Vi um filme maravilhoso do qual nunca tinha ouvido falar. Data de 2018, muito recente. O filme tem uma história incrível, perturbadora em certos aspectos e impressionantemente realista. As interpretações estão fantásticas. O actor principal é tão bom que nem o vemos. Só lá está a autenticidade da personagem.
Traduzido para português o título do filme significa: "homem jovem com alto potencial"
E do que trata a história? Bom, ele é um geek que não sabe socializar, ė estudante e vive num dormitório. Uma jovem atraente pede-lhe para ser sua colega de trabalho num projecto e ele sente-se atraido por ela. Mas carece de experiência na corte. Quando a beija, ela diz-lhe que nunca pensou nele dessa forma. Ele sente bastante a rejeição e quando surge uma oportunidade para satisfazer a sua curiosidade e fantasias, decide aproveitar.
Mas a coisa não lhe corre bem. Vai correr ainda pior para ela.
Pelo meio surge uma senhora que trabalha na cantina que é sagaz e entende o que se passa, ainda assim participa, não se escandaliza nem procura saber a verdade.
O filme está tão bem feito que várias vezes levo as mãos para tapar a boca que abriu de espanto. O mesmo para os olhos. Por vezes até me levantei da poltrona.
Um filme capaz de despertar estas emoções vale mesmo a pena ver, não concordam?
Quando foi a ultima vez que um filme vos provocou isso? Lembram-se de que filme se tratou?
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quinta-feira, 28 de maio de 2020
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
O olhar do homem da bicicleta e o dia de s. valentim
Passa por mim quase todos os dias, no mesmo lugar.
Vem de bicicleta na minha direcção, vestindo um casaco reflector, luvas e um gorro.
Bom... tenho o olhar do homem-na-bicicleta.
Sejam felizes.
Vem de bicicleta na minha direcção, vestindo um casaco reflector, luvas e um gorro.
Olhamos-nos bem no olho, praticamente em simultâneo. Um a dar ao outro a certeza de que foi visto. Percebo apenas que tem barba rasa, talvez ruiva ou loura. Não dá para ver mais nada. Só os olhos. Desde a primeira vez gostei do seu olhar. Achei-o genuíno. Simpático. Puro. E passei a simpatizar com o olhar do «homem-da-bicicleta».
Hoje voltá-mos a ter aquele segundo de contacto visual. Mas tive de desviar o meu olhar do dele, quase de imediato, porque receei que conseguisse ler-me o pensamento.
Da próxima vez talvez deva esboçar um sorriso.
Quando cheguei a casa tinha uma encomenda à minha espera. Achei que não podia ter sido mais oportuna - a compra que fiz há uns meses. Visto que é dia de S. Valentim. Pensei "É um sinal que vou ter de me contentar com isto. Se calhar nem funciona. Ou então ainda tenho uma noite de S. Valentim algo diferente".
Pus a carregar e carreguei no botão.
Não funciona.Bom... tenho o olhar do homem-na-bicicleta.
Sejam felizes.
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
O tipo da boleia
Tenho de tomar cuidado com o parque de estacionamento do supermercado.
Então não é que passei outras duas horas na conversa??
O homem que me deu boleia do emprego até
Entre outras coisas, fala-me da família, dos filhos, ele é pai e mãe de ambos. Cria-os sozinhos. Foi violento na juventude, ia rumar para uma vida de crime até que se alistou no exército, onde ficou 9 anos. Foi há bósnia e a uma série de países de conflicto bélico. Agora está a trabalhar no mesmo lugar que eu.
Notei que precisava de conversar. Muito. Como se não tivesse oportunidade de o fazer com ninguém. Eu não me incomodo. Gosto de ouvir histórias de vida das pessoas. Gosto verdadeiramente. Contou-me tanta coisa em duas horas!! Eu estava com vontade de ir ao WC, desconfortável por uma embalagem de leite que comprei no supermercado estar a verter da minha mochila para as minhas pernas. E com vontade de abrir a janela, devido a um cheiro estranho que vinha da viatura. Mas fiquei a escutá-lo falar da sua vida, que foi da adolescência até ao presente, passando pela família, pais, avós, irmãos, filhos, ex mulheres...
