quinta-feira, 13 de julho de 2023

Saber contar uma história de forma extraordinária!

 Esta rapariga tem uma capacidade extraordinária para contar uma história. 

Consegue manter o interesse, fala como se estivessemos a ler um livro. Daqueles em que o autor teve anos a escrever, a certificar-se que incutia o sentimento, pensamento e personalidade certas aos seus personagens, descrevia bem o ambiente, o que vestem, o que pensam...

Ela faz isto tudo, aparentemente, sem guião!

Oiçam a história. É sobre o método usado para assassinar o irmão do ditador da Coreia do Norte. 



quarta-feira, 12 de julho de 2023

"Somos diferentes" - que o diga as Finanças

 

Por vezes recordo de coisas que me foram feitas e ditas quando me mudei para esta casa há três anos e percebo que já estava ali os sinais de como a M. realmente era. Tanta mas tanta coisa, que é incrível como eu, por ansiar como uma esfomeada por normalidade, continuei a preferir não interpretar pelo pior. 

Recordo que uma das coisas que a M. me disse bem no início, depois de me ter "esmiuçado" de cima a baixo, interrogado, ter feito os seus questionários e até, usar de NUMEROLOGIA de data e hora de nascimento para definir afenidades, foi: "não me vejo a ser tua amiga". 

Ela não é capaz de ser amiga de ninguém - essa é que é a verdade. Mas é uma coisa que não se diz assim, parece-me. Mas foi o que ela me disse, acrescentando que não eramos iguais. No sentido de, ela ter umas tantas qualidades que enumerou e eu.... não. 

Oh! Ela dizer isso, achando que a vantagem estava no seu lado, já diz tudo, não é verdade? O sentimento de grandiosidade do narcisita já a revelar-se. Talvez mesmo uma certo transtorno de personalidade antisocial. 

Mas eu não me abalei nem um pouco. Nos primeiros três meses, existiu cordialidade e muita conversa, onde tudo parecia correr pelo melhor. Embora eu já me sentisse incomodada com comportamentos repetitivos e de total desconsideração que lhe observava. Ainda assim, preferia achar que ela não tinha percepção que os fazia. (Santa ingenuidade!).

Neste tempo, ela e o rapaz do andar-de-baixo já discutiam dia sim, dia não, logo pela manhã. Chegava eu a casa vinda do meu turno da noite, adormecia e em 50 minutos acordava com os insultos trocados entre os dois, aos gritos. 

Daí adiante ela seguia-me pela casa a todo o instante, para fazer queixas dele e de todos os outros. Querendo que eu agisse e baragustasse. Foi muito desgastante para mim. 

A M. nunca deixou de procurar criar conflitos. Apenas foca-se mais intensamente numa pessoa de cada vez. A minha altura ia chegar. E foi este ano em Janeiro, quando o rapaz, finalmente, se foi embora. Agora ela deseja que eu seja a próxima. Estou a contrariá-la, permanecendo nesta residência. 

Segue-me pela casa inteira. Nem 30 segundos me dá - que é o tempo que leva para descer as escadas, abrir o frigorífico e tirar um iogurte, voltando de imediato para cima. Tem alturas em que é 24h/7 obcecada pela minha pessoa. Segue-me, entra dentro do WC se dele acabei de sair, não o usa, vai só espionar. É doente. Faz-me doente também. Tenho receio de me vir a tornar como ela. Mais anti-social. Ou totalmente anti-social. Agressiva ou irascível. Prefiro o isolamento do sossego - sempre fui assim. Mas agora temo me tornar numa pessoa inapta socialmente. Tal são as más influências que me rodeiam e as más situações às quais me sujeitei nesta vida.  

Será que pessoas como a M. nunca se dão mal? Nunca enfrentam as consequências dos seus actos e por mais que aprontem, caiam sempre de pé, que nem os gatos?



Voltando ao tema principal, dela dizer logo de início, muito convicta de si mesma que "somos diferentes". Sim, somos. E ainda bem! As pessoas devem ser diferentes e não todas iguais - para que possamos aprender umas com as outras. Mas ela não tem percepção disso. Mais recentemente, me disse: "Tu não és nada como eu!". Ao que instintivamente lhe respondi com uma sinceridade que deve se ter projectado nitidamente: "Thank God for that!". (Graças a Deus!).

O que a deve ter surpreendido, pois ficou muda. No seu entender, as pessoas devem almejar ser tal como ela. Inteligente, esperta, melhor que todos, sabe tirar benefícios próprios de tudo, levar a dela adiante, etc, etc. 

Mas ser como ela significa, por exemplo, estar cheia de dívidas. Tirar dinheiro de pessoas, instituições e prestação de serviços sem ter intenções de pagar. Surpreende-me que, no Reino Unido, isso seja tão simples. Porque é.

