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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Moda COVID

 




ESPERO QUE NAO PEGUE.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Entre o ceu e a terra


E ainda vim a tempo de dizer que fiz praia em Agosto. 

FLORES NO CÉU 
 

 

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

116 12

 Cento e desasseis fotografias e dolze videos.

É esta a contagem da primeira tarde de passeio em Lisboa.



Haja espaço de armazenamento para tanta coisa!

Como é que voces solucionam este problema?


Adenda: mais 9 fotos e 3 vídeos =125 fotos e 15 vídeos

sábado, 22 de agosto de 2020

A ida ao centro de testes Covid19

A maior dificuldade que encontrei foi encontrar alguem com carro disposto a me levar ate la.


O acesso ao teste para o Covid-19 so esta disponivel por Drive trough. 


Marquei um teste para mim, outro para a minha amiga. Ja que estava a ajudar-me, perguntei se tambem o queria fazer e ela, claro, disse que sim. Mais por a oportunidade ter surgido que por receio de ter vindo a ser contaminada. Ela é daquelas que diz "Deus ta no comando", nao vê utilidade em usar mascara, nem em ficar fechada em casa. Viaja, passeia com a familia, tudo sem mascara e sem levar desinfectante consigo. A distancia social tambem nao a preocupa no contexto laboral. "Se tiver de ser nao ha nada que voce possa fazer. E entregar a Deus!".- diz.

Ao chegar somos informados das regras de funcionamento. Uma mulher de luvas e mascara, atraves do vidro da janela do carro, que tem de permanecer fechada, explica que e proibido ter "dash cam" (camera de tablier), e proibido fazer videos, nao se pode abrir as janelas do carro ou sair da viatura, so se pode conduzir a 5Km à hora e se precisassemos de ajuda, durante o percurso colegas dela explicariam o que fazer. Depois quis nos identificar e fe-lo atraves da matricula do carro. Havia a registado no site meia hora antes.  Todo o registo e marcacao e feita online, no proprio dia. (Bem diferente do serviço telefónico). 

A senhora pede-nos um documento de identificacao e, atraves do vidro, cada uma de nos lhe mostra o passaporte.



Seguimos em frente, passando por muitas lombas. Uns homens de mascara no fundo da estrada gesticulam a direção a seguir. Acenei-lhes em reconhecimento e o carro virou à direita. Nova paragem e outra mulher de luvas e mascara (sem a viseira, bata ou megafone como a da imagem) desta vez posicionada do meu lado, o do passageiro (que no Reino unido é à esquerda) nos pergunta se trouxemos desinfectante para as maos, luvas ou lenços de papel. 

Minha amiga abre a janela do carro para ouvir melhor e e-lhe dito para a fechar, so pode abrir um dedo de espessura (o que me fez entender a força de contagio deste virus, pois nem o ar que vem do interior dos carros aqueles profissionais querem arriscar respirar).

Minha amiga nao tinha esses itens consigo mas eu, prevenida, respondi que tinha. 
- "nossa, voce esta mais que prevenida" - diz ela, sempre achando que é demais.



Desinfectamos as maos com gel e a funcionaria, que tambem pergunta se ambas vamos fazer o teste, entra dentro do casebre do qual tinha saido à nossa chegada, voltando a sair trazendo dois sacos plasticos. De um deles remove do interior um outro saco, que por sua vez, contem outro saco com o kit em si: um cotonete medio e um frasco com um pouco de um liquido avermelhado no interior.



Explica como funciona a colectagem e diz que existem instrucoes no interior. Se tivermos dificuldades ou nao conseguirmos fazer o teste a nos mesmos, eles ajudam.

Tanto esta mulher como a da portaria começou por perguntar se haviamos estado ali antes. Como a resposta foi negativa devemos ter recebido a explicacao completa, destinada a estreantes.

Seguimos caminho. Mais distancia, mais lombas a cada 3 ou 4 metros, mais uma curva à direita, seguida por outra à esquerda. No final desse caminho improvisado por divisorias, outra curva à direita, seguida de estacionamento. 

O carro parou onde uma placa dizia que era para parar. A uma boa distancia mesma à nossa frente, no que seria uns quatro a cinco carros de cumprimento, estavam mais funcionarios. Estes nao se proximaram e percebi que era ali que deviamos fazer o teste.

