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segunda-feira, 5 de maio de 2025

Ternurenta e gloriosa forma de ser

 Foi em Janeiro de 2024 que guardei esta imagem que apanhei nas redes sociais. Acho-a FANTÁSTICA.


Ao contrário da maioria, não me apeteceu "gozar" com a autora da mesma. Trata-se de um comentário de opinião, sobre um programa televisivo. A parte que considero fantástica é que a pessoa soube escrever tal e qual como fala. E isso, meus caros, é raríssimo de encontrar. Talvez seja fruto de um aprender diferente. Revela a capacidade do ser humano em sempre conseguir atingir as suas metas, esteja ou não munido com as melhores ou piores ferramentas. 



quarta-feira, 11 de setembro de 2019


Gosto bastante de encontrar este tipo de vídeos sobre as impressões de quem aprende outra língua e vai viver noutro país. E esta moça, mais o parceiro, revelam uma dinâmica interessante.


O mandarim é como o inglês e não existe género.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Sabonete? Comece a usar já!


Estava cansada de usar gel duche. Na realidade, nunca os achei muito eficientes, mas eram práticos para uma pessoa preguiçosa como eu, que não queria perder muito tempo no duche a esfregar a pele. Por isso os usei durante anos e anos. Deixando de lado, praticamente desde a minha infância, o então popular sabonete. 

Mas já estou cansada do gel. Só os estava a usar pela praticabilidade - que afinal descobri ser uma ilusão - e por esperar que deixassem a pele perfumada. Desagradava-me constatar que tal não era verdade. Ao cheirar a embalagem, o perfume era inebriante mas, depois de usar, não se sentia. (É o que acontece com pessoas que têm a sua própria essência, eheheh, as artificiais não funcionam). 

Além disso a sensação na pele não recordava a sensação deixada pelo sabonete, que passei a sentir falta. O gel duche deixa a pele com uma "película" que a faz parecer mais suave, mas na realidade não a está a limpar. Isso foi mais perceptível no meu caso, ao usar o sabonete líquido para lavar as mãos. Por mais que passasse por água, continuava a sentir falta de "tirar" aquela sensação quase viscosa, macia, do produto. Até que um dia, usei um sabonete. Não só as minhas mãos ficaram totalmente sem gordura, como o tacto tornou-se mais apurado. Sabem quando tentam abrir uma tampa de um frasco e ela não cede? Pois depois de usar o sabonete, fiquei impressionada. Segurar e fazer força para rodar uma tampa pareceu até uma tarefa mais facilitada.



Dito isto, recordei-me do pequeno e gasto sabonete deixado no canto do lavatório da casa de banho da casa dos meus avós. Quando lá ia lavar as mãos, estranhava o sabonete. Na minha casa o suporte para ele tinha sido algo avant-garde. Ali era simplesmente colocado na porcelana. Por vezes rachado, outras já tão reduzido em tamanho que até duvidava que não se partisse. A aparência daquela barra era bem menos atractiva que uma embalagem onde só é preciso carregar para ter o produto já na forma líquida nas tuas mãos. E de seguida lembrei-me da sensação agradável e do perfume delicado que me ficava depois de terminar de as lavar com a barra de sabonete. Até se costumava estender as mãos até outras pessoas e dizer: "Olha como as minhas mãos cheiram bem!" e snifava-se o aroma. Alguém se lembra de fazer isto?

E foi aí que soube: adeus, gel duche! Adeus chatas embalagens em plástico, que nem tenho mais onde as colocar. Somos cinco nesta casa, cada qual tem entre dois a cinco produtos de duche, são tantas embalagens em plástico, de todas as formas, feitios e cores ali deixadas no chão do chuveiro. Gosto é de ver flores, coisas bonitas. O plástico e o seu uso abusivo e desnecessário já me vem a aborrecer há muito. Há muito que não me identifico com isso. Queria mudar. 

Agora uso sabonete! E estou a adorar! 
Vocês também usam sabonete? Não é maravilhoso?

O perfume ligeiro, a sensação deliciosa da barra a passar na pele, a espuma natural, verdadeira, eficiente. O material que fica na pele e solta-se com facilidade, deixando a pele com sensação de pele, não de algo escorregadio... 

