sábado, 11 de julho de 2026

 

Tenho estado constipada nesta última semana de altas temperaturas. Bom, se estão altas não sei realmente. Pois eu sinto é frio. Uma simples aragem é sentida com muito desconforto, como se fosse uma maleita. E lá começo eu a tossir. Tanto que me parece que os pulmões poderão arrebentar se não parar. 

Tenho conseguido gerir a condição e estou só a dar tempo para que passe. Acredito que, se descansar amanhã, depois de ir trabalhar hoje, é altamente provável que na segunda, terça feira, esteja bem. 

A questão é que tenho ido trabalhar à mesma. 

Num lugar com ventoínhas industriais ligadas por toda a parte e onde observei que, incrivelmente, todas as pessoas ao chegar carregavam aparelhos de ventalização portáteis. Uns maiores que outros, mas todos bem mais que uma simples ventoínha de mão. 

"Como é que vou conseguir "fugir" a tudo isto?" - pensei, 

Além as aragens naturais presentes por todo o lado, tinha também de evitar os "tsunamis" individuais de vento frio que parecem agradar a todos - menos a mim. 

Todas me pareceram instrumentos de tortura. 

Mas sabem o que estava agora aqui a pensar?
Ontem, quando estava a trabalhar, já tinha finalizado as minhas tarefas e tive imensa vontade de ir ao WC me aliviar. Segurei essa vontade por algum tempo mas quando o que estava a fazer - que podia ficar em pausa sem problema - ficou completado por o tempo que era necessário - arrisquei e FUI AO WC.

Não vi o gerente para o informar mas porra... é só uma ida ao wc quase no final do expediente, com o trabalho todo feito. 

Sou ou não sou uma pessoa autóoma com direito de ir ao WC a capacidade para avaliar qual a melhor altura para o fazer sem causar stress à tarefa? Caramba... e FUI. 

10 minutos depois regressei no meu passo apressado e mal um colega me viu - ele que tinha recomeçado a tarefa que deixei provisoriamente completa - logo gritou: "Onde tu estavas?"

Quando estava a subir as escadas para chegar ao WC estava a refletir que nem seria um problema se trabalhasse num escritório, o fato de precisar ir ao WC. Porque a pessoa está a fazer o seu trabalho, sabe que tem vontade, levanta-se, alivia-se, e volta ao trabalho. 

Mas em armazéns e outro género de trabalho mais "escravizador", essa autonomia e forma de tratar o funcionário como um ser adulto e responsável com direitos básicos - não funciona assim. 

Está certo que algumas pessoas usam uma ida ao wc como pretexto para fazer chamadas telefonicas, empatar o trabalho, conversar, etc. 

Mas não devem os "parvos" ser o modelo-base para os outros. Que se empenham tanto, que até vão trabalhar em condições menos favoráveis de saúde. E nem uma "cagadinha" rápida para ajudar a expelir o virus do organismo a pessoa pode fazer!

Retomei a atividade que tinha deixada completa mas que entretanto precisou de um Top Up.
E tive aquele colega sempre com os olhos fixados em mim, sem compaixão alguma pelo meu estado. Aliás, quando na véspera lhe pedi para desviar uma mega-ventoinha para que o ar não me atingisse diretamente, ele fez, mas instantes depois voltou a posicioná-la na minha direção. Ao que eu fui e posicionei-a um pouco de lado para não me atingir. E ele voltou a reposicioná-la. O que até era estranho porque a ventoinha na posição que a coloquei deitava o ar diretamente para ele. Acabei por criar um "forte", usando duas peças de trabalho ali à mão para criar uma barreira contra o ar frio. 


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