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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Assédio, perseguição, maus tratos: o que o tempo veio a definir como BULLYING

 

Não sei se estou preparada para falar muito abertamente sobre isto. Acho que certas partes não vou aprofundar muito. Mas estava aqui na minha vidinha a pensar, após uma angústia emocional que até dor de cabeça me causou, que na escola, não me lembro de sofrer de bullying. 

Disse isto muitas vezes, acreditando ser verdade, quando ainda era estudante, mas já mais adulta. Até que, como adulta, ainda na escola a situação foi-se alterando. Eu pensei que nunca tinha sido vítima de bullying - mas estava errada. 

Fui vítima de bullying TODA A MINHA VIDA.

Na realidade, não conheço outra existência. 
E talvez por isso, até hoje, a meio de século de vida, é ainda uma situação recorrente. 

Não se aprende a ganhar defesas. Aprende-se apenas a suportar em silêncio.

Sorte tem aquele que viu entrar na sua vida uma alma inteligente e caridosa que, entendendo a situação, emprega o indivíduo de ferramentas de defesa e precaução. 

domingo, 25 de junho de 2023

Partida de Carnaval

Hoje colei o dispensor de sabonete líquido ao lavatório. 

Passadas duas horas, oiço a M. a fazer um grande estardalhaço com a embalagem. E rio-me. Lá foi ela tirar novamente o dispensor dali. Por pura maldade. Não esperava era encontrá-lo fixado! Puxou, puxou, desprendeu, mas desistiu. AhahahRi e achei divertido. Com essa ela não esperava!


apenas duas horas depois...


Fui de imediato confirmar as minhas suspeitas. Encontrei o dispensor descolado quase na totalidade mas ainda no lugar onde é suposto estar e, de forma muito desajeitada, forçada, a M. impôs o dispensor dela entre a torneira e a minha embalagem. 

Como se o lavatório não tivesse DOIS LADOS, podendo o dispensor de uma ficar de um e o da outra no outro. Para quê "disputar" uma parvoíce destas? 


Se não fosse isto seria outra coisa porque não se trata do que é. Trata-se de quem é. A quem pertence. Ou quem decidiu. 

Tenho que partilhar aqui que isto de "dois dispensores" também é coisa NOVA. Criada pela "M". Até aqui só tem existido UM DISPENSOR. Que ela escolhe, compra e decide onde deve ficar. E SÓ PODE FICAR onde ela decide. Se alguém muda de lugar, ela enfurece-se. Aliás, qualquer coisa de outra pessoa naquele espaço a faz "passar-se" dos carretos. Como Narcisista que é, a única coisa que "está bem" são as coisas dela, como ela decide as ter. E se o armário do WC está CHEIO de embalagens vazias (contei oito), está tudo bem. Porque são todas DELA. 

Ela usa sabonete líquido tão depressa que em menos de uma semana acabam. Depois não os deita fora. Não. É mais uma embalagem vazia - ou quase vazia, a juntar-se a outras. 

O último dispensor que comprou, usou quase até ao fim. Não o deitou fora. Colocou-o no parapeito da janela meio aberto e aguado, deixou-o cair, o líquido vazou para o parapeito, deixou tudo vermelho com consistência de gosma mas limpar é que não.  

Deixei que passasse tempo. Geralmente ela é que DECIDE que sabonete líquido vai colocar. Passou mais de uma semana, depois duas. Então percebi que desta vez, ela não quis colocar nenhum. Talvez para "castigo". Já que diz "não usar" esta WC - o que é mentira, porque ainda há dias encontrei a sanita com vestígios de cocó e o fundo com sangue. Para quem "não usa" acordou-me três vezes a noite passada, entre a 1 da manhã e as 2 horas. A bater portas e a ir sucessivamente ao WC.  Sempre que lá vai, de alguma forma estraga alguma coisa: ou não limpa a merda que deixa na sanita, ou deixa cair sangue menstrual, ou deita o papel higiénico usado no chão. 

Coisas que a minha ingénua pessoa, de início, pensava serem casuais, fruto de uma mente descuidada, que não recebeu uma educação apropriada. Mas hoje, já sem qualquer névoa de bondade a filtar meus olhos, sei que é consciente e intencional. 

Assim que viu que eu havia colocado um dispensor de sabonete no WC, fez-lhe espécie. Tirou-o do lavatório umas tantas vezes, para o deixar em cima do parapeito. Só passado uns dias é que "lembrou-se" daquele que negligênciou e estava ainda detarrachado e tombado quase a cair pela janela. 


