Metereologia 24 h

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domingo, 19 de março de 2023

 

Não vou publicar aqui, porque quando se partilha a mesma internet surge nos motores de pesquisa da google todos os endereços pesquisados. O meu blogue poderá ser encontrado por alguém aqui de casa. Traduzir hoje em dia é fácil e automático. Mas o vídeo não deixaria margem para dúvidas. 


Surge a M. - cujo nome verdadeiro nem começa por M (já agora). A seguir-me, como já venho a contar que faz. Acabo de entrar na cozinha para tirar a roupa da máquina e ela, ouvindo, segue-me. Começa logo a fazer um banzé. Nossa, tanto barulho! Sempre nas minhas costas. No canto da bancada deixei um pratinho com talheres de plástico. Para o lavar e arrumar assim que acabasse de tirar a roupa. Questão se segundos! Não o lavei dias antes, porque ela me segue. Ia para apanhar a roupa e depois descer e tratar da louça. Mas isso seriam duas viagens, demasiada exposição. Decidi não arriscar. Por isso levei os dois para baixo. Pus a roupa dentro de um saco e depois virei-me, apanhei o prato onde cuidadosamente coloquei os talheres certificando-me que não poderiam cair e fui os lavar. 

O que mostra o vídeo?


Bom, antes de mais uma informação: ando a filmar-me pela casa. Cada vez que saio do quarto. Não queria ter de o fazer, não aprecio ter de o fazer. Mas se não o fizer, não posso provar que estou a ser seguida. O que os vídeos têm revelado até a mim me surpreende. Sabia que ela me seguia e sentia seus olhares e energia negativa. Mas ver nos vídeos a sua linguagem corporal e os olhares como que punhais que me lança até causou os pêlos da minha amiga arrepiarem-se. 

Mostrei um vídeo a uma colega - nem sequer muito próxima, apenas falávamos e acabei por lhe mostrar. Ela ficou preocupada. Temeu pela minha segurança. Disse que não me queria alarmar mas, era melhor que eu não guardasse a minha comida na cozinha, porque ela parecia ser o tipo de pessoa que vai envenená-la. 

Não creio que fosse para tanto, embora já me tivesse ocorrido. Quero acreditar que não. Não a esse ponto. Mas hoje, o vídeo de hoje, também me surpreende. E quem faz aquilo faz mais. Não tem pudores. 

Antes da coisa azedar mais para o azedo, já evitava deixar a comida a cozinhar com ela por perto. Notei que ela sempre TOSSIA na direcção e perto do tacho que tinha ao lume, ou do tacho que tinha a esfriar à janela. Com tanto sítio e tempo para tossir, era logo, de boca aberta, na direcção do meu comer. Uma vez tinha um prato com comida em cima da bancada, ela chega e tosse em cima dele. 

SIM. Claro que sim! Claro que ela seria capaz. Que besteira achar que não... (ingenuidade). 

Bom, mas queria este post curto e singelo. 
O vídeo mostra ela a chegar e de imediato faz-me o gesto do dedo. Sim! Mostra-me o dedo do meio. Lança-mo com ódio no olhar. Não temos interacção alguma. Não a vejo há dias. (só a oiço e a sinto). Tenho estado sempre a trabalhar, que foi de onde tinha acabado de regressar. Fiz 9 horas de trabalho este domingo. 

Depois de me lançar o dedo do meio, repara no meu prato, deixado ali. Eu estou de costas, a tirar a roupa da máquina. O prato está à mercê dela. Faz um sorriso de troça, olha intensamente para mim, olha para o prato, certifica-se que eu não me vou virar e, como não a estou a ver e ali está algo que me pertence, sabem o que ela faz? Com um gesto rápido passa a mão nos talheres para os atirar para o chão! 

O que isto diz da psique da pessoa?

É maliciosa. Viu algo que me pertence "desprotegido" e atacou

Se encontrasse outra coisa? Se tivesse acesso ao meu prato com comida, o que faria? Cuspia para dentro? Punha veneno, como indicou a colega?

Depois de o atirar para o chão, ainda faz pior: coloca em cima um cartão e põe-se a pisá-lo. Fingindo estar a "espalmar" a embalagem. 

De costas, só oiço é barulho. Distingui bem o ruído do talher de plástico a cair. Acabo de enfiar a roupa no saco, viro-me para trás, ponho a roupa ensacada na bancada ao lado do prato, pego neste e nos talheres para os lavar. 

Ela muda de expressão facial, como se nada fosse, e continua a pisar o cartão. Novamente com as minhas costas viradas, ela lança-me olhares fulminantes, pega no cartão, espalma-o e continua com os seus olhares.  

Sim, ela seria capaz de muito mais e pior. Só encontrou foi talheres disponíveis. Tivesse encontrado outra coisa, roupa a secar, etc, nem sei. Também me ocorreu que não é sensato deixar a máquina de roupa a lavar com ela por perto. Ainda é capaz de ir ao WC com um copo, urinar para dentro e despejar o mijo na máquina, só para ter a satisfação de me saber a usar a roupa com o seu mijo. Provavelmente a minha louça lavada nem está segura ali na cozinha. Ela pode muito bem decidir enfiá-la na água sanitária. Ou cuspir na minha comida, caso tenha oportunidade. Ou estragá-la se a deixar preparada no frigorífico. Sim, ela faria isso. Nossa. Ainda me surpreendo com a minha ingenuidade.

 Pois se enquanto usei a gaveta do congelador do lado da porta onde ela tinha a dela, sempre deixou a porta aberta de modo a eu encontrar minha comida toda descongelada. Agora sei que não era por contínua distração. Ela tem pouco de distraída e muito de fingida. 

Quando o rapaz saiu desta casa, decidi mudar os congelados para a outra porta congeladora. Desde então nunca mais apanhei a porta do congelador aberta. Parece que "perdeu o hábito" agora que já não me pode afectar. Por isso é que acho que descubro que tudo o que ela fez até aqui e faz é e sempre foi com más intenções. Provavelmente nunca fez nada de outra forma.   

No instante em que ouvi o talher de plástico a cair no chão, soube que tinha sido ela ao chegar mas pensei que tinha sido ACIDENTALMENTE, como é uma bruta espaçosa e ruidosa que não respeita nada nem ninguém, devia estar ali a tomar o espaço todo para si. 

Mais ingenuidade minha. Ela só é assim porque quer incomodar os outros e os afastar dos espaços em comum.


Quando vi o vídeo percebi que os talheres, tal como disse, foram bem colocados dentro do prato para não tombarem acidentalmente por uma qualquer passagem. Ela pega num plástico (para não tocar com as próprias mãos) e usa-o para atirar uns talheres para o chão. Um cai.

