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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Não saber estar num autocarro


Cheguei à conclusão que aqui nesta cidade as pessoas que andam de autocarro são todas burras.
Calma! Não estou a ofender ninguém à toa. Então justifiquem lá isto: quando entram e os lugares sentados estão ocupados, ficam-se pelas portas traseiras. Ninguém sobe para a parte de trás, onde certamente vão vagar mais assentos na paragem seguinte. Eu se poder, fico por ali, porque além da possibilidade de me sentar ser mais elevada, é também o único lugar num autocarro por vezes lotado onde não se viaja apertado.

(estes ingleses são muito burros!)

Todo o cuzinho que entra no autocarro, acumula-se ali na porta traseira, entre o degrau para subir e o piso inferior, com a barriga e as malas enfiadas no sentido onde gostariam de ir, quase a meterem-se no "colo" do passageiro sentado na cadeira perto do degrau. 





Mas o que me enerva todos os dias é um hábito que todos aqui têm. Acho-o repulsivo. Tenho vontade de dar uma lição de civismo nestas pessoas. 

Então não é que assim que alguém desocupa um lugar, os que já viajam sentados correm para o apanhar? Falo, claro, dos lugares à janela... Podem vagar cinco e tu, que acabaste de entrar para sentar, não tens hipótese. Só vês vultos a mexer e subitamente os lugares vazios são todos à coxia. 


Para mim é um comportamento altamente condenável. De bom tom é, se já viajas sentado, deixas-te estar sentado. Ou trocas de lugar sim, mas não quando outros estão para se sentar, não quando estão passageiros a entrar com essa finalidade. Se o teu CU já viaja sentado, que direito pensas ter de especial para poder fazer "upgrade" do trono??


E tem outra... Quando está sol, o comportamento é oposto. Fogem dos lugares à janela e vão para a sombra na coxia. É ou não é repulsivo? Demonstração pura de egoísmo. 

Para não falar dos lugares reservados a idosos e deficientes. Em Lisboa, de vez em vez, ainda se vê o autocarro com gente em pé mas esses lugares continuam vazios. E as pessoas cedem sempre a quem de direito. Aqui sentam-se neles quem quiser. Jovens principalmente. Se aparecer alguém mais idoso, ninguém oferece o lugar. Esperam que o peçam e, na realidade, a menos que a pessoa venha a coxear ou use uma bengala, tornando assim a sua necessidade obvia, ninguém se move. 

Uma vez ofereci o meu lugar a um casal de pessoas enxutas, mas mais velhas, pois percebi que era-lhes difícil segurarem-se e equilibrarem-se com o movimento do veículo. Ela estava a amparar o homem. Ofereci e ela recusou. Logo de seguida duas pessoas ao meu lado largam o lugar e o casal senta-se e relaxa. Bem que podia ter aceite o meu lugar, não os estava a chamar de velhos por causa disso. O alívio e conforto que retornou aos seus rostos quando se sentaram foi obvio. E o casal que se levantou, se ia sair na paragem seguinte, também podia ter demonstrado a mesma atitude que eu. Mas não. Preferiram continuar a viajar sentados até o último minuto. O casal podia ter pedido os lugares reservados, mas também não o fazem. Só pessoas com bengalas ou a coxear são capazes, diante do obvio, solicitar ou esperar que o simples visualizar da sua situação faça com que esses lugares vaguem. Pessoas idosas, sem dificuldade de locomoção visível, parece que são orgulhosas demais para tal.

À entrada do autocarro estão dois lugares individuais isolados, um em cada lado, à semelhança do que acontece em Portugal. Um atrás da cadeira do motorista, outro do outro lado, idêntico. Noutro dia enervei-me em silêncio com o que vi. Viajava atrás e os lugares à minha frente estavam todos vazios. Vejo duas mulheres que conversavam sem parar, a entrar em primeiro lugar e percebo que, mesmo viajando juntas, vão cobiçar os lugares individuais. Dito e feito: A primeira a validade o passe sentou-se na cadeira individual e a outra fez o mesmo. Antes mesmo do terceiro passageiro passar, já o palrrear das duas, mais os movimentos dos braços, atrapalhavam quem queria passar. Cada uma delas virada para o centro, cada qual a falar mais alto para se escutar.

