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sábado, 5 de outubro de 2019

Malévola!


Quando me viu descer à cozinha eram 22.30 de quinta feira, a mais-velha, que havia chegado às 18.00 horas, enviou de imediato uma mensagem ao senhorio, acompanhada de uma foto, dizendo que a box de televisão estava com uma avaria. Foi por eu ter aparecido que ela enviou aquela mensagem. Já a conheço. Sei que tudo o que escreve no grupo tem um propósito oculto e dirige-se a mim. E àquela hora?? Só não entendi onde ela queria chegar.

Quando regressei de Portugal esta quarta-feira, fui programar gravações que sabia que iam começar esta semana, como relatei aqui. Foi quando constatei que ela tirou proveito da minha ausência para apagar da box as gravações deixadas por mim. Repetindo o mesmo que fez em Junho e em Fevereiro!

Por isso sei que a box, nessa quarta-feira, estava a emitir todos os canais - ao contrário do que ela alegou na quinta. A única diferença, mas essa notei-a de imediato em Junho, é que os comandos do telecomando já não respondiam nem eram os mesmos. Fruto de algo que ela andou a fazer, certamente! 

A mensagem de erro que ela usou para fundamentar a alegação, certamente soube como a gerar. Mais que não fosse através da netflix ou outro serviço que ela pudesse enguiçar. Na tecnologia basta isso. Seguindo um outro caminho ao invés de outro, os resultados podem ser diferentes.

Ontem de noite, assim que eu entrei em casa e fui para a cozinha, passavam poucos minutos das 19h  ela voltou a enviar nova mensagem ao senhorio. Mais uma vez, sei que aguardava-me para fazê-lo. Só então ela se decidiu a enviar a segunda mensagem.

Não é coincidência, acreditem.
É como que... a criar um alibi.


O senhorio acabou por aparecer de noite, sem enviar mensagem que ia fazê-lo. Só dei conta por, às tantas, escutar a sua voz. Interroguei-me porquê ela se sujeitou à sua presença nas mediações do fim-de-semana. Ela sempre evitou fazê-lo, com receio de que ele aparecesse e não saísse daqui. Sei que faz de tudo para o manter afastado nas suas folgas. Não se importa que ele ande sempre por cá, desde que seja na sua hora de trabalho. Por isso o ter solicitado perto do fim-de-semana é muito incomum.

Há sempre um intuito disfarçado de outra coisa por detrás do que faz. Aprendi isso. E depois de ficar a conhecer bem o "caroço" de uma pessoa, consigo pressentir se age motivada por segundas intenções. E nela, é como a sua natureza. Nem sabe de outra forma.

Hoje de manhã nem eram bem oito horas, batem à porta. Vieram por causa da box. E subitamente, sem se "importar" que os seus amiguinhos ainda estivessem a dormir, ela envia no grupo a mensagem "temos uma box nova!".

Demorei mas entendi. Os cabos desligados...

Ela planeou isto. Arquitectou a avaria. Percebeu que era por scart que eu conecto o meu aparelho e percebeu que isso só era possível devido ao facto da box ser antiga. Se conseguisse que fosse substituída, as modernas já não trazem aquela entrada de audio-video. Exatamente para impedir as pessoas de poderem armazenar programas em casa e as tornar dependentes dos servidores e mais avidas ao aluguer que agora disponibilizam.

Ela ganhou.
Não consegui, tentando durante um ano, gravar aquela série.

Ainda por cima, "limpa" o cadastro, livrando-se da box anterior. Com uma nova box com novos menus de interacção, fica mais difícil demonstrar como foi intencional cada vez que eliminaram as gravações durante a minha ausência.

caso me apeteça denunciá-la.
Mas se ainda não o fiz, não o vou fazer.

Não os fiz esperar:
Peguei na jarra que tinha tirado da sala, coloquei dentro os galhos secos pintados que usei como decoração e desci as escadas. Coloquei-a de volta em cima da lareira. De onde, pelo natal do ano passado, insistiam em removê-la, o que me causou grande perturbação.

Disse-lhes "olá" e recebi: "Olá. Temos uma nova box!".
Ah, e é das novas? Pois...
Olha, já está enrolado e tudo! - mencionei ao ver o cabo scart desconectado e enrolado (provavelmente pelo técnico que desconectou a box).

Peguei no aparelho e subi com ele.


Não tem mais serventia.
Ela pode voltar a ser a Rainha e senhora da TV na sala. Do telecomando. Das gravações.

Malévola e mesquinha.

Mas deixem estar...
Algo há de me ocorrer.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Mais um sumiço


Já é a terceira ausência de férias em que no regresso, constato que as gravações deixadas na box de TV foram eliminadas.

A mais-velha sabe que estou a gravar uma série inteira no intuito de a manter num disco rígido. Para esse efeito adquiri um aparelho que coloquei no móvel da sala. 

Nas férias de Junho, quando regressei, tinham, pela segunda vez, apagado todo o conteúdo da box.

Tal como tinha acontecido nas férias de Fevereiro

Como em ambas as vezes todo o conteúdo foi eliminado, quis acreditar que era coincidência. Embora também me lembrasse que quando vim para esta casa e aprendi a usar a box, encontrei gravações que datavam de 2016! Uma delas, o eurofestival da canção, a mais-velha atribuiu ao "gostos" da rapariga cujo quarto vim ocupar - dando um tom de censura e repreensão aos mesmos e dizendo não partilhar dessa preferência. "Eu não vejo isso!" - afirmou ela com cara de nojo. Este ano ficou na sala a ver o mesmo festival que disse desprezar, do início ao fim!!

Segundo ela, a função de gravação da box é "inútil" e não entende como alguém pode dar uso aquilo. Disse-me que ela nunca se servia da função gravação, por "não precisar" e "ver sempre" os programas que queria. Também disse que não entendia porquê alguém ia querer gravar fosse o que fosse quando tudo está disponível online. (não é nada assim, e expliquei-lhe que aquela série não estava, mas ela acreditava e insistia que sim). 

Se anteriormente tudo foi eliminado, nesta ausência de Setembro, mantiveram gravações de AGOSTO. E que gravações são essas? Séries que ELA está a ver!!

Tudo o que é série de romance, de época, tudo o que é reality show de culinária e todo esse junk TV mascarado de "erudito ou histórico", ela "papa" tudo. As receitas são sempre as mesmas (e não falo dos programas de culinária), mas mesmo repetidas até a exaustão, ela vê tudo. Sempre as mesmas formulas e histórias. Aliás, nunca vi ninguém consumir tanta televisão! Nem eu, nos meus mais dedicados dias.

Mas ela diz que não. Que muitas vezes só liga a TV para "escutar vozes".


Como esta série  tem 12 temporadas de vinte e tal episódios, até passarem todos e voltar ao início (a série por enquanto repete-se) passam-se meses. Mas eu vou insistir! Os actos mesquinhos dela só adiam ou perpetuam a minha necessidade. Quanto mais apagar, mais tempo vou precisar. 

Como tal, de Junho até ao momento, não liguei a tv na sala nem coloquei nenhum episódio a gravar. Por ainda não ter chegado à primeira temporada - aquela em que me faltam muitos. 

Ainda assim, estavam lá gravados 30 episódios de outras temporadas. 

Agora, com tudo eliminado excepto a série que ela vê, vou demorar ainda mais tempo para conseguir reunir todos os episódios e ficar com a série completa.  Mas não vou desistir, não lhe vou dar esse gosto.

Ela também voltou a desligar os cabos de ligação do meu aparelho. Para isso tem de ir atrás do móvel e puxá-los, tendo cuidado para não desligar nenhum dos outros. O cabo da tomada do aparelho, esse sou eu que só o ligo quando o vou usar. Pelo que o aparelho nem sequer está a consumir energia, pois nem ligado à corrente.

Ainda assim, ela tem necessidade de interferir e sente-se incomodada com a presença de algo meu na sala.

Deve estar feliz, porque a jarra decorativa, essa removi-a antes de ir embora.

Já as duas com flores naturais que cá deixei na minha ausência, continuaram no mesmo sítio, sem sofrerem manutenção. A murchar... Ninguém trocou a água. Nem sei se ela conhece que esse procedimento deve ser feito! Pois colocou um ramo de flores num copo ao lado, sem sequer remover a película em plástico, e também essa água está turva, esverdiada e quase evaporada. Nunca a vi compor flores numa jarra, ela simplesmente deixa-as a um canto.

