Abri uma revista com aqueles questionários "pergunta-resposta" e deparei-me com:
P- "O que não perde na televisão"?
R - "O telejornal todos os dias, para estar actualizado".
Que resposta mais antiquada! Mas isto ainda existe???
Cheguei à conclusão de que andei sempre um pouco na vanguarda das tendências porque, muito sinceramente, nunca me preocupei em ver o Telejornal todos os dias! E não tinha problemas em dizê-lo.
No entanto, há 5 ou 10 anos, não ver o telejornal tinha uma conotação muito negativa. Na década de 90 eras mesmo quase ostracizado por te faltar esse hábito. Ninguém gostava que se descobrisse que não se era espectador do Telejornal. Era tabu! Ainda assim, não tinha porquê sentir vergonha em dizê-lo. Certamente não ia mentir, como a maioria da população portuguesa. Fosse a quem fosse que se perguntasse na rua o que não perdia na televisão, a resposta foi sempre "O Telejornal". Era a resposta segura, politicamente correcta, ninguém ia fazer pouco de ti por assistires a um programa informativo! No entanto, se a opção fosse para o entretenimento, a coisa não era bem vista. Por isso, alguns dos entrevistados de rua quando confrontados com a pergunta, "disparavam" de imediato o Telejornal e depois, como que a confessar o verdadeiro interesse, acrescentavam outro programa. Alguns homens complementavam a resposta com uma partida de futebol, que só lhes ficava bem. Mas jamais diziam que viam uma novela. Iam ser gozados e sentiam-se diminuídos. As telenovelas eram assistidas pelas mulheres! Era este o ambiente PRECONCEITUOSO que pautou, durante décadas, o colectivo. Algumas mulheres lá complementavam a resposta com "a telenovela", como que a confessar só então o que realmente não perdiam na televisão. Algumas sentiam, ainda assim, necessidade de se justificarem com "porque dá a seguir ao telejornal", ou "só de vez em quando".
Claro que, no meio disto tudo, havia quem realmente visse o Telejornal, mas a grande maioria regia o seu comportamento por estas hipocrisias sociais. Socialmente aceite era ver o Telejornal das oito (20h00), ver informação. O entretenimento era visto com piores olhos. O que mudou desde então!!
A meu ver, eram todos fracos, incapazes de assumir o que realmente gostavam por temerem o julgamento dos outros. Muitos, quando confrontados com os factos que se estavam a passar no mundo, nem sempre se saiam bem com as respostas. Um teste que rapidamente denunciava a falta de hábito de acompanhar as notícias pela televisão.
Agora tudo mudou. E tudo começo com a SIC, o primeiro canal independente de televisão. Só mesmo quem gostava e acompanhava a história da televisão antes e depois desta mudança social, sabe o quanto TUDO MUDOU desde então. Podemos até nos esquecer, mas a televisão é a responsável por grandes mudanças no mundo e na sociedade. De vez em quando, lá vem ela "agitar" as águas mais um pouco...
Não tenho dúvidas que esta próxima era pertence à internet e às novas tecnologias. Eu própria sou incapaz de ver televisão sem ter um teclado de computador agarrado à ponta dos dedos. O hábito de assistir televisão alterou-se por completo. Tenho saudades de estar sentada ou deitada e simplesmente ver um programa ou filme na televisão. Sem fazer mais nada! Mas tenho sempre outros interesses aos quais quero me dedicar e acabo por fazer mais que uma coisa ao mesmo tempo. Ver televisão e só televisão, é um hábito perdido, que já me deixa saudades, como afirmei. Bem que tento ver só "aquele programa", dando-lhe a máxima atenção, mas nunca que o computador abandona o colo ou está desligado...
