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sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Arte Viva - anoitecer

 Em 1888 Vincent Van Gogh registrou em tela a imagem noturna do rio Ródano, perto de Arles, sul de França. Deu-lhe o nome: Noite Estrelada sobre o Ródano.

E esta é a fotografia que tirei a noite passada.


O reflexo da luz dourada na ondulação fez-me lembrar o quadro. Percebo que paisagens assim seduzem qualquer um, não importa os séculos.


NOITE DE MEIA LUA.
Conseguem detectar o que aparece no campo de visão?



quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Londres - Luzes de Natal


Quis ver iluminações de Natal - coisa que falhei em Lisboa. Acho que foi essa ideia que me impulsionou para dar o pulo até Londres. Isso e ver a tal Winter Wonderland. Não tanto por estar cheia de vontade mas por ser o evento do momento e estar lá para poder fazê-lo. Para a semana deixa de ser Natal, era agora ou... daqui a um ano. 

Já chega de procrastinar - pensei. A viver há dois anos em Inglaterra e só pisei Londres duas vezes a lazer com outras pessoas e duas vezes em "ofício". Ambas visitas rápidas. 



Sobre as iluminações de Natal deixem-me dizer-vos que não perdem nada. Tenho a certeza que Lisboa é bem mais divertida, deslumbrante, eclética e bonita nesse aspecto. Aqui só as ruas principais estão iluminadas. E nem é assim algo exuberante. Oxford Street e Regent Street - que se cruzam e são principais artérias comerciais, exibiam decorações patrocinadas - pelo que fica até feio ver aquela publicidade.

Descobri agora, enquanto pesquisava pelo link da Winter Wonderland (acima), que a decoração de uma das ruas é a mesma que a usada o ano passado. Pelo que eles se repetem, nem buscam originalidade. 

Decoração da Oxford Street o ano passado - está idêntico este ano

Não achei as iluminações de Natal Londrinas algo especial. Pelo contrário. Modestas, sem originalidade, muito contidas e muito parcas. Mesmo decorações singulares, como pinheiros e árvores de natal em cada praceta ou rua, foram muito esparsas. 


Quanto à Winter Wonderland... Fui. Para voltar atrás de seguida

O evento não passa de uma Feira Popular Grande. Para lá chegar, decidi ir a pé. A minha aventura nesse dia foi tooooda a pé (isso irei contar mais tarde). Da Trafalgar Square em direcção ao Green Park. Foi aí que perguntei a uma jovem rapariga a vender comida numa roloute no parque, se era ali que ficava a tal feira de Natal. 

Winter Wonderland 2017

Estava convencida que era em Hyde Park - mas quando andei no metro na noite anterior, saí em Green Park para mudar de linha e vi um enorme cartaz escrito à mão com marcador: "Winter wonderlant saída e vire à direita". Era hora de fecho da feira (22h) e vi uma multidão com bandeletes de rena, muita boa disposição e sorrisos a entrar na estação. Pelo que pensei que aquela seria uma estação muito próxima. 

Mas a menina na Roulote esmagou as minhas esperanças ao dizer-me que era mesmo em Hyde Park. "Perto, apenas 15m a pé daqui".

DICA nº1 sobre Londres: Tudo fica a  uma distância a pé de 5 ou 15m

Mesmo quando páras nos muitos mapas do local espalhados pela cidade, estes indicam distâncias de 5 a 10 minutos caminhando. Assim tudo parece rápido. Mas olhem que não.... 


Olhei para o relógio: eram 16h quando falei com a menina da roulote. Tinham passado 25m quando cheguei ao primeiro portão da Winter Wonderland.

E o que se anda no parque para lá chegar!! A multidão era mais que muita. Quilómetros de gente a caminhar pelo percurso. Numa espessura de umas quatro pessoas e uma fila que se avistava à distância de uma ponta à outra. Quando cheguei ao portão vermelho, aproveitei para perguntar em que direcção ficava o ponto para o qual tinha de regressar. Não faz mal algum fazer perguntas e não ficar apenas pelas indicações de um mapa. 