E depois acha-se uma pessoa de classe.
Conhecedora de etiqueta.
Vende-se assim, mas as suas acções mostram quem realmente é.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Adoro Televisão!

Televisão Digital: a ditadura

No que diz respeito à evolução na tecnologia, o cidadão submete-se muito mais do que manda. Os interesses económicos ditam o fim do sistema analógico e estão em guerra para ver qual dos sistemas digitais, o HDD ou o Blue Ray vão ficar com a grande fatia do mercado. E nós? Submetemo-nos, porque mais nada podemos fazer.

A televisão Digital irá ser uma realidade definitiva em Portugal. No Brasil a cidade de São Paulo emite totalmente em digital desde 2 de Dezembro de 2007. Mas questões levantam-se, uma vez que o governo não decide se vai permitir o bloqueio do sinal para gravações.

Ou seja: ao nos enfiarem o sistema Digital pela garganta abaixo, estão é a introduzir um meio de terem mais poder e ganhar mais dinheiro. Para funcionar, é necessário uma espécie de “power box”, semelhante à fornecida pela TV Cabo Portugal, a tal que já provou que a imagem digital estagna e apresenta defeitos de pixéis. Um extra de plástico que o sistema analógico dispensa. Se for proibida a gravação de todos ou apenas um programa que seja, cá está o melhor direito do cidadão que tem televisão a ir embora: gravar o que vê. Vamos pagar, claro. Pagar mensalmente para ter este “luxo”. E se quisermos mais canais, “especiais” também pagamos mais uns extras. Pagamos também a power-box. Pagamos os “vídeos on demand”. E vamos comprar as séries que tanto gostamos, porque não dão para gravar da TV.

É isso que se ganha com a TV Digital. Tudo o resto acredito realmente, é treta!

Faz-me lembrar a sociedade de hoje, que nos impinge uma série de produtos de plástico sem utilidade alguma e faz as pessoas sentir que precisam daquilo para algo. Tal como os brindes do Happy Meal do MacDonalds!

Sempre tive televisão. E tenho muitos programas gravados nela. Primeiramente, recebi esta maravilha tecnológica por uma antena no telhado. Depois uma só antena não era suficiente- disseram. Muito melhor era a imagem por satélite! Isso é que era bom, era só vantagens. Então, passei a ter televisão por satélite. Poucos anos depois surgiu o cabo. Isto era a melhor invenção de todas! O sinal viaja debaixo da terra, o que garantia a melhor qualidade de imagem sem o risco de trovoadas estragarem algo, o vento, as intempéries do tempo… a televisão por cabo foi “vendida” ao povo português como a segunda maravilha do mundo da televisão! A primeira claro, sendo a própria. Então passei a ter televisão por satélite e por cabo. O cabo oferecia também um pacote especial, interactivo, onde podia consultar a programação, ver programas quando me apetecesse etc. Um serviço muito publicitado, amplamente introduzido no mercado no intuito de levar o povo a aderir a esta MAIS dispendiosa mas imprescindível tecnologia. Só que o resultado ficou bastante a quê das expectativas. E a TV Interactiva nunca viveu um boom.

Agora vem o Digital e o que nos garantem é um leque de maravilhas para os sentidos. Promessa essa que, se formos a ver, é sempre a mesma para cada mudança introduzida no mercado. Como as pessoas engolem sempre o mesmo argumento, é que é o mistério.

Do novo sistema de transmissão de televisão digital espera-se imagens PERFEITAS, livres de fantasmas e chuviscos (onde já ouvi isto antes? Mas isto já não foi cumprido?). De promessas seguem-se tudo o que é supérfluo e não “pegou” com a TV Interactiva: tv nos telemóveis, interactividade diversa… tretas. As tais merdinhas de plástico que estão sempre a impingir.

A verdade verdadeira, a derradeira verdade, é que o povo quer é acender a televisão, mudar de canais e só. Tudo o resto é treta. Tudo o resto é supérfluo, disso não precisamos nem tão pouco vamos usar.

A verdade verdadeira e derradeira é que as imagens que gravei do tempo em que estas se recebiam pelas ondas hertezianas da antena no telhado, mesmo gravadas por vídeos mono e tecnologicamente pouco avançados, apresentam melhor qualidade que as que gravei posteriormente, nesse então maravilhoso “futuro” tecnológico, de áudio digital e stereo, prometido pela tv por Cabo que afinal tinha á mesma fantasmas, chuviscos, ausência de legendagem ou total desorganização na mesma e a imagem a desaparecer frequentemente, coisa que a antena no telhado nunca deixou acontecer. Com a antena no telhado não pagava todos os meses para ter televisão. E as imagens, garanto, são hoje mais resistentes. Algumas foram copiadas para outra cassete de vídeo e sobreviveram até estes dias como cópias. Mas estão melhor que originais modernos.

Portanto: estão ou não a querer entrar no nosso bolso em troca de uma ditadura? Sabem que mais? Eu só quero aquela antena no telhado, contento-me com 4 canais (para quê 40 se não se vê nenhum?) e até, com apenas um aparelho de televisão. E quem sabe, um dia, até este não desaparece?

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Nostalgia e tecnologias


Hoje apeteceu-me fazer uma coisa que já me apetecia à algum tempo. Ver uma gravação na cassete VHS. O ruído saudoso do aparelho a «engolir» a cassete e o barulho do fastfoward foi o suficiente para me deixar mais bem disposta. Por vezes tudo o que basta são estas pequenas coisas.
Vista a cassete, chegou a altura de rebobinar. Vim à internet, liguei-me no blogger, introduzi a senha e pronto: a cassete de 4h já estava totalmente rebobinada.

Ainda dizem que a tecnologia moderna é superior à antiga. Discordo. Supostamente tudo o que nos cerca serve para facilitar-nos a vida de forma mais acessível e rápida. Mas dou por mim a pensar que se trata de uma falácia. Nos impingiram esta treta da internet wireless, das gravações na box da noz,  meo, etc, como sendo melhores. Mas na prática do usuário, não acho que sejam. 


Dou por mim a refletir neste assunto quando aguardo que uma página na internet carregue. Ou quando tenho de clicar em vários links para obter o simples gesto de entrar na página pretendida ou obter a imagem desejada. É que até tudo isto se concretizar, dá para fazer tanta outra coisa! Faz-me lembrar o tempo do roiter, no qual para se aceder à net tinha-se de aguardar que o aparelhinho acabasse de fazer uns barulhinhos analógicos que levavam até uma meia hora... e para fazer um download? Podia levar um dia. 


Mas ao menos essa internet não era mentirosa. A que temos hoje em dia promete muito mais do que cumpre. Os acessos são demorados e lentos. Vejamos: em menos de 1 minuto, a cassete no VHS rebobinou por inteiro as 4 horas de fita. 

Quando movo a imagem no telecomando da box, esta, além de nunca parar onde eu quero, também não pára quando se carrega no botão. Quantas vezes não avançamos o intervalo publicitário, só para a gravação insistir em parar já a meio do programa que estamos a ver, o que nos leva a rebobinar mais um bocadinho, e a imagem vai parar exatamente onde estava quando se começou a bobinar? No VHS não houve nada disto. Tudo foi uma navegação com precisão. Uma delícia de recordar. 

É o tempo de reacção do comando e da obediência. Hoje em dia com esta tecnologia é tremendamente lento. É intencionalmente impreciso. Dá para escolher a velocidade mas até aquilo arrancar, é preciso "calibrar" bem porque, no momento em que se decide parar, ele ainda leva algum tempo para reagir. Andamos a "calcular" a antecedência dos atos! Seja como for, a nova tecnologia não está programada para obedecer às nossas ordens e sim servir os interesses publicitários (mesmo que o utilizador avance nos intervalos publicitários, acaba sempre por os ver).

Cassete com 4h de fita, leva menos de 1m a rebobinar. 