Quando o ouvi cair no chão pensei: deixas-te-o cair agora é teu! 
Qualquer pessoa normal, se o tivesse deixado cair acidentalmente, teria pego, restituido ao lugar e pedido desculpa. 

Não posso ter nada meu por perto que ela não destrua em segundos. Não tenho nada cá fora na cozinha, pelas bancadas. Nada. Nunca tive. Nunca deixei sequer louça suja ou comida dentro de um tacho, em cima do fogão ou dentro do forno. Nem tenho coisas muito importantes nos armários. Não tenho azeite, ou vinagre nem nada que possa vir a ser adulterado para me prejudicar. Há uns anos pelo natal, fui buscar a nova garrafa de vinagre de 500ml que tinha comprado para temperar salada e encontrei-a VAZIA. Disse-lhe isso e ela, muito blazé, logo ela que suspeita de tudo e todos, responde-me que se calhar eu não percebi que a tinha usado. Ora, se era nova e vinagre não é água! Não se bebe meio-litro. Na altura o rapaz andava a roubar a minha comida. Mas nem por isso suspeitei só dele. A garrafa foi esvaziada propositadamente para me irritar e colocada novamente no lugar. Ninguém precisa de vinagre para beber. O rapaz era mais de tirar e consumir. Robou-me uma garrafa de vinho, pão, ovos. Coisas comestíveis e bebíveis. Para despejar uma garrafa de meio-litro de vinagre, só por maldade. Para uso sem ser tempero - e aqui no uk NINGUÉM usa vinagre para tempero - o outro uso só pode ser para limpeza. O rapaz não limpava nem uma colher. A forma como ela falou, fingindo-se desentendida, depois querendo me levar a pensar que estava equivocada, fez-me suspeitar que tinha sido ela, querendo deixar que as culpas recaíssem sobre o já identificado ladrão. 

Para se ter uma ideia, faz duas semanas que ela deixou duas travessas de vidro super imundas num canto da cozinha. Lavá-las? nem pensar. A empregada de limpeza, que aparece uma vez por semana, prefere cuidar da louça deixada suja a lavar a casa. Ficou que tempos a lavar a louça dos outros e nunca chega a aspirar o corredor ou a lavar o chão do WC de cima. Como resultado, estes ficam sujos. O corredor tem pedaços de lama que cai dos sapatos dos outros dois e o chão do WC... tem de tudo. 

A senhora tentou lavar as travessas da M. e tirou até muita da gordura. Mas desistiu de tirar toda. É impossível, aquilo de vidro só o nome, porque nem transparente é mais. O lava louças está entupido. E a gordura da comida da M. empregna-se em tudo o que ali toca. 


Enfim, é importante notar que não tenho recursos para me filmar, ou o ambiente. Bem que gostaria, porque a narrativa ia surpreender. Até a mim. A pesar de tudo o que sei, ainda me surpreendo. Espanto-me.

Passar por isto ajuda-me a desvendar como sou. Devo ser uma pessoa muito especial. Realmente devo ter algo que gera uma enorme aversão e inveja em pessoas egocêntricas e invejosas. 
Nunca escolhi as pessoas que me rodeiam. Deixo que venha quem vier. 

Essa é outra lição a aprender. Se calhar ser selectivo é necessário. Muito necessário. Não se pode acolher todos. Porque desses todos vêm o grupo dos invejosos que vão invejar a tua capacidade para gostar de todos quando eles não têm capacidade para gostar de UM. De início, vão querer ser teus amigos, fascinados por ti. Absorvendo a tua boa energia. Mas depois isso muda. 

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Previsível

Yap!
Logo na primeira oportunidade que teve, no primeiro contacto com o gajo novo, já lhe proporcionou o relato audio-tour da versão italiana: "falar mal da Portuguesinha".

"Ela não trabalha", "Está em casa o dia todo", "Teve este emprego por estes meses, depois outro por estes meses, depois não esteve a trabalhar por estes meses, depois trabalhou por estes meses",  Não se junta a nós para ver televisão", "Não gasta dinheiro em comida", "trouxe um rapaz cá para casa"....



Fico a torcer (mas com pouca esperança) que este seja mais íntegro que os outros e a maledicência com que ela os presenteia durante as refeições para repelir simpatias a meu favor, se vire contra ela mesma. Tanto veneno. Só maledicência! Nenhum refreio imposto por bom carácter, valores... 

Vi isto no blogue da Elvira, e guardei. É a ilustração certa para este tema.


domingo, 27 de outubro de 2019

Mais uma indirecta da mais-velha


Eram quase 21h da noite. Fazia talvez 30 minutos que eu havia passado pela sala, frente ao cu sempre sentado no sofá da mais-velha, segurando um prato com comida feita no microondas: arroz seco com um bife seco. O andar de baixo estava gelado, ela tinha roupa colocada em cima de cada radiador, mas estes estavam desligados. Vi a janela da cozinha aberta e fechei-a. Percebi que, excepcionalmente, abriu a janela para ver se o intenso cheiro a comida desaparecia depressa. Assim que saí do quarto no piso superior fui agredida por esse odor. Naturalmente, ela abriu a janela para que este desaparecesse. Não sei como uma pessoa que só usa uma uma frigideira é capaz de cozinhar de forma a deixar cheiros tão intensos e duradouros. De todas as ocasiões que proporciona para que aquela janela seja aberta, é raro que a abra. Escolheu logo a pior altura: uma noite muito fria. A sala estava gelada. O cheiro? Nem por isso estava a desaparecer. Se ela ligasse o exaustor que o senhorio concertou por algum motivo (para ser usado) não teria de se preocupar tanto com o cheiro DEPOIS. O exaustor suga os odores, sendo o melhor aliado para que este não fique impregnado nos tecidos, na mobília, não permite que a gordura se agarre por todo o lado.


Então a senhora perfeição, que só faz tudo bem e nunca erra, não sabe ligar o exaustor?


Mas dizia eu, fazia cerca de 30 minutos que havia passado diante dos olhos dela com o prato de comida feita no micro-ondas - o único eletrodoméstico que uso para me alimentar.

A esta hora da noite, sabendo muito bem que eu estava acordada - podendo falar comigo se quisesse, decidiu deixar uma MENSAGEM no CHAT do grupo. Ora, eu sei bem que tudo o que ali é escrito visa somente uma pessoa: EU. E visa principalmente indicar ao senhorio que algo não está em conformidade, "sugerindo" um responsável. 

A mensagem que escreveu diz assim:

Pessoal, limpei o microondas para evitar sujidade salpicada tão má, cheiros nojentos! Por favor usem película para cobrir a comida quando cozinham/aquecem. Obrigada


Respondi: Como deves ter reparado, uso pratos duplos. Nada de salpicos aí. E lavei o prato do micro ondas ontem de noite por causa de cheiros. Mas obrigado por limpares o resto.


