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terça-feira, 3 de março de 2026

Isto fez-me rir sem parar Ahah!

 

Vejam se gostam deste tipo de humor. 


sábado, 10 de janeiro de 2026

(Ainda) O caso dos Anjos e da rúbrica de humor da Joana

 

Já faz algum tempo mas levantou questões importantes, quando o grupo de cantores Anjos decidiu levar a tribunal a humorista Joana Marques. Só agora deparei com a "resposta" de um outro humorista à opinião de uma "jornalista", que decidiu dar o seu ar de graça sobre este assunto na sua rede social: Escreveu Sandra Felgueiras o seguinte: 

«É tudo lindo quando não é connosco. Quando o discurso de ódio, travestido de neo-nazi, de ayatollah ou humorista, não nos toca a nós».

Relembro que o caso foi, durante o exercício da sua função na rádio, Joana Marques fez humor com uma apresentação dos Anjos num evento. Qualquer pessoa tem liberdade para o fazer. Eu, tu, qualquer uma. A partir do momento em que se debate um evento público, é super natural. Não existiu da parte da Joana qualquer extrapolação ou tentativa de humilhação. Mas o grupo ficou com o ego ferido e achou que isso lhes dava justa causa para extorquir uma reparação financeira avultada, alegando perdas profissionais resultantes de uma atuação infeliz que tiveram. Os Anjos tudo fizeram para a apagar das redes sociais, conseguindo mesmo que desaparecesse. "Faz de conta que nunca existiu". Só que não apagaram tuuuudo... e o conteúdo digital público e livre foi parar à Joana, que decidiu fazer humor. 

Pessoalmente acho BEM MAIS preocupante que esta situação transpire traços de obsessão e a necessidade de controlo absoluto da narrativa, quando percebi que os Anjos haviam mesmo conseguido DELETAR contas que exibiam a sua exibição em todo o tipo de rede social. Mas... quem é que faz isto? A imagem pode ser tua... mas se é figura pública, durante um evento público, a executar uma função para o público, que ainda por cima era cantar o Hino NACIONAL... claramente não lhes pertence em exclusividade. Com que direito a queriam "apagar" para todo o sempre?

Foi exatamente o que tinham conseguido. Até a Joana fazer humor. E aí.... Jesus. O ego! O ego magoado, a mentalidade distorcida... mas já chego lá. 


O que descobri só hoje foi que um outro humorista, Fernando Rocha, ao ver aquele post da Felgueiras a respeito do caso Anjos-Joana, dando, no meu entender, uma de boa samarita "iluminada" mas ao lado, decidiu deixar aquela "pérola". Ao que o humorista respondeu:  

Ahah! Ri. E gostei. Da inteligência superior, da perfeição, do encaixe. 

Apetecia-me comentar de forma semelhante: 

«É tudo lindo quando não é connosco. Quando o discurso de ódio, travestido de Madre Teresa de Calcutá,  caridade, empatia, não nos toca a nós».

De facto, só mesmo estando num universo um pouco paralelo é que alguém que se diz tão iluminado, bondoso, caridoso, ousa comparar o humor português ao fascismo neo-nazi e ao terrorismo ayatollah e estar  a falar a sério. 

Nossa! Que no-sense. Que besteira... que... Ego. Acho que ter o ego insuflado deve ter sido o fator que a levou a prestar "solidariedade" com os Anjos. Não tem nada de solidariedade, tem a ver com a doença do "eu" que têm em comum. Com a identificação, a necessidade de controlo. Uns reconhecem os outros. 

O objetivo deste post não é trazer de novo à baila o debate sobre o direito da liberdade do humor mas evidenciar a problemática do EGO. 

Egos tão afetados que são incapazes de ver as coisas por outro prisma que não o do próprio ego. Não aceitam fatos, falhas. Têm sempre de ser perfeitos e estar no controlo das situações. Se surgirem evidencias do contrário, têm de ser erradicadas, eliminadas. Deixar de existir... faz lembrar algo relacionado com o neo-nazismo referido por Sandra Felgueiras, não faz? Pois faz! Isso sim, tem tudo a ver com a Censura fascista e nem se pode comparar a uma piada.

Os Anjos terem apagado todos os vídeos a circular nas redes sociais não é uma piada. Foi uma realidade. E é assustador. É revelador de uma necessidade de controlo absoluto. 
Tão neo-nazi... 

Isso é que é verdadeiramente ASSUSTADOR. 