Foi buscá-lo, fechou-o e desde então, quer substituir aquele que lá coloquei pelo seu. Que não está a usar. Pois continua com a mesma quantidade minúscula de líquido. Remove o que lá pus, deixando-o no cimo da janela e o dela aparece no lavatório onde antes estava o meu. 

Há uns tempos, fingindo desconhecimento de causa, ela encorralou-me no corredor depois de eu sair do WC para me dizer: "Não sei se és tu ou é ele, não quero que tirem o meu sabonete do lugar, é para ficar ali.". Ao que lhe respondi: "Estou mais preocupada com a merda deixada dentro na sanita". 
- "Merda?" - diz ela, fingindo inocência. 

-"Sim. Merda. Dentro da sanita e também no assento. Salpicos de merda"

Sabia muito bem que tinha sido ela, logo pela manhã, porque é bastante sonora. E o rapaz - o único que também poderia ter usado a sanita, tinha-se ausentado por uns dias. Ela percebeu que o dedo só podia apontar numa direcção. Abordou-me para apontar-me o dedo, mas virou-se o feitiço contra o feitiçeiro. 

Coloquei o dispensor ali para todos usarem-no. Ela inclusive. Não me incomoda. Para quê um conjunto de sabonetes líquidos num WC minúsculo? Já havia vivido com uma pessoa com um comportamento semelhante na casa anterior: embalagens vazias por todo o lado, não tocava nas coisas que eu comprava para a casa, como esponjas da louça, detergente da louça, e ia comprar ao seu gosto, impondo o uso simultaneo e instruindo os "amigos" para não usarem os que comprei. Por essa experiência percebi que é melhor deixar a pessoa tomar as decisões. Porque contraliá-la vai deixá-la enfurecida e vai retaliar. 


Aposto que o sabonete líquido não vai sobreviver muito mais tempo lá. Vai "saltar" para o parapeito da janela ainda esta noite. Tal como a jarra saltitante....


A ideia de fazer isto surgiu do nada mas acho que, inconscientemente, tirei inspiração de uma memória humorística de uma partida de carnaval de meu pai. Ele colou numa tampa de esgoto algumas moedas de escudo e depois ficámos à janela a observar o comportamento das pessoas. Algumas tentavam muito puxar a moeda, sem conseguir. Outras tentavam com uma chave. Aos poucos alguém foi conseguindo e as moedas desapareceram. Algo nessa memória me faz sentir um tanto feliz. Uma brincadeira inocente tanto como eu. 


PS: Fui ao WC e percebi que um fio de cola ia do lavatório até o parapeito da janela. Isso só seria possível se a dispensor, depois de colado, tivesse sido colocado ali. Ficou claro para mim que foi isso mesmo que aconteceu. Depois de o fazer, a M. deve ter percebido que o seu gesto ia ficar comprometido e não quis ser identificada ao acto. Voltou a colocar o dispensador e enfiou o dela entre os dois. Resta saber o que vai inventar de seguida. Seja o que for, será dentro das linhas da inversão de papéis. 

domingo, 19 de março de 2023

 

Não vou publicar aqui, porque quando se partilha a mesma internet surge nos motores de pesquisa da google todos os endereços pesquisados. O meu blogue poderá ser encontrado por alguém aqui de casa. Traduzir hoje em dia é fácil e automático. Mas o vídeo não deixaria margem para dúvidas. 


Surge a M. - cujo nome verdadeiro nem começa por M (já agora). A seguir-me, como já venho a contar que faz. Acabo de entrar na cozinha para tirar a roupa da máquina e ela, ouvindo, segue-me. Começa logo a fazer um banzé. Nossa, tanto barulho! Sempre nas minhas costas. No canto da bancada deixei um pratinho com talheres de plástico. Para o lavar e arrumar assim que acabasse de tirar a roupa. Questão se segundos! Não o lavei dias antes, porque ela me segue. Ia para apanhar a roupa e depois descer e tratar da louça. Mas isso seriam duas viagens, demasiada exposição. Decidi não arriscar. Por isso levei os dois para baixo. Pus a roupa dentro de um saco e depois virei-me, apanhei o prato onde cuidadosamente coloquei os talheres certificando-me que não poderiam cair e fui os lavar. 

O que mostra o vídeo?


Bom, antes de mais uma informação: ando a filmar-me pela casa. Cada vez que saio do quarto. Não queria ter de o fazer, não aprecio ter de o fazer. Mas se não o fizer, não posso provar que estou a ser seguida. O que os vídeos têm revelado até a mim me surpreende. Sabia que ela me seguia e sentia seus olhares e energia negativa. Mas ver nos vídeos a sua linguagem corporal e os olhares como que punhais que me lança até causou os pêlos da minha amiga arrepiarem-se. 