Passageiro 1 e passageiro 2. Era assim que vinham identificados os kits. Entreguei o 1 à minha amiga e fiquei com o outro. Ela abriu o saco e procedeu à leitura das instrucoes em voz alta, naquele seu ingles meio partido, mas que nao a impede de se fazer comunicar claramente.




Ela despachou-se primeiro. Eu comecei a fazer o teste depois dela terminar o seu. Li as instrucoes para nao cometer erros. O mais facil de se cometer acidentalmente, a meu ver, é tocar com a cabeca do cotonete na mao, na roupa, no saco, em qualquer lado, ja que o teste e feito dentro do carro. 


As instrucoes diziam para comecar por raspar os cantos da boca ao lado das amigdalas por 10 segundos, e depois, com o mesmo cotonete, escolher uma narina e proceder a colecta, enfiando o mais possivel cotonete no interior, mas parar se sentir resistencia. Um movimento de rotacao era necessario, entre 10 a 15 segundos. Optei pelo tempo maximo, concentrando-me na profundidade e contando os segundos na minha mente.

Acho que a minha amiga nao ligou a isso.



Tossi duas vezes apos tirar o cotonete raspador da garganta. É um sitio onde se sente vontade de tossir. Minha amiga tossiu durante e depois. 

No nariz a dificuldade nao foi tao grande quanto a esperada. Ja vi colectores mais longos que aquele, que era do cumprimento de uma caneta.

Segui as instruções conforme as figuras. No final da colecta, enfiei o cotonete no frasco vermelho, fechando bem. Foi enfiado no saco transparente com zipper do qual nenhuma de nos retirou o lenço de papel. Por sua vez esse saco foi enfiado noutro, onde a minha amiga escreveu o seu nome. 



Estava a tirar uma caneta da mala quando me lembrei que a senhora que nos entregou os kits disse para nao fecharmos o ultimo saco. Minha amiga tinha fechado. Então ela fez sinais de luzes com os farois do carro, para chamar ajuda. Um dos homens no toldo em frente apareceu diante da janela dela.

-"Eu fiz asneira e fechei o saco, e agora?"

Num ingles pessimo, quase imperceptivel, o homem explica que mais à frente ajudam.

-"Poe seu lixo no saquinho e leva consigo" - diz minha amiga.

- "ja tenho tudo na mochila" - respondi.

Seguimos caminho, sempre sem sair do carro, sempre a 5km à hora. Curva à esquerda seguida de uma direita. Avista-se outro casebre com uma funcionaria fora, outra dentro. Minha amiga acelera, querendo quebrar a chatisse dos 5km por hora. 

Ela trava mesmo diante da mulher. Explica que selou o saco, mas ouve como resposta que tem de mostrar o conteudo. Depois de verificar o conteudo de ambos os sacos (suspeito que era suposto verificar de outra forma), informa que no faz mal o saco estar fechado e procede a nossa identificacao. 


Como minha amiga escreveu seu nome no saco perguntei se tinha de fazer o mesmo. Mas nao obtive resposta, porque a funcionaria estava a pedir pela identificacao, um codigo QR enviado por email. Como minha amiga nao me providenciou uma conta de email na altura em que registei, mostrou o SMS que eles tambem enviam, supostamente tambem aceite. Mas foi a placa do carro que foi sempre usada para dar inicio ou apressar todo os procedimentos. Com a matricula do carro os funcionarios sabiam os nossos nomes e tinham acesso ao resto das informacoes disponibilizadas online. Entre elas as nao perguntadas: nao apresentavamos sintomas e trabalhamos numa funcao considerada profissao essencial. (O que quer dizer que nao paramos de a exercer durante o lockdown, nos mesmos moldes necessarios antes do Covid). 



A funcionaria pede à minha amiga para encostar o codigo de barras contido no saco plastico junto ao vidro da janela do carro e passa um leitor de scanner. De seguida, pergunta-nos a nossa data de nascimento e pede a identificacao. Os passaportes, à vez, tambem sao encostados na janela. 

Por esta altura ja me tinha dito para selar o saco com o kit, que tambem foi encostado ao vidro e lido pelo scanner. A funcionaria foi para dentro do casebre e trouxe um caixote preto forrado com um saco branco. Pediu para abrirmos a janela so um pouco e atirar-mos os kits para dentro do caixote.