Não tem piada as exigências que impuseram dizendo terem sido financeiramente prejudicados mas sem conseguir revelar ao tribunal quanto ganharam durante o periodo do alegado "prejuízo" em que continuaram a fazer espetaculos. 

Isto sim é assustador e não tem piada alguma. 

Porque é revelador. 

Revelador da necessidade de adulterar, manipular e controlar. Com origem não num sentido de justiça e erro sofrido mas num ego gigante. Quanto mais poder pessoas assim têm, mais estragos fazem. E aí sim, chegam os Hitlers e ditadores desta vida... Sem a capacidade de aceitar uma crítica ou sequer uma pitada de humor. E sem humor, gente, sem humor... a liberdade tem os dias contados. 

As pessoas que sofrem desta DOENÇA mental distorcem a percepção do "eu" isolado e inserido na sociedade. A visão das pessoas muito centradas nelas mesmas e que honestamente se consideram melhores que a maioria (egocêntricas) NUNCA as vai permitir ter a empatia, solidariedade, bondade, generosidade que alegam e apregoam possuir. É tudo faz de conta. A modéstia que dizem ter é falsa. E nunca serão capazes de aceitar isso porque não se vêm como realmente são: egocêntricas.




quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O que fiz enquanto esperava a chegada do ano? Obrigada a todos e a todos vocês SAUDE e boas energias!

 

Passei o ano a ver entrevistas e programas americanos no youtube. Mas... programas gravados na década de 1970. E foi fantástico! Ri com muito gosto de piadas com 50 anos de idade, vi artistas já há muito falecidos a falar deles mesmos com naturalidade e autenticidade. Acompanhei números coreografados de dança e canto. ADOREI. Enquanto via pensava: "Prefiro estar aqui a ver isto que é tão prazeroso do que sintonizar algo mais actual a dar na televisão". 

Por isso deixo aqui para vocês também apreciarem.

BEIJINHOS e abraços calorosos de afeto para todos, mas em particular para quem, neste instante, está com muita vontade e saudade de um. 

Fiquem bem, fiquem com saúde. 
Simplifiquem vossas vidas ao máximo e riam. 



2008

1971





domingo, 3 de abril de 2022

A importância do humor

 
Se o Will Smith alguma vez tivesse se sujeitado a um destes, talvez soubesse aguentar uma piada. 

Não passa de uma pálida piadola sem qualquer consequência ou maldade, aquela que Chris Rock soltou durante os óscares, quando assistimos a roasts como estes. Vejam e riam muito. 

A meu ver a defesa do humor é essencial na sociedade. Só ele pode combater cancros como a cultura cancel, o politicamente correto, etc. Sem humor as pessoas guardam todo o seu vil ódio para dentro e explodem. Ficam chateadas e guardam rancores. Tornam-se violentas e criam guerras. Matam. Destroem. Odeiam.

O humor, meus caros, é para a vida o que um pulmão é para o corpo humano.

Tão essêncial como é ter liberdade e respeito. Merecedor de defesa acérrima, por representar tudo o que nos faz falta. Combate a opressão, a depressão, remove tensões, destrói "elefantes" na sala, impede o silêncio das verdades, faz frente aos poderosos e arrogantes.

Que haja sempre humor sem limites. Humor é amor!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Comédia Física no Fox

O canal Fox Movies presenteou-nos a semana passada com o melhor que se fez em comédia britânica e francesa na década de 60 e 70. Uma relíquia! 

Para quem não conhece, foi uma altura em que a comédia absurda e física, quase circense, atingiu grande popularidade. 

Os britânicos fizeram a série "Carry on"(em portugal traduzido para "Com jeito vai...), alternando o título final. Por exemplo: Carry on... Seargent, Carry on... Nurse, Carry on... Teacher, Carry on Cléo (1964), passado no egipto, fez comédia com Júlio César, Marco António e Cleópatra. 


Tanto os filmes britânicos e franceses têm em comum utilizarem sempre os mesmos atores para todos os papéis. O leading men para os Carry On foi o ator Kenneth Williams, suportado por Sid James, Joan Sims, Charles Hawtrey e o ainda vivo Jim Dale

Pulando para a França, por lá o ator principal foi Louis de Funès, detentor de uma energia e expressividade impressionantes. Quase sempre mau humorado (mas bem intencionado), o ator popularizou-se neste estilo e foi protagonista de filmes como "O peito ou a perna", onde interpreta (Brilhantemente) um crítico gastronómico. 

Entre os dois países, confesso ter apreciado mais a comédia francesa. Não desmerecendo a britânica. 