Resposta dela, à qual obviamente não dei mais trela:
Os pratos duplos saltam e não previnem a sujidade. O cheiro era horrível

Já estava a incutir a responsabilidade em mim. Porra! E usa adjectivos altamente exagerados como mau, nojento, horrível. Cheiro a comida depois de se usar o micro-ondas é inevitável. A comida vai de crua a cozida em cinco minutos! Mas o bom é que os odores são tão rápidos a desaparecer quanto é rápido o cozinhar. Se cheiro de duração temporária da comida no microondas é para ser apelidado com terríveis adjectivos, então o que dizer dos cheiros dos seus cozinhados? Que naquele preciso instante estava tão forte, tão intenso, tão duradouro, ainda que a janela tenha sido aberta? E que logo a seguir ficou ainda pior, porque alguém decidiu usar o forno? O cheiro cá em cima é de lascar!!

Ela cozinha ao final da tarde e tanta vez na manhã seguinte os odores ainda se fazem sentir no piso de cima. Já me aconteceu tanta vez acordar de madrugada, receber aquele odor a comida como um murro aos sentidos, e não conseguir voltar a adormecer devido a isso. Até já cheguei a espalhar ambientador, para ver se cortava ou eliminava estes odores, tão persistentes, tão invasivos. 


No microondas, com dois pratos, a maioria do odor fica selado, só é libertado quando se remove a tampa. E isso faz-se FORA do aparelho. Não que tenha problema que se liberte no interior, afinal, não dá para usar o microondas removendo o cheiro dos alimentos cozidos! É para isso que o microondas serve: para cozinhar! E cozinhar sem deixar cheiro? Opá... estes italianos são varridos da cabeça. São mesmo o tipo de gente que pensa que a merda deles é perfumada

O frigorífico está sujo nas prateleiras que não são minhas. Eles deixam alimentos abertos, como frutas e vegetais, sem os cobrir. Nunca os vi armazenados em caixas plásticas, ou sacos próprios. Ficam abertos, meio consumidos, expostos ao ar, a deitar cheiro... Algum deles escreve mensagens a dizer que o frigorífico tem um odor terrível, horrível e que fica com bactérias e pede para que tenham consideração pelo todo

Já aqui falei que tinha ovos num cantinho do frigorífico e que deixei a caixa vazia porque pretendia meter lá mais ovos. Pois nem 12h se passaram e a caixa tinha desaparecido. Aconteceu duas vezes. Agora o espaço já não está disponível, claro. Está cheio de merdinhas que uma italiana gosta de lá meter e deixar lá ficar por meses. Na realidade, agora estão lá duas metades de cebolas, mais um pedaço de uma terceira. E querem vocês saber: a cebola está coberta com película, por causa do intenso cheiro que toda a cebola deita?

NÃO!!!


Faz para aí umas três semanas que a primeira metade de cebola foi ali deixada. Agora apareceu outra. É que ainda por cima, não vão usar aquilo. Se usassem, teriam usado a que já estava aberta, não iam abrir outra e juntar a metade à metade que já lá estava.


Esta italiana que mencionei - a mais nova, foi embora deixando uma lata aberta de coca-cola na sua prateleira, com a curiosidade de ter um pedaço de guardanapo dentro. Será que pensa que evita que perca o gás? E por quanto tempo era suposto fazer isso? É que a lata ainda lá está. Agora sem o papel. Também deixou uma caneca e lembrei-me de espreitar: ou melhor, de fotografar/filmar. Registar a realidade que, por alguma razão fantástica, escapa aos olhos desta máfia. Dentro da caneca estava um restinho de café. A sério??

Ela ficou uma semana sem aparecer e no retorno vai beber aquele restinho de café? De coca-cola? Usar a cebola?

Mas quando chega a altura de fazer queixinhas no grupo sobre limpeza ou hábitos na casa - este tipo de mensagens nunca aparece. Porque será?? A porcaria e a desarrumação está por todo o lado, só é preciso olhar. A bancada da cozinha quase que não se vê. Cada qual tem um armário, mas gosta de espalhar tudo ali. Menos eu. 

A mais-velha tem todos os cantos da cozinha ocupados com merdas dela. Tem especiarias e garrafas VAZIAS espalhadas por toda a parte. A sério... ainda hoje, no WC, verifiquei que existiam 3 novos frascos quase ao pé da sanita. Quando lhes toquei, a leveza logo denunciou que estavam VAZIOS.



Ela colecciona frascos vazios! A sério... deve ter uns seis ou dez no WC, debaixo do lavatório da cozinha tem outros três ou quatro, perto das especiarias tem duas garrafas, uma de vidro outra em plástico com um pouco de água que já deve estar tépida e azeda, e em cima do tampo da máquina de lavar roupa, quatro embalagens vazias.

É coleccionadora!
Mas não vê isto como um hábito mau que pode ser incomodativo numa casa partilhada.


Só eu estou sobre escrutínio.
E sabem o que já não faço há coisa de seis meses?
Não uso o fogão. Parei de o fazer. Muito por causa do escrutínio a que me estavam a sujeitar - sempre à espreita, a ver se me viam aproximar para depois eles sujarem e eu ser responsabilizada. Mas também por eu só gostar de cozinhar quando me sinto livre para o fazer e sentir prazer. Até mesmo cozinhar em quantidade e partilhar - coisa que nesta casa é alvo de desprezo. Eles tornaram a experiência em algo indesejável. Só uso o micro-ondas, e isso, mais tarde ou mais cedo, tinha de se tornar no novo alvo. Até demorou.

Não sou a única a usá-lo em exclusivo. Mas eles podem alegar que sou. A mais-nova, que o usa amiúde e não é de limpezas, foi quem o usou agora depois de mim. E como a outra viu-me a usá-lo por 5 minutos...  Dois contra um. Começa o filme.

Eu também não gosto quando é ela a usá-lo! Principalmente quando deixou queimar algo ou deixou a tampa da porta toda salpicada. Mas vou escrever mensagens sobre isto no chat? Não. 

E se tiver que mencioná-lo por achar necessário, sou o tipo de pessoa que aguarda que a outra chegue a casa, espera o momento certo e fala-lhe na cara, numa conversa que se quer amigável e não conflictuosa.


Tenho muita falta de sorte com o tipo de pessoas que atraio.
Ou então, sou eu que despoleto nas pessoas a vontade de mostrar o seu lado mais perverso.
Acho que o problema está em mim. Mas não consigo concertá-lo.

É que o problema pode ser a forma como sou... Aparento ser séria, zangada, quando não estou a sorrir. Mas sou «boazinha». Tolerante.

E não vejo problema nisso!!