Assim foi feito.

Minha amiga desejou-lhe um bom fim de semana e seguimos caminho.

Todo o procedimento, desde a chegada na portaria, onde nos pediram identificacao (antes da primeira descrita aqui) ate este ponto, levou 23 minutos.

Os resultados sao enviados por email ou SMS em 48h.







segunda-feira, 30 de março de 2020

De quarentena num espaço desagradável


Vocês não sabem, mas o quarto que alugo ainda não está totalmente terminado da remodelação que sofreu em Dezembro. Para os que não sabem, enquanto viajei para Portugal para lá passar o Natal, o senhorio ficou de derrubar uma parede, para aumentar a área da divisão. Disse ele, várias vezes, que era algo simples e rápido de fazer. Não ia demorar mais que um dia. Duas semanas depois, quando regressei de madrugada, o rosto dos meus colegas de olhos esbugalhados ao me verem, disse-me tudo. Esperavam que eu ficasse aborrecida, porque o quarto ainda não estava pronto. Não tinha sequer a cama montada. Foram precisos mais dias para terminar e pintar as paredes. Eu não fiquei fula. Decidi ser compreensiva e esperei, paciente. 

Só que já estamos em Abril (praticamente) e a minha paciência esgotou-se. Foi substituída por nervos. Nestes quatro meses foram inúmeras as vezes que mencionei ao senhorio que precisava, em particular, de ter as prateleiras montadas. Deixei claro que o resto podia esperar, mas as prateleiras eram vitais. Tenho muitos livros e objectos para ali colocar. O que for a arrumar no restante espaço vai depender do que conseguir enfiar naquele. Pedi-lhe tanta vez com jeitinho, ofereci-me para o fazer eu mesma, ofereci-me para pintar as tábuas que tapam a canalização de branco - porque ainda nada disto foi feito. Tudo o que ele fez de lá para cá foi aparafusar as tábuas que tapam os canos junto ao chão. E isto por malícia, pois tinha-lhe sugerido que as fixasse de modo a que a de cima pudesse ser removida e expliquei porquê: por causa do barulho de pancadas. As águas ao passarem pela canalização, produzem um som de semelhante ao do uso de um martelo. E eu descobri quando me pus a limpar o imenso pó que os canos tinham que, aplicando ligeira pressão entre um tubo e outro, esse som desaparecia. Volta a aparecer, mas, voltando a aplicar uma ligeira pressão, é impressionante como o som de batidas vai embora. Acho que é uma razão bem válida para deixar uma tábua presa com fechadura e não com pregos.

Quem é que gosta de dormir num quarto no qual, cada vez que alguém vai ao WC que fica ao lado, além de se escutarem todos os sons escatológicos, traz o som de batidas de martelo?

As casas no Reino Unido são barulhentas por defeito. O chão range (e não é pouco), as correntes de ar fazem as portas bater... e aqui ninguém usa persiana. Todas as janelas são tapadas apenas com cortinas, o que nunca permite total escuridão. Podes levar com aquela claridade da manhã na cara que isso é considerado banal. Se te queixares, acham que és "florzinha de estufa", uma pessoa problemática.  

O senhorio esteve cá em casa há dois dias. Ele sempre aparece sem avisar, entra sem cerimónias e "passeia-se" pela casa como se nada fosse. Traz leite que mete num dos frigoríficos e serve-se da chaleira para beber chá. É uma atitude um tanto invasiva, mas teve de ser aceite por todos para cá morarmos. Ao contrário do que esperava, não me fez confusão. Para mim ele é apenas mais um dos muitos que já vi circularem cá dentro. Tanto me faz que seja ele ou uns 50 italianos. Ao menos com ele por perto sei que os outros contêm-se um pouco e até ficam aborrecidos. E isso não é desvantajoso. Só que ao vê-lo cá, ele que diz que não tem tempo para nada... aquilo revoltou-me. Na tarde anterior tapei a abertura onde antes estava a parede com uma cortina branca. Foi como um bálsamo!