Há tanta gente com vida vivida, em cheio, em pleno, como se fosse num filme. Comparando com a minha, nem sequer existo.
Também foi muito franco a respeito disto das boleias, e da forma como pode ser mal interpretado. Confesso que fui a caminhar para o carro dele a recear sentir que ia fazer um avanço. Ele mencionou isso. Percebi que tem muito tacto para estas coisas, pois soube sempre mencioná-las na altura certa. Disse-me que quis mostrar-me as fotos da família e da esposa, para que eu soubesse, sentisse mais à vontade.
Ainda assim, terei cautela.
Ex soldado, treinado para matar, ex cabeleireiro, ex criminoso, origens ciganas, pai e mãe de dois adolescentes... Uma história e tanto.
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Ainda sobre as touradas...vamos ao circo?
Assusta-me a sociedade que clama ser esclarecida e justa, quando apenas segue o «politicamente correcto» .
O mal que daí advém pode ter consequências tão perniciosas que para mim só encontram equivalência "naquela" doença: Tal como um cancro, aparece como coisa boa, mal se nota, cresce vertiginosamente em questão de dias e quando se vai a ver, pimba! Já fez todo o mal que podia causar, de forma devastadora e impiedosa.
Reflicto nisto. No porquê e fundamento das acções humanas. Porquê são as touradas agora alvo de calorosas críticas, chocantes contra-manifestações envolvendo sangue e alvo de um discurso na sua maioria, repelente, vil, odioso?
É desta forma que o Ser Humano gosta de colocar o seu ponto de vista?
Quando me oponho a algo, é assim que hajo? Destilando ódio e incompreenssão, escudando-me no facto de achar que tenho razão e faço parte de uma maioria? A coragem em ir contra uma ideia, uma instituição, uma prática, é maior se não fores minoria?
Quando me oponho a algo, é assim que hajo? Destilando ódio e incompreenssão, escudando-me no facto de achar que tenho razão e faço parte de uma maioria? A coragem em ir contra uma ideia, uma instituição, uma prática, é maior se não fores minoria?
Choca-me a linguagem de um certo tipo de "oposição". Como posso identificar-me com alguém que, naquilo que clama ser a defesa de um animal, deseja a morte aos seus semelhantes?
Uma coisa é respeitar a vida no seu todo e pedir para que um espetáculo como a tourada, que envolve um animal a ser espetado, remova a parte do seu sofrimento. Outra é exibir comportamentos de ódio, clamar palavras de morte.
Isto de alguém achar-se "dono da verdade absoluta" escudado que se sente por estar naquele lado da sociedade "politicamente correcta", sentido que faz parte de uma maioria e sentindo-se protegido e apoiado, pode ser socialmente extremamente pernicioso.
Choca-me ver publicações no facebook a mostrarem um touro a pular as bancadas, a subir os degraus e misturar-se com a multidão e ler "BEM FEITO! SÓ TÊM O QUE MERECEM!", "FEZ-SE JUSTIÇA DIVINA".
Mas isto é coisa que se diga?? Pessoas em pânico a quererem fugir com medo de serem magoadas por um animal com quilos de peso e uma enorme força e estes "seres humanos" inundados de uma bondade tão grande que se preocupam e lutam para salvar qualquer animal de um qualquer sofrimento não hesitam - é que não hesitam - em abrir a boca para desejar a morte, sofrimento ou mutilação de uma multidão de pessoas. Onde se podem encontrar crianças, adolescentes, velhinhos, adultos, jovens... até o pai deles. Não querem saber. O politicamente correcto que não reflecte, que não procura entender as razões e os motivos para algo, que não escuta o outro lado e não abre um diálogo para se fazer entender e ser entendido, porém impõe, ASSUSTA-ME.
E são cada vez mais, os ignóbeis.
Não as considero nobres defensores de coisa alguma, se para defender uma causa, desejam, celebram ou se satisfazem com a desgraça ou morte de pessoas.
