Vejam se gostam deste tipo de humor.
Blogue para desabafar o que lhe pesa na alma.
Já faz algum tempo mas levantou questões importantes, quando o grupo de cantores Anjos decidiu levar a tribunal a humorista Joana Marques. Só agora deparei com a "resposta" de um outro humorista à opinião de uma "jornalista", que decidiu dar o seu ar de graça sobre este assunto na sua rede social: Escreveu Sandra Felgueiras o seguinte:
«É tudo lindo quando não é connosco. Quando o discurso de ódio, travestido de neo-nazi, de ayatollah ou humorista, não nos toca a nós».
Relembro que o caso foi, durante o exercício da sua função na rádio, Joana Marques fez humor com uma apresentação dos Anjos num evento. Qualquer pessoa tem liberdade para o fazer. Eu, tu, qualquer uma. A partir do momento em que se debate um evento público, é super natural. Não existiu da parte da Joana qualquer extrapolação ou tentativa de humilhação. Mas o grupo ficou com o ego ferido e achou que isso lhes dava justa causa para extorquir uma reparação financeira avultada, alegando perdas profissionais resultantes de uma atuação infeliz que tiveram. Os Anjos tudo fizeram para a apagar das redes sociais, conseguindo mesmo que desaparecesse. "Faz de conta que nunca existiu". Só que não apagaram tuuuudo... e o conteúdo digital público e livre foi parar à Joana, que decidiu fazer humor.
Pessoalmente acho BEM MAIS preocupante que esta situação transpire traços de obsessão e a necessidade de controlo absoluto da narrativa, quando percebi que os Anjos haviam mesmo conseguido DELETAR contas que exibiam a sua exibição em todo o tipo de rede social. Mas... quem é que faz isto? A imagem pode ser tua... mas se é figura pública, durante um evento público, a executar uma função para o público, que ainda por cima era cantar o Hino NACIONAL... claramente não lhes pertence em exclusividade. Com que direito a queriam "apagar" para todo o sempre?
Foi exatamente o que tinham conseguido. Até a Joana fazer humor. E aí.... Jesus. O ego! O ego magoado, a mentalidade distorcida... mas já chego lá.
O que descobri só hoje foi que um outro humorista, Fernando Rocha, ao ver aquele post da Felgueiras a respeito do caso Anjos-Joana, dando, no meu entender, uma de boa samarita "iluminada" mas ao lado, decidiu deixar aquela "pérola". Ao que o humorista respondeu:
Ahah! Ri. E gostei. Da inteligência superior, da perfeição, do encaixe.
Apetecia-me comentar de forma semelhante:
«É tudo lindo quando não é connosco. Quando o discurso de ódio, travestido de Madre Teresa de Calcutá, caridade, empatia, não nos toca a nós».
De facto, só mesmo estando num universo um pouco paralelo é que alguém que se diz tão iluminado, bondoso, caridoso, ousa comparar o humor português ao fascismo neo-nazi e ao terrorismo ayatollah e estar a falar a sério.
Nossa! Que no-sense. Que besteira... que... Ego. Acho que ter o ego insuflado deve ter sido o fator que a levou a prestar "solidariedade" com os Anjos. Não tem nada de solidariedade, tem a ver com a doença do "eu" que têm em comum. Com a identificação, a necessidade de controlo. Uns reconhecem os outros.
O objetivo deste post não é trazer de novo à baila o debate sobre o direito da liberdade do humor mas evidenciar a problemática do EGO.
Egos tão afetados que são incapazes de ver as coisas por outro prisma que não o do próprio ego. Não aceitam fatos, falhas. Têm sempre de ser perfeitos e estar no controlo das situações. Se surgirem evidencias do contrário, têm de ser erradicadas, eliminadas. Deixar de existir... faz lembrar algo relacionado com o neo-nazismo referido por Sandra Felgueiras, não faz? Pois faz! Isso sim, tem tudo a ver com a Censura fascista e nem se pode comparar a uma piada.
Os Anjos terem apagado todos os vídeos a circular nas redes sociais não é uma piada. Foi uma realidade. E é assustador. É revelador de uma necessidade de controlo absoluto.
Tão neo-nazi...
Isso é que é verdadeiramente ASSUSTADOR.
Não tem piada as exigências que impuseram dizendo terem sido financeiramente prejudicados mas sem conseguir revelar ao tribunal quanto ganharam durante o periodo do alegado "prejuízo" em que continuaram a fazer espetaculos.
Isto sim é assustador e não tem piada alguma.
Porque é revelador.