Agora tenho um NOVO MUNDO em sabonete para explorar. São tantos os aromas. todos tão inebriantes. Comecei por leite de cabra. Agradável. E também por alfazema. DELICIOSO. Os aromas são tantos, as embalagens são mimosas, delicadas, bonitas peças de arte. Óptimas para oferecer de presente, sem serem muito dispendiosas. Há no mercado colecções com gravuras tão bonitas. Na prateleira ficou uma barra a dizer "Fado". Cheirosa, tão alusivamente portuguesa, óptima para experimentar e dar de presente. 


O sabonete ocupa menos espaço. Dura bastante mais que o chato do gel duche, não vem embalado em plástico e, ao contrário do que os filmes popularizaram, este não está sempre a cair no duche e ninguém escorrega, ahaha.

Glicerina, maça, jasmim, alcatrão... tantos que me aguardam!

Gel duche e suas embalagens plásticas... não me parece.
E tem outra vantagem, uma que também vinha a querer optar: não se está a dar dinheiro a marcas como "nívea", "palmolive" e outras estrangeiras. Portugal tem excelentes sabonetes, reconhecidos internacionalmente e de qualidade. Quero ajudar o comércio local, e cansei de ir aos supermercados e ver marca branca ou apenas as mais famosas. Quero variedade, quero escolha. Vamos regressar às origens?

Agora quero que todos optem por esta maravilha. 

E vocês? Se não usam sabonete, estão a pensar tentar?
Quem de vocês ainda usa sabonete?


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Ler um e book pode ser penoso


Ter ficado uma semana sem internet fez com que fosse ler uns livros que havia obtido faz dois anos. Não são exatamente livros. Pois não vêm na forma de papel encadernado em livro. Mas E-books. 

Os E-books encontram-se somente na internet, são para ser lidos no computador. 
Havia feito o download de umas obras gratuitas que encontrei nem sei bem como. Fui dar com elas numa pasta no computador que estava sem ligação à net e decidi espreitar os títulos e ler algumas obras. 

Escolhi, não sei bem como, na hora do download, obras originais inglesas traduzidas para português. O problema desta tradução é que a maioria dos e-books disponíveis - se não toda, é traduzido em português do Brasil.

O que vos dizer??
É penoso!!!

Faz doer o cérebro. Ler uma obra em português brasileiro é ler algo que se adivinha rico numa versão pobre. Consegue-se perceber, adivinhar inclusive, que aquele excerto no seu original deve estar bem escrito mas a tradução transformou-o em algo demasiado simplório. A leitura consegue ser penosa e em determinados momentos, dolorosa. Alem de se estar simultaneamente a traduzir na mente para um português gramaticalmente mais adequado, no final da leitura fica-se com a certeza de que muito se perdeu pelo caminho naquela básica tradução brasuca. É como comer algo mal cozinhado, quando se esperava ser servido de um prato gourmet ou, pelo menos, algo com melhor gosto. 

Tenham em atenção este excerto original de um livro que encontrei:


 E agora a tradução: 


Bem, isto só pode ser traduzido por um computador. Apesar da capa vir indicado que a obra é da Bertrand Brasil, julgo que só a capa o será porque a tradução é igualzinha ao que o google faria, se não mesmo pior.
Ora vejamos o que escrevem: "Os salões de (da) Del Norte Alto zumbia(m) com (o) primeiro-dia (sem infen) da escola caos (???) como Laurel preso (???) se através de uma multidão de alunos do segundo ano e ombros largos manchado (???) de Davi. Ela entrelaçou os braços ao redor da cintura e apertou o rosto contra seu (a sua) suave T-shirt. "Hey" (em inglês), David (já não é Davi) disse, retornando seu abraço (brrrrr! Calafrios que dá ler isto!). 
(...)
Dá para acreditar? Estamos finalmente idosos!"

- Porque todos os adolescentes de 17 anos ficam entusiasmados por saltar para a terceira idade lol! 

A língua portuguesa é rica em vocabulário. Ler um livro de tradução BR tem servido, até agora,para constatar que 80% dessa riqueza é esquecida. 