Na tourada não há "maus" nem "bonzinhos". Existe uma prática muito semelhante a qualquer outra desportiva, mas envolvendo um animal. Não é caça à raposa - onde cães são usados para matarem as ditas, não é tiro aos patos... é tourada. Tourada é talvez uma das poucas actividades envolvendo Homem e Animal em que o Homem realmente se coloca em risco. Tiro aos patos só coloca os patos em maus lençóis. O homem só tem de ser paciente e ficar deitadinho... não é para todos. Caça à raposa? A mestria está na capacidade do homem em saber aguentar-se bem em cima de um cavalo por horas e horas sem se acidentar e na forma como treinou o seu cão. Tudo isto para no final do dia ver se consegue atingir o seu objectivo. Quem é que vai vencer? O caçador ou a sua astuta presa? Estas actividades têm a sua razão de ser, não acho que deviam ser proibidas. Apenas controladas, para que sejam executadas de forma a não prejudicar a população animal nem permitir abusos da parte do Homem/caçador.
Na tourada, é tudo o que descrevi acima com a diferença do animal poder retaliar. É talvez a única prática de que me recorde em que existe essa possibilidade. Aos patos e às raposas nem sequer é dada essa chance. Eles só tentam fugir. Na tourada, o objectivo é o confronto com o animal. O homem, confiante na sua vitória, na sua perícia adquirida pelo treino. Mas sempre sem ter a certeza diante da besta...
A tourada é só uma outra forma das muitas que o ser humano inventou durante a sua existência milenar para se desafiar, para se testar, para proporcionar espetáculo, para exibir as suas adquiridas capacidades de mestria em determinadas áreas.
Os "maus" que encontro em tudo o que é exemplo que possa me lembrar, são as pessoas que se acham as donas da verdade absoluta e se tornam fechadas e intolerantes. Continuamos a ser os piores animais à face da Terra. Agora "civilizados" e muito longe das necessidades primárias de caçar para comer, de matar para se manter vivo, agarramos-nos ao "desporto" do SOCIALMENTE CORRECTO. Desporto esse, muitas vezes executado sem sair da cama ou do sofá.
Se um dia tudo regredir às necessidades ancestrais, e desaparecer a eletricidade, que é o que nos permite ter tudo do que dependemos, estas pessoas vão ser as primeiras a se tornarem umas selvagens. A matar para comer, querendo lá saber do sofrimento e do sangue...
Não me identifico com aqueles que acham que não fazem nada de errado ao desejarem a morte de uma pessoa só por essa pessoa ter escolhido como actividade a profissão de toureiro. Não me identifico com palavras de intolerância extrema, de CONTENTAMENTO pela morte do semelhante. Posso não sentir simpatia por tais práticas mas se existem, porquê existem? Desde quando? Para que servem? Faz mal existirem? Devem ser eliminadas? Podem ou devem ser alteradas?
Existem uma série de questões que trazem ao de cima a vontade de um diálogo e de um debate. Torno-me mais tolerante se conseguir resistir à tentação de me juntar à "manada" do socialmente correcto, que vê o mundo apenas com duas cores: o preto e o branco.
*Nota:
Procurando ilustrações da caça à raposa, desporto popularizado como britânico, descobri que a prática foi PROIBIDA em terras de sua Majestade em 2005. Muito antes disso, já era proibida na Escócia. Em Portugal é permitida. A viver no Reino Unido, sinto muito mais na pele os efeitos perniciosos do "socialmente correto" e sei que fica-se mais vulnerável como cidadão a práticas de injustiça e abuso. Vai-se lá entender! Mas é verdade. Aqui na terra que votou no Brexit por motivos pouco políticos, não há instituição pública ou privada onde não sejas invadido com cartazes a "avisar" que não se toleram comportamentos "abusivos" com o staff, e que é esperado de ti um comportamento exemplar. WTF?? Estão a tratar a população como crianças acéfalas?? É insultuoso, mas eles não se dão conta o quanto. Já passaram da barreira da compreensão. Estes "recados" em tom de ameaça (dizem que chamam a polícia caso não te comportes) estão mais para o comunismo do que para a democracia. A verdadeira LIBERDADE está na possibilidade de DECISÃO. De opção e de BOM SENSO de parte a parte. Proibir, deve-se proibir medidas extremas e definitivas que podem, a longo termo, provarem-se erradas - como a pena de morte, a posse de arma de fogo sem medidas de controle eficazes (EUA) ou o uso da bomba atómica. Para o resto sou cada vez mais defensora da LIBERDADE DE ESCOLHA. É esta e o bom senso que constituem a verdadeira democracia.
