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quinta-feira, 7 de março de 2024

As fotos de Instagram

 

Se as fotos do instragam falassem, iam contar histórias bem opostas daquilo que mostram. 

Iam contar, por exemplo, como os intervenientes "enxotam" as pessoas que estão por perto, para poderem tirar a foto "perfeita". A foto que, segundo a turista (?) brasileira que me abordou hoje, é só "uma foto rapidinho e você pode ficar à vontade".

Cinco minutos depois, a UMA foto ainda continuava. E eu, que saí do enquadramento sem terminar meu vídeo porque ela e amiga estavam dizendo "Saiu uma senhora aí detrás". Ao que a outra respondeu "Quer que eu faça cara feia?". A outra diz, para me pressionar: "Vamos esperar a senhora sair aí detrás". Eu, que estava encurralada por elas que naquela imensidão de espaço lindo com tanto ângulo para se tirar foto, foram exatamente vincar raiz onde eu estava, respondi: "Não vou sair não. Tou esperando vocês saírem" - risos. "Tou fazendo um vídeo e quero gravar" - disse, sem acrescentar que o que se estava a escutar ao invés do som ambiente, era as vozes delas. Mas ao mesmo tempo que digo isto, já estou a sair. A que segura o celular e tira retrato, me diz que é rapidinho, "uma foto só". "Depois você pode ficar com tudo à vontade". Apesar de já terem tirado umas 10 fotos, com pose bonitinha - que eu vi, ainda assim cedi. Fiz a gentileza de me afastar da zona onde cheguei dois minutos antes delas e estava a fazer um vídeo para que pudessem tirar a sua UMA foto. Era só uma, certo? E "rapidinho". 


Me afastei, afastei, fui para a esquerda, para a direita, para o cantinho... Tinham passados cinco minutos e as duas ainda estavam tirando a sua "UMA" foto. A tal que era "rapidinho". Olhei à volta. Um espaço tão amplo. Com um idêntico cenário no lado oposto. Só lá estava eu até elas aparecerem. Porquê tinham de ir tirar retrato exatamente onde eu estava? Caramba. Parece encosto. Quero estar sossegada e aparece gente grudenta. 😄😄 Podiam ter ido tirar os retratos noutros cantos primeiro, ou esperassem eu sair e depois seria sua vez de tirar as fotos que quisessem. Quem chegasse depois teria de esperar também. É simples cortesia. 

Mas esta moda das fotos do instagram terem de ser perfeitas... Com a luz, a posição do corpo, cada fio de cabelo e sabe-se lá mais o quê, as duas me enxotaram dali para fora e demoraram para tirar UMA foto. Aquilo que antigamente seria um "click" seguido de um "obrigado", agora é uma imposição que mais parece uma mini produção de moda. 

Fui embora, não sem antes declamar, à distância, para o meu vídeo, o tão de espaço que existe ali e elas tinham de ir as duas se colar a mim. Acho que, à distância, a "fotógrafa" ouviu ou estava a prestar atenção, porque começou a barafustar. Ficaram sozinhas com o espaço todo para elas, para tirarem todas as fotos que quisessem. 

E assim percebi que o meu estado ZEN - alcançado neste primeiro dia de férias, seria facilmente perturbado por mesquinharias. Ainda não é a altura certa de sair para a rua. Também com este tempo... não tive muita sorte com as temperaturas. Esta vinda a Portugal - é algo que sabe sempre bem. Mas também me esgota bastante. Preciso me isolar para ter a paz e sossego que necessito e o ambiente familiar não providencia. Tenho três dias para isso. O resto, não vai ser pacífico. Não faz parte do ADN relacional familiar. 

domingo, 3 de abril de 2022

A importância do humor

 
Se o Will Smith alguma vez tivesse se sujeitado a um destes, talvez soubesse aguentar uma piada. 

Não passa de uma pálida piadola sem qualquer consequência ou maldade, aquela que Chris Rock soltou durante os óscares, quando assistimos a roasts como estes. Vejam e riam muito. 