Mostrei um vídeo a uma colega - nem sequer muito próxima, apenas falávamos e acabei por lhe mostrar. Ela ficou preocupada. Temeu pela minha segurança. Disse que não me queria alarmar mas, era melhor que eu não guardasse a minha comida na cozinha, porque ela parecia ser o tipo de pessoa que vai envenená-la. 

Não creio que fosse para tanto, embora já me tivesse ocorrido. Quero acreditar que não. Não a esse ponto. Mas hoje, o vídeo de hoje, também me surpreende. E quem faz aquilo faz mais. Não tem pudores. 

Antes da coisa azedar mais para o azedo, já evitava deixar a comida a cozinhar com ela por perto. Notei que ela sempre TOSSIA na direcção e perto do tacho que tinha ao lume, ou do tacho que tinha a esfriar à janela. Com tanto sítio e tempo para tossir, era logo, de boca aberta, na direcção do meu comer. Uma vez tinha um prato com comida em cima da bancada, ela chega e tosse em cima dele. 

SIM. Claro que sim! Claro que ela seria capaz. Que besteira achar que não... (ingenuidade). 

Bom, mas queria este post curto e singelo. 
O vídeo mostra ela a chegar e de imediato faz-me o gesto do dedo. Sim! Mostra-me o dedo do meio. Lança-mo com ódio no olhar. Não temos interacção alguma. Não a vejo há dias. (só a oiço e a sinto). Tenho estado sempre a trabalhar, que foi de onde tinha acabado de regressar. Fiz 9 horas de trabalho este domingo. 

Depois de me lançar o dedo do meio, repara no meu prato, deixado ali. Eu estou de costas, a tirar a roupa da máquina. O prato está à mercê dela. Faz um sorriso de troça, olha intensamente para mim, olha para o prato, certifica-se que eu não me vou virar e, como não a estou a ver e ali está algo que me pertence, sabem o que ela faz? Com um gesto rápido passa a mão nos talheres para os atirar para o chão! 

O que isto diz da psique da pessoa?

É maliciosa. Viu algo que me pertence "desprotegido" e atacou

Se encontrasse outra coisa? Se tivesse acesso ao meu prato com comida, o que faria? Cuspia para dentro? Punha veneno, como indicou a colega?

Depois de o atirar para o chão, ainda faz pior: coloca em cima um cartão e põe-se a pisá-lo. Fingindo estar a "espalmar" a embalagem. 

De costas, só oiço é barulho. Distingui bem o ruído do talher de plástico a cair. Acabo de enfiar a roupa no saco, viro-me para trás, ponho a roupa ensacada na bancada ao lado do prato, pego neste e nos talheres para os lavar. 

Ela muda de expressão facial, como se nada fosse, e continua a pisar o cartão. Novamente com as minhas costas viradas, ela lança-me olhares fulminantes, pega no cartão, espalma-o e continua com os seus olhares.  

Sim, ela seria capaz de muito mais e pior. Só encontrou foi talheres disponíveis. Tivesse encontrado outra coisa, roupa a secar, etc, nem sei. Também me ocorreu que não é sensato deixar a máquina de roupa a lavar com ela por perto. Ainda é capaz de ir ao WC com um copo, urinar para dentro e despejar o mijo na máquina, só para ter a satisfação de me saber a usar a roupa com o seu mijo. Provavelmente a minha louça lavada nem está segura ali na cozinha. Ela pode muito bem decidir enfiá-la na água sanitária. Ou cuspir na minha comida, caso tenha oportunidade. Ou estragá-la se a deixar preparada no frigorífico. Sim, ela faria isso. Nossa. Ainda me surpreendo com a minha ingenuidade.

 Pois se enquanto usei a gaveta do congelador do lado da porta onde ela tinha a dela, sempre deixou a porta aberta de modo a eu encontrar minha comida toda descongelada. Agora sei que não era por contínua distração. Ela tem pouco de distraída e muito de fingida. 

Quando o rapaz saiu desta casa, decidi mudar os congelados para a outra porta congeladora. Desde então nunca mais apanhei a porta do congelador aberta. Parece que "perdeu o hábito" agora que já não me pode afectar. Por isso é que acho que descubro que tudo o que ela fez até aqui e faz é e sempre foi com más intenções. Provavelmente nunca fez nada de outra forma.   

No instante em que ouvi o talher de plástico a cair no chão, soube que tinha sido ela ao chegar mas pensei que tinha sido ACIDENTALMENTE, como é uma bruta espaçosa e ruidosa que não respeita nada nem ninguém, devia estar ali a tomar o espaço todo para si. 