Subitamente pareceu-me recuperar a sensação de bem-estar que viver no quarto sempre me deu. Já não aguentava mais olhar para o fundo do que outrora foi a parede do WC e ver aquelas tábuas que tapam os canos. Há tanto que quero fazer ali para disfarçar aquela feiura, coisas que guardo trancadas há tanto tempo e que não aguento mais que seja assim! Cheguei ao limite da paciência e da bondade. 

Pus uma cortina para não ter mais de olhar para ali. E, como disse, senti-me imediatamente melhor. É como se aquele anexo de espaço não existisse. E o quarto voltasse a ter as dimensões originais.  

E se não tiver o quarto para estar, não tenho muitos outros espaços onde possa estar com o mesmo nível de conforto e tranquilidade. Os italianos ocupam a sala logo pelas 8h da manhã e só saem de lá pela meia-noite. Continuam a almoçar todos juntos, na mesa, comigo ali na cozinha e na sala, sem nunca estenderem um convite ou perguntarem se tenho algo para comer. 

Hoje vi tão claramente os olhos da mais-velha a fulminarem um deles. Trata-se do namorado da rapariga do andar de baixo. Eles nunca gostaram dele. Aceitam a sua presença (como aceitam a minha ahha) e com ele falam, porque, afinal, é italiano. Mas acham-no parvo, idiota, não gostam dele. E na realidade, não o incluem nas suas rotinas, a menos que seja esta de almoçarem ou jantarem juntos. Afinal, se a namorada almoça o namorado não ia ficar de lado. Mas é só por essa razão. Não o convidam a sentar e ver um filme com eles, por exemplo. 

Como disse, vi os olhos da mais-velha a fulminar o gajo quando ele dirigiu-se ao jarro de filtro e água, carregando uma garrafa cor-de-rosa. Despejou água para o interior e deixou o jarro, quase vazio, em cima da bancada. 

A mais velha estava a observar tudo muito atentamente e a "matá-lo" com os olhos. Mas a culpa é da namorada dele. Também me enerva ir buscar água e encontrar o jarro vazio. Enerva estar sempre a encher o jarro com água e outra pessoa vem, serve-se e deixa-o vazio. E ela sempre fez isso. No ano e meio que cá vive, nunca a vi repor a água que tira do jarro. Quem chega a seguir é que tem de o fazer. Noutro dia, enchi o jarro de água e fui lavando louça enquanto esperava que a água no jarro pingasse pelo filtro, para então encher um copo e saciar a sede. Nisto ela sai do quarto direta à cozinha, pega no jarro, enche a garrafa com água e sai satisfeita de volta para o quarto.  Foi aí que decidi: se não sabes encher o jarro de volta, já não me vais ver a fazê-lo por ti!

Quem o faz é a mais-velha. Os outros... não querem saber. No passado ela chegou a colar um post-it onde escreveu "encham o jarro". Sei que o fez porque culpava-me a mim de o encontrar vazio. Mas a culpada era outra italiana que cá morou, uma que nunca limpou nada na casa e costumava até deixar a louça que usou suja para outros a lavarem. Este comportamento dela foi encorajado pela mais velha, que o procurou ocultar adoptando a postura de limpar e lavar por ela. É que, se és italiano, nunca tens pecado. Nunca erras, nunca fazes um mal, tudo tem uma explicação. A "explicação" que a mais-velha me deu, mais tarde, para a ausência de práticas de limpeza da italiana (e não era a única) é acreditar que ela era um pouco "posh" (metida a rica). Justificou-o dizendo que acha que ela tem uma empregada que faz tudo por ela na sua casa em italia.

(inserir cara de "não me gozes")


Oh pá... a sério?? A sério que esta tipa me disse este absurdo? Então porque tem uma mulher que vai lá limpar-lhe o pó aos móveis justifica-se que veja os colegas de casa como seus empregados??