Ter usado o vídeo hoje foi refrescante. Cada vez que carreguei no play, surgia a imagem. Sem demoras. No STOP, parava. Consegui localizar muito mais depressa certos trechos, mesmo não tendo contador visível nem sendo uma tecnologia digital. No digital, quando se quer avançar a imagem, muitos aparelhos não permitem escolher os minutos, então, é preciso fazer tal e qual num VHS: avançar. Só que a velocidade de progresso no digital é menor, consome mais tempo que o foward do VHS e não tem aquele «barulhinho» agradável e tranquilizante. E mais uma vez, se se der a velocidade máxima, é bem capaz de, pela altura de realção até o momento da paragem, a gravação chegar ao fim, o que obriga a fazer o fastfoward todo novamente. Ficando muito atento e cada vez mais escravo do monitor. Porque avançar até a 1h25m de um filme no digital e fazer no mesmo no VHS é diferente. E o analógico ganha. Aos pontos. 

Ah, e a durabilidade? Supostamente o digital é mais seguro. Mas já tenho uma série de DVDs que deixaram de passar nos aparelhos. São, aliás, uns disquinhos excessivamente sensíveis! As cassetes tenho-as há 20 anos... e duram, duram, duram. Nada de humidade, nada de desgaste. Confio mais na fita do que no digital. E quando se apaga algo sem querer? No analógico ainda dá para recuperar. Mesmo quando parte da fita fica «mastigada», dá para recuperar. No digital, uma microscópica falha na gravação impede a visualização de tudo. O digital volta a perder, aos pontos.

Só ganha, na qualidade de imagem. Não no volume de som, porque aí perde por um penhasco! Mas quem sente um pouco de nostalgia, sente-a também por aquela imagem granulada, com «chuva» quando não recebia qualquer sinal e com interferências cada vez que chegava ao fim de uma gravação que se sobrepunha a uma anterior. Priceless! :D

PS: durante o salvar da imagem acima, a internet bloqueou e não permitiu nenhuma interação durante 2 minutos

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Gangster style

Pois é, meus amigos.
A minha situação nesta casa continua na mesma. O senhorio esteve cá, ficou meia hora na sala a falar baixinho com a gorda e nem é preciso uma bola de cristal para adivinhar qual o tema. Argh! Gente mal formada. Não quero mais saber da gorda e do senhorio. Doos dissimulados, falsos e maldizentes!

Malditos sejam para toda a eternidade.

 Gente boa no coração não consegue lançar pragas. Ainda assim, espero que grude neles toda a espécie de pustulas, incomodos, desconfortos, deformações e que os outros se sintam repugnados não pela aparencia mas pelo mau caracter que se esconde na falsa simpatia que usam para seduzir e manipular. Que lhes vejam sempre essa faceta e que dela queiram distancia.

A conversa deve ter corrido muito bem. Pois ela deixou outro "recado" no quadro. Outra provocação, outra mensagem indirecta, de vitoria já comemorada. Não vou mais ser discreta, vou revelar aqui:


Comecou ontem por isto: 
O ponto de interrogacao e a palavra "em beleza" ja é herança da primeira etapa da tramoia. Surgiu no dia em que fizeram a cabeça ao senhorio.

Ontem adicionaram um sinal de extrema confiança na Vitória: um coracao com a palavra "nós".

Ora, qualquer pessoa subentende que se estão a referir a eles mesmos, nós "italianos". Versus quem? 
Fica subentendido.  


Hoje quando chego a casa ela deixou isto no quadro. O nome de todos aqueles que conspiram para me tirar desta casa, que ela acha que é legítimo que seja somente para "us". Atencao que o nome DELA não está cá. Tipico dos manipuladores. Deixam-se de fora. A menos que tenha dado para o abreviar. Mas duvido muito porwue uma vez contou-me que detesta que lhe confundam o nome ou a chamem por diminutivos. É tipico do narcisista purista. Ofende-se e chega a niveis de ira elevados só porque alguém não a trata pelo nome formal.

 Finalmente conseguiu agradar todas estas pessoas. Já as deve ter contactado para celebrar. Dois anos de tramóias, conspirações, atitudes francamente reprováveis de segregação, ridicularizacao, sempre encobertas por um manto de hipocrisia. Deu frutos. Melhores do que esperados. Não só me remove da casa, como me rotula de desiquilibrada. Isso é que me dói. Isso e saber que, apos tantas esperancas de ter alguém decente a vir para cá morar, provavelmente agora wue quero sair é que vão entrar um ou outro. E serão todos para ela. Sao todos homens. Um, talvez ainda um rapaz. Foi aquele que escutei hoje a falar pela porta e simpatizei de imediato. Pareceu puroz honesto, sincero, transparente. Tudo o que desejei que aparecesse por aqui!!!  E gostei do sotaque ingles. (Ps: afinal aquele que se mudou psra ca no dia 18 é inglês, ainda nao se deu a conhecer, nao tem nada na cozinha, nem no wc, nao come em casa, nem sequer o ouvi a tomar um duche. Só o escuto a ir ao wc, e a falar ao tm no quarto). Por tudo isto é  que considero que possa ser um inquilino falso, que apareceu só para vigiar e proteger a"pobre" gorda da "desiquilibrada" portogeise. Ai, a quantidade de auto-projecções que esta tipa faz nos outros!! Acho que deve ser mais fácil e dar melhores resultados quando se fala mal de alguem estando a falar de si mesmo.

Bom  mas eu também tenho uma mensagem no quadro para lhe deixar. Vai ser a ultima coisa que vou fazer ao sair. Colar as suas proprias palavras que deixou no quadro e fazer com wue as engula, escritas na propria caligrafia.

"Querida colega, o que fizeste em casa durante a quarentena"? - vai perguntar-lhe alguém quando regressar à escola onde lecciona (sim, a bruxa dissimulada arma-se em professora de... italiano. Que mais podia ser, não é mesmo??)

Ela vai lamentar-se e dizer que foi aborrecido. Mas na realidade dedicou-se em pleno à sua atividade predilecta, pela qual estava obsecada: tirar a portogeise da casa! Tirar a portogeise da casa!

E não esperou muito: aproveitando o espirito pascoal, enfiou na garganta do senhorio um pedaco de bolo "folar" e munida deste espirito caridoso aniquilou-me. Em plena quarentena, conspirou com o comparsa e o senhorio para me removerem da casa. Sem problemas em meterem na rua uma senhora sem familia, sozinha no reino unido, na meia idade, com emprego instável.

É isto que tem dentro dos corações.

Eu jamais seria capaz de.tamanha crueldade.

Mas é por isso mesmo, por ser incapaz, que me vejo nestas situações . Nao fui capaz de a expor quando soube que falava mal de mim a todos que entravam na casa. Não a denunciei quando malevolamente apagou todas as gravacoes da box assim que eu viajei para fora. Não a denunciei quando armou um esquema para substituir a velha box à qual ligava o meu dvd através de cabo scart por uma moderna, sem essa possibilidade. Não a confrontei quando passou dois meses a acordar mais cedo só para ocupar primeiro o wc do piso superior que fica ao lado da porta do meu quarto. Porque sabia que eu acordava e ia trabalhar em apenas meia-hora. E ela demorava esse tempo só para ficar sentada na sanita a ver programas no telemóvel. Por altura em que eu metia a chave a porta e saia, ela puxava o autoclismo. Só depois ia para o duche. Eu saia de casa as 7am para comecar o turno as 8am. Ela saia as 8am, 8,30am.... para apanhar o comboio e ir trabalhar num colegio noutra cidade. Não gosta desta, nem dawuela, nao gosta de nenhuma... mas nao abandona esta casa. Nem que tenha de trabalhar nos quintos dos infernos da lonjura. Como todos os italianos que já conheci, sao todos maos de vaca, não gostam de gastar. Tentam economizar tostões  impondo a sua presença a outros. Tentando arranjar uma estada gratis aqui e ali, trazendo dos hotéis onde a companhia aerea os instala aguas, papel higienico, snacks, mini shampoos e outros utensílios uteis.  Gastam somente para se mostrarem. Para causar boa impressão.

AParencias, sempre as aparencias. O que os outros vao ficar a pensar de si. É só o que lhes importa.

Salvar face.

Mas tudo isto não vai ser em vão. Ontem surgiu-me uma ideia de como posso tentar usar isto para escoar um pouco esta revolta.

Vai levar tempo. Talvez não resulte. Talvez desista. Mas assim wue reunir condicoes pretendo faze-lo.

Já tomei um pequeno passo. Decidi criar um blogue só para relatar esta experiencia. Mas visando ajudar. Procurando tirar uma aprendizagem de cada acontecimento e avancar com alternativas para solucionar. Um blogue negativo, mas positivo. Reflectivo. Diferente da forma como escrevo aqui. Só me faz falta realmente é, um computador. Não dá para escrever no telemóvel.