E vocês?
Alguma vez leram um texto em português-br?
Qual a experiência?




quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dúvida linguística - voltando à primária

Fiz uma pesquisa no google e fui dar ao MercadoLivre Brasil. O equivalente brasileiro ao OLX ou Custo Justo. Sempre que se vai lá parar, aparece a seguinte informação:


E sempre que me deparo com este pop-up, ele causa-me aflição instantânea. 
Sinto o impulso de mudar aquele artigo de lugar "no Portugal" para "em Portugal". 
Logo em baixo surge "Ficar em Brasil" e também me apetece apagar o "em" e colocar "no".

É o jeito que eles lá em Terras de Vera Cruz têm de interpretar o português. Quem tem razão?

Neste exemplo não tenho dúvidas que eles baralharam tudo, como tanta vez fazem. Mas depois ocorreu-me tentar compreender estes equívocos. Sem ir a correr para os livros que esclarecem o que é o correto, comecei a substituir o «sujeito» da frase. 

No primeiro exemplo, "Portugal" foi substituido por "Dubai". 
Ambos são locais. A diferença é que Portugal é país e Dubai uma cidade. Quando nos referimos a locais como cidades, usa-se o no/na o/a. "Buscar o mesmo em Dubai" não me parece soar tão correcto quanto "Buscar o mesmo no Dubai". 

Mas e então... Vilamoura? Não se diz "Buscar o mesmo na Vilamoura". O correcto é dizer "em Vilamoura". Contudo, cidades como Porto, Rio de Janeiro.. todas teriam de ser antecedidas com o artigo "no". Porquê é Vilamoura a excepção?  Uma entre outros exemplos, como "Lisboa". É a feminilidade da palavra que impõe respeito? (lol).

Já o verbo "ficar" implica um local. Ficar "em Lisboa" está correto. Mas "Ficar em Brasil" está errado. Pode ficar NA Antártida, NO México, em Portugal (ups), mas não EM Brasil, e sim, NO Brasil. Portugal nunca pode receber "no" antes de si. Mas o Brasil pode - e deve. 

Razões para isto?
Um livro esclareceria isto em três tempos. Eu que não decorei a lição na ponta da língua, não saberei explicar com simplicidade o que me parece claro. 

Any one?







sábado, 10 de agosto de 2013

País vai para férias NO ALGARVE

Ontem a notícia de abertura de um noticiário fez-me estremecer:

"Primeiro-ministro interrompe férias para presidir..." - não escutei mais nada. Férias?! Depois dos últimos acontecimentos e de ficar claro que o governo está instável e incompetente, vão de férias?? Fiquei pasmada! Bem sei que todos merecem descanso e este cumpre uma função vital para o bom funcionamento no trabalho, mas achei de um extraordinário mau gosto e desconsideração um primeiro-ministro que governa um país, numa altura de sucessivas crises dentro do seu governo, após se espalhar ao comprido em polémicas e más políticas, ir de férias!!

Já trabalhei em empresas onde não existiam férias. Cada vez que se viviam crises - e elas sentiam-se mensalmente, era fazer horas extraordinárias sem pagamento, claro. Cheguei a fazer "turnos" de 24h para levar aquele barco desgovernado ao seu porto. Comigo fazendo parte da tripulação ele não ia afundar, ainda que de pouco adiante quando quem vai ao leme gosta de jogar o barco nas rochas. Então e as férias? As férias era para os outros porque, se quiséssemos ainda ter trabalho era preciso continuar a trabalhar. 

Depois abro hoje a revista "Maria" onde na secção de notícias nacionais surge uma fotografia do primeiro-ministro de mãos dadas com a esposa, a passear no algarve. Tudo bem se não fossem os pormenores. É que identifiquei de imediato um copy-cat. Um gajo a imitar o outro primeiro-ministro, o britânico que também anda pelos algarves e que viu uma sua fotografia tirada num mercado de peixe, ao lado da esposa ganhar destaque e interesse internacional. Tudo porque a imprensa decidiu comentar a indumentária informal do PM britânico e da esposa. Vai o nosso PM e trata de os imitar. A ver se causa a mesma sensação - decerto. Também quer que lhe comentem as roupas!! Oh, não tem mais nada com que ocupar a mente, está visto. 