Mais ingenuidade minha. Ela só é assim porque quer incomodar os outros e os afastar dos espaços em comum.


Quando vi o vídeo percebi que os talheres, tal como disse, foram bem colocados dentro do prato para não tombarem acidentalmente por uma qualquer passagem. Ela pega num plástico (para não tocar com as próprias mãos) e usa-o para atirar uns talheres para o chão. Um cai.

Quando o ouvi cair no chão pensei: deixas-te-o cair agora é teu! 
Qualquer pessoa normal, se o tivesse deixado cair acidentalmente, teria pego, restituido ao lugar e pedido desculpa. 

Não posso ter nada meu por perto que ela não destrua em segundos. Não tenho nada cá fora na cozinha, pelas bancadas. Nada. Nunca tive. Nunca deixei sequer louça suja ou comida dentro de um tacho, em cima do fogão ou dentro do forno. Nem tenho coisas muito importantes nos armários. Não tenho azeite, ou vinagre nem nada que possa vir a ser adulterado para me prejudicar. Há uns anos pelo natal, fui buscar a nova garrafa de vinagre de 500ml que tinha comprado para temperar salada e encontrei-a VAZIA. Disse-lhe isso e ela, muito blazé, logo ela que suspeita de tudo e todos, responde-me que se calhar eu não percebi que a tinha usado. Ora, se era nova e vinagre não é água! Não se bebe meio-litro. Na altura o rapaz andava a roubar a minha comida. Mas nem por isso suspeitei só dele. A garrafa foi esvaziada propositadamente para me irritar e colocada novamente no lugar. Ninguém precisa de vinagre para beber. O rapaz era mais de tirar e consumir. Robou-me uma garrafa de vinho, pão, ovos. Coisas comestíveis e bebíveis. Para despejar uma garrafa de meio-litro de vinagre, só por maldade. Para uso sem ser tempero - e aqui no uk NINGUÉM usa vinagre para tempero - o outro uso só pode ser para limpeza. O rapaz não limpava nem uma colher. A forma como ela falou, fingindo-se desentendida, depois querendo me levar a pensar que estava equivocada, fez-me suspeitar que tinha sido ela, querendo deixar que as culpas recaíssem sobre o já identificado ladrão. 

Para se ter uma ideia, faz duas semanas que ela deixou duas travessas de vidro super imundas num canto da cozinha. Lavá-las? nem pensar. A empregada de limpeza, que aparece uma vez por semana, prefere cuidar da louça deixada suja a lavar a casa. Ficou que tempos a lavar a louça dos outros e nunca chega a aspirar o corredor ou a lavar o chão do WC de cima. Como resultado, estes ficam sujos. O corredor tem pedaços de lama que cai dos sapatos dos outros dois e o chão do WC... tem de tudo. 

A senhora tentou lavar as travessas da M. e tirou até muita da gordura. Mas desistiu de tirar toda. É impossível, aquilo de vidro só o nome, porque nem transparente é mais. O lava louças está entupido. E a gordura da comida da M. empregna-se em tudo o que ali toca. 


Enfim, é importante notar que não tenho recursos para me filmar, ou o ambiente. Bem que gostaria, porque a narrativa ia surpreender. Até a mim. A pesar de tudo o que sei, ainda me surpreendo. Espanto-me.

Passar por isto ajuda-me a desvendar como sou. Devo ser uma pessoa muito especial. Realmente devo ter algo que gera uma enorme aversão e inveja em pessoas egocêntricas e invejosas. 
Nunca escolhi as pessoas que me rodeiam. Deixo que venha quem vier. 

Essa é outra lição a aprender. Se calhar ser selectivo é necessário. Muito necessário. Não se pode acolher todos. Porque desses todos vêm o grupo dos invejosos que vão invejar a tua capacidade para gostar de todos quando eles não têm capacidade para gostar de UM. De início, vão querer ser teus amigos, fascinados por ti. Absorvendo a tua boa energia. Mas depois isso muda. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

O politicamente correcto é ser CUMPLICE por omissão?

 

Ele não presta! - disse-me a M., referindo-se ao novo inquilino.

Ela havia acabado de chegar a casa. Ele tinha acabado de comer e subir ao quarto. Quis saber o que se passava. A M. ficou escandalizada por ele ter deixado restos de comida dentro do lava louça. Tirou uma fotografia e vai enviar à agência para se queixar. Tal como fez com o JA.

Sabem o que eu pensei quando ela me disse para ir espreitar o lava louças e fez aquela cara de censura extrema? 
-"Tu fazes o mesmo".