O senhorio, decerto só para eu saber, cumprir uma formalidade ou já com um esquema montado, enviou uma mensagem a dizer que no dia 1 Já temos a lotação da casa cheia. ( Como se nao quisesse expulsar-me de cá. ). E que vai redigir um novo contrato dizendo que tem de dar um mes de aviso. (Que parabtodos os efeitos já dei, não quero saber. Eu enviei um sms para o efeito, mas enganei-me no numero. E no dia seguinte disse a gorda que para mim esta casa era veneno e nao ficava nela nem que o senhorio aparecesse a dar-me a chave para ca morar sozinha. Todos os cantos, tudo o que possa fazer, cada gesto e decisao que tome, vai trazer há tona uma amarga recordação. Foi quando percebi isso que entendi que não podia ser eu a ficar na casa. Esta tinha sido corrompida. O que me fizeram passar dentro dela sabotou a forma como dela podia usufruir.



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Músicos de Rua

 As pessoas gostam de dar moedas a maus cantores de rua. Uma vez passei por uma rapariga a cantar e a tocar guitarra em simultaneo e a voz dela era espetacular! Cantava muito bem e imaginei-a, facilmente, a cantar num estadio com uma multidão eufórica a assistir. Porquê ninguém parou para ouvir nem me intrigou tanto quanto foi avistar que nao tinha nenhum dinheiro dentro da valise instrumental deixada aberta no chão.

A minha vontade quando por ela passei e a escutei foi elogiá-la e deixar uma gratificação de apreço. Mas nesta época em que já não se usa dinheiro, não tinha nada para lhe entregar. Quis muito dizer-lhe o quanto cantava bem. Mas nao consigo deixar de ser tímida e fruto de uma criação citadina que impõe uma certa restrinção públicas de emoções ou interações com estranhos. 

Nunca mais a vi. No seu semblante pareceu-me que também ela estava a pensar que estava a cantar para um bando de gente que nao sabe dar valor a verdadeiro talento. Se aparecesse num programa de TV do estilo idolos, aquelas mesmas pessoas que ali nao a apreciaram estariam a gastar todo o dinheiro poupado em bilhetes de concerto. De graça, não souberam apreciar.

No seu lugar costuma estar uma senhora mais idosa que canta tão mas tão mal e desafinada, fora de tom, que as palavras que pronuncia sao imperceptíveis, saem como um grito miado. Mesmo que a melodia que sai da box eletrica seja muito popular e reconhecida ela a assassina. Custa-me ouvir e sempre me apresso a entrar rapidamente na loja onde ela se encosta para "ganhar a vida". O "recepiente" dela está sempre cheio de moedas. 

Por isso concluo que as pessoas não sabem valorozar talento a menos que lhea seja dito por outro alguém. E se lhes cobrarem muito dinheiro.


 largar teocos dentro dos cantores de.musixa que cantam mal  

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Pilas


Não consigo encontrar o post onde faço referência ao desenho natalício deixado no quadro a giz na cozinha. Mas contei aqui que aproveitei a quadra e a viagem para o país-natal para desejar por escrito as boas-festas e comunicar que deixei um presente debaixo da árvore de Natal.

Regressei assim ao meu hábito de desenhar e escrever no quadro. Hábito que interrompi pela malícia com que aquele veículo passou a ser usado. Eram só mensagens a "apontar" dedos à sujidade na casa e rabiscos ofensivos. Tudo cheio de segundas intenções, mas com um alvo único: eu.

Depois, alguém dos "deles" decidiu impor ali um desenho de um pássaro, ao qual depois foi adicionado uma cock (pila) e este foi o único desenho que ganhou de imediato um estatuto de "intocável". Ninguém o apagava, ao contrário de todos os anteriores. Percebi que desejavam imortalizá-lo. Na altura, perguntei quem tinha sido o autor. Até perguntei ao próprio. Que me respondeu: "Hum... não sei". (o habitual!).

Sabia, claro. Todos sabiam. Era como um "segredo" (mais um) para ficar só entre eles. Mas adivinhei que tinha sido o rapaz-rei-da-casa, pela forma como o desenho era "intocável". A rapariga que foi embora no verão adicionou mensagens de adeus em italiano em volta do sacrossanto pássaro fálico, que entretanto também ganhou um outro orifício sexual. O tempo passava mas ousar eliminar o pássaro, isso não faziam. Nem para colocarem daquelas mensagens "o fogão está todo sujo! É favor limpar depois de usar" - que tanto gostavam de escrever.

E assim o quadro ficou por... três, cinco meses??!

Já novos inquilinos cá viviam há meses, e ainda os rabiscos da outra-que-foi-embora em Junho e do rei-da-casa que foi em Novembro, permaneciam no quadro, preservadas como relíquias sacrossantas pela mais-gorda

Não fazia sentido e era até pernicioso para o ambiente na casa, essa reverência venenosa a pessoas que compactuaram com ela na sua malícia. Estava na altura de cortar essa influência. Sairam, acabou.  

Quando o rei-da-casa foi viver para outro lado, o desenho ficou ainda mais revenerado. Ao perceber que aquela ave com pila gigante jamais ia desaparecer dali como espécie de veneração ao gajo, dei-lhe algum tempo mas, chegando a altura do natal, aproveitei a quadra festiva para retomar o meu hábito/direito de desenhar e eliminar de vez aquele absurdo. E foi assim que, munida da autoridade da quadra, com o auxílio de ir viajar, passei uma esponja naquilo, tentando assim por um fim a um "reinado do mal", ali representado pela veneração absurda a um desenho feito durante um período em que o quadro a giz só andava a ser usado para fins maliciosos - que foi o uso que lhe impuseram. 

Fiz um novo desenho, inspirado num robin (ave com peito laranja associada ao Natal e que, desde que cá cheguei, é «minha amiga» e me visita quando estou no jardim) e escrevi um belo dizer de boas-festas junto com a mensagem sobre os presentes para todos debaixo da árvore. Mas o bom mesmo, foi recuperar o «direito» de desenhar e usar o quadro, como fazia no início e como é certo acontecer.

A mais-velha quando desceu à cozinha nessa manhã e viu o quadro... imagino que até perdeu o apetite. Porque saiu de imediato porta fora, 15 a 30 minutos mais cedo que o habitual. Aquilo deve ter-lhe caído de forma muito indigesta!

Nesse mesmo dia em que viajei, ela apagou todas as gravações que programei na nova box da sala. 


No ano novo a mensagem no quadro foi alterada para: "feliz ano novo", mas manteve-se o desenho. (que era intemporal, dava para qualquer altura). A meio de Janeiro, um gajo que a mais-gorda consegue induzir a cá vir jantar ocasionalmente (é assim que ela "pesca" pessoas, usando jantares "italianos" como isco) "violentou" esse desenho, rabiscando um outro pássaro a relembrar o "do morto" e também com direito a uma gigante pila.

Calhei passar por ali nessa altura e então perguntei quem tinha adicionado o "foguetão". O rapaz, que estava sentado a jantar, explicou que foi ele, em "homenagem" ao pássaro desenhado pelo "rei-da-casa". Foi a primeira vez que alguém deu-me a conhecer o autor do desenho, julgando que eu tinha conhecimento. E lá estava a veneração a querer vir à tona novamente...

É que também fizeram-lhe uma éfigie com almofadas, tecido e balões. Esta figura, a quem deram o nome do gajo, dizendo que era para ele ainda estar na casa, ficou duas semanas no sofá da sala. Cada vez que uma corrente de ar mais forte, ou alguém tocava naquilo, lá se ia a cabeça, ou os braços... Uma patetice. Epá o gajo não morreu! Só mudou de país.

No dia seguinte, como tinha falado com o autor do novo "pássaro" sobre a inclinação sexual dos desenhos alheios mas que eu era mais dada a flores e afins, apaguei a pila e no seu lugar fiz quatro florzinhas. Achei bonito. E foi totalmente inofensivo. Não lhe apaguei o pássaro. Que ali ficasse... não me fazia espécie. 

Ontem, a mais-velha chega a casa, vê-me na cozinha e ao sentir o cheiro a ovo estrelado apressa-se a vergar a coluna para chegar à janela para a abrir só que... pimba! Encontrou-a já aberta. Fez uma cara...