Voltando ao Telejornal, de facto, nunca adquiri o hábito de ver o telejornal. Na verdade, era algo que me afligia desde muito nova. Não compreendia como, depois de ver imagens de crianças africanas a morrer à fome, as pessoas podiam retomar o seu quotidiano sem se sentirem afectadas. Deve ter começado por aí mas, na verdade, para quem não se importava de perder o Telejornal e preferia fazer outras coisas àquela hora da noite, a verdade é que não me sentia assim tão necessitada daquele bloco informativo para ficar minimamente a saber o que se passava pelo mundo. As notícias correm e sabem-se sem existir necessidade de as ver na televisão. Hoje em dia isto é ainda mais verdade, mas na década de 90 não havia a internet com motores de busca como o Google para pesquisar notícias! (A sociedade prepara-se para grandes mudanças nos hábitos de consumo!). E gostava de ver televisão pelas horas a dentro, de madrugada. Hábito mais comum agora e já há algum tempo, mas não tanto quanto antes. Por isso, agradava-me muito mais os blocos informativos "directos ao ponto" que passavam à uma hora da manhã. Se calhasse dar com um e este puxasse o meu interesse, não tinha porque não ver. Mas sintonizar propositadamente a televisão por isso, não era meu hábito.
Em televisão vi tudo: foi ela que me "ensinou e educou", foi babysitter. Preferia o entretenimento e essa é uma tendência compreensível. Quem não gosta de descontrair e tentar esquecer o que lhe angustia? Rir é o melhor remédio! O que via na televisão? Bem, tudo, na verdade! Desde aqueles documentários que muitos achavam enfadonhos e desinteressantes às telenovelas. Sim, eu via todas as telenovelas que passavam nos dois canais de televisão que existiam na altura. Não excluía a RTP2, como muitos faziam por preconceito ou preguiça de mudar de canal, pois era considerada elitista, um canal para "homens" ou "intelectuais", porque passava muito desporto, programas e filmes culturais. Tanto um quanto outro tinham coisas interessantes e variadas. Incluindo novelas.
As telenovelas é outro género televisivo vítima de preconceito. Lembro-me tão bem de andar na escola e já na época em que a SIC e a TVI davam os primeiros passinhos e ouvir uma colega perguntar a todos se viram o episódio da novela na véspera, toda entusiasmada e a querer comentar a história. Mas jurava a pés juntos que não via telenovelas! Sabia quem eram as personagens, qual o papel delas na história e tinha muita ânsia para debater a trama com outros, mas NÃO VIA A TELENOVELA! Ora justificava-se que tinha sido "só ontem", ou logo dizia que só conhecia o nome da personagem porque a avó via a novela, tinha a televisão ligada e ela como que era obrigada a ouvir! Mas sempre dizia que não as via e delas não gostava.
Hipócrita! Esta era mais uma que só via o telejornal...
Um homem ou o público em geral só admitia ver uma telenovela, quando esta era um MEGA ÊXITO, comentada por toda a parte, daquelas em que as personagens saltam do ecrã para verem os seus hábitos inserirem-se no quotidiano da sociedade. "Estou certo, ou estou errado"?, "Nos trinques!" - são duas expressões que andavam na boca de toda a gente na década de 80 para 90, graças a personagens de telenovelas como Sinhozinho Malta, da novela "Roque Santeiro" (1988/89) ou de Timóteo de Alenquer da telenovela Tieta (90/91), uma novela que mexeu completamente com a sociedade portuguesa. Ninguém se importava de admitir que a assistia. Fez furor, motivou discussões e pôs o país inteiro a ouvir a sua banda sonora e a tentar descobrir quem era a mulher de branco (personagem misteriosa dentro da trama).
Mas como tudo isto era entretenimento... todos sintonizavam a televisão para não perderem o TELEJORNAL!
Pelos vistos e a concluir pela resposta a este questionário, algumas pessoas em algumas zonas do país, ainda se sentem compelidas a colocar em primeiro lugar e como resposta aceitável, o TELEJORNAL como o programa a não perder na televisão. E para quê? Para estar actualizado! Não para se manter, mas para ficar... LOL!
E os telejornais? O que mostram?
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Televisão é ver o telejornal
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
Meo Deos!
