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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O que fiz enquanto esperava a chegada do ano? Obrigada a todos e a todos vocês SAUDE e boas energias!

 

Passei o ano a ver entrevistas e programas americanos no youtube. Mas... programas gravados na década de 1970. E foi fantástico! Ri com muito gosto de piadas com 50 anos de idade, vi artistas já há muito falecidos a falar deles mesmos com naturalidade e autenticidade. Acompanhei números coreografados de dança e canto. ADOREI. Enquanto via pensava: "Prefiro estar aqui a ver isto que é tão prazeroso do que sintonizar algo mais actual a dar na televisão". 

Por isso deixo aqui para vocês também apreciarem.

BEIJINHOS e abraços calorosos de afeto para todos, mas em particular para quem, neste instante, está com muita vontade e saudade de um. 

Fiquem bem, fiquem com saúde. 
Simplifiquem vossas vidas ao máximo e riam. 



2008

1971





domingo, 20 de fevereiro de 2022

Artistas com quem não simpatizo

 

Estamos sempre a mencionar os artistas de quem gostamos. Mas não mencionamos aqueles que, por alguma razão, não nos agrada. Por esta razão decidi nomear alguns que, ao longo dos anos, nunca me causaram boa impressão. 

1) Jerry Lewis

2) Bill Cosby

3) Tom Cruise

Assim de cabeça, estas estrelas do cinema e televisão entram na lista de pessoas que incomodam intrinsecamente, sem se saber bem porquê. Trata-se de um filling. De que algo está errado. 

O tempo veio a dizer que Bill Crosby é um estuprador de jovens mulheres. Não o sabia quando vi o seu Bill Cosby show pela parabólica, enquanto criança. Mas estava lá em todos os episódios. Megalomaníaco. Falso. Foi a sensação que tive. 

Tom Cruise, até agora, só se conhece aquele intelecto especial, derivado da sua adoração pela sua religião e também a forma como tem de controlar TUDO o que se passa no set de filmagens. E tudo é mesmo tudo, incluindo as partes não criativas. É de conhecimento geral que tem no contrato clausulas para ser filmado sempre de uma forma favorável para ocultar a sua baixa estatura e está mais que visto que ele gosta de fazer os heróis de acção, papel no qual não é convincente. Como galã também não me encheu os olhos e nunca entendi esse rótulo, chegava mesmo a mencionar isso desde que apareceu em Cocktail.  

Jerry LEwis... o que dizer? Exagerado, sempre a fazer a mesma personagem, me passou sempre a sensação de não ser doce, não ser ingénuo, de ser um grandecíssimo emburrado, mau, temperamental, irritado, paranóico e egocentrico. Se o é ou não pouco se sabe mas há uns anos transpirou para o público que a sua casa era fortemente vigiada e fortificada e que ele colocou toda a família sobre escuta, todas as divisões da mansão, incluindo as casas de banho, gravavam audio e video, porque ele estava paranóico a respeito da opinião dos outros sobre si. Não sei porquê, acho que encaixa que nem uma luva.

E é isto. 

Para a próxima, vou falar de artistas que respeito e admiro e também é por uma sensação intrinseca. 

E vocês? Com quem nunca "foram à bola"?

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Passeio por Londres -1


Decidi ir a Londres. Chegando lá, foi mais fumo que fogo. Como toda a tempestade batizada com nome masculino, o Dénis, previsto para este fim-de-semana, assusta mais por antecipação do que por factos. Ainda assim, a certa altura, achei melhor aproveitar o tempo chuvoso para visitar um museu. 

Fui a um dos meus favoritos: O Victoria e Albert. A entrada é gratuita, (excepto para exposições pontuais) e não pensem que ficam mal servidos. Este museu é enorme, tem um espólio fantástico, de peças originais e reproduções (como todos hoje em dia). Deixo-vos uma amostra.


Este foi o primeiro retrato que vi. Não tinha identificação.
Gostei tanto da expressividade do retratado, certamente à décadas falecido, que o fotografei para mostrar aqui no blogue. Não vos parece que está vivo? 


De seguida observei esta escultura, a única feita em talha ou um material semelhante.
Olhando para o rosto, percebe-se cada sulco. Esta foi a aparência REAL de alguém.
Capturada por mãos impressionantemente habilidosas. 


