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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Sudoku? Não! Tsundoku!

 

Tsundoku.

Trata-se do hábito de comprar materiais de leitura e deixá-los em uma pilha sem nunca serem livros. Em entrevista ao Quartz, o professor de japonês Sahoko Ichikawa, da Universidade Cornell, dos Estados Unidos, explicou que o termo teve origem no século 19 e que "tsunde" significa empilhar coisas e "oku", deixá-las de lado por um tempo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Dois temas e meio - Oportunistas e leituras

 A lista de livros lidos aqui ao lado no blogue - parou de ser actualizada. Não preciso de a olhar para saber: O que me aconteceu? - interrogo-me. 

Costumava ler livros continuamente. Pessoas que me viam a fazê-lo achavam-no intrigante. E eu me surpreendia com a surpresa delas. O que tem de mais em se ler livros? Em transportar um? É para isso que eles servem. Não entendia. Mas algo mudou no final do ano de 2019.

Pensei que eventualmente, acabaria por regressar a mim. Estamos em 2021, tenho uns poucos livros ainda por ler na improvisada estante que criei - mas faz meses que toquei num. Pegar, até peguei. Era em francês e por isso li as primeiras páginas. Depois tive de regressar ao trabalho, meti o livro dentro da mochila, tirei-o noutra ocasião, li umas linhas e não me apeteceu continuar. 

Espero que seja uma fase - visto que toda a vida queria mais era ler livros. Não sei se é, se não é. Não me vou forçar - isso não quero. Julgo que deve de ser o estilo de vida que estou a levar que condiciona esta atividade que antes conseguia encaixar em qualquer circunstância. 


You see... antes costumava trabalhar de dia, e descansar de noite. Nos últimos anos tem sido o oposto: trabalho de noite e os dias - quando me permitem, são para dormir. 

Isso deve ter afectado as minhas rotinas sem que desse conta. Também a presença no blogue deixou de ser tão assídua. Contudo, no que respeita aos livros, tudo teve início com aquele impacto de 2019. Tentei lê-los, mas a pesar do cérebro estar a computar cada frase, página atrás de página - ao mesmo tempo estava a fazer a sua própria narrativa, numa viagem que tinha sempre o mesmo contexto. Palavras soltas no livro, aqui e ali, insuflavam esta narrativa mais ainda. Estava a ler livros sem realmente os absorver/apreciar. 

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Uma rapariga que apareceu cá em casa pareceu-me daquelas em que não se pode estender uma mão que ela logo vai pedir o braço. Mas este post vai ser longo. Aguardem. 


domingo, 24 de maio de 2020

Livro lido: dias infinitos

Mais um livro lido.
 E este nao foi na transversal.


Li o primeiro capitulo faz muito tempo. Numa noite da semana passada apeteceu-me apanhar ar. Fui para o jardim. A noite estava morna e agradavel. Uma brisa perfumada soprava, para minha delicia.  Convidava o silencio à leitura. Assim me apeteceu, assim o fiz.

Soube muito bem!
Quando me cansei (provavelmente por ter o rabiosque sentado numa cadeira metalica) fui para dentro e continuei a leitura no quarto.

Finalizei-a em dois dias.
(Confinada durante o dia ao meu cantinho para evitar o dissabor de me cruzar com a malevola intriguista mentirosa gorda e com dois dias sem ir trabalhar,  ler foi um prazer).

A obra ja foi escrita ha 10 anos, mas isso para mim é irrelevante. Podia ter sido há 100, 500...

Menciono-o por nao a conhecer de nome. Não acompanhei nenhuma triologia ou saga sobre vampiros, por isso é natural que fosse uma temática que passou debaixo do radar.


Achei o livro bem escrito. Não pelo palavreado floreado, ou a gramática e síntaxe perfeitas, mas por ter a história bem colada uma na outra, com diálogos  e situações credíveis.

A permissa também é interessante: uma vampira que vira humana 500 anos após a sua morte.

Toda a explicação para esse desejo, para a violencia da morte, voltar a ter sensacoes humanas versus as de vampira...

É lindo.

Menos bem conseguido, A meu ver, esta a historia de amor. Entendo a atracao fisica, entendo a quimica mas na intelectualidade e no emocional fica um pouco aquem. Principalmente o rapaz. Habituado a ser o mais atraente e mais desejado de todo o campus, acho que seria preciso algo mais impactante para essa cumplicidade e paixao surgir.