Recentemente recebi uma carta das "Finanças", sobre os impostos que paguei no ano passado. Tenho a receber o valor de £160. Como não reclamei o valor online, irei receber um cheque pelo correio. Hoje fui à caixa da correspondência e lá estava um envelope das Finanças. Mas não era adereçado a mim, mas à M. É fácil de adivinhar o conteúdo. Surpreende-me que, passados meses, ainda seja o mesmo! A leveza do envelope castanho e a sensação fina ao toque já diz o que se trata. É dinheiro em dívida.

A M. DEVE DINHEIRO às Finanças. A primeira carta que tirei da caixa deve remontar a Abril. Desde então já lhe vi outra em envelope castanho. Isto sem prestar atenção. Apenas estando a tirar a correspondência e a colocá-la na beirada da janela, onde a vamos consultar. Só com o primeiro envelope tentei perceber o que dizia. Consegui reconhecer as palavras "dívida" e também "multa". Sendo que a multa era já diária, por ter sido ignorada um contacto anterior.

Presumi que a M. se precipitaria a pagá-la, visto que é uma dívida ao Estado. E ia ter de pagar já com uma multa, eheh. Até recordo de pensar que, finalmente, agora veria-se forçada a arranjar uma ocupação e ir trabalhar! Depois não pensei mais nisso. 


Hoje quando vi aquele envelope das finanças endereçado a ela sentindo a sua leveza nas mãos, lembrei-me logo do que acima descrevi. Senti revolta. Caramba! Nem às finanças ela perde o sossego ou paga as dívidas! Sim, somos diferentes. Eu tenho a receber, ela tem a pagar. Isso diz muito sobre as nossas diferenças. Eu trabalho bastante e desconto. Ela não trabalha quase nada e não paga o que deve. Eu estaria toda temerosa, a querer pagar a dívida o quanto antes, porque dizem que sobe £10 por dia! E ela a deixar os meses passarem. Cada 24h são cerca de 12 euros a mais em que fica endividada. 

E os envelopes castanhos a chegarem, todos os meses... 

Até quando?

Até quando poderá ela safar-se com todas estas tramóias?

Agora temo que o meu cheque chegue pelo correio e seja interceptado por ela, e que ainda acabe por arranjar uma forma de se benificiar. Não que acho que vá acontecer mas, não estou exatamente a tratar com uma pessoa muito correta, estou? 

Vou ausentar-me daqui a uns dias. Não vá o envelope castanho, mas mais espesso, chegar nessa altura. Da última vez que fui de férias, duas semanas, ninguém tirou a correspondência da caixa do correio. Na volta fui eu que o tive de fazer. O que não quer dizer que se repita.

Agora outra curiosidade:

Ao entrar no site das finanças, vi estipulado como o dinheiro que eu paguei de impostos, foi utilizado. Surge assim:


No ano anterior, contribuí com £2.736 para impostos. 

Para minha surpresa e felicidade, quando fui buscar a carta enviada faz umas duas semanas, puxei de um envelope castanho que correspondia ao ano fiscal 2021-2022, ao invés de 2022-2023, o anterior.  Ou seja: dois anos fiscais atrás. E ali estava... um cheque. No valor de £81. 

Ri tanto, mas tanto! Tinha esquecido completamente dele. Havia colocado esse envelope em cima de uma caixa, para ficar bem visível. Porém, ele deve ter deslizado para trás do móvel. Na rotina diária de trabalho e com o stress doméstico, sem o ter à vista, devo ter esquecido da sua existência. Recentemente removi o móvel e arrumei um envelope castanho que encontrei caído, nem tinha percebido do que se tratava. Pensava ser uma documentação solicitada. Datava de Outubro de 2022, mas ainda foi possível descontá-lo. Eu a precisar de um boost de dinheiro lá na altura do Natal.... com £81 caídos atrás do móvel.

Bem sei que não se trata de um presente. É dinheiro restituído por pagar impostos em excesso. Mas é uma boa sensação, ter a receber. Ao invés de ter de pagar ou tudo estar correto. Subitamente foi quase como que tivesse ganho o euromilhões. 

Queria partilhar isto. 


segunda-feira, 10 de julho de 2023

A Polícia de Segurança Pública tem TODA A RAZÃO!!!

 aqui:

O MAIOR flagelo da sociedade é a DESINFORMAÇÃO. E uma via rápida para lá chegar são cartoons como este. 


A PSP avançou com uma queixa crime por incitação ao racismo e à violência. O cartoon é de um polícia em uniforme azul a descarregar uma arma de fogo. Na última descarga, a figura dispara múltiplos tiros e range os dentes. A imagem mostra, de seguida, que o elemento policial está numa carreira de tiro, praticando tiro-ao-alvo em diversas silhuetas humanas. Da esquerda para a direita, surgem essas silhuetas com uma cor de pele diferente. A primeira, o policial falha, na segunda, acerta uma vez, na terceira umas tantas e na última, descarrega todas as balas. 