Não era mais civilizado não imporem a conversa privada a todo o autocarro e terem-se sentado uma ao lado da outra, num dos tantos lugares disponíveis? Claro que sim. Mas as pessoas aqui regem-se por um princípio de egoísmo que não entendo.

Outra coisa que aqui não se faz: não existe respeito pela ordem de chegada na paragem. Tanto pode entrar primeiro no veículo a pessoa que chegou naquele instante, como outra qualquer. A que estiver mais perto da porta, entra. Não há cá "direitos" civis não pronunciados mas seguidos, regras de etiqueta, de cortesia, de educação, que ditem que é de bom tom permitir que as pessoas que aguardam a chegada do veículo há mais tempo, entrem primeiro. 

Nada!
Aqui até se surpreendem comigo, quando digo à pessoa que estava à minha frente, para fazer o favor de entrar.


Conclusão: aqui as pessoas não sabem utilizar o autocarro. 
Não digo em toda a inglaterra, porque creio que no centro de Londres é diferente.
Mas nesta cidade da periferia... é como descrevi.



quarta-feira, 1 de maio de 2019

Velórios e últimos adeus

Até este momento da minha vida ainda só estive presente em três velórios.

Os dos meus avós e o de uma irmã de um deles.

O que retirei desta experiência é que cada um é diferente
E é assim mesmo que tem de ser. 

Estava aqui a pensar e subitamente percebi que é até possível um dia não vir a estar presente num velório, mesmo sendo o de uma pessoa de quem gosto ou tenho por laços de sangue obrigação de lá estar. Não fará de mim uma pessoa que goste menos ou mais do falecido. E o julgamento de terceiros não devia condicionar.  


Digo isto porque, como disse, cada um foi diferente. No primeiro, fui ao velório e fui à cremação. No segundo, fui ao velório mas não à cremação. Sabia que a pessoa não queria ser cremada, embora um familiar tivesse garantido que sim e os outros foram atrás por acharem a ideia bem mais cómoda e repudiarem a existência de um corpo enterrado e o seu lugar assinalado com uma lápide. Como se isso fosse um absurdo, quando o sepultamento tem sido a prática de gerações e gerações. Depois acrescentaram não estarem para "ter de cuidar da manutenção da campa". Como se isto fosse sobre eles, e não sobre a pessoa falecida e o seu último desejo.

Não fui e não senti falta de ir. Nem precisei, escutei a voz da pessoa que faleceu aquando o seu velório, logo após os procedimentos do padre. Mais ninguém pareceu escutar e eu soube o que ela queria e fiz-lhe a vontade. 

Ela falava a rir, daquela maneira que ria quando era viva, estava ali presente, claro, como estaria também se viva fosse. Gostava de ver o que estava a acontecer no momento e estar com pessoas. Já o meu avô esteve ausente no seu velório, só "apareceu" no final, depois da cremação consumada. Queria nos tirar o pesar, estava incomodado com ele quase sem o entender. Fazia questão de repetir que estava bem, que nunca se sentiu melhor. Estava feliz, podia correr, tinha energia e estava com uma pessoa querida. 

Se não quiserem não acreditem mas isto aconteceu. Acho que se os mortos "falam" do além, fazem-no com todos. Mas escuta apenas aqueles que estiverem na frequência certa, num momento em que se torna possível. E lá por acontecer uma vez, não é garantia que acontece mais. São muitas as variantes.  

Mas isto para dizer que contemplo a possibilidade de um dia não comparecer nem a um velório, nem a uma cremação/enterro. E se calhar, talvez compareça a todos ou, com sorte, somente ao meu. 