A acutilância com que Louis largava as falas é de impressionar. 

Numa rápida pesquisa, soube que o seu pai era espanhol e a mãe, Leonor Soto Reguera, espanhola-portuguesa.

A França é talvez o país que acolheu uma grande parte da emigração portuguesa, principalmente na década de 70. Mas também nos anos 20. Por incrível que pareça, já estamos a falar da passagem de tempo equivalente a um século! Não há lugar na terra para onde um português não tenha emigrado. 





segunda-feira, 8 de abril de 2019

Anedota real: a lua-de-mel


"A Maria-Elisabete rezou para que nevasse no dia do seu casamento." - pergunta um apresentador de TV à concorrente.

Maria-Elisabete responde.

"Sim, rezei para que nevasse. Estavam 32 graus. Tive 20 centímetros na lua-de-mel".


Daqui:




Comece a ver aos  5.52


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Implicâncias incoerentes


Li um comentário no youtube onde a pessoa escreveu que não gostava de comédias televisivas porque os risos eram falsos. Sabem? Aquelas risadas gravadas que colocam... como se isso impedisse que existisse comédia. 

Nada mais... sem sentido. A pessoa em questão até mencionou uma sitcom que é gravada com audiência ao vivo, pelo que, muitas das gargalhadas são reais, não fictícias. 

Quem tem preconceito com a comédia, muita vez fica-se por este argumento, julgando que é o que basta para o validar. Mas penso que é o contrário. Uma história cómica não deixa de o ser pela presença de gargalhadas "enlatadas". Porém, compreendo e não me faz confusão que haja quem não goste de as ouvir e isso as impossibilite de apreciar um produto. Há quem tenha um humor muito seco... não admite risos, ahahaha! Daí a total falta de empatia. 


Ora..., apetece-me sublinhar umas realidades sobre o universo televisivo/cinematográfico

Os efeitos sonoros introduzidos artificialmente não se limitam a gargalhadas nem estão limitados à comédia. Este é, talvez, o género que menos recorre aos "artifícios sonoros" para agradar. O género mais puro! Praticamente TUDO o que se escuta filmado é FALSO.  Principalmente a forma de falar das pessoas. E alguns diálogos... totalmente inverosímeis. Se me perguntarem o que me faz "dessintonizar" uma cena filmada, vários factores contribuem para isso e o principal é o ruído sonoro. Vou listá-los, porque é mais fácil. 

1) Som de pneus a chiar
2) Sons de murros
3) Sons de lâminas  
4) Som de perfuração de facas no corpo humano
5) Som de pancada na cabeça 
(e que ainda por cima deixa de imediato a pessoa sem sentidos, sem feridas que deitam sangue e sem problemas físicos ou cognitivos. É uma soneca. Só nos filmes!)
6) Música sempre a tocar durante cenas de interacção entre pessoas 
(geralmente ausente na comédia sitcom mas comum em cinema) 
7) Música durante perseguições automobilísticas
8) Som de tiros
9) Som de tiros, explosões, pancadaria, perseguição automobilística e música em simultâneo 
(dessintonizo mentalmente e só regresso quando sinto o ruído desfalecer).
10) Diálogos ditos «à vez» como se o cérebro fosse colectivo entre um grupo de pessoas
11) A própria forma de falar do actores 
(não tão poucas vezes a forma como se fala para filme é diferente da forma de falar na vida real. E isso é tão verdade hoje quanto o é ao escutar um filme mais datado. Somente a consciência disso não está ao alcance de todos)
12) O Grito de pessoa que acabou de se magoar seriamente 
(só grita um bocado, depois cala-se e comporta-se como se a dor e a ferida a sangrar de ter uma faca ou uma bala no corpo só doesse no instante)
13) O choro de bebés
(tanta vez não bate certo com a idade)

Ora, o que é tudo isto acima mencionado diante de umas gargalhadas enfiadas numa comédia?
Não há som audível quando um braço recua e vai com velocidade para a frente para dar um soco no queixo de alguém. Se alguém esfaquear outra pessoa, a lâmina não emite um som metálico. Quando cortam carne com uma faca, não escutam a lâmina a zumbir, pois não? Nos filmes, qualquer que seja a pessoa que é alvejada parece que voa metros, rodopia sobre o próprio eixo, salta no ar, cai no chão após rodopiar, entrega a sua fala mesmo a tempo de falecer... Não é realista. Além do ruído sonoro para as mortes também ser artificial, as leis da física impedem que um corpo faça a maioria dos movimentos que vemos no cinema. Também não há dragões voadores, raios a sair dos olhos, nem super-homens com super-poderes, nem bonecos que falam... Por mais realista que a ficção queira ser, não resiste a apresentar as mesmas mentiras de sempre, sonora e visualmente


Despeço-me desejando a todos que se divirtam muito a ver filmes!