Claro que, a última silhueta é escuríssima, sendo a primeira clara. 

SIM, a PSP tem toda a razão, está a ser pintada aos olhos da sociedade para a qual arrisca a vida todos os dias para proteger, como a bandida. A entidade para a qual se deve olhar com maus olhos. Por mim quero que a pessoa responsável seja punida por ALIMENTAR esse conceito. Seja o autor, seja, em particular, a pessoa que, tendo em sua posse os RECURSOS para TRANSMITIR às grandes massas informações, decide passar esta e não dedicar mais tempo ao serviço público, escutando os cidadãos, saíndo às ruas e percebendo o que aflige o povo. 

Este tipo de INFILTRAÇÃO de pensamento é um PERIGO para o qual devemos nos proteger!

Deixaram isso acontecer na América. Olhem só no que deu. 
Vejo aqui, no Reino Unido - o que deu permitir que o racismo seja quase um tema "tabu". Não se pode fazer referência às pessoas pela cor da pele - quando não se conhece o nome e se precisa fazer uma descrição. Outra pessoa que o escutar, pode fazer de "polícia" e ir "xibar-se" a um supervisor que "fulano tal" disse que o "fulano assim" é "preto". De imediato tomar-se-ia uma deligência e, se tal acontecesse no local de trabalho, a demissão facilmente podia ser emitida. 

Ora se a pessoa é negra e o observador está somente a observar, limitando-se a usar esse facto para descrever o indivíduo - não existindo por isso qualquer intento descriminativo - NÃO PERMITIR que tal descrição aconteça é um atentado à liberdade. 

Um exagero e o que é pior: cancel culture. 

Todos devemos defender a LIBERDADE DE EXPRESSÃO. 
Ela é o OXIGÉNIO da sociedade equilibrada e igualitária. 

Cartoons destes têm o DIREITO de ser feitos. Mas Cartoons destes, dependendo do CONTEXTO (cá está, faz sempre a diferença), também têm o direito de serem considerados um crime. E se os visados - os policiais, o consideram como tal tenho a dizer que eu CONCORDO!

detalhes aqui.

domingo, 9 de julho de 2023

Orange is the new Death black - envenenamento involuntário toffeeCrisp

 Olhei para o interior das minhas mãos e observei-lhes um tom alaranjado na dobra do mindinho, outra na dobra do polegar e outra na dobra da palma da mão. Procedi a lavar. 

Não saiu. 
Não recordo de ter usado qualquer produto ou tocado em algo que me tivesse tingido a pele. Porém, estava claramente alaranjada. Tinha que lavar e esfregar melhor, era isso. 

Esfreguei, esfreguei, esfreguei. Passei a unha para ter certeza que esfregava a coloração para fora. Quando vou a passar água, noto que o tom alaranjado sequer diminuiu. Continua lá. 

Foi então que percebi: vinha de dentro. 

Sabem quando escutam dizer que alguém ficou com a cor da pela alaranjada por consumir um determinado refrigerante ou, lembro de um caso na américa, de existirem crianças com pele rosada para lilás, por consumirem cereais dessa cor?

Pois foi algo semelhante que aconteceu comigo! 
Soube de imediato quem era o CULPADO. 

Uns chocolates que estava a consumir como se fossem refeições diárias. Na realidade, comprava um pack de quatro e os comia todos seguidos. Fiquei tão viciada neles que não me duravam nada. Sabiam bem - os danados. Além disso, contribuiam para o bom funcionamento do intestino. Ia ao WC mais vezes e sem dificuldade.


Encontravam-se à venda em apenas uma loja. Como edição limitada - depois percebi que já já tinham esgotado nas outras. Mas naquela, é como se nem fossem especiais. A quantidade era enorme. O preço havia sido reduzido para uma promoção 25 centimos mais baixo. Ou seja, o preço normal que ainda devia ser cobrado, antes de tudo ter inflacionado sem explicação válida. 

Por estar em promoção - e nada mais que isso, decidi verificar o prazo de validade. Como se sabe, quando os comerciantes "promovem" um artigo, na realidade estão a querer escoar estoque que vai expirar. Para minha supresa, devido à quantidade enorme existente, o prazo até já tinha expirado! No mês de Junho, mas expirado. 

Mencionei isso na caixa e a empregada fez um desconto de metade, com permissão da supervisora. Embora outra tivesse dito que podem vender produtos até um mês depois de expirados. 

Não me incomoda nem um pouco consumir produtos expirados por dias ou até um mês. É o que tenho feito com regularidade desde que cheguei ao UK. Agora já não tanto, porque até isso as grandes superfícies deixaram de facultar. Não há mais produtos alimentares a preços reduzidos. Não desde que este BOOST de subida de preços de todo o tipo de produto surgiu, logo após o "fim" do Covid. 