Gostava de ver todos a serem eles mesmos, sem máscaras. Mas há quem use máscaras a vida inteira e assim, quando uns aparecem para velar o morto, é como se aparecessem para o enterro de um desconhecido. Vêm prestar um extremo pesar junto à família por alguém que só existiu para eles. 

Isto faz sentido? 

Sim, faz. Basta pensar quando um artista morre. As massas entram todas em luto mas só a família sabe realmente quem era a pessoa que estão a velar.


Estava no facebook quando vi o post de uma pessoa que conheço bem. E o que ali aparece não é o que a pessoa é no dia a dia, sem os "holofotes" das atenções de terceiros. Imaginei aqueles que comentam o post a aparecer ao velório... transtornados, como se tivessem perdido a pessoa mais simpática do mundo. Mais um dos "bons e justos" que se vai, etc. etc. 

Ao perceber isto pensei que não ia gostar de estar presente.
Mas a vida é assim mesmo e não admitir que seja também não ajuda ou altera seja o que for.
É navegar com a corrente?





segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Sabonete? Comece a usar já!


Estava cansada de usar gel duche. Na realidade, nunca os achei muito eficientes, mas eram práticos para uma pessoa preguiçosa como eu, que não queria perder muito tempo no duche a esfregar a pele. Por isso os usei durante anos e anos. Deixando de lado, praticamente desde a minha infância, o então popular sabonete. 

Mas já estou cansada do gel. Só os estava a usar pela praticabilidade - que afinal descobri ser uma ilusão - e por esperar que deixassem a pele perfumada. Desagradava-me constatar que tal não era verdade. Ao cheirar a embalagem, o perfume era inebriante mas, depois de usar, não se sentia. (É o que acontece com pessoas que têm a sua própria essência, eheheh, as artificiais não funcionam). 

Além disso a sensação na pele não recordava a sensação deixada pelo sabonete, que passei a sentir falta. O gel duche deixa a pele com uma "película" que a faz parecer mais suave, mas na realidade não a está a limpar. Isso foi mais perceptível no meu caso, ao usar o sabonete líquido para lavar as mãos. Por mais que passasse por água, continuava a sentir falta de "tirar" aquela sensação quase viscosa, macia, do produto. Até que um dia, usei um sabonete. Não só as minhas mãos ficaram totalmente sem gordura, como o tacto tornou-se mais apurado. Sabem quando tentam abrir uma tampa de um frasco e ela não cede? Pois depois de usar o sabonete, fiquei impressionada. Segurar e fazer força para rodar uma tampa pareceu até uma tarefa mais facilitada.



Dito isto, recordei-me do pequeno e gasto sabonete deixado no canto do lavatório da casa de banho da casa dos meus avós. Quando lá ia lavar as mãos, estranhava o sabonete. Na minha casa o suporte para ele tinha sido algo avant-garde. Ali era simplesmente colocado na porcelana. Por vezes rachado, outras já tão reduzido em tamanho que até duvidava que não se partisse. A aparência daquela barra era bem menos atractiva que uma embalagem onde só é preciso carregar para ter o produto já na forma líquida nas tuas mãos. E de seguida lembrei-me da sensação agradável e do perfume delicado que me ficava depois de terminar de as lavar com a barra de sabonete. Até se costumava estender as mãos até outras pessoas e dizer: "Olha como as minhas mãos cheiram bem!" e snifava-se o aroma. Alguém se lembra de fazer isto?

E foi aí que soube: adeus, gel duche! Adeus chatas embalagens em plástico, que nem tenho mais onde as colocar. Somos cinco nesta casa, cada qual tem entre dois a cinco produtos de duche, são tantas embalagens em plástico, de todas as formas, feitios e cores ali deixadas no chão do chuveiro. Gosto é de ver flores, coisas bonitas. O plástico e o seu uso abusivo e desnecessário já me vem a aborrecer há muito. Há muito que não me identifico com isso. Queria mudar. 

Agora uso sabonete! E estou a adorar! 
Vocês também usam sabonete? Não é maravilhoso?

