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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Fui a Londres - parte 1



Talvez por já não suportar tanta falta de educação aqui na terrinha onde vim parar, tive uma súbita vontade de mudar de ares. E decidi ir passear para o centro de Londres. 

Não me apercebi do motivo até me ver na Oxford Street, entre a multidão de pessoas, caminhando entre passeios largos ao invés de estreitos e desnivelados, desviando-me e vendo outros a desviarem-se ao invés de ter de parar subitamente a marcha para ceder passagem a uma "parede" no sentido oposto. Cada vez que alguém me dava um encontrão (foram muito poucos) ou eu dava algum, sempre se trocava um "desculpe". 

Ninguém me olhou de lado, ninguém murmurou "algumas pessoas são rudes" à minha passagem, ninguém mandou bocas foleiras. Ah, foi como uma bolha de oxigénio! O mito que em cidades grandes as pessoas são mal educadas, indiferentes, frias e não querem saber dos outros é isso mesmo: mito. Sem perceber, estava cansada dos olhares tortos que te lançam cada vez que acham que te atravessaste na frente porque andas rápido e não no passo-lesma com que uns impedem outros de circular.





Comecei a apreciar Londres e, pela primeira vez, regressar a esta terrinha foi uma ideia que não me agradou muito. Ainda por cima, tal como estava a precisar, fui encontrar lá um tempo maravilhoso. Um sol fantástico, aquela claridade que quase faz lembrar Lisboa, não estava frio, nem vento. Há tarde - e porque escurece cedo, o céu ficava encoberto mas nunca perdeu a luz. Já quando regressei para a cidade pequena... encontrei inverno rigoroso e uma escuridão que nunca chegou a ser dia. Que tristeza!

Londres ensinou-me outra lição: também existe um mito sobre a cidade. A ideia de que está sempre envolta em nevoeiro, poluição e sempre a chuviscar. Não desta vez. Não podia ter pedido melhores dias para o mês de Dezembro. Foi sol, sol, sol e um clima maravilhoso. Não quis ir embora. Mas tinha de ir.

Londres é cara. E esse é o problema. Na realidade, é tudo "barato" mas, quando somado esse "tudo", 100 libras por 48h vão num instante. E isto só contando uma estada num hostel (recomendo) e o preço dos bilhetes de viagem.

Mas vou contando mais e dando-vos dicas nos posts seguintes.
Fiquem atentos.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Os desejos são PARA SER REVELADOS AOS QUATRO VENTOS!!!


Foi no meu 24º aniversário.
Rodeada de amigos que me exigiram que soprasse as velas fazendo um desejo. Mas advertiram-me: não podia revelar o que desejei a ninguém, caso contrário o desejo jamais se concretizaria. 

Mal terminei de dar o meu potente sopro, apagando num só fôlego todas as 24 velinhas que me espetaram no bolo da festa surpresa, um deles afirmou convicto:

-"Eu sei o que desejaste".
-"Não sabes não" - respondi.
- "Ai sei, sei!" - diz ele, como se estivesse na posse da capacidade de adivinhação.

Mas intuição de adivinhação é coisa muito mais feminina que masculina. Embora aquele rapaz desse ares e tivesse tiques de quem negava a si próprio uma atracção pelo mesmo sexo, mesmo assim não tinha a intuição típica da sensibilidade feminina.


O desejo nunca se concretizou, mesmo nunca tendo sido revelado. 

E não foi o primeiro. Enquanto crescia, lembro-me de ter desejado com bastante força de vontade, com o sopro que apaga sucessivas velas de aniversário, uma bicicleta. De facto tive uma, que comprei aos 24 anos. Só então se realizou esse desejo.

Não sei de onde vem o mito «se revelares que desejo pediste, este não se concretiza!».
É mentira. Desconfio que se deve fazer exatamente o oposto!! Se for segredo, quem é que vai saber? Quem pode ajudar? 

Mentiras. Assim como tanta outra coisa que se diz e se acredita, sem ter bases fundamentadas para a crença.

É como dizer: "O que não nos mata torna-nos mais fortes".

É um grande disparate! 
O que «não nos mata» deixa-nos mais fracos. Vai nos matando aos poucos. Nas ilusões, nas esperanças, no corpo. E não é essa a pior forma de morrer?? Se o que não me mata me deixasse mais forte, esta constipação que apanhei na passagem de ano já tinha ido embora, ao invés de me deixar com uma tosse e um nariz pingão que nunca mais desaparecem. Terei de esperar pela Primavera, Jesus? Para me ver livre disto??

De facto, não me mata. Mas me desgaste e me enfraquece. Obriga-me a trabalhar com mais esforço, da mesma forma, mas com menos energia. Obriga-me a ter de assoar o nariz constantemente, a procurar medicação, a sentir dores...

Mas não me mata.  


Há uma peculiaridade sobre os desejos que ainda não mencionei. É que eles, se mantidos em segredo, acabam por realizar-se de forma indirecta. Passam para o vizinho, para o amigo, para aquele conhecido irresponsável que nunca desejou nada semelhante...  Pelo menos comigo tem sido assim. Quase tudo o que desejei mais intimamente aconteceu. Mas no alvo ao lado. Não pensem com isso que tenho ressentimentos. Não os tenho. Sinto - com a tal intuição feminina - que essas coisas vieram a acontecer por interferência energética também minha. O meu desejo, a minha vontade, contribuiu. 

Existem pessoas assim e eu creio ser uma dessas pessoas. 
E foi então que, meses depois, quando soube que o que eu desejei naquele sopro de apaga-vela-de-aniversário ia acontecer com outra pessoa, EU SOUBE. Eu soube que tinha sido a força do meu desejo. Era a forma como teria de concretizá-lo. E com isso teria de me contentar.

Deus, ou quem ou no que queiram acreditar, escuta as nossas preces. E responde a muitas ou mesmo todas. Não faz é as coisas exatamente como as idealizamos. Faz de maneira diferente, através de outros... A vida é uma aprendizagem.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Inglaterra: DESFAZENDO MITOS -p1

RECICLAGEM

É mito que os ingleses são todos muito limpinhos e se preocupam com o meio ambiente. Onde quer que eu vá, vejo que a reciclagem não é coisa que consigam realizar. A simples tarefa de separar o plástico do papel parece-lhes confusa. Não encontrei um único indivíduo que se preocupe ou queira saber. Nos estabelecimentos é necessário separar os resíduos e os funcionários não o fazem com a maior das descontrações. Metem garrafas de plástico dentro do lixo doméstico, ou do contentor destinado ao papel e nos grandes contentores de reciclagem para cartão ou plástico existentes no empreendimento empresarial encontra-se uma mistura de tudo. 


domingo, 10 de julho de 2016

Antigamente

Antigamente as pessoas...

Não sabiam se divertir
Eram sérias
Eram mais racistas
Não tinham boys bands
Não aceitavam a homossexualidade
Não tinham belas roupas para vestir
A mulher ficava em casa

 


As pessoas eram sérias e focadas nos seus problemas



Eram mais racistas


 Morriam mais cedo


Tinham pouco tempo para si mesmas

 


Divertiam-se pouco



As mulheres ficavam em casa´



Não existiam boys bands




 Não existiam muitos veículos a motor

 


 Não se aceitava a homossexualidade



 Não havia tempo para quase nada (sem ser trabalho)



Mulheres não se misturavam com homens



Não haviam roupas lindas para se vestir