Procurando ilustrações da caça à raposa, desporto popularizado como britânico, descobri que a prática foi PROIBIDA em terras de sua Majestade em 2005. Muito antes disso, já era proibida na Escócia. Em Portugal é permitida. A viver no Reino Unido, sinto muito mais na pele os efeitos perniciosos do "socialmente correto" e sei que fica-se mais vulnerável como cidadão a práticas de injustiça e abuso. Vai-se lá entender! Mas é verdade. Aqui na terra que votou no Brexit por motivos pouco políticos, não há instituição pública ou privada onde não sejas invadido com cartazes a "avisar" que não se toleram comportamentos "abusivos" com o staff, e que é esperado de ti um comportamento exemplar. WTF?? Estão a tratar a população como crianças acéfalas?? É insultuoso, mas eles não se dão conta o quanto. Já passaram da barreira da compreensão. Estes "recados" em tom de ameaça (dizem que chamam a polícia caso não te comportes) estão mais para o comunismo do que para a democracia. A verdadeira LIBERDADE está na possibilidade de DECISÃO. De opção e de BOM SENSO de parte a parte. Proibir, deve-se proibir medidas extremas e definitivas que podem, a longo termo, provarem-se erradas - como a pena de morte, a posse de arma de fogo sem medidas de controle eficazes (EUA) ou o uso da bomba atómica. Para o resto sou cada vez mais defensora da LIBERDADE DE ESCOLHA. É esta e o bom senso que constituem a verdadeira democracia.
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quarta-feira, 23 de maio de 2018
domingo, 22 de outubro de 2017
Concordam integralmente ou discordam em parte?
Em português de PORTUGAL, traduziria o texto original assim:
Acho insensato as mulheres quererem ser iguais aos homens. Elas são superiores e sempre foram. O que se der a uma mulher, ela o transformará em algo maior. Se lhe deres esperma, ela dará um bebé. Se lhe deres uma casa, ela devolve-te um lar. Se lhe deres mantimentos, ela dá-te uma refeição. Se lhe sorrires, ela dá-te o seu coração. A mulher multiplica e amplia o que lhe é oferecido.
Então, se lhe deres porcaria, prepara-te para receber uma tonelada de lixo!
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Experiências no OLX - parte 1
Estava a recordar...
No passado cheguei a anunciar em sites de compra e venda produtos para os quais não tinha serventia. Nunca usei perfumes, por exemplo. Por isso tinha alguns no armário, novos, por abrir. E pensei: 'porque não'?
Como era inexperiente como uma pedra quando fui experimentar isto, acabei por colocar um user name. Gostei e deixei ficar. Aliás, acho que é sempre a melhor opção para o universo online- já agora. Gostei e mantive-me fiel a ele. O nome de user é uma sigla, portanto, não tem género.
Quando alguém me contacta, às tantas percebo que desconhece o meu género. E isso me agrada. Confere à comunicação um tom neutro e verdadeiro. Mas quando chega o momento de combinar o encontro ao vivo para se trocar os artigos, quem sou e o nome que tenho acaba por ser revelado.
Pela reação de algumas pessoas, percebo que isso faz diferença. E fico... não digo possessa, mas incomodada, sem dúvida. Já não é um, nem dois, nem três. Quando quem me contacta é homem, enquanto não sabe que não está a falar com outro igual, é uma coisa. Assim que sabe que do outro lado está uma 'menina', muda o discurso escrito como se de repente existisse alguma intimidade. Antes direto ao ponto e sem rodeios. Depois, com elogios e pedidos de número de telefone, junto com algumas piadas.
Eu sei... Eu sei... O género masculino não pode ver um par de pernas mas.... Neste contexto é um pouco louco, não?? Só podem estar a fabricar uma fantasia. A imaginação deve estar a idealizar do outro lado uma rapariga sexy, jovem, e pronta a flirtar. Imagino que estejam a torcer por uma Pamela Anderson com 20 anos, uma Sharon Stone. Será que nunca pensam que pode ser uma avózinha??
-fim da parte 01-
-fim da parte 01-
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