Porém sofro tanto, chiça.
Gostava que todo este tipo de gente se afastasse de mim e gostava de atrair somente gente boa. Boa, no âmago, não nas aparências.


PS: Mas não quero que os meus posts sejam só sobre isto. Programei um para amanhã, que é dos "parvinhos" ehehe! Porém, oculta e deixa exposto muita coisa. Só eu saberei, claro. Tenham uma boa semana e façam o favor de ser caridosos! 

sábado, 5 de outubro de 2019

Malévola!


Quando me viu descer à cozinha eram 22.30 de quinta feira, a mais-velha, que havia chegado às 18.00 horas, enviou de imediato uma mensagem ao senhorio, acompanhada de uma foto, dizendo que a box de televisão estava com uma avaria. Foi por eu ter aparecido que ela enviou aquela mensagem. Já a conheço. Sei que tudo o que escreve no grupo tem um propósito oculto e dirige-se a mim. E àquela hora?? Só não entendi onde ela queria chegar.

Quando regressei de Portugal esta quarta-feira, fui programar gravações que sabia que iam começar esta semana, como relatei aqui. Foi quando constatei que ela tirou proveito da minha ausência para apagar da box as gravações deixadas por mim. Repetindo o mesmo que fez em Junho e em Fevereiro!

Por isso sei que a box, nessa quarta-feira, estava a emitir todos os canais - ao contrário do que ela alegou na quinta. A única diferença, mas essa notei-a de imediato em Junho, é que os comandos do telecomando já não respondiam nem eram os mesmos. Fruto de algo que ela andou a fazer, certamente! 

A mensagem de erro que ela usou para fundamentar a alegação, certamente soube como a gerar. Mais que não fosse através da netflix ou outro serviço que ela pudesse enguiçar. Na tecnologia basta isso. Seguindo um outro caminho ao invés de outro, os resultados podem ser diferentes.

Ontem de noite, assim que eu entrei em casa e fui para a cozinha, passavam poucos minutos das 19h  ela voltou a enviar nova mensagem ao senhorio. Mais uma vez, sei que aguardava-me para fazê-lo. Só então ela se decidiu a enviar a segunda mensagem.

Não é coincidência, acreditem.
É como que... a criar um alibi.


O senhorio acabou por aparecer de noite, sem enviar mensagem que ia fazê-lo. Só dei conta por, às tantas, escutar a sua voz. Interroguei-me porquê ela se sujeitou à sua presença nas mediações do fim-de-semana. Ela sempre evitou fazê-lo, com receio de que ele aparecesse e não saísse daqui. Sei que faz de tudo para o manter afastado nas suas folgas. Não se importa que ele ande sempre por cá, desde que seja na sua hora de trabalho. Por isso o ter solicitado perto do fim-de-semana é muito incomum.

Há sempre um intuito disfarçado de outra coisa por detrás do que faz. Aprendi isso. E depois de ficar a conhecer bem o "caroço" de uma pessoa, consigo pressentir se age motivada por segundas intenções. E nela, é como a sua natureza. Nem sabe de outra forma.

Hoje de manhã nem eram bem oito horas, batem à porta. Vieram por causa da box. E subitamente, sem se "importar" que os seus amiguinhos ainda estivessem a dormir, ela envia no grupo a mensagem "temos uma box nova!".

Demorei mas entendi. Os cabos desligados...

Ela planeou isto. Arquitectou a avaria. Percebeu que era por scart que eu conecto o meu aparelho e percebeu que isso só era possível devido ao facto da box ser antiga. Se conseguisse que fosse substituída, as modernas já não trazem aquela entrada de audio-video. Exatamente para impedir as pessoas de poderem armazenar programas em casa e as tornar dependentes dos servidores e mais avidas ao aluguer que agora disponibilizam.

Ela ganhou.
Não consegui, tentando durante um ano, gravar aquela série.

Ainda por cima, "limpa" o cadastro, livrando-se da box anterior. Com uma nova box com novos menus de interacção, fica mais difícil demonstrar como foi intencional cada vez que eliminaram as gravações durante a minha ausência.

caso me apeteça denunciá-la.
Mas se ainda não o fiz, não o vou fazer.

Não os fiz esperar:
Peguei na jarra que tinha tirado da sala, coloquei dentro os galhos secos pintados que usei como decoração e desci as escadas. Coloquei-a de volta em cima da lareira. De onde, pelo natal do ano passado, insistiam em removê-la, o que me causou grande perturbação.

Disse-lhes "olá" e recebi: "Olá. Temos uma nova box!".
Ah, e é das novas? Pois...
Olha, já está enrolado e tudo! - mencionei ao ver o cabo scart desconectado e enrolado (provavelmente pelo técnico que desconectou a box).

Peguei no aparelho e subi com ele.


Não tem mais serventia.
Ela pode voltar a ser a Rainha e senhora da TV na sala. Do telecomando. Das gravações.

Malévola e mesquinha.

Mas deixem estar...
Algo há de me ocorrer.

terça-feira, 12 de março de 2019

Descobrir onde está o coração das pessoas - pt1


Ia para contar esta história. Mas depois adiei. Sei que os meus relatos domésticos não devem ser bem acolhidos por quem me lê, pois não recebem comentários. Mas às vezes simplesmente preciso de desabafar. Na última vez que o fiz, contei que escrevi no quadro "Eu Existo". Foi mais uma auto-afirmação, um resquício meu a recuperar a minha auto-estima.

O que ia para contar é que no dia seguinte a mensagem no quadro havia sido substituída por "é favor limpar o fogão DEPOIS de usá-lo. Esta noite estava absolutamente nojento!".

Ora, eu tomei a mensagem a peito. Não gostei. E porquê? Porque sabia que a mensagem era destinada somente a mim. E eu não tinha nada a ver com o fogão estar sujo. Nunca tenho. Tenho o hábito de limpar tudo antes mesmo de começar a comer! Considerei a insinuação ofensiva. O fogão foi deixado sujo muitas vezes antes. Nunca ninguém deixou uma mensagem escrita em qualquer uma dessas ocasiões. Porquê deixar no dia em que usei a cozinha pela primeira em mais de duas semanas para fazer uma sopa? 

Vivendo eu nesta casa há quase um ano, tendo sempre demonstrado que limpo atrás de mim, nunca deixei nada sujo e sabendo-se muito bem quem repetidamente deixa o fogão sujo (o rapaz) considerei a insinuação de carácter caluniosa. A malícia implícita caiu-me mal. 

Como a comprová-lo, nessa noite não sai do quarto, mas escutei-os todos lá em baixo. A cozinhar, a ver TV... a falar uns com os outros. Pelo que não é credível que a mensagem no quadro realmente tivesse ali sido deixada para "todos". Ou eles deixam a si mesmos recados no quadro enquanto conversam animadamente?