Ao ver o alaranjado a tomar conta das minhas mãos, percebi o veneno que consumimos sem nos darmos conta. O chocolate era saboroso. Idêntico a um outro com pequenos pedaços de cereais e uma camada de caramelo, mas de laranja. No paladar, essa camada era semi-dura, mastigava-se como se pastilha. Difícil de desfazer com saliva. Mas saborosa - provavelmente devido ao produto artificial aplicado para lhe conferir o gosto a laranja. 

Esse produto, que consumi acima da média, estava a manifestar-se na minha pele, por dentro!
O que poderá ter feito aos órgãos, esses que não dão sinais externos visuais?




Não sabemos o que comemos. 
Mas hoje em dia, todo o cuidado é pouco. 
Inclusive com os chamados produtos orgânicos. 

Acho até - e já o disse muitas vezes, que já não mais existe alimentos de verdade. Originais. Genuínos. O que temos são substitutos. Que dizem chamar-se "leite", "farinha", "pão", "manteiga" mas na realidade, logo na base, deixaram de o ser faz muito. 

O produto que consumi é da marca Nestlé - uma marca que domina o mercado mas que, pessoalmente, até considero rasca como tudo. E o nome do chocolate é o conhecido TOFFEECRISP.  





quinta-feira, 6 de julho de 2023

Selos - stamps: uma arte em extinção

 

Aqui em Inglaterra todos os selos postais vão ser substituídos por outros com Código de Barras. Como o mostrado aqui em baixo, à esquerda. Há direita, o anterior - tamanho standard. 


O que eu acho disto? Acho que os "novos selos" são feios. São demasiado grandes e ocupam muito espaço quando se vai colar num envelope. Já vêm com cola, mas daquela que não é para molhar com saliva para aderir. É como um autocolante, é só descolar. Não sei porquê, mas algo mágico se perde quando a língua ou o dedo molhado em saliva não são mais necessárias para um ritual que, depressa, vai tornar-se desconhecido. Basta passar uma geração e ninguém mais vai entender uma das piadas mais fantásticas da Série de Comédia "Seinfeld": quando a noiva de George morre envenenada por ter lambido centenas de envelopes contendo o convite para o casamento.  

Não sei como funciona isto do "código de barras" - sei que todos estes quadradinhos são diferentes. Penso que foi imposto para que as pessoas não possam reutizá-los. 

Os selos sem código de barras têm até o final deste mês de Julho para serem usados. Por causa disso, de momento tudo o que é embrulho surge com os mais diversos selos, muitos de colecção - coisa que antes não se via. 

Achei estes selos aqui em baixo o máximo. Nunca tinha visto isto em selos. Se fossem meus talvez os guardasse. Fiz uma pesquisa no google e não encontrei exemplos de selos deste género. Existem outros, holográficos mas não com quatro camadas, como estes. O que acham?


Hoje encontrei este. 
Não fazia ideia que uma das minhas séries de comédia favoritas tinha tido a honra de fazer parte de uma série de selos Postais.


Todos estes selos aqui mostrados - inclusive os novos com código de barras, serão substituídos por estes:


O rosto do Charles.


É cada vez mais raro as pessoas usarem selos. Hoje em dia prefere-se o digital e os rótulos impressos por máquinas, que já colocam a franquia correcta. Também, se a pessoa desejar que o pacote seja rastreado, não pode usar selos. Tem de adquirir um desses "autocolantes" com um código digital que é lido por uma máquina e indica o percurso do pacote. 

Os selos são um produto em extinção. 





quarta-feira, 5 de julho de 2023

No cinema... sem ser em casa

 Gostava de ver este filme: 



Aqui anunciado na lateral de um autocarro porque esta em exibição nas salas de cinema.
O que me deixa reticente é que, das últimas três vezes que fui a uma sala de cinema ver um "grande filme" - este desapontou. 

Da última vez - o último filme da saga "Parque Jurássico" foi tão mau, tão mau, que desejei vir-me embora ainda faltava muito para que terminasse. A sala, com poucos espectadores, tinha uma família que a mãe levantou-se e saiu. 

Antes desse recordo de ter ir ver um outro - que nem recordo qual era. E o primeiro... o Blade Runner - também com o Harrison Ford ohem a coincidência - foi um flop. 

Se quero gastar 15 libras num bilhete de cinema? Não. 
Não depois destas experiências menos positivas. 
Além das histórias decepcionantes, tem também as pessoas e o cinema. Ainda que seja uma sensação boa a de sentar ali e olhar para o grande ecran, por vezes o som está demasiado alto, principalmente nas cenas de acção e só me apetece tapar os ouvidos. Tem os "mastigadores" de pipocas, os "estica os pés e põe na cadeira da frente" e o frio do ar condicionado. 