O perfume ligeiro, a sensação deliciosa da barra a passar na pele, a espuma natural, verdadeira, eficiente. O material que fica na pele e solta-se com facilidade, deixando a pele com sensação de pele, não de algo escorregadio... 

Agora tenho um NOVO MUNDO em sabonete para explorar. São tantos os aromas. todos tão inebriantes. Comecei por leite de cabra. Agradável. E também por alfazema. DELICIOSO. Os aromas são tantos, as embalagens são mimosas, delicadas, bonitas peças de arte. Óptimas para oferecer de presente, sem serem muito dispendiosas. Há no mercado colecções com gravuras tão bonitas. Na prateleira ficou uma barra a dizer "Fado". Cheirosa, tão alusivamente portuguesa, óptima para experimentar e dar de presente. 


O sabonete ocupa menos espaço. Dura bastante mais que o chato do gel duche, não vem embalado em plástico e, ao contrário do que os filmes popularizaram, este não está sempre a cair no duche e ninguém escorrega, ahaha.

Glicerina, maça, jasmim, alcatrão... tantos que me aguardam!

Gel duche e suas embalagens plásticas... não me parece.
E tem outra vantagem, uma que também vinha a querer optar: não se está a dar dinheiro a marcas como "nívea", "palmolive" e outras estrangeiras. Portugal tem excelentes sabonetes, reconhecidos internacionalmente e de qualidade. Quero ajudar o comércio local, e cansei de ir aos supermercados e ver marca branca ou apenas as mais famosas. Quero variedade, quero escolha. Vamos regressar às origens?

Agora quero que todos optem por esta maravilha. 

E vocês? Se não usam sabonete, estão a pensar tentar?
Quem de vocês ainda usa sabonete?


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Vem aí o ano




Será a 5 de Fevereiro - o Ano do Porco.
Entretanto mais de metade da população mundial está, provavelmente, a entrar ou já a despir as suas melhores roupas, após andar aos pulos, entre fogo de artifício, música, coffetis e champanhe.


OBRIGADO DO FUNDO DO CORAÇÃO
A TODOS OS QUE DISPUSERAM DE UM POUCO DO SEU TEMPO PARA DEIXAR AQUI OS VOTOS DE UM BOM ANO. É RECÍPROCO. PERDOEM-ME NÃO VOS DIZER O MESMO NOS VOSSOS CANTINHOS. MAS SAIBAM QUE JÁ ME ANIMARAM COM ESSE GESTO E VOS ENVIO MUITO BOAS ENERGIAS.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Os britânicos e o Fuck


Não sei se é da zona onde moro, mas quando oiço pessoas que vivem no UK dizer que acham os britânicos um povo muito civilizado... ah, eu não vejo assim.

Nesta cidade onde vivo os brits devem ser originários de uma low class. Classe trabalhadora, na sua maioria. Com pouca educação ou uma em que é OK mostrar irritabilidade e desatar com ofensas pelo mais pequeno motivo. 

Basta-me espreitar à janela que a maioria das situações que presenciei passam-se mesmo à frente da porta. Com tanto passeio ao longo da rua, é sempre frente à porta que se põem a discutir.

Ontem ouvi uns gritos e palavrões e lá fui espreitar. Ao que parece, por causa de um encontrão enquanto se cruzavam no passeio, quatro pessoas começaram a chamar nomes uns aos outros. O mais "animado", um homem mais jovem com ar de quem bebe e consome demais (segurava uma bebida na mão mas aqui é comum ver isso) ameaçou o mais velho - um homem com gorro e de barba longa, mais branca que grisalha que, sem levantar a voz mas usando uma linguagem de rua, ao invés de se afastar caminhou uns três ou quatro metros para confrontar o indivíduo (bad idea). 

