Metereologia 24 h

quinta-feira, 19 de março de 2026

Misogenia

 

No emprego quando comecei a fazer uma determinada tarefa, notei uma mudança de comportamento por parte do "grupo" de pessoas com quem ia "partilhar" aquela tarefa em particular. 

O que comecei a fazer foi CONDUZIR. 

A conduzir uma máquina. A maioria daqueles que vejo a conduzir tais máquinas são homens. Até então nunca me tinham feito sentir tanto como uma mulher. Pessoas que antes falavam comigo e me cumprimentavam à vista, deixaram de me falar de imediato. Adotaram uma expressão carrancuda. E, pelas costas à mínima coisa que acham que podem apontar, vão ter com o gerente para apontar uma "falha" minha. São tão inseguros e se sentem tão ameaçados por mim a esse ponto. Ao ponto de o meu género feminino os incomodar! Talvez por acharem que o que fazem é super especial e distinto para o seu grupo: o masculino. E que nenhuma mulher deveria se introduzir naquela área. Escutei coisas como "aprende a conduzir!", e "estacionas como uma mulher". Mas de tudo o que é dito, é o que não é dito que é mais revelador. É o comportamento e a linguagem corporal. As contantes "caretas", a atenção prestada a cada movimento meu para ver se há algo que podem ir a correr apontar a um gerente - o esforço embutido para tentar me excluir daquele meio que, claramente, tomam como o seu território e pensam que têm legitimidade para selecionar quem merece ali estar e quem não. 



Estava a ver um documentário sobre acidentes de aviação e no Nepal um avião caiu do céu porque um comandante com mais experiência, que não estava naquele vôo no comando do avião, decidiu "instruir" a comadanta. Acabou que se distraiu e não percebeu que mudou a alavanca das hélices para a posição "neutro". O avião deixou de ter como se sustentar e acabou por cair, morrendo todos. Um dos passageiros estava em "live stream" - a transmitir em direto e acabou por registar a sua morte. 

O tempo todo eu estava a pensar: Este comandante está a dar tantas ordens e a decidir coisas porque está diante de uma mulher. Vê uma mulher, pensa que ela lhe é inferior. Ao mesmo tempo que pensei isto, percebi que a sociedade no Nepal é mais aberta para capitãs. Porque a senhora era a esposa de um piloto que havia falecido num acidente. Ela não era piloto até que ele faleceu. Ela tornou-se piloto de avião em honra ao marido, depois do seu falecimento. E no geral era admirada e muito respeitada por isso. Portanto, parece-me que a sociedade Nepalence é, provavelmente, bem mais aberta a ter mulheres em funções geralmente exclusivas para homens do que a Britânica. 

Durante os 10 anos em que viajo de avião, nunca que um deles foi pilotado por uma mulher. Sempre um homem. Tomamos isso como "normal". Mas será que é normal? Não, não é. É um sinal camuflado do que eu mesma vim a sentir no meu local de trabalho. 

Claro, há pessoas lá que me admiram e me elogiam imenso. Não por ser mulher mas por ser boa no que faço. "Fizeste essa curva muito bem! És boa a conduzir. Nunca vi ninguém fazer isso tão bem. A maneira como fizeste essa curva foi a melhor que alguma vez vi. Muito bem, eu não faria melhor" - são expressões que já escutei. 

Portanto há quem não se sinta ameaçado e há quem não se sinta intimidado. Mas há também os que sentem tudo isso. E esses também estão por detrás do volante. Acham que são especiais, melhores que os outros. E vem alguém que eles, assim se vem a descobrir, consideram inferior e é capaz de executar as mesmas funções? Ah, então não o poderá fazer bem! E qualquer coisinha que fizer menos correta vai ser apontada junto ao gerente que é para passar bem essa mensagem

Sou boa, mas não sou perfeita. Ainda estou a "domar" a máquina. Mas eu e máquinas, geralmente, sempre nos damos muito bem. Agora dispensava a existência de machos tão inseguros e fracotes como alguns que por lá andam. Se sabem o que fazem e confiam nas suas competências, não deviam sentir-se minimamente incomodados. Será que não percebem que se estão a evidenciar como misóginos? Meros indivíduos inseguros, que não vêm as mulheres como iguais, que só se sentem confortáveis se o seu círculo de "machismo" não for perturbado. E deixem-me vos dizer: eles, os misóginos, têm todos os defeitos que gostam de atribuir como traços marcantes femininos: estão sempre a falar uns com os outros. Param o trabalho, descem do veículo para conversar com alguém. Andam uns metros, param novamente para conversar com outra pessoa. "Desaparecem" e não se percebe por onde andam só se percebe que o trabalho não está a ser feito. E a gerência naquele sítio... não vê. Ou se vê, fecha os olhos. No geral os gerentes atuam com base na regra principal: "Não quero chatices". Chamar alguém que trabalha há muitos anos ali à atenção, é puxar sarilhos. A pessoa pode não gostar e fazer a vida deles muito difícil. Puxar outros para esse meio. Ir ao sindicato fazer queixa e armar uma dor de cabeça. Então os gerentes não fazem nada, deixam andar. Só se "esticam" com pessoas com quem não estabeleceram uma relação mais próxima, as quais não temem por não as verem como pessoas capazes de ir de imediato fazer queixa ao sindicato e sobretudo para satisfazer os caprichos dessas mesmas pessoas que têm medo que lhes dêm dor-de-cabeça. 