Vi que o fogão estava sujo às 10h da manhã, quando desci à cozinha. Até tirei a fotografia acima. De tarde, animada pela perspectiva de poder cozinhar pela primeira vez no que me pareceu DÉCADAS e não querendo que uns legumes comprados dois dias antes se estragassem, cozi-os em lume brando. Nem um salpico fez. O fogão já estava sujo. Animada pela antecipação de comer algo quente e feito na hora - o que já não acontecia há milénios principalmente pela presença constante das "hóspedes", lavei o tacho e fui embora. A sujidade permaneceu onde já estava desde a noite anterior. Noite essa em que as "visitas" cozinharam ficando pela cozinha e pela sala o dia inteiro. Pela hora de jantar voltaram a cozinhar, e o rapaz também, junto com elas. Tendo depois sentado-se no sofá agarrado ao computador. A limpeza foi deixada ao encargo de quem?

A palavra "nojento" é muito agressiva. Nojento está o forno, que eles usam diariamente extensivamente. O rapaz, que foi quem deixou o fogão sujo (aliás, a mancha maior está sempre no mesmo local, ele cozinha sempre o mesmo e suja sempre da mesma maneira) gosta de pré-aquecer o fogão vazio na temperatura máxima durante muito além de 30 minutos. Consegue-se sentir o oxigénio a ser sugado do ar. É claro que esta prática faz com que tudo escureça no interior. Depois está sempre a assar pedaços de frango o que acabou por resultar num vidro castanho de gordura.

Mas aparece alguma mensagem no quadro a chamar aquele amontoado de gordura de "nojento?". Não. Porque ainda não podem impingir-me essa responsabilidade. 

Ao ver a mensagem, que preenchia o quadro quase todo, rabisquei uma resposta. Nem foi acusativa, foi mais para deixar claro que o fogão estava sujo desde a noite anterior. Escrevi: "Foram as hóspedes ou quem mais cozinhou na noite anterior".

Ninguém me disse nada. O assunto não foi abordado comigo. Vi alguns entre-olhares entre eles e a sensação de silêncio quando de noite entrei na sala. Tenho a certeza que a mais-velha, que trabalha pela manhã, ficou logo a par da mensagem de resposta através do whatsapp. Esta foi apagada algures durante a hora do almoço.

E pronto. Acho que isso deixou-me "suja" diante deles. Porque "ousei" dar resposta.

É que não aguentei a insinuação!
Bolas. Até parece que estavam à espera de me ver chegar perto do fogão para me acusar de algo.
Aliás, vivo em gelo muito fino....

Sei que esperam que cometa um deslize para assim conseguirem sustento para futuras implicações. Não é por isso mas, ainda não quebrei o calendário das limpezas por tê-lo percebido. Tirando a mais-velha e eu, o resto não limpa.

Mas eles encobrem-se entre si.
Tanto assim é que a mais-velha agora deu para limpar na vez do rapaz. Que só suja. Isso é um pouco revoltante, porque ela está sempre a encobri-lo. Protege-o e defende-o de qualquer coisa. É ele que traz para dentro desta casa pessoas, e pessoas é o que ela mais deseja. Italianas, claro. Porque se fossem de outra nacionalidade decerto acabaria por se focar nos defeitos, tal como acontece quando fala de ex-inquilinos de outras nacionalidades que viveram na casa. Mas se forem italianos, por pior que se comportem, a esses arranja desculpas. A arranjada para a que-não-limpou-nunca era que vinha de uma família posh. Portanto, podia ofender os restantes sujando e não limpando... entendem? Ela quer cá pessoas para não se sentir só e poder exibir-se na cozinha, mostrar os seus dotes com pratos italianos, fazer receitas tradicionais que diz secretas, poder explicar que cada ingrediente é especial porque veio da itália e, claro, conviver.

A pesar de dizer que tem muitos amigos, não me esqueço que passou o fim-de-semana do seu aniversário sozinha na sala. Recebeu postais sim... mas não conviveu com ninguém. Para isso ela precisa do rapaz. Caso contrário ninguém aparece. E se para ter isso ela precisa fechar os olhos ao que quer que seja, defendê-lo ou juntar-se a ele numa qualquer perseguição, é exatamente isso que vai fazer.

sábado, 14 de abril de 2018

Funcionam como uma matilha de cães


Estou a viver há 10 dias numa terceira casa. A situação é temporária. Estava previsto assim acontecer. Irei regressar à outra noutros 10 dias. 


Mas estou aqui a engolir a seco o que aqui está a acontecer.  
A injustiça incomoda-me. A mentira também. Estou a perder a fé nas pessoas. Daqui a pouco começo a odiar. Ou então a estereotipar. Oh gente que não presta! Mas será que só há disto por todo o lado?



A casa onde estou agora a dormir é partilhada por cinco pessoas. Os restantes já se conhecem há muito tempo. Três em particular são como unha e carne. Oriundos do mesmo país, para tudo "funcionam" em trio. Jantam juntos, sobem para os quartos juntos e são todos cúmplices. Se acham com mais autoridade sobre os restantes.

São também extremamente barulhentos. No primeiro dia em que me mudei tinha de acordar às 3 da manhã e até à meia-noite ficaram debaixo do meu quarto aos gritos, a falar alto, a gargalhar, a bater com as portas dos armários, com os tachos, panelas. E o que é pior: a chamarem uns pelos outros de um andar para o outro. E a gargalhar mesmo à frente à minha porta, a conversar alto.

Dormi apenas 1h, entre eles se deitarem e eu ter de acordar.


Sendo tolerante e nova no espaço, relevei. São jovens e procuro convencer-me que, a pesar de eu ter sido diferente, esta atitude de falta de consideração pelos outros é devido à idade. E que aquilo podia ser uma situação esporádica.

Precisava também de ir à casa de banho e procurei aguentar o máximo que pude. Mas já que eles estavam acordados a gritar e não me deixavam dormir porque não paravam de berrar, abri a porta e entrei rapidamente no WC. Estava a precisar. Mas não consigo estar à vontade. Sinto-me observada. A porta não tem trinco e isso faz-me não conseguir relaxar. Alguém podia abri-la a qualquer momento e apanhar-me desprevenida - tal como tinha acontecido dias antes na outra casa. 


Decidi então sair do WC e usar a pequena no andar de baixo. Que de imediato se tornou a minha predilecta porque é pequena e posso mantê-la fechada com o pé e não ficar no mesmo andar dos quartos, o que implica um uso menos incomodativo para quem está a descansar nas divisórias.

Sou muito atenciosa para com terceiros. Sei disso.