Outro lado que nem foi explorado e nao é comum em romances, é o momento em que o casal se ama pela primeira vez. Suspeito que, talvez porque se trata de uma historia tambem para o publico infanto-juvenil, com protagonists de 16 anos, nao existe neste livro nenhuma descricao de intimidade ou acto sexual. No maximo temos um beijo, nada muito descritivo e depois a porta do quarto fecha-se com os dois amantes la dentro.

O leitor nao acompanha a intimidade das personagens. Fica um pouco menos facil de acreditar na solidez dos afectos, sem a habitual descricao das caricias, as sensacoes provocadas, os actos supreendentes e a apoteose.

Ja a relacao de amizade dela com o colega "japones" gostei bastante. Chega a ser sofrivel quando os dois se afastam.

Recomendo a leitura deste livro, mas acho que nao vou procurar a sequela. Pelo que li parece-me que pode estragar esta historia.

FICO por aqui.
Este e mais um livro do qual nao me vou desfazer. Vai ficar na minha "estante".


quinta-feira, 14 de maio de 2020

O primeiro livro lido na transversal

O dia no trabalho estava a ser monotono e enfadonho. Os minutos nao passavam. Meteram outros na funcao que eu estava a desempenhar tao bem e nao tinha nada para fazer por mais que me esforçasse para fazer tudo o que me fosse permitido. Perguntei a outros gerentes se precisavam de ajuda. "Nao, eu nao preciso de ninguem" - disse um com a arrogancia do costume.

Estava a exasperar. Estava irritada. Decidi perguntar ao gerente que me deixou à toa horas antes, se podia ir para a segunda pausa.

"Se nao me sabem aproveitar para trabalhar, entao vou valorizar o descanso".

Em boa hora o fiz.

Sentei na biblioteca, puxei de um livro de cores vibrantes e ar de novo que ali surgiu e li a sinopse. Saltei ao calhas para o meio da historia e para meu espanto, estava a descrever o momento em que a historia realmente começa.


Pensei ca com os meus botoes que outros escritores colocam esse instante logo no inicio, para agarrar o leitor. "Que monotono deve ser a,leitura das paginas anteriores. Todas dedicadas à apresentacao e contextualizacao de personagens e ambientes" - pensei.

Lido o capitulo em que tudo acontece (uma crianca é encontrada inconsciente num jardim comunitario durante uma festa) decido saltar mais uns tantos.

E que bem que o fiz!
Fui parar a outro momento chave, que resume tudo o que foi arrastado na fase de suposicoes e suspeitas. Uma das vizinhas estava a falar com uma das crianças sobre o ataque no jardim e nesse capitulo definiu-se tambem tracos de personalidade de maridos ate entao ausentes, sogro, historias do passado, irmas que nunca foram....

Saltei mais um pouco mas quando fui ver as horas, ja tinha passado 10 minutos do tempo dado para a pausa. Larguei o livro deixando a pagina marcada e regressei ao trabalho.

No dia seguinte, ontem, cancelaram-me o turno. Fiquei de rastos mas decidi deixar passar essa sensacao devastadora. É o trabalho que ja comeca a ser cancelado, é a busca de uma nova casa que se revela uma tarefa com poucas chances de dar certo.

Nisto chamam-me para fazer um turno das 1800-2200. Fui. Cheguei cedo e por isso fui directa à biblioteca, cheia de colegas a conversar e a beber. Peguei no livro e fui para uma zona mais reservada. Salto para a parte em que a vitima ja recuperou a consciencia, fala com a irma que a descobriu insconciente e com "tudo à vista" e recorda-se daquilo que fez com o namorado.


A reacao de uma amiga é descrita, assim como o que fez enquanto esperava pelo namorado no jardim, ate ao momento em que se sente a desfalecer.

Dai salto para o momento em que a policia quer falar com as filhas da vizinha que se pos a investigar e nesse instante sabe-se quem é o atacante porque as motivacoes indicam o suspeito.

No final, tudo ę encoberto, a vitima quer esquecer o assunto, o casal que sabe a verdade arma-se em bom samaritano.

E a historia acaba assim.


