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sábado, 7 de outubro de 2017

Sugestões para Penteados


Estou com vontade de mudar os meus cabelos. Encontrei por acaso um vídeo no youtube intitulado "cortes para outono 2018" e carreguei por curiosidade. Fiquei inspirada e com algumas ideias, mas não vou copiar nenhuma. Até porque a maioria dos cabelos aqui apresentados são lisos. E cabelo liso presta-se a cortes que cabelo ligeiramente ondulado não se presta.

Contudo, o que me fez transportar este tema para aqui foi outro motivo. Esta imagem, uma still que tirei do vídeo:


Este já foi o meu cabelo. Com todo o respeito para com a modelo, penso até que talvez conseguisse uma quinta trança, ou apenas quatro igualmente espessas. Nesta foto o cabelo da modelo foi dividido em quatro tranças, duas mais finas à frente e duas mais grossas atrás. 


Como só uso trança nos últimos meses, uma coisa que me «chocou» foi verificar, por casualidade, que a espessura da mesma diminuiu em apenas um mês. Com o cabelo húmido, costumava fazer a trança e esta tinha a espessura das duas primeiras desta imagem. Agora tem a espessura de uma do meio, mas está seriamente a ficar com a espessura de uma da ponta. 

Para quem já teve quatro grossas, ver o progresso para isto é... pronto. Tento ver pelo lado positivo: ainda me restam alguns fios. Mas não dá, é impossível, por vezes, não abandonar um pouco o conformismo e recordar «outros tempos».


No vídeo que deixo aqui surge ainda um corte de cabelo que me trouxe lembranças. Podes vê-lo aos 7m14s. Aquela tesoura começa a cortar a parte de trás e parece que só o consegue fazer por filas, tal é a quantidade de cabelo.

Esta imagem recordou-me uma altura em que decidi cortar o meu próprio cabelo. Estava em casa, aborrecida, cansada de me ver com o cabelo comprido e decidi ir buscar a tesoura e cortá-lo um pouco acima dos ombros. Com ele seco, comecei a cortar. Primeiro no lado esquerdo, depois do direito. Já tinha uma quantidade de tufos de cabelo bem grandes no chão - davam para encher uma almofada quadrada 15x15 quando, cansada e com receio de cortar torto, percebi que, na parte de trás, na parte da nuca, não ia conseguir cortar. Era muito cabelo que me sobrava e sem ter olhos nas costas, fica difícil. 

A solução era pedir à minha mãe, quando acordasse, para mo fazer.

Vou cortar as minhas longas tranças, eheheh!

E assim, por uns minutos, andei com a parte da frente do cabelo pelas orelhas e atrás, comprido como tudo Kkkkk

Hoje jamais poderia fazer isso. Ia parecer um rato de esgoto. Teria um fiozinho de lã atrás e uns parcos curtos à frente :D

Se um dia encontrar uma imagem desse momento, publico.
Lembro-me que me filmei com o cabelo meio cortado, mas auto-filmagem em espelho com câmera daquelas do tamanho de um tijolo que funcionava com fita magnética... é outra coisa. Se um dia voltar a ver essas imagens tento tirar uma still. Mas tenho dúvidas, pois infelizmente acho que apaguei-as da fita depois de as transferir para o digital, em formato DVD, suporte esse que logo deixou de funcionar. 

E que tal?
O vídeo deu-vos algumas ideias?

O que vos apeteceria fazer no vosso cabelito?

terça-feira, 13 de setembro de 2016


Chove!


O fim do Verão acabou de ser baptizado.
Na capital alfacinha, pelo menos. 
Está a chover. 

O baptismo para um Outono que só devia aparecer a 22 de Setembro....

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Ainda em negação de que o Verão não terminará tão cedo...


Lembram-se de um post sobre os summer blues, datado de 22 de Julho?

Pois desde então tenho estado a querer convencer-me de que o que vi nesse dia, a esvoaçar na estrada não foram umas tantas folhas de Outono. Não pode, não podia, não queria!

Contudo as evidências falam por si....








E as ANDORINHAS?

Ainda se avistam... Mas só vi duas hoje. A praga dos pombos essa é que do nada, regressou com toda a pujança! Já são dúzias, a poisar pelos beirais do prédio... 


Quando era adolescente e durante toda a minha vida, sempre fui avessa a quem pratica o tiro ao alvo em animais, por desporto. Aterrorizava-me isso e a ideia de que existia quem envenenasse pombos e quem andasse com uma pressão de ar para atirar a pardais, coelhos e outros animais. Contudo, ao ver pela janela os pombos em voos constantes, a voar bem perto, provocadores, já a pousar nas janelas para as deixar cagadas... a ideia de usar uma espingarda de chumbinhos para os abater não foi desagradável. Como mudei, eheh! Pelo menos no que respeita a pombos.  A aversão está a crescer. São, no meu entender, pragas. A cidade devia combatê-las.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Summer blues - a fragilidade das evidências

Abri a boca em espanto. Uma onda de tristeza invadiu-me os sentidos. "Estou mesmo a ver aquilo que penso que estou a ver???"

Folhas de árvore, espalhadas pela avenida, a esvoaçar com o vento.
"Nãaaaoo!!" - grito por dentro.