MAIS TANGA QUE NÃO PRECISAMOS
Os anúncios, mais de sete, passam na televisão aproveitando a imagem popular e humorística dos Gato Fedorento. Mas afinal o que estão estes a promover?
"Chegou a televisão do FUTURO, com mais de 100 canais e capacidade de gravar o que quiseres até 60 horas"
Um serviço de televisão "do futuro". Mais promessas de melhor imagem, mais canais, mais vantagens tecnológicas... mais do mesmo. Tudo muito bem pago. Só canais, são mais de 100. Quantos exactamente, não se sabe. Pois certamente isso vai depender do quanto está disposto a desembolsar. Quer canais um tanto mais interessantes? Então pague!
Mais de 100 canais servem para quê?
-Para demorar mais tempo a fazer zapping.
Gravação simultânea e até 60 horas serve para quê?
-Para nunca se ver o que foi gravado.
Tudo não passa de excessos, como são os brindes oferecidos com a compra de embalagens ou packs de comida. "Merdinhas de plástico". Tudo só serve para nos tornar cada vez mais a todos numa sociedade de excesso de consumo, apática e acomuladora de tralha que depois não usa.
Já vi televisão com 1000/mil canais (sim, mais um zero: 100-0 = 1000).
Garanto que nem eu nem as restantes pessoas que ali procuravam distração conseguiam se interessar por qualquer canal que fosse.
Além de muito "lixo" televisivo, os poucos dedicados a passar filmes repetiam-nos com tanta assiduidade que em três dias e horas diferentes não só apanhei o mesmo filme a ser exibido, como exactamente o mesmo momento da cena.
Pobre Harrison Ford! Sempre a ser esmurrado!
Como não possuo nenhum dom mediúnico, a coincidência não passa do excesso de repetição da programação. E se pensam que o filme em questão era coisa recente e boa para se ver, enganam-se. Era um daqueles que todos conhecem e já passou na televisão dúzias de vezes.
Mais uma vez, creio que estão a querer vender gato por lebre. E neste caso, usam mesmo gatos!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Adoro Televisão!
Televisão Digital: a ditadura
No que diz respeito à evolução na tecnologia, o cidadão submete-se muito mais do que manda. Os interesses económicos ditam o fim do sistema analógico e estão em guerra para ver qual dos sistemas digitais, o HDD ou o Blue Ray vão ficar com a grande fatia do mercado. E nós? Submetemo-nos, porque mais nada podemos fazer.
A televisão Digital irá ser uma realidade definitiva em Portugal. No Brasil a cidade de São Paulo emite totalmente em digital desde 2 de Dezembro de 2007. Mas questões levantam-se, uma vez que o governo não decide se vai permitir o bloqueio do sinal para gravações.
Ou seja: ao nos enfiarem o sistema Digital pela garganta abaixo, estão é a introduzir um meio de terem mais poder e ganhar mais dinheiro. Para funcionar, é necessário uma espécie de “power box”, semelhante à fornecida pela TV Cabo Portugal, a tal que já provou que a imagem digital estagna e apresenta defeitos de pixéis. Um extra de plástico que o sistema analógico dispensa. Se for proibida a gravação de todos ou apenas um programa que seja, cá está o melhor direito do cidadão que tem televisão a ir embora: gravar o que vê. Vamos pagar, claro. Pagar mensalmente para ter este “luxo”. E se quisermos mais canais, “especiais” também pagamos mais uns extras. Pagamos também a power-box. Pagamos os “vídeos on demand”. E vamos comprar as séries que tanto gostamos, porque não dão para gravar da TV.
É isso que se ganha com a TV Digital. Tudo o resto acredito realmente, é treta!
Faz-me lembrar a sociedade de hoje, que nos impinge uma série de produtos de plástico sem utilidade alguma e faz as pessoas sentir que precisam daquilo para algo. Tal como os brindes do Happy Meal do MacDonalds!
