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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Meo Deos!

MAIS TANGA QUE NÃO PRECISAMOS
Os anúncios, mais de sete, passam na televisão aproveitando a imagem popular e humorística dos Gato Fedorento. Mas afinal o que estão estes a promover?





"Chegou a televisão do FUTURO, com mais de 100 canais e capacidade de gravar o que quiseres até 60 horas"


Um serviço de televisão "do futuro". Mais promessas de melhor imagem, mais canais, mais vantagens tecnológicas... mais do mesmo. Tudo muito bem pago. Só canais, são mais de 100. Quantos exactamente, não se sabe. Pois certamente isso vai depender do quanto está disposto a desembolsar. Quer canais um tanto mais interessantes? Então pague!

Mais de 100 canais servem para quê?
-Para demorar mais tempo a fazer zapping.

Gravação simultânea e até 60 horas serve para quê?
-Para nunca se ver o que foi gravado.

Tudo não passa de excessos, como são os brindes oferecidos com a compra de embalagens ou packs de comida. "Merdinhas de plástico". Tudo só serve para nos tornar cada vez mais a todos numa sociedade de excesso de consumo, apática e acomuladora de tralha que depois não usa.


Já vi televisão com 1000/mil canais (sim, mais um zero: 100-0 = 1000).
Garanto que nem eu nem as restantes pessoas que ali procuravam distração conseguiam se interessar por qualquer canal que fosse.
Além de muito "lixo" televisivo, os poucos dedicados a passar filmes repetiam-nos com tanta assiduidade que em três dias e horas diferentes não só apanhei o mesmo filme a ser exibido, como exactamente o mesmo momento da cena.

Pobre Harrison Ford! Sempre a ser esmurrado!

Como não possuo nenhum dom mediúnico, a coincidência não passa do excesso de repetição da programação. E se pensam que o filme em questão era coisa recente e boa para se ver, enganam-se. Era um daqueles que todos conhecem e já passou na televisão dúzias de vezes.

Mais uma vez, creio que estão a querer vender gato por lebre. E neste caso, usam mesmo gatos!

http://www.techzonept.com/archive/index.php/t-96292.html

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Adoro Televisão!

Televisão Digital: a ditadura

No que diz respeito à evolução na tecnologia, o cidadão submete-se muito mais do que manda. Os interesses económicos ditam o fim do sistema analógico e estão em guerra para ver qual dos sistemas digitais, o HDD ou o Blue Ray vão ficar com a grande fatia do mercado. E nós? Submetemo-nos, porque mais nada podemos fazer.

A televisão Digital irá ser uma realidade definitiva em Portugal. No Brasil a cidade de São Paulo emite totalmente em digital desde 2 de Dezembro de 2007. Mas questões levantam-se, uma vez que o governo não decide se vai permitir o bloqueio do sinal para gravações.

Ou seja: ao nos enfiarem o sistema Digital pela garganta abaixo, estão é a introduzir um meio de terem mais poder e ganhar mais dinheiro. Para funcionar, é necessário uma espécie de “power box”, semelhante à fornecida pela TV Cabo Portugal, a tal que já provou que a imagem digital estagna e apresenta defeitos de pixéis. Um extra de plástico que o sistema analógico dispensa. Se for proibida a gravação de todos ou apenas um programa que seja, cá está o melhor direito do cidadão que tem televisão a ir embora: gravar o que vê. Vamos pagar, claro. Pagar mensalmente para ter este “luxo”. E se quisermos mais canais, “especiais” também pagamos mais uns extras. Pagamos também a power-box. Pagamos os “vídeos on demand”. E vamos comprar as séries que tanto gostamos, porque não dão para gravar da TV.

É isso que se ganha com a TV Digital. Tudo o resto acredito realmente, é treta!

Faz-me lembrar a sociedade de hoje, que nos impinge uma série de produtos de plástico sem utilidade alguma e faz as pessoas sentir que precisam daquilo para algo. Tal como os brindes do Happy Meal do MacDonalds!

Sempre tive televisão. E tenho muitos programas gravados nela. Primeiramente, recebi esta maravilha tecnológica por uma antena no telhado. Depois uma só antena não era suficiente- disseram. Muito melhor era a imagem por satélite! Isso é que era bom, era só vantagens. Então, passei a ter televisão por satélite. Poucos anos depois surgiu o cabo. Isto era a melhor invenção de todas! O sinal viaja debaixo da terra, o que garantia a melhor qualidade de imagem sem o risco de trovoadas estragarem algo, o vento, as intempéries do tempo… a televisão por cabo foi “vendida” ao povo português como a segunda maravilha do mundo da televisão! A primeira claro, sendo a própria. Então passei a ter televisão por satélite e por cabo. O cabo oferecia também um pacote especial, interactivo, onde podia consultar a programação, ver programas quando me apetecesse etc. Um serviço muito publicitado, amplamente introduzido no mercado no intuito de levar o povo a aderir a esta MAIS dispendiosa mas imprescindível tecnologia. Só que o resultado ficou bastante a quê das expectativas. E a TV Interactiva nunca viveu um boom.

Agora vem o Digital e o que nos garantem é um leque de maravilhas para os sentidos. Promessa essa que, se formos a ver, é sempre a mesma para cada mudança introduzida no mercado. Como as pessoas engolem sempre o mesmo argumento, é que é o mistério.

Do novo sistema de transmissão de televisão digital espera-se imagens PERFEITAS, livres de fantasmas e chuviscos (onde já ouvi isto antes? Mas isto já não foi cumprido?). De promessas seguem-se tudo o que é supérfluo e não “pegou” com a TV Interactiva: tv nos telemóveis, interactividade diversa… tretas. As tais merdinhas de plástico que estão sempre a impingir.

A verdade verdadeira, a derradeira verdade, é que o povo quer é acender a televisão, mudar de canais e só. Tudo o resto é treta. Tudo o resto é supérfluo, disso não precisamos nem tão pouco vamos usar.

A verdade verdadeira e derradeira é que as imagens que gravei do tempo em que estas se recebiam pelas ondas hertezianas da antena no telhado, mesmo gravadas por vídeos mono e tecnologicamente pouco avançados, apresentam melhor qualidade que as que gravei posteriormente, nesse então maravilhoso “futuro” tecnológico, de áudio digital e stereo, prometido pela tv por Cabo que afinal tinha á mesma fantasmas, chuviscos, ausência de legendagem ou total desorganização na mesma e a imagem a desaparecer frequentemente, coisa que a antena no telhado nunca deixou acontecer. Com a antena no telhado não pagava todos os meses para ter televisão. E as imagens, garanto, são hoje mais resistentes. Algumas foram copiadas para outra cassete de vídeo e sobreviveram até estes dias como cópias. Mas estão melhor que originais modernos.

Portanto: estão ou não a querer entrar no nosso bolso em troca de uma ditadura? Sabem que mais? Eu só quero aquela antena no telhado, contento-me com 4 canais (para quê 40 se não se vê nenhum?) e até, com apenas um aparelho de televisão. E quem sabe, um dia, até este não desaparece?