Acho que vou esperar para que este filme veja a luz da pirataria - coisa que me parece que nunca acontece com as grandes sagas - ou passe num canal de televisão. 

Mais um fiasco comprado na sala de cinema, não me apetece ir ver. 



segunda-feira, 3 de julho de 2023

Suspeitas de uma mente instintiva

 

Mudei de chinelos de casa dois meses antes de ir duas semanas de férias. Deitei fora os anteriores, igualmente de borracha, mas que já tinham um buraco na sola. Tive-os por uns 10 anos, viajaram comigo para outros países, pisaram outros banheiros e, para mim, davam perfeitamente para o propósito de tomar duche e andar aqui por casa. 


Digo "aqui por casa" porque a minha situação de "casa" é diferente daqueles que a partilham com membros da família. Eu partilho uma com pessoas que não me são nada de sangue. E sendo assim, alguns hábitos e mesmo formas de estar, de ser, de agir em muito diferem umas das outras. 

Já tinha adquirido os novos chinelos uns dois anos antes e, inclusive, usei-os ocasionalmente, dentro do quarto. Porém, algo me deixava apreensiva em os usar pela casa. É que teria de os deixar do lado de fora, à porta do quarto. Vulneráveis. Confesso ter duas razões para não ter mudado de chinelos antes. A primeira razão: é mesmo da minha natureza usar algo até mesmo ao fim. Se estou satisfeita com a coisa, não sinto o ímpeto de me desfazer dela, ainda que tenha chegado a um estado gasto. 

O segundo motivo prende-se com o SABER com quem divido a casa. Em particular, a M. 

O instinto murmurou sempre dentro de mim para não colocar os chinelos novos no lugar dos gastos. Mas em Abril deu-me para desfazer-me de coisas sem grande utilidade e, dia 26, foi a vez destes chinelos.



Havia encontrado em muitas ocasiões, os meus sapatos fora do lugar, como que se chutados. Por vezes logo após os ter ajustado. Ora era isso constantemente, ou os encontrava molhados. Pelo menos eu acho que era só água... Numa ocasião foi algo grudento, que "colou" a base do meu pé no chinelo. Detestei isso. 

O meu quarto fica ao fundo do corredor. O WC é a última porta à direita.  Meus chinelos em nada atrapalha quem entra ou sai desse espaço. Porque, ao sair, só podem virar à esquerda e os chinelos estão à direita. Só quem entra no quarto é que se depara com os chinelos. Numa ocasião percebi o quanto nada do que ela faz é "circunstancial" e tudo é intencional. Como aliás, já suspeitava. 

Tinha acabado de descalçar os chinelos velhos, após sair do WC, e entrei no quarto. Tencionava sair novamente até à cozinha. Nesse curto espaço de tempo oiço de imediato a M. entrar no WC que eu tinha acabado de vagar e onde estive por apenas um minuto. Até isto não foi "circunstancial" - hoje sei. Escutei-a a usar a torneira profusamente, que nem uma doida. Depois saiu do WC e foi para o quarto. Quando abro a porta e vou para calçar os chinelos, estes estão molhados. 

Este vídeo data de sete dias após ter trocado os chinelos velhos por novos. E mostra como despertei com barulho e fui ao WC para encontrar meus chinelos acabados de ser molhados. 

Seria impossível que se tivessem molhado por "distração" ou "sem querer". Mesmo se a M. tivesse estado a "lavar" algo no lavatório do banheiro, os pingos de água nunca teriam atingido os chinelos -  a menos que a pessoa tivesse, intencionalmente, ao invés de virar para a esquerda, se posicionado à direita, onde só fica o meu quarto. 

Foi intencional. Um acto mesquinho, patético, infantil - que encaixa perfeitamente na personalidade da M. - uma narcisista. 

Quando percebi que ela espalhava "porcaria" por todo o lado da casa e estava a repetir o padrão que se observava na cozinha no corredor dos quartos, encontrei uma forma de impedi-lo ao colocar os meus sapatos mais usados ordenados em fila contra a parede. Aproveitei que ela achava "bem" espalhar os dela aos montes perto da porta dela e o rapaz também os deixava do lado de fora, perto do quarto dele. Dava-me ligitimidade para fazer o mesmo. Sabia que ela até ia desejar barafustar, porque qualquer espaço livre que vê quer tomar para si. Mas, nessa altura, não pode. Senti que, com essa decisão de ocupar o espaço livre com os meus sapatos, "salvei" a zona do corredor perto do WC de invasão de lixo. Estava a ser frequente ela ali deixar coisas, por dias (embalagens vazias, panos sujos, vassoura, rolos vazios de papel higiénico e bacias). 