Quanto a pilotos mulheres: partilhei casa por pouco tempo com um rapaz que estava a treinar para pilotar aviões da Easyjet. Ele tinha uma namorada e me disse que também ela treinava para piloto. Afirmou que eles (a companhia) pretende ser mais inclusiva e que tinha, talvez num grupo de 25, uma mulher. Tentam... mas não muito, entendem? É só mesmo PARA INGLÊS VER. 

E depois falamos de países menos desenvolvidos que a Grã-Bretanha, esta potência económica que já conquistou outros mundos, que é tão desenvolvida e em termos de misogenia... 

Onde está o progresso? 
Faz mais de um século que a mulher sufragista surgiu para ser vista como um ser humano igual ao seu semelhante em direitos. Elas sempre desempenharam papéis vitais na sociedade, ainda que por detrás de um homem. É que a mulher é pouco dada - a meu ver, à necessidade de aparecer. Ela sabe o seu valor sem precisar de o ostentar aos olhos dos outros. Só pessoas inseguras e que se sabem ou sentem sem valor algum sentem essa compulsividade. 


segunda-feira, 16 de março de 2026

You come first

 

A minha tia sempre me repetiu a vida inteira isto:

"Primeiro estás tu, depois vêm os outros".

Nunca fez sentido em mim. Entendia o conceito mas não estava em mim ser assim. Por mais que lhe respondesse "sim", e ela insistia, sabia que não era possível me priorizar. Eu sempre vivi a fazer o que os outros queriam. Não de forma subalterna, tímida - acho eu. Mas de uma forma pior, automaticamente. Constantemente. Quando tentava falar do que EU queria estava sempre errado. Tinha de esperar. O quê? Não sei. Sentia que era errado. Que ia perder. E perdi. Seja o que for que devia esperar aguardo até hoje.

Mas ainda assim não me arrependo de ser como sou. Porém quero saber qual o resultado se agir diferente. Porque décadas a ser "como sou" sei bem o que não me trouxe.

Acho que tudo tem de vir em equilíbrio. Nada é defeito ou qualidade. Depende da dose. Tenho elevadas doses de qualidades que trabalham constantemente contra mim, virando defeitos.

Quando pais de adolescentes se queixam que eles estão "naquela fase impossível" de rebeldia, fico contente. É que a natureza sabe o que faz. É preciso o adolescente marcar a sua posição na vida, para que não seja esmagado por ela mais há frente.

Porque os pais podem até gostar de nós mas nem sempre os caminhos que querem que os filhos sigam os vão trazer benefícios ou felicidade. 


Se o filho sabe o que não quer, ainda que desconheca o que quer, ajudem-no a descobrir-se mas não imponham ou castrem o seu crescimento e auto descoberta.

sábado, 14 de março de 2026

Is cutting ✂️ people out the way to go?

Será que a vida melhora para uma pessoa se ao invés desta estar aberta a conhecer e aceitar todos como eles são cortar TODOS e só ocasionalmente aceitar alguém? 

Aceitas que alguém chegue perto quando está pessoa se mostra constantemente prestativa e gentil. Mas assim que esta te incomoda, não por te fazer algum mal mas por partilhar contigo um problema, ela começa a te incomodar e dela te queres afastar.

Este alguém tem de preencher o requisito de NUNCA te trazer problemas. Só alegrias.

Nunca um desentendimento. Porque se isso acontecer viras um peixe frio, ignoras a pessoa e nunca mais a queres ver.

Cada vez mais vejo isto a acontecer. Em particular na geração Z. Parece-me muito comum. 

Mas e os sentidos alheios? Se fossemos todos agir assim não estaríamos a prestar injustiças?

Quantos de nós não teve parentes, mesmo progenitores que não foram os melhores a não nos tratar mal? 

Mas são nossos pais, família, amigos... E tentamos chegar a um entendimento e acabar com o mal estar.

Não passamos de imediato a cancelar ❌ ❌ ❌ essa pessoa.

Mas estaremos ERRADOS?

Deve-se navegar nesta vida a virar as costas a todos que nos perturbam pela mínima coisa e seguir em frente do aceitando o positivo, o bom?

Por muito que me custe...

É isto??


sexta-feira, 13 de março de 2026

As jaulas dos condenados na idade média

 Cada vez que olha para uma geringonça metálica montada no meu emprego, me faz lembrar as jaulas metálicas usadas durante a idade média para exibir os cadáveres dos condenados á morte e executados.