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Na RTP Memória...


Reencontrei alguns programas que fizeram sucesso mundial em décadas passadas. Sitcoms como Alf, Chefe mas Pouco e Os três Dukes. Por nostalgia, comecei a revê-las.

O sabor é que já não foi o mesmo.

1 - A.L.F. (1986-1990)
Alf foi um grande sucesso. Um extraterrestre tem de viver com uma família humana. Como um boneco que era visivelmente uma marioneta reles pôde ter sucesso, não é mesmo? Mas o sucesso de ALF está na personalidade sarcástica, pungente, ativa e ávida por diversão que conferiram ao boneco. Porém, ao revê-la, por vezes, nos monólogos longos, não suporto nem escutar a voz. E lembro-me que esta foi uma das razões apontadas para o sucesso da personagem. E já nesse assunto, como era muito comum na época, as restantes são pessoas muito íntegras, calmas, bondosas. Não gostam de fazer nada errado, têm uma noção de bem e de mal bem definida e não apreciam um menor desvio à integridade. Coisas como roubar um lápis da mesa da secretária de um escritório... é melhor colocar o lápis no lugar. Este género de personagem era muito comum na década de 70/80.

As histórias inventadas também não se sustentam bem pelo tempo. A maioria mostra conflitos básicos e são bem superficiais. Mais fabricadas para gerar gargalhadas fáceis do que apostar no crescimento das personagens. Quase todos ali são coadjuvantes para o boneco. 

Os cenários são horríveis, visivelmente falsos. Cenas de exterior no "deserto" não passam de cenas de estúdio com um cenário em papel, de cactos e montanhas. Muuuuito mau. Seria de esperar que, após o sucesso obtido, o maior número de receitas servisse para melhorar o produto. Não.


2 - CHEFE MAS POUCO (1984-1992)

Esta é a sitcom que mais me surpreendeu pela positiva. A que me souber melhor. Embora muito datada, nas atitudes e comportamentos da personagem Ângela em particular (logo a que devia ser independente e modernaça) mas principalmente datada na indumentária, aborda temas que ainda são transversais no tempo. Com duas crianças fazendo parte do elenco (a talentosa Alisa Milano e um rapaz que nunca mais ouvi falar e que nunca achei natural com a câmara) claro que temas como a sua educação, a passagem pela puberdade e todos os muitos conflitos que surgem em vidas tão jovens, confere um ar fresco à história e dá-lhe um pouco mais de durabilidade.

Personagens: Feita no final da década de 80, início da de 90, "Chefe mas Pouco" inverteu os papéis comuns na sociedade: aqui era a mulher que trabalhava fora de casa, auferindo um salário elevado e sendo responsável pela presidência de uma agência de publicidade. Ela também era mãe «solteira» de um menino. Papel que nunca achei ser bem defendido pela atriz que lhe deu vida - e essa impressão fica mais vincada agora, passados 30 anos. Obviamente sem tempo para as lidas da casa, a executiva decide contratar uma governanta. E quem lhe bate à porta é um ex-desportista de futebol, também ele com uma jovem filha e também ele solteiro. Tony Danza dá vida a este empregado doméstico e é muito credível. Claro que, entre os dois, vai existir alguma tensão de atracção, mas está sempre bem definido que o que os une é uma relação de patrão-empregado amigos e cúmplices. "Ângela" como executiva, não convence. Mas Tony como empregado doméstico convence-me que sabe tudo sobre como cozinhar um bolo, fazer qualquer prato, limpar o fogão, manter a casa um brinco. E isto sendo másculo o tempo todo. O seu lado doce de pai preocupado e empenhado em dar uma vida melhor à filha também se reflete na sua dedicação à nova profissão. Salve salve para o ator. Isto tudo ele consegue passar para nós, espectadores. «Ângela», a executiva, é que não convence mesmo. Mas adiante... até MONA! A personagem mais acutilante e bem construída dentro do seu género. Mona é a mãe de Ângela. Ela não vive na mesma casa (até uma certa altura em que se muda para a loft na garagem) mas visita a família e leva o neto e a filha de Tony a passear com frequência. Mona é o oposto de Ãngela em tudo. Ela gosta de divertir-se, de mostrar os seus atributos físicos e da sua boca saem as frases mais causticas e bem atiradas que jamais vi numa série. Mona tem uma atitude descontraída na vida e está sempre à procura de aventuras.


