Metereologia 24 h

domingo, 11 de janeiro de 2026

A aberração do Trump que revela como trata o povo americano que devia bem servir

 


Eu vi. Já procurei por toda a parte mas não encontro o vídeo que mostra o momento em que o polícia fronteiriço, sem qualquer justificação que valide o recorrer ao disparo de arma de fogo, dispara vários tiros numa condutora matando-a a sangue frio. 

O vídeo que vi não é o que aparece mais amiúde nas redes sociais. Vi o mais completo, que, inclusive mostra por segundos o corpo ensanguentado da mulher que ainda há segundos estava viva, saudável a dizer ao policial que não tinha nada contra ele e simplesmente queria sair da sua casa transportando um cão de grande porte na parte de trás do carro. Acabou assassinada a tiro diante dos olhos de quem o presenciou. 

O que tem o presidente da América a ver com tudo isto?
TUDO!

Porque o chefe-maior do Estado fez um comunicado dizendo que vai sempre apoiar a polícia fronteiriça (ICE) e que - pasme-se, não vai existir investigação sobre o acontecido. Disse também ser "surpreendente que o agente esteja vivo" e que claramente foi um caso de "legítima defesa". 


Eu vi. A mulher estava dentro de um carro que ia manobrar. O polícia estava perto do carro. A traseira do carro pode ter roçado no polícia mas aquele que fez os disparos nem sequer chegou a cair ao chão. Até porque os disparos - três seguidos, se escutam antes mesmo da manobra terminar. O carro estava a mesmo a virar naquele instante quando se dão os disparos. Se o policial já estava junto à janela da vítima, então como pode esta tê-lo atropelado?  

Foi logo bala na cabeça. Provavelmente à queima-roupa. 

Depois surgiu um video supostamente filmado pelo agente em causa. E neste vê-se este a dobrar-se para a frente como que a desviar-se do veículo e de seguida, só se escuta o BAQUE do carro a bater noutro, já a condutora estava morta porque os disparos foram dados ANTES desse baque.

Portanto: primeiro foram os disparos - que nem surgem no audio do video feito pelo suposto polícia. O que é curioso, porque se escuta de imediato e se vê o carro a bater assim que o suposto agente tinha "acabado de ser atropelado". Omitiram o som dos disparos, como é obvio, foi "apagado".  Nesse vídeo, pela posição do automóvel já quase a bater, o suposto "agente" se dobrou depois dos disparos. 

No vídeo geral, vê-se uma pessoa que deve ser policial a aproximar-se da traseira do carro quando este está a manobrar. De imediato se escutam três disparos. Aquele que dispara está fora do alcance do carro, paralelamente à condutora. Nem numa imagem nem noutra fica claro que foi o automóvel que causou algum "ataque". Até porque a condutora, claramente a fazer uma manobra para sair dali, tinha dito ao polícia incorporado que havia acabado de parar e sair do seu carro patrulha usando um lenço a tapar a cara (provavelmente vinha com ares de poucos amigos) que não tinha nada contra ele, enquanto uma outra mulher do lado de fora do carro, a filmar com um telemóvel a cena, ao o ver a dirigir-se à traseira do carro, claramente lhe diz: "Nós não vamos mudar a matrícula do carro. Ainda vai ser a mesma quando estiveres aqui e voltarmos". 

O agente diz que ela manobrou o carro para o atingir. Só que o suposto "toque" do carro com o agente não é visto em vídeo algum e, obviamente, se os disparos foram imediatos e ele é visto em vídeo de pé é porque NEM CAIU!!! 

 Já levei com um carro de lado e este tirou-me os pés do chão. Aterrei sentada mas uma coisa digo: Ficar de pé é que não se fica. 

Parece-me uma acção EXAGERADA com um fim definitivo traumático e fatal por uma coisa muito banal. Mas a polícia fronteiriça americana nunca ouviu falar do uso de ARGUMENTAÇÃO? O polícia que a baleou também a chamou de "Puta de merda", mesmo antes do baque do carro com outro.

É assim que a polícia americana reage? Tem muito que aprender com a nossa sobre como manter a calma e agir para acalmar os ânimos! (espero que não surja uma excepção portuguesa nos noticiários amanhã). Numa situação minimamente hostil dentro do próprio país, com uma mãe americana sem arma de fogo que deixa três filhos que não devem ser tão adultos assim porque ela, Rene Nicole Good tinha apenas 37 anos!!! O filho mais novo, de seis anos, já havia perdido o pai. Dia sete, pelas mãos de Jonathan Ross, também perdeu a mãe. A criança é agora orfã.


Jonathan Ross, o agente que assassinou uma cidadã americana numa clara reação de desdém pela vida humana e abuso de poder está em dívida para com o seu filho de seis anos. Para com os seus amigos, para com a sua mãe que está a sentir a dor da perda de uma filha numa situação tão escusada e injusta, para com os outros dois filhos que nunca mais vão poder escutar a sua voz ou ligar-lhe para perguntar seja o que for ou contar o que seja. 