Em ingles tem o nome exclusivo de gibetts e podiam ser de várias formas, inclusive uma espécie de "armadura" para manter o corpo vertical. E lá ia se decompondo... Até virar esqueleto, em certos casos, onde provavelmente o corpo era pendurado não nas cidades causando mau cheiro ou pestilência mas em estradas por onde as pessoas passavam para as dissuadir de maus comportamentos. 


sexta-feira, 6 de março de 2026

Cinema ao ar livre - costumes perdidos

 


Acho que só algumas pessoas a viver no Reino Unido há bons anos vão entender. Talvez dependa das zonas mas onde estou não se vê este simples gesto de cortesia.

E quando se encontra esse hábito... É como ir ao cinema ver um bom filme. 

Na verdade aqui não existem passagem de peões listradas. Avistar uma é uma raridade. Talvez vestígios de uma era alienígena, uma antiga civilização.

Devido a essa ausência os automobilistas perderam a noção que devem ceder passagem a pedestres que querem atravessar a estrada nas zonas designadas para tal. Eles simplesmente passam só parando se existirem semáforos que assim o determinem. O pior deste sistema é que os semáforos aqui no reino Unido, mais uma vez, não são como os que conhecemos em Portugal. 

Além de não estarem posicionados onde o olhar pode avistar com rapidez, não dão tempo ao peão de atravessar. Ficam verdes três segundos e viram para vermelho. Pelo menos na zona onde vim parar. Em termos de geografia, "forçam" o pedestre a ter de estar mesmo na berma para poder avistar o semáforo que lhe diz respeito pois os tais "homenzinhos" vermelhos ou verdes ficam posicionados de lado, ao nível da cintura e só quando o peão chega à beira da passagem pode avistar se tem prioridade ou não. Isso impossibilita a conhecida "corridinha" quando este ainda está verde, para passar antes que fique vermelho. E os automobilistas, quase não têm sinal o sinal AMARELO ligado por mais que dois segundos. Tenho de prestar mais atenção a este detalhe quando em Portugal mas aqui é quase de IMEDIATO. O sinal está vermelho e logo fica verde para os veículos. Se um peão estiver nesse instante a meio do seu percurso eles não querem saber. Sentem-se "roubados", como se aquele microsegundo fosse estragar todos os seus planos e os fazerem chegar atrasados onde pretendem chegar. 

Aqui no Reino Unido, na zona onde me encontro, considero que o pedestre é também AGREDIDO com as constantes passagens de veículos de duas rodas - agora com motor. É bicicleta, é mota de entregas de comidas, é scooters eletricas e até carrinhos de bebés. 

Num passeio só. Que ainda por cima é ESTREITO, como quase todos no Reino Unido são. Estreitos e feitos de forma a nunca serem nivelados. Tendem a subir e a descer. Tudo o que tem roda e vem na direcção contrária à tua surge de repente e a velocidade. Sou eu, como pedestre, que tem de PARAR para que o veiculo com rodas se movimente. 

Noutro dia num caminho estreito - que aqui chamam de atalho, tão estreito que mal cabem duas pessoas e um caminho de "serpentina", ia a caminhar quando avisto a SOMBRA projectada de uma pessoa em bicicleta. Tive sorte. Quando é que no UK existe SOL? Parei. O indivíduo vinha a pedalar a sua bicicleta num caminho proibido para tal na BOA. Abano a cabeça. Logo a seguir avisto outro. Mas este, todo equipado como um profissional - estava a empurrar a bicileta com a mão e a caminhar. Quase que lhe agradeci. Quase que o quis elogiar por fazer o que é correto. 

Mas depois continuei com a minha vida, tirei esta fotografia e pensei em fazer queixa à câmara para ver se põem um FIM ao perigo que os ciclistas, com motorizada ou não, representam para o pedestre. Que andem nas estradas! Mas jamais, jamais, nos passeios. 


Mas como isto é a realidade, enquanto tentava apanhar um bom momento deste inédito avistamento de um gesto comum de pura cortesia, heis que surgiu a norma. Alguém que não está acostumado a parar, não parou.


É que aqui não se avista sequer a intenção de o fazer. Pelo menos assim tem sido desde que cheguei a cidade onde moro. Quando me abrem uma excepção, sinto um entusiasmo, uma alegria por ser brindada com essa atitude, que fico agradavelmente surpresa, agradecendo ao condutor efusivamente. 

Celebro a excepção com uma satisfação que só quem é pedestre e sempre o foi a vida inteira poderá chegar perto de entender.





terça-feira, 3 de março de 2026

Isto fez-me rir sem parar Ahah!

 

Vejam se gostam deste tipo de humor. 


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O primeiro sinal do que estava para vir?