A troca de palavras, o esbracejar, tudo continuou em exagero. Muitos, mas muitos FUCK foram pronunciados. Quando se afastaram, continuaram a maldizer-se à distância. O homem barbudo voltou de onde veio e foi aí que vi que estava acompanhado de uma mulher (assim como o mais novo). O rapaz que continuava o seu rol de Fucks virou-se novamente para trás em mais uma das suas queixas (aparentemente o rapaz transportava uma bicicleta e o problema começou aí) e a mulher, que devia estar quietinha, fez-lhe um manguito com os dedos da mão direita. O rapaz ficou mais chateado, começou a gritar "eu vi que me estendeste o dedo! Eu isto, eu aquilo..." O homem barbudo que caminhava, pára, volta-se para trás, e diz:
-"Eu não te mostrei o dedo, está a mentir".

E é assim que uma mulher pode destruir a vida de um homem. Ahahah.

O gesto podia ter causado uma fatalidade. Os dois já estavam a se afastar, o que ela fez foi uma estupidez desnecessária, estúpida e cobarde, foi deitar mais combustível na fogueira. 

Afastaram-se de vez e... durante mais cinco minutos continuou a ser possível escutar à distância os FUCK do rapaz. À vontade, pronunciou-os pelo menos 50 vezes. Vi-o depois a atravessar a rua, a empurrar uma bicicleta, acompanhado de uma mulher mais um outro casal. Ainda se escutavam os fuck.

Tudo gente cheia de classe, ahah!

Da janela do meu quarto já presenciei várias discussões. Não sei se é o espaço aberto para um carro poder aqui estacionar que proporciona-lhes a vontade, mas costumam estar a discutir pela rua inteira, acabam sempre por parar aqui para a parte mais "calorosa".

O que mais me decepciona são as discussões entre casais que têm crianças à volta. Numa ocasião o rapaz gritava com a mulher que empurrava um carrinho e haviam mais duas crianças junto. O rapaz estava a terminar com ela, acusando-a de andar com outro, beijou uma das crianças dizendo que o ia visitar depois e as outras... ou não eram dele ou se alguma era, ficou claro que só se interessava por uma. Tudo isto na frente das crianças, em público. Os gritos, as acusações de infidelidade, de tê-lo enganado para que ficasse com ela... 

Tudo à minha porta.

E hoje, enquanto caminhava sobre a chuva empurrando o meu trolley das compras, uma carrinha branca pára na estrada. Pressinto que espera que passe mas penso que é porque vai virar para uma entrada de parqueamento que estou no momento a passar. 

De imediato oiço buzinas e abafado pelos vidros, gritos assim: "Sai da merda da frente, sua cabra estúpida!".

E é assim...
Para mim os britânicos são isto.
Não vi diferente.

Se existem diferentes, não devem morar por aqui. E devem circular de carro, porque os que andam a pé (e em carrinhas brancas de empresas de construção ou em carros vermelhos, já agora) são uns mal educados do car... valho. Ou do Fuck, para ser britânica :)



domingo, 9 de abril de 2017

Hábitos e práticas para serem relembrados


Ainda bem que alguém fez isto!
Sempre tive curiosidade e era da opinião que não podia ser um bicho de sete cabeças. Faz um pouco de confusão pensar que os hábitos mudam com o tempo e que, só por causa disso, caem em esquecimento. Mas aqui está: como iam as senhoras à casa-de-banho quando usavam aqueles vestidos do século XIX??


Pois achei ainda mais fácil do que quando eu vou com calças, Kkkk.


PS: Não acham a indumentária de antigamente tão linda e feminina?

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Inglaterra: DESFAZENDO MITOS -p1

RECICLAGEM

É mito que os ingleses são todos muito limpinhos e se preocupam com o meio ambiente. Onde quer que eu vá, vejo que a reciclagem não é coisa que consigam realizar. A simples tarefa de separar o plástico do papel parece-lhes confusa. Não encontrei um único indivíduo que se preocupe ou queira saber. Nos estabelecimentos é necessário separar os resíduos e os funcionários não o fazem com a maior das descontrações. Metem garrafas de plástico dentro do lixo doméstico, ou do contentor destinado ao papel e nos grandes contentores de reciclagem para cartão ou plástico existentes no empreendimento empresarial encontra-se uma mistura de tudo. 


domingo, 20 de novembro de 2016

Os britânicos são um povo educado


Há coisas que nunca pensamos que vamos ver em Inglaterra. Não na terra dos Lordes, dos cavalheiros. Das boas maneiras. Só nas terras dos «índios», de gente não civilizada, rude, egoísta, vagabunda...