Sempre tive televisão. E tenho muitos programas gravados nela. Primeiramente, recebi esta maravilha tecnológica por uma antena no telhado. Depois uma só antena não era suficiente- disseram. Muito melhor era a imagem por satélite! Isso é que era bom, era só vantagens. Então, passei a ter televisão por satélite. Poucos anos depois surgiu o cabo. Isto era a melhor invenção de todas! O sinal viaja debaixo da terra, o que garantia a melhor qualidade de imagem sem o risco de trovoadas estragarem algo, o vento, as intempéries do tempo… a televisão por cabo foi “vendida” ao povo português como a segunda maravilha do mundo da televisão! A primeira claro, sendo a própria. Então passei a ter televisão por satélite e por cabo. O cabo oferecia também um pacote especial, interactivo, onde podia consultar a programação, ver programas quando me apetecesse etc. Um serviço muito publicitado, amplamente introduzido no mercado no intuito de levar o povo a aderir a esta MAIS dispendiosa mas imprescindível tecnologia. Só que o resultado ficou bastante a quê das expectativas. E a TV Interactiva nunca viveu um boom.
Agora vem o Digital e o que nos garantem é um leque de maravilhas para os sentidos. Promessa essa que, se formos a ver, é sempre a mesma para cada mudança introduzida no mercado. Como as pessoas engolem sempre o mesmo argumento, é que é o mistério.
Do novo sistema de transmissão de televisão digital espera-se imagens PERFEITAS, livres de fantasmas e chuviscos (onde já ouvi isto antes? Mas isto já não foi cumprido?). De promessas seguem-se tudo o que é supérfluo e não “pegou” com a TV Interactiva: tv nos telemóveis, interactividade diversa… tretas. As tais merdinhas de plástico que estão sempre a impingir.
A verdade verdadeira, a derradeira verdade, é que o povo quer é acender a televisão, mudar de canais e só. Tudo o resto é treta. Tudo o resto é supérfluo, disso não precisamos nem tão pouco vamos usar.
A verdade verdadeira e derradeira é que as imagens que gravei do tempo em que estas se recebiam pelas ondas hertezianas da antena no telhado, mesmo gravadas por vídeos mono e tecnologicamente pouco avançados, apresentam melhor qualidade que as que gravei posteriormente, nesse então maravilhoso “futuro” tecnológico, de áudio digital e stereo, prometido pela tv por Cabo que afinal tinha á mesma fantasmas, chuviscos, ausência de legendagem ou total desorganização na mesma e a imagem a desaparecer frequentemente, coisa que a antena no telhado nunca deixou acontecer. Com a antena no telhado não pagava todos os meses para ter televisão. E as imagens, garanto, são hoje mais resistentes. Algumas foram copiadas para outra cassete de vídeo e sobreviveram até estes dias como cópias. Mas estão melhor que originais modernos.
Portanto: estão ou não a querer entrar no nosso bolso em troca de uma ditadura? Sabem que mais? Eu só quero aquela antena no telhado, contento-me com 4 canais (para quê 40 se não se vê nenhum?) e até, com apenas um aparelho de televisão. E quem sabe, um dia, até este não desaparece?
No que diz respeito à evolução na tecnologia, o cidadão submete-se muito mais do que manda. Os interesses económicos ditam o fim do sistema analógico e estão em guerra para ver qual dos sistemas digitais, o HDD ou o Blue Ray vão ficar com a grande fatia do mercado. E nós? Submetemo-nos, porque mais nada podemos fazer.
A televisão Digital irá ser uma realidade definitiva em Portugal. No Brasil a cidade de São Paulo emite totalmente em digital desde 2 de Dezembro de 2007. Mas questões levantam-se, uma vez que o governo não decide se vai permitir o bloqueio do sinal para gravações.