    Agora que me encontro deitada no sofá e olhei para cima - avistei a parede. Lembrei com clareza e certezas, o que tinha já esquecido. 

Pouco depois de vir morar para a casa 🏡 onde me encontro há já seis anos, fui de viagem até Portugal por uns sete ou oito dias. Nesse tempo as outras pessoas que moram comigo mantiveram o contacto. A rapariga, a M. (quem se lembra?) estava sempre a enviar mensagens pelo Whatsapp. A maioria trivialidades mas ela não deixava de mencionar nada.

Foi por isso que senti muita  estranheza quando , no regresso, vi estas marcas na parede.




Onde estaria o quadro que tinha colocado ali? Uma moldura branca, quadrada, com uma imagem a preto e branco de uma cidade cosmopolita com visão aérea dos prédios. Deve ter caído - é o que uma pessoa acaba por deduzir. 

A questão estranha era a M. não o ter mencionado. Nem em nenhuma das nossas conversas por telemóvel, nem no meu regresso. Falou de tanta coisa e seria de esperar que também mencionasse "olha, o quadro caiu e partiu-se".

Acho até que nem percebi o quadro em falta logo que cheguei. Mas um ou dois dias depois, já nós tínhamos posto ainda mais conversa da treta em dia. O que tornou tudo ainda mais intrigante. 

Andei á procura dele e encontrei-o no chão, encostado contra a parede, entre o sofá e a arrecadação. Não estava partido, apenas um dos cantos estava aberto. Dava para reparar mas... 


Entre tantas conversas sobre a casa, porquê não mencionar uma coisa assim? Seria tão natural entre colegas. Ainda mais se foi ela, que não trabalhava e vivia em casa, que apanhou o quadro e o meteu de lado. Sim, porque o dito não foi parar ao lado do sofá encostado a uma parede, perto da arrecadação. 

Ela NUNCA mencionou a ausência dele. Não teve reação se por acaso eu expressei surpresa ao não o ver na parede. Mas mencionou algo como "não reparei"  ou se fez de esquecida.


Eu AMAVA embelezar a casa. Estávamos todos a amar a casa, a elogiar os espaços, a planear melhorar pequenas coisas. O quadro foi um dos meus pequenos contributos. Nunca coloquei o que fosse sem lhes pedir aprovação. 

Lembro-me que quando o coloquei lá e perguntei se por eles tudo bem que o ali metesse - na parede da antiga chaminé, acima do sofá, ela questionou o propósito. Quis mesmo saber porquê. Falei que achava que faltava ali qualquer coisa, tinha aquela imagem a preto e branco e achava que era capaz de ficar bem ali. 

Ela encolheu os ombros e "permitiu" o quadro ali. Mas por vezes mencionava-o, nas conversas sobre gostos pessoais, chegando a sugerir que se calhar era melhor tirar, ou que não era seguro.

Assim que me ausento, estranhamente, a fita adesiva que coloquei em excesso para me certificar que o quadro, que era bem leve, não iria cair, é a única coisa ainda presa á parede. 


Pretendia arranjar o quadro e voltar a colocá-lo no lugar. Mas algo... coisas mencionadas aqui e ali pela M. como se não fosse nada... por exemplo, dizer que se caiu foi porque não era para ficar ali e ela bem tinha dito que não achava que ficava bem... Algo, uma sensação, de que não era bem vindo... talvez agora conclua que fosse intuição.

Acabei por não o fazer. 
O uso de adesivo podia ser inadequado para aquele propósito, não quis arriscar. 
Desisti e fui tentar tirar o adesivo da parede, mas não saiu de forma alguma. 

Na altura ocorreu-me a possibilidade, muito ao de leve, pelas circunstâncias, de não ter sido acidente. Mas descartei e não dei importância. Hoje acho que posso afirmar que a M. sem sombra de dúvida era exatamente o tipo de pessoa para se incomodar com algo tão insignificante, querer que as coisas corressem à maneira dela, ao ponto de ir buscar um cabo de vassoura para o usar como ferramenta para bater no quadro até este cair. 

Talvez o tenha feito, talvez não. Mas é pessoa para isso e muito pior.


Há pessoas que, quando "aprontam" algo com alguém, sentem satisfação em ficar quietos a aguardar a reação da vítima.

Tristeza, dor, sofrimento, angústia, incómodo, tudo o que inflija sentimentos menos agradáveis - é o que o certo tipo de indivíduo gosta de causar a terceiros.

Ela era assim. 
Isto do quadro foi um sinal. É sempre assim. É gradual, começa pequeno e escala ao absurdo.