Comigo, que sou portuguesa, essa desculpa não pegava. Mas numa casa cheio de italianos a funcionar como uma matilha, quem é italiano pode fazer o que quiser. É o cartão "sai da prisão" do jogo do monopólio. A responsabilidade vai recair sempre sobre outro alguém. No caso do jarro com água, já não sou eu - que encho-o até a máxima capacidade cada vez que lhe dou uso - mas o "inquilino emprestado" - o namorado da rapariga, por quem eles não nutrem simpatia.


quarta-feira, 25 de março de 2020

Ver um anjo

Estava a fungar, à  medida que despertei. Procurando na minha mente se nariz entupido é sintoma de Covid-19 e lembrando que instantes antes quando foi ao WC também ouvi fungar o colega que nao está a respeitar a quarentena e sai à rua sem protecção. Nisto acabo por abrir os olhos e Vejo. 


quinta-feira, 19 de março de 2020

terça-feira, 17 de março de 2020


Ovos, farinha, carne, peixe, pizzas, amendoins, bolachas, leite, comida pré-congelada, agua engarrafada, comida congelada, vegetais congelados, massas, arroz, produtos de higiene como papel higienico, tampoes, pensos, desinfectantes, produtos de limpeza, fraldas, fórmula para bebé. Acabei de listar tudo o que não se encontra nos supermercados no Reino Unido.

Esquerda: supermercado hoje ao meio-dia.
Direita: as mesmas prateleiras ontem, às 7h da manhã.
Supostamente deviam ter papel higiénico, foi tudo preenchido com chocolates.
É o único artigo que não está a ser comprado.

Sinto-me parva. 
Sou uma pessoa que gosta de armazenar. Mas vivendo numa casa partilhada onde o espaço é limitado, não tenho os hábitos que teria caso vivesse sozinha.

Secção dos legumes congelados
Nao tenho por isso arroz, nem ovos, nem farinha, agua. Papel higiênico tenho porque esse armazeno no quarto, onde o espaço é partilhado comigo apenas. Nao tenho muito mas penso que dará para umas semanas. Mas já nem sei. Da maneira como isto está, talvez este nao volte as prateleiras ou custe ouro.

É tudo uma incógnita.

Prateleira dos pacotes de bolachas, foto tirada ao meio-dia de hoje.
Às seis da manhã estava cheio.

Cá por casa já estão dois. Um vive fechado no quarto o dia inteiro. Só sai quando sente que a costa está italiana lá pela hora do jantar. Mas é a rapariga que teve sorte no meio de tudo isto. Não só conseguiu meter cá toda a familia por duas semanas antes mesmo da Itália decretar o fecho das fronteiras, como na mesma altura conseguiu contrato de trabalho. Agora está por casa, descansada, 24h na companhia do namorado. Relax. Nao tem de ir trabalhar, nao vai ser demitida e vao continuar a pagar-lhe. Encontrou um hobbie dos que duram um tempo indeterminado e ocupam a mente. Mas mesmo que não o arranjasse, tem cá o namorado a viver, sempre lhe faz companhia e algo mais. Mantem contacto com a familia e esta envia-lhe coisas pelos correios. Digamos que podia ser muito mais "chato", se o isolamento fosse maior. 

Para alguns isto pode ser encarado como uma espécie de férias. Eu continuo a tentar trabalhar o máximo que conseguir. Viro-me agora para o meu segundo emprego.

Com precauções, sempre.
A Páscoa está para vir.

Ao descer as escadas percebi que sentia os joelhos. Também julgo ter a sensação que sinto os pulmões. Pelo sim, pelo não, fiz o "teste" da respiração que encontrei online: Se conseguires respirar fundo e prender a respiração por mais de 15s, quer dizer que ainda não tens o "vírus" porque este, antes de deixar os sintomas aparecerem, prejudica os pulmões.

Verdade ou mentira, não sei. Mas bati o recorde da minha vida ao manter a respiração presa durante 1 minuto.

Hoje, quando me aventurei na busca de mantimentos
A praça pública e as esplanadas estão mais cheias de gente do que o que seria normal num dia de semana. Carrinhos de bebé por todo o lado. O supermercado lotado de bebés. As pessoas não temem o virus. Temem não ter o que comer caso fiquem meses por casa. Fui trabalhar às 2 da manhã. Quando passei pela rua principal, fiquei surpresa ao escutar o barulho de festa, vozes no convívio. Um dos bares ainda estava aberto. Não é comum. No Reino Unido um bar não fica aberto depois das 22, 23h. A uma segunda-feira no meio do caus do Cóvid-19, abriram uma excepção: a malta jovem estava toda reunida cá fora, na esplanada, a beber e a escutar música quase às 2h da manhã.


Enfim...
Sem muito mais para se dizer ou fazer, vai-se blogando.