(sempre com a mania que só o cheiro dos cozinhados dos outros é que é insustentável, caramba!)

Terminei rapidamente de comer, deixei tudo lavado e limpo e subi ao quarto, acabando por adormecer. Mas o meu sono foi interrompido várias vezes. Primeiro pelo bater na porta de uma "visita". Pela voz e por exclusões de partes, sabia que só podia ser o tal rapaz que a mais-velha mete cá dentro. Julgo que é a única pessoa que ela tem ou consegue manipular, já que todos os outros vinham por intermédio do rei-da-casa. Daí ela sentir tanto a sua falta. Sem ele, acabou-se aquele rol de italienada, que a deixava tão feliz e arrogante. Por ela mesma, mesmo com todos os dotes de falsidade de que é munida e versátil, não me parece que consiga encher a casa todos os dias de "compadres". Para uma pessoa que vive há 15 anos no UK, não parece ter um amigo próximo, nem ninguém que frequente a sua casa amiúde. E se tiver, nenhum tem nacionalidade que não seja italiana. Até hoje só a ouvi elogiar pessoas italianas. A todos os outros coloca defeitos.

Faço por voltar ao sono e consigo, sendo despertada mais umas quatro vezes ao longo do sono pelo barulho de três vozes: a deles os dois mais a da rapariga do andar-de-baixo. Os italianos a convidarem-se a eles mesmos para jantar e nunca incluindo a tuga. O normal.

Foi uma luta para conseguir continuar a dormir mas o cansaço de um intenso dia de trabalho físico ajudou. A cada interrupção, consegui regressar ao sono. Escutei o tipo ir embora e adormeci. Só acordei eram 4 da manhã. E como percebi que dificilmente ia conseguir voltar a adormecer, tendo de me levantar dali a duas horas, optei por não insistir e despertar de vez. Ia aproveitar esse tempo para relaxar.

Desci à cozinha para comer algo e é quando vejo o quadro. Tinha sido totalmente apagado. O desenho tão bonito, os dizeres. No seu lugar, um escrito "Eu voltei!" e o desenho de uma pila, como assinatura.

Não é que me tenha incomodado, mas não gostei. Sei muito bem o real sentido daquilo. Insistem em tornar aquele espaço num veículo de ódio e ataque à "tuga". Não quero e não vou aceitar. Muito menos que a mais-velha use outros para atingir esse fim. Sim, porque era ela que queria apagar aquele quadro mais que ninguém! Ela queria... mas precisava de encontrar uma forma de ficar com as mãos "limpas". E assim, com uma palavrinha aqui e ali... manipula os outros para fazerem as suas maldades. Convida o tipo, sabendo que vai conseguir suscitar uma reacção dele assim que o orientar para a ausência da "pila" no «seu» desenho.  

Imaginem se fossem vocês. Entravam como convidado na casa de alguém. Achavam correcto apagar um desenho feito por uma pessoa a viver nessa casa, e colocar no seu lugar uma picha? Não tens intimidade, não conheces a pessoa e és VISITA na casa DELA. 

Deixas-lhe um "fuck you" simbólico.

Sim, porque é esse o significado do gesto e do desenho de uma pila... é um "fuck you". 
Um fuck you deixado à pessoa que lá tinha o desenho em primeiro lugar.

Eu sou mais, mas muuuito mais, "peace and love". Portanto, FLORES.

Devia ter nascido nos EUA na década de 50 ahahah!
Lá pelos anos 60, 70, aquilo é que foi diversão. E não era só pelo amor-livre. Que isso... mantem-se nos dias de hoje, mas de uma forma que deixa a desejar. Refiro-me ao idealismo, à aceitação do «preto, do branco, do azul, das bolinhas», às mentes abertas para tudo o que pudesse ser sugerido.

Actualmente vivemos num mundo cada vez mais "liberal", conectado pela tecnologia, mas as pessoas mantêm-se retrógradas e presas a atitudes e comportamentos básicos.

 🌼🌼
 peace and love

portuguesinha

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Casamento Religioso ou espetáculo?


Desculpem-me mas isto não me cai bem.

Ou bem que te casas, ou bem que dás um espetáculo. 



Entendo perfeitamente o querer cantar no próprio casamento... Algures durante a cerimónia, como por exemplo, durante o copo d'água. Mas «parar» no casamento em si, de pé no altar, dentro da igreja, ao lado do noivo que daí adiante ignora por completo e desatar a cantar uma longa Avé-Maria com direito a versão internacional... não me cai bem. 

Se ficasse na intimidade, algo feito para os presentes convidados, tudo bem. Mas não... foi capturado por uma equipa profissional de cameras com todos os enquadramentos e movimentos de imagem típicos de quem dá um show televisivo...  e divulgado nas redes sociais. 

A mim não me caiu bem. 
Mas hei... 
Cada um tem a sua sensibilidade.
Pode ser que um dia isto se banalize demasiado e já nem incomode.

Sou muito receptiva a muitas ideias «out of the box» e adoro coisas assim mas... tem de fazer sentido. Exibicionismo, aproveitamento profissional ou alienação dos restantes... Isto é uma mistura de dois momentos íntimos distintos que, a meu ver, não combinam. 

As vísceras das redes sociais não «caíram em cima» disto??
Muito me surpreende Kkkk

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Saiu como um rato e à francesa


O rapaz já foi embora. Sorrateiramente, como sempre foi a sua postura. 
Toda a gente que é normal, quando muda de casa, enche caixas, faz barulho, arma confusão. Ele não. Tal era a vontade de o fazer sem eu dar conta, escutei-o em ruídos contínuos, em acções quando virei as costas, tirou tudo da dispensa da cozinha sem eu dar conta, tudo do quarto sem se notar, etc. Por mais que eu queira, tanta vez, ir à cozinha buscar algo no frigorífico sem ninguém notar, raras vezes sou agraciada com essa sorte. Não dá. Há sempre alguém a cuscar. Alguém na espreita. 

Ele conseguiu remover até todos os produtos do WC sem que fosse perceptível. E eu sou a única que nada guarda dentro dessa divisão! Devia ser a única capaz dessa destreza impressionante mas não sou. Nem quando fui de férias uma semana sem avisar fui capaz de o fazer sem que a minha ausência fosse quase de imediato detectada. 

As gravações que deixei na box intencionalmente cheia, foram todas apagadas em menos de 24h da minha partida. Fui verificar há poucos dias. Quarta vez consecutiva que isso acontece. Maus hábitos não morrem nunca. E aquela tipa não consegue deixar de os ter. 

Estou aqui há semanas a tentar ter tempo só para mim para poder começar a tirar coisas do quarto - que vai ser alvo de uma expansão daqui a menos de um mês - e não tenho como! Há sempre alguém por perto, sempre alguém no caminho a querer passar ou a observar um movimento por menor que seja. 

O senhorio também anda estranhamente desaparecido. 

Nem apareceu para verificar o estado do quarto ao ser abandonado. Coisa que sempre fez!!
Tal é a confiança (cega) que deposita no rapaz.

Um controlador de primeira que sempre necessitou de ditar quem vinha morar para a casa. Até escolheu o seu substituto. 


E é assim. 
Uns conseguem, outros não. 


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Hostilidade através do quadro - II


Mencionei no final deste mais recente post que podia vir a falar da hostilidade através do quadro. Pois para quem não sabe, leia aqui. Isso foi o início da coisa. De lá para cá, nada mudou.

Resumidamente, pois quero dar pouca importância a estas mesquinhices tacanhas, apenas estou a mencioná-las para ficarem registadas. Na cozinha está um quadro de ardósia com giz. E eu sempre gostei de rabiscar. Vi aquilo, sempre vazio, e rabisquei. Desenhos, na sua maioria. O primeiro foi o de um cone de gelado. Só porque me apeteceu desenhar. Foi imediatamente transformado em algo diferente, com teor sexual. Mas não levei a mal. Só que, daí adiante, tudo o que fiz, era imediatamente removido e substituido por outra coisa qualquer. E ontem de noite, diante do gigante arco-iris do "fica bem", que arranjaram só para poderem justificar apagarem o desenho que lá estava feito por mim, aproveitei um cantinho minúsculo de espaço rabiscado em italiano imperceptível, e desejei "Feliz Páscoa", desenhando mais umas flores. 