Basta relembrar que passou meses a criticar o colega que fumava, ainda que este o fizesse sempre do lado de fora, com a porta fechada. Quando este saiu da casa, ela, também fumadora, fez questão de fumar de porta aberta, deixando o fumo invadir os cómodos. Ia de propósito abrir a janela que fica ao lado do meu quarto e ia fumar debaixo dela. O que eu sofri! Sempre a respirar um ar tóxico.  Ela fumava como uma chaminé: uns atrás dos outros! Começava pela manhã e podia durar o dia todo até às 5 da madrugada. As beatas, deixava-as pelo chão, muitas vezes aos molhos. Não usava um cinzeiro, nem mesmo quando a agencia tentou a forçar e instalou um na parede do lado de fora da casa. Só serviu para ela, que não gosta de ser "ensinada", por duas ou três vezes, o tivesse colocado a arder. O metal estava tão quente, a parede estava a ferver... que se eu atirasse um ovo estrelava logo. Fui eu que tive de extinguir a fumaça, que durava horas... chegou a um ponto que, pelo cheiro, já sabia o que era. Já nem esperava três horas para ver se se dissipava, se a origem do cheiro era do jardim de vizinhos... intuía e ia lá abaixo para extinguir o fumo. 

E foi isto... 
Foi isto TUDO que me veio à lembrança em fracções de segundos, ao avistar na parede umas marcas. 
Tudo tem história. 


PS: Agora que concluí de escrever e fui ler o post LEMBREI de outra situação que vivi e que deu origem a que muitos de vocês que me lêm comentassem. Tudo começou com o post "A Jarra Saltitante". Surpreendeu-me. Só agora, reparo nas semelhanças. Há de fato personalidades com tanto em comum que se devia, logo ao primeiro gesto, partir para generalizações e não deixar espaço para dúvidas. São  pessoas narcisistas com alguma perigosa "patia" pelo meio

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Na Inglaterra não se vê lixo nas ruas!

 Por largos anos quando comparando alguns hábitos portugueses aos britânicos, nós saímos sempre a perder no critério de ruas sujas.

Mas ganhavamos no critério "Inverno". O português mais curto, mais ameno, o de Inglaterra sempre chuvoso, escuro, longo.

Pois deixem-me que vos diga que é tudo treta! 

Aqui estou eu para desfazer conceitos pré concebidos de uma vez por todas. Quebrar o mito! É TUDO mentira. 

A respeito da sujidade, esqueçam. O que se passa é que Inglaterra é muito verde. Não porque eles tratam bem seus espaços mas porque é um país com chuviscos ocasionais que impedem a relva de secar e ficar castanha. 

Existe muito vegetacao verde que camufla lixo deitado ao chão. 


A presença de vegetação verde não se deve á boa manutenção, porque muitos nem são mantidos. 








E o mito maior é achar que o Inverno inglês é pior que o português.


Não é!
É 1000 vezes melhor.

É ameno a maior parte do ano. Há pessoas que nem guarda ☂️ chuva usam. Tapam a cabeça com o gorro do casaco e andam assim pelas ruas. 

Quando chove muito geralmente não dura muito tempo. Chuva por horas ou o dia inteiro é raro. Geralmente as pessoas aguardam a chuva maior cair e depois vão às suas vidas.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A PRAGA da AI e a realidade Fabricada

 

Em certos aspectos a Inteligência Artificial (AI) é bastante prejudicial à sociedade. Ajuda os scammers, os mentirosos, os aldrabões e os vigaristas a atingir de forma mais convincente uma série de pessoas facilmente influenciáveis. 


As roupas também emagrecem? A camera esta sempre na mesma posição em três ocasiões diferentes, à mesma altura e distância? As pessoas encontram-se sempre no mesmo lugar? Com o mesmo penteado? O mesmo estetoscópio na mesma posição e cumprimento e os sapatos são os mesmos também? Os gestos de duas pessoas distintas são o espelho uma da outra, mechem-se igual e ao mesmo tempo mas inversamente? 

Isto de criar conteúdo digital já é muito hollywoodesco. 


Um jovem com problemas de peso a mais vê estas coisas e pensa: "Isto pode ajudar-me!". 

É obrigatório ver o vídeo que se segue para entender a AI. 




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Parabéns a você


parabéns a esta covinha minha, que faz XX anos.


Foi criada no parto, por este instrumento aqui:


Parabéns há minha mãe. E aos médicos, que há XX anos tiveram sucesso em me remover dentro dela quando não tinha forças para o fazer sozinha.

Pelo fato de estar desacordada e não ter visto ou sentido nada acabei por conjecturar/fantasiar se a possibilidade de ter existido uma irmã/o gémea/o pode ter sido uma realidade escondida do seu conhecimento. 😊


Isto porque pessoas estavam sempre a me abordar dizendo me ter visto noutro lugar, noutra cidade.

Existe em mim um sentimento complexo de explicar mas relacionado com ausência e carência. Como se estivesse para ser mas não foi. Uma identidade de irmandade que me faz falta e é ressonante em mim. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A nossa cultura fadista


A data de aniversário...
Existem culturas que sabem celebrar tal data. Com festa e alegria e mais nada. 
Não é o caso da cultura portuguesa, na minha opinião. 