This guy was jamming is music with his hands wile sitting
in two seats for disable people with a bus full of passengers
some standing up. One dirty sole shoe is on the banister.

This lady (left) uses the empty seat to put her bag, wile the bus is full
with people already standing up.
It's actually very common to see.
People also seat most times in the aisle not at the window, 
leaving this seat empty and not moving to facilitate others to have a seat. 
Many that do seat at the window,
will use a bag to keep the seat next to them occupied.
Only when the bus gets to full and people star searching for available
empty seats, that's when some will remove it.
This couple occupied 4 seats, 2 for just one small bag,
wile having their shoes on the the banister and fronts seats
making it possible for other people's clothes to become dirty when they sit down

E tenho de dizer que... tirando o jovem da primeira foto, que parece britânico mas não tive como o confirmar, tanto os dois jovens da foto de baixo quanto a mulher com a mala eram britânicos. Sotaque impecável. O que é remarkable num país onde existe tanta mistura de nacionalidades. Num autocarro entra de tudo: o tipo com rastas no cabelo, os de origem indiana, paquistaneses, roménios... tantas nacionalidades. Mas só vi britânicos a ter estes comportamentos. O que, na «minha casa» (Portugal) seria considerado rude e repreensível.

Provavelmente o «Brexit» faria sentido se, ao invés de querer fechar as portas aos de fora, servisse para limpar o podre por dentro :P
Até agora, os estrangeiros não demonstraram este tipo de falta de educação e civismo.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sempre na vanguarda, com olho para o futuro

Desde menina lá nos idos anos 90 que tenho o costume de anotar numa folha de papel pequenas frases que vêm à memória e me parecem cheias de significado. Sabem o que estava então a fazer? Estava a twittar!




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Mudanças de hábitos INTERNET

Sou  da  opinião  que as  mudanças  graduais são as que mais ameaças apresentam. Porque  as pessoas  não percebem que o  que  as rodeia, e  elas  mesmas,  estão  a mudar. Depressa se  alteram  os hábitos, sem que  se  dê  conta da magnitude de  tudo.

Por esta razão  considero as mudanças súbitas muito mais  benéficas. Assustam-nos  de morte. Temos receios,  medos,  é  o desconhecido... mas uma mudança súbida não tem máscaras. É  o  que é. 

A  principal  mudança na  sociedade tem origem  na tecnologia, em  particular na internet. Esta  surgiu gradualmente, mas mudou radicalmente todos  os  costumes. Costumava pegar numa caneta e  escrever um diário, agora escrevo aqui.  Costumava sentar na cadeira  a ver televisão, agora distraio-me no computador. Costumava  brincar com outras crianças aos jogos de tabuleiro,  cartas, ou jogos de  contacto físico. Agora  brinca-se na  internet,  a  jogar  jogos  virtuais.

Mudanças radicais, mas  graduais. Pouco recriminadas  porque ninguém tem  nada realmente  mau  a  apontar à  internet,  só  benefícios. E  fica-se viciado  nisto! Diria até que dependentes!

A  internet serve para tudo: precisa-se de saber onde fica  determinada rua? Vai-se à internet. Queres  saber  uma receita  especial? Vais à internet. Queres  rir um bocadinho com  scketchs de humor  ou ler  umas piadas? Vais à  internet. Queres trocar  de carro, comprar um animal, vender alguma coisa? Vais á  internet. Procuras emprego? Vais à internet.  Precisas de comprar  mercearias? Vais à internet. E que tal fazer umas transacções  bancárias? Vais  á internet! Queres  falar com os amigos? Vai à internet. E  que tal  namorar  um  bocadinho? Vais à internet!