Fiquei muito agragada com a forma como li este livro. Percebi mesmo que apanhei todos os momentos chave. Foi uma leitura transversal perfeita. E fez-me muito bem.

Ja vos aconteceu algo assim?

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Chovem pontos de interrogação



A boa notícia é que fui capaz de voltar a ler livros. Actividade que se tornou impossível lá por Setembro. Mas por volta de Dezembro, agarrei novamente um livro pela primeira vez. Não era bom, veio o Natal, e não o terminei. Estamos em Fevereiro. Faz sete dias que estou a ler Peter Swanson "Before she knew him". 

Estou a gostar. É uma escrita simples, sem grandes twists, mas que abre a mente para novas realidades interpretativas. O seu contributo maior é esse: por as situações sobre um outro ponto de vista.  

Contudo, aqui e ali, há partes que me remetem para o motivo que me fez largar as leituras. Esta frase sublinhada, por exemplo. Que no meu caso, vem com um ponto de interrogação no final. 

Não ia agir sobre uma fantasia se esta não fosse bem-vinda. 
Mas pensei ter uma amizade.

E por isso, pontos de interrogações caem sobre tudo, que nem chuva miúda (drizzle rain). 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Leituras adiadas por causas maiores


Ainda não retomei o hábito da leitura de livros.
Andava a ler um seguido de outro desde o início deste ano. Numa média, suponho, de um por mês. Parei, quando se deu o desastre do "Titanic". Não conseguia. Não tinha ânimo, não tinha como me concentrar. As letras juntavam-se e formavam palavras, que o meu cérebro lia, página após página, sem nada interiorizar, por estar mergulhado em sofrimento e buscas por entendimento. 

Quase quatro meses... sem ler livros.
Tentei. Tenho uns quatro iniciados.
Só um, recentemente, pareceu-me bom o suficiente para me devolver a vontade de ler mais.
Mas ainda não lhe toquei.
É preciso disponibilidade para ler livros. Não só de tempo, mas de tranquilidade interior.

Quando esta foi violentamente atacada, não houve nada a fazer. Provavelmente aparentava estar bem. Lembro-me de conversar ao telefone sem nada dar a entender, de ser cortejada sem nada dar a entender, de até falar como se estivesse bem.

Mas chorava. E por dentro, desesperava. Até a vontade de comer desapareceu.  
Lembro-me de ter um pacote de bolachas cracker no quarto e forçar-me a ingerir ao menos aquilo, por uma noção ténue de necessidade. Ia trabalhar sem nada no estômago e voltava sem nada no estômago. Foi assim por cerca de uma semana, até que forcei um hamburguer a descer pela boca.

Foi mesmo mau.
(Não merecia).

sábado, 25 de maio de 2019

Mais um livro... e estou a gostar

Nunca tinha lido Joan Collins.
Mas vi este livro e decidi espreitar.

Para minha surpresa prendeu-me de imediato. Estou entusiasmada com a leitura de "Amor, desejo e Ódio".

Mas uma coisa perturba-me desde o início. Desde que olhei a capa pela primeira vez. Conseguem adivinhar o que se trata?




quarta-feira, 17 de abril de 2019

Leituras...


Já repararam na lista aqui ao lado?
Apeteceu-me registar as leituras. Estou curiosíssima por saber se já leram alguma destas obras, ou outras dos mesmos autores. Uma em particular surpreendeu-me pela qualidade da escrita! Não tem um momento tedioso, tudo é descrito com enorme conhecimento do interior das personagens, do real, da vida. E tudo escrito tem um propósito, não há palavras metidas sem necessidade. 


Saberão adivinhar de qual obra falo?

Boa Páscoa!


sábado, 8 de julho de 2017

Deixe aqui a sua mijinha



Este poste é só para você, leitor, marcar território.
Por isso peço a quem visita, para mijar aqui neste post...



Xiiiiiii....

Desde que o blogger apagou a lista de blogues a seguir que recorro aos comentários aqui deixados par ir lendo outros blogues. Então pensei em fazer um post só para reunir todos os que visito ou que me visitam. Por isso estão convidados: Entrem em minha casa e deixei uma mijadela! 

Uma qualquer gotinha conta.

Aliviem-se!


E já agora, façam scroll down (andem para baixo) e descubram outros posts onde também podem mijar :)))

Boas mijadelas!