Depende de cada um, claro. Mas pessoalmente pelo que observo acho que culturalmente somos educados a sentir o PESO dos anos. A olhar para a idade como um marco dos nossos fracassos




Ah, a cultura do fado*.. Quando a data chega, vem também a depressão. Aprendeu-se a "ver" o copo meio vazio, ao invés de meio cheio. Ainda que o aniversariante o esconda, entre sorrisos ou aparente normalidade. Quando fica a sós consigo mesmo, ele vem: o "fado".  

Claro está que, acredito, existirem muitos portugueses que olham para a data e querem passar um dia alegre. Entre amigos, família. O típico. E passam. 

Mas mesmo aqueles que sorriem diante de umas velas acesas espetadas num bolo de aniversariante, enquanto lhes cantam os parabéns numa mesa de restaurante, dentro de nós... sentimos o peso. Como se fossemos educados a olhar para o aniversário como um símbolo do curto tempo que temos na terra e do quanto o desperdiçamos. 

Pensamos no tempo que já passou e não volta mais, na velhice...

Nem todos os aniversariantes têm família por perto para lhes dar mensagens de parabéns.  Há quem não têm ninguém. Esse dia chegará para mim. Por enquanto tenho meus pais que, mal ou bem, se lembram sempre. São eles que me "avisam" que a data se aproxima, desconhecendo o poder massacrante que daí advém. Porque eu, realmente, não lembro e não "marco" o dia no calendário. Até eles me fazerem sentir o "peso" dele. 

"Ah, filha, vais fazer XX anos"....!!!

Eu a sentir o meu espírito jovem e eles, sem perceberem, a substituírem esse sentimento pela constatação do peso do tempo já passado. Mas ainda bem que alguém se lembra, não é? E que sejam eles significa que ainda os tenho na minha vida. Sem serem eles, tenho uma tia que também me parabeliza. E tenho um irmão que não podia ser mais indiferente. Um dia os mais velhos irão partir, deixando-me só. 

E é coisas assim que acabam por passar pela cabeça de um aniversariante sem família. Não se olha o copo meio cheio, mas o quanto está vazio. O quanto nos faltou conquistar e que, para todos os sentidos, a cultura diz que já devia ter sido conquistado. 

E no dia seguinte tudo isto eclipsa-se. Desaparece. 
Pelo menos conto com isso. 

*fado: um estilo musical semelhante aos blues, com voz acompanhada de guitarra mas também com o significado de "peso", geralmente canta a dor, o sofrimento, a perda, o amor não correspondido. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Penis de m**da

 

Por vezes pressiono aqueles links de publicidade que surgem durante a visualização de vídeos no youtube. O que dizem para nos levar a eles ás vezes faz todo o sentido. E a curiosidade faz a pessoa espreitar. Foi assim que espreitei uns "fantásticos" panos de cozinha suecos superabsorventes e reutilizáveis - só para concluir que não passam dos muito conhecidos panos absorventes esponjados amarelos, usados há décadas nas cozinhas. 

O mais recente click foi para saber o que seria disto: 


Na imagem diz que se trata de um workshop para facultar as pessoas com técnicas para "reescrever o cérebro" de forma a eliminar padrões de pensamentos negativos, vencer a procrastinação e atingir qualquer objetivo na vida. 

Parece algo que pegaríamos num livro na biblioteca para começar a ler. 
Carreguei por curiosidade. E surge isto:


 

A tradução do último nome da "doutora" é Penis de m**da. (Dickshit). 

Foi então que percebi: se os aldrabões que criam estes conteúdos se deram à ousadia de colocar um nome super ofensivo num texto claramente escrito em inglês e tendo a "doutora" explicado a finalidade do workshop num video em que falava perfeito inglês, certamente que o "detalhe" do último nome lhes é percetível. Se fosse verdadeiro, a profissional não ia usar este nome. Jamais! 

Não se quer ser levada a sério. 

Como não quer - entram logo a gozar com os otários que vão colocar dinheiro na conta. Porque se a coisa correr muito mal e através dos dados facultados conseguirem sacar todo o dinheiro da conta bancária e as vítimas quiserem se queixar às autoridades, dizendo que foram lesados por um esquema online encontrado numa fonte creditada e tida como segura como o youtube, vão ter de dizer que foi o curso da doutora... pénis. 

E as autoridades vão entreolhar-se e constatar o obvio: com um nome destes, como é que não percebeste que era uma vigarice? 

É quase admitir merecer ser lesado.   

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Artista que não me importava de ver em concerto

 E ele vai dar um em Londres, em Abril. Os bilhetes ainda não estão há venda. Ou se estiveram, já esgotaram. Encontrei por acaso na internet e adorei. A voz e o que ele consegue fazer com ela já de si é impressionante. Mas também quero sublinhar que adoro as composições musicais. Tem sempre um elemento refrescante, que soa a novo ou muito bem metido ou até mesmo surpreendente. 



