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terça-feira, 29 de abril de 2025

O apagão que desligou metade da Europa

 

Portugal, Espanha, Parte de França, Bélgica e Marrocos.

Pelos vistos foram estes os países europeus, todos na área geográfica da Península Ibérica, os atingidos por um ainda por explicar apagão. Qualquer fornecimento de eletricidade deixou de ser facultado. Hospitais, quaisquer serviços - até as pessoas a viajar em carruagens de comboio - agora que tudo é elétrico - ficaram onde estavam até ao momento da eletricidade se desligar. 

Esquentadores eletricos caseiros - deixaram de poder aquecer a água, nenhum fogão elétrico pode o substituir. Os telemóveis também deixaram de funcionar e os que estavam a perder bateria não tinham como carregar. Nada de redes sociais, wifi, semáforos que ordenam o trânsito, automóveis elétricos, elevadores, caixas multibanco, caixas registadoras, fontes noticiosas. Enfim, a dependência da eletricidade, algo que venho a apontar aos meus faz muito tempo, ficou exposta. 

A VIDA não funciona mais sem eletricidade. 

Acho que devíamos criar uma existência alternativa, onde tudo na sociedade continuaria a funcionar minimamente bem, caso um dia o "cordão" fosse cortado. 

 

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Trancado no quarto a falar Frances



O rapaz que vai-sair afinal, ainda vai demorar a fazê-lo. Só quase em Dezembro é que se vai embora. Vai mudar-se para França - que foi sempre o seu objectivo. 

Decerto não se recorda de o ter mencionado uma vez, no chat. Por isso, devido ao clima de secretismo que os Italianos impuseram no ambiente da casa - pois nada é mencionado à minha frente - devem ter achado que esta sua saída vem como uma surpresa. E os cuidados que procuram ter para que eu não escute nada a respeito de nada, deve fazê-los pensar que nada sei ou imaginar que estou em pulgas para o saber. 

Nada mais errado. Não quero saber. Isso é o mais interessante. Tanto aprontaram, que ganhei-lhes uma quase indiferença. Se sangram, se riem ou se choram... é lá com eles. Já não me aflijo como seria de minha natureza. E nada neles realmente apanha-me de surpresa, por já os conhecer intimamente. Não aquela intimidade que é física, mas a psicológica, o que a pessoa realmente é em termos de carácter. Sem as máscaras.


Então o rapaz, que neste ano e meio nunca ficou fechado no quarto por coisa alguma - muito menos pelas primeiras horas da manhã - sempre enfiado que fica na sala por horas e horas sentado à mesa diante do computador - hoje decidiu não sair do quarto. Oiço-o ao telefone, a falar num tom bem mais alto que o habitual. É natural, quando se fala ao telemóvel, projectar a voz. Mas até isso ele tinha o cuidado de não fazer - para que não pudesse ser escutado. Nenhum problema em falar com uma voz normal diante dos outros - apenas se eu estivesse por perto é que vinham aqueles silêncios, os suspiros, deixando de ver no computador o que fosse que estivesse a ver e regressando ao me verem sair da divisão. 

Ele não se lembra de ter revelado que contava mudar-se para Nice antes de Dezembro. Nem se lembra de uma pobre coitada que trouxe cá para casa para transar, que ousou mencionar que dali a seis meses esperava mudar-se para Nice - lançando-lhe um olhar matador. Coitada... Nunca mais apareceu para uma segunda dose. E pensava ela que ia viajar com ele!!

Não têm boa memória - só uma memória selectiva, distorcida, que oculta o que fazem. 
Quando passei pela porta a caminho da cozinha - claro que se escuta o som da pessoa a passar - ele teve o cuidado de parar de falar em francês ao sentir-me perto. E é por eu estar perto, que está fechado no quarto. Nem ao WC foi ainda. E se for, vai de mansinho, ao andar de baixo. Para passar despercebido já que estou em casa. Caso contrário? Duvido que não estivesse pela sala. Não há cá mais ninguém.

A respeito do "novo" inquilino, não se sabe nada, a não ser que tem o mesmo nome daquele que vai sair. Conversei com o "mais recente", que me contou que ficou um pouco triste por o senhorio não ter escolhido o amigo que ele recomendou. E na conversa, disse-me que não conhecia este novo, que ele não fazia parte do circulo de amigos dos que cá estão. Foi "arranjado" pelo que-vai-sair

E a mensagem da cobra venenosa, antes dela a ter apagado, dizia: "Assim sabemos com o que podemos contar!".