Daí adiante os meus sapatos "misteriosamente" estavam sempre fora do lugar. Às vezes virados ao contrário, outras vezes sujos ou molhados. Os sapatos do rapaz, bem maiores que os meus e mais no caminho, porque ele nem os alinha totalmente contra a parede, ficavam misteriosamente intactos. O que revela uma acção intencional dirigida apenas aos meus. A M. também colocou o balde e a esfregona velha e porca a um canto desse corredor e impôs a sua permanência ali. Pegava na esfregona e passava no chão sujo. Depois, fazia com que a água suja e cheia de germes pingasse em todos os meus sapatos. Se é que, (ingenuidade) não era "pingar"... era mesmo passar a esfregona nos ditos.  

Os narcisistas agem assim: exibem atitudes mesquinhas, são vingativos de forma obsessiva e agem como crianças mimadas, fazem birras por tudo e por nada. Assim é a M.

Resumindo, troquei de chinelos quase dois meses antes de ir duas semanas de férias para Portugal. Usei-os todos os dias, pela casa, tomei vários duches com eles, deixei-os sempre à entrada da porta. Nada de diferente aconteceu. 

Fui então de férias, para a praia. Caminhei descalça pela areia, na arrebentação das ondas, na areia seca... por vezes calcei sandálias de borracha que havia comprado no ano anterior e que dão para usar dentro de água também. Em casa durante as férias, usei os mesmos chinelos de borracha que uso sempre quando estou naquela localidade. 

Meus pés até MELHORARAM. Por já não ficarem horas de pé enfiados nos sapatos de trabalho. Suavizaram as peles duras, melhoraram as feridas... estavam a voltar ao normal. Ao que um pé de um não-trabalhador-sempre-de-pé deve de ser. 

As férias acabam e regresso a casa. Calço os chinelos pela primeira vez para entrar no duche após chegar de viagem e começo a sentir ardor e comichão. Não faço muito caso mas a sensação é tão forte que vou espreitar e... tenho a pele toda seca exatamente na área de contacto do chinelo. 

De imediato, uma suspeita "brotou" na minha mente... mas, como sempre, mandei-a para o subconsciente. Só que ela ainda lá está... adormecida mas viva. Ora se usei estes mesmos chinelos todos os dias durante quase dois meses, sem problemas alguns, no regresso após uma ausência prolongada,  porquê ganho de imediato um misterioso problema de pele?

Nem sequer era queimadura. Porque não estava muito vermelho. Era apenas secura, com uma sensação de ardor e comichão. Como se alguém tivesse aplicado um produto qualquer no chinelo e isso tivesse criado uma reacção. 

Faz mais de um mês que isto aconteceu e ainda tenho os pés com essa marca


Acho que é permanente.

Não sei o que aconteceu nem do que se trata. Presumo ser uma bactéria. Dessas que não morrem. Minha mente, de imediato, por instinto, suspeitou que nada é uma "coincidência". Os chinelos ficaram vulneráveis

A M. já demonstrou ser capaz de coisas assim. Tenho um vídeo onde ela, quando eu estou de costas viradas, vendo um pratinho meu com talheres dentro, finge estar ocupada e vai com a mão e derruba para o chão um dos talheres. Depois finge não ter percebido e ainda pisa em cima. 

Infantil? SIM! 

Mas é exatamente com pessoas deste género que todo o cuidado é pouco. 

E como que para confirmar as minhas suspeitas, na mesma altura em que meus pés aparecem com esta estranha situação cutânea, a M. passou a não deixar os seus chinelos fora da porta. Quando sai de casa, os chinelos dela "desaparecem" do exterior. O que nunca aconteceu nestes quase três anos. Esta alteração comportamental como que confirmou as minhas suspeitas. Este nunca foi um hábito seu. Que o tenha criado agora, após eu suspeitar que contaminou os meus, para mim é como uma confirmação de que não estou a alucinar. É que este tipo de mudança comportamental corresponde ao padrão dos narcisistas: a REVERSÃO: eles agem como se fossem as vítimas dos seus próprios crimes. 

Cometem os crimes e fazem-se de vítimas. Quando suspeitei que ela estava a entrar no meu quarto durante as minhas ausências e coloquei o telemóvel a gravar quem entrasse (misteriosamente "desligou-se"), foi quando ela começou a trancar a sua porta à chave quando vai ao andar de baixo. Para mim, que o tenha começado a fazer dali a diante CONFIRMA que de facto invadiu o meu espaço.   

Mesmo sabendo destas coisas, temo que ainda não tenho precauções que cheguem.

A M. vive à custa de um empréstimo estudantil e de chulear pessoas. Mas ocasionalmente, arranja uma ocupação. Nunca dura muito. Geralmente arranja algo durante o Natal (durou duas semanas e acabou demitida pela sua "personalidade" e incompetência) e algo no verão. Portanto, apenas duas vezes ao ano! E nunca duram sequer três meses.