Revelador da necessidade de adulterar, manipular e controlar. Com origem não num sentido de justiça e erro sofrido mas num ego gigante. Quanto mais poder pessoas assim têm, mais estragos fazem. E aí sim, chegam os Hitlers e ditadores desta vida... Sem a capacidade de aceitar uma crítica ou sequer uma pitada de humor. E sem humor, gente, sem humor... a liberdade tem os dias contados.
As pessoas que sofrem desta DOENÇA mental distorcem a percepção do "eu" isolado e inserido na sociedade. A visão das pessoas muito centradas nelas mesmas e que honestamente se consideram melhores que a maioria (egocêntricas) NUNCA as vai permitir ter a empatia, solidariedade, bondade, generosidade que alegam e apregoam possuir. É tudo faz de conta. A modéstia que dizem ter é falsa. E nunca serão capazes de aceitar isso porque não se vêm como realmente são: egocêntricas.
Passei o ano a ver entrevistas e programas americanos no youtube. Mas... programas gravados na década de 1970. E foi fantástico! Ri com muito gosto de piadas com 50 anos de idade, vi artistas já há muito falecidos a falar deles mesmos com naturalidade e autenticidade. Acompanhei números coreografados de dança e canto. ADOREI. Enquanto via pensava: "Prefiro estar aqui a ver isto que é tão prazeroso do que sintonizar algo mais actual a dar na televisão".
Por isso deixo aqui para vocês também apreciarem.
BEIJINHOS e abraços calorosos de afeto para todos, mas em particular para quem, neste instante, está com muita vontade e saudade de um.
Se o Will Smith alguma vez tivesse se sujeitado a um destes, talvez soubesse aguentar uma piada.
Não passa de uma pálida piadola sem qualquer consequência ou maldade, aquela que Chris Rock soltou durante os óscares, quando assistimos a roasts como estes. Vejam e riam muito.
A meu ver a defesa do humor é essencial na sociedade. Só ele pode combater cancros como a cultura cancel, o politicamente correto, etc. Sem humor as pessoas guardam todo o seu vil ódio para dentro e explodem. Ficam chateadas e guardam rancores. Tornam-se violentas e criam guerras. Matam. Destroem. Odeiam.
O humor, meus caros, é para a vida o que um pulmão é para o corpo humano.
Tão essêncial como é ter liberdade e respeito. Merecedor de defesa acérrima, por representar tudo o que nos faz falta. Combate a opressão, a depressão, remove tensões, destrói "elefantes" na sala, impede o silêncio das verdades, faz frente aos poderosos e arrogantes.
Que haja sempre humor sem limites. Humor é amor!
Até à pouco tempo ainda me divertia a ver esta série, que tem passado ocasionalmente pela televisão ao longo dos anos. Mas revê-la agora tornou-se, por vezes, monótono. Já sabia que aquilo não tinha grande história - basicamente passa-se sempre o mesmo: A família Duke adora carros velozes e é perseguida pelo xerife e deputado locais, que estão em conluio com Boss Hogg (brilhantemente interpretado por Sorrel Boke), um ricaço corrupto «dono» de todo o condado de Hazzard. Todas as histórias resumem-se em ver os primos Bo e Luke a conduzir o carro laranja, sendo perseguidos pelo xerife Rosco P. Coltrane (brilhantemente interpretado por James Best). Tudo isto em pura comédia circense. Automóveis a saltar, a pular por cima de ribeiros, tiros que nunca acertam o alvo, e murros que mal tocam o rosto do "bandido" já os põe a todos K.O. Mas existe bons momentos de diversão, principalmente por parte das personagens "bandidas" e cómicas do xerife e de Boss Hogg. Pura escola, em termos de atuação. Eles caem com o carro no lago, emergindo encharcados e com vegetação agarrada ao corpo, enfiam-se em pilhas de feno, escorregam para dentro de poças de lama, levam com comida na cara, latas de tinta que lhes são derramadas.... muito empenhados e profissionais estes atores, pois a cada episódio... tinham de tomar um bom banho. E por isso a série deu resultado e ainda diverte, embora não mude em nada a sua essência. É como ver os desenhos animados do coiote e papaléguas: é sempre a mesma coisa e o coiote jamais consegue alcançar o seu alvo. Este é inteligente, o outro um idiota que se coloca em situações caricatas, e está sempre a cair em precipícios, a ter bombas a explodir-lhe à frente... Assim é Os três Dukes. ![]() |
| «Se as parvoíces do Archie Bunker serviram para melhorar algo na américa? Duvido» - Archie/Carroll O'Connor, 1998/9 |
Este poste é só para você, leitor, marcar território. Por isso peço a quem visita, para mijar aqui neste post... X iiiiiii ......