Sim, tinha um mapa. De papel mesmo. O telemóvel não tem google maps a funcionar nem dados móveis. Para minha surpresa e agrado, quando vinha a sair, posicionei-me debaixo da luz forte de um holofote para poder consultar esse mesmo mapa e foi então que, do nada, um casal muito jovem aparece-me à frente. O rapaz já com o telemóvel em riste e o google maps a indicar a nossa posição, ofereceu-se para me orientar. Achei o gesto muito querido. Mais uma cortesia das cidades grandes... Esclarecida quanto à rotunda para a qual teria de me dirigir (embora sem se saber especificar se ficava à esquerda ou direita), despedimos-nos cordialmente e segui caminho. Desta vez, rumo à estação ferroviária regresso a casa. Com muita pena minha, a minha estada em Londres ia acabar ali.

Não dá para perceber mas à esquerda saiam pessoas.
Há direita era a entrada, com um aglomerado de gente.
Percebem a distância?
Mas antes de ter voltado atrás tentei entrar na famosa feira. Um p-e-s-a-d-e-l-o. Que não recomendo a ninguém. Eram 16.30h... ainda era cedo, mas a quantidade de pessoas aglomeradas em todos os portões dava medo ao susto. O Golden Gate -aquele para o qual me dirigi «apenas uma curta caminhada»  disse o segurança à porta do portão vermelho, encarregado de só deixar passar por ali famílias. Mais uma "curta distância a pé" típica dos ingleses. Até foi um pouco distante, devo dizer. Deviam ali estar, nessa entrada dourada, à vontade, 1000 pessoas. Todas aglomeradas numa massa gigante de cabeças, casacos e cabelos. Percebi de imediato que podia caminhar mais sete horas se me pedissem, mas não conseguia ficar parada numa fila nem mais um minuto. 




Vi uma passagem direta para o portão entre uns separadores metálicos e enfiei-me por lá. Quis tirar um fotografia perto do portão e ver o que se passava, fazendo uma estimativa do tempo de espera. O que se passava é que estavam umas cinco pessoas a fazer vistoria a cada mala dos visitantes... E isso leva uma eternidade. 20 minutos não bastariam para "limpar" toda aquela gente dali. Nem pensar. 

Então tirei as minhas fotos e decidi ir embora, contente por não ter de ali ficar. Recuei no atalho dos separadores metálicos, agora cheio de gente que, armada em esperta, tentou furar a fila e chegar-se à frente. Uma dessas uma rapariga empurrando um carrinho de bebé - coisa que me irritou porque não existe prioridade e ela estava a usar uma criança para esse fim - coisa que sempre desaprovo. A entrada para famílias, jovens e crianças era no portão vermelho. 

As fotos sairam ruins porque o tm não foi feito para capturar imagens noturnas com luzes. Mas deixo-vos aqui o comprovativo desta aventura. 







quarta-feira, 25 de maio de 2016

Ainda sobre o Festival

Ainda sobre o Eurofestival, encontrei estes vídeos e achei por bem partilhar.


Gostava de entender o significado deste (e deste que tem mais desgostos que gostos) vídeo. Será que significa que o intérprete Russo plagiou a Beyoncé ou pretende afirmar "somos tão bons quanto a world wide apreciated Beyoncé"? Ficou a dúvida. Alguém aí entende Russo??

Depois encontrei este, que parece ter o festival inteiro. Fiquei surpresa, à medida que pulava por entre as votações, entrevistas, actuações e VENDA de merchadising (!!!!), como as indumentárias este ano são horrorosas!!! Especialmente as do júri dos países. É uma atrocidade atrás de outra. 


E voltei a reparar na estranheza da prestação do intérprete de Stars, stars, stars... bom, ele repete esta palavra imensas vezes, mas o título da música é "Feitos de estrelas" (made of stars). Além de me fazer lembrar o vocalista da banda "Os Cure" que nos anos 90 "estouraram" com o seu look dark e gótico e achá-lo atrasado no tempo por aparecer com um visual "fresco" como algo conservado em fermol, reparei para o final que o Israelita durante a canção, fica parado no mesmo sítio a embalar-se da esquerda para a direita, de braços apertados, parecendo um doido numa camisa de forças, a insistir repetidamente nas suas "Stars".