Recentemente ausenta-se pelas manhãs de terça e quarta-feira. Um bálsamo para mim! É pouco, mas é alguma coisa. Mesmo querendo arranjar um cargo de gerência (para o qual é a pessoa mais inapta que já conheci) é claro que vive num mundo só dela - porque não tem qualificações e, portanto, dificilmente vai obter o que pretende. Assim sendo, vê-se sem saída e regressa sempre ao que ela chama ser a sua profissão: "esteticista". Um rótulo que usa de forma enganadora, já que somente se dedica a fazer unhas. E quem faz unhas... tem de lidar, por vezes, com bactérias e fungos. Vai que ela "colectou" fungos de alguém e os deixou a "cozinhar" nos meus chinelos por duas semanas?

Gostava de concordar com alguns de vocês que, neste instante, estão a pensar que sou paranoica. Pois sim... venham viver com a criatura e logo descobrirão que todas essas histórias de "fantasia" que se vêm nos filmes têm a verdade como inspiração. A Glen Close em instinto fatal é baseada em factos bem reais. Alguém viveu aquele terror intensamente. 

A solução parece simples, não é? Sair daqui e pronto.

Aprendi que não é assim. A diferença entre a M. e a Gordazilla (casa anterior) é que esta última era uma profissional na arte de enganar, mentir e seduzir. A M. é aprendiz por comparação. E falha logo no começo, quando as pessoas a conhecem, porque transmite "más vibrações". Não consegue esconder quem realmente é por muito tempo. A Gordazilla conseguia por uma vida inteira. M. é uma narcisista muito obvia. Embora eu tenha demorado muito tempo a chegar a este diagnóstico. 

Prejudica-me a minha forma de ser. Pressinto o intuito de más intenções por vezes quase como se sente uma brisa, mas acredito que é erro meu. Quando algo mau acontece, ajo como se as coisas não fossem  feitas com maldade, preferindo não julgar sem dar mais oportunidades e tempo para conhecer as pessoas. Nunca aprendi a ripostar. Não sei fazê-lo adequadamente. Para cortar os males pela raiz. Isso me torna suscetível a este género de predador e sujeita a repetir estas experiências onde quer que vá. 

Quando desabafei com o rapaz cá de casa e lhe disse que estava a pensar mudar por não aguentar mais a perseguição constante da M. ele respondeu:

-"Não mudes. Se mudares sempre que encontrares alguém como ela estás sempre a mudar". 

Recordando instantaneamente a casa anterior, concluí que era a pura verdade. Existe sempre "alguém como ela" onde quer que se vá. Ele sabia isso. Outros também. Eu ainda não havia aceite essa realidade. 

Na casa anterior, nenhuma boa acção ou constante bom comportamento alterou esse desfecho inevitável. Minha pessoa foi atirada para a lama do fundo de um poço. Atingi um ponto que desconhecia na minha vida: duvidar da minha lucidez. Da percepção da verdade. Pessoas e acontecimentos que sabia terem existido, talvez tenham sido invenção da minha mente - esse género de sensação. Não desejo a ninguém. 

Na casa anterior a estas duas, todos tinham sérios problemas com o homem que já lá vivia há 15 anos. Também agiu como um canalha comigo e todos os restantes. Fez-me passar por terríveis momentos, sendo a constante perseguição e vigilância mais um caracter ditador de regras que o próprio não segue o traço em comum deste tipo de gente. 

Concluí por estas experiências, que existe sempre pelo menos um maluco em todo o sítio. Escuto as senhoras da limpeza dizerem que esta casa, que considero suja, não é "das piores" e fico aterrorizada com o que poderá existir por aí. 

Em Janeiro muda-se cá para casa uma nova inquilina, que conheceu a M. de vista, nesse "emprego" de duas semanas que ela arranjou pelo Natal. A M., à minha frente, "falou" com ela como se fossem conhecidas e íntimas. Uma atitude previsível, que eu antevi quando fui de férias de Natal. Fez questão, como faz sempre, de aparecer sempre que escuta duas pessoas a dialogar e interrompe as conversas.  É uma forma de impedir os outros de comunicarem entre si e controlar o que a rodeia. Não deixar que se criem laços e, com tempo, vai jogando um contra o outro. Não precisei sequer partilhar uma única história sobre a M. com a nova inquilina. Foi ela que  abordou-me para desabafar as coisas que a M. lhe disse logo nos dias da sua mudança - estava eu ausente. Quis dizer-me que ela não regula bem da cabeça e nunca vai mudar. Só não sabe se ela percebe que precisa de ajuda.
Claro que não. É narcisista. Está tudo bem com ela e os outros é que não são tão evoluídos e inteligentes quanto. Acho que nem existe ajuda para pessoas assim. 



sábado, 1 de julho de 2023

Post no armário: a VERGONHA dos Professores

 

Dando início à publicação com atraso de "posts por fazer" nenhum outro é mais importante que este. NO DIA DE CELEBRAÇÃO DE PORTUGAL, o primeiro ministro esteve em Peso da Régua a discursar e uma manifestação de PROFESSORES (!!!) com cartazes com a caricatura do ministro onde lhe espetavam lápis nos olhos e lhe conferiam um focinho de porco, expressou assim o seu "desagrado" para com as condições da função. 