 3- OS TRÊS DUKES (1979-1984)
Até à pouco tempo ainda me divertia a ver esta série, que tem passado ocasionalmente pela televisão ao longo dos anos. Mas revê-la agora tornou-se, por vezes, monótono. Já sabia que aquilo não tinha grande história - basicamente passa-se sempre o mesmo: A família Duke adora carros velozes e é perseguida pelo xerife e deputado locais, que estão em conluio com Boss Hogg (brilhantemente interpretado por Sorrel Boke), um ricaço corrupto «dono» de todo o condado de Hazzard. Todas as histórias resumem-se em ver os primos Bo e Luke a conduzir o carro laranja, sendo perseguidos pelo xerife Rosco P. Coltrane (brilhantemente interpretado por James Best). Tudo isto em pura comédia circense. Automóveis a saltar, a pular por cima de ribeiros, tiros que nunca acertam o alvo, e murros que mal tocam o rosto do "bandido" já os põe a todos K.O.  Mas existe bons momentos de diversão, principalmente por parte das personagens "bandidas" e cómicas do xerife e de Boss Hogg. Pura escola, em termos de atuação. Eles caem com o carro no lago, emergindo encharcados e com vegetação agarrada ao corpo, enfiam-se em pilhas de feno, escorregam para dentro de poças de lama, levam com comida na cara, latas de tinta que lhes são derramadas.... muito empenhados e profissionais estes atores, pois a cada episódio... tinham de tomar um bom banho. E por isso a série deu resultado e ainda diverte, embora não mude em nada a sua essência. É como ver os desenhos animados do coiote e papaléguas: é sempre a mesma coisa e o coiote jamais consegue alcançar o seu alvo. Este é inteligente, o outro um idiota que se coloca em situações caricatas, e está sempre a cair em precipícios, a ter bombas a explodir-lhe à frente... Assim é Os três Dukes.  


domingo, 28 de agosto de 2016

Quem diz que não se aprende nada a rir?


Gostam de sitcoms?
Qual a vossa favorita?

Vi muitas enquanto crescia. A maioria americanas mas também bastantes inglesas. Eram o estilo de programa que não perdia porque faziam-me reflectir, rir e, no final, deixavam-me bem disposta. Descobre-se muito vendo sitcoms, em especial às que recorrem ao humor satírico para representar a sociedade e tecer críticas político-sociais. Assisti a contemporâneas, a grandes sucessos americanos e às clássicas ainda a preto e branco. 

Contudo existe uma com que me delicio até hoje. Acho-a fenomenal. A rainha de todas pois cada episódio que calhe rever parece-me encaixar com a actualidade como uma peça de um puzzle. Este episódio que encontrei na net é um exemplo. O ano é 1972, mas bem que podia ser 2016. Olhem que podia!


Infelizmente o vídeo parece não permitir a activação das legendas. 
Mas vou resumir o tema. Archie, o homem da casa, quer conseguir uma promoção no emprego mas sabe que esta não está ao seu alcance por não ter terminado o liceu. Decide então regressar à escola para conseguir o diploma que, no seu entender, o impede de ser considerado para ocupar o cargo. Está tão animado, com tanta vontade de melhorar de vida, de ser valorizado num cargo de maior responsabilidade... Lá consegue o seu diploma mas no final a vaga é preenchida pelo sobrinho do patrão. 

Acham que isto podia acontecer hoje? (irony mode)

Para cúmulo o episódio termina com Archie a dizer: "Now I'm stuck with a highschool diploma!" Que é mais ou menos o equivalente ao que se diz na actualidade: Tirei um curso superior para nada :) 


Pelo meio existe sempre a rotina familiar, a lida da casa, os lanches, jantares e almoços. E neste episódio em particular diverti-me com o pormenor do queijo em fatias individuais embrulhadas em papel celofane. Algo que demorou talvez uns 20 anos a chegar a Portugal mas, como se vê  por esta série, no início dos anos 70 o queijo em fatias envoltas em película em plástico era um «sinal» da evolução da alimentação para a comida processada na América.  


Os americanos levam 20 anos de progresso na ingestão de alimentos processados e são quase todos gordos... Imaginem nós quando os apanharmos...