A meu ver a defesa do humor é essencial na sociedade. Só ele pode combater cancros como a cultura cancel, o politicamente correto, etc. Sem humor as pessoas guardam todo o seu vil ódio para dentro e explodem. Ficam chateadas e guardam rancores. Tornam-se violentas e criam guerras. Matam. Destroem. Odeiam.

O humor, meus caros, é para a vida o que um pulmão é para o corpo humano.

Tão essêncial como é ter liberdade e respeito. Merecedor de defesa acérrima, por representar tudo o que nos faz falta. Combate a opressão, a depressão, remove tensões, destrói "elefantes" na sala, impede o silêncio das verdades, faz frente aos poderosos e arrogantes.

Que haja sempre humor sem limites. Humor é amor!

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Desabafos durante a sexta-feira Santa


Ela escreveu no quadro da cozinha, sem apagar a provocação "All yours!" a mensagem: "Esta é a semana santa!". 

Coitada...
Teve de escrever para se lembrar. É natural, para alguém cujas atitudes nada têm de santas, é preciso que se recorde todos os dias o que é suposto ser o espírito de bondade da quadra. Pena que, para ela, aquilo que escreveu sejam meras palavras, de significado oco. É uma contradição do caraças. Ela, que sempre apagou todas as minhas mensagens carinhosas e ilustrações inoculas para substituí-las por provocações, não apagou o "All yours", um escrito provocatório, de conflito. Depois escreve a palavra Holy (santa, sagrado) e não entende que ali está escancarado pura hipocrisia. 


Pela casa estão espalhados ovos de chocolate, ao ponto de ocuparem toda a prateleira da lareira. A minha jarra, (a tal que foi a primeira vítima da hostilidade que com que eu venho a lidar desde que aqui cheguei) foi novamente removida do centro e colocada na extremidade. Meteram um pão enorme no seu lugar.

Estão a preparar-se para a Páscoa. Mas deixando de lado o espírito. Tal como no Natal, o convívio está a ser planeado, estão a armazenar mantimentos e já sabem tudo o que vão fazer para ter uma mesa farta e deliciosa, com tudo o que lhes fizer lembrar as saudosistas tradições. Esquecem completamente que a Páscoa é como o Natal. Uma época para ser generoso, bondoso, partilhar com todos a boa vontade, a amabilidade, etc. 

Puseram no lixo um produto alimentar que mantinha no frigorífico. Mesmo havendo espaço para este permanecer ali dentro. Sei que o tinha oferecido à rapariga antes de ter ido a Portugal. Mas quando regressei, ela havia colocado-o de volta na minha prateleira, sem o ter aberto. Um claro sinal de rejeição. Acabei por ser eu a abrir e a provar, pois nunca havia comido daquilo (wraps) e já a tinha visto a consumi-los. Anteontem voltei a servir-me de um, pois percebi que não deitam cheiro, não perecem. Usei-o como base e descobri uma maravilha: são óptimos como pratos. Fazem com que a comida aquecida em cima mantenha-se quente e mais saborosa, pois ficam os sabores a marinar. 

Meteram mais garrafas de vinho e incontáveis embalagens de queijos já abertos por toda a parte, apossando-se cada vez de mais espaço no frigorífico que é suposto ser, agora que um rapaz foi embora, só meu e da rapariga. Mas não é. Nem nunca foi. Também não sabem arrumar os mantimentos de forma organizada, são muito bagunçados e não se incomodam com a sujidade. Só da boca para fora e nas aparências. O frigorífico só é limpo quando julgam que pode ser visto pelo senhorio, que cá vem e gosta de armazenar a sua garrafa de leite. A rapariga com quem divido esse espaço, só o sujou (e bem, deixa-o cheio de salpicos e derrames de molho de soja, queijo e sei lá mais que nhacas). Mas quando trouxe a família inteira para cá ficar, subitamente a sua prateleira apareceu limpa e arrumadinha. 