Pois agora quando percebi, tudo o que ali estava desenhado por mim, flores, um pássaro, corações e a mensagem de Feliz Páscoa, foi tudo apagado, carregaram no arco-iris, voltaram a escrever sei-lá-o-quê em italiano e em inglês o seguinte: Alguém tem algum problema com o meu arco-iris? Se sim, pode usar o meu giz para o dizer. Eu sublinhei a palavra "problema", desenhei uma seta e no pouco espaço disponível escrevi: "E flores?".

Mas não vou dar importância. Já conheço a merda que cá vive. Mascarada de coisa boa, mas merda. Nenhuma pessoa realmente decente mostraria estas atitudes. Estas, a de apagar todas as gravações na box, etc. Só gente má formada é que faz isso. 

O quadro virou também um espaço disputado, que tem de ficar sobre o domínio italiano.
Se a caca do pássaro for mesmo para me dar sorte, o jackpot é ter esta gente toda fora daqui.

E isso seria também um milagre. Porque gente desta nunca quer largar o osso. Só se acharem que encontraram coisa melhor. Agora que se achem com mais direitos, que se comportem com nepotismo, hostilidade, xenofobismo... só mostra o tipo de tutano de que são realmente feitos. 

Acho que está na altura de voltar a espalhar um pouco do meu remédio para ver se ficam "mais doces"...

Em plena quarentena, e a armarem conflictos.
É que não basta terem implicado com tudo o que deixei no quadro. 
Gosto de rabiscar flores. Coisas inocentes, sem quaisquer indirectas, desenhos, na sua maioria. Quando deixo mensagens, são de apoio, encorajamento e coisas assim bonitas. E eles apagam tudo, ou transformam tudo. Deixei o "Stay at home" (fiquem em casa) adicionado ao estúpido gigantesco arco-iris, feito somente para me impedirem de usar o quadro. Não tardou e acrescentaram a esta simples mensagem, que está por todo o lado, que tem tudo a ver com o momento e o estúpido arco-iris, o seguinte: "se puderes". Noutro dia, não satisfeitos, ainda acrescentaram a isso "eu não posso".

Tardei a ver, porque estava sempre a trabalhar. Quando vi achei que era tão estúpido! Foi só uma mensagem de apoio e concelho, relacionada com o momento de quarentena que atravessamos. Não precisava de resposta. Não era eu que estava a escrevê-la para eles! E estes panhonhas que ficam por casa acham que têm de dar como resposta "não posso". Quem não pode sou eu. Que tenho de ir trabalhar. Mas como concluí no post onde anteriormente mencionei os problemas domésticos, o Covid-19 ou o Corona parecem muito menos ameaçadores que esta italienada.

Mal posso esperar para regressar ao trabalho! Ele me mantem sã. Que pena que não poderam ficar de quarentena lá no país deles. Aí é que não podiam sair mesmo. Foi mesmo uma lástima. Tivesse isso acontecido agora e, estando eles lá para as férias da Páscoa, não se teria perdido nada. Pelo contrário. Seriam só ganhos. 

Eles podem entrar no seu país. Não estão proibidos. Mas precisam de autorização da freguesia de residência para lá ficarem. Se não a receberem, ficam em quarentena em Roma, ou assim. Com a boa vida e a liberdade que têm cá, alguma vez esta gente ia para lá? Claro que não! Da boca para fora dizem que sim. Mas seriam incapazes dos sacrifícios. 

O desenho que eu fiz no quadro por último, foi o de um comboio, e da fumaça da chaminé saia uma nuvem. Nessa nuvem era o espaço para escrever mensagens. Nos cantos, rabisquei flores. No topo, duas rosas. E logo abaixo, linhas coloridas onde desenhei notas de música. Estava muito bonito, porque era doce, inocente, positivo. Pois a mais-gorda um dia decidiu apagar tudo, menos o comboio, para não ser muito óbvia nos seus intentos. E o que era tão urgente que precisava do espaço? Deixou escrito, em italiano: "mudei o filtro da água".

Ahah! 

Quando fui a Portugal, no regresso, tinham sido colocados ali dois papéis a tapar o meu desenho. Ficou à mostra somente a mensagem em italiano. Não faz sequer sentido meter ali uma folha A4 e outra menor. Era de uma carta com quase um ano!! Um pretexto pouco credível só para tapar da vista um desenho deixado por mim. A mensagem sim, não fazia sentido e era desnecessária. Só o facto dela a deixar escrita em italiano, já diz tudo. Os receptores são os italianos. Eu não interessava nada. É assim como uma ofensa, manda a indirecta de que tu "não contas". Quando vi a mensagem, ela estava por perto e eu li em voz alta. Ela nada disse. 

Não lhe apaguei a mensagem, nem passadas semanas quando obviamente não fazia falta alguma. Depois foi ela que apagou tudo e fez um gigante arco-iris. Ao qual eu acrescentei flores nos cantinhos. Ela apagou-as e escreveu uma mensagem em italiano. Eu acabei por re-desenhá-las e mais tarde, escrevi também a mesma mensagem, em português e em inglês!

Nada disseram. Nem reagiram de imediato. Um dia fui trabalhar, e no outro já estava ali outro arco-iris, a preencher o quadro todo, cheio de mensagens em italiano. Claro. Não podiam permitir um conteúdo não nepotista. Ao fazerem isto, destruiram a rosa seca que eu tinha aplicado no canto do quadro. Já lá estava há um ano. Quase imperceptível. Dei com as pétalas no chão. Só ficou o "pau", grudado na bolinha de "plasticina" que usamos para segurar coisas às paredes. 

Bom e é isto.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

SOCORRO tecnológico


HELP!
Socorro!

E nem sei mais o quê!!
Alguém por aí sabe como gravar programas de televisão recorrendo às modernices de hoje? E não digam BOX da meo ou afins, porque o que pretendo é ficar para sempre com as coisas gravadas e poder aceder a elas quando quiser, sem restrições ou alugueis. 


Desde que o digital apareceu não consigo mais dar azo a este hobbie. Comprei um gravador de dvds, mas é a coisa mais enervante do mundo, pois os discozinhos estão sempre a dar defeito e a estragar-se.   As gravações caseiras que tinha em fita de cassete foram transferidas para DVD num processo que só levou o quadruplo do tempo que imaginei que podia levar. E provavelmente estão perdidas, porque os dvds estão sempre a dar erro de leitura!! O pior é que apaguei tudo das fitas analógicas. As maravilhosas fitas, que se preservam por séculos...

Vejo tanta coisa no youtube com qualidade soberba, com uploads diários, que tem de existir alguma forma rápida e prática. Alguém me ajuda?

Dei dois gritos lá em cima, porque preciso também de ajuda com o computador. É que não entendo como pode estar tão lento, que uma simples pesquisa no google demorou quase 1 minuto a aparecer. Nada foi instalado, nada alterado apenas "deu-lhe"... Está lento como um burro empacado, uma tartaruga depois de um enfarte, um coelho sem patas! 

Bem o desligo e reinicio, para ver se vem com "pujança", mas mal se notam diferenças. Alguém conhece uma solução?

Bem haja.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Um jardim povoado é um jardim abençoado!

Perto de mim existe um jardim ao qual sempre gostei de ir. 
Há uns anos chegou a ser meio perigoso andar por lá. Não se via viva alma, era mais um local que era atravessado para se ir do lugar A para o lugar B. O relvado abandonado a palha no verão, verdejante mas com dois metros de altura no inverno, sujidade por todo o lado com folhas secas a amontoarem-se em respeitáveis pilhas e lixo por todo o lado. Parecia mais frequentado por pessoas de índole duvidosa. Uns tantos já tocados pela bebida que ali deixavam garrafas e garrafas vazias, outros com aparência suspeita, que andavam de um lado para o outro, sem fazer nada em particular, como que atentos a quem passava a ver se tinham sorte. Gostava de ir para o jardim mas nesta altura passei a ter mais cuidado e a certas horas acabava por não lá ficar.


Depois veio a crise. E as coisas mudaram. Aos poucos, mudaram. Começaram a cuidar do relvado, do arvoredo e a tratar do lixo circundante. Logo depois surgiu a ciclovia e julgo que deve ter sido por causa deste projecto que o espaço ressuscitou e lhe devolveram alguma dignidade. 