Ou seja: ao nos enfiarem o sistema Digital pela garganta abaixo, estão é a introduzir um meio de terem mais poder e ganhar mais dinheiro. Para funcionar, é necessário uma espécie de “power box”, semelhante à fornecida pela TV Cabo Portugal, a tal que já provou que a imagem digital estagna e apresenta defeitos de pixéis. Um extra de plástico que o sistema analógico dispensa. Se for proibida a gravação de todos ou apenas um programa que seja, cá está o melhor direito do cidadão que tem televisão a ir embora: gravar o que vê. Vamos pagar, claro. Pagar mensalmente para ter este “luxo”. E se quisermos mais canais, “especiais” também pagamos mais uns extras. Pagamos também a power-box. Pagamos os “vídeos on demand”. E vamos comprar as séries que tanto gostamos, porque não dão para gravar da TV.
É isso que se ganha com a TV Digital. Tudo o resto acredito realmente, é treta!
Faz-me lembrar a sociedade de hoje, que nos impinge uma série de produtos de plástico sem utilidade alguma e faz as pessoas sentir que precisam daquilo para algo. Tal como os brindes do Happy Meal do MacDonalds!
Sempre tive televisão. E tenho muitos programas gravados nela. Primeiramente, recebi esta maravilha tecnológica por uma antena no telhado. Depois uma só antena não era suficiente- disseram. Muito melhor era a imagem por satélite! Isso é que era bom, era só vantagens. Então, passei a ter televisão por satélite. Poucos anos depois surgiu o cabo. Isto era a melhor invenção de todas! O sinal viaja debaixo da terra, o que garantia a melhor qualidade de imagem sem o risco de trovoadas estragarem algo, o vento, as intempéries do tempo… a televisão por cabo foi “vendida” ao povo português como a segunda maravilha do mundo da televisão! A primeira claro, sendo a própria. Então passei a ter televisão por satélite e por cabo. O cabo oferecia também um pacote especial, interactivo, onde podia consultar a programação, ver programas quando me apetecesse etc. Um serviço muito publicitado, amplamente introduzido no mercado no intuito de levar o povo a aderir a esta MAIS dispendiosa mas imprescindível tecnologia. Só que o resultado ficou bastante a quê das expectativas. E a TV Interactiva nunca viveu um boom.
Agora vem o Digital e o que nos garantem é um leque de maravilhas para os sentidos. Promessa essa que, se formos a ver, é sempre a mesma para cada mudança introduzida no mercado. Como as pessoas engolem sempre o mesmo argumento, é que é o mistério.
Do novo sistema de transmissão de televisão digital espera-se imagens PERFEITAS, livres de fantasmas e chuviscos (onde já ouvi isto antes? Mas isto já não foi cumprido?). De promessas seguem-se tudo o que é supérfluo e não “pegou” com a TV Interactiva: tv nos telemóveis, interactividade diversa… tretas. As tais merdinhas de plástico que estão sempre a impingir.
A verdade verdadeira, a derradeira verdade, é que o povo quer é acender a televisão, mudar de canais e só. Tudo o resto é treta. Tudo o resto é supérfluo, disso não precisamos nem tão pouco vamos usar.
A verdade verdadeira e derradeira é que as imagens que gravei do tempo em que estas se recebiam pelas ondas hertezianas da antena no telhado, mesmo gravadas por vídeos mono e tecnologicamente pouco avançados, apresentam melhor qualidade que as que gravei posteriormente, nesse então maravilhoso “futuro” tecnológico, de áudio digital e stereo, prometido pela tv por Cabo que afinal tinha á mesma fantasmas, chuviscos, ausência de legendagem ou total desorganização na mesma e a imagem a desaparecer frequentemente, coisa que a antena no telhado nunca deixou acontecer. Com a antena no telhado não pagava todos os meses para ter televisão. E as imagens, garanto, são hoje mais resistentes. Algumas foram copiadas para outra cassete de vídeo e sobreviveram até estes dias como cópias. Mas estão melhor que originais modernos.
Portanto: estão ou não a querer entrar no nosso bolso em troca de uma ditadura? Sabem que mais? Eu só quero aquela antena no telhado, contento-me com 4 canais (para quê 40 se não se vê nenhum?) e até, com apenas um aparelho de televisão. E quem sabe, um dia, até este não desaparece?
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