O que acham? O single com que ficou conhecido foi este: 


Soube que ele já esteve em Portugal em 2022 - logo após(?) o Covid. Ou terá sido um tanto antes? 

Já tem uma carreira de alguns anos mas eu só soube que este artista existe há umas semanas. Surgiu com Steve Tyler num vídeo no youtube - em homenagem ao Ozzie. E não existe uma música dele que eu não tenha apreciado. 

Gosto de todo o género de música - mas aquela que me chama mais a atenção é a clássica. Rock e Heavy Metal podem também me agradar em particular, mas é mais raro. Por isso quando gostei deste "roqueiro" apreciei que este estilo se tivesse introduzido no meu ouvido com novas melodias. 

E não sou a única. Os comentários no youtube estão entupidos de pessoas dos 60 aos 80 anos a dizer que o escutam e já compraram bilhetes para os seus concertos. "Vou ser a pessoa mais velha lá mas não me importo" - disse um homem de 80 anos. Outro disse que tinha 70 e picos e ele e a esposa estavam na cozinha a curtir o som. 

Acho isto fantástico. 

Já tentei agarrar o meu bilhete - para o que seria o meu primeiro concerto pago. Já vi alguns, mas na altura em que andava na universidade e existiam as festas e as bandas apareciam para tocar com entrada livre para os estudantes, ou quando se realizam com entrada livre nos parques da cidade durante o verão. 

Mas como tenho uma certa timidez... sei que não vou ser capaz de me por aos pulos entre a multidão... (acho)... Talvez precisasse de companhia para me dar insentivo. Ou então me ia sentir ainda mais timida. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Assédio, perseguição, maus tratos: o que o tempo veio a definir como BULLYING

 

Não sei se estou preparada para falar muito abertamente sobre isto. Acho que certas partes não vou aprofundar muito. Mas estava aqui na minha vidinha a pensar, após uma angústia emocional que até dor de cabeça me causou, que na escola, não me lembro de sofrer de bullying. 

Disse isto muitas vezes, acreditando ser verdade, quando ainda era estudante, mas já mais adulta. Até que, como adulta, ainda na escola a situação foi-se alterando. Eu pensei que nunca tinha sido vítima de bullying - mas estava errada. 

Fui vítima de bullying TODA A MINHA VIDA.

Na realidade, não conheço outra existência. 
E talvez por isso, até hoje, a meio de século de vida, é ainda uma situação recorrente. 

Não se aprende a ganhar defesas. Aprende-se apenas a suportar em silêncio.

Sorte tem aquele que viu entrar na sua vida uma alma inteligente e caridosa que, entendendo a situação, emprega o indivíduo de ferramentas de defesa e precaução. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Ir ao cinema no dia dos namorados? Só se fosse por este filme

 Tenho um blogue sobre filmes. Mas é aqui que vou dizer que não me incomodaria de assistir à nova adaptação de "O Monte dos Vendavais". E tudo porque vi este poster. 



Que logo me fez lembrar de uma das minhas pinturas favoritas. "O Amor" (1886) de Gustav Klimt. 



Quando vi esta imagem achei-a tão poderosa. Tão intensa. Há desejo no ar. Há entrega, há redenção. Luxuria. E tudo envolto em trajes de épocas passadas. Contudo, o amor não muda e ainda arde da mesma forma fossem os amantes mais contemporâneos. 

Voltando ao filme, "O Monte dos Vendavais" de 2026  já tem várias coisas a seu favor: A inquestionável e talentosa atriz e produtora Margot Robbie e o ator Jacob Elordi de quem é muito difícil de tirar os olhos de cima tal é a sua capacidade de nos mesmerizar. 



 

É incrível o que as pessoas fazem para aparecer no livro de Recordes do Guiness

 É incrível mesmo. Porque é extraordinário. 


Por exemplo, este rapaz de 12 anos, Aiden McMillan, trabalha desde os 8 numa máquina caseira de... fusão nuclear

Sim, leram bem. Fusão nuclear e 8 anos. Diz ele que se inspirou e quer bater o atual record do Guiness, que pertence a Jackson Oswalt, um outro menino que, a 19 de Janeiro de 2018, duas horas antes do seu 13º aniversário, conseguiu, em casa, com um projeto caseiro, realizar Fusão Núclear. 

Assim contado até parece algo FÁCIL e acessível para qualquer um. 
Não é.

Felizmente. 

Só para encontrar o material e produtos necessários - há que louvar estes jovens. Determinação não lhes faltará. 

Jackson Oswalt (nascido a 19 de Janeiro de 2005)

JACKSON OSWALT:

Atual detentor do record de Guiness (19.1.2018) por ser a pessoa mais jovem a realizar um procedimento de fusão nuclear. Ele fundiu dois atómos deuterios usando um fusor que ele mesmo construiu. 