Pelo caminho, pois o ministro mais a esposa, caminhavam até o local onde iam almoçar, os manifestantes gritavam "Preto", "Monhé". 

PROFESSORES fizeram isto??
Tenham vergonha!

Ninguém que se preze a carregar esse título se pode sequer chamar de professor, quanto mais julgar-se um. 

Chamo a isto bulling e assédio. Não honraram sequer a presença da esposa, o sagrado que é a família, o dia especial - DIA DE PORTUGAL. Fizeram uma imundice. Podiam não estar a envergar, mas o focinho de porco estava, na realidade, no rosto e alma de cada um destes manifestantes. VERGONHA para a classe!

Se é esta a "categoria" de profissionais que temos a ensinar as nossas crianças, então não é de surpreender que esteja a crescer o número de indivíduos quase iletrados, rapidamente prontos para a pancadaria, socos, insultos, murros. Pura e bruta violência. Nem antigamente, durante a pobreza salazarista, os pobres privados de ensino alguma vez expressariam este género de pobreza espiritual. Porque tinham famílias e essas famílias, ainda que pobres em tostões, transmitiam valores e ensinavam o que é de mais importante de ensinar: VALOR DO TRABALHO, RESPEITO, CIVISMO, EDUCAÇÃO, ÉTICA. Está a promover-se a ignorância? A Xenofobia?

É isso, senhores Professores?

Temo que toda uma geração de professores que sabiam honrar o nome e profissão já tenha desaparecido. Resta-nos uma nova geração, uma que faz jus à malandragem, ignorância, violência que vemos sair das escolas. 

Revoltados ou cansados, até podem ter razão, mas não é através da ignorância do insulto e o recurso patético da caricatura xenófoba que se obtém qualquer resultado favorável. O ministro foi eleito por uma maioria. Respeitem isso. Estava a cumprir o seu papel e acompanhado da esposa. Ambos foram sujeitos a vis insultos e ele mais a esposa tiveram de sentir na pele a rejeição devido à origem e cor de pele, o ódio, a vontade de magoar e ferir. Temeram o pior. Até estranho que não tenham atirado ovos e tomates na sua direcção. Que triste. 

Entretanto, como se sabe, existem sempre umas maças podres entre pessoas com um objectivo nobre. Quero acreditar que foi o caso. Após a polémica - em que alguns dizem que o ministro "exagerou" na sua reacção para "desviar" as atenções das reivindicações dos professores, a FNE (Federação Nacional de Educação) lançou um comunicado.

VER AQUI.

Dizem que os cartazes não são racistas. Bom, a esse respeito quero salientar uma coisa que considero deveras importante. Estando a viver no Reino Unido, onde ao mínimo sinal de "desvio" «caem-te» em cima, em muito APRECIO E DEFENDO O DIREITO e a liberdade de expressão. Aqui, sem dúvida alguma, existiriam perseguições, a opinião pública iria pedir a cabeça de cada manifestante e o autor da caricatura seria preso e acusado. 

Acho isso um EXAGERO. E quero SALIENTAR A IMPORTÂNCIA da Liberdade. 

Porque não é só a liberdade de um, é a de todos. O "politicamente correto" é um cancro que se alastra rapidamente e os primeiros a serem afectados são os miseráveis e pobres de espírito. Todos aqueles que são cobardes mas retêm as suas tendências para insultar e fazer bulling, "saem do armário" quando o politicamente correcto é instalado. Sentem que têm as "costas quentes" e assim, cresce nas redes sociais, nos grupos, em todo o lado, o número de indivíduos que se acham no direito de maltratar os outros porque o "politicamente correcto" assim lhes permite. 


Então, ao mesmo tempo que condeno uma atitude destas - se de facto aconteceu como relatado, também defendo que deve 
sempre existir o espaço para que tome lugar. Para que ninguém TEMA e RECEIE expressar-se e ser logo cruxificado. 


Que PORTUGAL se mantenha LIVRE. 

Muitas nações que se auto-intitulam como tal são-no muito pouco. Principalmente no que respeita aos movimentos dos seus cidadãos

Por um planeta onde as pessoas se respeitem e sejam Livres.