Aparências. Só aparências.

Já se apossaram do armário da dispensa do rapaz que abandonou a casa, mas nem parece. Pois as áreas em comum estão cada vez mais atolhadas de mantimentos alimentares, como se não houvesse espaço apropriado para os armazenar. 

Entre este texto desci à cozinha e vi um novo escrito adicionado aos outros dela. Escrito em italiano está: "feliz páscoa para todos". 

E porque é mesmo para todos estes «sinceros» votos, escreveu-os em inglês, a língua comum. Ups! Não, não fez isso. Escreveu em italiano, porque "todos" apenas tem como recepiente quem é italiano. E por falar em italianos, adivinhem lá: se um abandonou a casa, quem é que vai entrar?

Outro italiano. Pois claro.
Mas ainda não me disseram nada. Nem eles, nem o senhorio, que ontem por cá andou e vai regressar. Ouvi um rabo de conversa. Como aliás, sempre acontece. O próprio senhorio, a sua presença aqui, nesta semana santa, não foi para, finalmente, vir substituir o autoclismo defeituoso. Ele apareceu para fazer isto que já podia ter feito muito antes, porque a sua principal intenção era falar com os italianos para que lhes arranjassem mais gente para ocupar dois dos seus quartos que viu agora ficarem vazios. Ele pode ser "bonzinho" ou aparentar ser em algumas situações. Mas no fundo, está sempre a pensar nele mesmo. E numa coisa eu sei que ele é irredutível: dinheiro. Não gosta de o perder, gosta de o ganhar. 

Se alguém sai das suas casas, ele quer encontrar outra pessoa para o espaço o mais rápido possível. Se der, até faz com que a renda do que sai e a renda de quem entra se sobreponham. Porque assim ganha mais.

E agora, meus amigos virtuais, vou às compras!
Ou vou tentar.
Mentalizar-me para a enorme fila que vou encontrar...

Abraço. E tenham uma óptima páscoa.
Isto aqui são só desabafos. Preciso os largar de vez em quando. Deixo-vos com uma estimada imagem de algo que todos nós estamos a precisar. Muito amor e harmonia para vocês. Fiquem bem.





   

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Famili lar

É o que almejo desde pequena. 


E olhem que feliz parece estar o esquilo, no calor da sua casa.
Felicidade pode ser algo tão simples como chegar a casa, ficar à vontade e ir cozinhar algo que se goste.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

São duas


São duas raparigas que vêm ocupar os quartos que vão vagar nesta casa.
Uma já conheci e pareceu-me uma pessoa "às direitas". É uma mulher madura, passou-me a sensação de que é capaz de respeitar os outros e entende o que é viver num espaço partilhado. Pelo menos assim o espero.


A outra não vou conhecer sem ser no dia em que se mudar. É a que me deixa temerosa. É jovem e tem uma relação de amizade com uma das raparigas da casa ao lado onde tudo é grito e festa. Por vezes somente isto quer também dizer barulhenta, egoísta, faz o que quer quando bem lhe apetece. Espero que não seja um presente grego. 

Talvez porque ontem ao final do dia consegui escutar a voz e conversa da tal amiga na casa ao lado e não fiquei bem impressionada. Um quarto também vagou lá porque será que não o obteve? Mesmo entre ocasionais festas e convívios ainda se tem sossego nesta casa. Por vezes até é possível ficar umas horas com a casa só para ti. Mesmo com alguém dentro. E isso é bom, numa casa partilhada. 

Porém, há quem não perceba isso e todos os dias decida usufruir do espaço como se fosse só seu. É o que temo.

Espero ficar agradavelmente surpreendida.
O inconveniente destas novas entradas é que são pessoas com a mesma profissão. Uma que lhes permite longos periodos em casa, mais dias de folga e durante mais horas. Muito diferente dos empregos por turnos em horários diurnos e noturnos, com um ou dois dias de folga por semana. 