Nisto quando abro a porta, tenho DUAS pessoas à minha frente. "Estás bem?" - perguntam em surpresa. 
Estou. E pedi licença para passar e ir ao WC.

Estava mesmo a ser observada!
Não era só impressão minha, aquelas pessoas estavam à porta do WC e podiam ter entrado. Sabiam que estava ali porque ouviram a porta a bater. E apareceram, hoje sei disto, não por estarem preocupadas comigo. Mas para me darem a entender que fui barulhenta. 

A grande lata!!

Foi a segunda vez que me faziam uma "espera" à saída do WC. E não gostei. Parece que não tenho o direito de ir ao WC sem ser controlada. Depois afastei esses pensamentos da minha mente. Se calhar eles interpretaram que podia estar a sentir-me mal, só porque saí e entrei rapidamente. Era eu que estava a fazer mau juízo deles.

Ainda assim, preferia ir ao WC quando não os soubesse por perto. Porque isto de ir ao WC e ter pessoas à saída a fazer-te uma espera não te faz sentir em "casa". E a sensação de não ter direito de usufruir do espaço como se também fosse meu foi aumentando rapidamente. Assim que entrei, sabem como fui recebida?

Ouvi o meu nome a ser mencionado quatro vezes. E por isso perguntei porque diziam meu nome. Tinham-me ouvido abrir a porta e trazer os restantes dos meus pertences. Sabiam que os ia escutar. E fizeram questão de mencionar o meu nome propositadamente. Claro, perguntei o que era. Veio um rapaz ter comigo e disse: "Entraste cá em casa de manhã? Tiraste uma encomenda minha? É que a Paula disse que viu uma encomenda lá em cima no teu quarto". 

Fiquei a pensar onde tinha vindo parar. Já me estavam a acusar de roubo! Eu só estava a transportar as minhas coisas para a casa e, pela primeira vez, ao invés de as deixar dentro do quarto e fechar a porta, achei que podia deixar um saco onde tinha posto a encomenda que tinha recebido pelo correio horas antes, à porta do mesmo. Afinal, só me faltava transportar uma coisa e daria por concluída a mudança. Não tinha ninguém a circular pela casa nessa altura. Estavam todos nos quartos.

Então que me viessem dizer, até considerar, que eu tinha pego algo que pertence a outra pessoa e posto num saco meu é... feio. Se está no meu saco, é porque é meu! A outra desceu do quarto dela, ao invés de meter-se na sua vida, não, espreitou o saco que tinha acabado de deixar ali. Se fosse outra nem mencionava o conteúdo, sabe muito bem que não se deve espreitar as coisas dos outros. Muito menos levantar um falso testemunho. 

Nesse primeiro dia estava exausta e adormeci de imediato. Mas não por muito tempo, porque eles logo começaram o «arraial» de ruído. Eu a precisar levantar-me às 3 da manhã, e eles a impedir-me de dormir com os seus gritos, barulhos e gargalhadas. 

Aconteceu nesse primeiro dia o mesmo que está a acontecer agora que escrevo: dormi apenas UMA hora. 

Depois trabalhei cinco dias seguidos e os meus turnos são de 12 horas. Significa isto que é basicamente trabalhar e dormir. DORMIR sendo a parte muito importante para aguentar o trabalho. E eles não mo estavam a permitir.

Depois quando me apanhavam pela casa, era sempre com segundas intenções. Dizer-me coisas. A primeira coisa que me perguntaram foi se fui eu que deixei a porta da rua aberta. Outra acusação. E eu sei que não tinha sido.

Não é preciso ser muito inteligente para perceber que eles todos, sendo amigos e já havendo falado entre si, estavam a apontar o dedo na minha direcção. Tal como fizeram com a encomenda.

Na segunda noite estava tão exausta do primeiro dia de trabalho que dormi bem. Lembro-me d acordar com berros bem altos, mas consegui que não me despertassem totalmente e voltei a adormecer. 

Foi a única vez em todas estas noites. Finalmente chegaram os meus dias de folga. E começaram as exigências disfarçadas de pedidos. Estavam a ser falsos, fingindo ingenuidade quando tudo estava combinado entre eles.

Mencionaram que todos davam dinheiro para comprar utensílios para a casa. Mas antes de o mencionar, espetaram um pote com dinheiro no meio da mesa da cozinha. Foi intencional. O pote não estava lá, era mantido noutro local e mudaram-na para que o pudesse ver. Não é um subterfúgio que considere digno. Se queres pedir, fala. Não se usam esses recursos vis. Logo a seguir mencionaram que cada um dava 5 libras para comprar panos da louça, panos de limpeza, detergentes vários, tira gorduras, etc, etc. Muita coisa que eu ia usar apenas numa ocasião. Respondi que fazia sentido se ficasse a viver cá mas já estava a partilhar na outra casa essas coisas e tinha comigo detergentes que me restaram da mudança e pretendia usá-los. 

Com isso excluí-me de "comparticipar" nas despesas que eles muito convenientemente iam necessitar assim que cheguei. Coincidência. Por acaso a cozinha estava cheia de panos, detergentes etc. Mas aparentemente estava na altura de comprar mais. Talvez porque eu havia chegado. Mas isto revela o carácter das pessoas. Assim que uma nova pessoa chega eles começam logo a cobrar dinheiro? Já tive o suficiente disso na outra casa e consegui cheirar à distância uma tentativa de extorsão. 

Logo a seguir foi o calendário de limpezas. Inicialmente o nome da "nova pessoa" estava no final - talvez até mesmo numa semana em que já cá não estaria a viver. Mais uma vez, nada de conversas comigo, nada de perguntas. "Queres? O que achas?" Nada. Ordens. Desci à cozinha onde o calendário é mantido na porta do frigorífico e reparei que tudo tinha sido alterado. Quem era suposto limpar a casa nos próximos dias? EU. Claaaaaaro....

Tudo bem. Procurei saber como faziam, o que era pretendido fazer e perguntei quando ia estar menos gente na casa, para poder limpá-la mais eficazmente. Esmerei-me na limpeza. Como sempre, fui vista a limpar, porque há sempre alguém na casa, há sempre alguém que está no mesmo espaço em comum que tu. 

Limpei a casa na quarta-feira. De noite, todos eles na cozinha como sempre, no falatório. Entro e tento conversar mas sinto que te respondem com aquela secura, desviam o olhar - não estão interessados em te ter ali. Então removi-me do espaço para que se sentissem à vontade para continuar o convívio a que estão acostumados. Na manhã seguinte, estou na cozinha e uma rapariga entra. Depois sai. Nisto surge um assunto urgente que tenho de tratar até ao final da tarde. Já nem me sobram 5 horas para dormir e ter de acordar novamente. Então vou para a cama. Nisto recebo uma mensagem no telemóvel, quase às 21h das noite. Relembro que tinha estado na cozinha com todos eles na noite anterior. E todos os dias vejo pelo menos dois deles. É uma mensagem a "sugerir" que compre sacos para o lixo, já que usei o "deles". E a perguntar se tinha limpo a casa, porque tenho de marcar no calendário. 