As  pessoas não têm presente  na  consciência o  quanto mudam. Podem achar que  não,  mas  a  isso são  conduzidas  sem  se  darem  conta.  Mesmo quem, eventualmente (não  sei  se  existe),  não tenha internet, acaba por ser conduzido a usar o serviço. Por exemplo: os pagamentos  à Segurança Social  deixaram de ser  possíveis pela via presencial, num balcão de uma das  instalações do Instituto, em  frente  a uma  pessoa de  carne  e osso. Parece-me  que  só se aceitam formulários via-internet.

Estava lá uma vez e  vi  a aflição de algumas pessoas mais velhas,  que logo  afirmavam: mas  eu não tenho  isso! Não percebo  dessas coisas!
 - "Então  peça  a  alguém  para  a/o  ajudar". - responde a/o  funcionário.

E pronto! Parece  tão simples!! Mas  não é NADA simples. Descartam-se das  pessoas e dos problemas  com facilidade,  mas ele(a)s não deixam de existir!


Precisei escrever sobre este  assunto  porque comigo sucede-se o seguinte: entristece-me quando oiço dizer "está na internet,  procura". Qualquer questão  que  se tenha, a resposta vem igual. Mas que raio!  Acho que as  pessoas estão a ser preguiçosas e não  necessáriamente práticas ao depositar  demasiada fé numa coisa.  É  quase deixar  que essa  coisa pense por elas. Por exemplo: uma pessoa mandou-me procurar uma informação que estava  num  site. Mas não sabia que site era esse. Apenas que se tratava do site de um "Instituto" e que o nome era "Portugal qualquer-coisa".  Com esta e outra referência, achou que tinha dado todos os dados necessários para qualquer pessoa chegar à informação.

É claro  que não se  consegue!!
E  depois desenvolve-se uma "conversa  de  burros", em que uma pessoa  diz que "só encontra isto" e  a outra responde  "mas no site  vem  a dizer aquilo"  e,  para  agravar, a  pessoa também nunca viu  o site, foi  uma terceira  que ouviu dizer  que era assim!

Não gosto. Detesto! Faz perder tempo. É informação  inútil, que  ainda por cima conduz  a  conflitos. Se formos a ver o  método tradicional, quando em comparação, acaba por sair em desvantagem. Preciso de uma informação, vou ao tal Instituto e pergunto! É  mais rápido ou não??

A geração dos meus  avós "aventurou-se" no  mundo  por  necessidade de uma vida melhor. Abalaram do norte  porque disseram-lhes que  havia  uma "vida  melhor"  em  Lisboa. E  partiram  apenas  com a vontade de encontrar essa vida  melhor e confiantes  na sua  capacidade  de trabalho. Ao chegar-se  ao  destino, "achavam-se" os  compadres pela  boca. Dizia-se a um qualquer trauseunde o nome do sítio onde  se queria  ir e  bastava-lhes  seguir as direcções para chegar lá.


Agora temos  a  internet, temos  GPS, mapas, temos tanta  coisa mas  falha o  principal: falta-nos o NOME!

E,  sem nome,  não se  chega lá. Haja a  tecnologia que houver,  ao  invés de se  encontrar o "Instituto X",  encontram-se  os Institutos  do abecedário inteiro!!

"Mais" não é melhor. "Fácil" não significa  rápido. Até  porque  se  perdem  muitas horas de volta dos afazeres  e  entretenimento que a internet  e outros  gadgets tecnológicos proporcionam.  Não sobra muito tempo para outros convívios.

Não,  definitivamente, a  internet  não  torna nada mais  rápido,  porque  a dependência  é  muito morosa!! E a qualidade que impôs nos trabalhos exige uma utilização de recursos  mais ampla,  o que  aumenta o  tempo de execução  de qualquer tarefa. Utilizam-se mais ferramentas,  mais programas...

Um dia de  24h não chega para tudo o que a internet  tem  para  nos  aliciar...