Esta adição pode significar que a casa deixará de ficar ocasionalmente disponível para aquele que calhar ficar de folga num dia em que mais ninguém a em.

Vamos a ver. 
Pode ser que esteja a colocar o carro à frente dos bóis mas, a verdade é que se deve pensar nestas coisas. Deixar tudo ao acaso e esperar pelo melhor não tem resultado.

Mas o que fazer se não isso?
É esperar pelo melhor!

E quando o Natal chegar, esperar que seja pacífico e tranquilo.
Sim, já estou a pensar - ou melhor - a desejar paz e sossego para esse dia, pois não vou poder ir para Portugal. Os «vizinhos», esses sei que nunca querem por os pés no seu país nativo - querem mais é a liberdade e os luxos deste por cá. Por essa razão, que todo o "barulho" que a quadra possa trazer, fique restrito àqueles muros e que neste não haja invasões.

Boa semana!
Apareçam mais vezes, actualizem vossos blogues. Espero que ande tudo bem com os mais assíduos. Não vos tenho lido mas... esqueci que entramos num periodo de férias. Se for essa a razão da ausência, tenham uns dias fantásticos e maravilhosos!

Portuguesinha



sábado, 1 de novembro de 2014

Hoje, depois do almoço....


Não me saiu esta da cabeça. E cantava, cantava, fazia remix mas nada de a tirar da cabeça! Só partilhando. Por algum motivo não quis ir embora.



PS: Lembrei, ahahah! Durante a madrugada estive a ver o filme "Virgem aos 40 anos" (gargalhada total) e quem se lembra como o filme termina? Há uma explicação para tudo...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bulling - continuação 2

Quero pedir a todos aqueles que leram os meus desabafos sobre bulling no emprego que façam uma corrente de força de pensamento para que todos aqueles que agridem, atormentam, insultam, rebaixam e desprezam colegas que nunca lhes fizeram mal, venham a ter o que merecem.



Pela primeira vez em ano e meio sem reagir a provocações, insultos gratuitos e despropositados, ofensas, atitudes agressivas e de descriminação, diante de mais um insulto dito meio pelas costas e à distância, decidi ir a conversas com o tipinho.


.Não insultei, não ofendi, só expus o seu comportamento e pedi-lhe que demonstrasse respeito. Apenas isso. Não precisa gostar da minha pessoa, mas respeitar-me como ser humano, como colega, é obrigatório! Eu faço-o e nunca recebi de sua parte motivos para tal. É mesmo uma questão de carácter. Falta muito nele, existe muito em mim.


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Claro que não demonstrou qualquer sensibilidade. Ofendeu mais ainda, insultando a minha capacidade de trabalho, incapaz de admitir que age incorrectamente. Irá, continuamente, a ser o vermezinho de sempre... com voz dócil e tratos de "médico" (bom dia, como está? Então vamos lá tratar do seu problema...) - esse género.

Eu desejo bem às pessoas! Não entendo porquê tem de existir quem procure atormentá-las...
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Mas não quero ter o meu pensamento ocupado com isto por muito mais tempo. Escrever sobre ele, para quê, se não o merece? O que merece é que a vida dê voltas e acabe por pagar todo o mal que semeia... e já. Que isto de se pagar "um dia mais tarde" pode não ser justo.


Então, e por acreditar que conseguimos com a energia do bem clamar por bondade e justiça, peço a todos os que são pela paz e harmonia, que se concentrem numa única corrente de pensamento para que o bem traga tranquilidade para os nossos corações e aqueles que chocam com isso tenham o que merecem. Só assim têm hipóteses de regeneração.


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Sobre bulling:
http://um-pedaco-de-mim.blogspot.com/2009/04/bullyng-sera-que-estamos-sempre-seguros.html

Para reflectir:
http://contemporaneoeindiscreto.blogspot.com/2009/01/elevando-o-espirito.html