É uma série riquíssima, que aborda diversos temas que ainda hoje são debatidos calorosamente, como por exemplo a tensão racial e as eleições entre candidatos Republicanos (Archie) e Democratas (Mike). São feitas imensas referências a momentos-chave da política americana, como o caso watergate - que à altura deste episódio ainda estava para acontecer. 

«Se as parvoíces do Archie Bunker serviram para melhorar algo na américa? Duvido» - Archie/Carroll O'Connor, 1998/9 


A série deu origem a outras spin-offs, todas igualmente interessantes. Como por exemplo... Alguém se lembra da sitcom O príncipe de Bel Air? Pois esqueçam essa produção engraçada mas carregada de racismo. Décadas antes de aparecer essa que ficou famosa por ser "a primeira a dar protagonismo a negros ricos" existiu "Os Jeffersons" (1975-1985), uma das primeiras spin-offs desta série que ainda não nomeei e a verdadeira pioneira



ApresentadoraPorquê acham que raramente mencionam os Jeffersons como sendo a primeira família negra na televisão? Bill Cosby é muito falado por isso... 

Pois é. E eu não gosto disso. Nunca mencionam os Jeffersons. Raramente referem os Jeffersons ou nos dão crédito. - Louise/Isabel Sanford, 6/3/1995

Muitas pessoas diziam que éramos um estereótipo... Não sei porquê. Algumas pessoas tinham problemas com a família... A minha personagem falava alto e acho que isso foi considerado ofensivo entre a "burguesia" (ironia) - George/Sherman Hemsley 6/3/1995


Até os dias de hoje esta série que esteve no ar por 10 anos raramente é mencionada e não lhe atribuem o estatuto que lhe é devido, por ter sido a primeira a mostrar uma família negra e de posses, em televisão. Para mim, que vi todas - O príncipe de Bell Air, O Cosby Show e os Jeffersons, a primeira é em alguns aspectos melhor, no sentido em que me pareceu focar-se mais em temas e menos na «cor da pele», um sério detalhe em que hoje as outras parecem-me falhar. É talvez a menos racista, porque inseriu a família na comunidade, não a sobrevalorizou nem a "transformou" em negros com "vida de brancos", não inverteu estereótipos mantendo noções racistas, como as posteriores tanta vez fizeram. Era constituída por uma mulher generosa e afável, um homem preconceituoso e sovina e um filho moderno e sagaz. Pela recusa do público negro em aceitar esta como sendo a PRIMEIRA família negra na TV americana se vê que... o racismo é algo que não quer ir embora.

«Nunca que uma mulher vai chegar à presidência!»

E repito as palavras daquele que deu vida a um dos maiores simplórios e preconceituosos homens na TV americana: «Se as parvoíces do Archie Bunker serviram para melhorar algo na américa? Duvido» 



domingo, 3 de janeiro de 2016

Natureza Humana - a essência deste blogue

Já estive pra cá vir para falar das caras horrorosas que as pessoas fizeram questão de partilhar no facebook aquando a passagem de ano. Tal vontade surgiu depois de ver uma enxurrada de fotos terríveis, que as pessoas fizeram questão de publicar. Bem vestidas (ou achando-se) tiram a pior foto do mundo e colocam a legenda "Feliz 2016". Faz-se scroll down para ver a imagem e fica-se aterrorizado. Se 2016 for igual àquilo, ui, vai ser mau. Mas não quis iniciar o ano com este tipo de observação. Até porque imediatamente a seguir, diverti-me (e assustei-me) com outra coisa. Então cá ficam estas fotos, que tal como as que vi das pessoas na passagem de ano, servem para reflectir sobre a natureza humana.

1- GOSTAR DE COLOCAR A VIDA EM RISCO
Há quem coloque a vida em risco com a prática de desportos radicais. Já outros...

2- RELAXAR
Ah, a altura de descansar no sofá sem correr risco de acidentes...

3- ALGO CORREU ERRADO 1
Ai minha nossa Senhora!

4- ALGO CORREU ERRADO 2
O que fazias nestas circunstâncias?

5- O CÚMULO DA PREGUIÇA
O Homem é mesmo um ser preguiçoso! 

6- A SOMA DE 3 QI NÃO TOTALIZA O DE UMA ERVILHA
Não queria partilhar o ADN com estes daqui. 

7- SABER QUANDO PARAR
(não, não é montagem!)

8- O QUE PODE CORRER MAL?
Trampolim no telhado

9- PODAR A ÁRVORE
Scrool down... scrool, scrool, scrool... Yaks!