Nunca que ela remove os restos de comida. Já falei disso aqui, não já? Sei que sim, mas se calhar foi no único rascunho no qual desabafei tudo, sem publicar. Até o rapaz uma vez me mencionou isso. Mas nós relevamos. Ninguém é perfeito e temos de ir fechando os olhos a coisinhas aqui e ali. 

É que não quero receber aqueles comentários: "Se calhar o problema és tu e vais ter problemas em todas as casas" 

Como se eu não tivesse capacidade para ser compreensiva e ainda assim também ter vontade de desabafar o que não me agrada. Um anónimo deixou hoje este comentário no meu post sobre ajudar os outros:

Porque não pratica essa teoria dentro de casa? Ser generosa sem esperar nada em troca? Já tentou ser mais generosa e compreender que cada ser humano é diferente e aceitar isso? Enquanto isso não acontecer nunca vai viver bem em grupo, seja nessa casa, na anterior ou numa no futuro! 


Adoraria publicar este comentário no post em que foi deixado não tivesse reparado que é anónimo. Porque acho que quem não tem colhões para se identificar quando sabe que vai escrever algo que a outra pessoa pode ou não gostar de ler, é porque no fundo não quer ajudar. Só quer criticar. 

Além disso, considero esta observação desadequada. Se eu não tentasse compreender as diferenças de cada um não me metia em metade das alhadas que acabo por viver. Pessoas como a M. sabem bem de quem gostam e de quem não gostam. É uma forma de ser. Agora, tal como é sugerido pelo anónimo: elas tentam compreender alguma coisa? Não. Vai começar uma campanha interminável de censura e de perseguição com vista a fazer com que o novo inquilino saia daqui.

Foi o mesmo que fizeram comigo. Dá para entender isso?
Não acho correcto. Seja eu o alvo ou só o observador.

Penso que o melhor seria falar, primeiro apontar para o que nos incomoda e pedir para a outra pessoa ter mais cuidado da próxima vez. E não ir a correr fazer queixinhas a todos os outros colegas e há agência. Primeiro dá-se oportunidades às pessoas, só depois, se estas não perceberem, é que se pode decidir cortar de vez. Ou estou errada. Acho que estou. Sinceramente, acho. Por tudo o que já vivi. 

Mais uma vez, passei por isso também noutra situação. O de ser cortada. E até hoje me dói. 

Sim, mas devo ser eu que estou errada. Tenho a certeza que sim.
Os que discriminam dão-se bem e eu vou-me incomodando ou recriminando estes comportamentos e dou-me mal.

Ao menos desta vez não é comigo. Não sou o alvo. E nunca vou ser. 

Devo ficar contente com isso.

É deixar andar. Fico no meu canto. 


quinta-feira, 26 de março de 2009

O Medo e a acusação

Quando era nova os miúdos acusaram-se uns aos outros, porque a professora queria saber quem tinha descoberto as soluções para um problema e feito batota. "Não fui eu! Não fui eu! Foi «x» que me disse! Pergunte a «x»! A professora dirige-se a «X», que repete o mesmo discurso, e transfere a ira da professora para «Y». «Y» transferiu para «Z» e assim sucessivamente. Achei tudo isto muito feio e lamentável e de imediato, tomei a decisão de não agir assim quando chegasse a vez de «A ou B ou C» passar a acusação para o meu lado. E assim o fiz.
Já se passaram muitos anos, não lido mais com crianças, mas com adultos. Mais velhos que eu, inclusive. Isso não impediu de estar a viver este «dejavú» novamente. "Eu não fui! Eu passei as coisas para ti! Foste tu!".
Ver adultos, na casa dos 50, com esta atitude idêntica há das crianças, não me faz ter mais fé na raça humana. Nas crianças, ao menos, são crianças, sentem medo porque são menores que os adultos e estavam a ser intimidadas. Qual o pretexto de pessoas com mais de metade de um século de vida?
Vinte anos de diferença nos separam, podiam ser meus pais e, no entanto, continuei eu estóica, um exemplo de nobreza de carácter, ao limitar-me a dialogar sobre a situação sem apontar de imediato o dedo na direcção de alguém em acusação. Não sou culpada, mas ajo como que a dividir uma parcela de responsabilidade na questão. Coisa que só fica bem num trabalho em equipa, mas que não vejo ser a atitude das outras pessoas em volta. Cada uma só quer se certificar que fica assente que a culpa maior é de outro. Procuram o derradeiro culpado, alguém que fique com as culpas e sofra a punição, o bode expiatório.