Metros à frente, estava esta escultura. Fotografei deste ângulo porque a jovem rapariga oriental sentada no banco aqui na direita da imagem, estava a desenhá-la.
Poucos minutos depois, ela protestou para o ar a presença do homem na foto, por lhe bloquear a visão e interromper-lhe o momento. Ergueu os olhos para o tecto proferindo algumas palavras em chinês para o ar. Gostava de lhe ter pedido permissão para fotografar o desenho, mas não tive coragem. Estava muito bom. 

Mas o que me atraiu inicialmente nesta escultura tumular foram estas palavras, com as quais me identifiquei:

                                          
"Toda a minha vida os dias passaram frios e tristes. Eu, que sonhei selvagem e doida, estou feliz por falecer". "Muito antes do meu coração vir a despedaçar-se, a sua dor passará. Uma altura foi enviada para a sua dor. Paz virá, finalmente".

Não é bonito?
É exatamente sobre o que eu tenho vindo a reflectir. A vida, os sonhos, o fim.

Esta estátua foi mandada erguer postumamente ao falecimento de Emily Georgiana, aos 39 anos. Era esposa de George William. Imaginei que foi o marido que mandou erguer esta imagem - de um extremo bom-gosto, da falecida esposa. Que deve ter falecido ao dar a luz - imaginei eu. E ele deve ter gostado verdadeiramente dela (ou sentir remorso?), para fazer-lhe esta homenagem. 
Na imagem, ela encontra-se reclinada sobre uma longue-chair, lendo uma espécie de papiro, onde só pude perceber as palavras impressas "God is waiting" (Deus está à espera). 


Colocando ali um livro, é o tipo de escultura póstuma à minha pessoa que ia apreciar.



Este é outro exemplo de um monumento mandado erguer aos falecidos. 
A figura principal mencionada é a mulher à direita. Mas não se façam confusões: ela foi a filha DE... (medalhão acima?) e esposa DE... (busto ao lado?). Daí aparecer esculpida, em corpo inteiro, mas chorosa. A mão no rosto, segurando um pano para lhe secar as lágrimas da dor da perda, boca triste e olhos fechados, a chorar. É tristeza em memória dos ilustres homens com quem se relacionou por sangue ou matrimónio. Uma espécie de três-em-um. Maria Martin - de seu nome, mandou erguer este monumento em memória do falecido sobrinho e irmão mais novo, de 70 anos. Daí as suas lágrimas. Nada menciona a data e falecimento dos progenitores ou esposo. Pelos vistos, filhos ela não teve. Ela mesma, aqui retratada na mais pura dor, faleceu anos mais tarde, quem sabe sentindo-se totalmente só, sem um familiar por companhia, com a bela idade de 97 anos. 

Achei um monumento bem feito e fiquei a imaginar se existe algum simbolismo maçónico na escolha dos elementos, tão "piramidais". 

Continuando nas esculturas representativas, chamou-me a atenção o rosto em mármore "saindo"de um medalhão. E quando olhei para ele, talvez pela "mancha" no rosto, surgiu-me na mente o que poderá significar a expressão vaga e triste, deste belo e jovem rosto.


Acho até que deviam adoptar esta imagem para logotipo internacional da Violência Doméstica.


E pronto. 
Vi muito mais, fotografei mais ainda, mas irei partilhar noutro post.
Para este ficam as esculturas.

Descobri uma coisa a meu respeito: gosto de arte e gostaria de fazer parte de uma.
Não me incomodaria nada de ter o meu rosto (jovem) num medalhão semelhante.

Algum artista precisando de uma musa?

:D

Bons prazeres

terça-feira, 11 de julho de 2017

Nem mesmo os mais idolatrados se safam de um tiro

E vou voltar a ele - a este assunto do Salvador Sobral e a sua forma de interpretar a música que levou ao festival, acabando por trazer a vitória para Portugal.



Já havia usado este exemplo antes, e vou dá-lo novamente. Este é um vídeo de uma atuação televisiva de Elvis Presley, no Edd Sullivan's Show, 1957. Nesta atuação Elvis surge muito «preso» nos movimentos que lhe eram naturais ao cantar, devido ao enquadramento fechado da câmera de TV que só o podia enquadrar em plano de peito. Nota-se que Elvis quer «expandir-se» mas tem de conter-se. 