Tenho estado a negá-lo embora a sensação de tristeza já cá morasse. Os dias já não são tão longos. 

Diariamente, por volta das 19.30h, venho a notar uma claridade reduzida. "Ohhh, como é que pode?? Os dias já estão a ficar mais curtos e ainda nem sequer chegamos a Agosto!" - penso interiormente.

A claridade não é tão radiosa e recusa-se a invadir os meus domínios com todo o seu esplendor. Senti saudade de poder constatar: "Já viste? São 21.30h e há tanta luz do sol dentro de casa!". "No Inverno, ao início da tarde, pelas 16h, já se teria de acender os candeeiros por estar escuro. Olha só agora! Gosto mais dos dias assim".

Embora o calendário indique que o Outono chega daqui a precisamente 60 dias, ténues sinais para estes «bigodes de gato» já se dão a conhecer. E como este ano a Primavera chegou, tal como o Verão, acompanhada dos seus dias cinzentos e chuvosos, a simples perspectiva destes já estarem de regresso deixa-me com os "blues".


Quem diria... Eu, que nunca lamentei os dias frios de Inverno e sempre apreciei a chegada de cada estação, honrada por ver uma chegar e partir, com a cadência de quem marca a vida. Não partilhava com as outras pessoas o mau estar com o frio mesmo quando este congelava-me os dedos das mãos, nem me zangava com o forte vento, que dificultava-me o caminhar. Mas isso mudou. E a bem da verdade, não foi hoje. Já faz algum tempo que estes blues dos dias curtos são antecipados com uma certa agonia espiritual.

Porquê? Tenho as minhas teorias. Mas partilho apenas uma. Cresci e envelheci. Um corpo jovem e saudável aprecia o vento a bater-lhe forte, não se constipa com facilidade, pode até ficar à chuva e fazer muitas outras ousadias. Quase nada lhe traz sequer uma tosse. Tudo muda quando já não se está a crescer. Quando se fica doente e a recuperação acontece mas deixa sequelas... Agora uma brisa pode trazer de imediato a tosse. A fragilidade faz-nos apreciar temperaturas amenas, dias solarengos... Seja esta fragilidade física, mental ou espiritual.



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Coincidências ou Karma?

Interrogo-me, por vezes, sobre a minha morte. Na Primavera, quando tudo floresce, é impossível não pensar no ciclo da vida. Nesta estação, ela começa. No Outono, termina... hoje é o primeiro dia de Outono. Acabou-se a Primavera e o Verão.

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Quando será que vou morrer? Na verdade, não tenho nenhum pensamento mórbido em torno da ideia, nem é algo que está sempre a surgir. Mas tenho um que vou partilhar. Quando tenho de escrever uma data e vejo a minha mão a desenhar os números, ás vezes interrogo-me: será este o dia e o mês do meu óbito daqui a uns anos e nem o imagino?

Na segunda-feira passada tive esse pensamento. Não sei porquê, no preciso momento em que anotava a data, pensei na mesma como sendo de óbito. De alguém. Talvez o meu, daqui a não sei quanto tempo. O dia era 14 de Setembro. Atraida pela ideia de partilhar o que estava a pensar, com algum receio de parecer doida, perguntei aos presentes se tal ideia já lhes passou pela cabeça. Justifiquei-a também, porque a verdade é que já lidei com muitas datas e fiz estudos genealógicos, que me fizeram pensar na coincidência dos números.


Está visto, os outros não deixaram de estranhar a minha observação. Voltei a justificar, dizendo que era parvoíce para descomprimir o stress e ficámos por aí.

No dia seguinte pela manhã, os noticiários anunciavam a morte de Patrick Swayze, que ocorrera na véspera. Exactamente no dia 14.

Coincidência?
Não deve passar disso, claro está!

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Depois reflecti sobre outras coincidências. Duas semanas antes, descia a rua quando a música "I had the time of my Life", acompanhada de alguns vislumbres da dança do filme começou a soar na minha mente. Tive de me controlar para não descer a rua a dançar, pois ia parecer uma doida! Também me lembrei da série "Fame" e pensei que ninguém ia estranhar ver uma pessoa começar a dançar e cantar na rua, se essa série ou outra parecida estivesse a dar na televisão. A crise e a tensão pede o retorno de algo parecido... há espaço na TV portuguesa para uma cópia descarada. Estamos a precisar de ver adolescentes a cantar, dançar e pular pelas ruas e cafés...

Ao fazer um zapping pelos cento e tal canais, deparei com um documentário sobre o ator Patrick Swayze no canal E!, que contava a sua história até o ponto de ter recebido o diagnóstico de cancro pancreático. O que achei extraordinário, coincidência demais, foi, após ter ouvido nos noticiários que Patrick morreu aos 57 anos de idade, no documentário disseram a mesma idade quando referiram a morte do pai de Patrick. 57 anos!


É Karma? São coincidências? Acredito que nós gostamos de achar que não há coincidências em acontecimentos onde elas existem. Especialmente em catástrofes ou desastres. "Oh! Estava escrito!" - dizem alguns. Mas em outras circunstâncias, por serem talvez bizarras, achamos que é um acaso. E essas é que não são coincidências...