Ah sabem, sabem.
Sabem mesmo, não há dúvida!
Ahah. O facto é que nem conhecem a pessoa.

O único critério utilizado é ser ITALIANO.
E foi recrutado (a palavra é esta) pelos mafiosos cá de casa. Que têm uma necessidade praticamente psicótica em ter o controlo absoluto. 

Agora relembro as palavras que este-que-vai-sair me disse quando o senhorio meteu cá dentro a tal rapariga que eles usaram como marioneta. Eu disse-lhe que ela parecia muito simpática e tinha simpatizado com ela, por ter um sorriso muito aberto e aparentemente franco e ele, secamente só respondeu:
-"Parecem todos simpáticos ao início".

Estava TÃO PREOCUPADO!!!
Não estava no controlo. Não tinha sido ele a decidir.
E precisava ficar no controlo o mais rapidamente possível.  Estava a preparar-se para isso.
Porque para ele, esta é a SUA casa. 
Ele decide, ele controla quem cá entra, o que se faz, ele manda.


Ela foi "recrutada" e usada por eles para me atingir. E por isso e por ser uma miúda, festeira, altiva, imatura e fácil de manipular, eles lá a suportaram. Mas aceitar? Não, não aceitaram. Tivesse ela ficado mais tempo e teria percebido que eles já começavam a demonstrar sinais de saturação. A mais-velha cada vez que a mencionava a mim era com desprezo. E cada vez que falava de mim a ela, era com desprezo. Não dá para disfarçar a sua natureza.






terça-feira, 25 de julho de 2017

OK - o que é que está mal aqui??



Um incêndio de largas proporções deflagrou na Riviera Francesa. A notícia veio «anexada» à evacuação da atriz Joan Collins - que tem casa em Sain Tropez e daí o «gancho» para atrair leitores. Porém o corpo da notícia que li no site do Mirror centra-se no incêndio em si e não apenas no tweet que a celebridade fez a propósito. 

E é então que me deparei com isto.


Tradução: As autoridades locais informam que existem bombeiros feridos e UM está hospitalizado mas não existem notícias de mortes, ao contrário de fogos similares que mataram dezenas noutros locais a sudoeste da Europa, nomeadamente PORTUGAL

Portugal...
Mencionado como o EXEMPLO do país europeu com mais notoriedade sobre fatalidades durante incêndios. E isso é triste, muito triste. Por todo o corpo da notícia pode ler-se constantemente "Nenhuma morte". O incêndio é de proporções gigantes, consumiu já hectares de floresta, é na Riviera Francesa, uma zona cheia de iates de mansões, o forte vento pode tornar a sua extinção bem mais difícil e no entanto, continuo a ler "Nenhuma fatalidade", "nenhuma morte". Nem de bombeiros, nem de cidadãos anónimos, nem de celebridades, nem sequer de animais (foram evacuados cavalos, lol). 

NENHUMA MORTE



Se de facto um incêndio de grandes proporções num local paradisíaco pode consumir vegetação em larga escala SEM CAUSAR FATALIDADES, então realmente algo de muito errado acontece em Portugal. 

Os incêndios podem existir. Existem. São talvez incontornáveis. 
Mas as fatalidades?? 


Portugal INCAPAZ de prevenção.
INCAPAZ de intervenção imediata.

Incapaz de impedir A MORTE num cenário dantesco.

Mas se FRANÇA pode, porque não pode PORTUGAL??

O QUE ESTÁ MAL??

sábado, 23 de julho de 2016

Um artigo diferente sobre guerra e fome


A guerra e a fome. Quem já refletiu sobre o assunto? Quem sabe que, na Rússia, eram cometidos atos de canibalismo, mesmo entre familiares, tamanha era a fome? Começavam pelos velhos e criancinhas... Quem sabe que no Japão come-se até hoje todos aqueles animalzinhos repugnantes - os rastejantes, como baratas, grilos, minhocas, porque tudo ficou devastado e ninguém encontrava nada para comer?

Faz poucas gerações, mas tanto esvanece... Em França, um bloqueio dos prussianos colocou Paris em fome. A solução eventualmente passou por comer.... ratos. Vendidos em lojas. Até animais de Zoo serviram para alimentar o povo. E receitas hoje estranhas foram executadas com elefantes...