Subitamente o lugar ganhou mais vida por se encher de pessoas. Tornou-se mais seguro frequentar o jardim. Timidamente as gentes foram aderindo aos prazeres do ar livre. O vento nas árvores, as folhas e seus assobios, os cantos das aves...  Era ver as crianças a brincar ali todos os dias, com os pais, os idosos sentados nos bancos, a conversar e os desportistas a fazer jogging. Dava gosto após um stressante dia de trabalho passar pelo jardim e descontrair. As crianças ou adolescentes a jogar futebol na relva, a jogar raquetes, a levantar papagaio, a correr, a brincar, a passear os animais, a andar de skate, de patins, de bicicleta, triciclo ou de trotinete. Muita vida, e que bem que tudo aquilo fazia.

Mas o que começou a aparecer em maior número crescendo exponencialmente foi os praticantes de desporto, corrida e exercício físico em geral. De início uma meia-dúzia, sempre os mesmos, depois cada vez caras diferentes. Mas estes rostos traziam uma postura diferente e vestiam diferente também. Fatos mais dirigidos à prática do desporto, ao invés das clássicas t-shirts e sweat jeans. Muito compenetrados nos seus exercícios, executados com um saber que se notava vir de prática de ginásio. É mesmo verdade quando dizem que as pessoas abandonaram as mensalidades nos ginásios para passar a fazer o mesmo a custo grátis nos parques e jardins. 

Mas recentemente vi algo que achei um tanto estranho. Não foi a primeira vez que vi um personnal trainer a dar exercícios para uma pessoa os executar, mas foi a primeira vez que vi alguns acessórios de ginásio passarem a ser usados no pavimento do jardim. Entre flexões, contracções, extensões e sobre as instruções vocais do instrutor, uma pessoa fazia a sua ginástica em cima de um tapete de ginásio. 
Não é nada de muito estranho, tendo em vista que o espaço entretanto ganhou equipamento próprio para exercício, como máquina de fazer remo. E ganhou também um parque para as crianças subirem e descerem de escorrega. Mas ao mesmo tempo pareceu estar um tanto deslocado. 

Eu gosto de ir para o jardim ocasionalmente acompanhada por um livro. Gosto e não me incomodam os barulhos naturais do ar livre. Mas por alguma razão não me apeteceu sentar no único banco disponível que ali estava porque era mesmo ao lado do instrutor de fitness, que gritava: "Um, dois, três, quatro, cinco". "Agora estica a perna, isso, assim. Um, dois, três, quatro, cinco".

Sabem, é que eu nunca gostei de ginásios! Só entrar naquela atmosfera fazia-me querer sair. Máquinas todas enfiladas, pessoas mecânicas, um espaço fechado e confinado, com luz artificial mesmo de dia, semi-escuro, com ar viciado de suor e algo a tentar o disfarçar... Mil vezes o ar livre. Sempre fui assim. Então algo de estranho se deu quando vi o "ginásio" no meio do parque :) Por um acaso reparei que no outro banco uma rapariga que tentava ler um livro levantou-se nesse instante e foi embora. Terá também ela se sentido incomodada?

O espaço é grande, é livre e todos podem fazer o que quiserem. Alguns ficam na relva a relaxar, outros iniciam uma cavaqueira conversa de comadres, muitos passeiam e bicicleta, outros aproveitam e passeiam ali os cães, alguns andam alegremente soltos no espaço. Hoje vi um labrador que dava tantas voltas a todo o jardim que achei que era o melhor corredor de todos! E fazia sempre aquela rotina, parando sempre na "box" para atestar (uma poça de água). Achei-lhe muita piada. As moscas pousam em cima de tudo e é assim, maravilhoso! Normalmente vou andar ou ler para o jardim. E neste último caso prefiro a companhia do vento, dos ruídos distantes, dos pássaros e do ocasional avião que passa no céu. Vozes e conversas escuto todo o dia. Ali vou para escapar a isso, para poder estar um pouco em silêncio no meio de sons que fazem bem.


terça-feira, 18 de julho de 2017

Limpeza Virtual


Ontem, dia 17, notei que a nova inquilina tinha marcado no calendário a data em que fez a limpeza à casa: dia 18 de Julho. Sim, dia 17 ela anotou como realizada, a limpeza. Mas feita numa data futura. Ora eu, intrigada, na brincadeira coloquei um ponto de interrogação ao lado. 

Será que ela decidiu indicar que ia fazer a limpeza no dia seguinte? - pensei eu, quiçá ingenuamente. 

Depois comecei a pensar e a chegar à conclusão de que, se calhar, ela teve a audácia de dar a casa como limpa, sem ter mexido um dedo nesse sentido!! 

Sim, porque assim que entrei pela porta, antes mesmo de ter dado com a nota no calendário, o que os meus olhos notaram foi a sujidade na carpete. Pequenos pontos negros por toda a parte - que até pareciam ter aumentado em numero.



Desiludida, verifiquei que as bancadas da cozinha estavam cheias de migalhas e marcas, o chão sujo, o fogão também sujo de restos de cozinhados. Nenhum cesto de lixo da casa-de-banho foi despejado e a banheira voltou a ter aquele tom rosado no cromado. Nem se via limpeza, nem cheirava a limpeza. Então, como podia ela ter anotado, com a caneta que mal escreve, que tinha LIMPO A CASA???


É o quê? Uma limpeza virtual??


A única coisa que notei foi que os caixotes da cozinha, para o lixo doméstico e o da reciclagem, tinham sido esvaziados. Mas dali a minutos chegou a casa a outra colega (a do andar de baixo) e, sem meter conversa a respeito do assunto que me estava a perturbar, é ela que me diz que despejou os sacos de lixo. Na véspera bem a vi a colocar os contentores lá fora, à entrada da porta, de forma a poderem ser coletados pelos homens do lixo. 

Então que conclusão pode-se tirar? A outra não fez nada!!
Mas teve a ousadia de anotar que tinha feito, tsc, tsc, tsc-

A única coisa que reparei que foi ela que fez foi o aproveitar que o cesto do lixo doméstico tinha sido esvaziado para lá colocar um saco preto cheio de lixo que trouxe do quarto dela. Um pequeno rasgão no frágil confirmou a suspeita. 

Outra coisa que notei que ela fez em termos de limpeza foi lavar a roupa dela e estender pelo quintal. Que, já é um quintal com ar abandonado e pouco convidativo a ficar. Por isso é que, na véspera, estive a arrancar ervas, a cortar ramos a ensacar os desperdícios e a tornar o jardim mais apetecível. Se eu soubesse que no dia a seguir o meu esforço ia servir para ela lá ir sentar-se numa cadeira para fumar - tendo já uma quantidade considerável de beatas enfiadas num frasco de vidro - talvez pensasse duas vezes antes de ter tomado a iniciativa.



Afinal, ninguém nunca lá põe os pés...  Até o momento em que fica mais composto lol. Porque o andei a arranjar. Mas irem lá limpar, isso é que não... 

A única coisa com que ela contribui na casa e no jardim é no transporte de terra e sujidade de fora para dentro de casa. Nesse dia notou-se no chão um aumento considerável de porcaria, proveniente do quintal e isso só é possível se uma pessoa entrar e sair sem prestar muita atenção ao que traz agarrado à sola dos sapatos.



O próximo a limpar devia ser o rapaz - mas ele ausentou-se de férias. Logo a seguir, sou eu. Estou a pensar seguir o exemplo da «nova» inquilina e também fazer uma limpeza virtual. O problema é que, até lá - daqui a 2 semanas, a porcaria que esta casa vai ganhar deve meter medo ao susto.

E depois quem vai ter de limpar de verdade é a que se segue - a rapariga de baixo. Com quem me dou muito bem e com quem converso lindamente. Infelizmente ela contou-me há umas semanas, que vai embora. Não só da casa, mas do país. Continua a trabalhar no mesmo mas pediu transferência para a sua terra natal, onde vai alugar uma casa e morar sozinha. 

Ontem ela avisou a senhoria que vai sair, dando assim o tempo necessário e exigido no contrato para se encontrar um NOVO inquilino.

Sinto um tanto de tristeza por perder uma pessoa que considero de valor - despreocupada mas cumpridora sem grandes conflitos dos seus deveres na limpeza. Capaz de pagar do próprio bolso algum produto que todos precisem (meteu lâmpadas na casa quando estas fundiram, comprou, assim como eu, papel higiénico várias vezes, depois deste acabar e é quase sempre a primeira a meter o dinheiro para as contas). E simpática. Sem manias.