Todo o discurso foi desagradável e terem ido ao senhorio PEDIR o meu número de telemóvel para me enviarem uma mensagem destas, QUANDO eu estou em casa é... MALÉVOLO!

Eu ali, a dormir ou a tentar dormir por cima da cabeça deles, e eles a contactar o senhorio. Envolver o senhorio foi tudo menos inocente. Senti malícia no ar. E como estava certa!
Respondi nessa mesma noite. Precisava de dormir, mas não podia deixar para depois. Respondi que ela me viu nessa manhã, na noite anterior e na anterior a essa. Respondi que tinha limpo a casa e que esperava que desse para notar a diferença. E que me tinham visto a fazê-lo. Ia dar-lhe uns sacos para o lixo antes de me ir embora mas como raramente cozinho, raro foi a ocasião que despejei algo no lixo "deles". 

A resposta que obtive foi do piorio: "Se soubesse que tinhas limpo não estava a perguntar. Estava uma mancha de ketchup que não foi limpa. A paula disse-me que estava tudo cheio de pó na casa de banho. Se os outros vem ter comigo fazer queixas tenho de perguntar". 

Opá, o que me dizem disto??
É normal ser assim? Com alguém que só tentou dar-se bem, ser simpático, alguém que mal se conhece, mal entrou numa casa nova? É assim que agiam nestas circunstâncias?

Respondi de volta por mensagem: Não estava a gostar do que me escreviam, da proxima vez ia tirar fotografias do antes e depois e também queria jogar o jogo da polícia da limpeza. Porque eu esmerei-me. Tirem teias de aranha e pó negro com uma simples passagem de pano. Sei muito bem que nenhum deles é um esmero na limpeza. Não está correcto posicionarem-se como se fossem, muito menos acho correto toda a atitude. 

Vou trabalhar e quando chego a casa e abro o frigorífico noto as minhas coisas remexidas. Demoro algum tempo a notar que falta uma embalagem de queixo que havia comprado na véspera. Decido deixar uma nota a dizer que não a via. Mas olhem que procurei bastante. Sete vezes, no total. Procurei a primeira. Depois não convencida, desci à cozinha e procurei uma segunda, terceira, quarta... sete vezes. Removi todo o conteúdo da prateleira, para ter a certeza de que os meus olhos não me enganavam. Pus a mão acima do frigorífico, não fosse ter esquecido por ali. Sou muito cautelosa antes de levantar quaisquer suspeitas sobre o que seja. 

Ao contrário deles com a encomenda e a porta aberta.

Não estava ali nada. Há uma da manhã, depois deles todos se terem deitado e feito a algazarra do costume, despertando-me e impedindo-me de voltar a adormecer, desci à cozinha para preparar sandes para levar para o emprego. Coisa rápida. Procurando não usar NADA deles, sempre limpando tudo, arrumando as coisas. Ainda estou para saber se também isso lhes vai fazer espécie.

Bom, mas nisto reparo que há outra nota junto à minha: O queijo esteve o tempo todo no frigorífico. Para a próxima vez procura com mais atenção (smile).

Não respondi. Optei por ignorar.
Mas sei muito bem que a embalagem não estava nem sequer dentro daquele frigorífico. 

Fizeram aquilo de mal intencionados que são. 
E para colmatar, acrescentaram em letras garrafais, outra nota: "Não bater as portas!!!".

Era uma indirecta para mim. Somente para mim.
Esta gente que bate portas todo o tempo, que não é nenhum modelo de virtude no que respeita a respeitar os outros no departamento de ruído, teve a audácia de transformar a ÚNICA vez que a minha porta bateu, no primeiro dia que cá vim, e perpectuar esse momento como se fosse algo permanente e constante. 

O pior é que percebo claramente que estes 10 dias que me restam vão ser miseráveis. Mais artimanhas irão inventar. Nem sequer vai dar para usar a casa apenas como dormitório. Decerto não me vão facilitar a vida e será um passatempo infernizá-la. 

Funcionam como uma matilha de cães.
Só aceitam os da sua espécie e todos os outros são para destruir.


  


terça-feira, 22 de março de 2016

As hormonas masculinas são f**d-das!


Acendi a televisão e fui parar ao final de um programa sobre uma mudança de sexo.

Estão a entrevistar o tipo que fez a mudança junto com a namorada e perguntam a esta como foi para ela. Esta responde que se sente uma sobrevivente. O tipo não gostou. E conta que ela é uma ex-alcóolatra. E a miúda responde: "Sim, estou sóbria agora, mas não estive durante a faculdade". E o tipo responde: "Não é fácil passar pelo alcoolismo e por uma mudança de sexo".

Eu pensei cá com os meus botões: "És um sacana".

Noutro dia assisti a um ténue episódio de bulling doméstico. Da mulher para o homem. E comecei a reflectir sobre as expressões "todos os homens que valem a pena estão casados" e "eles não sabem escolher as que valem a pena".

E concluí que ambas são verdadeiras. Os melhores homens estão, realmente, casados. E a maioria, infelizmente, com mulheres que lhes infernizam a vida mas que eles cegamente, idolatram. O oposto também acontece (não se atraíssem os opostos) e mulheres doces e compreensíveis que se casam, acabam com homens violentos e manipuladores. Temos então assim algo que nunca vai resultar. Mulheres boas solteiras, homens bons casados. Mulheres egoístas casadas, homens maus solteiros...

E a responsabilidade é de ambos os sexos, que quando sabem o que querem, vão procurá-lo nos recipientes errados e se iludem consigo mesmos e com a outra pessoa. Bem sei que há excepções, felizmente alguns, acertam-se, se não à primeira, pelo menos ao fim de algumas tentativas. Mas no geral, dou como corretas as expressões. 

Voltando à mudança de sexo, acabei por constatar que até um homem que nasceu mulher prefere ser um homem sacana. Fazem a mudança de sexo mas parece que o que querem absorver do sexo que lhes foi fisicamente oposto é a canalhice. Tudo o que é de «macho», feio, porco e mau...

Noutra ocasião assisti a um outro programa nacional onde um concorrente também tinha realizado uma mudança de sexo de mulher para homem. Mas o que assisti sobre o carácter do indivíduo, não apreciei. Preconceito para com a mudança de sexo não me pareceu que tenha existido, nem vindo do público nem dos colegas. Curiosidade sim, mas ataques, descriminação e maledicência, nem por isso. Mas convém «alimentar» as excepções à regra, para que o indivíduo possa manter-se com um certo estatuto de quem é especial, como se isso legitimasse todas as suas atitudes menos corretas.  