Jonathan Ross, o homem que agiu MUITO MAL sobre pressão. E nem sequer era assim tanta pressão. Se é com esta facilidade que um agente treinado reage a uma situação em que nem existiram ofensas ou agressões, se é assim que vai para uma manifestação em que as "armas" dos manifestantes são palavras, apitos e telemóveis nas mãos... E apareceu já de cara tapada porquê? Já tinha decidido fazer o que fez??

Vingança por algo lá no passado? Ódio a mulheres? A gays? A pessoas que transportam cães no banco das traseiras do carro? A pessoas que dizem "não tenho nada contra si, não lhe vou fazer mal algum"? Por ter ouvido " a matricula vai ser a mesma quando voltarmos?". 

Ah América. A Eterna "land of cowboys and Indians".The love for guns!

Acho que qualquer cidadão sensato, em qualquer parte do mundo ia achar isto muito errado! Sem ter dúvidas algumas. Ainda mais na América que gosta de se autoproclamar uma terra livre, cheia de direitos... 

Right! The right to get a bullet in your head if you dare to move or manifest a diferent opinion!
To me that is the definition of dictartorship.


Esqueçam os filmes, com disparos a torto e a direito que nunca atingem ninguém e que levam a perseguições automóveis infindáveis. Isto é a vida real, que é bem diferente dos filmes de Hollywood. Imensas testemunhas, uma filmou a coisa toda... mas o vídeo que circula por aí é o feito pelo próprio polícia - dizem. Existe um outro, que mostra o disparo. 


FIquei estarrecida. Escandalizada. Tenho sido a primeira a apoiar que a polícia americana merecia mais respeito por parte dos cidadãos. Mas o que vi neste vídeo - embora estejamos a falar de um certo tipo de polícia fronteiriça e não da geral, é assustador. Revoltante. Mas o pior é o POUCO CASO dado ao caso. Até mesmo nos nossos meios de comunicação. É o tipo de notícia que costuma ser bombardeada a cada noticiário, a cada meia-hora. Porque não está a ser?

Medo do Trump?
Que disse aquela baboseira de querer a Groenelândia?
O que vem a seguir?
Uma união com o arqui-inimigo Russo e vão querer invadir Portugal também?

Na próxima segunda-feira dia 12 quatro vereadores do PS vão apresentar na Camara de Lisboa um voto de repúdio pela morte de Renee Good. Gostava de acrescentar o meu voto a essa acção de repúdio!

4 comentários:

  1. Abateu a senhora.
    Pura e simplesmente.
    Nojentos.
    Boa semana

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  2. Sem dúvida, Pedro.
    Mas encontro outras coisas alarmantes nas notícias que ainda saem sobre esse assunto. É que os títulos dizem "homem que disparou". Nunca mencionam que MATOU.

    Parece até que tudo é escrito para AMENIZAR o resultado.

    E que essa "inclinação" para conduzir a narrativa de forma a favorecer o culpado transpira para os media portugueses PREOCUPA-ME.

    Se fossem uma vítima negra, talvez a palavra ASSASSINATO e MORTE estivesse colada continuamente ao acontecido - só porque assim me parece ser a norma. Desta vez, a pesar de tudo ter acontecido a um quilómetro de distância do notório assassinato de um homem negro há uns anos - parece que a cor da pele nos EUA influencia as palavras utilizadas para descrever um homicídio.

    Vi um título recente em que dizia que o polícia sofreu "hemorragia interna". Acredito mais depressa que foi isto que inventaram para branquear a sua acção do que ele ter realmente sofrido qualquer dano físico. Uma coisa que não podem adulterar é que ele NEM SEQUER CAIU AO CHÃO.

    O que fez foi reagir com extremismo numa situação em que lhe era exigido, profissionalmente, que mantivesse a calma e não lhe subisse nada à cabeça.

    Nas notícias diziam que "o ano passado" ele foi hospitalizado por ter sido atropelado. Ou seja: sobre ele - e coisas que venham a desculpar a sua acção, não pára de brotar assunto.

    Acho que a comunidade tem todo o direito de se manifestar e tem todo o meu apoio. Deviam espelhar-se nos movimentos "Black lives matter" (aliás, onde estão estes sobre este tema de "abate" de um indivíduo injustamente?) e bombardear os media com exemplos de como boa pessoa era a vítima. Inclusive mostrar os filhos maiores (?) e o de seis anos que já não tinha pai e ficou tão estupidamente sem mãe.

    Este indivíduo agiu MUITO MAL no desempenho da sua função. Passou da linha. Não devia sequer voltar a exercer qualquer profissão que implique arma de fogo. Já para não dizer que precisa de tempo na CADEIA. Para reflectir na forma como decidiu, com TRÊS tiros, remover de alguém o direito a viver.

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  3. Doença galopnte na América do Trampa. Bom e belo dia e resto de semana agradável que aqui, Covilhã, brrrr de arrepio e sem pio ', ")

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  4. Também tenho assistido aos dramas que se passam por aí e fico estarrecida.
    O Trump é completamente doido e todos os dias comete barbaridades que me espantam. Não sei até onde pode ir a maldade desse homem louco.

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