podia falar não apenas deste país, mas do direito das mulheres muçulmanas ao voto por toda a parte. Iam ler este tipo de livro?
Pela primeira vez cheguei a conjecturar não ir à urna de voto. Talvez tenha sentido falta da chuva. Acho que nunca fui votar sem ser debaixo de chuva! Mas consegui ultrapassar essa ideia. A noção de dever cívico falou mais alto. Ao final da tarde, já de noite cerrada, dirigi-me à escola para votar.
Ao entrar na sala, parei à entrada a aguardar que me chamassem. Uma senhora na mesa de voto, temendo que avançasse, mandou-me aguardar. Enquanto tentavam descobrir o "novo" número de eleitor de uma senhora à minha frente, não me mandaram avançar. Tive tempo para observar a sala, Naquela, nunca tinha estado.
Era muito infantil, com lições escritas e desenhos pendurados. Material escolar espalhado pelos cantos e uma secretária na entrada. Saiu uma pessoa detrás da "cabine" de voto, foi à urna, recebeu a sua identificação e saiu. Mandaram-me então avançar. Dirigi-me à pessoa que me chamou, mostrei-lhe o número de eleitor e ela não me respondeu. Estava a falar com a outra pessoa do lado. Saiu a eleitora que "não sabia o número" e avancei para a urna. Ainda estava a tirar o cartão de cidadão de dentro da carteira que trazia na mão e já estava ao meu lado outra pessoa que tinha entrado na sala depois de mim. Achei... indelicado. Esperei eu «que tempos» para entrar e aquela não aguardou um segundo. Não foi "barrada" ainda que tivesse travado a tempo, como eu fui. Não gostei. Coisa pequena, bem sei. Só podem estar dois eleitores na sala ao mesmo tempo, bem sei. Mas caiu-me mal.
Estas coisas passam-me tão depressa que já haviam passado quando peguei na folha A4 com os rostos quase todos pouco conhecidos, para num colocar uma cruzinha.
Vou colocar uma cruzinha ou não? Ainda estava em dúvida enquanto me dirigia ao divisor de voto colocado à frente de uma parede com pequenas janelas. Quando chego ali é para pegar na caneta e votar. Acabo por escolher uma quadrícula e desenhar uma cruz, com base numa curta conversa política que tive com uma pessoa que me apresentou o seu ponto de vista de voto.
Cheguei a pensar não deixar cruz alguma. Deixar o voto em branco. Mas a minha confiança no sistema já não é mais a mesma e ocorreu-me que quem os fosse desdobrar pudesse aproveitar o voto em branco e "escolher por mim" o candidato. Cheguei a pensar, inclusive, se o devia tornar nulo. Coisa que não me passaria pela cabeça fazer antes. Mas como já disse, a minha confiança não é mais a mesma. Podia ocorrer de um voto nulo conter uma mensagem bem mais forte e acabar por ter mais força que um qualquer voto? (Há pessoas que investigam os votos mais insólitos). Ocorreu-me tudo isto em fracções de segundos, mas acabei fazendo "a coisa certa" - que é votar e não desperdiçar o voto.
Papel dobrado, dirigi-me à urna para depositar o meu voto. A pessoa que entrou atrás de mim antecipou-se e estava agora à minha frente. (coisa de segundos,eu tive de arrumar a carteira ao chegar ao separador, lembrem-se que a tinha na mão). A pessoa à minha frente entregou o seu voto, virou-se e saiu. Nisso dou com toda a mesa a rir. Trocavam chalaças uns com os outros. Estavam a rir do eleitor que já estava a sair pela porta. Riam-se, pasmem-se, por ter dobrado o boletim com "bicos".(presumo que canto com canto, obtendo uma forma triangular).
Depositei o meu na urna - não o entrego para ser outra pessoa a depositar. Nunca tenho a certeza qual o número de dobras corretas a dar ao boletim, mas tendo em vista o anterior, o meu só podia parecer perfeito e irrepreensível. Acreditem, a seguir àquele boletim dobrado em triângulos, aos olhos daquela mesa o meu só podia parecer irrepreensível.
Saí com um sorriso e um agradecimento mas, ao mesmo tempo a achar cá com os meus botões, que não foi muito delicado por parte daquelas pessoas se rirem nas costas do eleitor e na frente de outro.
Esta é a segunda vez que detecto vibrações «menos boas» das pessoas que estão na mesa de voto.
E pronto. Foi isto. Coisinhas de caracacá que aqui decidi partilhar só porque me apeteceu :)
A esta hora já se sabe quem vai ser, por quatro anos (a menos que bata as botas) o novo presidente da Republica: Rebelo de Sousa. Só espero que seja um BOM presidente para este País.