Outras músicas são apenas pretensiosas, como a Italiana. Pretendem ser profundas e cheias de mensagem mas não funcionam. Outras o são por apresentarem um espectáculo pirotécnico grandioso, mas não terem nada demais na melodia. Reparei que a concorrente da Austrália, que no palco mal se mexe, é na verdade um pirilampo saltitante algo juvenil e infantil quando entrevistada no seu estado "normal". 

Não sei se mais alguém reparou mas os intérpretes, na sua maioria, tinham de ficar especificamente imobilizados no centro do palco, para que a prestação batesse certo com o espetáculo de luzes. Foi o caso da canção vencedora. Porém, a intérprete conseguiu muito movimento e expressionismo para quem tinha de ficar quieta no lugar. No início até marcha - embora o plano não o tenha mostrado, talvez para que não induzisse ao imaginário de soldados. Outros na mesma situação não conseguiram passar dinamismo e tiveram melhores enquadramentos de plano para o disfarçar. 

No reverso desta condição, estiveram prestações como a da Bélgica, que correram "soltos" por um palco decorado, de micro na mão, podendo assim dar aso à segunda mais importante actividade musical: a dança

«Sou o nº1!
Russia, heil!»
Já a Rússia, que apostou forte no espectáculo de luzes, teve de se desdobrar em coordenação e a "dança" limitou-se a acenos de um braço com coreografias de poses. Cronometrados para encaixar na perfeição com as imagens gráficas projetadas num monitor e interpretados por um tipo com uma atuação "cocky", convencido e cheio de si e da sua vitória, instruído em cada gesto e a aproveitar cada plano de rosto para seduzir o público. A força da música Russa está toda no show-off de movimentos e luzes porque a lírica e o ritmo... era mais uma sobre stars, stars, stars...

Notei enquanto pesquisava as indumentárias do Juri, que os mais bem vestidos deram os 12 pontos à Ucrânia. Sinal de bom gosto, ehehee. Quase sempre foi a ucrânia o país mais mencionado para receber a pontuação máxima, pelo que questionarem a legitimidade do mais votado é irónico. 


Quanto à participação da Austrália num concurso europeu, parece que este facto está a receber menos controvérsia que, como é habitual, a música vencedora. Mas controverso também podia ser o facto de, tanto a intérprete australiana, como a sua comitiva e a júri apresentarem traços orientais. Lá se vai o imaginário de um povo... estilo Crocodille Dunddie: louros,brancos queimados pelo sol e com sotaque de "mate". Parece que a China anda mesmo a conquistar o mundo... lol. E até consegue introduzir-se num festival Europeu... uma chinesice australiana. :P

Não me deu para comentar os Globos de Ouro mas saiu-me o criticismo para este festival!

E o que concluo? Afinal, a "pirosice" está em todo o lado e não é uma exclusividade portuguesa!! 




segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Ruas às ESCURAS

Não sei se é só na minha zona mas desconfio que não é e que outras por este país a fora também ficam ÀS ESCURAS durante a noite toda.

Mais alguém tem presenciado que a sua rua tem as luzes DESLIGADAS durante a noite por dias seguidos?
Desconfio que alguém anda a tentar economizar na conta da luz à custa da SEGURANÇA dos cidadãos. É para compensar os gastos nas iluminações natalícias? Não gastassem!

Prefiro ter a rua sempre iluminada durante a noite. É que se acontecer algum acidente eu vou mesmo enviar a conta para a EDP.
Vejo os automobilistas atrapalhadíssimos a tentar entrar dentro de um parque de estacionamento e fazer as necessárias manobras sem dispor de nenhuma luz a não se as dos faróis. E se algum malandro aproveitando a obscuridade decide fazer uma espera a esse motorista e o assaltar? Podendo mesmo matar? Não dá para ver nada! Seria outro homicídio misterioso, facilitado pela ausência de luz electrica nas ruas.

Amanhã já vou querer saber o que se passa. E vocês? Têm notado "apagões estratégicos"?