Por outro lado, sei que ela vai estar melhor e isso deixa-me feliz por ela.

Noutro dia ouvi a «nova» inquilina a entrar acompanhada de um colega ao qual mostrou a casa, dizendo que era muito boa. Mostrou-lhe o quarto (o tal que aqui chamam de box - caixote) e disse-lhe que era muito bom, bem melhor que o dele. Concordo (mesmo sem conhecer o «dele») porque quando eu vi aquele quarto vazio gostei muito dele - mais do que do meu. Imaginei-me contente e mais produtiva naquele espaço pequeno do que no meu amplo quarto. Mas eu tento ser minimalista e ela chegou com tanto saco... que até hoje estão no chão, ao invés de terem encontrado um armário ou prateleira para estar. 


Ocorreu-me que ela talvez já soubesse que a outra ia desocupar o quarto e já estivesse a estudar a possibilidade de meter um amigo cá dentro. Não sou a favor de amigos a dividir uma casa partilhada com desconhecidos, porque quase sempre os dois acham-se mais «donos» do espaço e geralmente unem-se numa qualquer questão divergente. 

Pormenor da esquina do barracão com
a cerca do quintal. 

O que esta casa tem de bom não é o espaço, não é a temperatura, não é a qualidade - pois está quase a cair de podre e parece nunca ter sofrido obras de restauração. O que ela tem de bom é a localização e em segundo lugar, a tranquilidade. Se uma razão é puramente geográfica, a segunda deve-se ao tipo de pessoas que cá moram. Ou ao tipo de pessoa que predomina e estabeleceu «as regras» que outros apanham ao chegar. E esse segundo fator pode mudar sem mais nem menos. O que seria muito mau. As pessoas que cá estão a morar não fazem barulho algum. Falam-se, cumprimentam-se mas é cada qual para o seu lado, sem barulhos, sem música alta, sem conversas ao telefone aos gritos, sem muito alarido.



E isso, posso bem dizer, é muito, mas muito bom.

Qualquer pessoa que venha a seguir, é bom que goste do mesmo. E goste de limpar a casa - mas de verdade!! 



segunda-feira, 27 de abril de 2020

O meu bebé chegou!


Desse momento adiante passei todo o dia com um sorriso bobo e aberto. Não fechava.

Tantos receios e digo: veio lindo!!

Ela, porque é  uma scooter, é linda. Já a testei e fiquei impressionada como me equilibro bem naquilo nunca tendo andado numa. Mas falta o savoir fare. Falta que eu e ela sejamos um só elemento, em perfeita sintonia. Isso leva tempo.

É  mais pesada do que imaginei. Ou melhor: imaginei que não seria muito confortável transportar os quase 12kg de scooter na mão mas pensei possivel. O problema não está tanto no peso mas sim no tão pouco prático que se torna. O peso é desnivelado, o que exige duas mãos e por onde a agarrar também faz diferença. Se esta é a mais leve no mercado, tenho a certeza que este é um problema transversal a todas.

Dobra-se num formato tão compacto que é uma maravilha de se ver. Mas eu vou mantê-la montada porque....  Jesus!!

Não imaginam o quão moroso, senão mesmo impossível é conseguir com que o mecanismo funcione. Já sabia disto e vi muitos videos para me preparar. Chegado o momento de por em prática, nem mesmo seguindo as instruções consegui fixar o eixo. Eventualmente foi possivel mas nao consigo repetir a façanha. Sem duvida que isto requer muito uso até finalmente eu e ela sermos um só.

O desafio estava em recebê-la numa  casa cheia de italianos maldizentes. Já estavam a descascar quando decidi ir ter com eles e anunciar:

-"Tenho rodas!"

Mostraram um trato simpatico e até desinteressado MAS se eu nao intervisse naquele instante até agora estariam a tirar sarro. Se calhar estão à mesma.

É que eu decidi abrir espaço no armário da entrada. Para onde eles atiram totalmente ao calhas, coisas com as quais não se querem dar ao trabalho. Como roupas, sacos plasticos, duvets, sacos em papel com um livro recebido de presente há 2 anos, mantimentos alimentares, etc). Decidi arrumar ali a scooter. Nao é que fique muito contente. Afinal vou deixá-la à mercê da curiosidade alheia. E também corro o risco de a danificarem com tanto arremeço de objectos jogados para dentro do armário. Ou mesmo a usem quando me souberem ausente e a voltar tarde.

O meu bebé depois de testada
no cantinho que lhe reservei 


Por enquanto, vai ter de ser assim. Não vejo melhor lugar. Se pudesse teria-a comigo no quarto mas subir escadas com aquele peso sem saber dobrá-la? Não dá.

E fui dizer-lhes. Explicando a lógica. Pareceram não ter quaisquer problemas. Não levantaram objecções. Tao compreensivos e banais a respeito.... Se eu não os tivesse ouvido antes!

Apenas me disseram que podia remover o cartão que lá guardo para arranjar espaço. Ao que respondi que nao tinha cartão lá dentro, só um fino entre a parede e as prateleiras.

Então de quem é aquele cartão? - perguntaram, incrédulos.

Um é do senhorio, outro é da J. Está lá um autocolante com o nome dela.

Calaram-se.
No instante em que decidi interferir, o namorado da J. estava a interroga-la sobre a quantidade de espaço no armário que ela tinha. Estavam todos a falar que eu tomava o espaço todo para mim e afins... antes que começassem a extrapolir e uma vez que todos já me tinham visto com a scooter e nada disseram, abri o jogo.
Para calar a maledicencia.

Estava o namorado, que nem mora aqui, já  cantar de galo. E a namorada a queixar-se do cartão que eu ali tinha. Quando o papelão mais grosso e a ocupar o espaço é o dela. Alias, hoje nem pude despejar fora um plastico porque ela encheu ambos os contentores- o da reciclagem e o do lixo domestico - com papelão em apenas umas horas.


Eles já se estavam a queixar que nao ia haver espaço para eles, que eu tomava tudo para mim, quando na realidade pouco meu existe nas áreas comuns.

Naquele armario tive cartão dobrado entre a parede e as prateleiras, apenas um bom uso de espaço inutil e que ainda por cima fica quase invisivel. O cartão faz muita falta e usei-o inumeras vezes como base para corte. Alias, esta agora  a servir para isso mesmo, mas no meu quarto.

Desde o corona, é também ali que deixo os sapatos com que saio àl rua. Faz ate sentido que as rodas que vão circular no exterior não se aventurem pelo interior da casa e fiquem pela entrada.

Mas se isso me faz sentir segura?
Nem um pouco.

Aposto que a mais gorda já arquitectou um plano... talvez chamar o senhorio, como quem não quer a coisa... para lhe perguntar se pode tirar dali a parte que lhe cabe.

Não me sinto segura, porque oico-a a rondar o piso de baixo e ouvi-a a abrir o armário. Ela nao tem nada lá. Mas foi ali que meteu aa coisas deixadas pelos outros. Inclusive toda a dispensa do rapaz que está em italia.

Esse espaço na cozinha nem teve como ficar vazio, eles já estavam a colocar ali coisas deles. Só fazem é  transferir de um lado para o outro. Produtos perecíveis ali para que? Para atrair ratos, baratas?

E pena. Ali fica bem.
Mas se não dá para confiar é melhor tomar outras precauções. Depois penso nisso. Afinal, estamos a falar da mesma mulher que me desligava os cabos scart da tv e do geavador de dvd e que não sossegou até conseguir que a box com scart fosse substituída por uma sem. Ela andou a mexer no equipamento elétrico sem qualquer necessidade.

O triste é que, instantes antes da entrega, o windows do computador deixou de funcionar. O ficheiro exectável ficou corrompido e agora resta-me o smartphone, onde a velocidade de navegação e a escrita são um horror. Preciso de um teclado clássico.

Já a testei e fiz uma boa compra.
Agora só me falta o capacete com VISEIRA porque a quantidade de mosquitos que matei com o rosto nem vos passa pela cabeça. O primeiro acidente quase aconteceu por um ter entrado direto no meu olho. Tive de travar com cuidado e manter o equilibrio mas principalmente, a vigilância. É uma responsabilidade conduzir aquilo com pessoas à volta. Quero ir o mais de vagar que conseguir. Afinal, só quero com isto é descansar as pernas e encurtar o tempo perdido nas deslocações para o trabalho.

Fiquem bem!