Não costumo revelar. Posso dizer que, tal como há 4 anos, não votei neste governo, nem tão pouco no concorrente direto. Sei o que isso significa: o resultado está à vista. Ou se vota no rival com mais hipóteses de vencer, ou os que gostam de cores, por sistema, escolhem suas cores ainda que sofram as consequências. Mas também, depende que quem são os que sofrem mais consequências. Daí as cores....
Bom, mas vou confidenciar uma coisa. Após ter revelado no que votei nos referendos, posso dizer que nesta eleição, pela primeira vez desde sempre, votei de forma inusitada. Não sabia bem a quem atribuir o voto, o que sabia era a quem NÃO ia atribuir. Eu e muitos outros - aposto, e deu no que deu.
E pronto. Está feito. Desloquei-me até às urnas de voto e votei. Não demorou mais tempo do que aquele que leva a entrar num WC público e sair rapidamente devido ao mau cheiro.
Saí de casa no pico da chuva que horas mais cedo ameaçava cair mas não caía. Debaixo de muita água a vir do céu e saltando o melhor que conseguia as pocinhas de água depositada no chão. Cheguei à escola de voto já ensopada, desejosa de sair o quanto antes dentro dos jeans molhados que já me atingiam os ossos. Mas porque será que em dia de eleições sempre, mas sempre chove? E bastante? Será que é um sinal? Um mau sinal porque, ao contrário do que se diz para os casamentos, não creio que a chuva traga muita sorte para um dia de decisões importantes e praticamente irrevogáveis. (não irrevogável à la Paulo-submarino-Portas).
Regressei a saltar as mesmas poças de água que encontrei no caminho para lá. Principalmente os lençóis com uma faixa rodoviária de largura, que se encontram nas bermas dos passeios, junto às estradas, devido à forte precipitação e à deficiente escoação de águas pelos "bueiros" que os candidatos dizem que vão manter limpos. Vamos a ver se é desta que cumprem!
Em quem votei?
Bom, o voto é secreto mas posso divulgar que votei. Desta vez não deixei nenhuma casinha em branco. Dobrei cada boletim de voto sem precisar "despistar" quem me vigia "mimicando" o gesto de quem efectua uma rubrica num papel.
Ao abandonar os portões escolares reflecti no facto de ter votado. De tê-o feito exatamente como meus avós já teriam feito logo pelas primeiras horas da manhã, se fossem ainda vivos. E depois telefonariam à família, para nos avisarem que já haviam votado e para não nos esquecermos de ir votar também. Reflecti nos restantes membros sobreviventes da família que me são mais próximos. Em cinco, só eu voto. Acho lamentável que numa família próxima de cinco pessoas, só eu pratico o direito a voto. Desta vez ainda apresentaram uma nova desculpa, a falta de uma urna electrónica para se poder votar em casa. Mas a verdade é que, se em décadas não exerceram o seu direito de voto e a essa responsabilidade viraram as costas, não é certamente por maior comodidade que agora iam deixar de virar. Os argumentos futuros para continuar a não exercer o direito de voto apenas iam mudar, não cessar. "Ah, aquilo não funciona! É muito complicado, tem-se de introduzir os números de cidadão, depois o nome, depois isto ou aquilo! Não percebo nada! Eles que façam as coisas mais simples. Não estou para perder tempo". - Não tenham dúvidas que seriam estes o tipo de argumentos.
E se ver futebol fosse um direito exclusivo aos que votam?
Me entristece esta falta de remorso. Trata-se de um simples gesto de grande importância cívica. O único que nos é pedido pelo governo, que nos aproxima da política e nos torna parte do processo eleitoral. Eu não seria capaz de ficar de bem com a minha consciência, se soubesse que em dia de voto optei por ficar na preguiça a ver televisão, a vagabundar oua reclamar da vida. Tenho até razões para reclamar, mas prefiro levantar o rabiosque e cumprir as minhas obrigações. Mas estes familiares não estão a salvo. Já lhes "puxei as orelhas" e lhes lembrei que nas próximas, as presidenciais, vão ter de votar. É neste tipo de situações que admiro ainda mais meus falecidos avós pois, apesar de muito pouco instruídos, claramente não lhes faltava a noção de dever como cidadão votante. A maioria dos filhos e netos não herdaram essa percepção. Ah, como é bom às vezes ser a ovelha negra da família!
Talvez esta nova geração de votantes, os que acabaram de fazer 18 anos, venham com uma consciência diferente da maioria das gerações que lhes antecedem. Porque já chegaram à maioridade a temer os efeitos da crise, a ter noção de que a política afecta as suas vidas, os seus sonhos, as suas aspirações.
Uma grande gap geracional ocorreu entre a geração o pós-25 de Abril e a actual. Mais de 30 anos de gerações votantes com as costas muito voltadas para o acto eleitoral. Mas creio que, finalmente, a juventude abriu a pestana para a importância de acorrer às urnas. Agora é esperar!