Como se este feito de uma criança de quase 13 anos já não fosse extraordinário, Jackson não foi pioneiro. Ele se inspirou no adolescente Taylor Wilson, que também havia criado um fusor de átomos. 

O feito foi confirmado por entidades competentes e também pelo investigador Richard Hull, que mantém uma lista de cientistas amadores que conseguem realizar fusão nuclear em projetos caseiros. 

"Um dia tive uma epifania. Percebi que podia ser o melhor em videojogos mas que, no final, isso não significava muito. Percebi, no grande esquema das coisas, que os jogos de computador não tinham muita importância. Então mudei a forma de pensar. Imediatamente mudei meu interesse para o que mais próximo de jogos existe na vida real: A ciência. " - contou. 

"Só sabia que queria ser visto como "inteligente". Ao invés de assistir a vídeos sobre pessoas a jogar videojogos comecei a assistir a vídeos sobre física. Foi aí que descobri o Taylor Wilson, que construiu um reator nuclear aos 14 anos de idade. Ri e achei que seria uma forma bem simples de aparecer nas notícias. 

Estava bem enganado! Acabei por não resistir à tentação de construir o meu próprio reator. Com 11 anos delineei esse objectivo. A primeira etapa consistiu em criar um aparelho de fusão "demo", que gera plasma mas não fusão em si. Foi fácil encontrar quase todo o material no Ebay. 

Após umas modificações no sistema de grelha derretido de uma bomba turbo molecular, foi possível recolher a substância Tantalum e encontrar Deuterium como fonte de energia, de forma "legal". - explicou.

Um ano de experiências e tentativas, às 13.30 horas do dia do seu 13º aniversário, ele conseguiu realizar a fusão dos átomos com o aparelho construído por si. Ainda contou como sendo um feito realizado por uma criança de 12 anos porque a hora do seu nascimento dera-se às 15.38h. 

É atualmente o DETENTOR do recorde mundial da pessoa mais jovem a realizar fusão nuclear. 

Resta saber... quem terá inspirado outros antes deste e do jovem Taylor Wilson, hoje com 31 anos e criador de uma empresa de energia nuclear focada na segurança mundial. 



terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Comida processada: os resultados

 

Não é novidade para muitos que me conhecem de perto: eu só como comida processada. 

Não por gosto, mas por ser prático.
Não cozinho. 
Não por não gostar, mas por falta de tempo e por fadiga resultante dos esforços no trabalho. 

Eu só como PORCARIA. 

E faz quase uma década de constante ingestão de... comida processada. 


Minhas refeições consistem em noodles em copo, massas como lasanha e novelinhos com atum ultra-congeladas, arroz com galinha ultra congelado, fish pie ultracongelada, panados de peixe ultracongelados, pizza ultracongelada, chocolates, bolachas, gelados e mais recentemente, gomas. Bebidas, costumava ser só água. Mas a semana passada comprei uma dúzia de latas de "chá" com gás, a um preço apetecível de 0.25 centimos que me fez querer arriscar consumir para receber um "boost" de energia quando a sinto em baixo no emprego. 

Acabo que, no emprego, estou até demasiado ocupada para beber a bebida. Acaba por ser em casa, quando quero descansar, que consumo a bebida açucarada. Talvez por ser "chá", acho que me faz ir ao WC umas 10 vezes seguidas. Aliás, no meu dia de descanso, que começa esta noite para amanhã, a coisa que acabei de constatar que acontece de diferente é que as idas à "casinha" são substancialmente maiores. 

Li esta notícia


 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Já é Páscoa em Portugal? Aqui já é desde Janeiro (32 fotos )

 Já havia falado disto noutro post mas acho que não ilustrei o suficiente. É que isto do comércio começar demasiado cedo a disponibilizar artigos pascoais não é apenas para coisas pontuais ou mais procuradas, como chocolate. Não!

Pelo menos aqui em Inglaterra tudo o que possam imaginar e mais que não imaginam, já surge nas prateleiras em formato pascoal. 

Não ilustrei o suficiente o quanto o olhar é aliciado para a compra destes artigos. E quase nenhum destes -diga-se, tem qualquer alusão à religião ou fé - já que a Páscoa é um feriado relacionado com Jesus, tal como o Natal.

Uma criança que nasça hoje nem deve vir a ligar uma coisa á outra. Nada do comércio mencionar Jesus, reis magos, cordeiros... Ao invés disso existem muitos Pais Natais e 🐰 lhinhos.

Pergunto -me como será que os crentes praticantes se sentem ao ver esta data com tanto significado para eles virar uma desculpa para consumismo desenfreado de bens inúteis.

E quase ninguém se vira para a igreja. Ou procura saber dela nestas ocasiões.


Bom, mas aqui ficam as ilustrações. Todas de uma só loja á qual fui hoje. Não fotografei toooodas as coisas mas talvez grande parte. Ficam com uma boa ideia!