É que na foto nota-se uma encenação - pelo menos é o que entendi. Com um PM e uma esposa de mãos dadas, como é da praxe, a passear pelas ruas (com a comitiva de seguranças decerto pela sombra) para serem vistos, fotografados e comentados pelos meios de comunicação social. Ambos a calçar o mesmo modelo de sapatinho, na mesma cor e aparentemente novos. Estariam eles a dar "dicas" à imprensa nacional? Queriam eles que, tal como aconteceu com o PM britânico que foi descrito (quote) "calçava uns mocassins sem meias". Era esse o efeito pretendido do nosso PM mais esposa? Que lhes comentassem os sapatos? As roupas= Queriam as suas roupas descritas ao pormenor? Então acho que lhes saiu o tiro pela culatra. Porque ninguém comentou o ridículo que é irem para uma zona conhecida pelo calor e praia de calça comprida (ambos) e de sapato fechado. Se é para aparecer, aprendam com o outro, mas façam uma cópia/encenação bem feita.

AS FÉRIAS de um país é algo que me transcende. 
Como pode um país entrar para "férias"? É como o sol desejar tirar umas férias. NÃO PODE SER.

É a democracia britânica que vê o seu PM e vice-PM a tirar férias ao mesmo tempo, é a assembleia da república que fecha para férias, são os tribunais, é o primeiro-ministro. Pergunto-me se neste tempo está alguém a governar o país. E pior: é esse alguém o paulo-compra submarino-irrevogável-não ao corte das pensões- portas? Pergunto se as crises também vão de férias, assim como os problemas - ou será que nenhum deles está para ficar a trabalhar para resolver os problemas da competência de outros e por isso marcam todos férias ao mesmo tempo? Ou será que sem a presença de outros nada se resolve e então já que o país, os serviços e a justiça entram de férias, vai tudo junto! 


terça-feira, 1 de maio de 2012

A inteligência limitada do acordo ortográfico


Deparei com esta palavra em alguns textos: «tampouco».

O que é isto? - Pensei. Duas vezes não pode ser erro. Só pode ser a nova grafia do tão falado acordo ortográfico português. E fiquei a pensar: oralmente no lugar do “m” digo um “o”. Porque aprendi “tão pouco”. E não vejo qual é o problema. Aliás, nunca percebi. Parece-me uma IDEIA DE IDIOTAS, esta de fazer um «acordo ortográfico». Como se fosse possível alguém escrever a mesma língua em toda a parte do mundo da mesma forma. Nunca foi, nunca será e não vai ser um «acordo» que vai mudar aquilo que milénios de civilização não conseguiu.

Então, de quem foi esta patética ideia de mudar «por lei» aquilo que não incomodava ninguém? Quer dizer, os incomodados que se pronunciem, porque ainda não encontrei nenhum que sentisse que a língua portuguesa tinha de mudar. Não há mais nada urgente no mundo? No país?

Depois as palavras mudaram, parece-me, para ficarem mais “Brasileiras”. Mas se nunca tivemos qualquer problema com a FORMA como os de lá escrevem ou falam para os entender, porquê esta parvoíce? Se for assim, então porque não mudar tudo para o regionalismo Açoreano? Ou para o Africano PALOP? Ou para o Nortenho? O Madeirense?

Parece-me tudo uma parvoíce de mentes que pouco têm que fazer mas querem fazer algo, algo inútil, sem sentido e para atrapalhar a natureza das coisas… E pergunto: mas será que acham que temos todos tão poucos neurónios assim (leia-se inteligência) que não somos capazes de entender a nossa própria língua em todas as suas maravilhosas variantes?

É até um insulto à natureza deste povo. Um povo que adora comunicar noutras línguas, que no fundo não torce o nariz à diferença, que acolhe o que vem de fora, que andou a explorar a vida e o mar. Um aventureiro não impõe uma norma, adapta-se, aprende e ajusta-se. E assim terá de voltar a acontecer, porque alguém achou que estávamos todos muito burros para entender o português… J