Penso que nada deve servir de pretexto e ser usado como carta branca para não se ser julgado pelos nossos actos. Nem mudanças de sexo, nem opção sexual, nem doença grave e quase fatal. Somos todos indivíduos, façamos parte de que género for. O que nos distingue não é esta carcaça que carregamos, mas quem somos. E isso, se não me agrada, pouca diferença faz os «traumas» que a sociedade reconhece como legítimos e desculpáveis. 

Como sociedade, é um erro as pessoas «passarem a mão» a casos distintos, quando se devia recohecê-los mas atribuir trato igual. Além de dar amor e entendimento, educar é saber recriminar quando necessário. Provavelmente indivíduos com problemas de identidade de género, ao crescerem e durante a formação da sua personalidade, podem ser exageradamente reforçados com noções de que devem gostar das pessoas que o entendem e o resto não interessa, etc. Aumentando assim a distância entre o esclarecimento e o entendimento com o mundo. Contribuindo assim para que um indivíduo a crescer com alguns problemas de identidade se sinta por direito com legitimidade para descriminar e agredir (porque se sente agredido), para fingir, para ser injusto e por vezes cruel com o semelhante porque ele, que é o que é, passou pelo que passou...

Ao se individualizarem podem correr o risco de se «desumanizarem» ou se colocarem num patamar tão à parte que se tornam particularmente egocêntricos. 

A sociedade simpatiza com o «desgraçado». Tende a imaginar a angústia que passou na vida, se compadece e até se torna, inicialmente, defensora e se auto proclama admiradora de indivíduos com determinadas «desgraças». Mas se essa pessoa «desgraçada» revela ter um carácter que deixa a desejar, penso que não vai ser aquilo pelo que passou que lhe confere um estatuto irrepreensível. 

De volta ao programa na TV, o tipo que mudou de sexo é mais uma vez entrevistado e nota-se que tem consciência do que são os media e sabe a imagem que quer passar. "Estou feliz e a vida nunca foi tão fácil". Tornando a mudança de sexo assim, uma coisa ligeira, normal, pouco relevante. O repórter de seguida pergunta: "O que é que a sua mãe pensa disso?". Milésimos de segundos apenas de uma hesitação com um olhar semi-fulminante, que relembra o descontentamento de meterem a "mãe" na conversa e o tipo responde, recuperando o sorriso braqueado: "Isso terá de perguntar a ela" - abrindo mais o sorriso.

A cena passa para a festa de comemoração. Amigos se reúnem num apartamento, o bolo que mandaram fazer faz lembrar um ritual canibalístico pois é um torço masculino, divertem-se, riem e chega o momento do discurso.

Novamente a habilidade, a capacidade de dizer aquilo que sabe que cai bem e é o que se espera ouvir. No discurso não esquece de agradecer à namorada porque sabe que "não é fácil lidar com uma mudança de sexo". Pois. - pensei. Não é fácil mas quando lhe perguntaram como foi para ela não a deixaste acabar o raciocínio e apressaste-te a expô-la como ex-alcóolatra. O que revela um carácter manipulador que gosta de diminuir a pessoa ao lado. Como que a compensar-se por não ser o único com um esqueleto no armário... 

Então voltei às minhas reflexões e concluí que o gene masculino é mesmo lixado! Venha de que direcção vier, «macho» que é «macho»... é macho....

Nota: voltei a acender a TV e fiquei chocada com o que ouvi sobre a vida privada de Einstein.  Fica para outro post. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Malícia gratuíta


Já vos aconteceu de estar a falar com alguém que não conhecem usando de toda a educação e subitamente a resposta chegar agressiva? Pois comigo aconteceu, numa conversava online. Fiz um comentário totalmente inofensivo. Sem qualquer ponta por onde se «embirrasse». Recebo uma resposta dúbia. Diria que o tom usado era de ofensa e agressividade, mas não sendo assim eu mesma, decidi dar o benefício da dúvida e pensar que a pessoa foi infeliz e se expressou mal. Vai que o comentário seguinte reforça a insinuação do primeiro. Aí senti necessidade de corrigir. O que havia escrito só mencionava uma opinião pessoal (na realidade, partilhava apenas um gosto) e não visava nada com sentido oculto. Como resposta obtenho algo do género: "Sabe muito bem o que fez! Não brinque comigo!".


Como se diz em bom americano: 
WTF??
Mas caí na quinta-dimensão?



É muito triste (eu pelo menos sinto-me assim) quando lidamos com pessoas ávidas para ver maldade na inocência dos outros. Desaponta-me realmente que existam pessoas destas do mundo. São aquelas para quem a bondade da Madre Teresa de Calcutá é sinónimo de pessoa sonsa. E vão para o universo Online talvez até porque lhes facilita o insulto e a provocação como nenhum outro meio de comunicação. E também permite a IMPUNIDADE.


Ora, boa pessoa como (sei que) sou, continuei a troca de impressões naquela do entendimento. Reforcei as palavras que escrevi apontando-lhes a total inocência em relação ao acto que agressivamente me acusavam de estar a cometer. Claro que a resposta não foi "peço desculpa, interpretei mal" - resposta que alguém como eu teria dado sem grandes hesitações. Foi mais uma enxurrada de ofensas. Ás quais ainda me dei ao trabalho de responder! Respondi... Com seriedade, tentando passar alguma correcção para aquela mente claramente retorcida que num simples e inocente frase dirigida a uma variante de um produto, decide ver implicância e responder com malícia, arrogância e acusações. Acabei por desistir. Mas fiquei incomodada. Não por mim, que nada fiz de mal e fiquei na boa, mas por existirem pessoas assim. 

Fico a pensar nos PAIS destas pessoas. Que desilusão devem ter! Eu não ia gostar de ser mãe de uma criatura destas... Anda uma pessoa a tentar passar boa educação e bons valores (so they say...) para cair em saco roto. E o pior é que estas «crianças mimadas» crescem e já não são mais crianças e sim adultos ácidos e maliciosos. Falta-lhes no entanto, capacidade argumentativa. Porém, de que adianta debater conceitos com quem sempre responderá com malícia e sairá em desvantagem se a pessoa nem tem capacidade para entender seja o que for?


Tenho pena. Muita pena. É gente desta estirpe que anda a colocar bombas explosivas em locais públicos porque não têm capacidade de discernimento, de entendimento e gostam de actos vis de maliciosos. Ofensas online ou agressões pessoais, a distância não é assim tão curta quanto isso. É mais uma questão circunstancial que é a barreira. Não a moral nem o carácter, e isso é que é perigoso.