Isso são aquelas «tecnicidades» do meio sobre as quais sempre inclino um olhinho... Adiante: a pesar disso, que lhe corta quase totalmente o estilo, Elvis aparece a cantar vários excertos de suas músicas, e pode-se observar plenamente que ele também tem tiques. Também abre a boca e estende a sílaba para lá do natural (vejam a parte em que canta Love me Tender), também vira o pescoço para o lado num gesto estranho... 


O que quero voltar a sublinhar é que TODO O ARTISTA interpreta e Elvis está, à semelhança de Salvador, a interpretar. E sendo música o que eles interpretam, não é inesperado ver o corpo a balançar de acordo com os acordes, com o tempo... Acho que é natural. E aprecio quando é natural. Porque quando se sente que um artista se move em palco e tenta fabricar tiques que não lhe são naturais, a atuação é pobre. Se apetecesse ao Salvador Sobral fazer o pino e cantar de cabeça para baixo, eu ia gostar de ver. Porque seria natural para ele. 



Só deixa de ser natural quando passa a ser o foco e remete a musica para segundo plano. Como tanta vez acontece principalmente quando surgiu a moda das boys-band (iniciada pelos Beetles). Quanto a Elvis... que pena sinto dele. Era um artista tão bom, mas tão bom, podia ter sido muito mais. Ficou com o rótulo de "Rei do Rock" mas... coitado. Vida miserável. Tornou-se numa pessoa que cedeu às suas inseguranças e alimentou o seu lado megalomano. Ainda assim, admirável pelo talento que tinha. Neste vídeo acima sinto pena dele pelo simples facto de quase nem conseguir cantar de tanta histeria à sua volta. Nem cantar, nem dançar ou movimentar-se como gosta, ao ritmo da música. Porque bastava-lhe abanar uns segundos as ancas e pronto: o mulherio aumentava o volume do histerismo. 


E Salvador Sobral incomoda-se quando lhe batem palmas... Ó Salvadori, filho, por acaso recebeste dos fãs 282 ursinhos de peluche como o Elvis recebeu pelo Natal de 56? Kkkk


Como já disse antes: entendo perfeitamente esta aversão. Mas o que é sempre foi e será. Há que saber gerir bem estas coisas, para não se virar um Elvis ou mesmo um John Lennon


O que têm de errado estes dois artistas?
Eram ambos cantores mas pessoas bem diferentes. Atingiram no mesmo período de tempo um nível de estrelato elevado e são ícones da música até hoje. John Lennon demonstrou algum incómodo com toda a veneração que lhe era dirigida (assim como Salvador) e também era dado a controvérsias, tendo comportamentos e fazendo declarações polémicas. Era comum Lennon fazer graçolas durante os concertos a solo, onde muitas vezes tocava ao piano. Uma vez ele cantou "Imagine" mas antes deu uma graçola de «mau gosto». Faz lembrar alguém??


Porém, de certo modo, tanto Lennon quando Elvis sairam derrotados, principalmente Lennon que lutava contra o sistema que recriminava. Uma mensagem que gostava de passar ao Salvador Sobral é esta: John Lennon também foi idolatrado e venerado por centenas de fãs mas isso não o impediu de ser morto à bala. Há sempre um que discorda... Pensa nesse quando o histerismo parecer querer engolir-te.

Elvis provavelmente só não teve o mesmo destino porque nessas duas vertentes opostas, o maluco era ele. Elvis andava armado e tinha um grupo de guarda-costas apelidado da Máfia de Menphis. Elvis adorava armas de fogo, tinha resmas delas e costumava andar aos tiros dentro de casa, aleatoriamente. Se não gostava de alguém na TV, dava um tiro no televisor! Costumava convidar algumas pessoas e logo mostrar-lhes um revólver. Todos os que entravam em sua casa eram revistados porém viam armas por todo o lado, transportadas à vista pelos seus seguranças e «entourage». Uma descrição de um «lar» que mais se assemelha às acomodações de um quartel de droga.

O que não deixa de ser uma comparação adequada, quando se sabe que Elvis drogava-se regularmente e «vivia» para a próxima dose. 

Portanto, isto de ser artista tem muito para dar errado. Tem tudo para dar certo quando se é talentoso e esse talento ascende o mediano.  Mas por isso mesmo tem uma igual ou maior proporção para dar muito errado.  

E pode-se ir de bestial a besta numa fracção de segundo.

Pf. continuem a deixar a vossa mijadela, obrigado.