Ler sobre aqui.

Montra da loja ParisienseAurouze, em Les Halles.
Com mais de um século de existência,
vende produtos para eliminar animais parasitas.



sexta-feira, 15 de julho de 2016

Era o que eu mais receava que acontecesse após o mundial de futebol...


Hoje despertei para ficar chocada e solitária para com os nossos irmãos franceses. Ainda ontem, por brincadeira e por causa de um jogo de futebol, eles viraram os nossos adversários. Hoje, infelizmente, voltamos a estreitar os laços que nos unem, por causa de uma tragédia.

Um camião avançou sobre uma multidão numa rua de Nice, durante a noite das celebrações do feriado nacional a 14 de Julho. O veículo pesado percorreu 2 Km sem ser imobilizado, usando como asfalto os corpos de inocentes que apanhou pelo caminho. Nenhum peso de consciência assolou o motorista. Resultado: A frança vai ter de enterrar cerca de 90 cadáveres por estes dias.

Como é isto possível??

Onde estava a segurança das celebrações, o que tinham planeado, como não foi possível parar o veículo antes de mais mortes acontecerem? Que catástrofe triste, verdadeiro motivo para chorar e sentir pesar. 

Era o que eu mais receava depois do mundial de futebol... Uma desgraça, um acto de terrorismo. 


E agora, nós, portugueses, esquecemos as coisas do futebol e voltamos a sentir pesar pelas perdas injustas de frança. Dois povos fortes e resistentes, unidos contra actos de terrorismo, crueldade e assassinato em massa. Que jamais triunfarão. Voltamos a estar solidários com os franceses. Juntos pela paz.



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ainda sobre o jogo portugal-frança.... eu, que não entendo de futebol


Vi o vídeo do momento em que Cristiano vai ao chão e não achei que existisse falta. O árbitro não marcou uma e penso eu, que não entendo disto, que fez bem. 

Depois vi esta imagem - de um momento que não sabia ter ocorrido. E tenho de dizer que não gosto. Aqui sinto que foi intencional. 


Presumo que o árbitro marcou aqui uma falta. Quem viu sabe dizer?

domingo, 10 de julho de 2016

Quebrou-se o jejum


Bom, e a minha intuição não falhou. Para o finalzinho, quando despertei da soneca e soube do acontecido aos 25 minutos do jogo, ela começou a inclinar para a possibilidade da taça vir para este lado. 

Afinal toda aquela menção a frança, os constantes hinos a aparecer do nada, era sinal de que desta é que era... Kkkkk.

O meu receio é que nos comportemos, como povo, que nem parvinhos, bêbados e doidinhos por causa disto. Mas ao ver ali mesmo no campo, as bancadas repletas de adeptos em vermelho e verde parados que nem cordeirinhos, após vitória declarada e taça gigante já a entrar em campo, percebi que os receios provavelmente são infundados.


Até achei que aquelas pessoas eram francesas disfarçadas de portuguesas Ahahaha.

Bom, agora é aturar as buzinadelas lá fora. 
Esperar que todos se divirtam sem acidentes nem incidentes.


Agora é arranjar algo que fazer, talvez ver um filme, porque voltar a dormir é que não dá :)

Bon déjeuner. 





SOMMES CHAMPIONS

sábado, 9 de julho de 2016

Futebol: sei quem vai ser o campeão


Hoje escutei a hino francês em quatro ocasiões enquanto a TV esteve ligada e passavam programas vários, desde história a humor. 

Recordei e foi mencionado, a invasão de Napoleão a Portugal.

Quer isto dizer alguma coisa?
Nada! Provavelmente.



Portugal nunca venceu a França numa final. Pode ser que todos estes "sinais" queiram dizer que é desta que o hino será outro. Mas se não for, também não vejo problema algum.

França tem uma comunidade de emigrantes Portugueses muito grande, que deve sentir-se triste por ter de optar. E é apenas um jogo. Vença quem vencer, que vença acima de tudo o desporto e a camaradagem.

No que me respeita, fico feliz por isto me proporcionar um convívio familiar. E como no jogo anterior isso parece ter trazido sorte, vamos  repetir o ritual. Amanhã come-se marisco. :)