Apesar de estar a chover torrencialmente, tal como das outras vezes, e as outras vezes acabaram por não serem experiências assim tão boas, esperemos que não seja a chuva um mau presságio. Mas não nos iludamos: os próximos anos não vão ser melhores. Se não forem mais complicados, já é muito bom!! Vem por aí muita dificuldade e retrocesso. Não vai ser numa única eleição que as coisas se vão resolver. Mais algumas gerações de jovens bem instruídos podem chegar à idade adulta com escassas oportunidades de um bom futuro.
NAS PRÓXIMAS eleições, as presidenciais, espero que a adesão seja massiva.
Nada de ficar em casa! Podem ir passear, mas antes há que votar.
Quanto querem apostar que a adesão à estreia da Casa dos Segredos 4, mais logo na TVI, não vai ter tanta abstenção?
Vou abrir mão do sigilo de voto que jamais pensei violar para falar da prática do voto em BRANCO.
E se o faço é por acreditar que é importante dar o testemunho e demonstrar o quanto é perigoso recorrer a ele como forma de demonstrar que não existe um único candidato capaz de convencer o eleitor de que é a pessoa certa para o cargo. Um que nos transmita confiança, segurança, credibilidade.
Vim falar que nas últimas eleições senti que este era um voto perigoso por permitir que não se ofereça resistência e oposição. Não impede que os "virus" políticos se propaguem. E refiro-me à política propagandista e extremista, que nesta última eleição saiu claramente vitoriosa.
O que quero dizer é simples: alguém vai sempre parar ao poder. Queremos que esse alguém seja a pessoa mais indicada para o cargo. Então temos de votar. Porque um deles vai ser o governante! Não tem volta a dar. Cabe ao povo assumir essa responsabilidade. E se ninguém convencer, optem pelo voto de confiança - mesmo sendo tão difícil de dar, mesmo que tal acto nos embrulhe o estômago. E digo isto tendo praticado o voto em branco desde o tempo de Sócrates. Mas nunca como nas presidenciais anteriores senti que era um voto inútil e que mais valia ter sido usado para colocar um travão na ambição desmedida de muitos que agora estão no poder.
Se para mais nada servir, se não for para colocar um candidato DECENTE no poder, que sirva para o oposto: para impedir que o mais INDECENTE lá chegue. Isto é muito importante. É algo que, de uma forma ou de outra, com uma percepção extraordinária para quem era pouco instruído, os mais velhos sabiam no seu âmago. Lembro de minha avó dizer: "Eu vou votar. Se eu não for vai para lá aquele bandido do .... que eu não gosto nada dele e vai mandar em todos, não é? Tirar as reformas aos velhos, tirar-nos as coisas e fazer maldades. Eu não vou deixar.". Tãaaaao simples. Tão certo.
Uma declaração do dignissimo presidente da República escandalizou-me. A propósito do acordo não estar a correr sobre rodas (que outra coisa no meio deste caus não seria de esperar, uma vez que os dois partidos no poder já não se entendiam) disse ele com uma prontidão raríssima de lhe encontrar e com uma desenvoltura de quem quer dar a atender que agora não tem qualquer responsabilidade na questão, que "os portugueses têm de saber distinguir as intenções dos políticos que estão no governo e daqueles que querem estar".
A sério? A sério, Cavaco?
A sério que vais tentar colocar todas as culpas desta governação nas costas do partido que não esteve a governar e com maioria? A sério que todo este esquema de "salvação nacional" que meteu o PS como bombeiro e agora dizem que este é que não quer apagar o fogo, só serviu para isso?
A sério...
Este governo já está a pensar naqueles que vão governar "amanhã", já começam a fazer a campanha da difamação. Tirem estas pessoas do poder. Não posso mais com artimanhas. Esquemas, estratégias manhosas que visam, mais uma vez repito isto, não ajudar o país, mas os próprios umbigos!
Antes falhar dando o voto a um governo PS (agora sem Sócrates) do que correr o risco de lá colocar qualquer outro. Porque é o que se vê. E é inadmissível. Havendo a oportunidade de governar, a prioridade destes governantes continua a ser a mesma: não é esclarecer o povo, é difamar a oposição. Querem é cuidar dos próprios umbigos. E o país? Onde fica o país??
Já não voto no PS faz muuuuuuitos anos.
Está na hora de regressar, pelos vistos. E não é por ser a "oposição". Existem outros partidos menores que também o são. É pelo discurso mesmo. É por algures por ali ter escutado palavras que me pareceram sérias e verdadeiras. Uma característica que procuro sempre nos políticos. Cansa-me intuir tanta falsidade e oportunismo.